A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, divulgou uma nota pública explicando o contrato do seu escritório com o Banco Master. Ela recebeu pouco mais de R$ 80 milhões pelos serviços prestados à instituição presidida por Daniel Vorcaro.

Apesar da nota divulgada não conter os valores do contrato, dados retirados do celular do banqueiro revelam todas as cláusulas, validando os custos do serviço.

Viviane havia assinado o acordo em fevereiro de 2024, com validade de três anos, mas ele foi interrompido após a liquidação do banco, em novembro do ano passado, e a prisão do seu proprietário, no âmbito da Operação Compliance Zero.

Os honorários da advogada eram de R$ 3.646.529,77 mensais, segundo o contrato, que totalizam dentro do período de serviço, o montante de R$ 80.223.654,94. O valor representa quase 80 vezes mais dos que os aplicados por outros escritórios pelo mesmo tipo de serviço, que gira em torno de R$ 3 mil por hora trabalhada.

Em nota, o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados relatou ter realizado 81 reuniões presenciais e outras 13 por videoconferência, totalizando 267 horas. Além disso, a jurista alega ter produzido outros 36 pareceres e opiniões legais e para atender às demandas, outros 15 profissionais participaram dos processos.

O comunicado reforça ainda que os serviços prestados ao banco não tem envolvimento com processos do Supremo Tribunal Federal (STF), o que poderia configurar conflito de interesse com o esposo.

Confira a nota divulgada na íntegra:
O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados esclarece que foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica, por meio de uma equipe composta por 15 (quinze) advogados. Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação.

As duas equipes jurídicas responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual, realizaram:

94 (noventa e quatro) reuniões de trabalho, sendo:
I.1) 79 (setenta e nove) reuniões presenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de 3 (três) horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato;

I.2) 13 (treze) reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 (duas) presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 (duas) horas;

I.3) 2 (duas) reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes, com duração aproximada de 2 (duas) horas.

A atuação de uma das equipes jurídicas, juntamente com os consultores contratados, englobou a elaboração de Opiniões Legais nos casos solicitados pelo Departamento de Compliance; Revisão da Política de Captação para o Regime Próprio da Previdência Social – RPPS; Revisão do Programa de Compliance & PLDFT para a obtenção do Selo Pro-Ética, implicando em: Revisão da Estrutura do Departamento de Compliance; Revisão do Código de Ética e Conduta; Elaboração das Políticas necessárias – Política de relacionamento com Poder Público; Política de licitações e contratos; Política de contato com concorrentes; Política de conflito de interesses; Política de Partes Relacionadas, entre outras; Revisão das demais políticas e procedimentos da área de Compliance para adequação ao exigido pela Corregedoria Geral da União – CGU.
Foram produzidos 36 (trinta e seis) pareceres e opiniões legais acerca de uma ampla gama de temas, como aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, de compliance, proteção de dados e crédito, entre outros.
Elaboração e apresentação de processos para certificação de ética e governança, com mapeamento das atividades, levantamento de documentação-base, análise das oportunidades, elaboração e revisão e treinamentos do público-alvo sobre as novas políticas, a partir da revisão do Código de Ética e Conduta, políticas de integridade, estruturação do departamento de compliance e apoio à alta administração.
Elaboração e revisão do Manual de Gestão e Captação de Recursos do RPPS, Política de Relacionamento com o Poder Público, Política de treinamento, capacitação e certificação continuada, Política de PLDFT, Política de Risco Operacional, Política de Sucessão de Administradores, Política de Transação com Partes Relacionadas, Política de Canais de Denúncia e Investigações, Política de Gestão de BNDU, Política de fusões e aquisições, Política de Gestão de Consequências, Política de investimentos pessoais, Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática, Política de Suitability, Política de Comunicação, Política de Saúde e Segurança no Trabalho, Manual de Contratação de Parceiros, Manual de Procedimentos Conheça seu Parceiro – KYP, Manual de Procedimentos Conheça seu Prestador de Serviço Terceirizado.
A equipe jurídica ajudou a implementar o Novo Código de Ética e Conduta do banco, com apresentação presencial às Superintendências, e realizou consultoria sobre temas do mercado financeiro, como questionário AMBIMA, revisão de formulários de Due diligence; a elaboração de modelos de relatório regulatório sobre remuneração; preenchimento de auto avaliação do Pacto Brasil (25 de setembro e 09 de outubro de 2025), entre outros.
Outra equipe do escritório Barci de Moraes, juntamente com os consultores, atuou, principalmente, na área penal e administrativa, na análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquérito civis, ações civis públicas e ações de interesse ou que pudessem produzir reflexos na atuação do Banco Master e de seus dirigentes, vários deles sigilosos, bem como na atuação contenciosa específica em ação penal, cujo ajuizamento ocorreu em 17/10/2024, e inquérito policial federal específico, cuja habilitação se deu em 8/4/2024.
O escritório esclarece ainda que nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Barci de Moraes Sociedade de Advogados tem uma trajetória de quase duas décadas prestando serviços altamente qualificados para grandes clientes, unindo visão jurídica e abordagem estratégica.

