O presidente Lula reagiu à fala de Trump dizendo que o Brasil é soberano e tem ‘instituições independentes’
Para Trump, ‘o Brasil está fazendo uma coisa terrível’ com Bolsonaro | Foto: Alan Santos/PR
O ex-presidente Jair Bolsonaro agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por ele ter saído em sua defesa contra a “perseguição política” que enfrenta no Brasil. Pelas redes sociais, Bolsonaro disse que tem em comum com Trump a defesa dos “interesses dos nossos povos e a liberdade de todos”.
“Este processo ao qual respondo é uma aberração jurídica (Lawfare), clara perseguição política, já percebida por todos de bom senso”, disse Bolsonaro em publicação no X. “Agradeço ao ilustre presidente e amigo. V. Exa. passou por algo semelhante. Foi implacavelmente perseguido, mas venceu para o bem dos Estados Unidos e dezenas de outros países verdadeiramente democráticos.”
Bolsonaro finalizou a mensagem dizendo que a luta de Trump por paz, justiça e liberdade “ecoa por todo o planeta”.
“Obrigado por existir e nos dar exemplo de fé e resiliência”, escreveu o ex-presidente, nesta segunda-feira, 7.
Mais cedo, Trump publicou uma longa mensagem em defesa de Bolsonaro em sua rede social.
“O Brasil está fazendo uma coisa terrível no tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse Trump. “Eu tenho observado, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto de ter lutado pelo povo.”
Sem citar Bolsonaro, Lula reagiu a Trump e rejeitou interferência
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu à fala de Trump dizendo que o Brasil é soberano e não aceita interferência estrangeira em assuntos internos.
“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros”, disse Lula pelas redes sociais. “Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja.”
Lula ainda afirmou que o Brasil possui “instituições sólidas e independentes”, e que “ninguém está acima da lei”.
Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal em um inquérito que investiga um suposto “plano golpista” para impedir a posse de Lula.
Emissora de TV ligada a sindicatos paulistas recebeu R$ 5,5 milhões por meio de emendas parlamentares de 21 deputados e senadores petistas
Deputados e senadores do PT enviaram R$ 5,5 milhões em emendas parlamentares para a fundação que administra a TV dos Trabalhadores (TVT), canal de notícias alinhado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os recursos foram encaminhados ao longo de sete anos por 21 políticos petistas. Entre eles, estão os atuais ministros Alexandre Padilha (Saúde), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).
Segundo Maurício Júnior, diretor e membro do conselho da TVT, a Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, responsável pelo canal, é custeada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, e “os recursos das emendas são complementares para a criação de novos quadros e programas que tenham, como objetivo principal, a comunicação pública e educativa”.
Júnior disse, ainda, que as emendas financiam projetos que mostram “o Brasil real, com suas periferias, juventudes, mulheres, povos do campo e comunidades tradicionais”.
“Essas produções fortalecem a democracia, ampliam o acesso à informação de qualidade e contribuem para a construção de uma comunicação mais inclusiva e plural. Sem esse apoio, muitas dessas histórias deixariam de ser contadas — e, com elas, perderíamos narrativas essenciais para entender e transformar a sociedade brasileira”, disse o diretor da TVT.
Os diretores do canal buscam parlamentares de esquerda para mostrar os projetos que são formulados anualmente pela TV. Deputados e senadores retornam os contatos com a rede de televisão e “explicam como as verbas podem ser destinadas para esses objetivos”, segundo Maurício.
A TVT faz parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e firmou convênios com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), durante os governos petistas. Um dos contratos, de 2010, teve duração de 10 anos para transmitir a programação da RNCP. Em 2023, com a volta do PT ao Palácio do Planalto, o canal firmou novo contrato com a EBC.
No fim de 2024, a TVT fez dois novos convênios com a estatal de comunicação. Um deles, no valor de R$ 1,8 milhão, foi para “aquisição de equipamentos para aprimorar as operações da TVT”. Outro, de R$ 800 mil, tem como objeto a “produção de 100 programas jornalísticos inéditos”. Os R$ 2,6 milhões dos dois contratos foram pagos com emendas parlamentares.
