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Maioria das novas taxas entra em vigência a partir da próxima quinta-feira (7).

Foto: White House Archived

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite de quinta-feira (31) uma ordem executiva que define novas tarifas recíprocas para dezenas de países e territórios ao redor do mundo. A maioria destas taxas entra em vigência a partir da próxima quinta-feira (7).

Segundo matéria do InfoMoney, em muitos casos, o anúncio apenas oficializa medidas já anunciadas por Trump ao longo do último mês, como é o caso do Brasil. Mas, para outros, como o Canadá, os valores foram atualizados: o vizinho norte-americano não tem avançado nas negociações e está sujeito a um imposto de importação de 35%.

“Também recebi informações e recomendações adicionais sobre relações exteriores, questões econômicas e de segurança nacional, incluindo o status das negociações comerciais, os esforços para retaliar os EUA”, disse o presidente americano em ordem publicada no site da Casa Branca.

Como ficam as tarifas a partir de agora

Para países com “déficit comercial significativo em relação aos EUA”, segundo a Casa Branca, os encargos variam entre 10% e até 41%, conforme a negociação com cada governo.

Algumas nações conseguiram negociar tarifas mais favoráveis, como é o caso da Argentina, que, ao lado de um grupo de cerca de 90 países, manterão a taxação em 10% — menor percentual imposto pela gestão Trump.

O Brasil, por sua vez, está sujeito a uma tarifa recíproca de 10 %, acrescida de uma sobretaxa específica de 40 % aplicável a partir da próxima quarta-feira (6), ou seja, a alíquota total de importação sobre produtos brasileiros ficou em 50%, maior porcentagem imposta pelos EUA a qualquer país do mundo.

Por outro lado, o país também tem a lista mais extensa de exceções, com 694 no total, incluindo metais, suco de laranja, aeronaves, petróleo e derivados.

Com a taxação, o custo de entrada de produtos brasileiros no mercado americano deve aumentar expressivamente. A medida é vista também como uma retaliação às políticas brasileiras em áreas como tecnologia e à condução do processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF.

Confira a seguir um resumo da situação de cada país no momento:

Países que sofreram imposição de tarifas

50%: Brasil (Taxa recíproca de 10%)

41%: Síria

40%: Laos; Mianmar

39%: Suíça

35%: Canadá; Iraque; Sérvia

30% África do Sul; Argélia; Líbia; Bósnia e Herzegóvina

25%: Índia; Cazaquistão; Tunísia; Brunei; Moldávia

20%: Taiwan; Bangladesh; Sri Lanka

19%: Tailândia; Malásia; Camboja; Paquistão

18%: Nicarágua

15%: Israel; Turquia; Costa Rica; Equador; Noruega; Venezuela; Nigéria; Nova Zelândia; Guiana; Jordânia; Trinidad e Tobago; Angola; Gana; Islândia; Costa do Marfim; Madagascar; Bolívia; Botsuana; RD Congo; Namíbia; Fiji; Camarões; Liechtenstein; Lesoto; Ilhas Maurício; Moçambique; Macedônia do Norte; Zâmbia; Uganda; Guine Equatorial; Chade; Papua-Nova Guiné; Zimbábue; Malawi; Afeganistão; Vanuatu; Nauru

Países que negociaram tarifas

20%: Vietnã

19%: Indonésia; Filipinas

15%: Alemanha; Japão; Coreia do Sul; Irlanda; Itália; França; Países Baixos; Bélgica; Espanha; Suécia; Áustria; Polônia; Hungria; Dinamarca; Eslováquia; Finlândia; República Tcheca; Portugal; Eslovênia; Romênia; Grécia; Lituânia; Bulgária; Estônia; Croácia; Luxemburgo; Letônia; Malta; Chipre

10%: Reino Unido

Países que ainda negociam tarifas*

30%: China

25%: México

*Os percentuais presentes são provisórios e ainda dependem de uma definição oficial do governo americano

