“Todos subestimam Bolsonaro: assim ele virou presidente e da mesma forma será reeleito”. A afirmação acima é de Munil Adriano, presidente da Confederação Brasileira de MuayThai/Boxe Tailandês.

Nome conhecido no mundo do esporte, Munil é fundador da rede de academias Inside Muay Thai. Em 2020, Munil Adriano conquistou o segundo cinturão do SFT AWARDS — evento de MMA nacional, com algumas edições internacionais (México e Miami). No ano passado, foi indicado como melhor treinador envolvido em eventos de MMA do SFT AWARDS.

Ciente de que 2022 é um ano decisivo no cenário político do país, o empreendedor tem usado as redes sociais, especialmente o Instagram, para tecer comentários sobre as eleições presidenciais.

Para Munil, uma das principais dificuldades do governo federal se deu devido à pandemia. Consequentemente, a ideia de dar um segundo mandato ao presidente Jair Bolsonaro (PL) é mais do que aceita pela maioria da população.

Na visão dele, Bolsonaro não perdeu o fôlego, e se mantém um candidato competitivo, com chances reais de permanecer no Palácio do Planalto em 2023.

Munil Adriano acredita que as bandeiras da esquerda não representam os brasileiros.

“Já andei o país de ponta a ponta, já conheci a realidade de milhares de brasileiros em todas as regiões do país. Digo com convicção: a população é, sim, conservadora. A imprensa tenta esconder, os políticos buscam maquiar, mas a verdade está estampada nas ruas, no dia a dia das pessoas. Eu tenho certeza que Lula e a esquerda serão derrotados nas urnas”, afirma.

“É hora dos brasileiros refletirem sério, sem brincadeiras, sem voto ao acaso, sobre o país que queremos para nossos filhos, netos, para nós agora e, especialmente, daqui a alguns anos. Eu não sinto nem um pouco de saudade dos grandes escândalos de corrupção que assolavam os governos anteriores. Das figuras ditatoriais, sanguinárias e nefastas que pisavam em nossa nação sob a bandeira do comunismo. Os brasileiros sentem falta deste tempo tão sombrio? Eu tenho certeza que não! Lula, o PT e a esquerda são páginas viradas! Bolsonaro será reeleito pelo povo, com a força do povo, para governar para o povo!”, sustenta o esportista.

Informações Conexão Política


As críticas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez às privatizações de empresas públicas e à política de preços da Petrobras são, segundo economistas ouvidos pela CNN Brasil, mais um discurso político, visando às eleições presidenciais, do que efetivamente um plano factível de governo.

O economista e professor da FGV, Gesner Oliveira, aponta uma distinção “muito clara”, no discurso do petista, entre o que é o programa para a campanha e o que é o programa para o governo. Segundo ele, há um apelo populista, no que diz parecer ser o discurso de campanha do possível candidato ao Planalto, que “gera apreensão ao poder representar um retrocesso grande”.

“Ele está usando esses símbolos, essas ideias que não têm muita substância, de que essas empresas são patrimônio do povo brasileiro. É um uso político eleitoral. O preço dos combustíveis desgasta o governo e ele usa isso”, afirma Oliveira. “Na verdade não tem nada substantivo de privatização da Petrobras, que aumentasse a concorrência, mais chance de ter preço mais barato ou mais investimento.”

Segundo a economista e professora do Insper, Juliana Inhasz, as ideias do petista, que participou de dois eventos no Paraná neste fim de semana, são contrárias às políticas de estabilização econômica esperadas para fazer o Brasil voltar a crescer.

“Minha percepção quando ele fala do reajuste da Petrobras e de privatizações é que a política que ele vai propor é a que distancia a gente cada vez mais de um Brasil próspero, mas sim [um país] com déficits e dívida cada vez maiores. A gente não pode esquecer que a maior parte da conta é paga pelos mais pobres, que é a classe que ele diz que tanto defende”, observa a economista.

Segundo Inhasz, o discurso de Lula, reflete a necessidade de o petista se firmar como uma alternativa viável. “Neste momento de crise, onde os preços sobem e a situação econômica não é boa, é o momento perfeito para ele dizer que faria diferente. Então, ele aproveita uma fragilidade da atual política econômica de gerar grandes efeitos e resultados, em que o ministério da Economia tem muito pouco ajuste a fazer”, diz Inhasz.