Ministros enviaram recursos
A atual ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, foi uma das parlamentares que bancou os convênios da TVT com a EBC. A equipe da SRI confirmou a destinação das emendas, mas não respondeu se o repasse tinha um viés eleitoreiro por causa da linha editorial da TVT.
Eleita pelo Paraná, Gleisi enviou, em fevereiro deste ano, R$ 250 mil para a TV ligada aos sindicatos paulistas. Em abril de 2023, a deputada já havia enviado R$ 100 mil à TVT.
Já a assessoria do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que enviou emendas à TVT em 2021 e 2023, disse, por meio de nota, que “a TVT tem programação educativa, não se trata de um veículo comercial nem partidário”.
“Todas as emendas de Alexandre Padilha, enquanto deputado, foram amplamente declaradas no Portal da Transparência, sem qualquer questionamento dos órgãos de controle”, completou.
O deputado Paulo Teixeira informou que enviou emendas para a produção de 12 episódios sobre culturas e artes periféricas. Ele destinou, em 2021, R$ 100 mil, e disse, por meio de nota, que o mérito da emenda foi aprovado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A análise do mérito, do interesse público e da legalidade do objeto proposto são responsabilidade do poder Executivo, assim como o empenho e o pagamento da emenda, no caso, a Secretaria Nacional de Cultura do governo Bolsonaro.”
Em dezembro de 2023, quando já havia assumido o Ministério do Desenvolvimento Agrário, ele destinou mais R$ 100 mil à fundação que gere a televisão. “A TVT cumpre uma função social importante, o que justifica os repasses”, diz a nota.
O que é a TVT
A origem da TVT é datada de 1983, quando Lula, então diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, voltou de uma viagem da Europa com uma câmera.
Em 1984, o sindicato criou um departamento de vídeo financiada por meio de convênio com uma entidade holandesa. Três anos depois, o sindicato pediu a concessão de um canal de TV, que foi negado pelo governo federal. Em 1994, durante nove meses, o sindicato manteve um programa, com horário comprado na grade de programação da TV Record.
Em 2010, a TVT foi inaugurada como uma emissora de televisão, fundada por Elizeu Marques da Silva, sindicalista que morreu em 2013.
Embora a Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho seja dirigida na prática pelo conselheiro Maurício Júnior, o presidente oficial é Paulo Roberto Salvador.
Em 2020, Paulo Salvador virou réu no âmbito da Operação Lava-Jato. Ele administrava a Editora Gráfica Atitude e foi acusado de, por meio da empresa, “lavar” R$ 2,4 milhões, lastreados em dois contratos contratos de 2010 e 2013.
Em setembro de 2025, Salvador deve deixar a presidência da fundação que gere a TVT, e Maurício Júnior deverá ser empossado como presidente.
Autores das emendas defendem acesso à informação
Os parlamentares que mais enviaram recursos à fundação por meio de emendas foram o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o deputado federal Alfredinho (PT-SP), que destinaram R$ 500 mil, cada.
Ao Metrópoles Alfredinho disse que o valor enviado à TVT é “muito inferior” aos milhões de reais em emendas que ele manda para custeio da saúde. O deputado reforça que a destinação das emendas para a fundação foi “dentro da legalidade” e que tem certeza de que o recurso contempla o plano de trabalho apresentado pela TVT.
“Destinei porque eu tenho uma origem no setor metalúrgico E conheço o trabalho que a TVT faz já de alguns anos, e só destinei porque sei que eles fazem um trabalho sério”, pontuou o parlamentar.
O senador Jaques Wagner afirmou, em nota, que “sempre incentivou a comunicação pública e alternativa no país com o objetivo de promover a democratização dos meios de comunicação e o livre debate público”. Wagner não explicou por que encaminhou recursos a uma fundação paulista, embora tenha sido eleito pela Bahia.
