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Presidente brasileiro disse que encontro foi marcado, mas que delegação ucraniana se atrasou e não foi: “Ele é maior de idade, sabe o que faz”

Lula durante coletiva em Hiroshima
Lula afirmou que delegação de Zelensky se atrasou e teve outros compromissos, inviabilizando a reunião bilateral entre os 2 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (21.mai.2023) que a reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi marcada, mas que a delegação do país europeu se atrasou e não apareceu. O encontro não foi realizado.

Lula deu a declaração durante entrevista a jornalistas em Hiroshima (Japão), por volta de 8h da manhã de 2ª feira (22.mai) no horário local (20h da noite de domingo no Brasil). O Japão, sede da cúpula do G7, grupo com 7 dos países mais industrializados do mundo, está 12 horas à frente do Brasil no fuso horário.

“O fato é muito simples. Tinha uma entrevista, uma bilateral com a Ucrânia aqui nesse salão, às 15h15 da tarde. Nós esperamos e aí ficamos recebendo a informação que eles tinham atrasado. Enquanto isso, atendi o presidente do Vietnã, e quando o presidente [na realidade, a reunião foi com o primeiro-ministro] do Vietnã foi embora, a Ucrânia não apareceu, certamente teve outro compromisso, não pode vir aqui. Foi simplesmente isso que aconteceu”, afirmou Lula.

No entanto, a agenda com os compromissos de Lula enviada a jornalistas na manhã deste domingo mostra que, às 15h15, horário citado pelo presidente, havia uma reunião bilateral marcada. Com o primeiro-ministro do Vietnã, não com Zelensky.

“ZELENSKY É MAIOR DE IDADE”

Antes, em entrevista a jornalistas, foi perguntado a Zelensky se ele havia ficado decepcionado pelo fato de a reunião não ter sido realizada. O ucraniano respondeu em tom irônico: “Eu acho que ele [Lula] que ficou decepcionado”. Afirmou que houve uma incompatibilidade de agendas entre ele e o petista.

“Eu não fiquei decepcionado, fiquei chateado porque eu queria encontrar com ela”, declarou o brasileiro em entrevista a jornalistas. “Ele é maior de idade, sabe o que faz”, disse o petista sobre o ucraniano.

PLANO PARA CONSTRUIR A PAZ

Lula disse continuar com a mesma posição em relação à guerra na Ucrânia: “Estou tentando, com outros países, como Índia, como China, com Indonésia e outros países, construir um bloco para construir uma política de paz no mundo. O mundo não precisa de guerra, precisa de paz”.

Para o brasileiro, só será possível o fim da guerra de forma pacífica quando Rússia e Ucrânia estiverem dispostas a conversar, e não Brasil ou China. Afirmou também que “não faltarão oportunidades” para se encontrar com Zelensky.

LULA SENTADO X ZELENSKY TIETADO

Nas redes sociais, circulou com intensidade um curto vídeo que mostra Lula sentado, sozinho, fazendo anotações, enquanto Zelensky é tietado por autoridades. Na entrevista aos jornalistas, foi perguntado ao petista se ele cumprimentou o ucraniano em algum momento e, se o fez, por que não postou o momento em seus perfis.

Embora o jornalista não tenha citado esse momento, Lula respondeu.

“Eu estava rascunhando no papel algumas ideias do meu discurso, que acrescentei coisas de improviso. Eu não vi a chegada do Zelensky. Depois eu vi, deram a palavra, ele falou, depois me deram, eu falei. Quando terminou, eu já tinha agenda, já tava atrasada. Foi isso que aconteceu”, afirmou o brasileiro.

Informações Poder 360


Por J.R. Guzzo para a Revista Oeste

Foto:  Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo


A cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol foi mais um passo em direção ao projeto de poder da frente autoritária liderada pelo PT

O que mais chama a atenção no governo Lula, até agora, não é propriamente a sua ruindade terminal.