*Pleno.News
Foto: Ricardo Stuckert/PR


Considerado um dos principais conselheiros do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o empresário Jason Miller utilizou seu perfil no Instagram para provocar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (8), após a divulgação de que o magistrado teria trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Segundo o site, a documentação relacionada aos dois grupos já foi finalizada no Departamento de Estado e passou por análise de diferentes órgãos do governo dos EUA, que deram aval ao material.

O processo segue o mesmo modelo usado recentemente para classificar outros grupos criminosos da América Latina como organizações terroristas, como o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.

Após a conclusão da análise interna pelo órgão chefiado pelo secretário Marco Rubio, o documento deve ser enviado ao Congresso americano e publicado no Registro Federal, etapa final do processo. Esse trâmite deve levar cerca de duas semanas.

A designação oficial como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos nos Estados Unidos, a proibição de acesso ao sistema financeiro americano e veta qualquer tipo de apoio material, como fornecimento de armas, por cidadãos ou empresas dos EUA.

O combate ao tráfico internacional de drogas, tratado como uma das prioridades da atual administração americana, foi tema de um encontro realizado neste sábado (7) em Miami, que reuniu líderes conservadores da América Latina. O evento foi chamado de Shield of the Americas (Escudo das Américas, em português).

Segundo o UOL, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria atuado nos bastidores para estimular a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas. De acordo com o veículo, ele teria conversado sobre o tema com os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, pedindo apoio à iniciativa.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado contra a designação das facções brasileiras como organizações terroristas. Autoridades brasileiras argumentam que PCC e Comando Vermelho não possuem motivação política ou ideológica, característica que, segundo a gestão petista, geralmente é associada ao conceito de terrorismo.

Outro ponto alegado pelo atual governo brasileiro é uma suposta preocupação com possíveis impactos sobre a soberania brasileira, especialmente diante do risco de maior atuação de forças americanas em operações contra o crime organizado na região.

*Pleno.News
Foto: ALAOR FILHO/ESTADÃO


Gastos com hotelaria e aluguel de frotas dominam as despesas da Presidência no exterior em 2025

janja lula e militares - viagem - avião - desembarque
Diante de militares, casal Janja & Lula desembarca de avião durante uma das inúmeras viagens feitas desde janeiro de 2023 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Palácio do Planalto destinou R$ 44,4 milhões para financiar as andanças internacionais de Lula em 2025. Segundo levantamento do site Poder360, o montante custeou 16 incursões oficiais que incluíram visitas de Estado e participações em fóruns globais, marcando o retorno de uma agenda externa agressiva do petista. O presidente acumulou 50 dias em solo estrangeiro, percorrendo 19 nações ao longo do ano. Embora as passagens pela Ásia tenham sido as mais longas, a estadia de apenas seis dias na França sagrou-se como a mais onerosa para o contribuinte, atingindo a cifra de R$ 12,06 milhões.

As despesas com hospedagem de alto padrão e a contratação de veículos exclusivos consumiram a maior parte da verba pública. A fatura dos hotéis alcançou R$ 18,8 milhões, enquanto a logística com frotas de luxo e serviços correlatos somou R$ 20,5 milhões. Esses dois itens sozinhos representam quase 90% de todo o custo da comitiva presidencial em 2025. Destinos como Rússia, China e a sede da Organização das Nações Unidas em Nova York também figuram no topo da lista de gastos, com despesas que variaram entre R$ 6,7 milhões e R$ 8,6 milhões por evento.

