A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as companhias ganharam mais uma semana e terão até 14 de julho para apresentar suas manifestações no processo.
A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, contrariando solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), representante do Brasil na ação. O órgão defendia que a Justiça americana determinasse que Rumble e Trump Media respondessem ao pedido de extinção do processo até a última terça-feira (7).
Em junho, a magistrada já havia rejeitado o pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado em revelia, autorizando também o ingresso do governo brasileiro no caso e adiando a análise da solicitação da AGU para encerrar a ação.
As empresas sustentam que Moraes foi devidamente notificado por um meio reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos e alegam que o ministro não apresentou resposta nem solicitou prorrogação do prazo. No entanto, Mary Scriven entendeu que, antes de avaliar um eventual reconhecimento de revelia, é necessário decidir questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido para extinguir o processo.
A ação foi protocolada em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. Rumble e Trump Media acusam Alexandre de Moraes de promover censura ilegal ao determinar a remoção de perfis de usuários ligados à direita brasileira.
O objetivo é fazer com que decisões judiciais expedidas por Moraes no Brasil sejam consideradas inválidas e sem efeito nos Estados Unidos.
*Pleno.News Fotos: EFE/EPA/REMKO DE WAAL e Carlos Moura/SCO/STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados nas intenções de voto em São Paulo em um cenário de primeiro turno para a disputa presidencial, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (8). Apesar do equilíbrio, o petista registra rejeição maior entre os eleitores paulistas.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula e Flávio têm 35% das intenções de voto cada um. Na sequência, aparecem o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o influenciador Renan Santos (Missão), ambos com 3%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), a ativista Samara Martins (UP) e o presidente do PSDB, Aécio Neves, marcam 2% cada.
O psiquiatra Augusto Cury (Avante), o pastor Cabo Daciolo (Mobiliza), o presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) registram 1% cada. Os ativistas Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro também aparece no segundo turno. Nesse cenário, o senador marca 46% das intenções de voto, ante 43% do presidente.
A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 3 de julho, com 1 608 entrevistas em São Paulo, distribuídas em 71 municípios, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
O instituto também testou confrontos de Lula contra outros pré-candidatos. Contra Caiado, o petista tem 42%, ante 43% do ex-governador de Goiás. Já contra Zema, Lula marca 41%, enquanto o ex-governador mineiro aparece com 44%. Nos dois casos, há empate técnico dentro da margem de erro.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 24% das intenções de voto, contra 18% de Flávio Bolsonaro. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar, é citado por 3% dos eleitores.
Renan Santos, Caiado e “candidato do PT” foram mencionados por 1% cada. Outras respostas somam 7%. Eleitores que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato representam 8%, enquanto 37% não souberam responder.
Apesar do empate nas intenções de voto, Lula lidera a rejeição no estado. Segundo o levantamento, 51% dos paulistas dizem que não votariam de jeito nenhum no presidente. Flávio aparece em seguida, com 43%.
Entre os demais nomes testados, Aécio Neves é o único a superar a marca de 20% de rejeição. Zema e Caiado registram 13% cada. Cabo Daciolo aparece com 12%, enquanto Rui Costa Pimenta e Renan Santos têm 10% cada.
*AE Fotos: Sebastiao Moreira/EFE e Edilson Dantas/Agência O Globo
Em viagem aos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou que pretende defender junto ao governo de Donald Trump a criação de uma área de livre comércio envolvendo países do continente americano. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Ao comentar a atuação do governo brasileiro na política externa, o parlamentar acusou Lula de prejudicar a relação com os Estados Unidos e de estreitar laços com a China. “Vim aos EUA proteger o Brasil das tarifas e também do Lula. Todo mundo tá vendo o vexame que o Lula tá sendo na arena internacional, alguém que a todo momento ataca os Estados Unidos”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Ele coloca a ideologia acima dos interesses do povo brasileiro. A todo momento lambe as botas da China e taca pedra nos EUA”.
Na terça-feira (7), Flávio participou de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que conduz uma investigação comercial sobre o Brasil. O processo poderá resultar na imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com decisão prevista para ser anunciada até o próximo dia 15.
O senador afirmou que decidiu permanecer em Washington para uma série de reuniões com autoridades norte-americanas. Segundo ele, informações de bastidores indicam que a sobretaxa deve ser recomendada pelo USTR, motivo pelo qual buscou apresentar argumentos técnicos e políticos em defesa do Brasil.