Nenhuma surpresa, aí, quando se leva em conta que sempre esteve disponível para qualquer brasileiro de bom senso o conhecimento de que ele iria fazer o pior governo da história do Brasil — pior que o dele mesmo, quando esteve lá durante oito anos, e pior talvez até que o governo da sua criatura Dilma Rousseff

Ele não está na Presidência da República, obviamente, porque a maioria do eleitorado descobriu suas virtudes ocultas, nem porque ficou encantada com a excelência dos seus projetos de governo, mas porque foi colocado lá pelo TSE — nas eleições mais obscuras que o Brasil já teve desde os tempos do “bico de pena”, quando a única coisa que realmente tinha importância era quem contava os votos.

O que não se mediu direito, na contratação dessa calamidade, foi a pressa de Lula e de quase todos os que tem à sua volta em destruir o Brasil como ele é hoje.

Eles estão convencidos de que, tendo chegado lá do jeito que chegaram, têm toda a possibilidade de não sair nunca mais — e para não sair nunca mais terão de mudar o regime. Tem de acabar esse que está aí, com regras básicas de democracia, um sistema econômico capitalista e mais um monte de outros estorvos. Em seu lugar, querem impor alguma coisa que ainda não sabem direito o que é, mas é muito parecida com isso aí que estão fazendo todos os dias — e com Lula na posição de presidente vitalício.

A esquerda, os intelectuais e o Brasil “que pensa” acham um absurdo quando ouvem isso — exagero, dizem, “bolsonarismo”, coisa de direita. Mas não é mais sobre Bolsonaro, e já faz tempo que não é. É sobre a criação de uma ditadura no Brasil, e os exemplos concretos estão aí todos os dias e na frente de todo o mundo.
O último, e um dos mais violentos até agora, foi a cassação do mandato do deputado Deltan Dallagnol, promotor-chave na Operação Lava Jato, pela polícia eleitoral de Lula e do PT.

É a prova mais recente de que eleições não são mais um problema para o projeto de ditadura; enquanto existir TSE, a “Justiça Eleitoral” vai funcionar como um serviço de atendimento aos extremistas de esquerda que mandam no governo. A oposição elegeu alguém que incomoda para o Congresso? E daí? o TSE cassa o seu mandato. É o pé de cabra mais utilizado pelas tiranias — a anulação da vontade do povo, expressa nas eleições. Não há, para eles, a possibilidade de perder; não há a hipótese de aceitarem que o cidadão tem o direto da escolha livre com o voto. A cassação de Dallagnol é isso.
O deputado não teve um julgamento, e o seu caso não teve um juiz. A sessão do TSE que cassou o seu mandato durou um minuto — um deboche intencional e vulgar, para mostrar que a ditadura em construção no Brasil não apenas anula qualquer eleição que quiser, mas também faz questão de humilhar quem é levado para a frente de seus pelotões de fuzilamento.
O que é isso — julgamento de um minuto? É justiça de Idi Amin. O juiz também não foi juiz.

O autor da cassação é o mesmo que recebeu tapinhas no rosto de Lula, no festival de comemorações montado em Brasília para saudar os resultados do TSE para as eleições presidenciais de 2022.

É o mesmo, igualmente, que disse para o ministro Alexandre de Moraes, na diplomação de Lula como presidente: “Missão dada, missão cumprida”.

