O pré-candidato à Presidência afirma que o contato com o banqueiro ocorreu exclusivamente por causa da produção de um filme sobre Bolsonaro

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Flávio vai devolver investimento de Vorcaro no filme sobre Bolsonaro | Foto: | Foto: Reprodução/TV Senado 

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro(PL-RJ) confirmou nesta terça-feira ter ido à casa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, depois que o empresário passou para a prisão domiciliar. O senador disse que o encontro ocorreu em São Paulo, com o objetivo de encerrar as tratativas relacionadas ao investimento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu estive com ele depois desse evento, quando passou a usar monitoramento eletrônico e não podia sair da cidade de São Paulo”, explicou. “Fui ao encontro dele para colocar um ponto final nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria ido atrás de outro investidor muito antes e o filme não correria risco.”

Durante conversa com jornalistas depois de reunião com parlamentares do PL, Flávio afirmou que o vínculo com Vorcaro ocorreu exclusivamente em razão da produção cinematográfica sobre o pai. 

Aproximação de Flávio e Vorcaro

Segundo Flávio, a aproximação com Vorcaro começou ainda no fim de 2024, quando buscava investidores para viabilizar o filme Dark Horse, produzido nos Estados Unidos.

“Ainda no fim de 2024, em um jantar com um amigo, eu comentava sobre a dificuldade de conseguir investidores aqui no Brasil”, explicou. “As pessoas tinham medo de colocar o CPF, de colocar a empresa em um simples empreendimento cultural, que é um filme em homenagem ao melhor presidente da República que este país já teve. Foi por essa razão que optamos por fazer esse filme fora do Brasil. É um filme americano.”

Flávio afirmou que Vorcaro foi apresentado por um conhecido e que, naquele momento, o empresário transitava em diferentes círculos de poder em Brasília.

“Esse amigo me apresentou esse investidor, que é o Vorcaro”, disse. “Na época, ele era uma pessoa que circulava em todas as rodas aqui em Brasília, ia a eventos com ministros do Supremo, alta roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão. Portanto, era alguém acima de qualquer suspeita”, disse.”

O senador relatou, no entanto, que os pagamentos ligados ao investimento teriam deixado de ser feitos meses depois. Segundo ele, a última parcela foi paga em maio de 2025: “Foi a última vez que ele honrou os pagamentos”.

De acordo com Flávio, houve tentativas de cobrança e busca de uma definição sobre a continuidade do aporte financeiro para evitar a paralisação do projeto.

“Como as pessoas envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno, eu tentava cobrá-lo para obter alguma posição”, relatou. “No fim de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma palavra final sobre o que iria acontecer, porque o filme já estava em grande risco.”

O pré-candidato à Presidência ainda explicou que sua ida à casa de Vorcaro ocorreu para “botar um ponto final”.

Informações Revista Oeste


Filme sobre a vida de Jair Bolsonaro tem lançamento previsto para setembro

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Caso será distribuído e analisado pelo tribunal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O grupo Prerrogativas, formado por advogados aliados do presidente Lula, e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 19, um pedido de investigação de repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é do jornal O Globo.

Eles também querem que a Corte impeça a exibição do filme antes das eleições para supostamente não impactar o pleito no qual Lula deve disputar a reeleição e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o principal opositor. Para embasar o pedido, eles citam uma decisão do próprio TSE, de 2022, quando os ministros censuraram previamente um documentário da Brasil Paralelo sobre a facada em Bolsonaro.

O longa-metragem, que recebeu R$ 61 milhões do Master, tem lançamento previsto para setembro, um mês antes das eleições presidenciais. Para os aliados de Lula, o filme poderia funcionar como “peça de comunicação política de enorme impacto”, além de representar suposta propaganda eleitoral velada, custeada por “recursos milionários cuja origem é considerada suspeita”.

Segundo a petição, “o conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral”, afirma o documento, conforme O Globo.

A petição também solicita que o caso seja comunicado à Polícia Federal, ao Banco Central, à Receita Federal, ao Ministério da Justiça e ao Coaf para apuração de supostos crimes. Eles citam lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiário final, fraude cambial, falsidade documental, crimes financeiros e organização criminosa.