A sombra de Janja nas agendas internacionais

A primeira-dama, Janja Lula da Silva, exibiu uma frequência em viagens internacionais ainda superior à do chefe do Executivo. Ela contabilizou 54 dias fora do Brasil em nove missões diferentes, algumas realizadas sem a presença do marido. Apesar da intensa movimentação da esposa do presidente, o governo federal evita o detalhamento completo desses custos nos relatórios de transparência. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social justificou o pagamento de passagens para Roma sob a rubrica de “colaboradora eventual”, negando o desembolso de diárias ou gastos com segurança pela pasta.

A concentração de gastos em capitais europeias e americanas coloca a austeridade do governo sob forte suspeita. O uso intensivo de recursos para garantir o conforto da comitiva em hotéis cinco estrelas e frotas privadas destoa das promessas de controle fiscal feitas pela equipe econômica em Brasília. Enquanto o Itamaraty defende a relevância das missões para a projeção do país, a natureza das despesas — focada majoritariamente em logística e acomodação — reforça as críticas sobre o custo de manutenção da imagem presidencial no cenário global.

Informações Revista Oeste


O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), recebeu nesta sexta-feira (6) o título de cidadão ipiauense durante sessão na Câmara de Vereadores de Ipiaú. A homenagem foi proposta pelo vereador Robson Moreira.

“Eu já tenho uma relação de muitos anos com história com Ipiaú, agora aumenta ainda mais a minha responsabilidade. Então, é um misto de gratidão, por um lado, e de compromisso pelo outro”, declarou Neto.

A visita faz parte da agenda política de Neto pelo interior do estado. Durante a passagem pela cidade, o ex-prefeito também participou de um encontro para discutir a crise que atinge a produção de cacau na região sul da Bahia.

O evento reuniu lideranças políticas e representantes de cerca de 40 municípios, entre eles Mutuípe, Itagi, Buerarema, Boa Nova, Governador Mangabeira, Wenceslau Guimarães, Dário Meira, Maraú, Itiruçu, Iramaia, Itacaré, Mirante, Caetanos, Aramari, Apuarema, Jaguaquara, Maracás, Jitaúna, Jequié, Itabuna, Ubatã, Gandu, Ibirataia, Barra do Rocha, Itagibá, Aiquara, Itapé, Ibirapitanga, Floresta Azul, Itapitanga, Poções, Iguaí, Lafaiete Coutinho, Lajedo do Tabocal, Jussari, Ibicuí e Salvador.

Entre as autoridades presentes estavam os prefeitos Valderico Júnior, de Ilhéus, e Zenildo Matos, de Itaeté. Também participaram o presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Régis, além do deputado federal Leur Lomanto Jr..


Nesta sexta-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu que seja analisada a possibilidade de prisão preventiva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

No ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Nikolas diz que há indícios de uma “eventual relação” entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O parlamentar quer que a PGR adote “as medidas investigativas cabíveis” caso surjam indícios de crimes, de obstrução de Justiça ou de interferência indevida em investigações.

De acordo com Nikolas, informações divulgadas pela imprensa sobre mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro “sugerem a existência de possíveis interações e circunstâncias que merecem esclarecimento institucional”, com o objetivo de preservar a confiança pública nas instituições. As informações são da coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.

*Pleno.News
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou o cenário de subida e empatou tecnicamente no 2º turno com o presidente Lula (PT) na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7). Segundo o levantamento, o petista tem 46% das intenções de voto, contra 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles empatam na margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos.

O levantamento é o primeiro divulgado pelo instituto após Flávio confirmar que é pré-candidato à Presidência com o apoio de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Polícia Federal em Brasília após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.

A pesquisa identifica que Flávio Bolsonaro se firmou como principal opositor de Lula. Quando o eleitor é perguntado em quem pretende votar, sem ser apresentado a nomes, o senador fluminense surge com 12% das intenções de voto – ele não era mencionado no levantamento anterior, de dezembro.

