Declaração foi dada pelo presidente durante conversa com jornalistas

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR

Em conversa com jornalistas neste sábado (8), o presidente Jair Bolsonaro revelou que está com uma “hérnia grande” do lado direito da barriga. De acordo com ele, existe a possibilidade de passar por um procedimento para tratar o problema.

De acordo com ele, a ideia seria utilizar uma tela cirúrgica.

– Eu estou com uma hérnia grande do lado direito, talvez tenha que colocar uma tela aqui. No resto, tudo bem. Estou louco para comer um salgadinho aí, mas está a esposa aí. Se ela não estivesse, já tinha traído o doutor Macedo. É a vida – destacou.

No começo da semana, Bolsonaro chegou a ser internado com uma obstrução intestinal. Ele foi liberado dois dias após dar entrada no hospital.

Informações Pleno News


TSE endureceu regras sobre compartilhamento de informações inverídicas

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foto: Marcelo Camargo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em dezembro, todas as normas que valerão para as eleições gerais de 2022, incluindo aquelas referentes à propaganda eleitoral.

Entre as principais novidades está o endurecimento das regras relativas à produção e compartilhamento de informações sabidamente inverídicas sobre candidatos, partidos e o próprio processo eleitoral.

Tais condutas já eram vedadas e coibidas pela Justiça Eleitoral, mas a nova resolução prevê a responsabilização penal mais severa de quem espalhar desinformação.

Quem divulgar, na propaganda eleitoral ou durante a campanha, fake news sobre candidatos e partidos, por exemplo, fica agora sujeito à pena de detenção de dois meses a um ano, além de multa.

A mesma pena se aplica a quem produz, oferece ou vende vídeo com conteúdo inverídico acerca de partido ou candidato. A punição é acrescida de um terço se a conduta for praticada por meio de rádio, televisão ou redes sociais.

Pena ainda maior – de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil – está prevista para quem contratar terceiros com a finalidade de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou desabonar a imagem de candidato, partido ou coligação.

A resolução ainda deixa explícito ser proibida a divulgação e compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.

“Isso quer dizer que eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidos com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação”, alertou o TSE.

Assim como em eleições anteriores, segue também vedado o disparo em massa de comunicações via aplicativos de mensagens instantâneas, embora seja possível contratar o impulsionamento de conteúdo na internet, desde que o serviço seja contratado junto a empresas previamente cadastradas no TSE.

Showmício

Segue vedada ainda a realização, seja de forma presencial ou via transmissão pela internet, dos chamados showmícios – eventos culturais com o objetivo claro de promover candidato ou partido. Contudo, fica permitida a realização de shows e eventos com objetivo específico de arrecadar recursos de campanha, desde que não haja pedido de votos.

Essas e outras regras específicas sobre propaganda eleitoral já foram publicadas  no Diário da Justiça Eletrônico e podem ser acessadas aqui.

Informações Agência Brasil


Presidente falou sobre o movimento de servidores públicos federais em busca de reajustes salariais

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/Antonio Cruz

Em meio à adesão em massa dos servidores públicos federais ao movimento de operação padrão e entrega de cargos comissionados no governo, o presidente Jair Bolsonaro pediu sensibilidade ao funcionalismo e reafirmou que não há espaço no orçamento para reajustes salariais neste ano.

Ele admitiu que até a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) podem ficar sem aumento em 2022.

– Primeiramente, não está garantido o reajuste para ninguém. Tem uma reserva de R$ 2 bilhões que poderia ser usada para a PF e a PRF, além do pessoal do sistema prisional. Mas outras categorias viram isso e disseram ‘eu também quero’, e veio essa onda toda – afirmou Bolsonaro, neste sábado (8), ao participar da festa de aniversário do advogado Geral da União, Bruno Bianco.

Bolsonaro lembrou que os servidores estão sem reajustes há três anos e passaram a contribuir mais após a reforma da Previdência.