Precedentes do TSE: censura a documentário sobre Bolsonaro

Os petistas fundamentaram o pedido em uma decisão do próprio TSE de 2022, quando o tribunal suspendeu o lançamento do documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, da produtora Brasil Paralelo, durante o período eleitoral.

A obra em questão seria exibida em 24 de outubro de 2022, seis dias antes do segundo turno, mas teve a divulgação interrompida e só foi ao ar depois da vitória de Lula. Segundo TSE, a censura prévia era justificada pela suposta ameaça ao pleito.

“A aplicação do precedente ao caso ‘Dark Horse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirmaram os petistas, segundo O Globo.

Os detalhes do roteiro e da pós-produção de Dark Horse não foram integralmente divulgados, mas o filme vai destacar o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, com cenas já gravadas em São Paulo e o ator Jim Caviezel a encenar o episódio.

Lula, durante desfile da Acadêmicos de Niterói - 15/02/2026 | Foto: Reprodução/TV Globo/X
Lula, durante desfile da Acadêmicos de Niterói – 15/2/2026 | Foto: Reprodução/TV Globo/X

A ação será distribuída para um dos ministros do TSE, atualmente presidido por Nunes Marques. Em fevereiro, o TSE negou liminares dos partidos Novo e Missão para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, classificado como propaganda antecipada pela oposição. O desfile exaltou o presidente. A escola ficou em último lugar e foi rebaixada. O samba-enredo fazia referência a um jingle de campanha de Lula, e componentes usaram fantasia com estrela vermelha, marca do PT. O PL pediu investigação do financiamento do desfile, mas o caso foi arquivado.

Informações Revista Oeste


MP 1334/26 prevê aumento de 5,4% e eleva valor para R$ 5.130,63 na jornada de 40 horas

Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados

O Congresso Nacional analisa nesta terça-feira (19) a Medida Provisória (MP) 1334/26, que trata sobre o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica em todo o Brasil. A proposta está em discussão na comissão mista responsável pela matéria.

A MP prevê um reajuste de 5,4% no piso nacional dos professores. Com isso, o salário passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, levando em conta uma jornada de 40 horas semanais.

O texto prevê uma atualização anual do piso salarial dos professores da educação básica, levando em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A MP também estabelece que o reajuste não pode ser inferior à inflação do período.

A discussão e votação da matéria estão previstas para quarta-feira (20). A medida provisória perde a validade em 1º de junho caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Informações Bahia.ba


Pesquisa Datafolha mostra que 70% dos brasileiros enxergam mais confronto do que colaboração na relação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso. Levantamento também aponta alta rejeição ao desempenho de deputados e senadores

 Foto: Getty

A relação entre o governo Lula (PT) e o Congresso Nacional é vista por 70% da população como de mais confronto do que colaboração, segundo nova pesquisa Datafolha.

Outros 20% veem mais cooperação do que embate, enquanto 2% afirmam não ver nem um, nem outro, e 8%, que não sabem.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça-feira (12) e quarta-feira (13), e foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026.

A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.

A opinião do eleitorado parece refletir a série de embates entre Executivo e Legislativo ocorridos no atual mandato de Lula. Eles chegaram ao ápice no fim de abril, com a histórica rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Desde 2023, o Congresso impôs uma série de reveses ao governo. Naquele ano, por exemplo, retirou competências das pastas de Meio Ambiente e Povos Indígenas.

Em 2024, os parlamentares derrubaram vetos às chamadas saidinhas de presos e ao “PL do Veneno”, sobre agrotóxicos. Em 2025, impediram mudanças nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), na primeira reversão de um decreto presidencial desde o governo Collor, e barraram também medida provisória que aumentava os impostos. O governo e o PT reagiram com críticas nas redes com o mote “Congresso Inimigo do Povo”.

Neste ano, além de barrar Messias, o Senado derrubou o veto de Lula à redução de penas a acusados por atos golpistas.

Por outro lado, Lula conseguiu ver aprovadas no Legislativo a reforma tributária e a isenção e Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e fez acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, considerada estratégica para a campanha do petista.

Entre quem acha que há mais confronto do que colaboração entre o governo e o Congresso, 89% dizem que isso é negativo para o Brasil, e 10% consideram positivo. No grupo minoritário, que vê colaboração, 58% dizem que a relação Lula-Congresso é positiva, e 38% descrevem a parceria como negativa para o país.

