O líder da oposição venezuelana, Leopoldo López, criticou duramente o processo eleitoral que está ocorrendo na Venezuela, afirmando que não pode ser chamado de “eleição” devido à falta de transparência e justiça. López, que vive exilado entre Madri e Washington, destacou que as recentes ações do regime de Nicolás Maduro, incluindo a inabilitação de candidatos opositores, comprometem gravemente a legitimidade do processo.
Em uma conversa com a Folha por telefone, López ressaltou que as violações dos acordos estabelecidos em Barbados, que visavam a realização de eleições livres, colocam em evidência a manipulação do regime para manter o controle do poder. Ele enfatizou que as restrições impostas aos principais candidatos opositores são uma clara violação desses acordos e minam qualquer possibilidade de um processo eleitoral justo.
Além disso, López criticou as declarações do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a situação na Venezuela, argumentando que minimizam o sofrimento do povo venezuelano e ignoram a gravidade da crise humanitária no país. Ele também condenou o tratamento desrespeitoso dado por Lula à líder opositora María Corina Machado.
López enfatizou a importância de a comunidade internacional estar atenta à situação na Venezuela e de não permitir que as instituições democráticas sejam subvertidas pelo regime autoritário de Maduro. Ele destacou a necessidade de apoio internacional para garantir a restauração da democracia no país e expressou confiança na capacidade do povo venezuelano de resistir e lutar por mudanças.
A fusão de uma empresa de mídia foi aprovada na sexta-feira, injetando quase R$ 15 bilhões na fortuna de Donald Trump e fornecendo-lhe uma potencial nova fonte de dinheiro para enfrentar seus problemas legais.
Após a conclusão da fusão, os acionistas da Digital World Acquisition Corporation terão participação no Grupo Trump Media & Technology, que será negociado no mercado de ações como DJT. O acordo trará mais de US$ 300 milhões para a Trump Media, praticamente esgotando seu caixa disponível, e garantirá a continuidade da Truth Social, sua principal plataforma de mídia digital.
Com base no preço das ações da Digital World (US$ 44 por papel, pouco antes do anúncio da votação), a Trump Media estreará com um valor de mercado de mais de US$ 5 bilhões. Isso eleva a participação pessoal de Trump para mais de US$ 3 bilhões, equivalente a R$ 14,9 bilhões na cotação atual.
As ações da Trump Media podem começar a ser negociadas sob o novo símbolo na próxima semana.
A aprovação da fusão chega em um momento crucial para Trump, que enfrenta um prazo para cobrir o valor de uma fiança num caso de fraude civil em Nova York. Ele está temporariamente proibido de vender suas ações ou usá-las como garantia para empréstimos. No entanto, ele pode solicitar ao conselho da empresa resultante da fusão uma renúncia a essa restrição.
A Trump Media afirmou, em comunicado prévio à votação, que a fusão possibilitará à Truth Social “melhorar e expandir a plataforma”.
Reeleito, o presidente russo advertiu sobre a Terceira Guerra Mundial caso a OTAN entre na Ucrânia
Putin falou pela primeira vez sobre a morte de seu principal crítico, Alexei Navalny, chamando-a de ‘evento triste’, ao divulgar que ia trocar o ativista por prisioneiros russos no Ocidente | Foto: Reprodução/@DailyLoud
Em seu discurso de vitória neste domingo, 18, depois de reeleito presidente da Rússia com 88% dos votos, Vladimir Putin disse que o país não será “intimidado”. Em tom ameaçador em relação ao Ocidente, o mandatário advertiu sobre a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial caso a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) entre na Ucrânia.
Ao garantir seu lugar na história como um dos líderes russos com mais tempo de serviço em mais de 200 anos, Putin agradeceu ao povo pelo “apoio e confiança” e reiterou a defesa da Rússia diante de ameaças de outros países, afirmando que suas principais tarefas como presidente seriam a guerra na Ucrânia e o fortalecimento militar.
“Não importa quem ou quanto eles queiram nos intimidar”, disse, “não importa quem ou quanto eles queiram nos suprimir, nossa vontade, nossa consciência – ninguém nunca conseguiu nada parecido na história. Não funcionou agora e não funcionará no futuro. Nunca”.
