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Petista critica sanções econômicas, cobra fim do direito de veto na ONU e questiona autoridade de Washington

Trump e Lula se reúnem à margem da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur, Malásia - 26/10/2025 | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
Trump e Lula se reúnem à margem da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) em Kuala Lumpur, Malásia – 26/10/2025 | Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou críticas contra o mandatário norte-americano, Donald Trump, em entrevista ao jornal El País. O petista afirmou que Trump “está jogando um jogo muito errado” ao basear sua influência apenas em força militar, econômica e tecnológica. Para Lula, o uso desse poder gera problemas internos para os próprios Estados Unidos, citando o aumento do preço dos combustíveis logo que Washington decidiu atacar o Irã.

O brasileiro também contestou as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil no ano passado. Lula declarou ter ficado “impressionado” com a falsidade dos argumentos utilizados pelo republicano para aplicar as barreiras comerciais. Ele revelou ter dito a Trump que dois homens de 80 anos deveriam manter um diálogo maduro, independentemente de divergências ideológicas.

Críticas às Nações Unidas

A reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas voltou ao centro do discurso presidencial. Lula classificou a estrutura atual das Nações Unidas como obsoleta e afirmou que a geopolítica de 1945 perdeu a validade em 2026. Ele defendeu abertamente o fim do direito de veto concedido aos membros permanentes do conselho, alegando que o órgão responsável por manter a paz hoje promove conflitos.

Lula descreveu o cenário global como um “navio à deriva” e alertou que um terceiro confronto mundial superaria em dez vezes a destruição da Segunda Guerra. Segundo o presidente, os “senhores da paz” se transformaram em “senhores das guerras”, citando os Estados Unidos e a Rússia como exemplos de membros do conselho envolvidos diretamente em embates armados.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente tem 94 anos e está com Alzheimer

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, foi interditado judicialmente após a Justiça reconhecer o avanço do Alzheimer. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que aceitou um pedido apresentado pelos filhos do ex-presidente.

Na petição, os familiares afirmam que o estado de saúde do ex-mandatário se agravou nos últimos meses. O processo inclui um atestado médico que aponta a “evolução progressiva de declínio cognitivo”, associada à doença.

Com a decisão, Paulo Henrique Cardoso foi designado como curador. Ele ficará responsável pelos atos administrativos e pela gestão do patrimônio do ex-presidente.

A assessoria de FHC confirmou a decisão judicial em contato com a CNN Brasil, mas informou que não comentará o caso por ser “estritamente de foro íntimo”.

Informações Pleno News


Nesta quarta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja investigado pela Polícia Federal.

Por meio de uma nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o parlamentar disse receber “com profunda estranheza a decisão do ministro”.

O comunicado aponta que “a medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.

O pedido de inquérito foi motivado por uma publicação de Flávio nas redes sociais em janeiro deste ano. O senador expressava esperança de que o presidente Lula (PT) seria delatado pelo ditador da Venezuela Nicolás Maduro, que havia sido capturado pelo governo dos Estados Unidos.

– Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas – escreveu o parlamentar à época.

Para Flávio, a abertura do inquérito “configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”.

Confira a nota na íntegra:

O Senador Flávio Bolsonaro recebe com profunda estranheza a decisão do Ministro Alexandre de Moraes que determinou a instauração de inquérito para apurar suposta calúnia contra o Presidente da República. A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal. Na postagem em questão, o Senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva.

A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como “descondenado” para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então Presidente Jair Bolsonaro.

Chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao Ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente. Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros.

Assessoria de Comunicação
Senador Flávio Bolsonaro
Brasília, 15 de abril de 2026.

*Pleno.News
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Foto: Montagem com fotos Agência Brasil e Agência Senado

Uma disputa mais acirrada entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um primeiro turno já com novos nomes de pré-candidatos, e a ultrapassagem do candidato do PL sobre o líder petista no segundo turno, já abrindo dois pontos de vantagem. Esses são alguns dos resultados da nova rodada da pesquisa Genial/Quaest para a presidência da República, divulgada nesta quarta-feira (15). 