O congressista vem se consolidando e já estava empatado com Lula em cenários de 2º turno nos últimos levantamentos da Paraná Pesquisas e da Real Time Big Data, ambas divulgadas no final de fevereiro. A Genial/Quest vai publicar uma nova pesquisa nesta semana.

O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores em 137 municípios de 3 a 5 de março. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

O Datafolha ainda analisou também um cenário com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o candidato do PT. Ele marca 21% ante 33% de Flávio. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), também foi testado, e ficou com 21% das intenções de voto.

1º turno
Na pesquisa estimulada Lula tem 36% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio, 25%.

Entre os demais pré-candidatos e o governadores de Estado, o do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) marca 7%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 5%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem 3%, mesmo patamar que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).

*Jovem Pan com informações do Estadão Conteúdo
Foto: PR e Agência Senado


O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (6) que o produtor rural enfrenta “preconceito” por parte do Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu mudanças na condução das políticas voltadas ao setor agrícola na Bahia. A declaração foi feita durante evento realizado em Ipiaú para discutir a crise que atinge a produção de cacau no estado.

O encontro reuniu lideranças políticas e representantes de 40 municípios da Bahia, entre eles Itacaré, Mirante, Caetanos, Itamari, Apuarema, Jaguaquara, Itiruçu, Maracás, Jitaúna, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Ibirataia, Gandu, Barra do Rocha, Wenceslau Guimarães, Itagibá, Dário Meira, Itagi, Aiquara, Lafaiete Coutinho, Iramaia, Itaeté, Itapetinga, Boa Nova, Itapé, Ubaitaba, Lajedo do Tabocal, Brejões, Jussari, Maraú e Buerarema.

Além disso, o encontro conta com a presença dos prefeitos de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e de Itaeté, Zenildo Matos. Também participam o presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Regis, o deputado federal Leur Lomanto Jr, além de ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade.

A reunião foi marcada pela presença de produtores rurais, representantes do setor agrícola e lideranças regionais preocupadas com os impactos da crise sobre a economia da região cacaueira.

Durante seu discurso, ACM Neto afirmou que os produtores enfrentam uma série de obstáculos estruturais no Brasil e criticou as condições impostas ao setor ao longo das últimas décadas. “As razões da queda abrupta e descontrolada do preço do cacau não são recentes. Elas são estruturais, porque nessas últimas duas décadas o Brasil foi predominantemente governado pelo PT. Quando a gente compara as condições de produção no Brasil com outros lugares do mundo, a gente só pode chegar à conclusão que o produtor aqui é um herói”, disse.

Segundo ele, os agricultores convivem com custos elevados e dificuldades burocráticas que prejudicam a competitividade do setor. “O produtor enfrenta todo custo da mão de obra, enfrenta uma carga tributária que prejudica a nossa economia pelo peso dos impostos, enfrenta a insegurança jurídica de regras que mudam a cada instante, enfrenta a burocracia a nível estadual e federal. A gente sabe qual é a dificuldade para conseguir uma licença nesse estado da Bahia”, afirmou.

O ex-prefeito também disse que existe, na sua avaliação, uma visão negativa sobre o agronegócio por parte do PT. “O produtor enfrenta o preconceito de uma visão equivocada, enviesada do PT, e eu não tenho nenhum receio de apontar isso”, declarou.

Durante o evento, ACM Neto também falou sobre como pretende conduzir a política agrícola do estado caso chegue ao governo. Ele afirmou que a Secretaria da Agricultura não será utilizada como instrumento de negociação política, ao criticar a condução da pasta pelo PT.

“A Seagri não vai ser colocada numa bandeja de negociação política com nenhum partido. Nós vamos conversar, e esse é um dos compromissos que eu assumo, com os pequenos, os médios e os grandes produtores. Vamos conversar com os sindicatos e com a Federação da Agricultura para abrir as portas e ter um canal fluido e permanente”, afirmou.

O encontro em Ipiaú ocorreu em meio à preocupação crescente entre produtores da região sul da Bahia com a crise enfrentada pela cacauicultura, marcada por oscilações de preços, aumento de custos e dificuldades estruturais na produção. Lideranças presentes defenderam a construção de políticas públicas e ações emergenciais para garantir sustentabilidade econômica ao setor, que historicamente tem papel central na economia regional.

