Manifestação com alegações finais foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro: segundo a PGR, participação no núcleo de uma suposta tentativa de golpe | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta segunda-feira, 14, a favor da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)por liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ação penal que investiga a articulação de um grupo formado por militares, ex-assessores e aliados políticos do ex-líder do Palácio do Planalto.
O procurador-geral da República reforçou que sejam condenados pelos seguintes crimes:
organização criminosa armada (art. 2º, caput, §§2º, 3º e 4º, II, da Lei n. 12.850/2013);
tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L do Código Penal);
golpe de Estado (art. 359-M do CP);
dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (art.163, parágrafo único, I, III e IV, do CP);
deterioração de patrimônio tombado (art. 62, I, da Lei n. 9.605/1998).
A Ação Penal 2.668 julga o chamado núcleo crucial dos alegados atos antidemocráticos. Gonet pediu a condenação de Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Além disso, a PGR pede que seja fixado valor mínimo para reparação dos danos, nos termos do art. 387, IV, do Código de Processo Penal.
Deputado afirma que seu trabalho nos Estados Unidos é mais relevante e acusa Moraes de perseguição
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não pretende retornar ao Brasil para reassumir sua cadeira na Câmara. Licenciado do cargo até o dia 21 de julho, o parlamentar declarou que vai permanecer nos Estados Unidos, onde vive atualmente, mesmo com o fim oficial de sua licença.
“O trabalho que estou fazendo aqui é mais importante do que o trabalho que eu poderia fazer no Brasil”, afirmou, em entrevista publicada nesta segunda-feira (14) pela Coluna do Estadão.
Críticas ao STF e temor de prisão
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) justificou sua permanência no exterior com críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusa de perseguição. Segundo ele, há ameaças à sua liberdade caso retorne ao país.
“No Brasil, o STF, quer dizer, Alexandre de Moraes, ia tentar colocar uma coleira em mim, tirar meu passaporte, me fazer de refém, ficar ameaçando, como ele sempre faz — mandando a Polícia Federal na Casa, abrindo inquérito, inquirindo pessoas ao meu entorno. Então, eu não vou me sujeitar a fazer isso”, disse.
O deputado ainda declarou que não vê necessidade de retornar à Câmara para manter sua influência política. “Não preciso mais de um diploma de deputado federal para abrir portas e os acessos que tenho aqui”, acrescentou.
Renúncia simbólica ao mandato
Na avaliação de Eduardo, seu trabalho no exterior tem mais peso do que sua presença no Congresso Nacional. Segundo ele, seguir fora do país representa um “sacrifício” pelo que acredita ser a defesa da liberdade.
“Se o Brasil estivesse vivendo uma normalidade democrática, em que o deputado pudesse falar, onde os deputados de direita pudessem ser iguais a um deputado de esquerda. Mas como não tem, eu estou me sacrificando, sacrificando o mandato, para levar adiante a esperança de liberdade”, afirmou.
“Não vou ser preso sem ter cometido crime nenhum”
A publicação ainda diz que o parlamentar não quer sofrer “numa cadeia injusta”. Em nova investida contra Moraes, Eduardo desafiou o ministro a mandar o pedido de extradição para os Estados Unidos.
“Eu não vou [para a prisão] sem ter cometido crime nenhum, forçar a minha esposa e os meus familiares a me visitarem numa cadeia injusta. Eu não vou cometer o erro de retornar ao Brasil achando que teria um julgamento decente e minimamente constitucional”, completou.
Benefícios bilionários dados pelo BNDES a Suzano podem sumir na alfândega
Donald Trump, presidente dos EUA | Foto: Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
As tarifas anunciadas por Donald Trump contra produtos brasileiros podem atingir em cheio empresários próximos ao PT. A Suzano Papel e Celulose é um desses exemplos.
Walter Schalka presidiu a empresa de 2013 a 2024. Em 2022, quando ainda estava no cargo, o executivo assinou uma carta pública em apoio à candidatura de Lula à Presidência da República. Depois da volta do PT ao comando em Brasília, surgiram bons negócios para o grupo. Um dos melhores: mais crédito estatal. O extra nos empréstimos veio por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ao longo de 2024, por exemplo, o BNDES emprestou R$ 3,4 bilhões para a companhia. Cerca de R$ 2,6 bilhões foram em um único contrato, um recorde nas operações entre o banco e a empresa — e isso depois de um ano de turbulência do caixa da companhia.
