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A decisão cabe ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que determinou, em 4 de agosto, que Bolsonaro ficasse recluso em sua casa, num condomínio em Brasília, por ter aparecido em vídeos exibidos por aliados em uma manifestação no dia anterior, quando o ex-presidente já estava proibido de usar as redes sociais.

Foto: © Getty Images

Jair Bolsonaro (PL) completa seis meses preso, nesta quarta-feira (4), tentando voltar para o começo: a prisão domiciliar, perdida após o ex-presidente violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda em novembro passado.

A decisão cabe ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que determinou, em 4 de agosto, que Bolsonaro ficasse recluso em sua casa, num condomínio em Brasília, por ter aparecido em vídeos exibidos por aliados em uma manifestação no dia anterior, quando o ex-presidente já estava proibido de usar as redes sociais.

Para aliados do ex-presidente que acompanham o processo, não há como Moraes adiar a transferência de Bolsonaro para sua casa por muito mais tempo, dada a sua idade (70 anos) e suas condições de saúde, com tontura, soluços e cirurgias recentes. Uma ala de ministros do Supremo, antes refratária a esse argumento, passou a concordar com ele, como a Folha antecipou, o que ampliou o otimismo entre bolsonaristas.

Segundo eles, o ministro tem que seguir a jurisprudência do STF e garantir o direito à prisão domiciliar nesses casos. Isso ainda não aconteceu, segundo interlocutores de Bolsonaro, por causa da tensão entre o bolsonarismo e o Supremo, que acaba gerando retaliação contra o ex-presidente. Deputados da direita falam em injustiça, perseguição e cerceamento de defesa no processo.

A ofensiva pela prisão domiciliar tem várias frentes, além do pedido formal da defesa no processo pelo qual Bolsonaro foi condenado pelo STF, em setembro passado, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Como mostrou a Folha, a principal aposta de bolsonaristas é um laudo médico solicitado por Moraes que deve ser apresentado nesta semana para apontar se Bolsonaro tem condições de continuar cumprindo sua pena na Papudinha, batalhão da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. Os médicos avaliaram o ex-presidente no último dia 20.

Outro caminho é que o Congresso derrube o veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria, o que iria reduzir a pena de Bolsonaro e, consequentemente, facilitar a progressão de regime. Apesar da pressão de deputados bolsonaristas, ainda não há previsão de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marque a sessão para análise dos vetos.

A esperança da prisão domiciliar vem também após uma articulação bem-sucedida da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), junto a ministros do STF para sensibilizá-los sobre a situação de Bolsonaro.

A transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, no último dia 15, foi vista como uma vitória da dupla, o que provocou no entorno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a leitura de que Michelle e Tarcísio tentavam se cacifar para disputar a Presidência no lugar do senador, que foi apontado pelo seu pai. A cela do ex-presidente na Papudinha tem 64,83 m², enquanto a da PF tinha 12 m².

Foi nesse período afastado da militância das ruas e dos políticos do seu campo que Bolsonaro, inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desde 2023, consolidou a indicação de Flávio como seu sucessor político nas eleições presidenciais deste ano, contrariando a torcida do centrão e do mercado financeiro por Tarcísio.

Aliados do presidente afirmam que sua prisão, a deterioração de sua saúde e a dificuldade de obter a prisão domiciliar influenciaram na decisão de optar por alguém do clã Bolsonaro, na tentativa de manter a relevância política e o espólio eleitoral da família.

O cálculo é que é melhor ter o nome deles numa candidatura presidencial do que correr o risco de ver o grupo perder destaque político e aceitar a liderança de uma pessoa de fora.

De uma forma ou de outra, integrantes do PL consultados pela reportagem afirmam que traz prejuízo para a organização eleitoral do grupo o fato de que Bolsonaro tem visitas limitadas e, portanto, não fica totalmente inserido nas articulações políticas. Além disso, o bolsonarismo não poderá contar com sua capacidade de mobilização popular durante o período eleitoral.

Um ex-auxiliar de Bolsonaro afirma, por outro lado, que a vitimização do ex-presidente pode até ter efeito eleitoral positivo e, por isso, alguns adversários do campo da esquerda também defendem a prisão domiciliar e temem pela saúde dele.