Outra emenda é da deputada Benedita da Silva(PT-RJ). Ela defendeu que o repasse é importante para “garantir o acesso da população à informação de qualidade”, uma necessidade para garantir direitos “em tempos de desinformação em massa”.
Por meio de nota, a petista também afirmou que as emendas enviadas para São Paulo “reflete o seu compromisso sólido com o setor cultural não somente no Rio de Janeiro, mas em todo o país”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou os países ligados ao Brics com uma tarifa adicional de importação de 10%.
– Qualquer país que se alinhar às políticas antiamericanas do Brics será submetido a uma tarifa adicional de 10%. Não haverá exceções a essa política. Obrigado pela atenção a este assunto! – escreveu o republicano na rede Truth Social na noite deste domingo (6).
A ameaça de Trump ocorreu ao mesmo tempo em que ocorre a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, que termina nesta segunda-feira (7).
No encontro, os países integrantes do bloco sinalizaram “sérias preocupações” com as medidas protecionistas e unilaterais de comércio, em referência à guerra tarifária deflagrada pelo presidente americano, sem citá-lo nominalmente.
Ministros relataram que a medida pode ser considerada inconstitucional se for concedida por aliados
Jair Bolsonaro no STF Foto: Ton Molina/STF
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam, nos bastidores, que a Corte deve reagir a um eventual indulto concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso ele seja condenado por tentativa de golpe de Estado e um aliado vença as eleições presidenciais de 2026.
Segundo o colunista Paulo Cappelli, do site Metrópoles, integrantes do STF relataram que se a anistia for concedida por nomes como Eduardo Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil) — que já se manifestaram a favor de uma anistia — ela seria considerada inconstitucional.
Ainda de acordo com Cappelli, a possível reação da Corte seria baseada no precedente do caso Daniel Silveira. Em 2023, o STF anulou o indulto concedido por Bolsonaro ao ex-deputado, alegando que o benefício foi motivado por afinidade político-ideológica, que seria incompatível com os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.
Intenção é punir com rigor os delitos mais graves previstos na legislação brasileira; proposta segue agora para o Senado
Deputado Alberto Fraga (PL-DF), relator do PL 1.112/2023, durante votação do projeto, na quarta-feira, 3 de julho | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O tempo mínimo que um condenado deve cumprir em regime fechado antes de tentar a progressão para o semiaberto pode aumentar para 80% nos casos de crimes hediondos, conforme projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira 2. O Projeto de Lei 1.112/2023 segue agora para análise do Senado.
A proposta, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), originalmente previa a mudança apenas para casos de homicídio contra agentes de segurança pública ou seus parentes próximos. No entanto, o relator Alberto Fraga (PL-DF) ampliou a regra para todos os crimes classificados como hediondos pela Lei 8.072/90, sem distinção se o réu é primário ou reincidente.
Novas regras previstas no projeto
Além dos crimes hediondos, a nova regra também se aplica a quem for condenado por exercer liderança, individual ou coletiva, de organização criminosa voltada para crimes hediondos ou equiparados, além de integrantes de milícia privada. A exigência de 80% do cumprimento da pena abrange crimes como porte ilegal de arma proibida, posse de pornografia infantil e falsificação de medicamentos, mesmo sem resultado de morte.
Atualmente, a legislação prevê que a progressão de regime varia entre 40% e 70% do tempo de pena, conforme a gravidade do crime hediondo. O texto aprovado elimina essa gradação e também veta a concessão de liberdade condicional para esses casos.
O deputado Alberto Fraga argumentou que a proposta acompanha mudanças recentes trazidas pela Lei 15.134/2025, que endureceu penas para homicídios contra membros do Judiciário e do Ministério Público. “Nada mais lógico, e justo, que a execução da pena igualmente seja qualificada, no sentido de ser mais rígida”, afirmou o relator, segundo a Agência Câmara de Notícias.