Lula, segundo Inhasz, cria, no entanto, “uma percepção errônea de que os reajustes de preço são oportunismos do governo ou falta de capacidade em negociar mais benefícios ao povo”.

“Ele coloca uma solução como se fosse mágica [a Petrobras absorver a alta de preços dos combustíveis], mas é pouco afetiva. A bem da verdade é essa: não seria possível fazer a absorção de tantos impactos de preços. Ainda que fosse, o custo social disso seria imenso”, avalia.

*Terra Brasil Notícias


Postagem de agosto do ano passado trazia documentos sobre a investigação do ataque hacker ao TSE

Presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Isac Nóbrega

O Telegram apagou, neste sábado (19), uma mensagem do presidente Jair Bolsonaro que trazia dados de uma investigação da Polícia Federal sobre um ataque hacker contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida foi uma das exigências do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para liberar o aplicativo.

A mensagem em questão referia-se a um inquérito da Polícia Federal que, segundo o presidente, comprovava que o sistema eleitoral brasileiro havia sido invadido e que era violável. No texto, o presidente compartilhou ainda quatro links, sendo um deles o inquérito da PF e outro um relatório do TSE.

– Segue os documentos que comprovam, segundo o próprio TSE [Tribunal Superior Eleitoral], que o sistema eleitoral brasileiro foi invadido e, portanto, é violável – escreveu o presidente na postagem, feita em 4 de agosto do ano passado.

Com a exclusão do conteúdo, no lugar onde antes estava a postagem feita pelo presidente agora está escrito: “Esta mensagem não pode ser exibida porque violou as leis locais”.

Mensagem de Bolsonaro foi excluída do Telegram Foto: Reprodução/Telegram Jair Bolsonaro

O BLOQUEIO
Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do Telegram na quinta-feira (17), em decisão que veio a público na sexta-feira (18). Após a decisão, o fundador do Telegram, Pavel Durov, pediu desculpas, disse que a empresa foi negligente, culpou uma confusão com e-mails pela falta de respostas e prometeu passar a cumprir a legislação.

Diante dessa atitude do criador e da própria plataforma, Moraes proferiu uma nova decisão dando mais um prazo de 24 horas para que a plataforma cumpra as novas decisões e possa ter a oportunidade de continuar operando no país sem restrições. Entre as exigências para que o Telegram possa funcionar, Moraes elencou as seguintes:

– indicar à Justiça um representante oficial do Telegram no Brasil (pessoa física ou jurídica);
– informar ao STF, “imediata e obrigatoriamente”, as providências adotadas pelo Telegram para “o combate à desinformação e à divulgação de notícias fraudulentas, incluindo os termos de uso e as punições previstas para os usuários que incorrerem nas mencionadas condutas”;
– excluir imediatamente os links no canal oficial do presidente Jair Bolsonaro, no Telegram, que permitem baixar documentos do inquérito sobre a invasão hacker ao TSE;
– bloquear o canal Claudio Lessa, fornecer os dados cadastrais da conta ao STF e preservar a íntegra do conteúdo veiculado nesse espaço.

Informações Pleno News


Ex-senadora crê que petista “capitaneava” crimes de corrupção em seu governo

Ex-parlamentar Heloísa Helena Foto: Agência Senado/ Geraldo Magela

A ex-senadora Heloisa Helena (Rede) afirmou não ter dúvidas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é culpado por crimes de corrupção. De acordo com ela, não há “força humana” capaz de obrigá-la a dar suporte ao presidenciável.

– Eu não tenho dúvida que uma personalidade inteligente como Lula, seria impossível que se fossem viabilizados tantos crimes contra administração pública no governo dele sem estar ele a capitanear o processo. Se for para responder de forma simplória, se é inocentou ou culpado, eu não tenho dúvida de que é culpado – declarou a ex-parlamentar em entrevista ao Uol.

Heloisa Helena garante que manterá sua visão independente das instâncias jurídicas. Ela negou, porém, que seu posicionamento proteja o ex-juiz Sergio Moro.