O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vai na mesma linha. “A cada dia que o ex-presidente Bolsonaro continua naquela prisão de forma ilegal e desumana, ele se fortalece mais perante a opinião pública”, diz à Folha, acrescentando que ele “pode morrer a qualquer momento”.

Enquanto torcem pela prisão domiciliar, interlocutores de Bolsonaro são menos otimistas em relação a uma mudança de clima político que favoreça o ex-presidente, a exemplo do que aconteceu com Lula, que foi solto em 2019 após 580 dias de prisão e teve seu processo anulado.

Embora apontem que tudo pode acontecer no Brasil, a avaliação é de que outras saídas podem demorar ou não ter impacto -como uma maioria de senadores de direita em 2027 para viabilizar o impeachment de ministros do STF ou a derrocada de Moraes por meio de implicações do caso do Banco Master.

“Uma solução imediata eu não vejo, porque nós estamos vivendo na ditadura da toga, um complô muito grande”, diz o deputado Delegado Caveira (PL-PA). “Para mim o único golpe é o da injustiça contra Bolsonaro, que está fazendo imensa falta, inclusive nas articulações políticas.”

Em relação à saúde de Bolsonaro, que, mesmo preso, passou por cirurgias de hérnia e de contenção dos soluços, seus visitantes na Papudinha afirmam que ele tem apresentado tonturas por causa do remédio para conter as crises de soluço. Além disso, aparenta estar emocionalmente abalado sem poder manter o contato espontâneo com sua massa de apoiadores.

“Achei a saúde do ex-presidente Bolsonaro bem abalada, Ele está tomando um remédio muito forte para ajudar nos soluços, mas isso o deixa muito zonzo, com risco real de queda. Os soluços afetam seu apetite também. Tudo isso o fragilizou muito”, afirmou à Folha bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que visitou o ex-presidente.

A rotina de Bolsonaro na Papudinha inclui caminhadas, visitas de familiares e advogados, atendimento médico diário, fisioterapia, ajuda religiosa eventual e nenhum livro lido -a leitura poderia reduzir sua pena.

As atividades constam em um relatório enviado ao Moraes pela Polícia Militar do Distrito Federal. A PM monitorou a rotina do ex-presidente dos dias 15 a 27 de janeiro.

Fonte: Notícias ao Minuto


Na semana passada, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio afirmou que a avaliação do aliado é que outras candidaturas da direita vão reforçar a disputa contra presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto: © Agência Câmara

O deputado estadual de São Paulo Gil Diniz (PL) ironizou nesta terça-feira, 3, no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que o PL deveria ter candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes.

Na semana passada, após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio afirmou que a avaliação do aliado é que outras candidaturas da direita vão reforçar a disputa contra presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essa mesma lógica vale para o governo de São Paulo? Porque se vale para o governo de São Paulo, vale a pena o Partido Liberal ter um candidato também, porque ajuda a chapa de (deputado) estadual, ajuda a chapa de (deputado) federal. O Partido Liberal é o maior partido do Estado de São Paulo e o maior partido do Brasil”, disse Gil Diniz no plenário. Tarcísio deve concorrer à reeleição.

Cotado para disputar uma vaga no Senado, ele é aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e adotou Bolsonaro como sobrenome político, como consta no site da Alesp.

A declaração de Gil ocorre no mesmo momento em que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tem defendido o nome do presidente da Alesp, deputado André do Prado, como vice na chapa encabeçada por Tarcísio na disputa pelo Bandeirantes.

Já como Gil Diniz Bolsonaro, o parlamentar negou que a inclusão do sobrenome tenha caráter eleitoral. \”Não tenho problema nenhum em colocar no meu nome parlamentar o nome do presidente Bolsonaro. Não é uma maneira politiqueira de fazer uso indevido do nome do presidente, mas de marcar posição: aqui, sim, nós defendemos o presidente Bolsonaro e sua família. Com o nome ou sem o nome, isso não define se somos bolsonaristas\”, afirmou.

O embate entre Gil Diniz e Tarcísio não é algo novo. Como mostrou o Estadão, o governador tem sido criticado por atuar contra a indicação do deputado à liderança do Partido Liberal na Alesp.