Entre as propostas que pretende discutir está a criação de um acordo de livre comércio inspirado no antigo Nafta, atualmente substituído pelo USMCA, firmado entre Estados Unidos, México e Canadá. Flávio sugeriu que o modelo seja ampliado para incluir outros países do continente.
“A gente pode cortar essa letrinha N e passar a usar o Afta, o Acordo de Livre Comércio das Américas. O Brasil pode sim ser incluído. As nossas economias, EUA e Brasil, são complementares”, declarou.
O parlamentar também citou a Argentina como possível integrante da iniciativa. Segundo ele, o país governado por Javier Milei poderia participar das negociações, ampliando a integração econômica regional e fortalecendo o comércio entre as nações americanas.
A Polícia Federal (PF) realizou buscas, nesta quarta-feira (8), na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, para verificar a existência de armas de fogo vinculadas a ele. A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação ocorreu na casa do ex-presidente, no bairro Jardim Botânico, na capital federal, e, segundo integrantes da PF, durou menos de uma hora. A corporação confirmou a realização da diligência, mas não divulgou detalhes sobre a operação.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, em razão do tratamento de uma broncopneumonia. Na última semana, Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e determinou a revogação de seu Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da apreensão de todas as armas de fogo registradas em seu nome.
Ao STF, a defesa informou que, das dez armas mencionadas na decisão, duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, enquanto outras oito estariam sob guarda do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Diante da informação, Moraes determinou que o Exército encaminhasse as oito armas à PF no prazo de 48 horas e que a corporação confirmasse a localização das duas armas já recolhidas.
No entanto, o caso recentemente ganhou um novo desdobramento. Em manifestação ao STF, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou que apenas seis armas estavam sob sua guarda, e não oito, como havia sido informado pela defesa de Bolsonaro.
A identificação dos brasileiros com a direita superou a da esquerda pela primeira vez desde 2014, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3). O levantamento, feito sob a gestão Lula (PT), aponta 44% dos brasileiros classificados à direita ou centro-direita, ante 39% à esquerda ou centro-esquerda – diferença de cinco pontos percentuais, fora da margem de erro de dois pontos.
A classificação resulta de questionário com questões sobre valores sociais, culturais e econômicos – dez de comportamento, envolvendo temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religião, e seis de economia, sobre impostos, leis trabalhistas e atuação do Estado.
Em 2014, quando sob a Presidência de Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% de identificação, contra 35% da esquerda – uma diferença ainda maior do que a registrada agora. De lá para cá, houve um empate técnico, em 2017, com 40% à direita e 41% à esquerda.
Já em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, a esquerda somava 49%, e a direita, 34%.
Naquele ano, direita e esquerda estavam tecnicamente empatadas no eixo comportamental, com 39% e 42%, respectivamente. A mudança em relação à 2022 se concentra justamente nesse eixo: agora a direita soma 52%, ante 29% da esquerda e 20% do centro.
MUDANÇA A maior alteração entre as perguntas comportamentais ocorreu na visão sobre pobreza. Em 2022, 76% atribuíam a pobreza à falta de oportunidades iguais, ante 22% que a associavam à preguiça de quem não quer trabalhar. Atualmente, a parcela que aponta a preguiça como causa quase dobrou, para 40%, enquanto a que credita a pobreza à falta de oportunidades caiu para 58%.
Houve também deslocamentos em temas de segurança e costumes. Em 2022, 63% defendiam a proibição da posse de armas e 35% apoiavam o direito de possuir arma legalizada. Agora, esses percentuais são de 55% e 41%, respectivamente.
Na divisão em cinco grupos, 15% dos entrevistados foram classificados à direita, 29% na centro-direita, 17% no centro, 26% na centro-esquerda e 13% à esquerda. Em 2022, os percentuais eram, na mesma ordem, 9%, 24%, 17%, 32% e 17%. Ou seja, houve crescimento tanto na direita (de 9% para 15%) quanto na centro-direita (de 24% para 29%), enquanto a centro-esquerda recuou de 32% para 26% e a esquerda, de 17% para 13%. O centro permaneceu estável, em 17%.
