Fotos: Grosby Group/Reprodução/Instagram

O ex-promotor federal americano Elie Honig publicou um artigo intitulado “Trump foi condenado — mas os promotores distorceram a lei” na New York Magazine nesta sexta-feira, 31. No texto, Honig analisa que, apesar da condenação de Donald Trump ser justa do ponto de vista do júri, o processo apresentou várias falhas estruturais e legais.

Honig inicia mencionando sua experiência como promotor, ressaltando a importância de respeitar o veredito do júri: “O veredito do júri é sacrossanto. Se uma condenação é favorável, os promotores não comemoram, nem mesmo discretamente. E quando o veredito é desfavorável, não lamentamos. Qualquer reação emocional desrespeitaria o juiz, o júri e, principalmente, a pessoa cuja liberdade estava em jogo.”

Ele reconhece o esforço e a seriedade do júri que condenou Trump: “o júri de nova-iorquinos que considerou o ex-presidente Donald Trump culpado em todas as 34 acusações fez seu trabalho e o fez bem.” Honig destaca que o júri foi dedicado e atento durante as seis semanas de testemunhos, merecendo respeito por sua atuação.

No entanto, Honig argumenta que a condenação de Trump não elimina os problemas fundamentais do caso. Ele afirma que “uma vitória não justifica um caso mal fundamentado”. Critica a parcialidade do juiz, que fez uma doação de US$ 35 para uma organização política anti-Trump, e a postura do promotor Alvin Bragg, que fez campanha prometendo processar Trump.

“O juiz doou dinheiro — uma pequena quantia, US$ 35, mas em clara violação de uma regra que proíbe juízes de Nova York de fazer doações políticas de qualquer tipo. […] Bragg, bizarra e falsamente, se gabou na campanha, ‘É um fato que processei Trump mais de 100 vezes.’”

A principal crítica de Honig recai sobre a estrutura legal do caso: “as acusações contra Trump estendem os limites da lei e do devido processo. Isso não é culpa do júri. É culpa dos promotores que escolheram trazer o caso e do juiz que permitiu que ele se desenrolasse dessa maneira.” Ele aponta que as acusações de falsificação de registros comerciais, comuns em casos de fraude, foram infladas para se enquadrarem em um crime mais grave e contornar a prescrição.

Honig destaca a singularidade e a complexidade das acusações: “nenhum promotor estadual — em Nova York, ou Wyoming, ou qualquer lugar — jamais acusou leis eleitorais federais como um crime estadual direto ou subjacente, contra qualquer pessoa, por qualquer coisa. Nenhum. Nunca.” Ele explica que, para aumentar a gravidade das acusações de falsificação de registros comerciais, que por si só seriam apenas contravenções, os promotores alegaram que Trump cometeu esse crime com a intenção de cometer outro crime, sem especificar claramente quais eram esses crimes até o final do julgamento.

Honig conclui que o caso contra Trump foi construído de maneira artificial e pode ser revertido após apelação: “em certos aspectos chave, as acusações contra Trump não são apenas incomuns. Elas são sob medida, aparentemente criadas individualmente para o ex-presidente e para mais ninguém.”

Quem é Elie Honig

Elie Honig é um ex-promotor federal americano, conhecido por seu trabalho na Procuradoria do Distrito Sul de Nova York, onde lidou com casos de crime organizado. Além de seu trabalho como promotor, Honig é autor de livros sobre justiça criminal e comentarista em diversos veículos de mídia, incluindo a CNN. Ele também contribui regularmente para o New York Magazine e outros meios de comunicação, oferecendo análises detalhadas sobre temas legais e políticos.

Informações TBN


Candidata do atual presidente Andrés Manuel López Obrador obteve entre 58,3% e 60,7% dos votos

Foto mostra Claudia Sheinbaum acenando ao público durante comício
Claudia Sheinbaum deve ser a primeira mulher presidente do México | Foto: Fotos Públicas

No México, Claudia Sheinbaum, da coligação Sigamos Haciendo Historia (centro-esquerda), foi projetada como a nova presidente, de acordo com a contagem preliminar de votos divulgada pelo Instituto Nacional Eleitoral (INE) na madrugada desta segunda-feira, 3.

