O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou, na manhã desta terça-feira (19), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir que perfis de apoiadores do chefe do Executivo publiquem conteúdos que liguem o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) à morte do ex-prefeito Celso Daniel e à facção criminosa PCC.
No Twitter, Bolsonaro publicou dois tuítes fazendo referência ao assunto. No entanto, ao invés de citar nominalmente Lula, o PT e o PCC, o presidente da República “disfarçou” as palavras substituindo-as por seus significados e por onomatopeias como “irruu” e “irraa”.
– Lider da facção criminosa [irraaa] reclama de Jair Bolsonaro e revela que com o Partido dos [irruuu] o diálogo com o crime organizado era “cabuloso”. É o grupo praticante de atividades ilícitas coordenadas denominado pela décima sexta e terceira letra do alfabeto com saudades do grupo do animal invertebrado cefalópode pertencente ao filo dos moluscos – escreveu.
O vídeo divulgado por Bolsonaro é de uma reportagem que foi exibida pela Record TV no dia 8 de agosto de 2019. O conteúdo revelava que membros do comando da facção PCC teriam dito que, enquanto esteve no poder, o Partido dos Trabalhadores teria diálogo próximo com a criminalidade, laço que teria sido rompido com a chegada do atual governo.
Os arquivos foram obtidos legalmente por jornalistas da Record, por meio de uma investigação do Ministério Público do Paraná, com autorização da Justiça. Em um dos trechos, um criminoso conhecido como Elias teria dito que o atual governo não teria diálogo com a facção da qual ele faz parte, o PCC. Em nota, o Partido dos Trabalhadores afirmou que a declaração era “mentirosa”.
Youtuber, que apoia Jair Bolsonaro, Fontenelle, disse que o dote de cantora é rebolar
Fontenelle e Anitta Fotos: Daniel Pinheiro/AgNews
Depois de criticar o apoio de Anitta a Lula, que declarou voto no petista ainda no primeiro turno das eleições gerais de 2022, a youtuber Antonia Fontenelle acusou a cantora de receber dinheiro em troca do apoio ao pré-candidato à presidência pelo PT. A declaração foi feita nesta segunda-feira (18), durante uma entrevista à IstoÉ.
– Ela rebola e eu penso: “Cada uma com os seus dotes”. Anitta está ganhando dinheiro para apoiar o Lula – denunciou Fontenelle, sem mostrar qualquer tipo de prova.
A youtuber disse que a cantora, que mora fora do país, não liga para o Brasil e não faria campanha sem receber algo em troca. Ela destacou que os fãs de Anitta vão votar em Lula a pedido dela “para ele f*der o país”.
– Isso tudo o que estou falando não é sobre Anitta, Lula ou Bolsonaro, mas sim sobre um país que está respirando com ajuda de aparelhos e que não pode mais ter um político corrupto como o Lula e a corja do PT – defendeu Antonia Fontenelle.
– A gente está precisando que libere a educação, a cultura, o saneamento básico, a segurança para o Brasil. É triste tudo isso – pontuou a apresentadora.
Em encontro ontem pela manhã com representantes da classe produtiva de Feira de Santana, Zé Chico (UB), que é pré-candidato a deputado federal, disse que vai representar o segmento em Brasília. “Sou empresário, pecuarista. Portanto, tenho os mesmos problemas que a classe produtiva de Feira e região tem. Quero ser o representante porque sei das dificuldades. O meu discurso e a prática não têm alteração”, afirmou Zé Chico para mais de uma dezena de representantes do setor produtivo de Feira de Santana. (Foto: Zé Chico ao lado do vice-prefeito Fernando de Fabinho)
O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (UB), usou suas redes sociais para parabenizar o ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador, José Ronaldo (UB), por mais uma ano de vida. Na postagem, Neto ressaltou o papel ocupado por Ronaldo durante sua trajetória política.