Fraga acrescentou que a medida representa o mínimo diante do aumento da violência no Brasil. “Estamos dizendo que a progressão valerá para todo mundo. Qual a diferença da vida de um cidadão comum para um delegado? Nenhuma”, disse o deputado.
Repercussão das medidas mais duras contra crimes hediondos
O deputado Alfredo Gaspar ressaltou que hoje basta o cumprimento de 40% da pena para solicitar a progressão de regime. “Como vamos querer que o criminoso que mata mulher tenha direito a uma liberdade antecipada? Não. É hora de o Brasil vencer o crime organizado e os autores de crime grave”, declarou.
No plenário, a oposição apoiou a proposta. A deputada Bia Kicis (PL-DF) criticou os benefícios atuais da Lei de Execução Penal. “As pessoas se sentem compelidas a cometer crimes porque não têm o menor medo da punição. A impunidade é a mãe da reincidência”, declarou.
O deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) disse que a intenção da nova regra é “menos facilidade na progressão de regime, mantendo a alta criminalidade em efetivo cumprimento de pena”.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que é preciso “leis firmes e tolerância zero à crueldade” e lembrou que a esquerda votou contra a proposta. “Adivinhem quem foi contra a medida? PT, Psol e cia. Sempre eles. Mas, segurança pública se faz com coragem, leis firmes e tolerância zero à crueldade e estamos aqui para que isto seja defendido.”
Esquerda faz discurso contra endurecimento de penas
Já a base do governo e os partidos esquerda se manifestaram contra o endurecimento das regras. “Este Congresso, ao longo do tempo, aumentou penas, dificultou progressão, e qual o resultado? Não resolveu e não vai resolver”, afirmou o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), conforme a Agência Câmara.
Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido, também fez críticas: “Aqui no Brasil, a população carcerária está explodindo. Se você pega o crime pequeno e coloca o cara na cadeia, ele será vítima do PCC.”
Veja a lista de crimes hediondos previstos na legislação brasileira
A Lei de Crimes Hediondos lista categorias de crimes de vários tipos considerados hediondos, para os quais não pode ser concedida anistia, graça ou indulto ou fiança, além da progressão de regime mais longa.
Confira a lista:
homicídio praticado em atividade típica de grupo de extermínio;
homicídio por encomenda, motivo fútil, com método cruel (veneno, fogo, tortura, etc.), com traição ou emboscada, para acobertar outro crime, contra agentes de segurança pública ou membros do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública ou Advocacia Pública quando no exercício da função ou em decorrência dela ou contra seus parentes até 3º grau;
homicídio com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido;
lesão corporal dolosa de natureza gravíssima e lesão corporal seguida de morte praticadas contra agentes e autoridades citadas;
feminicídio;
roubo com restrição de liberdade da vítima, com emprego de qualquer arma de fogo ou seguido de lesão corporal grave ou morte;
extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, por lesão corporal ou morte;
extorsão por meio de sequestro e na forma qualificada;
estupro;
estupro de vulnerável;
epidemia com resultado morte;
falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais;
favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável;
furto qualificado por uso de explosivo;
induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação realizados pela internet, rede social ou transmitidos em tempo real;
sequestro e cárcere privado cometido contra menor de 18 anos;
tráfico de pessoas cometido contra criança ou adolescente;
crime de genocídio;
crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido;
crime de comércio ilegal de armas de fogo;
crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição;
crime de organização criminosa quando direcionado à prática de crime hediondo ou equiparado;
recrutar, agenciar ou facilitar a participação de criança ou adolescente em cenas de pornografia;
exibir, transmitir ou facilitar a exibição ou transmissão em tempo real de cena de sexo explícito ou pornográfica com a participação de criança ou adolescente;
adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente; e
crimes previstos no Código Penal Militar que apresentem identidade com os crimes citados.
Vice-presidente do União Brasil e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto disse nesta quarta-feira (2), durante as comemorações dos 202 anos da Independência da Bahia, que o interior “tem de estar presente e representado” na chapa oposicionista que vai concorrer às próximas eleições na Bahia.