– Não posso mentir e dizer que considero Lula inocente. Quando as instâncias jurídicas declararam que o [Fernando] Collor era inocente, eu continuei dizendo que eu achava que ele não era. Então, isso não significa proteger o Sergio Moro ou condenar os procedimentos investigatórios legítimos que foram feitos, porque ele teve uma postura inaceitável de tratar disso politicamente – acrescentou.

A ex-senadora também manifestou sua opinião sobre a perda de direitos políticos por parte de políticos que cometeram crimes.

– Não posso dizer que, quando uma pessoa é identificada como culpada, ela tenha que ficar ad infitinum, ad eternum, sem ter seus direitos políticos, sem ter seus direitos civis, para continuar intervindo na democracia, caso ainda queira ainda se candidatar – concluiu.

Heloisa Helena chegou a ser filiada do Partido dos Trabalhadores, mas foi expulsa da sigla em 2003, após votar contra a reforma da Previdência do governo Lula. À época, a legenda a classificou como “radical”.

Informações Pleno News


Ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão do aplicativo de mensagens

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Brasil/José Cruz

Grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se mobilizaram para buscar alternativas à proibição do uso da plataforma Telegram pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira (18). A rede social é uma das principais usadas por de Bolsonaro – lá, seu principal canal tem cerca de 1,1 milhão de inscritos, um número muito superior aos quase 49 mil seguidores no perfil oficial do petista Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo.

Na plataforma, grupos podem ter até 200 mil usuários; canais de transmissão podem ter audiência ilimitada.

Apoiadores divulgavam, principalmente, formas de como usar uma rede virtual privada (VPN) ou de ter acesso a um proxy. Ambos têm a mesma finalidade: mascarar a origem de acesso de um internauta. Uma pessoa no Brasil pode simular que está usando a internet em outro país.

Na ordem de Moraes, pessoas naturais e jurídicas que usarem “subterfúgios tecnológicos” para continuarem a usar o Telegram estarão sujeitas a “sanções civis e criminais”, e multa diária de R$ 100.000.

A ação foi recomendada por influenciadores como o jornalista Allan dos Santos, que teve sua conta original bloqueada no Brasil em 26 de fevereiro. Quando banido, Allan dos Santos criou uma conta alternativa e informou que quem estava em outro país ou usava uma VPN conseguia ter acesso ao canal original.

O influenciador Bernardo Küster divulgou em seu canal com mais de 60 mil seguidores o uso de proxy como alternativa para o uso do Telegram. Ele postou duas possíveis alternativas de proxy, com endereços para Estados Unidos e outros países europeus.

– Nesse novo Brasil, aprenda a usar VPN e criar uma conta no Gettr e no Clouthub – escreveu Allan dos Santos às 16h06 desta sexta-feira em sua conta alternativa na rede, que ainda estava ativa e tinha cerca de 50 mil inscritos.

Poucos minutos depois, ele foi novamente banido da plataforma.

O Gettr se define como uma rede social que “rejeita a censura política e a ‘cultura do cancelamento’”. Ela tem o apoio direto de Bolsonaro, seus filhos e influenciadores, que estão presentes na plataforma. O Clouthub é uma outra rede para o qual grupos de direita migraram em massa.

Apoiadores de Bolsonaro nos grupos criticaram Alexandre de Moraes com xingamentos e alguns protestaram contra o que chamaram de inação do presidente sobre o tema.

Administradores de páginas em apoio a Bolsonaro criaram canais na rede social Discord para que os seguidores migrassem. O Discord é uma plataforma que permite que usuários se comuniquem por texto e por voz. Apenas membros dos grupos podem saber o conteúdo das mensagens.

*AE


Em entrevista à rádio Metrópole, pré-candidato a governador afirmou ainda que pretende montar uma equipe técnica qualificada na pasta

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta sexta-feira (18), em entrevista à rádio Metrópole, que, se for eleito, não vai colocar nenhum político na Secretaria da Educação do Estado. Ele ainda destacou que pretende montar uma equipe técnica qualificada na pasta e frisou que há duas frentes que precisam ser atacadas: gestão e qualidade do ensino.