Neste momento, o petista mantém proximidade com Motta e tenta superar o desgaste com o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após o veto à indicação de Messias.

O objetivo de Lula é fazer avançar propostas como o fim da escala 6×1, que deve ser votada ainda neste mês na Câmara. No Senado, a ideia é aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, parada no momento.

AVALIAÇÃO DO CONGRESSO

O levantamento também mostra o Legislativo em baixa perante a população. O desempenho de deputados federais e senadores é considerado ruim ou péssimo por 37% dos entrevistados, e bom ou ótimo por 15%. A maior parcela, 43%, diz que o Congresso é regular.

A situação é pior do que a medida em dezembro do ano passado, mas se manteve estável em relação ao último levantamento, no início de março. Naquele momento, 39% consideravam o Legislativo brasileiro ruim ou péssimo, 14% o viam como ótimo ou bom e 42% o classificavam como regular.

A insatisfação com a Câmara e o Senado não sofre mudança significativa a depender do olhar bolsonarista ou petista. Entre os que se classificam da primeira forma, 15% consideram o trabalho bom ou ótimo, 43% o veem como regular e 37% como ruim ou péssimo. A divisão entre os petistas é de 17%, 40% e 37%, respectivamente.

Brasileiros de renda intermediária e mais instruídos estão mais descontentes com o Congresso em comparação aos mais pobres e menos instruídos.

Considerando diferentes estratos sociais, a avaliação positiva do Congresso chega a 21% entre empresários e pessoas com ensino fundamental completo. A avaliação negativa varia para 47% entre funcionários públicos, 43% entre quem tem mais de 60 anos, 34% entre mulheres e 31% entre evangélicos.

O descontentamento do brasileiro com os deputados e senadores ganhou novos contornos com o acirramento da crise do Banco Master, cujos desdobramentos atingiram recentemente dois senadores -o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

Flávio admitiu ter mantido contato com Daniel Vorcaro, dono do banco, ao longo de 2025 para tratar do financiamento a um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), enquanto Ciro é suspeito de ter recebido R$ 300 mil mensais do Master para defender interesses do banco, o que ele nega.

Apesar da dimensão do escândalo, Alcolumbre enterrou a proposta de criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master no mês passado, em acordo com a oposição em troca de pautar a derrubada do veto de Lula à lei que reduz penas de condenados por golpismo. A instalação da comissão ainda é defendida, contudo, por petistas e bolsonaristas nas redes.

No fim de abril, o duplo revés de Lula com Messias e Dosimetria levou a esquerda a ressuscitar o slogan “Congresso inimigo do povo”.

O Datafolha também apontou que, aos três anos e quatro meses de mandato, 39% avaliam que o presidente Lula está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular.

Fonte: Notícias ao Minuto


Editoriais do Estadão e de O Globo acusam o Planalto de usar manobras fiscais e subsídios com o único objetivo de comprar apoio político

Lula Novo Desenrola Brasil
Lula, durante lançamento do novo ‘Desenrola’ – 04/05/2026 | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Dois dos principais jornais do país publicaram duras críticas à política econômica do governo federal nesta segunda-feira, 18. Os editoriais de O Estado de S. Paulo e de O Globo condenaram o pacote de bondades lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As publicações revelam que o Planalto gasta sem freios para tentar recuperar a popularidade e garantir a reeleição.

O levantamento do banco BTG Pactual mostra que as dez medidas colocadas em prática nos últimos dois anos já custam R$ 140 bilhões aos cofres públicos. Os jornais ressaltam que o preço desse movimento será o avanço da inflação e a manutenção da taxa de juros em patamares estratosféricos. Para a mídia, o governo cria uma herança maldita que vai punir justamente os eleitores mais pobres no futuro próximo.

Dribles na Lei de Responsabilidade Fiscal

Estadão destacou o perigo do uso repetido de manobras parafiscais pelo governo lulopetista. Esse mecanismo injeta dinheiro na economia por meio de fundos, bancos públicos e estatais, sem precisar do aval do Congresso Nacional nem de espaço no Orçamento Geral da União. O jornal paulista classificou a estratégia como “demagogia” e citou como exemplos o novo Desenrola e as linhas de crédito Move Brasil, gerida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O Globo acusou o Palácio do Planalto de tentar burlar deliberadamente a Lei de Responsabilidade Fiscal. O veículo carioca criticou a tentativa de usar o dinheiro extra da venda do petróleo brasileiro, inflacionado pela guerra no Oriente Médio, para cobrir os rombos abertos por subsídios aos combustíveis. O texto defende a ideia de que essa receita inesperada deveria servir para abater o estoque da dívida pública, e não para financiar programas eleitoreiros.