“Se depender da minha opinião, até março do ano que vem deveremos apresentar aos eleitores os nomes de todos os nossos candidatos ao governo, vice e Senado. E o interior terá o seu peso, terá o seu destaque”.
Pouco antes de iniciar o desfile cívico, o ex-prefeito de Salvador cobrou explicações sobre o alto volume de empréstimos contratados pelo governador Jerônimo Rodrigues -cerca de R$ 18 bilhões em apenas dois anos e meio.
“O problema não é o empréstimo, o problema é a gente não saber para onde foi este dinheiro, como está sendo aplicado. Com R$ 18 bilhões daria para construir duas pontes Salvador-Itaparica, 250 hospitais, comprado 100 mil viaturas policiais blindadas ou construídas 200 mil casas populares. E o legado, o resultado do governo Jerônimo ninguém consegue saber, não há uma marca, não há nada relevante ou de destaque. Infelizmente, ele está endividando o nosso estado e comprometendo o nosso futuro”.
ACM Neto aproveitou o desfile cívico do 2 de Julho para ressaltar “algumas independências que a Bahia precisa conquistar, sobretudo olhando para o futuro do estado. Temos sempre de homenagear e reverenciar os nossos heróis, principalmente neste dia da democracia, da liberdade e do cidadão baiano. E, ao mesmo tempo, temos de lutar muito para que os baianos tenham um futuro diferente, temos de lutar muito para que a Bahia deixe de ser o estado mais violento do Brasil, temos de lutar muito para que a Bahia saia dos últimos indicadores da educação e do desemprego”.
Na opinião de ACM Neto, os festejos do 2 de Julho sempre serão populares. “As comemorações pela Independência da Bahia nunca vão deixar de ser uma festa popular. Por mais que eles aparelhem a festa, o cidadão baiano é maior e mais forte e o 2 de Julho é ainda mais grandioso. Mas o que a gente vê, de fato, é uma ocupação da militância, o que a gente vê são pessoas que vieram orientadas politicamente, mas isso não vai diminuir a importância do 2 de Julho, o peso da Independência da Bahia e, sobretudo, o olhar crítico dos baianos de saber o que tem de ser feito para que o nosso estado retome o protagonismo que sempre teve e que foi perdido pelas péssimas administrações do PT”.
ACM Neto participou do cortejo ao lado do prefeito Bruno Reis, de deputados estaduais e federais e lideranças políticas e populares.
Petista viajará para a Argentina nesta quarta-feira
Presidente Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR
Nesta quarta-feira (2), Lula (PT) viajará para Buenos Aires, capital da Argentina, para participar da cúpula do Mercosul. Ele estaria planejando aproveitar a viagem para visitar a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar desde o dia 17 de junho em Buenos Aires.
O petista, no entanto, irá precisar de uma autorização da Justiça da Argentina para visitar Cristina.
A equipe jurídica da própria ex-presidente estaria cuidando dos trâmites.
O chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, disse que Lula vai decidir lá em Buenos Aires sobre a visita. As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Análise considerou interações em Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter); veja números
Foto: Renato Pizzuto/Band
Os políticos de direita seguem dominando o debate nas redes sociais brasileiras com folga. Um levantamento da consultoria Bites, divulgado pela Folha de S.Paulo, mostra que, apenas nos cinco primeiros meses de 2025, os representantes da direita tiveram um engajamento 2,5 vezes maior do que o alcançado por nomes da esquerda e do centro somados.
A pesquisa, que analisou dados entre 1º de janeiro e 30 de maio, revela um cenário preocupante para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta dificuldades para competir com a direita no ambiente digital. A análise considerou interações em Facebook, Instagram, YouTube, TikTok e X (antigo Twitter) de 250 perfis políticos com maior número de seguidores, incluindo deputados, senadores, governadores, prefeitos de capitais, ministros e até primeiras-damas.
