Um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de fogo e munições é alvo da Operação Nexus, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quinta-feira (13). A ação cumpre mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Salvador e Serra Preta, com o objetivo de localizar armas, drogas, aparelhos celulares e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

As apurações apontam que o grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para comercializar drogas, armas de fogo e munições na modalidade delivery. Segundo a investigação, os interessados indicavam o tipo de droga, arma ou munição que desejavam adquirir, e o material era posteriormente entregue nos locais combinados, normalmente em domicílios.

Os integrantes exerciam funções distintas na estrutura criminosa, com atuação na comercialização e no transporte de drogas, armas e munições. Um dos investigados utilizava a atividade de motorista de aplicativo como fachada para transportar drogas e armas, realizando entregas dentro dos municípios e também deslocamentos entre Salvador, Feira de Santana e Serra Preta.

A Operação Nexus é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Coordenação de Operações, e mobiliza 14 equipes, com 56 policiais civis. Os resultados da operação serão divulgados após a consolidação das diligências.

Foto: divulgação PC


Em decisão tomada nesta terça-feira (11), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade do processo que apura suposta quebra de decoro parlamentar por parte da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A ação pode resultar na cassação do mandato da congressista.

O processo mira declarações feitas por Hilton em março, quando foi escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Na ocasião, a deputada transexual recebeu críticas por ocupar o posto, e as rebateu usando o termo “imbeCIS”. A palavra é uma referência pejorativa a mulheres cisgênero, ou seja, que estão em conformidade com seu sexo de nascimento.

– Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa – disse Erika, pelas redes sociais, na ocasião.

Como resultado, o partido Missão apresentou uma denúncia no Conselho de Ética apontando possível quebra de decoro parlamentar. A legenda apontou possível misoginia, citando ainda outro trecho da fala da deputada, no qual ela afirmou: “Podem espernear. Podem latir”.

Relator da ação, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) deu parecer favorável à admissibilidade do processo. Por 10 votos a 5, o entendimento de Silva foi ratificado pelo colegiado nesta terça, aprovando assim a continuidade da ação.

Hilton chegou a pedir a suspeição do relator, apontando que ele é autor de um projeto que prevê que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher seja presidida exclusivamente por mulheres cisgênero. Entretanto, o presidente do Conselho de Ética, Fábio Schiochet (União Brasil-SC), negou o pedido.

Com a aprovação da abertura do processo, Erika Hilton terá dez dias para apresentar sua defesa por escrito.

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Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


O governo federal empenhou cerca de R$ 65,2 milhões em emendas da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A ação ocorreu logo após ela e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciarem o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) à Polícia Federal por suposto estupro de vulnerável.

O valor representa 96,31% de tudo que o Executivo reservou para a parlamentar em 2026. O orçamento total deste ano prevê R$ 74 milhões em emendas de Soraya, dos quais cerca de R$ 52 milhões já foram pagos. Os dados oficiais constam no Siga Brasil e foram obtidos pelo portal O Antagonista.

O pedido formal de investigação foi enviado à PF em 27 de março, durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS. Alfredo Gaspar, que hoje é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), era o relator e havia pedido o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

As suspeitas levantadas por Lindbergh e Soraya serviram de argumento para a base governista tentar descredibilizar Gaspar no colegiado. Em 28 de março, os parlamentares aliados ao Palácio do Planalto conseguiram maioria de votos, e o relatório acabou rejeitado pela comissão.

Soraya foi eleita em 2018 com o apoio de Jair Bolsonaro, mas rompeu com o ex-presidente em 2020. Disputou a Presidência em 2022 e, desde 2023, integra a base governista. Recentemente, publicou uma foto ao lado de Lula nas redes sociais, reafirmando sua busca pela reeleição.

Em julho, o PT ofereceu à senadora a primeira suplência na chapa ao Senado de Vander Loubet, porém ela recusou. A direção do PSB também se opôs ao convite. Sobre a candidatura, ela declarou em sua conta na rede social X:

— Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser! — disse.

Um boletim de ocorrência da Polícia Legislativa da Câmara aponta suspeitas de uma suposta trama para forjar a acusação de estupro contra Gaspar. O esquema envolveria de forma direta o deputado petista Lindbergh Farias, apontado como um dos principais membros da base do governo.