Países que ficaram com a tarifa base

10%: Albânia; Andorra; Antígua e Barbuda; Arábia Saudita; Argentina; Armênia; Austrália; Azerbaijão; Bahamas; Barein; Barbados; Belize; Benim; Bielorrússia; Burquina Faso; Burundi; Butão; Cabo Verde; Catar; Chile; Cingapura; Colômbia; Comoros; Coreia do Norte; Cuba; Djibuti; Dominica; Egito; El Salvador; Emirados Árabes Unidos; Eritreia; Essuatini; Etiópia; Gabão; Gâmbia; Geórgia; Granada; Guatemala; Guine; Guiné-Bissau; Haiti; Honduras; Iêmen; Ilhas Marshall; Ilhas Salomão; Irã; Jamaica; Kiribati; Kosovo; Kuwait; Líbano; Libéria; Maldivas; Mali; Marrocos; Mauritânia; Micronésia; Mônaco; Mongólia; Montenegro; Nepal; Niger; Oma; Palau; Panamá; Paraguai; Peru; Quênia; Quirguistão; República Centro-Africana; Congo; República Dominicana; Ruanda; Rússia; Samoa; San Marino; Santa Lúcia; São Cristóvão e Neves; São Vicente e Granadinas; Senegal; Serra Leoa; Somália; Sudão; Sudão do Sul; Suriname; Tajiquistão; Tanzânia; Timor-Leste; Togo; Tonga; Turcomenistão; Tuvalu; Ucrânia; Uruguai; Uzbequistão

Informações


Comparação das gestões consta de pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo PoderData

lula e bolsonaro em debate da band
Lula e Bolsonaro durante debate eleitoral organizado pela TV Bandeirantes em 2022 | Foto: Renato Pizzuto/Band

A maior parte dos entrevistados em uma pesquisa do PoderData considera o governo Lula pior do que o governo Bolsonaro. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira, 30. Ao todo, 40% acham o atual presidente pior do que o ex-mandatário; 33% acham o petista melhor do que o ex-presidente; e para 24% os governos são iguais.

Comparativo entre Lula e Bolsonaro - 30/07/2025 | Foto: Reprodução/Poder360
Comparativo entre Lula e Bolsonaro – 30/07/2025 | Foto: Reprodução/Poder360

No recorte por intenção de voto em 2022, 57% dos que votaram em Lula consideram sua gestão superior à de Bolsonaro, enquanto 13% avaliam como pior e 28% dizem ser igual. Entre eleitores de Bolsonaro, 7% preferem o governo atual, 78% acham pior e 14% consideram não haver diferença.

Reprovação de Lula segue superior à sua aprovação

A mesma pesquisa mostra que a reprovação de Luiz Inácio Lula da Silva segue superior à sua aprovação: 53% reprovam o presidente e apenas 42% aprovam. Apesar da baixa aprovação, os números refletem uma melhora na comparação da pesquisa realizada pelo PoderData há dois meses, quando 56% disseram reprovar o governo Lula e 39% aprovavam. 

A leve recuperação na avaliação de Lula se deve, em parte, pela recente imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além de relações comerciais desleais, segundo o republicano, as tarifas se devem à perseguição judicial injusta feita contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A pesquisa também perguntou como as pessoas avaliam o trabalho pessoal de Lula. A avaliação negativa prevalece: 41% acham que Lula tem um desempenho ruim ou péssimo no cargo, e apenas 22% consideram o trabalho ótimo ou bom. Para 34%, o desempenho do petista é regular. 