Sobre a perspectiva de um conflito em larga escala entre Moscou, a Otan e a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, Putin alertou que isso significaria colocar o mundo a um passo da Terceira Guerra Mundial e rapidamente destacou que ninguém gostaria de tal cenário.
Além de Putin, três candidatos brigavam pela vaga no Kremlin | Foto: Reprodução/Agência de notícias Sputnik
Putin fala sobre Navalny
Pela primeira vez, Putin falou sobre a morte de seu principal opositor, Alexei Navalny, divulgando que já tinha aprovado a troca do seu principal crítico por prisioneiros russos no Ocidente pouco antes da morte do ativista na prisão.
“Infelizmente, aconteceu o que aconteceu”, disse Putin. “Eu concordei sob uma condição: nós o trocamos, e ele não volta. Mas é a vida. Um evento triste.”
Ocidente critica eleições
A votação na Rússia desencadeou críticas em todo o mundo. Os Estados Unidos denunciaram o pleito como “obviamente não livre nem justo”.
Alegando que as críticas já eram “esperadas”, as reprovações ocidentais às eleições foram minimizadas por Putin durante seu discurso de vitória.
“O que vocês queriam, que eles nos aplaudissem?”, perguntou a seus apoiadores. “Eles estão lutando conosco em um conflito armado, o objetivo deles é conter nosso desenvolvimento. Claro que eles estão prontos para dizer qualquer coisa”.
O presidente russo, Vladimir Putin, está prestes a garantir seu quinto mandato e permanecer no comando do país até 2030, apesar do cenário desafiador que a Rússia enfrenta, especialmente devido ao conflito em curso com a Ucrânia desde 2022. No entanto, seu domínio contínuo pode ser marcado por um governo mais complexo devido ao enfraquecimento de sua liderança e às adversidades que o país enfrenta.
Desde que assumiu o poder em 2000, Putin tem sido uma figura central na política russa, levando parte da população a não conhecer outro presidente além dele. No entanto, essa familiaridade não se traduz necessariamente em apoio entusiástico, com uma parcela considerável da população russa expressando descontentamento com seu governo.
As eleições em andamento, iniciadas em 15 de março, visam garantir a permanência de Putin até 2030. Com uma reforma constitucional, ele poderá até mesmo concorrer novamente e estender seu mandato até 2036, quando terá 84 anos de idade. No entanto, alguns analistas argumentam que Putin está enfrentando desafios significativos, tanto em termos físicos – ele tem atualmente 71 anos – quanto em relação à opinião pública desfavorável.
Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper, destaca que Putin está liderando um governo que enfrenta não apenas desafios físicos, mas também uma crescente insatisfação pública devido à sua longa permanência no poder e às dificuldades enfrentadas pelo país, especialmente relacionadas à guerra com a Ucrânia.
Valdir Bezerra, mestre em relações internacionais, ressalta que estas eleições acontecem em um contexto sem precedentes, já que é a primeira vez que Putin inicia um novo mandato enquanto o país está em guerra. Isso cria incertezas sobre o futuro da Rússia, especialmente em relação ao término do conflito, o impacto na economia russa e as relações com outros países, incluindo a Europa e a Ucrânia.
Impactos na Rússia
A Rússia tem enfrentado desafios significativos devido às sanções ocidentais, embora não tão graves quanto inicialmente previsto. A guerra com a Ucrânia tem contribuído para prolongar o impasse e criar instabilidade na região. As promessas feitas por Putin durante a campanha eleitoral visam, em parte, minimizar as consequências desses desafios, mas também podem agravar o impasse no conflito.
A economia russa tem sido afetada pelas sanções, com problemas como a dificuldade de acesso ao país e a fuga de cérebros, levando à perda de mão de obra qualificada. A queda na venda de energia para a Europa também impactou negativamente o país. Além disso, a Rússia busca fortalecer suas relações com países do BRICS para evitar um isolamento diplomático por parte dos países ocidentais.
Em suma, o futuro da Rússia sob o próximo mandato de Putin permanece incerto, com desafios internos e externos que exigirão uma liderança forte e estratégica para enfrentá-los.
No sábado (16.mar.2024), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração incisiva, alertando que sua derrota nas eleições presidenciais de novembro poderia sinalizar o fim da democracia norte-americana. As informações foram divulgadas pela Reuters.