Conhecido como “Carteiro Reaça”, Diniz é um dos principais nomes da bancada bolsonarista na Assembleia e foi apontado por Eduardo Bolsonaro como seu substituto na disputa pelo Senado em São Paulo. A movimentação do governador contra um aliado da família incomodou Eduardo, segundo pessoas próximas ao filho do ex-presidente.

A troca no comando da bancada do Partido Liberal na Alesp ocorreu após o então líder, Carlos Cezar, ser indicado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). Segundo deputados do PL ouvidos reservadamente pelo Estadão, Tarcísio manifestou de forma explícita sua preferência por Alex Madureira (PL) a alguns parlamentares e, em outros casos, recorreu a auxiliares para deixar claro à bancada que o deputado era o seu escolhido. O movimento abriu caminho para que o deputado reunisse apoio suficiente e assumisse a liderança no fim do ano passado.

O principal argumento de Tarcísio, segundo esses deputados, foi político: o governador avalia que precisa de um aliado próximo e moderado à frente da maior bancada da Alesp e que a escolha de um nome independente e bolsonarista poderia dificultar a articulação do governo no Legislativo paulista em pleno ano eleitoral.

Notícias ao Minuto


Partido também defende inverter ônus da prova sobre uso de inteligência artificial e restringir ‘cortes’ nas redes

partido dos trabalhadores bandeira - pt - santo andré - paraná pesquisas
Além do impulsionamento, o PT propôs que o tribunal proíba o uso de inteligência artificial (IA) na produção de materiais de campanha | Reprodução/Redes sociais

Partido dos Trabalhadores (PT) sugeriu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíba o impulsionamento pago de críticas a governos durante o período de pré-campanha. Apresentada nesta terça-feira, 3, a proposta discute as regras eleitorais para o pleito deste ano.

A legenda contestou a inclusão de um trecho nas minutas de resolução que previa a possibilidade de críticas à administração pública por pessoas físicas, mesmo com conteúdo impulsionado, desde que não houvesse relação direta com a disputa eleitoral.

No entanto, o partido afirmou que qualquer critica feita por pré-candidato nesse período seria automaticamente vinculada à eleição. Para o PT, isso justificaria a vedação da prática.

O ministro Nunes Marques conduz a audiência. O TSE abriu espaço para que partidos e entidades apresentem sugestões sobre os textos preliminares das resoluções. Eles devem reger a propaganda eleitoral, o uso de tecnologia e a fiscalização da campanha nas redes sociais.

PT amplia proposta e mira IA e cortes nas redes sociais

Além do impulsionamento, o PT propôs que o tribunal proíba o uso de inteligência artificial (IA) na produção de materiais de campanha. A legenda sugeriu ainda a inversão do ônus da prova em casos de suspeita de manipulação de imagens: caberia ao acusado demonstrar que a peça é autêntica.

Outro ponto criticado pelo partido é o uso de vídeos curtos com trechos de falas de candidatos ou pré-candidatos. O PT pediu que o TSE vete o que chamou de “indústria dos cortes”, prática comum nas redes sociais.

A legenda deve se manifestar novamente nesta quarta-feira, 4, durante a continuação da audiência. Também participarão Republicanos, Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Social Democrático (PSD). O Partido Liberal (PL) falará nesta quinta-feira, 5.

Informações Revista Oeste


Programa é uma das principais apostas do governo Lula para as eleições

A apreciação da proposta pelo Congresso Nacional era urgente porque, caso não fosse apreciada até o dia 11 de fevereiro, a MP perderia validade | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A apreciação da proposta pelo Congresso Nacional era urgente porque, caso não fosse apreciada até o dia 11 de fevereiro, a MP perderia validade | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira, 3, a Medida Provisória (MP) 1.313/2025, que cria o programa Gás do Povo, uma das apostas do governo Lula para as eleições de 2026. Por ter sido aprovada com alterações, a medida segue agora para sanção presidencial.

A apreciação da proposta pelo Congresso Nacional era urgente porque, caso não fosse apreciada até o dia 11 de fevereiro, a MP perderia validade. A medida já havia sido aprovada no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta segunda-feira, 2, pelo placar de 415 votos a favor a 29 votos contra, além de duas abstenções.