O resto da história é pior ainda. Num país em que o presidente da República tem a ficha mais suja de todos os que já passaram pelo cargo — ninguém, como ele, foi condenado pelos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro —, Dallagnol foi cassado com base na “Lei da Ficha Limpa”. Pode? Mais: o deputado não foi condenado por crime nenhum. Sua ficha é limpa — mais limpa que a de pelo menos um terço dos deputados e senadores que estão hoje no Congresso Nacional e respondem a processos na Justiça. É tudo uma trapaça primitiva. Quem pediu a cassação não foi o Ministério Público, ou algo assim — foi o PT, por ordem de Lula, que prometeu em público que iria “se vingar” do juiz Sergio Moro e de “toda essa gente”, o que evidentemente inclui Dallagnol.
A desculpa para a cassação foi uma alegação falsa — a de que o deputado teria renunciado ao cargo de promotor para não responder a “procedimento administrativo disciplinar” no MP, conduta vetada pela lei eleitoral.
Não houve isso. Dallagnol não estava respondendo a nenhum “procedimento” quando registrou a sua candidatura. Mas o TSE achou que era “inevitável” que ele viesse a responder no futuro, e que ele agiu de maneira “capciosa” quando renunciou a seu cargo.
Ou seja: ele foi condenado antes de cometer a infração e antes de ser julgado pela Justiça, algo que vai contra todas as decisões anteriores que o próprio TSE já havia tomado.
É tão demente que o TRE do Paraná, a quem o caso foi inicialmente encaminhado, decidiu por unanimidade que a candidatura era 100 por cento legal. Mas o sistema Lula-PT não manda nos TREs dos Estados; levou sua exigência, então, ao TSE, onde o ministro da “missão cumprida” resolveu tudo — em um minuto.
É um escândalo grosseiro. O deputado federal mais votado do Paraná foi cassado por uma assinatura num pedaço de papel, em obediência a uma demanda do governo — um insulto não só aos eleitores do Paraná, mas a todo eleitor brasileiro que tem o direito constitucional de votar nos candidatos da sua escolha. Não foi punido por algo que tenha feito, mas por irregularidades que provavelmente “iriam acontecer” mais adiante — mais uma criação do processo de desmanche da democracia que está em execução no Brasil, como o “flagrante perpétuo”, os julgamentos por “lotes” de réus ou as multas de R$ 1 milhão por hora a quem desagrada ao governo Lula e aos seus sócios no alto Judiciário.
É assim, justamente, que querem matar o Estado de direito e as instituições — com escândalos que, em vez de serem combatidos, são objeto de discussões sobre “engenharia política”, aceitos como parte da “legalidade” imposta pelos STFs e TSEs e tratados como “defesa da democracia” pela maioria da mídia e do Brasil “civilizado”.
A edificação da ditadura no Brasil está acontecendo, passo a passo, por decisões como a cassação do deputado Dallagnol; é um regime que querem construir com decretos-leis, portarias e despachos do STF, TSE e repartições públicas do mesmo tipo.
A democracia, na concepção em vigor no governo, será desmontada com a destruição dos princípios básicos da economia, da sabotagem ao sistema de produção e da anulação do poder do Congresso.
É o que se vê pela supressão de leis que já foram legitimamente aprovadas, como a Lei das Estatais, ou a reforma do ensino, ou a projetada volta do imposto sindical — ou, então, pela imposição de leis que o Congresso não quer aprovar, como é o caso da censura nas redes sociais. É o que se está vendo pelas prisões políticas e pelos inquéritos ilegais que o STF conduz contra inimigos do governo — até agora, em quatro anos de ação e milhares de brasileiros perseguidos, nenhum militante de esquerda, nem um, foi incomodado pelas investigações. É o que se vê pela violação sistemática da lei por parte do alto Judiciário, e pelo rebaixamento do Ministério Público à condição de serviço de atendimento às ordens do governo.
A cassação do deputado Dallagnol é mais um prego no caixão. Para os que têm dúvidas sobre o enterro da democracia que está acontecendo à luz do dia, é instrutivo ouvir o ministro da Justiça, numa reunião com dirigentes das plataformas de comunicação social há cerca de um mês, dizendo que “esse tempo da liberdade de expressão como um valor absoluto, que era uma fraude, acabou, acabou, foi sepultado”. Podia ser uma palestra do chefe da KGB. Falando na “Polícia Federal que eu comando”, ameaçou as redes, disse que vão “arcar com as consequências” pela prática de crimes não especificados e informou que os estatutos internos das redes “não lhe interessam”, e não valem mais nada.
O ministro afirmou que o objetivo da censura às redes sociais é acabar com o “massacre em série de crianças nas nossas escolas” — isso quando a lei que quer aprovar à força na Câmara fala em punir a “desinformação”, as “fake news”, as conclusões “enganosas”, “distorcidas ou fora de contexto”, ou seja, todo um balaio que atinge diretamente a livre expressão do pensamento. Pouco depois, o ministro Alexandre de Moraes proibiu o aplicativo Telegram de publicar sua opinião sobre o projeto de censura em debate na Câmara — e obrigou que publicasse um texto do STF, dizendo o contrário do que dizia a postagem proibida. Que diabo isso tem a ver com massacre de crianças?

