O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na última segunda-feira (22) que o governo terá que vacinar, nos próximos 4 meses, os 38 milhões de brasileiros que receberão a nova rodada do auxilio emergencial. O ministro justificou que essas pessoas precisam sair de casa para trabalhar, mesmo recebendo o benefício.
– Quero dar ênfase para a necessidade de vacinação em massa. Está muito claro, hoje, que o desemprego, a recessão de hoje, teve uma focalização muito grande particularmente nos mais vulneráveis, os 38 milhões de brasileiros que ganham seu pão, seu dia a dia, literalmente a cada dia – declarou.
Especialistas apontam necessidade de ação federal coordenada e de quadros técnicos no Ministério da Saúde
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Gestores públicos e privados, médicos e outros profissionais da saúde ouvidos pelo jornal Folha de São Paulo afirmam que só com coordenação nacional, autonomia para tomar decisões técnicas, união da sociedade civil e ajuda internacional haverá alguma chance de o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, enfrentar a crise de Covid-19, que deve continuar nos próximos meses.
Queiroga assume o comando da pasta em meio ao pior momento da pandemia, com situações de colapso na rede de saúde em diferentes estados, lista de espera para obter vagas em UTIs e crise na oferta de medicamentos essenciais a pacientes graves.
Além desses problemas, o novo ministro deve ter como missão acelerar o plano de vacinação contra o coronavírus e lidar com o impacto já presente no sistema de saúde por atendimentos represados.
Um ponto crucial levantado pelos gestores entrevistados pela Folha é a necessidade de o Ministério da Saúde voltar a ter técnicos experientes em seus principais quadros.
“Essa militarização baixou dramaticamente a qualidade e a capacidade de intervenção. O ministério está ocupado por gente que nunca trabalhou com política pública de saúde, não sabe o que é SUS”, disse ao jornal José Carlos Temporão, ex-ministro da Saúde, médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz.
Para ele, se a pasta tivesse uma equipe técnica competente com bons gestores, muitas das crises, como falta de oxigênio e de drogas para intubação, já estariam sanadas.
Francisco Balestrin, presidente do SindHosp (sindicato paulista dos hospitais privados, clínicas e laboratórios), vai na mesma linha. “É preciso que retornem a competência técnica operacional do ministério. Sem isso, teremos um novo ‘vice ministro da Saúde’ sem ação, sem equipe e sem resultados.”
De acordo com a Folha, a ausência de coordenação nacional das ações de enfrentamento da epidemia é apontada por secretários municipais e estaduais de Saúde como um dos principais problemas enfrentados nos últimos meses.
Sem apoio e diretriz federal, estados e municípios tiveram que tomar boa parte das decisões por conta própria.
Informação foi confirmada pelo partido. Haroldo Lima estava internado em unidade de saúde e morreu na madrugada desta quarta.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Morreu na madrugada desta quarta-feira (24), em Salvador, em decorrência de complicações da Covid-19, o ex-deputado federal do PC do B da Bahia e dirigente do partido, Haroldo Lima, aos 81 anos. Ele estava internado em unidade de saúde da capital baiana tratando a doença e, na última sexta-feira (19), foi intubado.
Em nota, o presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, disse que Haroldo “lutou bravamente por longos dias contra a doença, mas não resistiu às complicações”.
“Lamentamos profundamente a irreparável perda de um dos mais destacados quadros nacionais do PCdoB nas últimas décadas e prestamos irrestrita solidariedade aos familiares, aos amigos e militantes neste momento de dor”, diz a nota. Diversos agentes políticos se pronunciaram lamentando a morte de Haroldo Lima. Um deles foi o governador da Bahia, Rui Costa.
“Eu quero lamentar a morte do Haroldo Lima, ex-presidente do PCdoB, abraçar a família, prestar solidariedade, meus sentimentos a toda militância do PCdoB, meus sentimentos. E faremos uma homenagem a ele hoje, ao longo do dia. Essa doença tem levado pessoas muito importantes, pessoas que, independentes de terem cargos políticos ou não, pessoas que compõem o ente querido de cada família. Então, além de político, o Haroldo era alguém que representava o sentimento de família, de amor ao próximo. Fica o nosso abraço aqui, falou o governador.
Formado em engenharia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Haroldo Lima foi deputado constituinte e foi eleito como deputado federal por quatro vezes, sempre pelo PCdoB. Durante a faculdade, ele já participava de movimentos estudantis e, durante o período da ditadura militar, chegou a ser preso.
