Foto: AGPT/Lula Marques

Nesta sexta-feira (14), o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, desafiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um debate sobre o “mensalão e o petrolão”. Em sua conta do Twitter, o ex-juiz afirmou que debate “a qualquer hora”.

O comentário foi feito ao recusar o convite feito por pelo Grupo Prerrogativas para debater sobre o sistema de Justiça no Brasil.

Nesta sexta-feira (14), o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, desafiou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um debate sobre o “mensalão e o petrolão”. Em sua conta do Twitter, o ex-juiz afirmou que debate “a qualquer hora”

O comentário foi feito ao recusar o convite feito por pelo Grupo Prerrogativas para debater sobre o sistema de Justiça no Brasil.

– Vejo que o clube dos advogados pela impunidade quer debater. Desculpem, mas este é um clube do qual não quero participar. Mas debato com o chefe de vocês, o Lula, a qualquer hora, sobre o mensalão e o petrolão – escreveu.

*Pleno.News


Declaração foi dada pelo ex-presidente durante entrevista à CNN Brasil

Ex-presidente Michel Temer e o presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Alan Santos

Nesta quinta-feira (13), o ex-presidente Michel Temer decidiu opinar sobre as eleições deste ano e afirmou que, se o presidente Jair Bolsonaro tivesse combatido a epidemia, “hoje ninguém tiraria a eleição dele”. A declaração foi dada durante uma entrevista à CNN Brasil.

– Se logo no início ele [Bolsonaro] tivesse ido atrás de combater a pandemia com os estados e partidos, hoje ninguém tiraria a eleição dele – apontou.

Para o ex-presidente, Bolsonaro também cometeu um equívoco ao “combater a vacina”.

– O que ele tem feito é afastar aqueles que são a favor da vacinação, que tem se mostrado importante. Foi um equívoco do presidente combater a vacina – ressaltou.

Informações Pleno News


Governador diz que não é possível impor imunização porque o cidadão ‘tem o direito de poder fazer a sua escolha’. Lei, que já está em vigor, foi proposta por deputado sob justificativa de que vírus ‘não é letal’.

Governador Ronaldo Caiado sanciona lei com direito de recusa à vacinação, em Goiás

Governador Ronaldo Caiado sanciona lei com direito de recusa à vacinação, em Goiás 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), sancionou a lei que que proíbe a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 no estado. Com isso, cabe ao cidadão decidir se quer ou não ser imunizado. A decisão passou a valer na terça-feira (12), quando foi publicada no Diário Oficial. 

(CORREÇÃO: O G1 errou ao informar que o texto da lei sancionada é de autoria de um vereador. Na verdade, a proposta é do deputado e delegado Humberto Teófilo (PSL). A correção foi publicada às 00h33 de quinta-feira).

A lei diz que “é assegurado à pessoa residente no Estado de Goiás o direito de não se submeter de forma compulsória à vacinação adotada pelo Poder Público para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da Covid-19”. 

O projeto de lei já havia sido aprovado na Assembleia, em duas votações, em dezembro do ano passado. Entre as justificativas usadas, o autor do texto, deputado delegado Humberto Teófilo (PSL), disse que a obrigatoriedade feria o direito à liberdade individual. Ele também alegou que o vírus “não é fatal”. 

Caiado defendeu que a decisão de não se vacinar é uma “prerrogativa do cidadão” e que ele não pode ser obrigado pelo estado a fazê-lo. 

“Não se impõe obrigatoriedade. Isso é uma prerrogativa do cidadão. Cada cidadão tem o direito de poder fazer a sua escolha. Não podemos impor, num regime democrático, com uma constituição cidadã, que a pessoa amanhã seja privada de algo que ele deseja”, avalia. 

Por decisão de Caiado, vacina contra a Covid não será obrigatória em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Por decisão de Caiado, vacina contra a Covid não será obrigatória em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram 

Ele disse ainda que vai mostrar à população a importância da vacinação e que gostaria “estar no primeiro lugar da fila” para receber a dose e que quem não o fizer pode estar sujeito a determinadas restrições. 

“É lógico que quando ele for fazer uma viagem, se isso for uma condicionante, ele não vai poder fazer a viagem. Em algumas circunstâncias, ele poderá não poder ocupar um cargo ou uma função se não tiver uma vacina. Agora, o estado não pode determinar que a pessoa tenha que ser vacinada”, destaca. 