A pesquisa foi realizada de forma presencial nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% – as margens são maiores nos recortes da população. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
Advogados citam parecer da PGR para defender a manutenção da prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que rejeite a possibilidade de falta grave relacionada à pistola registrada em seu nome, apreendida com um agente de segurança.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que descarte em definitivo a hipótese de falta grave relacionada à pistola registrada em seu nome e apreendida com um agente de sua segurança. Em manifestação enviada nesta quinta-feira, 2, os advogados também informaram que Bolsonaro não tem interesse em reaver a arma.
Segundo a defesa, o pedido se apoia na conclusão da Polícia Civil do Distrito Federal, que não responsabilizou Bolsonaro pelo episódio, e no parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também não identificou elementos para caracterizar falta disciplinar capaz de alterar o regime de cumprimento da pena, conforme apuração da CNN Brasil.
Defesa de Bolsonaro cita investigação e parecer da PGR
De acordo com a manifestação, a investigação concluiu que a pistola possuía registro válido em nome de Bolsonaro e que sua retirada da residência ocorreu por iniciativa exclusiva do sargento Estácio Leite da Silva Filho, sem autorização ou determinação do ex-presidente. A Polícia Civil indiciou o militar por porte ilegal de arma de fogo.
Segundo o UOL, a corporação concluiu que o agente transportava uma arma registrada em nome de terceiro sem autorização do proprietário e em desacordo com as exigências legais. Em depoimento, o sargento afirmou que havia retirado a pistola da residência de Bolsonaro para verificar um defeito no equipamento.
Alexandre de Moraes em Sessão da Primeira Turma do STF (16/06/2026) | Foto: Luiz Silveira/STF
A defesa também destacou o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro. Embora a PGR tenha concordado que não houve falta disciplinar atribuível ao ex-presidente, o órgão defendeu a manutenção da apreensão da arma por considerar incompatível sua posse com a atual condição jurídica de Bolsonaro.
O caso ainda influencia a análise sobre a prorrogação da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente por razões de saúde. Moraes determinou que a defesa e a PGR se manifestassem depois da conclusão do inquérito da Polícia Civil antes de decidir sobre o tema.
Ex-primeira-dama mantém indefinição sobre o futuro eleitoral, mas é vista como peça importante para fortalecer pautas no Congresso
A possibilidade de Michelle Bolsonaro deixar a disputa nasceu junto ao seu anúncio de saída da presidência do PL Mulher | Foto: Reprodução/PL Mulher
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Aliados de Michelle Bolsonaro (PL) estão tentando convencê-la a concorrer ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano, mas ela ainda não decidiu e deve se pronunciar até as convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que Michelle está focada nos cuidados com Jair Bolsonaro e sua filha, e que ela poderia contribuir significativamente no Congresso, especialmente em pautas sociais.
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Aliados da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro(PL) intensificaram as conversas para convencê-la a se manter na disputar por uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano.
A Oeste, a senadora Damares Alves(Republicanos-DF) afirmou que Michelle ainda não definiu a saída da disputa e deverá estabelecer o seu futuro político até o período das convenções partidárias, previsto de 20 de julho a 5 de agosto.
“Ela ainda não decidiu”, ressaltou a parlamentar. “Está pensando se sairá candidata ou não. Este é um momento de reflexão para ela. Nós vamos continuar insistindo que ela venha candidata.”
Segundo a senadora, Michelle deverá concentrar esforços nos cuidados com o marido, Jair Bolsonaro, enquanto aguarda os desdobramentos da situação jurídica relativa a prisão do ex-presidente.
Para Damares, a ex-primeira-dama desempenharia papel importante no Congresso Nacional, especialmente em pautas relacionadas às pessoas com deficiência, doenças raras, autismo e famílias atípicas.
“Estamos conversando com ela nesse sentido: ‘Michelle, nós precisamos de você no Parlamento’”, afirmou Damares. “Ela reforça esse time. Michelle é um elemento hoje necessário no Parlamento.”
A possibilidade de Michelle deixar a disputa nasceu junto ao seu anúncio de saída da presidência do PL Mulher. Em nota divulgada na terça-feira 30, a ex-primeira-dama informou que deixará o cargo para se dedicar integralmente aos cuidados de Bolsonaro e da filha, sem mencionar uma eventual candidatura.
Aliados afirmam Michelle não afirmou que seria candidata
Em conversa com Oeste, Damares afirmou que Michelle nunca declarou publicamente que pretendia concorrer a um cargo eletivo.