O PT e a esquerda brasileira estão convencidos, e dizem isso em público, de que terem aceitado sair do governo, em 2016, depois de terem entrado pela primeira vez no Palácio do Planalto, foi o maior erro de toda a sua história; não deveriam ter topado nunca, e não estão dispostos a topar agora, quando têm o STF, as Forças Armadas e a direção do Congresso a seu serviço. É o seu único objetivo visível. Quem acha que não é bem assim, ou que não é assim, pode responder a um teste fácil.

Esqueça Lula, seu programa de turismo com a mulher através do mundo e a sua convicção de que, se na Venezuela o presidente pode ficar no cargo pelo resto da vida, por que não aqui? Há mais uma multidão que quer ficar lá para sempre. Alguém acha, por exemplo, que o ministro da Justiça e os defensores do comunismo que fazem parte da sua corte estão dispostos a aceitar, mansamente, uma derrota em eleições limpas e voltar à escassez da vida na oposição?

Para acreditar em jogo limpo é preciso acreditar que eles possam dizer algo assim: “Pôxa, que pena, perdemos a eleição… Chato, não? Vamos ter de começar tudo de novo”. Os proprietários do MST vão aceitar, de boa, a devolução das diretorias que ganharam no Incra, ou a ausência de seis ministros de Estado em suas “feiras”? E as viagens ao exterior? E o resto da manada que está ganhando mais de R$ 70 mil por mês em conselhos de estatais e desfrutando das demais maravilhas da máquina estatal?

Essa gente toda está disposta a ficar lá por toda a eternidade, como acontece nos regimes que lhe servem de modelo, e tem os meios materiais para isso — só precisa continuar a fazer o que está fazendo.

O Brasil tem um deserto pela frente. No momento não há oásis à vista.

https://twitter.com/ClauAker/status/1659973971025043458?s=20

Tenso: Lula parte para cima dos EUA e rebate o presidente Biden; ENTENDA

Foto: Divulgação/G7 

No encerramento do G7, em Hiroshima, no Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom em relação a Joe Biden, dizendo que o discurso do presidente americano não fala em paz, mas em “ir para cima do [presidente da Rússia Vladimir] Putin” e que isso, segundo ele, não ajuda na resolução do conflito no Leste Europeu.

O presidente brasileiro disse ainda que países do chamado Sul Global, os emergentes, querem encontrar a paz que o Norte, se referindo aos países ricos, não está conseguindo alcançar.

Lula questionou se os jornalistas tinham acompanhado o discurso de Biden em dois momentos. No primeiro, afirmou que o presidente americano exige da Rússia abandonar a guerra.

“Ontem, vocês viram o discurso do presidente Biden? Sabe, que não fala em paz. Ele fala que a Rússia tem que abandonar, sabe? Eu não sei se ela vai abandonar. Eu acho que é preciso, então, ter gente que possa construir uma saída para que se encontre a paz”, afirmou Lula.

Na segunda vez em que repetiu a pergunta sobre a fala do presidente americano foi mais enfático e disse que a exigência de Biden, de rendição russa, não ajuda a encerrar o conflito.

“Ontem vocês viram o discurso do Biden? De que tem que ir para cima do Putin até ele se render e pagar tudo que estragou? Esse discurso não ajuda. Na minha opinião, o que ajuda é um discurso que diz, ‘vamos sentar primeiro, vamos esfriar a cabeça, vamos começar a conversar’, e às vezes leva tempo”, disse o presidente brasileiro.

Lula tinha amenizado o tom sobre os americanos depois da declaração feita em abril, nos Emirados Árabes Unidos, de que Europa e Estados Unidos contribuem para prolongar a guerra. A fala levou a Casa Branca a dizer que Lula “‘papagueia’ propaganda russa”.