O faturamento caiu R$ 10 bilhões, na comparação de 2022 para 2023. Mas o valor não abalou a confiança da nova gestão do banco na hora de aprovar o empréstimo bilionário. A ajuda recorde veio em abril de 2024. Maior do que ela, o prejuízo no caixa da Suzano naquele trimestre do mesmo ano: R$ 3,7 bilhões.
BNDES para ‘campeões’
Depois que o PT chegou ao poder pela primeira vez, o BNDES virou sinônimo de dinheiro para a chamada política dos campeões. Em resumo: o pagador de impostos banca planos de empresários gigantes que a instituição entende como relevantes para o interesse nacional.
A seleção estatal alavancou empresas como JBS, Odebrecht e Camargo Corrêa. Esses nomes posaram tanto nas páginas de economia, por desempenhos espetaculares, quanto nas policiais, pelas relações nada republicanas de seus executivos com o Poder Executivo, em Brasília.
Impostos para a Suzano
Depois que Lula voltou ao poder, o BNDES liberou R$ 3,6 bilhões em crédito para a Suzano. Em tese, porém, é preciso faturar para pagar as parcelas — e a taxação de Trump pode ser um tiro na competitividade da empresa, provocando um grande furo no caixa da companhia.
Ao longo de 2024, as vendas no mercado norte-americano renderam R$ 6 bilhões — é o equivalente a 13% de todo o faturamento anual. Com o peso extra imposto pelo governo Trump, a empresa terá de optar: ou corta na própria carne ou reduz o apetite pela América.
Além disso, o ex-presidente usou a relação do governo brasileiro com países sob regimes ditatoriais como exemplo para afirmar que o futuro e a cultura do Ocidente estão em perigo.
“O enredo é cristalino”, afirmou o ex-presidente. “Sou o principal obstáculo entre eles e o que realmente desejam: o controle absoluto sobre a sua vida. Por isso, mentem, censuram, prendem, distorcem, caluniam, perseguem, agridem, sempre com a mesma narrativa. Pela democracia. Mas qual democracia permite apenas um lado falar, pensar e existir?”
Bolsonaro ainda criticou os esforços para censurar jornalistas e políticos brasileiros. “Se não podem calar com censura, tentam com ameaças, com inquéritos, com prisão ou com morte”, afirmou. “Não se enganem. Se hoje fazem comigo, amanhã será com você.”
O ex-presidente prometeu lutar “pela maioria esmagadora dos brasileiros que não se curvaram” ao sistema que, segundo Bolsonaro, “é sustentado por uma imprensa comprada”.
“Enquanto Deus me der vida, estarei aqui”, escreveu o ex-chefe do Executivo. “Em pé. Falando a verdade. Lembrando que o Brasil não pertence ao sistema. Pertence ao povo brasileiro.”
Ex-presidente cita ações de seu governo
Bolsonaro também lembrou algumas ações que executou durante seu governo. Ele deu o exemplo do Porto de Santos, que tinha um prejuízo de cerca de R$ 500 milhões por ano antes de ele ser presidente. No fim de seu mandato, em dezembro de 2022, a estatal registrou lucro de R$ 500 milhões.
Segundo o ex-presidente, o lucro nas estatais durante seu mandato desagradou muita gente. Bolsonaro criticou o fato de hoje as diretorias dessas empresas estarem sob domínio de partidos políticos.
Ministro da Casa Civil do governo Lula havia afirmado que vídeo do filho de Jair Bolsonaro sobre tarifa de Trump ‘parecia de sequestrador’
O presidente da Comissão de Segurança Pública (CSP), senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
As sanções tarifárias impostas pelos Estados Unidos abriram um novo capítulo de embates entre integrantes do governo federal e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, trocaram críticas depois de declarações sobre as novas tarifas de 50%, anunciadas na semana passada pelo presidente Donald Trump.
Durante compromisso oficial neste domingo, 13, Rui Costa comparou vídeos dos filhos de Bolsonaro a cenas de sequestro. “Eu vi os vídeos dos filhos dele [Jair Bolsonaro]”, disse o ministro. “Parece aqueles vídeos de filmes de sequestradores (…) Agora a gente está vendo coisa até pior, uma postura de sequestrador por parte da família deles.”