Segundo os dados, políticos de direita somaram 1,48 bilhão de interações, número que inclui curtidas, comentários e compartilhamentos. Já os perfis ligados à esquerda registraram 417 milhões de interações no mesmo período. O centro e o centrão, juntos, contabilizaram 171 milhões.
O desempenho superior da direita se mantém também na média por publicação. Enquanto os políticos de direita obtêm 12.894 interações por post, os de esquerda têm, em média, 4.699, e os do centro e centrão, 3.900.
Apesar de uma certa paridade no número de parlamentares considerados, 88 da direita, 84 do centro e centrão, e 78 da esquerda, a diferença no alcance e repercussão do conteúdo publicado é expressiva. Na prática, isso se traduz em uma vantagem significativa para a direita na disputa por narrativas e influência política nas plataformas digitais.
O ex-presidente recebeu um possível diagnóstico de pneumonia viral no final de junho e, desde a data, tem sofrido com soluços e vômitos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou mal novamente na terça-feira (1º) e cancelou sua presença em um evento do PL que ocorreria em Brasília, no Distrito Federal. O filho do político, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), compartilhou um comunicado, assinado pelo pai, em seu perfil no X onde afirma também que “ficam suspensas as agendas de Santa Catarina e Rondônia”.
“Após consulta médica de urgência foi-me determinado ficar em repouso absoluto durante o mês de julho”, afirmou Flávio em nome de seu pai. “Crise de soluços e vômitos tornaram-se constantes, fato que me impedem até de falar”, complementa.
Segundo matéria do InfoMoney, o político recebeu um possível diagnóstico de pneumonia viral no final de junho e, desde a data, tem sofrido com soluços e vômitos. Em seu próprio perfil no X, Bolsonaro compartilhou, sem fazer comentários, uma notícia do portal Metrópoles que afirmava que ele passou mal e cancelou sua agenda oficial.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), outro filho do ex-presidente, compartilhou a publicação feita pelo pai e escreveu que o ex-presidente “está literalmente se matando depois de terem tentado matá-lo”. Ele ainda ressaltou que Bolsonaro passou por “uma cirurgia de mais de 10 horas em menos de cerca de 2 meses”.
Esta não é a primeira vez nos últimos meses em que o ex-presidente cancela compromissos por razões médicas. Depois de participar de um churrasco, em 20 de de junho, ele teve que faltar a eventos em Goiânia (GO).
Mesmo apresentando crise de soluço e arrotos, Bolsonaro viajou a Belo Horizonte na última quinta-feira (26) para participar de evento que contou com a presença de apoiadores como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado estadual mineiro Bruno Engler (PL) e o senador Cleitinho (Republicanos-MG).
Carlos Bolsonaro já tinha pontuado que os enjoos, arrotos, soluços e problemas estomacais de seu pai são consequências diretas do atentado à faca que ele sofreu em 2018. No mês passado, pouco antes de passar mal em Goiânia, o próprio ex-presidente afirmou vomitar “10 vezes por dia”, se referindo as sequelas da facada.
Desde do ataque, Bolsonaro já passou por seis cirurgias, a últimas delas em abril de 2025, uma laparotomia exploradora, que tratou obstrução intestinal.
Petista ficará na residência oficial do embaixador brasileiro
Lula Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON / POOL
Em sua viagem para Buenos Aires, Lula (PT) ficará hospedado na residência oficial do embaixador brasileiro, Julio Glinternick Bitelli. O petista participará da Cúpula do Mercosul.
A decisão de ficar na residência diplomática ocorre em meio a críticas ao governo sobre os seus gastos em viagens internacionais.
A viagem está prevista para esta quarta-feira (2).
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que Lula optou por se hospedar na residência do embaixador, na capital argentina, em vez de ficar em um hotel. Em suas últimas visitas ao exterior, à França e ao Canadá, o presidente brasileiro se hospedou em hotéis de luxo. As informações são do Metrópoles e do Poder360.