Na simulação de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 37% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro aparece com 32%. A maior novidade da pesquisa foi a inclusão do psicólogo e escritor Augusto Cury, pré-candidato pelo Avante, que marcou 2% entre os entrevistados.

Outros nomes que aparecem pela primeira vez em uma pesquisa sobre a eleição presidencial foram os de Cabo Daciolo, pré-candidato do partido Mobiliza, e Samara Martins, da Unidade Popular, que pode vir a ser a única mulher a disputar a presidência. 

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), acumulou 6% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), teve 3%.

Confira abaixo o cenário de primeiro turno:

Lula (PT) – 37%
Flávio Bolsonaro (PL) – 32%
Ronaldo Caiado (PSD) – 6%
Romeu Zema (Novo) – 3%
Augusto Cury (Avante) – 2%
Renan Santos (Missão) – 2%
Cabo Daciolo (Mobiliza) – 1%
Samara Martins (UP) – 1%
Aldo Rebelo (DC) – 0%
Indecisos – 4%
Brancos/Nulos – 11%

Na pesquisa espontânea, em que o eleitor diz o seu candidato sem olhar qualquer lista de nomes, Lula lidera a disputa, mas caiu em relação ao levantamento anterior. Já Flávio Bolsonaro subiu três pontos e reduziu a distância para o presidente. 

Um aspecto interessante da pesquisa espontânea foi a diminuição da quantidade de indecisos, que caiu de 60% verificados em março para 62% agora em abril. Confira o resultado da espontânea abaixo:

Lula – 19%
Flávio – 13%
Outros nomes – 5%
Jair Bolsonaro – 1%
Indecisos – 62%

Já na simulação de segundo turno, a pesquisa Genial/Quaest mostra o senador Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto, à frente do presidente Lula, que tem 40%. O resultado representa um empate dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Na pesquisa anterior da Genial/Quaest, divulgada em março, Flávio e Lula empatavam em 41%. O instituto também fez outras simulações de segundo turno. Confira abaixo todas as disputas:

Flávio 42% x 40% Lula
Lula 43% x 36% Romeu Zema
Lula 43% x 35% Caiado
Lula 44% x 24% Renan Santos
Lula 44% x 23% Augusto Cury

A Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores por meio de entrevistas pessoais, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09285/2026.

Fonte: Bahia Notícias
 


Avaliação negativa do governo do petista se mantém alta e oscila dentro da margem de erro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que a maioria da população brasileira desaprova o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o levantamento, 52% desaprovam a atual gestão Lula, enquanto 43% aprovam o trabalho do presidente Lula. Outros 5% dos eleitores não souberam ou não responderam. Na última divulgação, em março, a desaprovação era de 51% e aprovação de 44%. 

A pesquisa mostra ainda que a avaliação do governo Lula oscilou dentro da margem de erro. Segundo a sondagem, 42% consideraram a gestão negativa (em março, 43%), enquanto 31% a veem positiva (mesmo número do levantamento anterior). Outros 26% dos entrevistados avaliam a administração como regular (antes, eram 25%).

O instituto entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-09285/2026.

Informações Bahia.ba


Ministro fixou prazo de 60 dias

Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes Foto: Geraldo Magela/Agência Senado // EFE/Joédson Alves

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu crime de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma postagem nas redes sociais.

A publicação de Flávio foi feita em janeiro deste ano. O senador expressava esperança de que o chefe do Executivo brasileiro seria delatado pelo ditador da Venezuela Nicolás Maduro, que acabara de ser capturado pelos Estados Unidos.

– Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas – escreveu o parlamentar à época.

Em trecho da decisão pela abertura de inquérito, Moraes cita que “trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputam fatos criminosos ao presidente da República”.

O ministro enviou os autos à PF e determinou o prazo de 60 dias para providências.