A situação veio à tona no dia 14 de abril, quando Marise Pena, assessora de Gaspar, relatou ter recebido uma ligação do senhor Luiz Antonio Lopes. O homem teria revelado um plano em que uma jovem usando identidade falsa receberia dinheiro para sustentar a história de abuso sexual.

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Foto: Ricardo Stuckert / Secom


O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciou na tarde deste sábado (8) sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar ao ex-presidente Jair Bolsonaro a visita dos filhos neste domingo (9), data que marca o Dia dos Pais. Em uma postagem na rede social X, Flávio disse que a decisão tira o direito “de um pai abraçar seus filhos”.

– Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar! – escreveu.

SOBRE A DECISÃO
Moraes negou um pedido da defesa de Bolsonaro para que os filhos do líder conservador pudessem visitá-lo neste domingo, no Dia dos Pais. A medida buscava flexibilizar as proibições de receber visitas impostas pelo magistrado a Bolsonaro em julho.

Os advogados haviam solicitado autorização excepcional para que Carlos (PL-SC), Jair Renan (PL-SC) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estivessem com o pai durante este domingo. Segundo a defesa, o pedido tinha caráter estritamente familiar e humanitário e buscava preservar os vínculos entre o ex-presidente e os filhos.

Moraes, porém, manteve a proibição. O ministro justificou que a restrição faz parte da punição de 30 dias sem visita imposta a Bolsonaro no último dia 17 de julho, quando o ministro aplicou a medida sob a alegação de descumprimento de condições judiciais. Durante esse período, o ex-presidente está impedido de receber visitantes, com exceção de médicos e advogados.

A situação de Flávio, por sinal, é até diferente da dos irmãos. Em 13 de julho, Moraes determinou a suspensão das visitas do senador ao pai por 90 dias. A medida foi adotada após Flávio ter publiado nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro. No documento, o ex-presidente o designava como seu porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

A defesa de Bolsonaro recorreu da decisão e argumentou que a suspensão das visitas seria desproporcional. Os advogados também sustentaram que o ex-presidente não sabia que a carta seria publicada por Flávio e negaram qualquer combinação prévia entre os dois para a divulgação.

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Foto: EFE/André Coelho


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quarta-feira (5), a lei originada da MP do Frete. A nova legislação endurece a fiscalização sobre o transporte rodoviário de cargas no Brasil. A medida surgiu após ameaças de greve da categoria em março devido à alta do diesel.

Um dos principais vetos do presidente barrou a anistia a caminhoneiros punidos por bloqueios de rodovias realizados após as eleições de 2022. O governo justificou que o perdão geraria tratamento desigual, insegurança jurídica e renúncia de receita.

Lula também vetou mudanças nas regras de fiscalização de excesso de peso, que contrariavam práticas internacionais. Dispositivos que transformavam multas sobre o piso mínimo do frete em advertências foram igualmente barrados para manter o rigor da fiscalização.

A lei mantém o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) como ferramenta obrigatória para garantir o piso mínimo do frete. O documento deve registrar valores, forma de pagamento e o prazo máximo de 30 dias úteis para a quitação do serviço contratado.

As punições para operações realizadas abaixo do piso mínimo ficaram mais rígidas. Os infratores estão sujeitos a multas que podem atingir até R$ 1 milhão. Além disso, poderão sofrer a suspensão ou o cancelamento definitivo do seu registro nacional (RNTRC).

A nova regra proíbe anúncios de frete com valores inferiores ao piso ou sem a indicação clara do preço. Essa proibição se estende a embarcadores, intermediários e plataformas digitais. A fiscalização de todas essas medidas ficará a cargo da ANTT.

A legislação também cria regras para caminhoneiros autônomos. Eles poderão fechar contratos com o governo federal sem abrir empresa. A administração pública deverá buscar destinar até 30% de suas contratações anuais de transporte a esses profissionais.

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Foto: EFE/ André Coelho


Conhecido por defender pautas de esquerda e por suas críticas à direita, Wagner Moura disse estar “cansado de ser odiado por uma galera”. A declaração foi dada durante uma entrevista a Pedro Bial, gravada em Atenas, na Grécia.

O ator afirmou que gostaria de construir um diálogo com pessoas que pensam diferente, mas disse que o ambiente de polarização tornou esse objetivo cada vez mais difícil.