Veja a felicitação na íntegra:
“Poucas pessoas conseguiram ter uma trajetória política tão bonita, coerente e admirável como José Ronaldo. Começou como vereador, foi deputado estadual, deputado federal e, por quatro vezes, prefeito de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. Zé não é só um gestor exemplar e uma das lideranças políticas mais respeitadas da Bahia. Ele é um grande pai, avô e um amigo que tenho o prazer de conviver há mais de 20 anos. Um dos parceiros mais leais, corretos e generosos que já conheci. Nessa campanha, curiosamente, ele esteve ao meu lado em quase todas as 170 cidades que já visitamos. Sorte a minha de ter sempre por perto esse cara que conhece o estado como poucos. E mais do que isso: que tem a sensibilidade de me oferecer um abraço nos momentos mais inesperados. Parabéns, meu amigo! Que Deus continue abençoado a sua caminhada.
Por sete votos a zero, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) proibiu nesta segunda-feira (18) a associação feita pelo PT baiano, nas redes sociais, do pré-candidato ao governo pelo União Brasil, ACM Neto, com o presidente da República, Jair Bolsonaro.
O colegiado do tribunal confirmou decisão liminar anterior, que já havia determinado a exclusão da postagem, feita em maio pelo PT no Instagram. Na publicação, ACM Neto é associado pelo PT a uma série de mazelas sociais, como fome, desemprego e preço de itens em mercados.
Na representação, assinada pelo advogado Ademir Ismerim, a comissão estadual do União Brasil aponta que ACM Neto não tem qualquer cargo de gestor público, “não tendo ele qualquer gerenciamento direto no tocante às providências a serem tomadas pelo Governo Federal para amainar os impactos sociais dos problemas listados pelo representado na publicação fustigada”.
A peça lembra ainda que não há alinhamento político, eleitoral ou ideológico entre Neto e Bolsonaro, como já manifestado pelo próprio pré-candidato ao governo. Além disso, pontua que o União Brasil tem como pré-candidato a presidente Luciano Bivar.
“Vislumbrando intensificar o viés pejorativo da postagem, o partido acionado insere a imagem de ACM Neto ao lado de Jair Messias Bolsonaro, Presidente da República Federativa do Brasil, numa investida de querer cingir o nome e a foto do secretário-geral do União Brasil ao principal mandatário do país, esse que, além de não possuir qualquer vinculação, nem mesmo indiretamente, a este partido, não desfruta da mesma popularidade que ACM Neto detém entre os baianos”, acrescenta a representação.
“O modus operandi empunhado pelo grêmio processado, de modo plangente, promove não apenas ataques diretos à legenda representante e ao político a ela filiado, inclusive mediante a utilização de viés falacioso, como também vilipendia os predicados inerentes à democracia, o que não pode ser tolerado pela Justiça Eleitoral, essa que tem buscado combater incessantemente as notícias falsas, responsáveis por gerar deturpações ao Estado de Direito, inclusive mediante a criação, através da Portaria n° 510/2021, do Programa de Enfrentamento à Desinformação”, destaca Ismerim.
“Com todo o respeito ao Bangu”, brincou o presidente
Bolsonaro confia em sua reeleição Foto: Alan Santos/PR
Neste domingo (17), o presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou total confiança na sua vitória sobre seu principal oponente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas eleições de outubro. O chefe do Executivo chegou a fazer uma alusão jocosa a dois times de futebol.
– Ele que vai ligar para mim. Eu tenho certeza que eu não vou ligar para ele. Não tem o “se” nessa questão. É o Flamengo enfrentando o Bangu, com toda certeza. Até com o time reserva. Com todo o respeito ao Bangu – disse Bolsonaro ao ser questionado se telefonaria para Lula, caso ele saísse vitorioso.
O presidente também desacreditou as pesquisas de intenção de voto. Ele apontou que as imagens de atos populares dos quais participou nas últimas semanas mostram que tem apoio nas ruas.
– Viram as imagens de Fortaleza? Coisa fantástica, né? O que é aquilo, não tem um centavo meu, é espontâneo. Isso é Brasil, é uma política diferente do que se fazia aqui no Brasil – afirmou em conversa no Palácio da Alvorada.
– Eu posso perder em uma ou outra enquete, mas na grande maioria a gente ganha. Se for no meio do público evangélico, ou do público que gosta de armas, você vai no agronegócio, nesse somatório, de cada dez enquetes, nove eu ganho – completou.
O presidente citou pesquisas do Datafolha para embasar sua visão sobre a relevância das mesmas.