Natural de Caetité, ele pertencia à uma tradicional família da cidade, descendente do Barão de Caetité e do primeiro governador eleito da Bahia, Joaquim Manoel Rodrigues Lima.
Em 2002, após ser derrotado na eleição para o Senado Federal, foi nomeado diretor geral da ANP, durante governo Lula.
Em uma das maiores derrotas da história da Lava Jato, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (23) que o ex-juiz federal Sergio Moro foi parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ação do tríplex do Guarujá.
O placar sofreu uma reviravolta com a mudança na posição da ministra Cármen Lúcia, que alterou o voto proferido em dezembro de 2018. Com o entendimento da Segunda Turma, o caso terá de voltar à estaca zero.
Mais cedo, ministro Nunes Marques votou contra pleito apresentado pela defesa do ex-presidente Lula
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Ricardo Stuckert/divulgação Lula
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia mudou nesta terça-feira (23) o voto dela no julgamento que avalia se Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato em Curitiba, foi parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do triplex do Guarujá.
Com a nova manifestação, a segunda turma formou maioria, de 3 a 2, para declarar Moro suspeito e anular as decisões dele relacionadas a Lula. No começo da sessão, o ministro Kássio Nunes Marques votou contra o habeas corpus impetrado pela defesa de Lula, o que garantia o resultado a favor do ex-.
Em 2018, quando o tema começou a ser analisado, Cármen Lúcia havia acompanhado o relator do caso, Edson Fachin, ao se posicionar contra a suspeição de Moro. No novo voto, a ministra citou a condução coercitiva e a interceptação do escritório de advocacia da defesa do ex-presidente como fatos que influenciaram a decisão.
A magistrada ressaltou que o voto dela se aplica somente nos casos que envolvem o ex-presidente e não pode ser estendido para todas as decisões de Moro.
“Todo mundo tem o direito de ser processado e julgado e ter um julgamento justo diante de um juiz ou de um tribunal imparcial”, disse ela. “Não acho que o procedimento se estenda a quem quer que seja, estou tomando em consideração algo que foi comprovado pelo impetrante relativo a esse paciente nesta condição”.
Contrato foi publicado em Diário Oficial no sábado (20) e tem validade de seis meses
FOTO: Secom Gov / Valterio Pacheco
O Governo da Bahia vai pagar R$ 67,1 milhões a empresa Proinvest para assumir o Serviço Diagnóstico e Terapêutico da Covid-19 do Hospital Metropolitano.
O contrato foi publicado em Diário Oficial no sábado (20) e tem validade de seis meses. A Proinvest é a primeira organização privada escolhida para fazer o gerenciamento do Hospital de Campanha. Antes, apenas Organizações Sociais, que são organismos privados, mas sem fins lucrativos, ficavam responsáveis pela administração dos hospitais Covid-19.
Diferente das outras empresas, essa não foi publicizada pelo governador Rui Costa, tão pouco foi informado que a proprietária da empresa seria Tereza Rita Leony Valente, sócia da Promedica.
Pela gestão do hospital, que tem capacidade para até 100 leitos de UTI mas foi aberto com apenas 10, mesmo com os altos índices de ocupação divulgados diariamente pelo Estado, a Proinvest receberá um total de R$ 67, 1 milhões. O repasse estadual mensal será de R$ 11 milhões.
O Farol da Bahia entrou em contato com a Sesab para saber como foi feita a escolha da empresa e porque só foram abertos 10 leitos com o estado na beira do colapso de saúde, mas até o fechamento dessa matéria não obteve retorno do órgão.
A declaração “quem não quiser tomar a vacina (contra coronavírus) tem direito a escolher caixão, gaveta e cemitério”, que teria sido dada em uma live pelo governador da Bahia, Rui Costa, causa indignação ao vereador Edvaldo Lima (PSD). Em pronunciamento na Câmara, nesta segunda (22), ele pediu “respeito à população”, por parte do chefe do Executivo Estadual. Opositor das restrições do governo baiano às atividades econômicas, Edvaldo acredita que Rui teria “perdido o controle” devido a rejeição dessas medidas.
