Ex-presidente teria acordado com calafrios e episódios intensos de vômito

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou as redes sociais na manhã desta sexta-feira (13) para anunciar que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi levado a um hospital após passar mal durante a madrugada. 

De acordo com Flávio, o ex-presidente acordou com calafrios e episódios intensos de vômito, precisando ser encaminhado para atendimento médico. “Acabo de receber a notícia de que meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez”, escreveu o senador na postagem.

Na mesma mensagem, Flávio pediu apoio de apoiadores. “Peço orações para que não seja nada grave”, afirmou o parlamentar.

Informações Bahia.ba


Deputada afirmou que irá acionar a Justiça contra o apresentador

Erika Hilton Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Na noite desta quinta-feira (12), a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) se manifestou sobre o posicionamento do SBT a respeito da fala do apresentador Carlos Massa, mais conhecido como Ratinho. Ao Metrópoles, a parlamentar elogiou o posicionamento da emissora.

– Acho que a emissora fez um posicionamento de maneira acertada, mostrando que esses não são os valores da empresa. Agora espero que as medidas sejam cumpridas. Vou acionar a Justiça – disse.

No pronunciamento, a empresa afirmou que as declarações do comunicador “não representam a opinião da emissora”. Erika Hilton classificou as falas de transfóbicas.

– O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores – declarou o SBT.

DECLARAÇÕES DE RATINHO
O comunicador afirmou, nesta quarta (11), não considerar justa a escolha de Erika Hilton como presidente da Comissão. Para ele, o cargo deveria ser entregue a uma mulher que nasceu biologicamente mulher.

– Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans, a Erika Hilton? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans. Mas se tem outras mulheres. Mulher, para ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Quero dizer que não tenho nada contra a deputada Erika Hilton, ela fala bem, ela é boa de prosa. (…) Mas será que ela entende dos problemas e desafios de uma pessoa que nasceu mulher? Não é fácil ser mulher – avaliou.

Em nota, o SBT se pronunciou frisando repudiar “qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa”.

– As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores – assinalou.

Informações Pleno News


Deputados contestam escolha para o colegiado e indicam perda de espaço para a pauta feminina

No pedido, Erika Hilton solicita que Eduardo Bolsonaro pague R$ 20 mil por danos morais, retire a postagem considerada ofensiva e seja proibido de realizar manifestações semelhantes no futuro | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
As escolhas fazem parte do processo anual de definição das lideranças das comissões temáticas da Câmara | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Parlamentares da oposição usaram as redes sociais para criticar a eleição de Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. No pleito do colegiado, a congressista recebeu 11 votos, enquanto outros dez deputados votaram em branco.

Na composição da mesa diretora, a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) assumiu a primeira vice-presidência. A Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) ficou com a segunda vice-presidência, e Socorro Neri (PP-AC) foi eleita para a terceira vice-presidência. As escolhas fazem parte do processo anual de definição das lideranças das comissões temáticas da Câmara

Ao assumir o cargo, Hilton indicou as prioridades da nova gestão. Entre os temas citados estão a fiscalização da rede de proteção às mulheres e da Casa da Mulher Brasileira, o enfrentamento da violência política contra membros do movimento LGBT e a ampliação de políticas de saúde voltadas ao público feminino. 

Oposição rejeita eleição de Érika Hilton 

Nas redes sociais, a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) ironizou a eleição da nova presidente. “Agora temos uma Comissão da Mulher Trans”, escreveu. “E a mãe, dona de casa, trabalhadora, a mulher comum brasileira fica a cada dia mais esquecida e silenciada.” 

Na mesma linha, Chris Tonietto (PL-RJ) afirmou que a escolha por Hilton não a “representa” enquanto mulher. “Um espaço que representa as mulheres, que trata de maternidade, gravidez, combate ao câncer de colo de útero etc.”, destacou. “Na condição de mulher, não me representa!” 

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) argumentou que as “mulheres não deveriam deixar” a comissão seguir com a eleição da psolista, defendendo a ideia de que parlamentares optem por “obstruir e fazer uma zorra até mudar a presidência”. “É o cúmulo aceitar isso”, disse.

Por fim, Clarissa Tércio (PP-PE) afirmou que a “eleição de Érika Hilton para a Comissão da Mulher é uma incoerência sem precedentes”. Para ela, as mulheres estão “perdendo cada vez mais espaços para pessoas que não têm legitimidade” para representá-las. 

Tércio também argumentou que o grupo deveria ser coordenado por uma parlamentar que representasse diretamente as mulheres biológicas. Em sua avaliação, uma “comissão de diversidade, por exemplo, caberia perfeitamente a eleição de uma mulher ou homem trans”. 