Realizado entre 26 e 28 de julho, o levantamento ouviu 2.500 pessoas do Distrito Federal e de 182 cidades dos 26 Estados. As entrevistas foram realizadas por telefone, utilizando sistema automatizado de resposta, e há margem de erro de 2 pontos porcentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Informações Revista Oeste


O pedido de asilo apresentado pela deputada será analisado pelas autoridades italianas, com decisão baseada sobretudo em critérios políticos

Novo recurso apresentado pela defesa de Carla Zambelli é rejeitado: 'mero inconformismo', diz Alexandre de Moraes | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Novo recurso apresentado pela defesa de Carla Zambelli é rejeitado: ‘mero inconformismo’, diz Alexandre de Moraes | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Depois de ser detida em território italiano nesta terça-feira, 29, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) decidiu requisitar asilo político ao governo da Itália. A informação foi divulgada pela CNN. Carla Zambeli permanece sob custódia em uma delegacia local, aguardando definição sobre os próximos procedimentos.

O pedido de asilo apresentado por Zambelli será analisado pelas autoridades italianas, com decisão baseada sobretudo em critérios políticos. A premiê Giorgia Meloni pode influenciar na avaliação, tornando essa alternativa plausível diante do contexto.

O processo de extradição foi formalmente iniciado em 11 de junho, quando o Ministério da Justiça e Segurança Pública recebeu a documentação encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Depois da análise do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, o pedido foi enviado ao Ministério das Relações Exteriores, responsável por remeter o caso à chancelaria italiana.

Trâmites diplomáticos e próximos passos do caso de Carla Zambelli

Com os trâmites diplomáticos já realizados, a decisão sobre os próximos passos fica sob responsabilidade das autoridades italianas. O caso deve ser encaminhado pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália ao Ministério da Justiça do país, que, por sua vez, submeterá o pedido ao tribunal competente, responsável por decidir sobre eventual prisão com fins de extradição.

Prisão de Zambelli

De acordo com informações fornecidas pelo advogado da parlamentar, Fábio Pagnozzi, em entrevista ao Oeste Sem Filtro, Zambelli se apresentou voluntariamente, e a prisão se deu de forma pacífica.

Segundo Pagnozzi, “a prisão ocorreu de forma pacífica. Ela forneceu um endereço. Os policiais foram até lá, ela teve tempo ainda de pegar seus medicamentos, pegar suas roupas”. O advogado reforçou que a deputada optou se apresentar por iniciativa própria, em busca de melhores condições pessoais e médicas, uma vez que sofre de fibromialgia e doença cardíaca.

Informações Revista Oeste


Processo tramita com base em tratado internacional de 1993

Carla Zambelli está afastada do cargo no Congresso Nacional desde 29 de maio | Foto: Lula Marques/EBC
Carla Zambelli está afastada do cargo no Congresso Nacional desde 29 de maio | Foto: Lula Marques/EBC

Fontes do Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmaram que a pasta recebeu em 11 de junho a documentação enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) referente ao pedido de extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Depois do recebimento, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, órgão vinculado ao ministério, verificou a conformidade do pedido com o tratado bilateral de extradição firmado entre Brasil e Itália. O tratado foi promulgado pelo Decreto nº 863, de 9 de julho de 1993.

Conforme os trâmites descritos pelas fontes, a pasta encaminhou o pedido de extradição ao Ministério das Relações Exteriores, que o remeteu à chancelaria italiana pela via diplomática. Na sequência, o governo italiano seguiu os procedimentos previstos em sua legislação.

Segundo o informe, incumbe à chancelaria mandar o caso à autoridade central do país, o Ministério da Justiça da Itália. A partir daí, o processo foi enviado ao tribunal competente, que decidirá sobre a eventual prisão para fins de extradição.

De acordo com o Código de Processo Penal Italiano, o julgamento sobre o pedido de extradição será realizado em instância judicial. Uma vez julgado procedente o pedido de extradição, as autoridades italianas deliberarão sobre a entrega da extraditanda, conforme a norma penal do país.

Em nota, Ministério da Justiça classificou Zambelli como “foragida”

O Ministério da Justiça divulgou nesta terça-feira, 29, uma nota oficial que confirma a prisão de Zambelli na Itália, na qual afirma que as autoridades italianas prenderam “uma brasileira que se encontrava foragida no país”, sem citar nomes.