“A vacina será ofertada a população, agora não pode impor à população. Farei toda campanha no sentido de motivar as pessoas. Já disse dezenas de vezes que queria estar no primeiro lugar da fila para tomar a vacina. Vou conclamar a todos que vacinem, mas por livre e espontânea vontade”, conclui. 

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), se manifestou no mesmo sentido. De acordo com o presidente da Comissão de Direito Constitucional, Ponciano Martins Souto, a medida tem amparo jurídico. 

“Cidadão não pode ser forçado a vacinar. O cidadão precisa ter mecanismos adequados a vacinar, por exemplo, uma imposição de multa e outras restrições. Não pode, de forma alguma ser obrigado a vacinar. Penso que o estado de Goiás fez uma opção e não vejo essa opção seja juridicamente inadequada”, pontua.

Informações G1


Para eles, o senador “deseja intimidar o povo brasileiro ao atacar a liberdade de expressão”

Senador Randolfe Rodrigues Foto: Agência Senado/Pedro França

Um grupo de advogados decidiu apresentar uma nota de repúdio após o senador Randolfe Rodrigues acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de “censurar” o presidente Jair Bolsonaro. A ação foi enviada à Corte na semana passada e tem como base declarações feitas por Bolsonaro sobre a vacina contra a Covid-19 destinada a crianças.

No texto, o parlamentar acusa o presidente de promover uma “campanha de desinformação” sobre a vacinação contra a Covid-19 destinada a crianças. A ideia de Randolfe é proibir que Bolsonaro divulgue “informações falsas” sobre a vacinação de crianças e que seja estabelecida uma multa diária de R$ 200, caso ele insista no tema.

O documento é assinado pelo Movimento dos Advogados de Direita do Brasil e pelo Movimento Advogados Pró Bolsonaro Brasil. Nele, os advogados afirmam que o senador “deseja intimidar o povo brasileiro ao atacar a liberdade de expressão e a democracia brasileira calando a voz do Presidente do Brasil”.

Para eles, Randolfe “deseja politizar no Poder Judiciário o debate público e a opinião contrária de quem quer que seja sobre inoculação de experimento vacinal em crianças, neste caso, do Presidente do Brasil, sob argumentação de desinformação ou fake news”.

Por fim, os movimentos lembraram que “se não sabem tolerar a opinião do Presidente do Brasil, o querendo calar em inquérito inconstitucional ou investigar por tudo que pensa e fala, imagina o que acontecerá com simples cidadãos brasileiros que, por sua livre e espontânea vontade, dentro de suas convicções individuais, pensam e opinam no mesmo sentido do Presidente Bolsonaro”.

O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes.

Veja a íntegra da nota:

NOTA DE REPÚDIO

Censurar o Presidente da República é atacar a instituição da Presidência do Brasil e a própria Democracia. O Movimento dos Advogados de Direita do Brasil e Movimento Advogados Pró Bolsonaro Brasil, manifestam REPÚDIO a petição incidental do Excelentíssimo Senador Randolfe Rodrigues protocolada no dia 07.01.2022 no bojo do inquérito nº 4781 que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do Exmo. Ministro Alexandre de Moraes.

O senador Randolfe Rodrigues deseja intimidar o povo brasileiro ao atacar a liberdade de expressão e a democracia brasileira calando a voz do Presidente do Brasil por meio de pedido acautelatóriono inquérito nº 4781. Trata-se de medida intimidatória e extremista para impor o silêncio e a censura as falas do Presidente Jair Bolsonaro.

Seu pleito revela mais uma ação inconstitucional de oposição política não somente contra o Presidente Jair Messias Bolsonaro, mas também contra Ministros e até mesmo seus familiares, visando
silenciar sua manifestação de opinião contrária a inoculação de substância experimental vacinal em crianças.

Na verdade o senador socialista deseja politizar no Poder Judiciário o debate público e a opinião contrária de quem quer que seja sobre inoculação de experimento vacinal em crianças, neste caso, do Presidente do Brasil, sob argumentação de desinformação ou fake news. 

A extrema-esquerda socialista representada pelo Senador Randolfe Rodrigues com seu desejo tirânico e espírito faccioso, busca pela violência retórica e esbravejadora na petição incidental 
protocolada no inquérito nº 4781 impedir o contraditório argumentativo e opinativo do Presidente do Brasil sobre os experimentos vacinais.

Na petição do Senador consta um verdadeiro arcabouço retórico ideológico e político desprovido de justa causa permeado tão-somente de trocadilhos politicamente corretos visando
problematizar a manifestação do Exmo. Sr. Pres. da República atraindo holofotes midiáticos da imprensa militante mais uma vez criando narrativas mentirosas contra o Chefe da Nação Brasileira.