Durante um encontro com apoiadores em Dayton, no Estado de Ohio, Trump reiterou sua crença de que a vitória do atual líder do país, Joe Biden, foi resultado de fraude eleitoral, uma alegação que não foi corroborada por evidências. Ele enfatizou a importância de vencer as eleições deste ano, marcadas para 5 de novembro.
“Se não vencermos essa eleição, não creio que haverá outra neste país”, afirmou Trump durante o evento. Além disso, ele fez uma previsão sombria, sugerindo que uma derrota sua resultaria em um “banho de sangue” em todo o país.
Apesar de Biden e Trump ainda precisarem ser oficialmente confirmados por seus partidos como candidatos à Presidência, ambos já conquistaram o número mínimo de delegados necessário para vencer as prévias partidárias. Trump aproveitou o discurso para pedir o apoio de negros e hispânicos, destacando que essas comunidades desempenham um papel crucial no resultado das eleições.
O ex-presidente também criticou a política migratória de Biden, alegando, sem apresentar evidências, que imigrantes ilegais estavam prejudicando as comunidades afro-americanas e hispânicas ao “roubarem” empregos desses grupos populacionais nos Estados Unidos.
Sem presença de opositores, eleição presidencial do país está programada para 28 de julho
O ditador Nicolás Maduro confirmou: vai seguir no poder do regime socialista venezuelano | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
O ditador Nicolás Maduro confirmou, na tarde deste sábado, 16, que vai se candidatar para mais um mandato como presidente da Venezuela. O anúncio se deu por meio do Twitter/X oficial da Presidência do país sul-americano.
Por meio da rede social, afirmou-se que o ditador “aceitou” a indicação para ser novamente o representante do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) na disputa. Criticada por organismos internacionais pela ausência de lisura do processo e pela falta de candidatos de oposição, a eleição presidencial venezuelana está programada para 28 de julho.
“Tenho andado pelas ruas num lindo reencontro com o povo, viajando de ponta a ponta do nosso país”, disse Maduro, em trecho de seu discurso — já como candidato oficial à reeleição — que teve transmissão por parte do órgão de comunicação governamental. “Aonde quer que você vá, o que você encontra é um povo patriótico, cheio de heroísmo, mas, acima de tudo, cheio de esperança.”
Sucessor de Hugo Chávez (1954-2013) na ditadura socialista na qual a Venezuela se transformou nas últimas décadas, Maduro está no poder de forma ininterrupta desde 2013.
Eleição na Venezuela: com Nicolás Maduro, mas sem principais opositores
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e Lula em imagem de fevereiro de 2024 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
A convenção do PSUV para confirmar a candidatura do ditador Nicolás Maduro ocorre no momento em que a ausência de opositores na eleição é alvo de críticas por parte da comunidade internacional. Há, além disso, denúncias de perseguição política contra quem se posiciona de forma contrária ao regime socialista.
Depois de prometer realizar eleições livres, a ditadura venezuelana barrou a candidatura de María Corina Machado, principal nome de oposição. A União Europeia criticou a decisão, que foi tomada em fevereiro pelo Poder Judiciário local, que está sob controle dos socialistas.
Também no mês passado, o regime prendeu a militante opositora Rocío San Miguel. Advogada, ela recebeu acusações de “traição” e “terrorismo”. Situação que incomodou cinco países da América Latina, que assinaram nota em conjunto cobrando a libertação da ativista.
O Brasil, a saber, não fez parte dos signatários que criticaram a prisão de Rocío. Pelo contrário, aliás. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já recebeu Maduro no Brasil com direito a honras militares, ironizou a situação venezuelana. De acordo com o petista, os contrários ao ditador socialista precisariam “parar de chorar”.
Mudanças propostas pelo presidente do país podem melhorar significativamente a vida da população
Javier Milei quer desburocratizar a economia da Argentina | Foto: Agustin Marcarian/Reuters
Nesta quinta-feira, 14, o Senado da Argentina rejeitou o megadecreto de Javier Milei. Porém, o texto segue em vigor. Isso porque a proposta liberal do presidente da Argentina só deixará de valer caso também seja rechaçada na Câmara dos Deputados.