A candidata do atual presidente, Andrés Manuel López Obrador, obteve entre 58,3% e 60,7% dos votos. Em segundo lugar, ficou Xóchitl Gálvez, da coligação Fuerza y Corazón por México (centro), com 26,6% a 28,6% dos votos.

Se confirmada a projeção, Sheinbaum será a primeira mulher a governar o México. 

“Pela primeira vez em 200 anos de República, haverá uma mulher presidente e será transformador”, escreveu a presidente eleita em post no X/Twitter. “Obrigada a cada mexicano. Hoje demonstramos com o nosso voto que somos um povo democrático”, completou.

Em pronunciamento, o presidente López Obrador celebrou a vitória.

“Hoje é um dia de glória, porque o povo do México decidiu livre e democraticamente que Claudia Sheinbaum se tornaria a primeira mulher presidente em 200 anos de vida independente da nossa República. Parabéns a todos nós que temos a alegria de viver nestes tempos estelares de orgulho e transformação”, disse.

Quem é Claudia Sheinbaum

Nascida em 24 de junho de 1962 na Cidade do México, Claudia Sheinbaum Pardo, de 61 anos, vem de uma família de cientistas judeus. Ela é apoiada por López Obrador, que não pode se reeleger, e faz parte do Movimento Regeneração Nacional (Morena), partido que lidera a coligação Sigamos Haciendo Historia, juntamente com o Partido del Trabajo (PT) e Partido Verde Ecologista do México (PVEM).

Sheinbaum tem uma sólida carreira acadêmica, formada em física, com mestrado e doutorado em engenharia energética pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam). Seu trabalho em questões ambientais trouxe reconhecimento e oportunidades em projetos de sustentabilidade e mudança climática.

Carreira política

Iniciou sua trajetória política em 2000 como secretária do Meio Ambiente da Cidade do México, no governo de López Obrador. Em 2015, foi eleita delegada de Tlalpan, promovendo segurança e desenvolvimento urbano sustentável. Em 2018, tornou-se a primeira mulher chefe de governo da Cidade do México, focando mobilidade urbana, sustentabilidade, segurança pública e igualdade de gênero, enfrentando desafios como a pandemia de covid-19.

Neste ano, Sheinbaum lançou sua candidatura à Presidência ao propor a continuidade das políticas de López Obrador. Na segurança, defende o reforço da Guarda Nacional, criada pelo presidente para combater a violência e a criminalidade.

Sheinbaum também enfatiza a manutenção da “austeridade republicana”, política de López Obrador que busca reduzir gastos públicos, combater a corrupção e promover a eficiência governamental. Isso inclui cortes em despesas operacionais do governo, como veículos oficiais, viagens, telefonia e outros serviços administrativos. 

Ela ainda defende o aumento dos gastos sociais e investimentos públicos para erradicar a pobreza e reduzir a desigualdade.

Desafios econômicos e de segurança no México

Na economia, Sheinbaum enfrenta o desafio do nearshoring, aproximando a produção dos consumidores nos EUA, um movimento impulsionado pela tensão entre Washington e Pequim. 

A segurança pública também é um desafio para Sheinbaum, que herda o sexênio com mais homicídios da história mexicana, apesar de uma ligeira queda no último ano. López Obrador apostou na militarização, aumentando o poder e os recursos dos militares, que controlam aeroportos e obras de infraestrutura.

A imigração é outra questão crucial, com um aumento significativo no número de pessoas que tentam cruzar a fronteira para os EUA. O México prendeu 481 mil imigrantes entre janeiro e abril deste ano, um aumento de 230% em relação ao mesmo período de 2023.