Na cúpula do G7, portanto, Lula voltou a criticar a posição dos americanos sobre a guerra.

CNN


New York Times chama Lula de “aliado da Rússia”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Reportagem do jornal New York Times publicada neste domingo, 21, chama o presidente Lula de “aliado próximo da Rússia”. Na notícia, a repórter Motoko Rich observa que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tentou se encontrar com o petista, em uma reunião bilateral. Lula, contudo, “fugiu”.

“Zelensky continuou esses esforços no Japão, onde se encontrou com o primeiro-ministro Narendra Modi, da Índia, um país que aprofundou os laços econômicos com a Rússia à medida que os aliados da Ucrânia se distanciavam”, constatou a jornalista. “O presidente Lula, do Brasil, um aliado próximo da Rússia, também está em Hiroshima.”

A reunião entre Lula e Zelensky não teria ocorrido por causa da “incompatibilidade” com a agenda do petista. Um dos objetivos da ida de Zelensky à cúpula do G7 era aproveitar o evento para se reunir com os líderes de países que se manifestaram neutros em relação ao conflito, como o Brasil e a Índia.

“Encontrei-me com quase todo mundo, quase todos os líderes, e todos eles têm suas próprias agendas, então acho que foi por isso que não pudemos nos encontrar com o presidente brasileiro”, disse Zelensky, em uma entrevista coletiva.

Perguntado se estava triste com o que ocorreu com Lula, Zelensky respondeu em tom irônico: “Eu acho que ele ficou decepcionado”.

Visita de Celso Amorim
A Ucrânia teve agendas anteriores com o governo brasileiro para tratar do conflito. Em 2 de março, Zelensky e Lula conversaram por telefone. Na ligação, o petista reiterou a disposição do Brasil para se alcançar um acordo de paz e o presidente ucraniano convidou Lula para uma visita a Kiev.

Depois, em 10 de maio, o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, viajou à capital ucraniana e se reuniu com Zelensky. Amorim afirmou que “o diálogo foi positivo, de criação de confiança, visando a explicar nossos objetivos para a paz”.

O presidente ucraniano, no entanto, afirmou querer continuar o diálogo com o governo brasileiro.

Créditos: Revista Oeste.


Alguns foram vestidos de preto para mostrar que são contra a decisão do TSE de cassar o mandato do agora ex-deputado federal

Deltan Dallagnol discursa em Curitiba Foto: Reprodução

Neste domingo (21), uma multidão de cidadãos brasileiros estiveram na porta da sede do Ministério Público Federal, em Curitiba (PR), para demonstrar apoio ao ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos).

O ex-procurador teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ato serviu para demonstrar repúdio à decisão e marcar posição em defesa da recuperação do mandato.

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) fez questão de participar do ato e pode discursar contra a decisão do TSE.

– Estão tentando roubar um mandato, mas não é o do Deltan, mas sim do povo paranaense e nós vamos defendê-lo até as últimas consequências – iniciou ele em sua fala.

Van Hattem declarou que o “Brasil não aceita ser governado por bandidos e corruptos” e deu uma resposta ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que Curitiba “é o germe do combate à corrupção” e que a situação de Deltan faz ressurgir esse germe para “dar exemplo aos brasileiros”.

Em seu discurso, Deltan relembrou seu trabalho como procurador no MPF e como foi atuar na Operação Lava Jato, investigação que revelou o maior escândalo de corrupção da história do país.

Ele também pode falar sobres sua breve passagem pela Câmara dos Deputados, com muitos pontos positivos, projetos que avançaram e a participação

– Nós vivemos o impossível e agora mais uma vez temos um impossível. Nós não temos medo – declarou ele sobre a possibilidade de retomar ao Congresso.

Dallagnol se mostrou disposto a continuar seu trabalho pelo bem do Brasil e disse que, ao contrário de seus algozes, ele não deseja vingança, mas justiça. A multidão começou a repetir a palavra “justiça”.

– Nós vamos lutar por um país que bandido fica na cadeia (…) Nós vamos lutar por um país que não aceita a inversão de valor (…) A nossa bandeira jamais será vermelha – completou o ex-deputado, ganhando apoio da população.