Informações Revista Oeste


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em eventuais disputas de segundo turno pelo Palácio do Planalto. É o que mostra pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (11).

No cenário contra Flávio, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto o senador registra 45,3%, configurando empate técnico. Votos brancos ou nulos são 4,1%. Não sabe ou não responderam, somam 3,2%.

Já em uma disputa contra Tarcísio, o presidente teria 46,4% e o governador paulista, 44,8%. Apesar de ser cotado para a corrida presidencial, Tarcísio tem afirmado que pretende concorrer à reeleição em São Paulo. Votos brancos ou nulos são 5,5%. Não sabe ou não responderam, somam 3,3%.

O levantamento também simulou disputas diretas contra os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás; além do empresário Renan Santos (Missão), e do ex-ministro Aldo Rebelo (DC).

Foram ouvidos 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 10 de março, por meio de entrevistas representativas. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00386/2026.

*CNN
Foto: reprodução


ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), se manifestou após matéria do O Globo que revelou que uma empresa ligada a ele teria recebido dinheiro do Banco Master. Em nota enviada ao bahia.ba, o político confirmou o recebimento do dinheiro.

Segundo revelou, em 2022, montou uma empresa a qual prestou serviços para o Banco Master e para a REAG. O político apontou ainda que todo o valor recebido foi previsto em contratos assinados entre sua empresa e a instituição financeira.

“No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG. Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados”, declarou.

Ainda na nota, ACM apontou que, no momento do contrato, não havia nenhuma acusação contra o banco e afirmou que não sabia das fraudes praticadas por Daniel Vorcaro. “Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação”, completou.

“Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados”, disse.

ACM conclui afirmando que está tranquilo com as informações divulgadas. O político ainda criticou a notícia afirmando que houve um “vazamento seletivo e fragmentado de um documento que condensa informações protegidas por sigilo bancário”.

Veja a nota completa

“No final do ano de 2022, quando não mais exercia qualquer cargo público, constituí a empresa A&M Consultoria LTDA. A partir de então, prestei serviços a alguns clientes, dentre eles o Banco Master e a REAG. Isto sempre ocorreu com contratos formais, com o devido recolhimento de impostos e trabalhos de consultoria efetivamente executados, notadamente relacionados à análise da agenda político-econômica nacional, e materializados em diversas reuniões com o corpo técnico e jurídico dos contratantes.

Importante destacar que, no período do contrato, não existia nada que desabonasse as empresas citadas, sendo ambas atuantes em segmento empresarial rigidamente regulado. Os serviços por mim prestados não envolveram qualquer tipo de irregularidade e não têm correlação com os temas que se noticia estarem sob investigação.

Os honorários recebidos, os rendimentos declarados e os dividendos distribuídos são inteiramente compatíveis e congruentes, uma vez que, no mesmo período, foram prestados serviços de consultoria também a outros clientes. Vale frisar que tão logo cessou a prestação dos serviços, os contratos e pagamentos foram finalizados.

Estou totalmente seguro em relação a estes fatos, haja vista não existir nada de errado. De todo modo, não posso deixar de registrar o estranhamento que causa o vazamento seletivo e fragmentado de um documento que condensa informações protegidas por sigilo bancário e fiscal, ao qual não tive acesso e estou tendo notícia da existência pela imprensa, razão pela qual sequer posso fazer algum juízo acerca da conformidade e legalidade desse documento.

*bahia.ba
Foto: Jorge Jesus/arquivo bahia.ba


Encontro ocorrerá dentro do horário regular de visitas

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta terça-feira (10), o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita do assessor sênior do governo Donald Trump, Darren Beattie, na prisão.

Bolsonaro está preso na Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente precisa de uma autorização de Moraes, relator do processo que levou Bolsonaro à cadeia, para receber visitas. 

No requerimento entregue a Moraes, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita do norte-americano fosse autorizada no dia 16 de março, uma segunda-feira, ou no dia 17, uma terça-feira. No entanto, o ministro do STF marcou o encontro para o dia 18 de março, uma quarta-feira, das 8h às 10h. Geralmente, as visitas ao ex-presidente são agendadas para quartas e sábados.

Na decisão, Moraes diz que não há previsão legal para mudar o dia de visitação, “uma vez que os visitantes devem ser adequar ao regime legal do estabelecimento prisional e não o contrário, no sentido de resguardar a organização administrativa e a segurança”.

O ministro também autorizou que Bettie esteja acompanhado do intérprete, que deverá ser previamente informado.

Informações Bahia.ba


Senador afirmou que o presidente do Brasil não consegue “conviver com quem pensa diferente dele”

Senador Flávio Bolsonaro Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Nesta terça-feira (10), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula a Silva (PT) de não comparecer à posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. Para o parlamentar, que é pré-candidato à Presidência, o petista “não consegue conviver com quem pensa diferente”, mas a ausência de Lula não será sentida.