A crise tem gerado preocupação entre agricultores e cooperativas da região cacaueira, tradicionalmente uma das mais importantes do estado. Segundo relatos apresentados na reunião, muitos produtores afirmam se sentir abandonados pelo governo estadual, diante da ausência de medidas mais efetivas para enfrentar os desafios da produção.


Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF), indicam que o dono do Banco Master manteve contato frequente com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia em que foi preso pela primeira vez: 17 de novembro de 2025. As informações foram divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

De acordo com registros obtidos a partir do aparelho do banqueiro, os dois trocaram comunicações ao longo de todo o dia por WhatsApp, quando Vorcaro tratou de temas como a negociação para a venda do banco e a situação de um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília, que acabou resultando na prisão dele.

A conversa começou pela manhã, às 7h19, quando Vorcaro informou ao ministro que tentava antecipar uma negociação envolvendo o Banco Master, que estava em tratativas com o grupo Fictor. O executivo explicou que buscava “assinar e anunciar” ainda naquele dia uma parte do negócio, o que poderia levá-lo a “ir pra lá tentar assinatura dos demais investidores estrangeiros”, uma referência a uma possível viagem.

Na mesma mensagem, ele mencionou que informações relacionadas a um caso sensível começavam a vazar, embora sem detalhes, e afirmou ter sido avisado por interlocutores de que jornalistas já buscavam informações.

Em tom de preocupação, o empresário disse que a divulgação antecipada seria negativa, mas poderia servir como “gancho para entrar no circuito do processo”, informação que, segundo Malu Gaspar, parecia ser uma referência ao inquérito sigiloso contra ele na 10ª Vara Federal de Brasília.

– De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhe. Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas lá – disse Vorcaro.

Segundo os dados extraídos do celular, Moraes respondeu cerca de uma hora depois, às 8h16, utilizando o mesmo método de comunicação adotado por Vorcaro: mensagens escritas no bloco de notas do celular, fotografadas e enviadas como imagens de visualização única, que desaparecem após serem abertas. Por causa desse formato, apenas as mensagens produzidas pelo banqueiro permaneceram armazenadas.

Horas mais tarde, por volta das 17h22, Vorcaro voltou a procurar o ministro. Ele relatou ter feito uma “correria” para tentar salvar a operação de venda do banco, afirmando que anunciaria apenas parte da transação. Pouco depois, perguntou diretamente se havia alguma novidade e se o ministro teria conseguido “bloquear” alguma medida, sem especificar qual.

– Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação – diz o banqueiro.

– Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear? – pergunta Vorcaro a Moraes em seguida.

Moraes respondeu a mensagem alguns minutos depois, novamente por meio de mensagens temporárias. No início da noite, às 20h04, o banqueiro voltou a pedir atualizações. O ministro respondeu com duas mensagens de visualização única, tendo o último contato sido registrado às 20h48, pouco mais de uma hora antes da prisão.

Na mensagem final, Vorcaro comentou que o anúncio do negócio com investidores havia sido antecipado em relação ao planejamento inicial e sugeriu que a divulgação poderia “inibir” algum movimento, sem esclarecer qual. Também disse que viajaria para se reunir com investidores estrangeiros, o que acabou não acontecendo, já que ele foi preso enquanto se preparava para viajar.

– Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos mas foi o que deu pra fazer dentro da situação – escreveu.

– Acho que pode inibir – prosseguiu Vorcaro.

– Amanhã começam as batidas do [André] Esteves [dono do BTG Pactual]. Tô indo assinar com os investidores de fora e estou online – finalizou.

De acordo com os registros, Moraes não respondeu com nova mensagem, mas reagiu com um emoji de polegar levantado. Naquela noite, por volta das 22h, Daniel Vorcaro foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A prisão ocorreu em investigação sobre um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

As conversas recuperadas do celular também revelaram outro contato entre os dois um mês antes, em 1° de outubro de 2025, além de registros de telefonemas, embora sem conteúdo preservado. Procurado, Alexandre de Moraes afirmou em nota que não recebeu as mensagens citadas e classificou a informação como uma tentativa de atacar o STF. Já a defesa de Daniel Vorcaro disse que não comentaria.