O direito de opinar e manifestar seu pensamento acerca de qualquer assunto é corolário do Estado Democrático de Direito e ainda vigente na sociedade brasileira, por mais que seja contrário a vozes midiáticas e militantes de oposição, e seu povo é livre para não submeter-se a pensamentos dominantes e hegemônicos de tiranetes da razão que usam de instrumentos inconstitucionais para calar vozes em procedimentos inquisitoriais já instaurados para impor a censura e intimidar com restrição da liberdade (prisão) por “crime de opinião” .

Ao Exmo. Ministro do STF Sr. Ministro Alexandre de Moraes, relator do Inquérito 4781, ao receber e processar a petição incidental do militante socialista que pede que o STF cale a boca do Presidente do Brasil não resta outra decisão, senão, o indeferimento liminar do pedido com o não acatamento das argumentações, ensejando o devido arquivamento., nem sequer, deveria cogitar, o acatamento e abertura de procedimento apartado para apurar responsabilidades do Presidente em razão de opinião contrária sobre a inoculação de experimento de substância vacinal em crianças.

Se não sabem tolerar a opinião do Presidente do Brasil, o querendo calar em inquérito inconstitucional ou investigar por tudo que pensa e fala, imagina o que acontecerá com simples cidadãos brasileiros que, por sua livre e espontânea vontade, dentro de suas convicções individuais, pensam e opinam no mesmo sentido do Presidente Bolsonaro.

Informações Pleno News


O presidente também criticou possível aliança do petista com Geraldo Alckmin

Presidente Jair Bolsonaro afirmou ter sido alvo de comentários “maldosos” Foto: PR/Alan Santos

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a eventual eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (12), o presidente afirmou que reeleger o petista seria como “reconduzir um criminoso” à “cena do crime”.

Bolsonaro também criticou uma possível aliança entre o líder do PT e Geraldo Alckmin, ex-adversário político de Lula pode ser vice na chapa do ex-presidente.

– Um só delator devolveu R$ 100 milhões. Da onde veio a grana? E querem reconduzir à cena do crime o criminoso, juntamente com Geraldo Alckmin? É isso que queremos para nosso Brasil? – questionou.

Bolsonaro também elogiou o trabalho de seus ministros e afirmou que eles fazem uma “cota de sacrifício” estando no governo, quando poderiam ser melhor remunerados na iniciativa privada.

– A maioria de vocês poderia estar muito bem fora, mas está aqui, dando sua cota de sacrifício, ajudando este Brasil a vencer a crise [em] que se encontra no momento e [a] fazer com [a nação] que não volte à mão de bandidos, canalhas que ocupavam este espaço para assaltar o país, por um projeto de poder cujo ato final seria roubar nossa liberdade – declarou.

Informações Pleno News


Ex-presidente da Câmara diz que ex-ministro “não engana ninguém”

Deputado federal Rodrigo Maia alfinetou o ex-juiz Sergio Moro Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo/José Cruz

O deputado federal Rodrigo Maia (PSD-RJ) usou as redes sociais, nesta terça-feira (11), para alfinetar o ex-ministro Sergio Moro. Em seu Twitter, o ex-presidente da Câmara dos Deputados desenhou, ao estilo do programa “Paint”, um ‘nariz grande’ em uma foto do pré-candidato do Podemos, em referência ao personagem Pinóquio.

Na publicação, Maia compartilha uma notícia em que o ex-juiz afirma ter aceitado o convite para o Ministério da Justiça para “evitar maluquices” do presidente Jair Bolsonaro. A declaração de Moro foi feita à rádio Metrópoles, da Bahia.

Maia rebateu a declaração do ex-ministro afirmando que ele “não engana ninguém”.

– Foi pro governo Bolsonaro com a promessa de uma vaga no STF. Não engana ninguém. Um nariz de Pinóquio pra ele – escreveu Maia.

Sergio Moro foi alvo de deboche de Rodrigo Maia Foto: Reprodução Twitter

Informações Pleno News


Relatório preocupou as autoridades econômicas americanas

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: EFE/EPA/Yuri Gripas

Dados divulgados nesta quarta-feira (12) revelaram que, em dezembro de 2021, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) nos Estados Unidos subiu 7% em relação ao mesmo período do ano anterior (0,5% em relação ao mês anterior), representando a maior alta desde 1982. Os dados são de um relatório do Departamento do Trabalho dos EUA.