A ex-senadora Xóchitl Gálvez, que representava uma coalizão de oposição, foi derrotada. Mesmo com a promessa de continuidade de Sheinbaum, a analista Sofía Fuentes acredita que a nova presidente deve operar um “governo descafeinado”, com maior abertura privada e menos ataques a opositores.

O México tem altos índices de violência contra a mulher. Sheinbaum defende a retirada do agressor da casa da família e apoio financeiro mensal para mulheres de 60 a 64 anos. Durante o domingo, a votação ocorreu com relativa tranquilidade em algumas regiões, mas com casos de violência armada em outras.

Informações Revista Oeste


TIMOTHY A. CLARY / AFP

Antes que 12 cidadãos de Nova York rotulassem Donald Trump como criminoso, um júri diferente, reunido no suntuoso Hotel Pierre na Quinta Avenida, chegou ao seu próprio veredicto. Mesmo que o júri do Tribunal Criminal de Manhattan considerasse o ex-presidente culpado das acusações, os abastados de Wall Street concluíram que ele ainda seria a escolha deles para a Casa Branca, segundo informações do jornal O Globo. Essa reunião, 16 dias antes do veredicto histórico de quinta-feira, revelou o cálculo frio que está agora em jogo no mundo financeiro dos EUA.

Desde apoiadores de longa data até relutantes aliados circunstanciais, um número crescente de figuras proeminentes no mundo dos negócios e das finanças dos EUA está abraçando a possibilidade de um retorno de Trump, sem se importar com a condenação criminal.

— Este veredicto terá menos que zero impacto no meu apoio — disse Omeed Malik, presidente da 1789 Capital e coanfitrião da arrecadação de fundos para Trump no Hotel Pierre, enquanto processava a notícia da condenação. Ecoando o ex-presidente e os líderes republicanos, Malik caracterizou todo o julgamento como uma instrumentalização do sistema legal.

Alguns financiadores que abandonaram Trump depois da invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 estão agora apoiando o republicano novamente. Um grande motivo, em uma palavra: dinheiro. Trump prometeu cortar impostos para os ricos e eliminar regulamentações, enquanto o presidente Joe Biden quer o oposto.

A arrecadação de fundos no hotel, organizada pelo bilionário Howard Lutnick, atraiu as classes altas de Manhattan mesmo enquanto o julgamento histórico de Trump se desenrolava. Malik duvidava que o veredicto de culpado mudasse a opinião de uma única pessoa que estava lá — ou as mentes de muitos outros.

Menos de duas semanas após essa reunião, Stephen Schwarzman, magnata de private equity e doador republicano, anunciou que novamente apoiava Trump. O cofundador da Blackstone Inc. está entre as 40 pessoas mais ricas do mundo, com uma fortuna de US$ 41 bilhões (R$ 213,5 bilhões).

Na quinta-feira, antes do veredicto repercutir, o investidor bilionário Bill Ackman demonstrou inclinação para apoiar o ex-presidente. Em uma postagem no X (antigo Twitter), Ackman repercutiu um tuíte de Ron DeSantis sugerindo que o sistema judicial americano havia sido cooptado para objetivos políticos. Afirmações semelhantes repercutiram nas redes sociais.

Os acontecimentos e seu momento ressaltam a mudança na dinâmica entre Trump e alguns dos líderes financeiros do país. Em nenhum lugar isso é mais aparente do que em Manhattan, onde Trump se lançou em busca de fama e fortuna. Agora, a apenas cinco meses das eleições, as promessas de Trump em matéria de impostos e regulamentação estão conquistando os executivos, apesar de sua condenação no primeiro julgamento criminal de um presidente dos EUA na História do país.

— Wall Street nunca foi conhecida por seu caráter e valores elevados — disse Dan Lufkin, cofundador do banco de investimento Donaldson, Lufkin & Jenrette. — Existe vontade de apoiar Trump se parecer que ele está no caminho certo? Sim. Não tenho orgulho disso e também não faço parte disso.