O programa Gás do Povo substitui o Auxílio Gás dos Brasileiros, criado durante o governo de Jair Bolsonaro, também voltado para ajudar famílias de baixa renda a comprar gás de cozinha. De acordo com dados do Poder Executivo, o Auxílio Gás contemplava mais de 5 milhões de famílias pelo país.

A medida praticamente triplica o público que tem direito ao benefício, com expectativa de distribuir gás de cozinha gratuitamente para 15 milhões de pessoas. A iniciativa também cria a modalidade de gratuidade do botijão de 13 quilos de GLP, adquirido diretamente em revenda varejista autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Como funciona o Gás do Povo

O programa recém-aprovado pelo Congreso mantém a modalidade do Auxílio Gás de pagamento do benefício em dinheiro. Nesta alternativa, a família beneficiada tem direito, bimestralmente, a um valor correspondente a uma parcela de, no mínimo, 50% sobre o preço médio do botijão de GLP ao consumidor final.

A lei considera como disponibilização do botijão de GLP apenas a recarga do conteúdo, compreendida como a entrega do botijão cheio mediante devolução do botijão vazio. 

Para se tornar beneficiária, a família precisa estar inscrita no CadÚnico e receber uma renda per capita menor ou igual a meio salário mínimo (equivalente a R$ 810,50 atualmente).

Toda revenda credenciada é obrigada a afixar, em local visível ao público, a informação de que participa do programa, com informações úteis aos beneficiários. As revendas que praticarem infrações ficam sujeitas a multa de até R$ 50 mil, suspensão temporária do credenciamento e, até, descredenciamento definitivo do programa.

Informações Revista Oeste


Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que o empresário costumava mencionar, de forma recorrente, uma suposta proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao negociar com fornecedores e parceiros comerciais. O relato foi publicado nesta terça-feira (3) pelo colunista Tácio Lorran, do site Metrópoles.

– Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz!!! Fábio Lula da Silva. Falava “filho” e sinalizava mostrando a mão com quatro dedos… Falou o nome de Fábio Lula diversas vezes, a mim, a alguns parceiros comerciais, em reunião de diretoria – disse a testemunha.

De acordo com o colunista, essa foi a primeira entrevista concedida pelo ex-funcionário de Antonio Carlos. O nome foi mantido em sigilo por segurança, após relatos de possíveis ameaças atribuídas ao lobista em meados de 2025. Além do encontro presencial com a coluna, a testemunha encaminhou respostas por escrito, que foram anexadas ao material jornalístico.

No depoimento prestado à Polícia Federal, o ex-funcionário também confirmou ter ouvido do próprio Antunes que haveria o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil ao filho do presidente, além da antecipação de 25 milhões (sem ter sido citada a moeda) relacionados a projetos na área da saúde, como o Amazônia e o Teste de Dengue.

Segundo a testemunha, o lobista dizia encontrar Lulinha algumas vezes em São Paulo e no Distrito Federal. Mensagens obtidas pela PF mostram que o lobista transferiu R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, amiga próxima do filho de Lula. Em uma dessas transferências, Antunes afirmou que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão interpretada pelos investigadores como referência a Lulinha.

Roberta é apontada pela Polícia Federal como parte do núcleo político do esquema. Mesmo após a primeira fase da operação, deflagrada em abril de 2025, ela manteve contato com o lobista. Em mensagens interceptadas, Luchsinger demonstrou preocupação ao saber que a PF havia apreendido um envelope “com o nome do nosso amigo”.

Em nota enviada anteriormenete, a defesa de Roberta sustentou que as tratativas diziam respeito a uma atuação no mercado de canabidiol e negou qualquer envolvimento no esquema de fraudes do INSS.

*Pleno.News
Fotos: Carlos Moura/Agência Senado // Juca Varella/Estadão


Ex-presidente está preso na Papudinha desde 15 de janeiro

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, em registro de 14/9/2025, quando deixou o Hospital DF Star; neste sábado, 22, ele foi alvo de mais uma decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 2, que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta piora enquanto está sob custódia. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira, 2, na qual relata receber informações diárias de pessoas “legalmente autorizadas” a acompanhar o pai quando não pode visitá-lo.