Informações Pleno News


O texto foi fatiado em outros projetos, mas não têm força para serem aprovados na Câmara

Câmara dos Deputados Foto:Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O Partido Liberal (PL) fez uma publicação ironizando a falta de apoio dos deputados para o Projeto de Lei 2630/2020, o PL da Censura, que seria votado na quarta-feira (17), mas não teve sucesso.

– Tentaram aprovar de primeira e deram de cara na porta que fechamos. A fatiaram na segunda tentativa pra tentar passar batido e obviamente, não deu certo. Já era de se imaginar que algo tão grotesco como a censura do povo não passaria. Será que eles ainda tem alguma dúvida sobre isso? Eles não desistem. Nós muito menos, estamos de prontidão para defender o direito do povo brasileiro e impedir esse absurdo – diz publicação da legenda.

Para tentar passar, o texto do projeto foi fatiado e os líderes de partidos aliados do governo tentaram votar no texto que versa sobre direitos autorais e articulam incluir item sobre remuneração a empresas de jornalismo e remuneração a artistas e pastores.

A base do governo Lula não concorda com o fatiamento do texto, mas mesmo com tantas modificações, o projeto perdeu força.

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Informações Pleno News


Lula assina documentos do arcabouço fiscal ao lado de Arthur Lira (esq.) e Fernando Haddad (dir.) - 18.abr.2023 - Divulgação/Diogo Zacarias
Lula assina documentos do arcabouço fiscal ao lado de Arthur Lira (esq.) e Fernando Haddad (dir.) Imagem: 18.abr.2023 – Divulgação/Diogo Zacarias

A votação da urgência do arcabouço fiscal por ampla margem de apoio foi considerada a maior vitória do governo Lula no Congresso até agora. Ela é atribuída à dobradinha do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A aprovação está cheia de significados e mostra que a parceria vai ser mantida para a reforma tributária.

O que aconteceu

A aprovação do arcabouço foi encaminhada nesta semana, com uma variada gama de partidos votando a favor de acelerar a apreciação da proposta.

Lira já está com a cabeça adiante e dá andamento às negociações pela reforma tributária. Na sexta-feira, esteve no Rio discutindo o assunto. Na quarta (24), ele estará em São Paulo com o mesmo objetivo.

Os planos de Haddad e Lira incluem usar a votação do arcabouço no plenário da Câmara nesta semana para demonstrar ainda mais força. 

A urgência recebeu apoio de 367 deputados. Ambos atuam para ampliar o placar e deixar claro que a dupla tem base para levar a reforma tributária adiante.

A margem alta de votação é considerada fundamental, já que a reforma tributária vai enfrentar resistência de grupos poderosos.Prefeitos de grandes cidades já estão reclamando de possível perda de receitas e falam em mudanças no projeto.

O setor de serviços é outro que tem manifestado descontentamento. No mês passado, o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait Neto, declarou que o projeto está fora da realidade.

Com Haddad, diálogo e parceria

Se hoje o clima é de satisfação, no domingo passado o governo estava de ressaca. Havia sido derrotado no PL das Fake News e no Marco do Saneamento. O resultado diferente no curto intervalo é atribuído aos responsáveis pelas tratativas da nova regra fiscal.

Interlocutores de Lira descrevem os ministros do Planalto como centralizadores e de difícil trato. O Marco do Saneamento é citado como exemplo negativo de um texto não discutido com o Congresso, com deputados ficando sabendo da decisão do governo apenas pelo Diário Oficial.

Já Haddad é visto como o oposto disso. Ele esteve duas vezes na residência oficial da Câmara dos Deputados na última segunda, véspera da votação da urgência do arcabouço.

Pela manhã, o ministro conversou com Lira e o relator do projeto, deputado federal Claudio Cajado (PP-BA). O trio ajustou o texto, que foi submetido aos líderes partidários na noite.

O episódio demonstrou duas qualidades: a disposição do ministro de conversar e a capacidade de chegar a um acordo.