Após dois dias de deliberação, o júri considerou Trump culpado de falsificar registros comerciais para ocultar um pagamento clandestino a uma estrela pornô. O veredicto coroou um julgamento de sete semanas repleto de escândalos.

Trump, o presumível candidato do Partido Republicano, entra agora na reta final de uma corrida à Casa Branca com uma marca que poria fim à carreira de praticamente qualquer outro candidato presidencial. Previsto para ser sentenciado pouco antes da convenção do partido, ele certamente apelará. A forma como os eleitores reagirão é incerta.

Mas os apoiadores do ex-presidente já começaram a se unir em torno dele. Na verdade, Trump capitalizou seus problemas legais para angariar dinheiro de doadores abastados. Sua campanha arrecadou US$ 25 milhões (R$ 130 milhões) a mais do que Biden em abril.

Poucos minutos após o veredicto, a campanha de Trump divulgou um e-mail de arrecadação de fundos caracterizando o ex-presidente como um “prisioneiro político” e questionando: “Será este o fim da América?” Scott Bessent, ex-diretor de investimentos da Soros Fund Management, disse estar “pessoalmente decepcionado” com o veredicto, mas não acha que isso terá importância em novembro.

Mesmo alguns líderes de Wall Street que anteriormente atacaram Trump moderaram suas atitudes. Jamie Dimon, em uma reunião de ex-alunos do JPMorgan Chase & Co. na Morgan Library & Museum, destacou que o ex-presidente teve 74 milhões de votos em 2020 e enfatizou a necessidade de respeitar isso.

Privadamente, os apoiadores de Trump em Wall Street insistem que se trata de mais do que dinheiro. Alguns apontam para o que consideram uma tolerância crescente ao antissemitismo entre os Democratas progressistas. Outros queixam-se de que os progressistas com uma visão negativa do capitalismo cooptaram Biden e o Partido Democrata. Outros ainda temem que Biden, de 81 anos, seja velho demais para ser presidente (Trump tem 77 anos).

O sentimento amargo em relação a Biden deixa pessoas como Whitney Tilson, que dirigia a Kase Capital Management, perplexas.

— Para as pessoas no ramo de investimentos, a Presidência de Joe Biden foi extraordinariamente boa — disse Tilson. — É realmente intrigante para mim como as mesmas pessoas que obtiveram resultado melhor sob Joe Biden parecem ser as mais insatisfeitas com essa Presidência.

O setor financeiro não tem falta de oportunistas. E Tilson suspeita que isso se estende aos apoiadores de Trump nos escalões superiores da comunidade empresarial.

— Eles concluíram que Trump vai vencer — disse Tilson. — E se ele for o próximo presidente, então é do interesse deles apoiá-lo desde o início.

Informações TBN


Ex-presidente dos Estados Unidos afirmou que julgamento foi ‘fraudado e vergonhoso’

Donald Trump Capitólio
Trump foi considerado culpado de forma unânime em 34 acusações criminais | Foto: Foto: Reprodução/Redes Sociais 

Depois de ter sido condenado por fraude contábil na última quinta-feira, 30, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que vai continuar lutando e que o julgamento foi “fraudado e vergonhoso”. 

“E acho que é uma vergonha”, disse a jornalistas depois da decisão da Corte. “E continuaremos lutando — lutaremos até o fim e venceremos, porque nosso país foi para o inferno.”

Trump disse ainda que os Estados Unidos não são o mesmo país e que se tornaram “uma bagunça dividida”. “Somos uma nação em declínio, em sério declínio”, acrescentou.

O ex-presidente foi condenado por ocultar o pagamento de US$ 130 mil (R$ 675 mil) para a atriz pornô Stormy Daniels. O caso teria acontecido na reta final das eleições de 2016, e o objetivo do republicano seria comprar o silêncio da artista. A sentença foi anunciada nesta quinta-feira, 30.