– Estou cansado de ser odiado por uma galera. É cansativo – disse no Conversa com Bial, da Globo, exibido nesta terça-feira (4).

Durante a entrevista, Moura relembrou sua origem em Rodelas, na Bahia, e respondeu às críticas de quem considera incompatível defender bandeiras de esquerda após conquistar sucesso financeiro.

– Quando eu estava lá em Rodelas e era pobre, aí eu poderia ser de esquerda, né? Parece que existe um portal pelo qual você passa. Queria saber qual é o teto, quanto você precisa ganhar para deixar de acreditar em justiça social – declarou.

Ele disse ainda não ver contradição em viver no exterior enquanto defende melhores condições de vida para moradores de comunidades brasileiras. Segundo o ator, sua trajetória profissional foi impulsionada por políticas públicas de incentivo à cultura em Salvador, citando outros atores como Vladimir Brichta e Lázaro Ramos.

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Foto: Reprodução/TV Globo


O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta quarta-feira (5) que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o candidato a vice-presidente em sua chapa presidencial. O nome escolhido foi anunciado em uma coletiva de imprensa realizada no Teatro Juca Chaves, em Brasília.

Nas últimas semanas, o senador buscou alianças com representantes do Centrão. No entanto, partidos como o Republicanos, Podemos, União Brasil e PP optaram por manter a neutralidade no pleito presidencial de outubro. Com a decisão por Gaspar, o PL terá uma chapa puro-sangue nas eleições deste ano.

Ex-promotor de Justiça, Gaspar foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas. Eleito deputado federal em 2022, ganhou projeção nacional ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em 2026, Gaspar assumiu o comando do PL em Alagoas e passou a integrar de forma mais próxima o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado.

O anúncio ocorreu após semanas de cogitações sobre a composição da chapa. Entre os nomes que chegaram a ser considerados para a vice estavam a senadora Tereza Cristina (PP) e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos). As duas participaram do evento e fizeram breves pronunciamentos em apoio à candidatura de Flávio antes do anúncio.

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Foto: Reprodução/YouTube Flávio Bolsonaro


O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou, nesta terça-feira (4), um pedido de liminar para retirar do ar um vídeo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) gerado por inteligência artificial (IA) que copia o estilo do filme Top Gun e mostra o presidenciável como um piloto de avião militar.

A Federação Brasil da Esperança, agrupamento formado pelo PT, PV e PCdoB, ajuizou a representação no TSE no dia 18 de junho contra Flávio na qual pedia, além da remoção imediata do vídeo das redes sociais, uma multa de R$ 30 mil.

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro classificou a ação como tentativa de “censura” e defendeu o vídeo dizendo que “incomoda quem não se importa com a segurança pública nacional”.

A peça que motivou a ação mostra Flávio, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pilotando um avião militar pintado com a bandeira e cores do Brasil. Eles aparecem sobrevoando o mar. Os pilotos, então, avistam embarcações identificadas como “PCC” e “CV” – as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. O dublê virtual de Flávio usa uma metralhadora para destruir os barcos.

Após troca de tiros e explosões, uma embarcação identificada como “PT” aparece fugindo da mira da metralhadora. A trilha sonora é Danger Zone, de Kenny Loggins, música que é símbolo do filme Top Gun – Ases Indomáveis, de 1986.

Na representação, os advogados da Federação Brasil da Esperança argumentam que a ilicitude do vídeo se consolida quando a lancha “petista” aparece com a mesma estética visual e cores das facções criminosas. Os advogados classificam o conteúdo como um “ilícito ataque à honra do Partido dos Trabalhadores” e de “vinculação falsa, maliciosa e dolosa” às duas maiores organizações criminosas do país.

– Trata-se, portanto, de caso patente de propaganda eleitoral negativa, pautada não pela crítica política ácida ou pelo dissenso ideológico, mas pela difamação rasteira – afirma o documento que embasou a ação.

Além disso, para os advogados, o conteúdo configura propaganda eleitoral antecipada em dupla vertente: negativa, ao atacar a imagem do PT, e positiva, ao construir para Flávio Bolsonaro uma imagem heroica de combate à criminalidade. A publicação do vídeo anunciava o plano “Brasil sem Medo”, que reúne propostas de Flávio Bolsonaro para a área da segurança pública.