Boa vontade de Lira depende de controle de emendas

Outro recado dado na votação da urgência é que o envolvimento de Lira em um projeto foi capaz de entregar 367 votos de um universo de 513 deputados. Mas isso tem um custo.

As emendas parlamentares são consideradas cruciais para a parceria funcionar. O Planalto e Lira disputam quem vai organizar a distribuição das verbas que são herança do orçamento secreto. O presidente da Câmara administrava estes recursos no governo Bolsonaro e quer manter este poder.

O placar na última quarta serviu de vitrine do que o governo Lula pode obter com a aliança com Lira. Questionado sobre o que acontecerá se Lira não puder carimbar as emendas, um aliado respondeu que a próxima votação vai demonstrar o descontentamento.

Centrão também mostra poder

As negociações sobre o arcabouço colocaram em lados opostos a bancada do PT de Lula e os partidos do centrão, que são o time de Lira.O partido do presidente desejava maior liberdade para gastar em investimentos e programas sociais.

Mas prevaleceu a opinião dos aliados de Lira. O centrão mostrou mais uma vez quem comanda a Câmara. O texto passou com maior rigor fiscal. As concessões que o Planalto conseguiu obter foi a possibilidade de manter o aumento real do salário mínimo e o pagamento do Bolsa Família.

Além de o PT ver suas demandas colocadas em segundo plano, detalhes das discussões demonstram como a maioria dos deputados estão mais inclinados a posições de direita.

Durante a reunião com a bancada do PL, o relator do arcabouço reclamava do pensamento do PT. “Este pessoal pensa que gasto é investimento”, criticou Cajado.


Presidente ucraniano havia pedido uma reunião bilateral com o brasileiro durante o G7 no Japão, mas o encontro não aconteceu por ‘incompatibilidade de agendas’ dos dois.

Lula e Zelensky — Foto: Reprodução

Lula e Zelensky — Foto: Reprodução 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, minimizou neste domingo (21) o fato de não ter havido a reunião bilateral solicitada por ele ao Luiz Inácio Lula da Silva, durante o G7, no Japão, e disse, em tom de ironia, que acha que quem ficou desapontado foi o presidente brasileiro. 

Segundo o que foi divulgado, o encontro não ocorreu em razão de uma “incompatibilidade de agendas” entre os dois. 

Ao ser questionado pela imprensa se havia ficado decepcionado, Zelensky respondeu: 

“Eu acho que ele ficou desapontado”, disse sorrindo e provocando risos entre os jornalistas.

O convite para a bilateral foi feito pelo ucraniano na sexta-feira (19). Inicialmente, Lula tinha se mostrado resistente porque avaliava a conveniência de ter o encontro em razão de o Brasil querer manter um posicionamento de neutralidade em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia. 

Segundo o governo brasileiro, a possibilidade de uma reunião chegou a ser negociada e uma sala foi montada para o encontro, mas o encontro ficou de fora da agenda. 

Lula e Zelensky não terão reunião bilateral durante cúpula do G7

Lula e Zelensky não terão reunião bilateral durante cúpula do G7 

Lula e Zelensky ficaram frente a frente pela primeira vez neste domingo durante uma sessão de trabalho do G7 e países convidados da cúpula para discutir a paz. 

Em seu discurso, Lula condenou a violação da integração territorial ucraniana e repudiou o “uso da força como meio de resolver disputas”. 

Na mesa, o brasileiro ficou entre o presidente americano Joe Biden e o premiê canadense Justin Trudeau. Bem em frente a ele estava o ucraniano, ladeado pelo indiano Narendra Modi e o sul-coreado Yoon Suk-yeol. Ao centro, estava o anfitrião do encontro, o japonês Fumio Kishida. (Veja na foto abaixo.)

Lula defende reforma do Conselho de Segurança da ONU durante discurso: 'é preciso falar da paz'  — Foto: Ricardo Stuckert

Lula defende reforma do Conselho de Segurança da ONU durante discurso: ‘é preciso falar da paz’ — Foto: Ricardo Stuckert

Informações G1


Foto: Reprodução

Presidente do Sindicato do Comércio de Feira de Santana, Marco Silva também se manifestou sobre a morosidade da Câmara de Vereadores em votar o projeto de lei que cede uma área do Parque de Exposições João Martrins da Silva para a construção de uma escola técnica do SENAR.