Trump foi considerado culpado de forma unânime em 34 acusações criminais. É a primeira vez que um presidente norte-americano é condenado criminalmente. A pena será determinada pelo juiz Juan Merchan nos próximos dias.

“Este foi um julgamento fraudado por um juiz em conflito que era corrupto, um julgamento fraudulento e uma vergonha”, disse. 

Ele afirmou ainda que o verdadeiro veredito será dado pelo povo em 5 de novembro. 

“Não fizemos nada de errado”, acrescentou. “Sou um homem muito inocente. E está tudo bem. Estou lutando pelo nosso país. Estou lutando pela nossa Constituição. Todo o nosso país está sendo fraudado agora.” 

O ex-presidente acrescentou ainda que os Estados Unidos estão passando por “grandes apuros”.

“Milhões e milhões de pessoas estão entrando em nosso país neste momento, vindas de prisões e de instituições mentais, terroristas”, afirmou. “E estão assumindo o controle de nosso país.”

“Isto ainda está longe de acabar”, concluiu Trump.

Trump foi julgado e condenado por 34 crimes leves no Estado de Nova York, classificados na “categoria E”. As penas previstas variam, com máximo de quatro anos.

Essa condenação marca a primeira vez que Trump é criminalmente responsabilizado. Considerando sua idade, 77 anos, e seu histórico como ex-presidente, é improvável que ele vá para a prisão.

Nos Estados Unidos, discute-se a possibilidade de Donald Trump conceder um perdão presidencial a si mesmo caso seja eleito novamente. Contudo, juridicamente, não está claro se isso é viável. Como a condenação ocorreu na Justiça de Nova York, caberia ao governador do Estado conceder um perdão.

Donald Trump teria comprado o silêncio de atriz pornô

A promotoria, liderada por Alvin Bragg, afirmou que Trump cometeu interferência eleitoral em 2016 ao “comprar o silêncio” de Stormy Daniels na reta final da campanha para presidente naquele ano. Trump, do Partido Republicano, venceu Hillary Clinton, do Partido Democrata.

Trump e assessores tinham um acordo com David Pecker, diretor da revista National Enquirer, para ajudar o republicano na campanha eleitoral de 2016. O jornalista afirmou que pagou para “capturar e matar” histórias ruins para Trump.

O esquema funcionava assim: surgindo uma fonte com notícia negativa, o National Enquirer pagava pela exclusividade, mas não a publicava.

Stormy Daniels afirmou ter tido uma relação sexual com Trump em 2006, depois de um torneio de golfe. Ele nega o ocorrido. A atriz pornô relatou que conheceu o ex-presidente em julho de 2006 e que ele a convidou para jantar em sua suíte.

O ex-presidente ainda é réu por tentar se manter no poder ilegalmente depois de perder para Joe Biden, em 2020. A invasão do Congresso dos EUA em 6 de janeiro de 2021 foi parte dessa campanha. Ainda não há data marcada para o julgamento.

Ele é acusado de tentar reverter o resultado da eleição na Geórgia. Depois de deixar o governo, Trump levou documentos sigilosos e não os devolveu, sendo processado criminalmente por isso. Os julgamentos dos casos ainda não foram marcados.

Informações Revista Oeste


Foto: Seth Wenig/Pool via REUTERS

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, foi condenado por fraude financeira ao ocultar um pagamento de US$ 130 mil para silenciar a atriz pornô Stormy Daniels durante a eleição de 2016, em que derrotou Hillary Clinton, do Partido Democrata. O júri em Nova York anunciou a decisão unânime nesta quinta-feira (30), declarando Trump culpado em todas as 34 acusações.

Perguntas e respostas sobre o caso:

1. Trump vai ser preso?

O juiz do caso, Juan Merchan, ainda vai determinar a pena, com a decisão esperada para 11 de julho. Na pior das hipóteses, Trump pode enfrentar até 4 anos de prisão. No entanto, analistas acreditam que é improvável que ele seja encarcerado. Circunstâncias que podem atenuar sua pena incluem:

  • Primeira condenação criminal.
  • Natureza não violenta do crime.
  • Idade de 77 anos.
  • Ex-presidente dos EUA e potencial candidato novamente.
    A condenação mais provável é uma multa e um período de liberdade condicional.