“Se Deus me permitir ser governador, não colocarei nenhum político na Secretaria de Educação. Vou montar uma equipe técnica qualificada, já estamos na verdade fazendo um estudo profundo do que está dando certo no Brasil. Eu falei aqui para você do Ceará, de Pernambuco, de Goiás, de São Paulo. Estamos estudando o que está dando certo no Brasil para trazer para a Bahia”, disse.

Neto destacou o desafio do modelo de gestão levando em conta o gigantismo da Bahia. Na outra frentre, frisou que é preciso interferir na qualidade do ensino. Ele ainda pontuou que o Estado terá uma oportunidade que não pode ser desperdiçada com os R$ 9 bilhões dos precatórios para aplicar na educação.

“O caminho não é apenas construir escola. O PT passou 15 anos e não construiu nenhuma escola. Agora, no último ano, começou a construir algumas escolas por aí. Ainda bem que pelo menos no último ano começaram a fazer. Só que esse não é apenas o único caminho. Nós estamos estudando, inclusive, uma proposta de constituir um fundo para aproveitar uma parte desses R$ 9 bilhões desses recursos que estão vindo dos precatórios pra fazer parceria com os municípios e intervir conjuntamente na formação do aluno desde as primeiras séries”, afirmou.

Neto ainda lembrou que, quando assumiu a Prefeitura de Salvador, a educação tinha um dos piores índices do país. “Então a gente estabeleceu um foco, vamos oferecer vagas, vamos matricular e vamos começar a ensinar as crianças de quatro, cinco anos que estavam fora da escola. Resultado: nós tiramos Salvador de uma das últimas posições do Brasil e trouxemos para primeiro lugar, universalizamos o acesso à pré-escola”, pontuou.


Rapper saiu em defesa do ex-presidente durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta (17) sobre a 2ª temporada de seu podcast ‘Mano a Mano’

Prestes a lançar a segunda temporada do podcast “Mano a Mano”, o rapper Mano Brown contou como a primeira temporada do programa transformou sua vida e o ajudou a ser visto de uma forma diferente pelo público. O artista disse, em evento para a imprensa, que suas ideias precisam ser passíveis de questionamento e fez uma comparação com a trajetória do ex-presidente Lula -um dos convidados de maior sucesso que já passaram pelo programa.

“Quando eu me coloco em dúvida, eu pago o preço”, afirmou. “As pessoas perguntam: ‘Cadê aquele Brown das ideias que eu aprendi, ele está se questionando?’ Questione-se você também.”

Ele seguiu: “temos que tirar o Lula como exemplo [do questionamento]. O cara que teve quase 80% de aceitação e depois foi preso. Em dez anos, ele virou um ‘bandido’. Esse é o Brasil, memória curta”.

“Temos que saber em que mundo a gente vive. Muitas vezes, é bélico, uma guerra ideológica. Algumas vezes, física mesmo”, acrescentou.

Após o sucesso da primeira temporada do programa no Spotify, Brown retorna com novos episódios a partir do dia 24 de março, próxima quinta-feira. O cantor conta que fazer o podcast tem sido uma oportunidade para ele aprender e continuar estudando.

“Venho aprendendo, saí de uma zona de conforto. Entendo que posso estar me expondo e mostrando fragilidades. Tem que ter uma certa frieza, preciso me resguardar ao que tenho que fazer, e não em focar em mim. Se você tem um grande entrevistado, mas não faz uma boa pergunta, o problema é você.”

Aos 51 anos, o rapper conta que o seu maior desafio, ainda durante o programa, é controlar a ansiedade.

“Não interpelar o convidado e deixá-lo terminar o raciocínio”, revela. “Muitas vezes eu tenho que me conter e não interromper a pessoa, mas também não posso esquecer a pergunta. Às vezes, a pessoa continua, entra em outro assunto interessante e eu não lembro o que iria perguntar”, conta.

Mesmo assim, ele celebra poder mostrar um outro lado de sua personalidade: “no podcast, mostrei o Mano Brown que é muito estudioso, que é fora do óbvio. Eu sempre falei de alguns assuntos que são chavão. No podcast, falo sobre outros assuntos, como teologia, que é algo que eu tenho estudado bastante, mas que não falo na música.”