– O próprio Datafolha fez uma pesquisa dizendo que o Lula é mais honesto do que eu. Eu posso ter um monte de defeitos, todo mundo tem, agora quanto à honestidade, acho que o Lula perde para qualquer um no Brasil – finalizou.
O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja uma convenção partidária protocolar, sem o peso de um evento de campanha. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve estar no evento, que confirmará a escolha da legenda por sua candidatura, segundo a assessoria do petista.
Marcada para o dia 21 de julho, a convenção do PT será realizada em São Paulo. Mas, neste mesmo dia, o pré-candidato petista cumprirá agenda no Nordeste.
Nos dias 20 e 21 de julho, Lula fará um giro por Serra Talhada, Garanhuns e Recife acompanhado do seu vice, Geraldo Alckmin (PSB).
A legislação exige que os partidos se reúnam em convenção para decidir os nomes do partido que serão candidatos a cargos eletivos, caso da disputa à presidência da República.
As convenções têm de ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto do ano eleitoral.
Segundo integrantes do partido, como ocorreu um grande evento em maio no lançamento da chapa de Lula e Alckmin, houve opção da campanha por promover uma convenção mais simples e descolada dos compromissos de Lula.
No dia da convenção do PT, portanto, Lula estará fechando a agenda no seu estado de origem, em evento na capital, Recife.
“São várias convenções, cumprindo regra legal, a partir do dia 21/07 com a convenção do PT. Dia 29/07, todos os partidos e líderes estarão na convenção do PSB, que será a última, em Brasília e homologando alianças e candidaturas de Lula presidente e Geraldo Alckmin vice”, diz Wellington Dias, ex-governador do Piauí, que integra a campanha.
A opção de Lula contrasta com a de Jair Bolsonaro, que não tem medo de estar entre o povo.
O presidente escolheu o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, para promover a convenção partidária do PL e o lançamento oficial da chapa com o ex-ministro Walter Braga Netto.
O evento está sendo pensando para 12 mil pessoas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do presidente e coordenador de sua campanha, foi às redes sociais convocar a militância a comparecer e chegar cedo ao evento.
Neste sábado (16), a deputada federal Carla Zambelli usou as redes sociais para expor e criticar um vídeo, que encena a morte do presidente Jair Bolsonaro. Ela compartilhou fotos que mostram a gravação de um acidente de moto.
Além de expor indignação, a parlamentar pediu orações. Ela destacou que “essa é uma guerra do bem contra o mal”.
– Um vídeo foi feito encenando a morte do presidente Jair Bolsonaro num “acidente” de moto. Peço reforço de orações. Essa é uma guerra do bem contra o mal. E VAMOS VENCER – escreveu a deputada.
Outro deputado federal que se manifestou sobre o caso foi Eduardo Bolsonaro. Ele questionou se o ministro e presidente em exercício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, irá cobrar explicações e estipular um prazo para que as pessoas responsáveis pelo vídeo se manifestem. O comentário do parlamentar ocorre após Moraes ter estipulado o prazo de dois dias para que o chefe do Executivo se manifeste acerca de uma acusação de discurso de ódio.
– Quantas horas Alexandre de Moraes dará para os produtores se manifestarem sobre discurso de ódio? Ou será que isso pode? Será que instigar outros Adélios pode? Tem método – escreveu o deputado Eduardo Bolsonaro, no Twitter.
A pré-candidata ao Senado e ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, disse que o Ministério Público (MP) precisa investigar o caso. Ela questionou se o vídeo é uma encenação ou estímulo para um atentado contra a vida do presidente da República.
– Encenação ou estímulo para um atentado contra a vida do Chefe de Estado brasileiro? O MP precisa investigar isso a fundo! Cenas como estas são repugnantes e não podem ser toleradas – declarou.
O Ministério Público de São Paulo cumpriu, nesta quarta-feira (14), um mandado de busca e apreensão na mansão de Deolane Bezerra, em Alphaville, região nobre da capital paulista. Segundo o boletim de ocorrência, a advogada é investigada por um crime contra a economia popular e associação criminosa, o que indica possível envolvimento com lavagem de dinheiro. A informação é da coluna Leo Dias.