Depois de cinco horas de debate, saiu o resultado: 42 votos contra e 25 a favor da medida de Milei — e 4 abstenções. O governo tem apenas sete cadeiras no plenário, por isso não obteve apoio suficiente da “oposição dialoguista”.
O texto liberal rejeitado pelo Senado da Argentina é o chamado de DNU (Decreto de Necessidade e Urgência), que prevê uma radical desregulação da economia, revogando ou alterando mais de 300 leis. A reforma tem o objetivo de tornar a dinâmica econômica do país sul-americano mais eficiente, uma vez que prevê a diminuição da influência estatal no setor.
Megadecreto econômico de Milei prevê mais liberdade e menos Estado
As mudanças na estrutura econômica da Argentina anunciadas por Milei em rede nacional dez dias depois de sua posse representam um novo fôlego para o liberalismo no país, o que pode melhorar a vida das pessoas.
As propostas reduzem ou eliminam totalmente as regulações de áreas como planos de saúde, aluguéis, comércio e indústria. O megadecreto também incentiva o uso de outras moedas e abre caminho para a privatização das empresas estatais ao transformá-las em sociedades anônimas.
Milei quer diminuir a influência estatal na economia do país | Foto: Reprodução/Twitter/X
Outra mudança positiva de Milei é a implementação da chamada “política de céus abertos”, que possibilita a operacionalização de companhias aéreas estrangeiras no país. Há também a desregulamentação dos serviços de internet por satélite, o que deve favorecer empresas como a Starlink, de Elon Musk.
O presidente argentino trocou farpas com Victoria Villarruel, chefe do Senado. Victoria atendeu pedidos da ala kirchnerista. Na quarta-feira 13, Milei publicou um comunicado no qual expressou preocupação “pela decisão unilateral de alguns setores da classe política que pretendem avançar com uma agenda própria e sem consulta”.
De acordo com Milei, o objetivo desses setores é “obstruir as negociações e o diálogo entre os diferentes setores da liderança política”.
“A potencial rejeição do DNU levaria a um grave retrocesso nos direitos e necessidades do povo argentino, implicando, por exemplo, o retorno da Lei de Aluguéis, o retorno ao sistema rígido de planos de saúde sindicais e a anulação da política de céus abertos, dentre outros”. Javier Milei.
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Por fim, o presidente liberal diz: “Independentemente de qualquer resultado legislativo, o Poder Executivo reafirma seu compromisso inabalável com o déficit zero, deixando para trás as receitas fracassadas da ‘casta’ política e avançando decididamente em direção ao caminho da prosperidade e da grandeza da nação argentina”.
O advogado especial Robert Hur, encarregado da investigação sobre o presidente Joe Biden por suposto armazenamento inadequado de documentos confidenciais, prestou depoimento perante o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nesta terça-feira (12 de março de 2024). Hur, cujo relatório tornou-se público em fevereiro, não recomendou a acusação de Biden por crime devido aos “lapsos mentais” observados no presidente.
No início de 2023, Hur foi designado como advogado especial para investigar o caso dos documentos confidenciais encontrados na residência da família Biden, no estado de Delaware, e no escritório pessoal do presidente em Washington D.C.
Em outubro do mesmo ano, após uma entrevista de cinco horas, Hur indicou que o presidente tinha dificuldade em lembrar-se de algumas datas importantes, como sua posse como vice-presidente na administração de Barack Obama, a eleição de Trump e o falecimento de seu filho Beau Biden, em maio de 2015. Hur caracterizou Biden como um “homem idoso com lapsos de memória” em seu relatório final.
Durante a audiência desta terça-feira (12 de março), o advogado especial reafirmou as conclusões do relatório e afirmou que não há motivos para incriminar Biden. Quando questionado sobre a capacidade do presidente em exercer suas funções, Hur declarou que o relatório “não abordou essa questão”.
Segundo a CNN International, a campanha da chapa Biden-Harris está “otimista” após a audiência. Os legisladores democratas enfatizaram a ausência de acusações contra o presidente.
O índice de inflação ao consumidor de 13,2% registrado em fevereiro na Argentina, divulgado ontem, gerou reações divergentes no país. Por um lado, foi recebido com certo otimismo devido à evidente tendência de desaceleração, seguindo os 25,5% de dezembro e os 20,6% de janeiro. Por outro lado, houve o reconhecimento de que o nível ainda é alarmantemente alto e continua a impactar negativamente a renda da população.