– Reconheço que os servidores perderam bastante o poder aquisitivo, mas apelo para a sensibilidade deles. A proposta de Rodrigo Maia na pandemia era de cortar 25% dos salários do funcionalismo e decidimos por apenas congelar os salários por 1 ano e meio – argumentou.

E continuou.

– Não tem espaço no orçamento. Pode ser que não tenha reajuste para ninguém. Tudo é possível – acrescentou.

O movimento começou após o presidente Bolsonaro anunciar em dezembro que faria uma reestruturação das carreiras policiais ligadas ao Ministério da Justiça, como a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O governo chegou a reservar R$ 1,7 bilhão no Orçamento de 2022 para a iniciativa.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) aprovou no fim de dezembro um calendário de mobilização de servidores públicos por reajuste salarial, incluindo paralisações em janeiro – a primeira no dia 18 -, e assembleias em fevereiro para deliberar sobre uma greve geral.

Vacina para crianças – Após o governo finalmente anunciar a imunização de crianças de 5 a 11 anos sem a necessidade de prescrição médica, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer não ter conhecimento de casos de internações de crianças por Covid-19.

– Não vi crianças sequer serem internadas por causa da pandemia, quanto mais óbitos. É uma raridade – afirmou.

Bolsonaro disse ainda que defendeu desde o começo da pandemia que as crianças continuassem em sala de aula.

– Apanhei muito por causa disso. Fechar escolas foi um crime. Nas guerras morre muita gente dentro das trincheiras por medo de lutar. Não tem como ficar em casa esperando a onda passar porque não vai passar Outras cepas vão vir, o vírus vai se mutando, até que chega o dia que a imunidade de rebanho encerra a pandemia – argumentou.

*AE


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A viagem à Paraíba nesta semana não será a única na qual o ex-juiz Sergio Moro contará com a ajuda de ex-bolsonaristas para organizar suas agendas eleitorais. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

De acordo com a publicação, deputados ex-aliados do presidente Jair Bolsonaro também se movimentam para viabilizar compromissos de pré-campanha para o ex-juiz em outros estados brasileiros.

Há uma lista de próximas visitas de Moro sendo trabalhada por ex-bolsonaristas. Em especial no Nordeste, onde as pesquisas de intenção de voto ainda apontam uma preferência do eleitorado pelo PT de Lula.

Ex-apoiadora de Bolsonaro, a deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA), por exemplo, organiza para fevereiro uma visita do ex-juiz à Bahia. No Ceará, a agenda de Moro é organizada pelo deputado federal Heitor Freire (PSL-CE) e pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE), filiado ao mesmo partido do ex-juiz.

A primeira viagem de Moro articulada por um antigo aliado de Bolsonaro foi na Paraíba, onde os encontros do ex-juiz foram agendados pelo deputado federal Julian Lemos (PSL-PB).

Em 2018, Dayane, Freire e Lemos atuaram ativamente pedindo votos para Bolsonaro no Nordeste. O deputado paraibano, inclusive, foi o coordenador da campanha do atual presidente na região.–

*Bahia.ba


Pré-candidato ao governo de São Paulo está sob suspeita de corrupção na Saúde

Gestão de João Doria também contratou OS suspeita Foto: EFE/Debora Klempous

Investigada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil na Operação Raio X, cujos desdobramentos colocaram o pré-candidato ao governo de São Paulo, Márcio França (PSB), sob suspeita de corrupção na Saúde, a organização social Associação Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu fechou três contratos com a Secretaria de Saúde do Estado na gestão João Doria (PSDB).

Os contratos, assinados em 2019, tiveram como objeto a terceirização da gestão do Centro de Medicina de Reabilitação Lucy Montoro, em Santos, no litoral paulista, do Ambulatório Médico de Especialidades Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo, e do Polo de Atenção Intensiva em Saúde Mental da Baixada Santista.

Além disso, o governo tucano assinou, entre 2019 e 2020, termos aditivos nas contratações da OS para gerir o Ambulatório Médico de Especialidades Santos, o Hospital Geral de Carapicuíba e o Ambulatório Médico de Especialidades Sorocaba, no interior do estado. Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência do estado.