Ainda, conforme o site, foram apreendidos um Porsche, uma Mercedes Cabriolet 2021 e uma Land Rover Evoque 2021/2022. Dois relógios das marcas Rolex e Bvulgari também foram apreendidos, mas segundo Deolane os itens seriam falsos. O Ministério Público ainda apreendeu sete cadernos com anotações, quatro notebooks e registros de contabilidade. Um celular iPhone 13 Pro Max também foi levado. Um dos carros apreendidos vale cerca de R$ 1 milhão.
Segundo a investigação, a lavagem de dinheiro estaria se dando principalmente por meio da compra e venda de veículos de uma loja chamada Mille, localizada no Tatuapé, Zona Leste da capital paulista.
Em video resgatado na web, internautas relembram quando Deolane disse que só defendia causas para bandidos.
Apesar de Facebook liderar seguido por Instagram e YouTube, poder do Twitter de estabelecer debates deve ser considerado, dizem especialistas
A edição 2022 da pesquisa “A cara da democracia” perguntou sobre o consumo de informações sobre política nas redes sociais, e o Facebook, apesar de outras redes sociais fazerem muito barulho nos debates sobre o tema, lidera de longe nas repostas dos entrevistados: 33%. Segundo dados da sondagem analisados pelo Pulso, mais de três quartos dos entrevistados usam as redes para se informar sobre o tema.
Enquanto o Facebook foi citado por um terço dos entrevistados como sua principal rede usada para se informar sobre política, a plataforma é seguida pelo Instagram (16%, que é do mesmo grupo, a Meta), por YouTube (12%) e WhatsApp (10%, também da Meta), empatados no limite da margem de erro. O Twitter, amplamente usado por políticos e por meios de comunicação, acumula somente 3% das citações, ligeiramente à frente de TikTok e Telegram. No cenário geral, 22% disseram ter nas redes sociais seu principal meio de informação sobre política — atrás apenas do noticiário de televisão, que acumula 38% das preferências.
A quantidade de pessoas que citou ter preferência por consumir informações sobre política em alguma das redes sociais apresentadas soma 76% dos entrevistados (a pergunta de múltipla escolha só permitia uma resposta). Dentre estes entrevistados, 63% citaram ainda ter ao menos uma segunda rede preferida para este fim. Enquanto isso, 21% disseram não ter redes sociais ou não usá-las de modo algum para se informar sobre política.
A política nas redes sociais, segundo a pesquisa ‘A cara da democracia’ — Foto: Arte / O Globo
Informação sobre política nas redes vai muito além de qual delas é mais usada
Algumas redes que são frequentemente utilizadas no debate público por cidadãos e políticos, como Twitter e Telegram, foram pouco citadas pelos entrevistados como sendo de sua preferência para consumir informações sobre política. No entanto, especialistas indicam que esta relação é muito mais complexa do que uma escolha de A ou B, e que é mais importante entender como a internet funciona de forma dinâmica, capaz de criar formas muito difusas de influência.
O caso do Twitter é um exemplo que chama a atenção. Mesmo que citado por somente 3% como sua principal rede usada para consumir política, é usado por toda gama de políticos para se comunicar com eleitores e cidadãos de forma geral. Segundo especialistas do tema, é considerado inclusive uma rede com alta capacidade de “agendamento” (ou seja, potencial de moldar coberturas jornalísticas).
— As plataformas têm diferentes funções e diferentes audiências. O Twitter tem outras funções importantes. Uma delas é a capacidade de agendamento da imprensa. Outra é a possibilidade de entrar em discussão direta com atores políticos, gerando assim uma visibilidade que não é possível em outras redes sociais — explica Marisa von Bülow, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), sobre as diferentes possibilidades de interação dentro da rede. — No caso do Twitter, pesa bastante o fato de terem forte presença ali os políticos, jornalistas e acadêmicos, com os quais é possível pelo menos tentar interagir diretamente.
Segundo a especialista, outro exemplo da importância de se olhar para esse dinâmico ecossistema de redes (para além de plataforma A ou B) inclui o fato de que informações fluem facilmente de uma rede para outras. Inclusive, em grande parte das vezes isto já vem sendo feito de forma coordenada, e não apenas espontânea.