Informações Pleno News


Pré-candidato ao governo da Bahia criticou a perda do poder de compra da população brasileira e o aumento do endividamento das famílias

Pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto Crédito: Sora Maia/CORREIO

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou, nesta terça-feira (14), que o estado vive um paradoxo econômico sob as gestões do PT: possuir grande potencial econômico, mas manter elevados índices de pobreza e desigualdade social.

ACM Neto disse que a Bahia perdeu protagonismo econômico no Nordeste e não possui um projeto consistente de futuro. “Nós temos hoje um estado rico com um povo pobre. A Bahia tem o maior número de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria de todo o Brasil. Outro dia saiu uma pesquisa do IBGE que mostrou a renda média per capita das pessoas. A Bahia tem a segunda pior de todo o Brasil. Só estamos à frente do Maranhão”, declarou.

O ex-prefeito também criticou a perda do poder de compra da população brasileira e o aumento do endividamento das famílias. “O fim do mês está chegando cedo demais. É impressionante. Chega no dia 5, as pessoas já não têm mais dinheiro. Aí acabam tendo que se endividar, tomar empréstimo”, afirmou.

Na avaliação do pré-candidato, o governo estadual falha em explorar setores estratégicos da economia baiana, como turismo, agronegócio, mineração e interiorização da indústria, situação que perdura ao longo dos 20 anos de gestões petistas, mas que vem se agravando com o governo Jerônimo Rodrigues (PT).

“Você pergunta qual é o plano de desenvolvimento econômico para a Bahia. Não existe. Como estamos trabalhando nossas vocações para ampliar e dinamizar o turismo, o agronegócio, a agricultura familiar, a mineração? Cadê as obras de logística e infraestrutura? Cadê o processo de industrialização do interior?”, questionou.

ACM Neto também voltou a criticar a permanência do PT no comando do estado há duas décadas e afirmou que o ciclo político está esgotado. “Será que 20 anos não foi tempo suficiente? Eles tiveram muito tempo, o povo teve muita paciência e os dois se esgotaram. O que nós temos hoje na Bahia é um estado grande, um estado forte, mas com um governo pequeno”, declarou.

Por fim, ele defendeu a elaboração de um plano de desenvolvimento voltado ao interior do estado, com atração de empresas e geração de oportunidades fora da Região Metropolitana de Salvador. “A gente quer fazer um plano para desenvolver o interior, buscar a vocação de cada região, levar trabalho para o homem do campo, atrair empresas que voltem a acreditar no interior. O emprego tem que estar lá na ponta e não concentrado apenas na região metropolitana”, frisou.

Fonte: Correio da Bahia


Magistrado se manifestou depois de a CPI do Crime Organizado indiciar ministros do tribunal, além do procurador-geral da República

flávio dino
O senador Flávio Dino (PSB-MA) faz discurso de despedida do mandato, depois de ser aprovado para o cargo de ministro do STF – 20/2/2024 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Nesta terça-feira, 14, o ministro Flávio Dino disse ser um “gigantesco erro histórico” apontar o Supremo Tribunal Federal (STF) como “o maior problema nacional”.

A declaração ocorreu no Instagram, depois de a Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado indiciar ministros do STF e também o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. Dino não citou nomes.

No texto, Dino sustentou que o STF e a PGR possuem um “relevante conjunto de decisões judiciais contra o crime organizado no Brasil”.

De acordo com o juiz do STF, ignorar essa atuação e atribuir ao tribunal a responsabilidade por problemas nacionais representa um equívoco.

O magistrado viu “irresponsabilidade” em investigar o crime organizado sem incluir milícias, traficantes, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios e “matadores e pistoleiros”.

Conforme ele, sua condição de magistrado o impede de comentar amplamente o tema, mas registrou “solidariedade pessoal aos colegas alvo de injustiças”.

Relatório divulgado antes de fala de Dino

Senador Alessandro Vieira, autor do requerimento para criar a CPI do Crime Organizado | Foto: Agência Senado

Mais cedo, a CPI divulgou trechos do relatório final de seus trabalhos.