“É verdade que esse número é uma tragédia, mas precisa ser interpretado dentro de um contexto”, afirmou o presidente Javier Milei em uma entrevista esta manhã na rádio Mitre. Ele acrescentou que o custo de vida é resultado da “catástrofe” causada pelos 20 anos de políticas populistas do kirchnerismo.
Segundo o jornal Clarín, Milei lembrou que a variação de fevereiro teve elementos extraordinários ou não-recorrentes , como a recomposição de preços congelados pelo governo anterior, pagamentos antecipados e alguma transferência estatística. “Esses três elementos somam 6 pontos percentuais. Estaríamos falando de uma inflação de um dígito, em torno de 7%”, calculou o presidente.
Mas o governo está tomando medidas para aliviar as atuais pressões. Ontem, foi autorizada a facilitação na importação de itens da cesta básica. Segundo Milei, a importação foi aberta porque os formadores de preço, agentes que têm uma posição mais concentrada, precificaram seus produtos com a hipótese de um dólar mais alto, perto de 2.500 pesos. Mas o câmbio paralelo (o “dólar blue”) se acomodou próximo de 1.00 pesos.
“Diante do cenário, eles começaram com as promoções, os preços ficaram caros em dólares e, consequentemente, dependendo a posição do mercado cambial, vamos abrir o mercado para que a concorrência possa entrar e acelerar o processo de desinflação”, disse na entrevista.
Mas mesmo com essa medidas, o próprio Milei alertou para a possibilidade de o IPC de março vir mais salgado que o esperado, por conta de uma “sazonalidade complicada”. Neste mês, vão exercer forte influência os reajustes das pensões.
O Bradesco BBI fez uma alerta semelhante em relatório, também citando o reajuste periódico das pensões como fator principal para uma projeção de inflação mensal maior em março. “Uma potencial desvalorização cambial adicional representa um risco fundamental para a dinâmica cíclica da inflação. Dito isto, esperamos que a trajetória da inflação comece a cair novamente a partir de maio, assumindo um ajuste fiscal bem-sucedido”, comentou o banco.
Já o Itaú prevê que a inflação mensal permaneça na casa dos dois dígitos até pelo menos o 2º trimestre de 2024, refletindo as correções feitas nos preços da energia, transporte e combustíveis, entre outros. “Nossa previsão de inflação para o final de 2024 é de 180%, com riscos de alta, apesar do resultado de fevereiro abaixo do esperado”, diz o banco em relatório.
Declaração foi dada na segunda-feira (11). O ataque ao Capitólio ocorreu em janeiro de 2021 e resultou em 5 mortes
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De acordo com uma reportagem do Metrópoles, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (11) que, caso seja eleito em novembro, um de seus primeiros atos será libertar os presos envolvidos no ataque contra o Capitólio do país, em 2021.
“Meus primeiros atos como seu próximo presidente serão fechar a fronteira e libertar os reféns de 6 de janeiro que foram presos injustamente”, publicou Donald Trump em sua rede social, a Truth Social.
O Metrópoles aponta que a declaração do republicano repercutiu entre os democratas como um “alerta”. Em comunicado, citado pela emissora NBC, a porta-voz da campanha de Joe Biden, Sarafina Chitika, disse que Trump “fará tudo para se manter no poder”, incluindo “desculpar e encorajar a violência política”.
“O povo americano não se esqueceu do violento ataque ao nosso Capitólio em 6 de janeiro — eles sabem que Trump é muito perigoso para ser deixado perto do Salão Oval [gabinete da Presidência] novamente, eles irão proteger a nossa democracia e manter Trump fora da Casa Branca em novembro”, completou.
Ainda segundo o Metrópoles, em outra ocasião, Donald Trump falou sobre o seu hipotético primeiro dia no cargo de presidente, caso seja eleito novamente. Ele garantiu que não atuaria como ditador, “exceto no primeiro dia”. Trump é o favorito à indicação do Partido Republicano para disputar o pleito. Pesquisas nacionais apontam uma vantagem de até cinco pontos sobre o atual presidente e candidato à reeleição, Joe Biden.