“Michelle nunca disse que seria candidata, nem ao Senado, nem à Presidente, nem à vice”, declarou. “Ela nunca disse. Pode procurar em toda a mídia uma declaração dela que ela seria candidata. Éramos nós que falávamos que ela seria candidata e os institutos de pesquisa colocavam o nome dela.”
Também foi levantada a possibilidade de Michelle deixar o PL e se filiar ao Republicanos, legenda de Damares. A senadora, porém, destacou que essa hipótese não é viável no momento. Isso porque, venceu em abril o prazo para a troca de partido para as eleições. Apesar disso, o partido mantém as portas abertas para a ex-primeira-dama no futuro.
A parlamentar também rejeitou a avaliação de que a indefinição tenha relação com o desgaste público envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Ela nunca quis ser política. Não é sobre o Flávio. Nunca teve uma declaração da Michelle dizendo: ‘Eu quero ser senadora’. Ela nunca disse que seria candidata”, afirmou Damares. “A missão dela no PL Mulher era treinar mulheres para a política. Essa decisão não tem nada a ver com conflitos.”
O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo, afirmou nesta quarta-feira (1º), em Salvador, que deverá apoiar o senador Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República em 2026. A declaração foi dada durante o evento “Vereadores com ACM Neto”, que reuniu mais de mil parlamentares municipais de diferentes regiões da Bahia.
Ao comentar o cenário nacional, Zé Ronaldo destacou que sua posição política é conhecida e voltou a afirmar que não pretende apoiar candidatos ligados ao PT. Entre os nomes colocados no campo da oposição, ele apontou Flávio Bolsonaro como sua escolha.
“Nunca deixei dúvidas sobre o meu voto. Todos sabem que não voto no PT. Hoje existem algumas alternativas no campo da oposição, como Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. A maioria dos meus amigos está com Flávio, e eu também estarei com ele”, declarou.
O prefeito também defendeu que os pré-candidatos oposicionistas mantenham uma convivência respeitosa durante a campanha, especialmente no primeiro turno.
Sobre o encontro promovido por ACM Neto, Zé Ronaldo destacou a expressiva participação dos vereadores e ressaltou a importância do papel desempenhado pelos legisladores municipais.
“É um evento grandioso. Não me recordo de outro encontro desse porte voltado exclusivamente para vereadores ao lado de um pré-candidato ao governo. Isso mostra o reconhecimento da força política que eles possuem”, afirmou.
Questionado sobre a pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná, que aponta ACM Neto na liderança da corrida ao Governo da Bahia, o prefeito avaliou os números de forma positiva e disse que o resultado serve de estímulo para o grupo político.
“A pesquisa mantém uma tendência observada nos levantamentos anteriores e até apresenta um crescimento. Isso motiva, mas não significa acomodação. É preciso seguir trabalhando porque eleição se vence com dedicação e presença junto à população”, pontuou.
Ao falar sobre o cenário estadual, Zé Ronaldo afirmou perceber um movimento favorável à alternância de poder na Bahia.
“Tenho conversado com muitas pessoas e ouvido relatos de eleitores que não votaram em ACM Neto na última eleição, mas que agora pretendem apoiá-lo. Existe um desejo de mudança muito forte e isso pode fazer a diferença em 2026”, concluiu.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu deixar o comando do PL Mulher. A decisão foi comunicada ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, nesta terça-feira (30). Michelle estava no cargo desde o início de 2023.
— Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha — afirmou (Leia nota completa no final da matéria).
A decisão ocorre em meio a atritos com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em vídeo publicado na última semana, Michelle afirmou ter sido humilhada e apunhalada pelo enteado. Flávio pediu desculpas posteriormente.
O Partido Liberal emitiu um comunicado oficial assinado por Valdemar Costa Neto. No texto, ele minimizou as diferenças, falou sobre a causa maior do partido e agradeceu a Michelle pelos serviços prestados.
Leia a íntegra da nota publicada pelo PL: Nota Oficial O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural isso. Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é muito maior. As indignações internas não serão maiores do que a indignação coletiva de ver o que esse governo faz com o nosso país: 80 milhões de brasileiros devendo é inadmissível! Grupos terroristas crescendo é inadmissível! Michelle passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando. Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher, mas, neste momento, decidiu deixar a Presidência Nacional do PL Mulher porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão. Somos o maior partido deste país e temos a missão de mudar esse governo e devolver o Brasil ao povo brasileiro.