2. Legalmente, ele ainda pode ser presidente?

Nos EUA, uma pessoa condenada criminalmente pode concorrer à presidência, mesmo se estiver presa. A Constituição dos EUA estabelece as seguintes qualificações para a presidência:

  • Ser nascido nos EUA.
  • Ter pelo menos 35 anos.
  • Ter residido nos EUA por pelo menos 14 anos.
    Portanto, a Constituição não impede que uma pessoa condenada criminalmente seja presidente. Historicamente, pelo menos dois políticos concorreram à presidência apesar de condenações criminais:
  • Eugene Debs, cerca de 100 anos atrás, concorreu enquanto estava preso, como candidato do Partido Socialista, obtendo cerca de 1 milhão de votos.
  • Lyndon LaRouche concorreu em todas as eleições de 1976 a 2004, e em uma delas, mesmo preso, recebeu 26 mil votos.
    Esta é a primeira vez que um ex-presidente dos EUA é condenado criminalmente, e a reação do eleitorado é incerta. A eleição está marcada para 5 de novembro.

3. Como Trump reagiu ao veredito?

Trump alegou ser vítima de perseguição política, afirmando que o julgamento faz parte de uma campanha para impedir seu retorno à Casa Branca. Ao sair do tribunal, ele atacou o juiz e declarou que o “verdadeiro veredito” virá em novembro, durante a eleição:
“Isso foi uma desgraça. Este foi um julgamento manipulado por um juiz em conflito de interesses e corrupto,” afirmou.

4. Quais outros casos criminais Trump enfrenta na Justiça?

Este foi o primeiro dos quatro casos criminais que Trump enfrenta. Nenhum dos outros três está previsto para julgamento neste ano. Trump espera retornar à Casa Branca para usar seu poder para se livrar desses problemas judiciais:

  • Caso da tentativa de reverter o resultado da votação na Geórgia: Trump é acusado de tentar reverter os resultados eleitorais no estado da Geórgia. A data do julgamento ainda não foi definida.
  • Caso dos documentos sigilosos: Após deixar o governo, Trump levou documentos sigilosos e foi processado por não os devolver.
  • Tentativa de se manter no poder após a derrota em 2020: Trump é réu por tentar se manter no poder ilegalmente após perder a eleição de 2020 para Joe Biden, com a invasão do Congresso em 6 de janeiro de 2021 sendo parte dessa campanha. A data do julgamento ainda não foi marcada.

Informações TBN


Havia rumores sobre a saída de Nicolás Posse; renúncia foi confirmada na segunda-feira 27

Javier Milei
O gabinete de Javier Milei informou que a renúncia de Nicolás Posse se deve à ‘diferença de critérios e expectativas no andamento do governo e nas tarefas que lhe foram confiadas’ | Foto: Reprodução/ Wikipedia 

O presidente da Argentina, Javier Milei, aceitou a demissão de Nicolás Posse do cargo de chefe do Gabinete na segunda-feira 27. Guillermo Francos, atual ministro do Interior, assumirá a posição. A saída de Posse vinha sendo especulada havia alguns dias, com rumores de desentendimentos com Milei e sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência.

Mais cedo, Manuel Ardoni, porta-voz da Casa Rosada, havia negado a possibilidade de saída de Posse quando questionado por jornalistas. No entanto, a Casa Rosada divulgou um comunicado em que confirma a substituição, destacando que Francos assumirá “com profissionalismo, experiência e capacidade política”.

O comunicado também ressaltou que a chefia de Gabinete absorverá as funções do Ministério do Interior, que será transformado em uma Secretaria do Interior sob a liderança de Lisandro Catalán. A nota sublinhou que a mudança visa a dar “maior volume político” ao governo.