Essa oportunidade de ser visto de forma diferente, para ele, também tem mudado a percepção pública sobre sua figura.
“Uma coisa que me perturbava era uma situação em que as pessoas me colocavam num lugar muito marginal no imaginário, de um cara ignorante e intransigente. Nunca fui. Nem um, nem outro”, desabafa.

“Não tenho que provar isso, mas comecei a conviver com essa ignorância da minha intelectualidade e inteligência quando comecei a querer saber das coisas. Eu era obrigado a conviver com a alcunha de um cara burro. Agora, muita gente se surpreendeu. As pessoas ficam surpresas ao me ver falando sobre tal e tal assunto.”

Neste sentido, Brown reforça que, mesmo entre os que o compreendem como um ser pensante, ele ainda observa certa resistência. O cantor reforça que, para ele, o caminho é o estudo -e já revela o que espera para o país no futuro: “acredito muito no estudo. Se o Brasil tiver um projeto para a escola… não tem. No Brasil hoje só tem projeto de gado. Se o Brasil não investe no jovem, não pode ter futuro também.”

“O projeto do Brasil para os jovens é escola. Se o Lula ganhar, ele tem que ir para cima disso. Vai ser imperdoável se ele não for para cima disso”, avaliou.

O compositor e membro dos Racionais se orgulha de falar com as gerações mais novas e mais velhas, e conta que sempre instiga os convidados do seu programa a pensarem da mesma forma:

“Temos que falar de forma simples, com uma abordagem prática. O jovem já ouviu tudo de forma romantizada por outras gerações. Hoje, esses assuntos precisam ser abordados de forma mais direta. O convidado tem que saber que esse publico está ouvindo, e esse é o legado: falar com os mais jovens. Se eles não te entenderem, se faça entender.”

O segredo do sucesso? Comunicação clara: “não pode ser uma conversa de professor para aluno, tem que ser de companheiro para companheiro. Eu, apesar da idade, ainda estou em aprendizado. Tem gente mais nova do que eu que sabe muito mais. 

Emicida é um. Djonga é um. Gente jovem que traz conhecimento, aplica na profissão e, por isso, emerge. O conhecimento tem que ser compartilhado. Nossa função, de gente que está na mídia, é sempre compartilhar, e não concentrar.”

Apesar de não revelar muito sobre os próximos entrevistados da segunda temporada, Brown adianta alguns nomes: “Dilma está no radar, posso falar? É uma das mulheres mais injustiçadas da história do Brasil. Seu Jorge está no radar, acho que é o próximo a ser gravado. Já gravamos Emicida, foi sensacional. Passou voando. O Emicida com 80 anos, né, eu com 51… foi interessante (risos). Ele é um sábio. Um oráculo.”

Informações Terra Brasil Notícias


Arrependidos de terem votado em Jair Bolsonaro em 2018 apostavam todas as fichas na capacidade do ex-juiz Sergio Moro de deslanchar nas pesquisas de intenção de votos, a ponto de chegar em outubro com chance de disputar um segundo turno contra Lula, do PT. Mas, decepcionados com o desempenho do ex-xerife da Lava-Jato, começam a se reagrupar em torno de Bolsonaro.

Dados de posse do Palácio do Planalto apontam que Bolsonaro subiu em todos os estratos de eleitores, de todas as regiões. E isso está se dando, principalmente, porque a direita voltou a se reorganizar, movida pelo sentimento antipetista. Mesmo quem dizia, até bem pouco tempo, que jamais voltaria novamente em Bolsonaro já repensa essa posição.

Para integrantes do Planalto, resta saber até que ponto a direita caminhará unida com vistas a outubro. Por isso, a determinação de Bolsonaro é engrossar o discurso conservador, mas, ao mesmo tempo, investir em medidas populistas para tentar irrigar a economia, a ponto de criar uma falsa sensação de bem-estar.

Antipetismo X antibolsonarismo

O Planalto ainda não tem claro o que está mais forte hoje, se o antipetismo ou o antibolsonarismo, mas acredita que o presidente tem mais chances de reverter as resistências contra ele, não apenas por ter o controle da máquina do Estado, mas também porque, no fundo, os brasileiros são conservadores hipócritas. E Bolsonaro sabe manipular isso como ninguém.