Leia a íntegra da nota publicada pelo PL Mulher, assinada por Michelle: NOTA DE ESCLARECIMENTO Na condição de Presidente do Partido Liberal Mulher, venho por meio desta informar que, após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar – integralmente – aos cuidados para com o meu marido e minha filha.
Durante o período em que estive à frente do PL Mulher, construímos – juntamente com as nossas presidentes – um grande exército de mulheres de bem que já começaram a transformar o Brasil e a corrigir os rumos da nossa Nação. Conhecendo a força e a capacidade das mulheres brasileiras, tenho certeza de que o nosso movimento crescerá ainda mais e teremos um futuro próspero para os nossos filhos e netos.
Quero agradecer, na pessoa da minha vice-presidente, Priscila Costa – a todas as minhas presidentes estaduais e municipais que, com tanto carinho, empenho e dedicação tornaram possível a expansão de nosso movimento que está edificando o nosso país. Sem vocês, nada disso seria possível.
As sementes foram lançadas e, em breve, vocês colherão os frutos desse trabalho tão lindo que vocês realizaram em favor das famílias de nossa grande Nação.
Peço a Deus que esteja sempre com vocês, inspirando e conduzindo esse trabalho e que as mulheres ocupem, cada vez mais, os lugares que lhes pertencem nas esferas de decisão e de poder. Vocês estarão sempre nas minhas orações como forma de gratidão e de amor por cada uma de vocês.
Agradeço também o Presidente Valdemar pela autonomia que me concedeu e por ter confiado a mim tão nobre desafio.
À minha amada equipe da Nacional, mulheres e homens gigantes que comigo enfrentaram todos os desafios que surgiram à nossa frente, agradeço do fundo do meu coração. Somente Deus pode recompensá-los por todo bem que fizeram a mim e ao nosso Brasil. Eu amo a vida de cada um de vocês.
Que Deus os abençoe. Que Ele abençoe as nossas famílias. Que Deus abençoe o nosso amado Brasil.
Presidente Nacional do partido afirma que ex-primeira-dama decidiu concentrar esforços para cuidar de Jair Bolsonaro e pede respeito à decisão
O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou em nota nesta terça-feira, 30, a saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher, destacando que ela optou por se dedicar ao cuidado do ex-presidente Jair Bolsonaro em um momento difícil. Valdemar elogiou o trabalho de Michelle e afirmou que sua decisão deve ser respeitada.
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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, publicou nesta terça-feira, 30, uma nota sobre a saída de Michelle Bolsonaro da presidência nacional do PL Mulher. Na manifestação, o dirigente afirmou que a ex-primeira-dama decidiu deixar o cargo para concentrar suas atividades no cuidado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A nota representa o primeiro posicionamento oficial de Valdemar sobre a mudança no comando do segmento feminino do partido, anunciada mais cedo.
Segundo o presidente do PL, Michelle “fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher”, mas atravessa “um momento difícil” em razão da situação enfrentada por Bolsonaro.
“Michelle passa por um momento difícil, sente de perto as injustiças e as angústias que o maior líder da história recente deste país vem passando”, escreveu Valdemar.
O dirigente também afirmou que a decisão da ex-primeira-dama deve ser respeitada.
“Michelle fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher, mas, neste momento, decidiu deixar a Presidência Nacional do PL Mulher porque faz a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente. Temos que respeitar essa decisão.”
Valdemar comenta divergências internas
Na mesma nota, Valdemar reconheceu a existência de divergências dentro do partido, mas afirmou que elas são naturais diante do crescimento da legenda.
“O PL cresceu demais, e eu entendo que as divergências crescem também. É natural isso. Temos muitos líderes no partido e, por maiores que sejam as divergências, o que nos une é um muito maior.”
Michelle Bolsonaro renuncia o cargo de presidente nacional do PL Mulher | Foto: Reprodução/ Instagram
O presidente nacional do PL também voltou a fazer críticas ao governo federal. No texto, citou o número de brasileiros endividados e o avanço de grupos terroristas como motivos de preocupação.
Ao concluir a manifestação, Valdemar afirmou que o partido pretende permanecer unido e defendeu a alternância de poder nas eleições.
“Somos o maior partido deste país e temos a missão de mudar esse governo e devolver o Brasil ao povo brasileiro.”