Foco na classe média e subsídios injustos

O público-alvo dos benefícios também foi objeto de contestação nos dois textos. O governo ampliou o Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 13 mil e extinguiu a chamada “taxa das blusinhas”, sobre importações de até US$ 50. Os editoriais concordam que essas decisões miram especificamente na classe média, faixa do eleitorado em que a aprovação do presidente sofreu quedas consecutivas nas pesquisas.

O jornal carioca considerou a ajuda de R$ 0,89 por litro na gasolina uma medida injusta por beneficiar ricos e pobres sem distinção. A publicação lembrou ainda que o plano de subsidiar veículos para taxistas e motoristas de aplicativo imita os mesmos auxílios lançados por Jair Bolsonaro às vésperas do pleito anterior. Os jornais concluem que a fatura do crescimento artificial da economia vai chegar na forma de endividamento crônico e carestia de alimentos.

Informações Revista Oeste


Conselho teria ocorrido em um encontro no Palácio do Planalto

Lula e Daniel Vorcaro Fotos: PR/Ricardo Stuckert | Márcio Gustavo Vasconcelos /CC0 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aconselhou o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master para o BTG Pactual. O conselho ocorreu em reunião no dia 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, conforme revelou reportagem do UOL.

A conversa contou com a participação de três ministros de Estado e de outros executivos do banco. Detalhes do encontro constam em um documento que foi apreendido pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes na instituição.

Os arquivos mostram que, em abril de 2025, Vorcaro discutiu o tema com o sócio Augusto Lima. O plano deles consistia em vender o Banco Master para o BTG pelo valor simbólico de R$ 1. Nas mensagens, o empresário pediu sigilo total sobre o negócio.

— Irmão, pelo amor de Deus, não passe isso para ninguém — pediu Vorcaro.

Augusto Lima concordou com a orientação do banqueiro.

— Lógico, irmão. Tá doido — respondeu o sócio.

Antes disso, o Master foi oferecido ao BRB, banco estatal do Distrito Federal. A transação falhou por problemas em carteiras de crédito. O negócio acabou vetado pelo Banco Central em setembro de 2025, e o órgão liquidou o Master dois meses depois, em novembro.

Em abril do mesmo ano, Vorcaro e Lima se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em Brasília, mas a venda ao BTG não avançou. Na ocasião, Vorcaro questionou o presidente se deveria vender a empresa ou continuar no mercado de crédito.

— O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente — perguntou Vorcaro a Lula.

Segundo o site Poder360, Lula se animou com o plano de Vorcaro de reduzir a grande concentração bancária. Participaram da reunião os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Alexandre Silveira, de Minas e Energia, além de Galípolo, que assumiria o Banco Central depois.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega também esteve presente no Planalto, atuando como consultor do Banco Master. Após a reunião, Vorcaro enviou mensagens para a namorada celebrando o encontro com o presidente e os ministros, classificando a agenda como ótima.

Informações Pleno News


Pesquisa, que coloca petista com 40,2% das intenções de voto, ocorreu antes da divulgação de áudios entre o senador e Daniel Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula da Silva: novo cenário para 2026 | Foto: Montagem/Oeste
O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula da Silva | Foto: Montagem/Oeste

Um levantamento da Vox Brasil divulgado nesta sexta-feira, 15, mostra que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato ao Planalto, lidera as intenções de voto em um eventual segundo turno presidencial, com 43,8%. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 40,2% nesse cenário.

A agência informou que a coleta dos dados ocorreu antes do surgimento do caso que envolve o áudio de Flávio Bolsonaro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Além da disputa entre o senador e Lula, a pesquisa considerou outros possíveis confrontos de segundo turno. Entre eles, o petista enfrentou Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Renan Santos (Missão-SP). O levantamento ocorreu entre os dias 9 e 12 de maio.