Outro ponto destacado por integrantes do Planalto é que a direita consegue se organizar melhor para atingir seu objetivo do que a esquerda, sempre dividida. “Quando ficar bem claro que Moro não terá condições de se eleger, a perspectivas é de que a maior parte de seus eleitores partam para o voto útil em favor de Bolsonaro”, assinala um assessor da Presidência.

Esse mesmo assessor se arrisca a dizer que, se insistir na candidatura, Moro pode repetir o fracasso de Marina Silva na eleição de 2018, quando ficou atrás até de Cabo Daciollo. “Não tem jeito, os direitistas, mesmo que com ressalvas, vão votar em peso em Bolsonaro para impedir a volta de Lula ao poder”, frisa.

Informações Correio Braziliense


Um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (17), mostra o pré-candidato a presidente, Ciro Gomes, falando sobre o aumento dos combustíveis. Um dos motivos citados por Ciro é a venda do capital não votante, feita pelo então presidente Lula durante o seu governo. Em determinado momento, ele afirma que Lula está agindo de má fé e mentindo paras as pessoas.

Veja o vídeo:


Porta-voz da Rede Sustentabilidade, a ex-senadora Heloísa Helena disse hoje ao UOL Entrevista que não há força humana que possa obrigá-la a apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou qualquer outro candidato com o qual ela ”não tenha nenhuma identidade programática e ideológica”.

“Eu respeito profundamente quem pensa diferente. Quero apoiar o Ciro [Gomes] e outros querem apoiar o Lula. Eu estou entre aqueles simples mortais que querem ter a oportunidade de escolher um projeto com o qual mais se identifica”, afirmou na entrevista à apresentadora do Canal UOL Fabíola Cidral e aos colunistas do UOL Mariliz Pereira e Kennedy Alencar.

Ao ser perguntada sobre qual ala é majoritária na Rede atualmente, Heloísa Helena respondeu que “há regiões onde a posição majoritária é realmente pró-Lula, mas há outras que gostariam de votar no Ciro ou em outra candidatura que tivesse um conteúdo programático mais identificado com a Rede”.

“Talvez fosse meio equilibrado, não sei neste momento quem está com 60%, 55% ou 40%. Há estados onde a nossa militância quer apoiar Lula, e outros querem apoiar o Ciro. Nós estamos fazendo um esforço imenso para manter uma unidade partidária. Se na nossa conferência eleitoral a maioria decidir por um ou outro, nós vamos entender”.

Mágoa com o PT

Questionada sobre seus sentimentos em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT), Lula e a chamada terceira via nas eleições, a porta-voz da Rede Sustentabilidade disse que sentimentos ela tem pela neta, pelas crianças e pelos quadros que a neta dela pinta. Heloísa Helena foi expulsa do PT em 2003 classificada como “radical”.

“Essas coisas que são sentimentos para mim. Sobre a terceira via, eu não gosto disso. Entendo que se trata de uma outra candidatura para sair da polarização, mas podem ter vários projetos a serem apresentados e táticas eleitorais. Eu estou entre aqueles que, como muitos outros espalhados pelo Brasil, querem discutir programa e fazer suas escolhas com relação ao que se pensa sobre a economia do país, soberania nacional, concentração de riqueza. O que vai ser feito para a saúde, educação, segurança pública”.

Inocência de Lula

Ainda durante a entrevista, Heloísa Helena falou sobre a anulação das condenações da Lava Jato contra Lula e disse não acreditar na inocência do petista.

“Para mim, o fato de uma pessoa ser culpada não significa que ela tem que ser eternamente impossibilitada de participar da vida em sociedade. Eu só não posso mentir e dizer que eu acho que ele é inocente. É a mesma coisa também de quando a instâncias jurídicas decretaram que o [Fernando] Collor era inocente, eu continuei dizendo que achava que ele não era. O Lula é uma personalidade inteligente. Seria impossível que se fossem inviabilizados tantos crimes contra a administração no governo dele, sem estar ele a capitanear o processo. Então, respondendo do ponto de vista simplório, eu não tenho dúvida de que ele é culpado”.

Informações UOL