De acordo com a investigação, a Associação Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu pertence ao médico Cleudson Garcia Montali, condenado a mais de 100 anos de prisão na Raio X. A organização social seria usada, segundo a Polícia Civil, para viabilizar desvios por meio de contratos superfaturados e serviços não prestados.

Em nota, a Secretaria de Saúde de São Paulo disse que, ao tomar conhecimento das primeiras suspeitas envolvendo a organização social, abriu investigação interna, que resultou na rescisão de todos os contratos de gestão, em 2020. A qualificação da OS para contratar com o governo estadual foi suspensa cautelarmente em novembro do ano passado.

– A referida OSS não possui nenhum contrato ou convênio com a Secretaria e, inclusive, teve sua qualificação como Organização Social de Saúde em São Paulo suspensa cautelarmente pela atual gestão. A pasta é vítima e a atual gestão abriu investigação contra o responsável pela contratação das organizações sociais de saúde na gestão França. O caso ainda é acompanhado pela Controladoria Geral do Estado de São Paulo – disse em nota.

*AE


Em editorial, o apresentador do Jornal Nacional criticou o presidente por suas falas sobre a vacinação de crianças

Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais

Nesta sexta-feira (7), usuários de redes sociais se uniram para criticar a TV Globo e o apresentador William Bonner, do Jornal Nacional. No Twitter, “manifestantes” levantaram a #CalaABocaBonner e colocaram a tag como um dos assuntos em destaque na rede social.

A iniciativa ocorre após um editorial lido durante a edição de quinta-feira (6) do Jornal Nacional, na Globo. Na ocasião, Bonner e Renata Vasconcellos criticaram declarações de Jair Bolsonaro sobre a vacinação de crianças contra a Covid-19 e disseram que o presidente tem que ser responsabilizado por seus atos.

– O presidente Jair Bolsonaro é responsável pelo que diz, pelo que faz. Espera-se que venha também a ser responsável por todas as consequências daquilo que faz e diz – afirmou Bonner.

O editorial foi lido logo após a exibição de uma reportagem sobre a eficácia e a segurança da vacina anticovid para crianças. No início do texto, o âncora disse que “as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre as mortes de crianças por Covid afrontam a verdade e desrespeitam o luto de milhares de brasileiros”.

O jornalista disse ainda que o presidente “desrespeita todos os técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ao questionar qual seria o interesse da Anvisa com a autorização da vacinação de crianças” e afirmou que Bolsonaro descumpre as prerrogativas da agência “ao ameaçar divulgar nomes de integrantes da Anvisa que aprovaram a vacinação infantil”.

Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais
Após 'ataque' da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner
Após ‘ataque’ da Globo a Bolsonaro, web se une e diz: #CalaABocaBonner / Foto: Reprodução/Print de publicações nas redes sociais

Informações Pleno News


Fotos: EFE/Luca Piergiovanni // EFE/Sebastião Moreira // PR/Carolina Antunes

Apesar de não possuírem cargos públicos atualmente, três pré-candidatos à Presidência da República neste ano recebem “salários” dos partidos de que fazem parte. São eles o ex-presidente Lula (PT), o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e o ex-ministro Sergio Moro (Podemos). De acordo com o jornal O Globo, a quantia fica, em média, na faixa de R$ 20 mil.

De acordo com o veículo, é Lula quem tem o maior salário líquido entre os postulantes ao Planalto, com ganhos de cerca de R$ 22,8 mil. Na sequência, aparece o pedetista Ciro Gomes, com salário líquido de R$ 21,3 mil. Por fim, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Filiado recentemente ao Podemos, ele receberá neste ano um valor bruto mensal de R$ 22 mil e líquido de cerca de R$ 15 mil.