Na decisão, Mendonça afirma que a Justiça Eleitoral deve ter mínima interferência no debate público, sobretudo em manifestações políticas contra agentes públicos e partidos. Segundo o ministro, a crítica política “ainda que ácida, contundente, incômoda ou desagradável” integra o debate democrático.

O ministro sustenta que o vídeo não atribui ao PT fato criminoso específico, nem vínculo orgânico, financiamento ou participação em atividades das facções citadas. Para Mendonça, a narrativa ficcional e a estética de animação por IA enfraquecem a tese de que o eleitor médio seria levado a crer em uma relação concreta entre o partido e o crime organizado.

Mendonça também argumenta que o uso de IA não torna o conteúdo ilícito por si só. O ministro observa que o vídeo indica ter sido produzido por inteligência artificial, conforme exige resolução do TSE. Ele também considera que a aproximação visual entre o PT e as organizações criminosas se insere no campo da linguagem hiperbólica (exagerada), sem imputação factual determinada.

– A Justiça Eleitoral deve coibir a divulgação de fatos sabidamente inverídicos e de imputações desinformativas graves. Entretanto, não lhe cabe, em sede cautelar, interditar o debate político sobre a eficiência, os efeitos ou as consequências de políticas públicas de segurança defendidas por partidos ou agentes públicos – afirma a decisão.

*AE
Foto: Reprodução/Instagram Flávio Bolsonaro


O governo dos Estados Unidos revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a medida acontece em resposta à demora na liberação do aval diplomático a Daniel Perez, que deve assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

Tradicionalmente, para um embaixador assumir o posto, é necessário que o país que irá recebê-lo autorize a indicação. De acordo com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa decisão será tomada apenas após as eleições de outubro.

Segundo o governo Trump, a diplomata brasileira poderá permanecer no país. Quando a decisão envolve esse perfil, ela não implica a expulsão imediata do território. A pessoa alvo da determinação pode continuar morando no país enquanto aguarda o impasse.

Daniel Perez foi indicado pela Casa Branca ao cargo em 1º de junho e ainda precisa do aval do Senado americano. O presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, de 38 anos, deverá assumir a posição deixada por Elizabeth Bagley em janeiro de 2025. Ela havia sido indicada pelo ex-presidente Joe Biden.

BRASIL NEGOU VISTO A OFICIAIS DOS EUA
Em 25 de julho, o Brasil negou o visto de dois oficiais dos Estados Unidos que pretendiam vir ao país, após identificar tentativas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de investigar o sistema eleitoral brasileiro.

Na véspera da visita, o jornal americano The Washington Post publicou que o governo Trump pretendia enviar dois oficiais para “lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral brasileiro”. O Itamaraty confirmou que os vistos de Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, secretário assistente adjunto do Departamento de Estado, foram negados.

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Foto: José Cruz/Agência Brasil


Levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), na liderança da disputa pelo Governo da Bahia. Os números também indicam crescimento do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que aparece diminuindo a diferença em relação ao principal adversário.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, ACM Neto registra 48,9% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues soma 38,7%.

Os demais candidatos aparecem com índices abaixo de 1%. Ronaldo Mansur (PSOL) tem 0,7% das intenções de voto. Já Aroldo Félix (UP) e José Estêvão (DC) registram 0,1% cada.

Entre os entrevistados, 7% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou escolher nenhuma das opções apresentadas. Outros 4,4% disseram não saber em quem votar ou preferiram não responder.

Segundo turno

Na simulação de um eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, o ex-prefeito de Salvador mantém vantagem. Segundo o levantamento, 50,9% dos entrevistados declararam voto em ACM Neto, enquanto 40% optariam por Jerônimo.

Nesse cenário, 6,1% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Já 2,9% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Pesquisa espontânea

Na modalidade espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, ACM Neto também aparece à frente, com 31,2% das citações. Jerônimo Rodrigues foi lembrado por 22,9% dos eleitores.

O ex-governador Rui Costa (PT) foi citado por 0,8% dos entrevistados, enquanto Aroldo Félix apareceu com 0,1%. O percentual de indecisos ou pessoas que não responderam chegou a 39,1%.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 31 de julho e 2 de agosto de 2026, com 1.400 entrevistas presenciais em 60 municípios baianos. O levantamento tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-03043/2026.

Foto: @acmneto/Facebook; Feijão Almeida/GOVBA/