A família tem autorização para estar presente por “poucas horas”, às quartas-feiras e aos sábados. No texto, Carlos afirma que “seu quadro só piora a cada dia”, e acrescenta que “a apatia se aprofunda de forma acelerada e visível”. Na mesma publicação, ele diz que “o que estão fazendo com um homem inocente não é fruto do acaso” e afirma que “há método, há intenção”.

Carlos também indaga os limites das ações adotadas: “Até onde pode chegar a maldade humana? Até que ponto irão, sem freios morais, sem limites legais, sem qualquer resquício de humanidade?”. Ao final, conclui: “Isso não é justiça, é crueldade deliberada”.

Saúde de Bolsonaro é delicada desde a facada

Desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro enfrenta problemas de saúde recorrentes, sobretudo no sistema digestivo. O ataque provocou lesões abdominais graves, que resultaram em diversas cirurgias ao longo dos anos, além de internações por obstruções intestinais e dores persistentes.

Em abril de 2025, Bolsonaro sentiu fortes dores durante um evento político no Rio Grande do Norte e precisou ser transferido para atendimento hospitalar em Natal e, posteriormente, em Brasília. No dia 13 daquele mês, passou por uma cirurgia que durou cerca de 12 horas, a mais longa enfrentada pelo ex-presidente.

Ainda em 2025, Bolsonaro passou por novos atendimentos médicos, como intervenções para bloqueio do nervo frênico, técnica indicada em casos graves e persistentes de soluços, além de uma cirurgia realizada em dezembro para correção das alças intestinais.

Informações Revista Oeste


Durante o ensaio técnico realizado na noite da última sexta-feira (30), na Marquês de Sapucaí, a escola de samba Acadêmicos de Niterói exibiu uma série de imagens zombando do ex-presidente Jair Bolsonaro. A agremiação, estreante no Grupo Especial do carnaval do Rio de Janeiro, apresentará um samba-enredo sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as imagens, que apareciam em um telão fixado a um carro, havia uma que mostrava Bolsonaro com as mãos erguidas e sujas de vermelho, acompanhada da frase “Sem mitos falsos, sem anistia”, verso presente na letra do samba da escola. Em outra, o ex-presidente aparecia em uma montagem com a frase “Nunca estivemos tão bem”, expressão utilizada pelo líder conservador durante o mandato.

Em tom zombador, havia também uma montagem de Bolsonaro vestindo uma roupa semelhante à de presidiário, abraçado com a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), ambos com trajes azul e rosa, acompanhados da frase “menino veste azul e menina veste rosa”. Outra projeção mostrava o ex-presidente com a máscara facial que era utilizada durante a pandemia de Covid-19 e a frase “Quanto importa a vida?”.

Por fim, a escola ainda utilizou imagens em que Bolsonaro aparece sorrindo, com a frase “Rindo igual a um condenado”, além de uma montagem que simulava a capa de uma revista, trazendo o rosto do ex-presidente e o título “Pintou um clima”.

A Acadêmicos de Niterói será a primeira escola a desfilar, no dia 15 de fevereiro, um domingo, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que retrata a trajetória do petista desde a infância em Garanhuns (PE), a migração para São Paulo, até os mandatos como presidente da República.

Há a expectativa de que políticos acompanhem o desfile no Sambódromo, com convites organizados pela equipe presidencial. No entanto, até a publicação desta reportagem, não havia a confirmação sobre a presença de Lula na Sapucaí.

*Pleno.News
Foto: Reprodução/Print de Vídeo das Redes Sociais


Sessão solene marca retomada dos julgamentos, com presença de autoridades e debate interno sobre Código de Conduta para ministros

Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Luiz Inácio Lula da Silva e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, durante a solenidade comemorativa ao Dia do Soldado, em 2024, Brasília | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta segunda-feira, 2, os trabalhos do Judiciário em 2026. A sessão solene de abertura está marcada para as 14h e simboliza o reinício das atividades regulares da Corte, como votações e julgamentos em plenário.

Além de ministros do STF, o presidente da República vai participar da solenidade, que tem caráter simbólico e não envolve julgamento de processos. Os presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), também confirmaram presença no evento.