Atualmente, a lei eleitoral não proíbe que os partidos políticos tenham em suas folhas de pagamento políticos sem cargos eletivos e não estabelece um teto de gastos de uso do fundo partidário. Entretanto, de acordo com o advogado Renato Ribeiro de Almeida, ouvido pelo jornal, é necessária uma transparência maior dos partidos sobre os pagamentos.

– Os políticos estão inseridos nas atividades político-partidárias e exercem funções que justificam a remuneração. O sistema de prestação de contas partidárias tem sido aperfeiçoado ao longo dos anos, mas os partidos ainda precisam dar mais transparência de valores gastos à população por meio dos seus sites ou outras plataformas – ressalta.

De acordo com o PT, Lula recebe remuneração por “exercer funções de direção partidária” e ocupar o posto de presidente de honra do partido. Já o Podemos, afirmou que Moro é vice-presidente estadual do partido, no Paraná, desde 10 de novembro.

*Pleno.News


Partido apresentou representação ao Ministério Público Eleitoral contra o presidente

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Alan Santos/PR

O PT apresentou, nesta quinta-feira (6), representação ao Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por campanha eleitoral antecipada e abuso de poder econômico. O partido pede a instauração de investigação para averiguar se ruralistas dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão envolvidos no aluguel de outdoors para promover a candidatura de Bolsonaro à reeleição.

A representação do PT foi baseada em reportagem do jornalista Rubens Valente publicada no UOL, na qual são apresentados diversos registros de outdoors espalhados em propriedades rurais da região Centro-Oeste do País.

As peças de publicidade apresentam fotos de Bolsonaro, apoio declarado à sua candidatura neste ano e mensagens que exaltam as bandeiras do seu governo.

O partido também cita uma manifestação promovida pelo Sindicato Rural de Cuiabá contra a campanha “segunda sem carne” promovida pelo banco Bradesco. Segundo o PT, o protesto teria sido utilizado para fazer campanha a favor da candidatura de Bolsonaro, como indicam vídeos que circulam na internet.

Em um dos registros apresentados pela sigla ao MPE, um manifestante afirma que “para reeleger o presidente do Brasil, cada fazendeiro vai doar um boi”, e, em caso de derrota, os brasileiros vão ficar “igual lá na Venezuela” – em alusão ao cenário de crise econômica e humanitária do País vizinho.

Na representação, o PT afirma que os outdoors e o evento a favor da candidatura de Bolsonaro conflitam com a liberdade de expressão, pois “desequilibram a disputa eleitoral ao colocar em destaque um dos mais notórios pré-candidatos à disputa da Presidência da República em evidência, sem haver a mesma oportunidade aos outros candidatos”.

“A responsabilidade de Jair Bolsonaro, desta maneira, advém do fato de que candidato a cargos políticos não pode abusar dos poderes econômicos e/ou políticos que detenha, nem mesmo permitir que terceiros o façam em seu nome”, diz o PT.

“Não há dúvidas a respeito do benefício auferido pelo Sr. Jair Bolsonaro pela propaganda eleitoral promovida por pessoas físicas e jurídicas”, continuou a sigla.

O partido prossegue com a acusação de que não somente teria ocorrido propaganda eleitoral antecipada a favor do atual presidente, como teria sido financiada pelo setor privado, o que é proibido pela Justiça Eleitoral, inclusive durante o período regular de campanha.

“Há evidente movimento de campanha eleitoral antecipada promovida pelo setor rural dos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, que deve ser investigada e condenada pela Justiça Eleitoral brasileira, a fim de proteger e garantir a justa e democrática corrida eleitoral que se aproxima”, destaca o PT em outro trecho.

Renato Ribeiro, doutor em direito do Estado pela Universidade de São Paulo e membro da comissão de direito eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), afirmou que as denúncias de abuso de poder econômico apresentadas pelo PT, caso sejam reconhecidas pelo MPE e julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podem ter como efeito a cassação do mandato de Bolsonaro e sua inelegibilidade por 8 anos.

A eventual condenação pode destituí-lo do cargo tanto no atual mandato como em caso de reeleição.