Outro comunicado, emitido pela chefia do Gabinete e divulgado na imprensa argentina, afirmou que a renúncia de Posse foi motivada por “diferença de critérios e expectativas no andamento do governo e nas tarefas que lhe foram confiadas”.

Chefe do Gabinete continua apoiando ideias do governo Milei

Apesar de deixar o cargo, Posse continuará apoiando as ideias de Milei. “Posse continuará acompanhando, como faz desde o primeiro dia, as ideias de liberdade, a defesa da vida e da propriedade e o projeto de uma Argentina livre promovido pelo presidente Milei. Ele o fará a partir de uma nova função, que será anunciada nos próximos dias”, informou a nota.

Em uma entrevista coletiva na segunda-feira 27, Ardoni também anunciou que o governo vai fazer novas demissões de funcionários públicos federais. A segunda rodada de demissões está prevista para entrar em vigor em 30 de junho.

Desde que Javier Milei assumiu a Presidência, em dezembro do ano passado, mais de 11 mil funcionários federais foram dispensados, segundo a Associação de Trabalhadores do Estado (ATE). Em 26 de dezembro, Milei já havia demitido 5 mil funcionários por decreto.

Ardoni afirmou que as demissões são um “processo permanente e eterno” e que é importante “rever o funcionamento de determinadas áreas, qual o valor que acrescentam”. Ele destacou que essa medida se aplica a todos os ministérios e demais funcionários do governo. “A convocatória para a avaliação dos ministérios ocorre desde 10 de dezembro de 2023, e já houve funcionários que saíram”, disse Ardoni.

Informações Revista Oeste


O governo já adiantou que irá recorrer da decisão

Foto: Redes Sociais

Após perder disputa na Justiça, o presidente Javier Milei terá que distribuir alimentos, armazenados em dois depósitos desde dezembro, a refeitórios comunitários administrados por organizações sociais. O governo já adiantou que irá recorrer da decisão.

De acordo com o jornal argentino Clarín, a decisão do juiz federal Sebastián Casanello ordenou ao Ministério do Capital Humano que informe a quantidade de alimentos armazenados e elabore um plano para sua “distribuição imediatamente”. A pasta interrompeu o abastecimento dos refeitórios no fim do ano passado argumentando que seriam auditados.

“Nós sempre fomos respeitosos e continuaremos sendo com a Justiça e com o que os juízes determinarem, o que não significa que não utilizaremos os instrumentos legais ao nosso alcance em questões com as quais não concordamos, como é o caso”, afirmou o porta-voz presidencial, Manuel Adorni, ao ser questionado em entrevista coletiva desta segunda-feira (27).

“Obviamente, vamos recorrer da decisão porque consideramos que isso não é uma questão judicial, mas uma definição de política pública, e a Justiça não pode interferir na política pública”, acrescentou Adorni.

Segundo ele, os alimentos armazenados nesses depósitos são destinados à resposta a eventuais catástrofes e não à assistência aos refeitórios comunitários.

Informações Bahia.ba


Foto: Carolyn Kaster / AP

Alguns dos mais proeminentes capitalistas do Vale do Silício estão planejando uma angariação de fundos para o ex-presidente Donald Trump no próximo mês. Essa iniciativa ocorre à medida que os republicanos buscam conquistar terreno na comunidade de doadores de tecnologia, que historicamente tem sido esmagadoramente democrata.

David Sacks e seu colega investidor de tecnologia, Chamath Palihapitiya, coanfitriões do popular podcast “All-In”, estão liderando esse esforço. Eles estão organizando um evento de angariação de fundos para Trump em San Francisco, marcado para o dia 6 de junho, conforme revelado por um convite obtido pelo jornal Financial Times.

Essa movimentação sinaliza uma mudança de lealdade entre os líderes do Vale do Silício, que tradicionalmente apoiaram o presidente Joe Biden. No entanto, alguns desses influentes empresários estão agora expressando críticas ao atual governo e considerando realinhar seu apoio a Trump.