*Pleno.News
Fotos: Reprodução/YouTube Esfera Brasil // Luiz Silveira/STF


Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicaram críticas feitas por ele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma publicação do líder conservador nas redes sociais sobre o Banco Master. O conteúdo foi obtido a partir das investigações contra Vorcaro e divulgado por diversos veículos de imprensa.

Em uma conversa com sua namorada, Martha Graeff, Vorcaro reclamou da repercussão provocada por uma postagem de Bolsonaro relacionada a uma reportagem sobre operações financeiras do banco. No diálogo, o empresário afirmou ter recebido mais de mil mensagens no Instagram depois da publicação e chamou o ex-presidente de “beócio”, termo usado para se referir a alguém considerado ignorante.

– O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado – escreveu o banqueiro.

– Postou aonde? – perguntou Martha.

– No Twitter dele. Idiota – respondeu Vorcaro.

A postagem mencionada por Vorcaro, feita por Bolsonaro, fazia referência a uma reportagem do jornal O Globo que relatava a demissão de gerentes da Caixa Econômica Federal após eles barrarem uma operação de aproximadamente R$ 500 milhões envolvendo compra de títulos ligados ao Banco Master. Segundo a matéria, a transação foi classificada internamente como atípica e arriscada.

– Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram demitidos. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações – escreveu o ex-presidente na postagem, feita em 12 de julho de 2024.

Nas mensagens trocadas com Martha, Vorcaro comenta que, após a repercussão, recebeu ligações de aliados políticos, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele também afirmou que não havia como retirar a reportagem do ar e sugeriu que Bolsonaro teria feito a postagem por acreditar que o assunto envolvia interesses do PT. Em resposta, Martha comentou que o Twitter seria um ambiente sem controle.

– Mas não tinha como tirar. Cara é um beócio. Alguém falou que era coisa [do] PT [e] ele postou – declarou Vorcaro.

– Ah, entendi. Twitter é terra de ninguém – respondeu Martha.

Outros trechos de conversas com Martha também mencionaram Bolsonaro. Em uma troca de mensagens de agosto de 2024, Vorcaro relata que seu cunhado, Fabiano Zettel, decidiu fechar os comentários do próprio perfil no Instagram por causa de discussões relacionadas ao ex-presidente.

*Pleno.News
Fotos: Reprodução/YouTube Esfera Brasil e EFE/Andre Borges


Paulo Gonet afirma que a falta de uma lei clara sobre a propriedade de presentes impede a denúncia por suposto peculato

Ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 4, defendendo o arquivamento do inquérito que investigava o suposto desvio de joias recebidas por Jair Bolsonaro durante seu mandato. Segundo informações da revista Veja, o chefe da PGR argumenta que a inexistência de uma norma legal formal sobre a destinação desses bens inviabiliza a caracterização de crime.

No documento de 16 páginas encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, Gonet ressalta que não existe normatização, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras. 

O procurador enfatiza que a segurança jurídica exige uma lei clara para definir se os itens pertencem à União ou ao acervo privado do mandatário, algo que o ordenamento extrapenal brasileiro ainda não estabeleceu.

Gonet vê falta de base jurídica para acusação contra Bolsonaro

A investigação da Polícia Federal (PF) apurou o destino de itens de alto valor, como o “kit ouro rosé” da marca Chopard, um relógio Rolex de ouro branco e esculturas douradas entregues em viagens à Arábia Saudita e ao Bahrein. Embora tenha classificado o trabalho da PF como “inteligente e diligente”, Gonet concluiu que os esforços dos indiciados para vender os bens a terceiros não configuram o cometimento do crime de peculato.

https://youtube.com/watch?v=T5URZHJWPCA%3Ffeature%3Doembed

A defesa do coronel Marcelo Câmara e do comandante Marcelo Vieira, ambos representados por Eduardo Kuntz e envolvidos no caso, comemorou o posicionamento e afirmou estar segura de que o STF seguirá a recomendação da PGR. Para Kuntz, este procedimento, assim como o episódio que investigou a interação com uma baleia, nunca deveria ter recebido autorização para ser instaurado.

Informações Revista Oeste