O aumento intensificou a preocupação do Federal Reserve (Fed) sobre a economia norte-americana. O sistema de bancos centrais dos Estados Unidos pode chegar ao ponto de realizar quatro altas de juros em 2022.

Um terço desse índice corresponde apenas a gastos relacionados à moradia, como água, energia e condomínio. Os valores referentes ao setor tiveram uma alta de 4,1% no ano (0,4% no mês). Valores relacionados à compra e à manutenção de automóveis também se destacaram no relatório.

De acordo com os dados, o preço da gasolina avançou 49,6% no ano (0,4% no mês). Além disso, o preço dos carros novos subiu 11,8% no ano (1% no mês), enquanto os carros usados ficaram 37,3% mais caros (3,5% no mês).

A economia dos Estados Unidos vive um período delicado. No mês de novembro, o país registrou a maior alta anual na inflação desde 1991.

Após a divulgação dos dados, o presidente americano, Joe Biden, disse que “este relatório ressalta que ainda temos mais trabalho a fazer”, mas ressaltou que “a inflação é um desafio global, aparecendo em praticamente todas as nações desenvolvidas à medida que emerge da crise econômica pandêmica”

– Os Estados Unidos têm a sorte de ter uma das economias que mais crescem – encerrou o presidente.

Informações Pleno News


Foto: Divulgação / Presidência da República
Foto: Divulgação / Presidência da República

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), voltou a afirmar, nesta quarta-feira (12), que “pretende ir a todos os debates” da eleição presidencial deste ano. Declaração foi dada em entrevista à Gazeta Brasil.

“Pode ter certeza, quando compararmos, em especial no momento do debate, estarei muito melhor preparado, obviamente. Eu não vou ficar na armadilha de ficar discutindo, ali, besteira. A gente vai responder realmente o que nós fizemos e o que estamos deixando para o Brasil”, acrescentou o presidente.

Ao ser questionado sobre a sua ausência nos confrontos de 2018, Bolsonaro lembrou do episódio da facada. “Eu compareci a dois (debates) e depois eu tive uma crise, eu levei uma facada. Sobrevivi por milagre”, disse.

*Bahia.ba


Para a Advocacia-Geral da União, decisão favorável do Supremo sobre o tema representaria ‘afronta indiscutível’ à separação dos Poderes

AGU se posiciona ação sobre obrigatoriedade da vacinação infantil e afirma que decisão favorável do STF seria ‘afronta indiscutível’ à separação dos Poderes Foto: EFE/EPA/Jessica Pasqualon

A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou, nesta terça-feira (11), contra a ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tornar obrigatória a vacinação de crianças de 5 a 11 anos no país.

No documento enviado à Corte, os advogados da União afirmam que a eventual intervenção judicial no caso “representaria afronta indiscutível ao basilar princípio da separação dos Poderes”.

A manifestação encaminhada ao Supremo atende ao pedido da ministra Cármen Lúcia, que deu cinco dias para a AGU e a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentarem suas posições a respeito da ação da CNTM.

Assim como fez o Ministério Público, os advogados da União argumentaram que a Confederação não apresentou evidências de legitimidade para pleitear a causa, já que não há conexão entre a sua área de atuação e o tema da ação.

A CNTM argumenta, no entanto, que o pedido tem ligação com a sua área de atuação porque tem o objetivo de proteger os integrantes da categoria profissional por ela representada da contaminação por Covid-19. A AGU, porém, enfatizou as justificativas já apresentadas pela PGR de que os efeitos da ação afetariam toda a coletividade.

A AGU também sustentou que não haveria motivos para o julgar o caso, uma vez que o Ministério da Saúde determinou, no último dia 6, a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização (PNI).

“Como se vê, não encontram qualquer amparo na realidade fática as premissas em que se assentam as argumentações contidas na petição inicial, no sentido de que o Governo Federal estaria deixando de providenciar a extensão da campanha de imunização para crianças de 05 (cinco) a 11 (onze) anos. Ao revés, foram tomadas as devidas providências em relação à vacinação dessa faixa etária”, defende a AGU no documento encaminhado ao Supremo.

Além da obrigatoriedade da vacinação, a Confederação pediu ao Supremo a anulação da consulta pública feita pelo Ministério da Saúde para tratar da exigência de prescrição médica na vacinação de crianças. Ao que respondeu a AGU: “Ao contrário do que pretende fazer crer a arguente, a realização de consulta pública cumpre a função de agregar o conhecimento técnico com aquele proveniente de representantes da administração pública, legislativo, sociedades científicas e sociedade civil, aumentando a segurança conferida ao processo decisório.”