A ação foi realizada pelas autoridades italianas em Roma, com base em uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira, a Interpol e agências de segurança da Itália. A atuação ocorreu por meio da Adidância Policial em Roma, unidade responsável por representar a PF no exterior.

O ministro da Justiça, Ricardo Ricardo Lewandowski | Vinicius Loures / Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias Vinicius Loures Câmara dos Deputados
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Segundo o comunicado, “a presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.

Informações Revista Oeste


Parlamentar havia deixado o cargo em virtude de condenação no STF

carla zambelli
A deputada federal Carla Zambelli, na Câmara, pouco depois da operação da PF em seu gabinete – 02/08/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

A polícia da Itália prendeu a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), nesta terça-feira, 29.

Conforme pessoas próximas da congressista, ela decidiu se entregar.

Nas redes sociais, contudo, o parlamentar italiano Angelo Bonelli disse ter comunicado às autoridades sobre o paradeiro de Carla.

A parlamentar está afastada desde 29 de maio, quando pediu a primeira licença para tratamento de saúde. Depois, Zambelli solicitou mais 120 dias para “tratar de interesse particular”.

Em atualização


Avaliação é que EUA só irão tratar do tema depois de impor as tarifas, para fortalecer posição nas negociações

Governo Lula derrapa na solução de impasses diplomáticos, enquanto outros países avançam no acordo com a principal potência econômica | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Lula derrapa na solução de impasses diplomáticos, enquanto outros países avançam no acordo com a maior potência econômica | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O governo Lula enfrenta dificuldades para estabelecer diálogo direto com a Casa Branca depois do anúncio de tarifas de 50% sobre produtos nacionais exportados aos Estados Unidos, previsto para entrar em vigor na sexta-feira, 1º. De acordo com informações do g1, interlocutores do Planalto afirmam que uma conversa entre Lula e Donald Trump só será realizada se houver atendimento direto por parte do líder norte-americano.

Em 9 de julho, Trump enviou uma carta a Lula comunicando a imposição das novas tarifas, justificando a medida com razões políticas e comerciais. No dia 23, o presidente dos EUA reiterou que os países com relações consideradas insatisfatórias, entre eles o Brasil, seriam alvo da tarifa de 50% como forma de pressionar por maior abertura de mercado. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou no domingo 27, que as tarifas serão aplicadas sem prorrogação a partir de sexta-feira, 1º.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nos EUA no domingo, oficialmente para compromissos na ONU, em Nova York, ligados à pauta palestina. Vieira pode ir a Washington se a Casa Branca der um sinal positivo.

Impactos econômicos e resposta do governo Lula

Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), aproximadamente 10 mil empresas brasileiras exportadoras podem ser impactadas pelo aumento das tarifas, o que afeta cerca de 3,2 milhões de empregos no país. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) destacou que multinacionais como General Motors, Johnson & Johnson e Caterpillar, com operações no Brasil, também sofrerão prejuízos com a medida.

“Nós queremos todo mundo unido para resolver essa questão”, afirmou Alckmin. “E as empresas têm um papel importante, tanto as brasileiras, que, aliás tem empresa brasileira que tem indústria nos Estados Unidos, quanto as empresas norte-americanas. A General Motors comemorou esse ano, participei do seu centenário no Brasil. A Johnson & Johnson tem 90 anos, a Caterpillar tem 70 anos, muitas delas exportam para os Estados Unidos.”

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Parlamentares tentam evitar alta de até 50% nas tarifas do presidente norte-americano sobre produtos brasileiros

Trump, eua; senadores
Comitiva de senadores | Foto: Divulgação

Senadores brasileiros que chegaram aos Estados Unidos nesta semana receberam um tipo de visto que limita suas atividades a compromissos oficiais, conforme exigência do governo norte-americano. O documento, válido até o início de 2027, traz nos passaportes dos parlamentares o termo “official travel only”, deixando claro que a autorização é restrita a missões em nome do país.