O vereador reiterou apoio aos decretos editados em nível municipal pelo prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, “que como médico, conhece muito bem essa área e tem dado demonstração de responsabilidade, respeito e competência à sociedade”. Rui, segundo ele, deveria “aplaudir e não criticar” o gestor local por não cumprir a íntegra dos “abusivos decretos estaduais”. Em sua avaliação, o governador “ajudou a impulsionar o coronavírus” ao permitir o Carnaval, no ano passado.
Presidente ressaltou que já foram contratadas mais de 400 milhões de doses de vacinas da Covid-19
Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos
O presidente Jair Bolsonaro utilizou suas redes sociais, nesta segunda-feira (22), para lembrar a seus seguidores que o Brasil é o quinto país no mundo que já aplicou vacinas contra a Covid-19. De acordo com ele, foram aplicadas 13 milhões de doses do imunizante.
Ele ressaltou ainda que o Brasil já contratou mais de 400 milhões de doses do imunizante para esse ano.
– Somos o 5º pais que mais vacina no mundo com 13 milhões de doses aplicadas. Para o corrente ano, já foram contratadas mais de 400 milhões de doses de vacinas para ser distribuído de forma voluntária para a população – destacou.
Uma pesquisa, realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada pelo jornal Folha de São Paulo nesta segunda-feira (22), apontou que 57% dos brasileiros consideram justa a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso envolvendo o tríplex do Guarujá (SP). O levantamento foi realizado com 2.023 brasileiros em todas as regiões e estados, entre os dias 15 e 16 de março.
De acordo com os números apurados pelo instituto de pesquisa, 57% consideram justa a condenação de Lula no caso do tríplex, uma alta de três pontos percentuais em comparação a abril de 2018, quando o número era 54%. Por sua vez, 38% consideram injusta a condenação de Lula, em relação aos 40% apurados há dois anos. Outros 5% não sabem responder, índice que era 6%.
Em 2017, o então juiz Sergio Moro condenou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex. A pena foi revista em 2018 para 12 anos e 1 mês na segunda instância. E, em 2019, ela foi reduzida para 8 anos e 10 meses no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Depois, em 2019, o ex-presidente foi condenado no caso do sítio de Atibaia. Ele nega ter cometido os crimes.
ANULAÇÃO DAS CONDENAÇÕES Em 8 de março, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou que a Justiça Federal do Paraná não tinha competência para analisar as investigações contra Lula e anulou as condenações do ex-presidente nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia. A decisão atinge ainda dois processos que apuram doações ao Instituto Lula.
Na pesquisa, os entrevistados também falaram sobre suas opiniões a respeito da decisão do ministro Fachin. Para a maioria dos entrevistados, 51%, Fachin agiu mal ao anular as condenações de Lula. Já para outros 42%, Fachin agiu bem ao anular as condenações de Lula. E 6% não souberam responder.
O levantamento também mostrou que a maioria da população tem conhecimento sobre a anulação das condenações. Neste quesito, 37% dos entrevistados disse que tem conhecimento e está bem informado sobre o caso, 44% afirmou que tem conhecimento e está mais ou menos informado, 7% declarou que tem conhecimento, mas que está mal informado, e 13% disse não ter conhecimento.
MAIORIA É CONTRA LULA CONCORRER EM 2022 Com a anulação das condenações, Lula está apto a participar da eleição presidencial de 2022. Entretanto, a pesquisa mostra que os brasileiros se dividem sobre uma eventual candidatura do petista. Para 51%, Lula não deveria concorrer em 2022. Já 47% acham que Lula deveria concorrer em 2022. E outros 2% disseram não saber.
O republicano está atualmente restrito no Twitter, Facebook e Instagram
Donald Trump terá plataforma própria na web Foto: Zach Gibson/EFE
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump deverá retornar às redes sociais com uma plataforma própria entre os próximos dois e três meses.
O anúncio foi feito pelo seu conselheiro de campanha Jason Miller, que, em entrevista à Fox News, afirmou que “isto irá redefinir o jogo, todos irão olhar para o que vai acontecer”. Segundo o conselheiro, a plataforma será “grande e terá dezenas de milhões de pessoas”.
Trump segue restrito em plataformas como Twitter, Facebook e Instagram. Miller afirmou que os comunicados do republicano seguem impactantes, “talvez pelo tom mais presidencial”.
De acordo com o conselheiro, há mais de uma empresa interessada em realizar os planos de Trump, mas não especificou quais seriam, ou mais detalhes.