O pronunciamento de abertura do Ano Judiciário será feito pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, em um cenário no qual dez ministros estarão presentes. A Corte opera com uma vaga em aberto desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e ministro aposentado do STF | Foto: Antonio Augusto/STF
Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF e ministro aposentado do STF | Foto: Antonio Augusto/STF

Entre os ministros do STF, somente Luiz Fux não estará presente. O magistrado foi diagnosticado com pneumonia dupla, causada pelo vírus influenza, informou o gabinete do magistrado, segundo o portal Metrópoles. Ele vai seguir a orientação médica de evitar comparecer a eventos, mas deve acompanhar a cerimônia por videoconferência.

STF retoma atividades em meio ao caso Master

A retomada das atividades ocorre em meio ao avanço do inquérito do caso Master, sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Durante o recesso, Fachin antecipou seu retorno a Brasília para lidar com a crise institucional em torno do processo. O presidente da Corte tem dialogado com os demais ministros na tentativa de construir e aprovar um Código de Conduta.

Nos bastidores, setores da classe política em Brasília passaram a defender o afastamento de Toffoli do caso, especialmente diante de decisões consideradas contraditórias e de reportagens que indicam uma ligação do ministro com um resort no Paraná, associado a fundos investigados no âmbito do caso Master.

O empreendimento apelidado de resort do Toffoli tem funcionários que tratam o magistrado como dono apesar da ausência de registro formal | Foto: Reprodução

Diante do desgaste de imagem do tribunal, Fachin retornou à capital cerca de uma semana antes do fim das férias coletivas e discutiu o tema com os colegas. Nesse contexto, retomou a proposta apresentada no ano passado para a criação de um Código de Conduta para os ministros do STF.

Apesar da intenção de Fachin, ainda não existe um documento formal com diretrizes definidas — apenas debates internos entre os magistrados.

Informações Revista Oeste


Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

Foto: © Agência Câmara

Sem mandato na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro tem utilizado a influência política que conseguiu após anos de construção de alianças na direita internacional para tentar impulsionar a candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em viagem ao Oriente Médio, os dois já registraram encontros com ao menos 16 autoridades, entre primeiros-ministros, presidentes, ministros e parlamentares.

A princípio, Flávio informou ao Senado que se afastaria do Brasil em missão oficial de 18 de janeiro a 7 de fevereiro e custearia a viagem com dinheiro público. Depois, o senador postergou a volta por mais cinco dias e afirmou que pagaria suas despesas com recursos próprios.

Os irmãos já visitaram Israel e Bahrein e planejam seguir para os Emirados Árabes Unidos e para o Catar. Avaliam ainda viajar pela Europa, mas os países ainda não estão definidos. No início de janeiro, Flávio Bolsonaro também foi aos Estados Unidos, onde o irmão mora desde março de 2025.

Ainda que tenha sido cassado no final do ano por excesso de faltas, Eduardo Bolsonaro continua sendo apresentado como parlamentar em eventos, como na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém.

Sem mandato e após sofrer derrotas recentes na relação com Donald Trump, que depois de diálogo com Lula diminuiu o impacto das tarifas e revogou a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Bolsonaro agora foca em apresentar o irmão a lideranças internacionais da direita com foco em sua pré-candidatura ao Planalto.

“Senhoras e senhores, eu discurso hoje não só como senador, mas como pré-candidato a presidente do Brasil”, afirmou Flávio em discurso na conferência em Israel, na última terça-feira (27).
Disse ainda que os Estados Unidos ajudaram a “construir um novo modelo de cooperação internacional” e uma nova fase para a América Latina.

Em Israel, os irmãos se encontraram o primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu; o presidente, Isaac Herzog; e o ministro de Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, com quem gravaram um vídeo no qual Eduardo chama integrantes do Hamas de “selvagens”.

Os dois também estiveram com outras autoridades, como o ex-primeiro-ministro da Áustria Sebastian Kurz, o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, e o embaixador argentino Axel Wahnish. A foto que postaram com o embaixador foi compartilhada pelo presidente da Argentina, Javier Milei.

Os irmãos ainda publicaram fotos com ao menos seis deputados do Parlamento Europeu, como os espanhóis Hermann Tertsch e Jorge Buxadé, do partido Vox, o português Pedro Frazão, vice-presidente do Chega, e o polonês Dominik Tarczynski. Após o encontro, Tarczynski fez uma publicação em que defende a eleição de Flávio em 2026.