A delegação, composta por oito senadores, viajou com o objetivo de negociar com autoridades locais para tentar evitar uma possível elevação de até 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, proposta pelo presidente Donald Trump. Esse tipo de visto, normalmente, é destinado a diplomatas, funcionários públicos ou representantes de governo em deslocamento oficial.

Restrições e flexibilidades do visto dos senadores

Apesar da restrição formal, na prática não existe controle rigoroso sobre o deslocamento desses representantes enquanto estão nos Estados Unidos, o que permite que realizem outras atividades durante a estadia. Diplomatas, por exemplo, utilizam esse visto em missões e, caso queiram viajar a lazer, precisam solicitar uma permissão específica para turismo.

O grupo parlamentar que desembarcou nos EUA é formado por Carlos Viana (Podemos-MG), Jaques Wagner (PT-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Nelsinho Trad (PSD-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Teresa Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Farias (MDB-AL).

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Em entrevista ao Oeste com Elas, o deputado licenciado comentou sua atuação nos EUA e a repercussão entre integrantes do governo Trump

Deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Deputado federal Eduardo Bolsonaro | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comentou sua atuação nos Estados Unidos e os efeitos obtidos dentro do governo de Donald Trump. Em entrevista ao Oeste com Elas desta sexta-feira, 25, ele disse que o Brasil está “mais perto do que nunca” de ver a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A atuação de Eduardo, em conjunto com o jornalista Paulo Figueiredo e com apoio de outras pessoas, procura apresentar os abusos do STF em episódios distintos. “Existe um plantel de coisas que estão sendo feitas erradas no Brasil”, afirma. Dentre elas, a prisão de Filipe Martins “é um dos casos catalogados e uma das frentes com as quais Alexandre de Moraes vai ter que lidar”. 

O deputado elogiou o ex-assessor especial do governo de Jair Bolsonaro, que ficou preso por seis meses, a mando de Moraes. “Foi homem demais, convenhamos. Segurou cadeia e conseguiu dar recado para o sistema, de que prefere sofrer injustiça a cometê-la.” 

Os advogados estão levando adiante o falseamento dos registros de imigração nos EUA de Filipe Martins nos tribunais. De acordo com Eduardo Bolsonaro, o novo advogado do ex-assessor da Presidência tem feito um “excelente trabalho”.

“Não adianta querer argumentar tecnicamente com Alexandre de Moraes”, ressalta Eduardo. “Alexandre de Moraes, uma vez provocado, mostra quem ele realmente é. O baixo nível, a várzea que está esse Supremo Tribunal Federal.”

O deputado licenciado afirma que ele e Paulo Figueiredo têm reforçado as solicitações de aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes diante de autoridades do governo norte-americano, baseados nas quebras de direitos humanos promovidas pelo ministro. As prisões de manifestantes do 8 de janeiro reforçam essa argumentação.

Medidas contra Bolsonaro repercutem no governo Trump, diz Eduardo

As ordens de censura contra as redes sociais Rumble e Truth Social — pertencente a Donald Trump — também contam para a campanha de Eduardo Bolsonaro contra Moraes e o STF. O ministro “comprou uma briga direta com a empresa do presidente Trump”, destacou Eduardo na entrevista. 

Conforme a explicação do deputado, o inquérito contra Jair Bolsonaro acirrou os ânimos dentro da Casa Branca. Ele recorda que, no mesmo dia em que o STF ordenou a imposição de medidas cautelares contra o ex-presidente, incluindo tornozeleira eletrônica, Washington cancelou os vistos norte-americanos da maioria dos ministros da Corte e de seus familiares.

Ao Oeste com Elas, Eduardo mencionou uma conversa que teve com uma pessoa com acesso direto ao presidente norte-americano. Esse integrante do governo dos EUA teria dito: “Eu não quero nem imaginar o que o Trump vai fazer caso eles prendam o seu pai”.