Em resposta, Flávio Bolsonaro classificou como amadora a conduta do integrante do governo Lula e criticou a condução da política externa da gestão petista. “Fico impressionado com o amadorismo de Rui Costa”, afirmou o senador, à CNN Brasil. “Está mais preocupado em culpar alguém do que resolver a grave situação que o Brasil se encontra, em parte por causa da catastrófica política externa de Lula.”
Flávio Bolsonaro pede apoio ao Congresso
Ministro criticou a postura da família Bolsonaro ao tratar da taxação norte-americana | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O filho de Jair Bolsonaro acusou Rui Costa de não buscar alternativas para solucionar o impasse comercial com os EUA. “Prefere ver o Brasil ser taxado em 200% do que sentar como adulto na sala”, disse Flávio.
Ele defendeu ainda a aprovação de uma anistia no Congresso como medida para evitar as tarifas. “Espero contar com os votos do PT no Congresso para aprovar, o mais rápido possível, a anistia ampla, geral e irrestrita”, disse o senador. “Esse é o primeiro passo para a taxação de 50% não entrar em vigor já agora no dia 1º de agosto. Quem for contra a anistia é contra o Brasil!”
Reações internacionais e resposta do governo Lula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reuters/Ken Cedeno
O presidente Donald Trump anunciou a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros na quarta-feira 9. Como justificativa, Trump alegou perseguição de autoridades brasileiras a Jair Bolsonaro, que é réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado, depois das eleições de 2022.
Em resposta à medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o país não aceitará imposições externas e prometeu aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça Brasileira”, disse Lula, em nota. “Portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.”
Trump, em carta enviada a Lula, chamou de “vergonha internacional” o julgamento de Bolsonaro e classificou a situação como uma “caça às bruxas” que deveria ser encerrada “imediatamente”.
Tribunal não reage às acusações infundadas do petista contra governo anterior
Lula tem feito acusações graves contra o governo anterior, sem apresentar provas, e não sofre qualquer consequência institucional | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais neste sábado, 12, para questionar a omissão do Supremo Tribunal Federal (STF) diante de ataques e declarações falsas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo Bolsonaro, as instituições que antes reagiam com inquéritos, censura e prisões a qualquer crítica ao Judiciário agora se mantêm em silêncio diante das falas do petista.
“É possível que, todos os dias, uma pessoa minta, ataque instituições e destile ódio contra estruturas democraticamente constituídas – e absolutamente nada aconteça?”, escreveu Bolsonaro. “Hoje, diante de alguém que insiste em propagar inverdades continuamente, impera o silêncio.”
Durante o mandato de Bolsonaro, ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral moveram dezenas de ações contra ele, sob a justificativa de combater a desinformação.
Uma simples crítica ao sistema eleitoral ou às decisões da Corte era suficiente para motivar abertura de inquérito e até prisão de apoiadores. Agora, no entanto, o cenário se inverteu.
Lula tem feito acusações graves contra o governo anterior, sem apresentar provas, e não sofre qualquer consequência institucional. O presidente chegou a afirmar, inclusive, que “quadrilhas montadas no governo passado” promoveram descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Lula mente, favorece aliados e não sofre reação institucional
A fala de Lula, feita em rede nacional, não se sustenta. Segundo auditoria do Tribunal de Contas da União, o próprio governo petista foi responsável por um recorde de denúncias em 2023.
Naquele ano, cerca de 35 mil aposentados procuraram canais oficiais do INSS para relatar descontos indevidos em empréstimos consignados que não solicitaram.
Também em 2023, o volume movimentado em operações de crédito consignado dentro do INSS chegou a R$ 90 bilhões. A gestão petista também tem sido acusada de blindar aliados.
A Advocacia-Geral da União retirou da lista de bloqueio de bens um sindicato investigado por irregularidades, presidido pelo irmão de Lula, o sindicalista conhecido como Frei Chico. Apesar disso, o Judiciário permanece inerte. Nenhum inquérito foi aberto contra Lula por disseminação de informações falsas ou por ataques ao governo anterior.
Para o partido, o parlamentar afrontou a soberania nacional ao buscar sanções dos EUA contra o Brasil
Eduardo Bolsonaro discursa no plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou nesta quinta-feira, 10, uma petição complementar ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. No documento, a legenda solicitou a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Para os petistas, ele cometeu uma afronta direta à soberania nacional ao atuar fora do país e tentar convencer autoridades dos Estados Unidos a adotarem sanções econômicas contra o Brasil.