Flávio deu a declaração durante entrevista à TV Band. O senador foi questionado sobre a decisão de Lula ser motivada pela presença do parlamentar na posse.

– Eu lamento que a essa altura do campeonato, o Lula ainda não consiga conviver com quem pensa diferente dele. Você vê que ele transborda intolerância, transborda o ódio até – apontou.

E completou.

– Um presidente da República convidado por outro presidente eleito, poderia sem problema nenhum vir pra cá. Mas o Brasil também não perde nada com a ausência dele, já que ele prefere se aproximar de países em que grupos terroristas dominam (…) Certamente ele não se sentiria muito à vontade no Chile – afirmou.

Informações Revista Oeste


A jornalista Malu Gaspar comentou, nesta segunda-feira (9), uma notícia trazida pela também jornalista Andreéia Sadi, do Grupo Globo, de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam defendendo ajustes na Polícia Federal (PF) em meio à atuação da corporação em investigações recentes, cujas informações têm respingado em magistrados da Corte como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Em seu comentário, feito durante o programa Estudio i, da GloboNews, Malu lembrou que, na época em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi impedido pelo próprio STF de fazer mudanças na cúpula da corporação, a acusação contra ele era de “golpismo”, e questionou como então deveria ser chamada a postura dos ministros da Suprema Corte atualmente.

Em seu comentário, feito durante o programa Estudio i, da GloboNews, Malu lembrou que, na época em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi impedido pelo próprio STF de fazer mudanças na cúpula da corporação, a acusação contra ele era de “golpismo”, e questionou como então deveria ser chamada a postura dos ministros da Suprema Corte atualmente.

– Quando Bolsonaro queria mandar na Polícia Federal era “golpismo”. Agora [que] o Supremo quer mandar na Polícia Federal, chama como? – enfatizou a jornalista.

Malu disse ainda que a atitude do Supremo denota que a Corte “não está contente com o avanço do trabalho correto” que a PF está fazendo e que o objetivo do STF em interferir na Polícia Federal é “pairar acima de tudo e de todos”.

*Pleno.News

Foto: Reprodução/GloboNews


O senador Otto Alencar (PSD-BA) reagiu, nesta terça-feira (10), à apresentação da PEC para o fim da reeleição apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a Proposta de Emenda à Constituição sobre o fim da reeleição já foi aprovada na CCJ do Senado Federal.

A proposta apresentada por Flávio foi protocolada na Casa Alta do Congresso Nacional na última segunda-feira (2). No entanto, a proposta aprovada foi a apresentada pelo senador Jorge Kajuru (PSB-SP), que aborda o mesmo assunto do fim da reeleição para prefeitos, governadores e presidente.

“Se realmente o Congresso Nacional quiser fazer uma coisa boa pelo Brasil, acabe com a reeleição de dois em dois anos e coloque eleições gerais com mandatos para cinco anos. Já aprovamos na CCJ, mas o Davi [Alcolumbre, presidente do Senado] não colocou em pauta ainda. Se continuar dessa forma, com eleição de dois em dois anos, a nossa democracia vai acabar”, disse ele.

O processo de reeleição no Brasil foi instituído em 1997, com a Proposta de Emenda à Constituição nº 16/1997, tendo Fernando Henrique Cardoso como o primeiro presidente reeleito. Na proposta de Flávio, o presidenciável justifica que, desde que foi instituída a reeleição, os presidentes têm agido em “ciclo permanente de campanha”, ampliando pautas eleitoreiras e postergando medidas impopulares.

Para Alencar, desde então, o Brasil passou por diversas crises, como a prisão dos ex-presidentes Fernando Collor, Michel Temer, Lula (a qual definiu como uma inquisição) e de Jair Bolsonaro. Conforme o senador, todas as crises políticas do Brasil foram causadas pela reeleição.

“Para uma democracia que tem pouco mais de 25 anos passar por tanta crise, a culpa não é do povo, é da reeleição. Tem que acabar com a reeleição para presidente da República, governador e prefeito. Agora o Flávio Bolsonaro pegou essa ‘ponga’ do meu projeto e está complementando. Dificilmente um Bolsonaro tem razão, mas, nesse caso, ele tem”, concluiu Otto.

*bahia.ba
Foto: Daniel Serrano / bahia.ba


Requerimento reúne 35 assinaturas e prevê apuração de possíveis relações entre ministros do STF e o empresário Daniel Vorcaro

Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta segunda-feira, 9, o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis conexões entre ex-dono Banco Master, Daniel Vorcaro, e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O pedido foi apresentado com 35 assinaturas, número superior ao mínimo de 27 apoios exigidos para a instalação de uma CPI. A lista de signatários é composta majoritariamente por parlamentares de partidos de centro, direita e oposição ao governo, sem a adesão de senadores de partidos de esquerda.