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Ex-presidente resiste a entrevistas enquanto aguarda decisão de Moraes sobre suposta violação de medidas judiciais

Bolsonaro convoca apoiadores para nova manifestação: 'Nunca pensamos que chegaríamos a esse ponto' | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Moraes atribui a Bolsonaro o financiamento da estadia de Eduardo nos Estados Unidos | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

ex-presidente Jair Bolsonaro evitou qualquer diálogo com a imprensa durante sua passagem pela sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, nesta quarta-feira, 23. Ele chegou ao local às 9h30 e permaneceu até as 17h23 em reunião com aliados, entre eles o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Ao deixar o edifício, Bolsonaro limitou-se a dizer: “Infelizmente não posso conversar com vocês, ok?”. Em seguida, entrou no carro que o aguardava na garagem. No entorno, apoiadores o saudaram com gritos de “força, presidente”. Ele sorriu, mas não respondeu.

Desde a sexta-feira 18, Bolsonaro cumpre restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As medidas incluem o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vedação ao uso de redes sociais e impedimento de frequentar embaixadas.

Moraes atribui a Bolsonaro o financiamento da estadia de Eduardo nos Estados Unidos. Para o magistrado, a prática configuraria tentativa de coação da Justiça e obstrução de investigações criminais.

Bolsonaro aguarda nova ofensiva de Moraes

Na segunda-feira 21, Bolsonaro cancelou uma entrevista que concederia ao portal Metrópoles. No entanto, participou de uma reunião do PL no Congresso e falou com jornalistas ao sair do encontro. Na ocasião, exibiu a tornozeleira e classificou o equipamento como um “símbolo de humilhação”.

A manifestação levou Moraes a exigir explicações da defesa em até 24 horas, sob pena de prisão com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal. Segundo o ministro, Bolsonaro discursou de forma pensada para divulgação digital, o que poderia violar as medidas cautelares.

Em resposta enviada nesta terça-feira, 22, os advogados do ex-presidente sustentaram que ele permanecerá em silêncio até que o STF defina com clareza os limites das restrições impostas. Afirmaram que Bolsonaro não publicou conteúdo nas redes sociais e tampouco solicitou que terceiros o fizessem.

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Na Avenida Paulista, manifestantes se reuniram para pedir o afastamento do magistrado

A acareação serve para esclarecer divergências nos depoimentos | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF/Flickr
Parlamentares da oposição têm cobrado publicamente um posicionamento de Alcolumbre | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF/Flickr

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) formalizou nesta quarta-feira, 23, mais um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação eleva para 29 o total de requerimentos apresentados desde 2021.

Esta é a sexta investida contra o magistrado somente em 2025. A anterior havia sido protocolada em janeiro. O novo pedido surge em meio à crise diplomática com os Estados Unidos e ao avanço da insatisfação parlamentar com que os oposicionistas classificam como “ativismo judicial”.

A decisão de Flávio veio logo depois de o STF impor novas restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As medidas incluem tornozeleira eletrônica, silêncio forçado em redes sociais e até a proibição de manter contato com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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Dessa forma, a oposição reagiu com uma ofensiva coordenada nos últimos dias. Aliados do ex-presidente acusam Moraes de conduzir uma perseguição judicial, com motivações políticas, que visa a afastar Bolsonaro do debate público.

Apesar do acúmulo de denúncias e requerimentos, nenhum dos pedidos prosperou no Senado. A prerrogativa de dar andamento aos processos cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que assumiu o cargo em 1º de fevereiro.

Parlamentares da oposição têm cobrado publicamente um posicionamento de Alcolumbre. Até o momento, o senador do Amapá mantém silêncio sobre os documentos que questionam a conduta de Moraes.

Manifestantes vão às ruas contra Moraes e a “ditadura da toga”

Ainda nesta quarta-feira, manifestantes se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, para pedir o impeachment de Moraes e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ação serviu como prévia de uma série de protestos marcada para 3 de agosto. Pelas redes sociais, aliados de Bolsonaro e dissidentes do atual governo organizam atos contra o que chamam de “ditadura da toga” e a gestão petista.

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