Em um comentário ao radialista Dilson Barbosa, no programa Bom Dia Feira, Marco Silva externa sua preocuação com a situação e destaca os benefícios para o município em abrigar uma unidade do SENAR.

“Não tenho como não manifestar meu sentimento, o sentimento do comércio de Feira de Santana, sobre essa questão da escola técnica do SENAR aqui no município. É lamentável que isso ainda esteja sendo um tipo de polêmica. Feira de Santana corre o risco de perder investimentos perto de R$ 20 milhões, que, certamente, vão gerar mais riqueza para a nossa população, principalmente uma escola gratuita, para a gente se tornar realmente uma referência na agricultura, na produção agrícola, pecuária. Lamentável! Eu acho que Feira de Santana tem que aproveitar esse momento mágico, onde uma confluência de forças gira em torno do nosso desenvolvimento. Feira, que tem no seu hino uma citação sobre a beleza da cidade, mas é descuidada, precisa acabar com isso. Temos que tomar posse do que está acontecendo para a gente e, realmente, que as discussões menores não influenciem a discussão principal, que é a geração de emprego, renda, impostos, tudo para Feira de Santana. Não podemos perder essa oportunidade”.

*O Protagonista FSA


Foto: Divulgação

O presidente do PL na Bahia, João Roma, defendeu a necessidade de que seja fomentada no estado a alternância de poder. “Isso é saudável para a democracia e é importante para que novos projetos surjam e, assim, consigamos sanar os inúmeros problemas que assolam o nosso povo como estamos vendo no Brasil a promessa do ‘Governo do Amor’, sendo, na realidade, uma sanha persecutória. Não queremos deixar as pessoas submissas ao estado, dependentes do sistema”, disse Roma, no périplo que fez a cidades do Extremo Sul e Sudoeste da Bahia nos últimos dias.

Seguindo o propósito de reestruturação do PL na Bahia, na quinta-feira (18), Roma esteve em Teixeira de Freitas, participando da posse dos novos dirigentes do diretório municipal da legenda, que passou a ser presidido por Climéria Paraguassu. O evento teve a participação virtual do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, que saudou os presentes por video-chamada. O PL deve disputar a eleição à prefeitura do município em 2024, lançando o nome do Coronel França.

“A nossa seleção está em campo para transformar a realidade, com esse grupo coeso, de patriotas unidos, com quem vamos seguir trabalhando para elevar a nossa Bahia à condição que ela merece: ser uma potência para o Brasil. E nossa querida Teixeira de Freitas, um grandioso destaque nacional”, disse o presidente estadual do PL.

Em Itamaraju, na sexta-feira, o ex-ministro da Cidadania lembrou que esteve no município no período dramático em que as fortes chuvas atingiram a região, na virada dos anos de 2021 e 2022. “É muito bom retornar a Itamaraju num outro contexto, com outro cenário. Estive aqui em meio àquela lamentável tragédia das chuvas, ao lado da equipe de força-tarefa mobilizada pelo presidente Bolsonaro, somando esforços para ajudar a população atingida por aquela triste mazela. Hoje nosso propósito é outro: é discutir políticas que verdadeiramente amparem o nosso cidadão diante da inércia do governo de tantos retrocessos”, comentou.

Roma também recordou das recentes invasões e roubos de terra. “Esses eventos só trazem prejuízos ao agro, um segmento pujante para a nossa economia, que gera um ciclo virtuoso de emprego e renda. Isso afasta investimentos e gera sofrimento para a população, que se vê sem oportunidade de garantir sua subsistência e dignidade”, disse o líder do PL, que, na noite de sexta-feira (19), visitou a Feira Agropecuária de Itapetinga. Na manhã desta sábado (20), ele participa de reunião com o Movimento Invasão Zero na cidade. Após esse encontro, segue para Macaúbas, onde se reúne com lideranças do município.

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