COM A PALAVRA, O PALÁCIO DO PLANALTO
Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto não comentou as acusações do PT até o momento da publicação desta matéria.

*AE


Mais cedo, o presidente democrata havia culpado seu antecessor por invasão ao Capitólio

Ex-presidente Donald Trump Foto: Zach Gibson/EFE

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trumpafirmou nesta quinta-feira (6) que seu sucessor e atual ocupante do posto, Joe Biden, que mais cedo o culpou pelo ataque ao Capitólio, sede do Congresso, ocorrido há um ano, usou seu nome “para dividir” o país.

– Ele usou meu nome hoje para tentar dividir ainda mais os Estados Unidos. Todo esse teatro político é apenas uma distração para o fato de Biden ter falhado completa e totalmente – disse Trump em um comunicado.

Na última terça-feira, ele cancelou uma entrevista coletiva que havia programado para hoje, em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, alegando “parcialidade total” do comitê que investiga o ataque ao Capitólio.

Biden culpou seu antecessor por criar uma “teia de mentiras” sobre as eleições de 2020 e incitar seus apoiadores a invadir o Capitólio, complexo em Washington onde fica o Congresso.

– Seu ego ferido é mais importante para ele do que nossa democracia e nossa Constituição – disse Biden em um discurso no Capitólio, no primeiro aniversário do ataque que deixou cinco mortos e 140 agentes de segurança feridos.

Em resposta, Trump também reiterou a acusação de que a eleição presidencial de 2020 – na qual ele perdeu para Biden – foi “fraudada” e deveria ser discutida.

– Eles escaparam impunes, e isso está levando à destruição de nosso país – afirmou o ex-presidente.

O empresário e político alegou que o atual mandatário está destruindo o país com “políticas malucas de fronteiras abertas, eleições corruptas, políticas energéticas desastrosas, mandatos inconstitucionais e devastadores fechamentos de escolas”.

O ex-presidente Trump também criticou a imprensa por referir-se à acusação de fraude eleitoral como “Grande Mentira”.

*EFE


Cirurgião disse que o presidente ligou “chorando de dor”

Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do médico Dr. Antônio Luiz de Macedo, durante declaração à imprensa Foto: Reprodução

O médico cirurgião Antonio Luiz de Macedo, que acompanha o presidente Jair Bolsonaro, fez um relato dramático do momento em que o presidente o procurou para informar sobre o recente problema de saúde no intestino, sequela da facada sofrida em 2018.

Em entrevista ao jornal O Globo, Macedo relatou que o presidente telefonou para ele “chorando de dor”. No momento, o cirurgião estava nas Bahamas, em viagem com a família.

– Ele me ligou chorando de dor. Falou “estou morrendo, Macedo. A coisa está ruim”. Mandei ele ir na hora para o Vila Nova Star, liguei para o Pedro (Pedro Henrique Loretti, diretor do hospital), que orquestrou tudo com muita competência. Quando cheguei, analisei a tomografia, os exames de sangue e toquei na barriga dele. Quando apalpei, vi que o intestino não estava rasgando e estava mais molinho. Foi muito bom. Porque qualquer cirurgia que for feita nessa região dificilmente vai durar menos de 12 horas – afirmou.

Ainda segundo o médico, o caso de Bolsonaro é “sempre perigoso”, mas desta vez foi “menos grave”.

– Foi menos grave. Ele se recuperou rapidamente. Mas não existe “pequena obstrução” no caso do presidente. O intestino está todo colado na parede devido a vários fatores — a própria facada, as cirurgias, os sangramentos e infecções já ocorridos. É sempre perigoso, portanto. Na hora que passamos a sonda nele, saiu um litro de suco gástrico do estômago. Se ele vomitasse, o líquido entrava nos pulmões e ele morria – declarou Macedo.

O cirurgião também elogiou a “força” de Bolsonaro, e admitiu se tratar de um quadro que causa dores severas no paciente.

– A dor é pavorosa. É como alguém bater com um martelo na barriga com força. O presidente é forte.

Informações Pleno News