Finalizada a consulta à AGU e PGR, a ministra Cármen Lúcia deve decidir se mantém a tramitação da ação no Supremo, ou determina a perda de objeto – ou seja, o reconhecimento de que mudanças nos rumos do processo tornam desnecessário seu julgamento-, como fez o ministro Ricardo Lewandowski em ação semelhante proposta por PT e Cidadania.

*AE


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Por José Carlos Teixeira

Ensinou-me, a respeitada e querida professora Elza Santos Silva, nas aulas sobre as figuras de linguagem, quando eu alisava os bancos do Colégio Estadual de Feira de Santana, que a antonomásia é uma variedade de metonímia.

Ocorre quando substituímos o nome de uma pessoa, de um objeto, de um lugar e até mesmo de uma instituição, por outra denominação com uma conotação sugestiva, explicativa, laudatória, irônica e até mesmo pejorativa.

Por exemplo, quando usamos “Princesa do Sertão” em lugar de Feira de Santana; “Rei do Futebol”, em vez de Pelé; “O Mais Querido” em substituição a Flamengo.

Os políticos adoram as antonomásias – exceto, é claro, quando elas têm como objetivo prejudicá-los, por obra e graça de adversários.

Getúlio Vargas gostava de ser chamado “Pai dos Pobres”; ACM quando foi prefeito de Salvador tornou-se o “Pelé Branco das Construções”, depois virou o “Cabeça Branca”; Fernando Collor, até ser cassado, era o “Caçador de Marajás”; Ulysses Guimarães, o “Senhor Diretas”; Fernando Henrique era o “Príncipe da Sociologia”; Lula, o “Sapo Barbudo”, uma criação de Brizola, aliás; e Waldir Pires, o “Moleza”.

No campo da política, antigamente, as antonomásias na maioria das vezes eram criadas por áulicos de gabinete, assessores puxa-sacos ou algum jornalista bajulador. Mais recentemente, passou à esfera dos marqueteiros, como recurso para valorizar um aspecto positivo da personalidade do político por ele atendido – ou um aspecto negativo, quando o interesse é desqualificar um antagonista.

Foi por meio do marketing que o governador Rui Costa ganhou uma antonomásia. Ele tornou-se o “Correria”.

A assessoria do governador diz que a expressão surgiu em decorrência do ritmo acelerado que Rui teria imprimido ao governo no primeiro ano do mandato. Impressionados, dirigentes de órgãos públicos, inicialmente, e populares, na sequência, passaram a chamar o governador de “Correria”.

Não é verdade. A expressão já estava no jingle da campanha eleitoral de Rui em 2014. Em determinado trecho, a letra diz: “Esse cara é humildade, é diferente / é coragem, é correria, segue em frente”.

Dou como certo que a palavra correria entrou na letra do jingle como resultado de indicativos apontados em grupos de pesquisa qualitativa, como uma característica positiva a ser incorporada ao candidato – uma forma de contrapor-se sutilmente ao governador da época, Jaques Wagner, tido como lento.

Durante os últimos sete anos, o marketing do governo trabalhou a imagem de Rui incorporando esse conceito, reforçando a antonomásia. Basta olhar: na propaganda do governo, sobretudo nas redes sociais, é correria pra cá, correria pra lá, correria pra tudo e todo canto.

A tarefa difícil agora, para os sábios marqueteiros governistas, é convencer o eleitor que se acostumou à correria, por força da propaganda massiva, a apoiar uma volta a um passado de lentidão.

Como sabemos, Jaques Wagner, antecessor e agora virtual candidato a sucessor de Rui, deixou o governo em 2014 carregando uma antonomásia negativa que lhe foi pespegada pela oposição: ele era o “Wagareza”.

Ou seja, o que foi bom para Rui nas eleições de 2014 e 2018, pode se tornar um problemão para Wagner em 2022.

Como se vê, também na política, o que dá para rir dá para chorar. É “questão só de peso e medida, problema de hora e lugar”, como nos alerta o compositor Billy Blanco na letra de “Canto Chorado” – samba defendido por Jair Rodrigues na 1ª Bienal do Samba, realizada pela TV Record em 1968, e sucesso nacional na gravação do grupo Os Originais do Samba.

*José Carlos Teixeira é jornalista, graduado em comunicação social pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduado em marketing político pela Universidade Católica do Salvador.

Informações Olá Bahia