Relator da comissão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) indiciou Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

O parlamentar atribuiu aos três magistrados crimes de responsabilidade, que poderiam fundamentar pedidos de impeachment.

Vieira argumentou que Moraes e Toffoli agiram “de modo incompatível” com a honra, a dignidade e o decoro de suas funções devido à relação mantida com o Banco Master.

No caso de Mendes, ele apontou a suspensão de quebras de sigilo da CPI para proteger os colegas, por parte do decano.

Informações Revista Oeste


A pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Na simulação direta entre os dois, Flávio registra 48% das intenções de voto, contra 42,6% de Lula.

Nos cenários de primeiro turno, Lula aparece à frente na maioria das simulações, mas com vantagem reduzida. Em um cenário com a presença do ex-governador Romeu Zema (Novo), o petista soma 39,8% contra 37,3% de Flávio Bolsonaro. Em outro, sem Zema, há praticamente um empate, com 38,4% para Lula e 38,2% para o senador.

Em um cenário de primeira rodada no qual Lula é substituído pelo ex-ministro Fernando Haddad (PT), Flávio lidera com folga, anotando 38,4% contra 21,3% do representante do PT. Já Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) pontuam em patamares menores, e registram, respectivamente, 7,4% e 4%.

Outras simulações de segundo turno também foram testadas. Quando Flávio Bolsonaro enfrenta Fernando Haddad, o senador tem larga vantagem, com 48,3% contra 34,8%. Já no embate entre Lula e Romeu Zema, o petista venceria por 44,8% a 38%. Ao enfrentar Ronaldo Caiado, o atual presidente também lidera, com 43,9% a 38,8%.

Em um confronto entre Haddad e Caiado, há uma diferença milimétrica, com 36,8% para o petista e 36,5% para o ex-governador. Já contra Zema, Haddad aparece numericamente à frente, com 38,4% contra 35,6%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de abril, com 2 mil eleitores em 895 cidades brasileiras. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08282/2026.

*Pleno.News
Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado // PR/Ricardo Stuckert


PF atribui ação a cooperação com EUA; aliados dizem que caso envolve abordagem policial

Ramagem teria solicitado à liderança da comissão um espaço na diretoria | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Ramagem deixou o país em setembro de 2025 | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados 

Autoridades prenderam o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), nesta segunda-feira, 13, na Flórida, nos Estados Unidos. O nome dele consta no sistema do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, em inglês) como “sob custódia”.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que “a prisão é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado”. Ele completou “Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas.”

Ramagem
Segundo o sócio da Immigrex, Paulo Figueiredo, que está ajudando Ramagem, ele foi apenas detido devido uma infração de trânsito leve | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Versões divergem sobre a detenção

Ramagem deixou o Brasil em setembro de 2025 de forma clandestina, segundo autoridades, depois de condenação em processo que também envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ex-juíza Ludmila Lins Grilo afirmou na rede X que a detenção ocorreu por infração de trânsito. “Nada a ver com questões migratórias ou perseguição pelo STF”. Ela também declarou que a empresa Immigrex presta assistência ao ex-deputado e que “esquerdistas podem voltar aos seus afazeres”.

O empresário Paulo Figueiredo e também sócio da Immigrex afirmou que “está prestando toda a assistência a Ramagem e sua família”.

Ele disse ainda que uma abordagem policial em Orlando deteve Ramagem por uma infração leve de trânsito e, na sequência, o encaminhou ao ICE, procedimento comum na Flórida.

Figueiredo afirmou também que “o status de Ramagem é LEGAL: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise”.

Segundo ele, a expectativa é de liberar Ramagem o mais rapidamente possível e, no momento, não há qualquer risco de deportação. O trâmite do ICE é burocrático e depende da formalização”.

Ele acrescentou que “o governo brasileiro não teve qualquer participação nesse episódio”.

Informações Revista Oeste

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