O documento registra que o próprio deputado assumiu publicamente participação nessa operação ao divulgar nota à imprensa que revelava coautoria na pressão exercida contra o Brasil. Essa postura, de acordo com o PT, configura um fato inédito e gravíssimo. Mesmo nos períodos de maior alinhamento ideológico com potências estrangeiras, a legenda afirma que não houve registro de ação tão explícita para pedir sanções econômicas contra o país com fins de constrangimento institucional.
A legenda sustenta que Eduardo Bolsonaro agiu como agente informal de relações exteriores
A legenda sustenta que Eduardo Bolsonaro agiu como agente informal de relações exteriores. Ele teria usado o mandato parlamentar como um escudo para proteger interesses particulares e objetivos políticos de grupos internos. Na avaliação do partido, essa conduta afronta princípios fundamentais da legalidade, da soberania nacional e da separação entre os Poderes.
O PT solicitou que o Conselho de Ética amplie o escopo da representação já em andamento. Além disso, pediu que a Casa declare a perda definitiva do mandato de Eduardo Bolsonaro.
Trump fez manifestações públicas de apoio ao ex-presidente brasileiro
Jair Bolsonaro no STF Foto: Ton Molina/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) publicou nesta quarta-feira (9), um versículo bíblico em tom de crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o governo de Donald Trump anunciar uma tarifa extra de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.
– Quando os justos governam, o povo se alegra. Mas quando os perversos estão no poder, o povo geme – Provérbios 29:2 – escreveu Bolsonaro em sua conta na rede social X.
Horas antes, Trump divulgou no Truth Social uma carta endereçada a Lula em que formaliza a imposição da tarifa e apresenta suas justificativas. No texto, o presidente norte-americano menciona a situação judicial de Bolsonaro, que classifica como perseguição, e acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de censurar ilegalmente plataformas americanas que operam no Brasil.
Como reação, Lula afirmou que a resposta do país virá por meio da lei de reciprocidade econômica, aprovada pelo Congresso neste ano.
– Qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica – disse.
Nesta quarta-feira (1º), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O americano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa deverá entrar em vigor em 1º de agosto.
Ao justificar o aumento da tarifa sobre o Brasil, Trump citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, Trump afirmou ainda que a decisão de aumentar a taxa foi tomada “em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.
De acordo com a carta, a tarifa de 50% será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA, separada de todas as tarifas setoriais existentes”. As informações são do G1.
Leia, a carta na íntegra:
9 de julho de 2025 Sua Excelência Luiz Inácio Lula da Silva Presidente da República Federativa do Brasil Brasília
Prezado Sr. Presidente:
Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!
Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.
Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.
Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.
Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!
Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.
Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.
Muito obrigado por sua atenção a este assunto!
Com os melhores votos, sou, Atenciosamente, DONALD J. TRUMP PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Deputado licenciado cita ‘mudança de cenário’ e diz que novas ações virão dos EUA
Eduardo Bolsonaro comenta falas de Trump em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta segunda-feira, 7, que o apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representa apenas o começo de uma nova ofensiva política. Em publicações nas redes sociais, ele agradeceu o gesto e insinuou que outras ações semelhantes estão por vir.
“O que posso dizer é que esta não será a única novidade vinda dos EUA neste próximo tempo”, publicou Eduardo. “Aproveito para agradecer a todos que se empenham nesta batalha.”
No domingo, Trump afirmou em sua rede Truth Social que está acompanhando o que chamou de “caça às bruxas” contra Bolsonaro e seus apoiadores. O republicano defendeu que o julgamento do ex-presidente brasileiro deveria ser feito nas urnas, e não pela Justiça. “Deixem Bolsonaro em paz!”, escreveu.
Eduardo Bolsonaro: “Atingir Moraes é abalar Lula”
Eduardo Bolsonaro também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e associou os ataques a este a um enfraquecimento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Como venho dizendo: atingir Moraes é abalar Lula”, escreveu.
O parlamentar relembrou a detenção do ex-assessor de Trump, Jason Miller, em 2021, por ordem de Moraes. “Eles jamais imaginaram que Trump voltaria à Casa Branca”, afirmou.
Também nesta segunda-feira, Lula usou as redes sociais para falar sobre a soberania do país e o respeito às instituições. Sem citar Trump, ele afirmou que “a defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros”.
“Somos um país soberano”, publicou o presidente. “Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”, escreveu.