Preso, o banqueiro Daniel Vorcaro foi levado para penitenciária em Brasília | Foto: Divulgação/Secretaria da Administração Penitenciária
Preso, o banqueiro Daniel Vorcaro foi levado para Penitenciária em Brasília | Foto: Divulgação/Secretaria da Administração Penitenciária

No requerimento, Vieira afirmou que as investigações envolvendo o Banco Master levantaram dúvidas sobre eventuais vínculos entre o empresário e integrantes da mais alta Corte do país. Para o senador, o Congresso Nacional precisa apurar de forma transparente os fatos diante da repercussão institucional do caso.

“O caso Master revelou ao país uma complexa teia de irregularidades financeiras, cujos desdobramentos investigativos alcançaram o coração do Poder Judiciário nacional, gerando questionamentos de enorme gravidade sobre conduta de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que merecem — e exigem — a atenção investigativa do Parlamento”, afirmou Vieira no documento.

A proposta de CPI prevê investigar “eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra natureza” entre Vorcaro e os ministros do STF, além de possíveis impactos dessas relações sobre decisões e atos praticados no exercício das funções institucionais.

Supostas relações de ministros no caso Master

Entre os pontos citados no requerimento está a participação do ministro Dias Toffoli em empreendimento turístico ligado ao grupo empresarial de Vorcaro, o Tayayá Resort, no interior do Paraná. Segundo Vieira, a relação envolvendo o empreendimento levanta questionamentos que justificam uma investigação parlamentar para esclarecer eventuais vínculos entre o magistrado e o empresário investigado.

O documento também menciona contrato de honorários firmado com a advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com o requerimento, o contrato previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões a partir de janeiro de 2024 e poderia alcançar R$ 129 milhões até 2027. Para o senador, a existência desse acordo suscita dúvidas sobre possíveis conexões entre o grupo econômico investigado e a atuação do magistrado.

Ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em sessão plenária do STF — Brasília (DF), 4/3/2026 | Foto: Victor Piemonte/STF

Encontros de Vorcaro

Outro trecho do pedido cita mensagens atribuídas a Vorcaro, nas quais o empresário relata encontros com Alexandre de Moraes. Para o senador, o conteúdo reforçou a necessidade de esclarecimentos públicos sobre a natureza dessas interações.

“O Senado Federal tem o dever de investigar, de esclarecer e de oferecer ao povo brasileiro a transparência que a crise institucional exige”, afirmou Vieira.

Com o pedido de abertura da CPI protocolado, caberá ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliar a leitura do pedido em plenário e a eventual instalação da comissão parlamentar de inquérito.

Veja os senadores apoiadores:

  1. Alessandro Vieira (MDB-SE)
  2. Astronauta Marcos Pontes (PL-SP);
  3. Eduardo Girão (NOVO-CE);
  4. Magno Malta (PL-ES);
  5. Luis Carlos Heinze (PP-RS);
  6. Sergio Moro (UNIÃO-PR);
  7. Esperidião Amin (PP-SC);
  8. Carlos Portinho (PL-RJ);
  9. Styvenson Valentim (PSDB-RN);
  10. Marcio Bittar (PL-AC);
  11. Plínio Valério (PSDB-AM);
  12. Jaime Bagattoli (PL-RO);
  13. Oriovisto Guimarães (PSDB-PR);
  14. Damares Alves (REPUBLICANOS-DF);
  15. Cleitinho (REPUBLICANOS-MG);
  16. Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS);
  17. Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
  18. Jorge Kajuru (PSB-GO);
  19. Margareth Buzetti (PP-MT);
  20. Alan Rick (REPUBLICANOS-AC);
  21. Wilder Morais (PL-GO);
  22. Izalci Lucas (PL-DF);
  23. Mara Gabrilli (PSD-SP);
  24. Marcos do Val (PODEMOS-ES);
  25. Rogério Marinho (PL-RN);
  26. Flávio Arns (PSB-PR);
  27. Laércio Oliveira (PP-SE);
  28. Dr. Hiran (PP-RR);
  29. Flávio Bolsonaro (PL-RJ);
  30. Nelsinho Trad (PSD-MS);
  31. Marcos Rogério (PL-RO);
  32. Wellington Fagundes (PL-MT);
  33. Carlos Viana (PODEMOS-MG);
  34. Efraim Filho (UNIÃO-PB); e
  35. Tereza Cristina (PP-MS).

Informações Revista Oeste