Em Bahrein, estiveram com o primeiro-ministro e príncipe herdeiro, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, com o príncipe Sheikh Khalid bin Hamad Al Khalifa, e com o parlamentar Hassan Ibrahim Hassan. De acordo com o senador, os compromissos são voltados “ao diálogo institucional, à cooperação internacional e à troca de experiências em temas estratégicos”.

A aproximação de Flávio Bolsonaro com as articulações internacionais de Eduardo marca uma virada na trajetória política do senador, que não participou das principais comitivas parlamentares lideradas por Eduardo desde 2024 para denunciar a suposta existência de uma “ditadura” no país e pedir por sanções contra o país.

Depois que Jair Bolsonaro (PL) deixou a Presidência, o senador fez apenas três viagens internacionais em missão oficial: foi a um seminário promovido por bolsonaristas na Espanha e a uma conferência na Itália e visitou prisões em El Salvador.

O senador não integrou, por exemplo, a comitiva bolsonarista a Washington que envolveu ao menos 15 parlamentares em abril passado. Entre eles, estiveram os deputados Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), que agora acompanham os irmãos na viagem ao Oriente Médio.

Eduardo foi denunciado em setembro passado sob a acusação de tentar intervir nos processos do ex-presidente. Em novembro, Moraes determinou o cancelamento do passaporte diplomático dele.

“A articulação internacional é central para a extrema direita e para o bolsonarismo, porque a ascensão da ultradireita é um fenômeno global”, afirma o professor de relações internacionais e coordenador do Observatório da Extrema Direita, David Magalhães.

Ele avalia que o respaldo que Flávio busca com as autoridades estrangeiras pode beneficiá-lo tanto internacionalmente, ao “reduzir o custo político” de posições radicais, quanto nacionalmente, ao construir uma “imagem de pertencimento a um campo político global” para os apoiadores mais ideológicos.

Nesse processo, o professor considera que Eduardo é essencial, em função do “capital político que ele acumulou ao longo dos últimos anos”. “O que se observa agora é uma tentativa de transferir parte desse capital político, dessas conexões e dessa legitimidade internacional para Flávio Bolsonaro, apresentando-o como herdeiro e continuidade dessa articulação internacional já consolidada”, finaliza.

Fonte: notícias ao minuto


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, que integra o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo decisão assinada nesta sexta-feira (30), Nikolas poderá visitar Bolsonaro no dia 21 de fevereiro, um sábado, no horário das 8h às 10h.

O despacho também autoriza a entrada de outros parlamentares em datas e horários distintos. No mesmo dia da visita de Nikolas, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) poderá ver o ex-presidente das 11h às 13h.

Conforme o cronograma estabelecido pelo Supremo, para o dia 18 de fevereiro, uma quarta, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi autorizado a comparecer das 11h às 13h. Já o senador Bruno Bonetti (PL-RJ) poderá realizar a visita das 8h às 10h. Primeiro suplente de Romário (PL-RJ), Bonetti tomou posse em dezembro após o titular entrar de licença.

Bolsonaro foi transferido no dia 16 de janeiro para a Papudinha por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

ROTINA DE BOLSONARO NO BATALHÃO DA PMDF
A direção da Penitenciária da Papudinha enviou ao STF nesta sexta-feira, 30, um relatório com detalhes sobre a rotina de Bolsonaro no período entre 15 e 27 de janeiro de 2026.

Segundo o relatório, o ex-presidente recebe acompanhamento médico diário, realizado tanto por profissionais particulares quanto por equipes da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

O documento também informa que Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia no dia 17, atividade que passou a realizar quase todos os dias. Bolsonaro mantém uma rotina regular de caminhadas como prática de atividade física.

Em relação às visitas, a unidade prisional registrou encontros semanais com a mulher, Michelle Bolsonaro (PL), às quartas e quintas-feiras, conforme previsto nas regras internas do presídio.

O relatório aponta que as reuniões com a equipe de defesa ocorrem com frequência praticamente diária. Em alguns dias, Bolsonaro participou de atividades de capelania, serviço de assistência religiosa oferecido no sistema prisional, que inclui acompanhamento espiritual, orações e orientações pastorais.

*AE
Foto: Reprodução/YouTube/SilasMalafaia

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