No cenário contra Zema, Lula aparece com 43,1% das intenções de voto, ante 34,3% do ex-governador mineiro. Já em uma eventual disputa contra Caiado, o presidente registra 42,9%, enquanto o ex-governador de Goiás soma 32,5%. Contra Renan Santos, Lula alcança 44,4%, e o integrante do Missão obtém 26,2%.

Mais cenários, rejeição dos candidatos e metodologia 

modelo de urna eletrônica - eleições suplementares - direita x esquerda
Modelo de urna eletrônica usada no sistema eleitoral brasileiro | Foto: Reprodução/TSE 

Nos cenários de primeiro turno analisados, Lula apresenta índices de intenção de voto que variam de 34,3% a 35,1%. Já Flávio Bolsonaro varia de 36,5% a 37,8%. 

A pesquisa ouviu 2,1 mil pessoas e apresenta margem de erro de 2,15 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo tem financiamento próprio, registro no TSE sob o número BR-02423/2026 e custou R$ 50 mil.

Em relação à rejeição dos candidatos, 54,1% dos eleitores afirmaram rejeitar Lula, enquanto Flávio Bolsonaro somou 39,3% no quesito. 

O levantamento também avaliou a aprovação do governo Lula, com declaração de desaprovação por 51,5% dos entrevistados e de aprovação por 45,1%; 3,4% não souberam opinar.

Informações Revista Oeste


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu nesta sexta-feira (15) às críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) sobre as negociações envolvendo recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Antes de embarcar de Brasília para o Rio de Janeiro, Flávio afirmou que Zema “foi precipitado” ao condená-lo publicamente e disse que esperava ao menos o “benefício da dúvida”. Segundo o parlamentar, ele tentou contato com Zema após as declarações do mineiro.

– Acho que ele foi precipitado, eu acho que eu merecia, pelo menos, da parte dele, já que nós conversamos, o benefício da dúvida, pelo menos. E após as minhas declarações, após os meus esclarecimentos, todo mundo com quem eu conversei diz que ficou bastante claro que não houve nada de errado, portanto, eu acho que ele se equivocou em se antecipar e pré-condenar. Ele se equivocou, jamais faria isso com ele – disse.

Na última quarta (13), mesmo dia em que o site Intercept Brasil divulgou o conteúdo de conversas entre Flávio e Vorcaro, Zema classificou como “imperdoável” e “um tapa na cara da sociedade” o fato de o senador ter cobrado recursos do banqueiro.

Em contraste, Flávio elogiou a postura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), também pré-candidato ao Planalto, dizendo que o o político adotou uma posição mais respeitosa diante da crise.

Flávio nega qualquer irregularidade na relação com Vorcaro e sustenta que os recursos correspondem a patrocínio privado para uma obra privada, sem uso de dinheiro público ou vantagem pessoal. O senador também sustenta que os valores foram direcionados a um fundo de investimento sediado nos Estados Unidos e fiscalizado por autoridades americanas.

*Pleno.News
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado


Segundo levantamento divulgado pelo Poder360 nesta quinta-feira, a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 54% dos entrevistados. Outros 40% afirmaram aprovar a atual gestão federal.

A pesquisa, realizada pelo instituto Gerp, também aponta que 47% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a administração como boa ou ótima. Já 19% consideram a gestão regular.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre os dias 8 e 12 de maio de 2026, em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03369/2026.

Fonte: Poder360

Pai de Daniel Vorcaro é preso
14 de Maio de 2026

Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado ‘A turma’

Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Investigações sobre fraudes financeiras resultaram na prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira, 14, em Belo Horizonte. A detenção foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sete mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo integrantes do grupo intitulado “A turma”.

De acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Henrique Vorcaro, que exerceu a presidência da Multipar, é suspeito de envolvimento em transações que somaram R$ 1 bilhão no período de 2020 a 2025. As movimentações financeiras teriam sido realizadas para ocultar ativos e dificultar o rastreamento do patrimônio.

Detalhes das movimentações suspeitas de Henrique Vorcaro

O Coaf detalhou que a Multipar concentrou operações de mais de R$ 1 bilhão exclusivamente entre contas relacionadas ao ex-dono do Banco Master. Desde o início da apuração, a participação do pai de Daniel Vorcaro nas irregularidades já era alvo de suspeitas, com indícios que apontavam para tentativas de esconder bens.

Informações Revista Oeste