Os ingressos para a angariação de fundos “All-In” têm um preço inicial de $50.000 por pessoa, mas benefícios VIP adicionais, como lugares privilegiados no jantar e a oportunidade de tirar uma foto com o ex-presidente, podem ser adquiridos por $300.000.

Jacob Helberg, um alto executivo da Palantir que anteriormente doou centenas de milhares de dólares para a campanha de Biden em 2020, recentemente anunciou uma doação de $1 milhão para a campanha de Trump. Ele citou as políticas de fronteira do ex-presidente e sua postura pró-Israel e anti-China como motivos para essa mudança de aliança partidária.

Essa mudança cultural no Vale do Silício, há muito considerado um bastião progressista, está sendo impulsionada por preocupações relacionadas à liberdade de expressão, regulação tecnológica e questões fiscais.

Além disso, há um esforço por parte de líderes tecnológicos pró-Trump para persuadir Elon Musk, o proprietário da X, Tesla e SpaceX, a endossar o ex-presidente. Musk, que já apoiou Biden, Hillary Clinton e Barack Obama, tem se manifestado cada vez mais nas redes sociais, criticando a chamada “política desperta”, a imprensa tradicional e expressando opiniões controversas sobre temas como imigração, cuidados transgênero e a acuidade mental de Biden.

Muitos no círculo íntimo de Musk veem Trump como uma vítima e acreditam que a administração Biden tem sido excessivamente hostil em relação a ele. Esses líderes tecnológicos temem que seus próprios interesses possam estar em risco sob o atual governo.

Informações TBN


Nativo Wixarika participa de 'dia de treinamento' para eleições do México, que serão realizadas em 2 de junho
Nativo Wixarika participa de ‘dia de treinamento’ para eleições do México, que serão realizadas em 2 de junho Imagem: ULISES RUIZ / 18.mai.2024-AE / AFP

O México vai às urnas no próximo domingo (2) eleger o próximo presidente do país, que ocupará a vaga do progressista Andrés Manuel López Obrador do Movimento Regeneração Nacional (Morena). Leia, abaixo, os principais desafios debatidos para estas eleições.

O que aconteceu

Duas mulheres lideram as intenções de voto para corrida presidencial. A governista Claudia Sheinbaum, do Morena, tem 64% das pretensões. A conservadora Xóchitl Galvez, do Partido de Ação Nacional (PAN), tem 28%, segundo pesquisa do De las Heras Demotecnia.

Apoiada por López Obrador, Claudia Sheinbaum é uma candidata progressista, que deve seguir com as políticas sociais do atual governo. Ela tem 61 anos e é ex-prefeita da Cidade do México, capital do país.

Da oposição, Xóchitl Galvez, é considerada conservadora. Ela também tem 61 anos, é descendente de povos indígenas, senadora e ex-prefeita de Miguel Hidalgo, que fica na região da Cidade do México.

Além de presidente, 128 senadores e 500 deputados federais também serão escolhidos pelo pleito. Se as projeções se concretizarem, esta será a primeira vez em que uma mulher presidirá o México.

À esquerda, candidata Claudia Sheinbaum, que lidera pesquisa eleitoral no México; à direita, opositora Xochitl Galvez, que está em segundo lugar
À esquerda, candidata Claudia Sheinbaum, que lidera pesquisa eleitoral no México; à direita, opositora Xochitl Galvez, que está em segundo lugar Imagem: REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha

País lida com onda de violência ligada ao narcotráfico

Mais de 200 assassinatos por motivação política foram registrados no México desde 2023. Na “reta final” para a corrida eleitoral, o número de candidatos assassinados chega a 27. O problema da segurança pública nas eleições tem relação direta com o narcotráfico no país, explica o professor de direito internacional João Amorim, da Unifesp.

Domínio do narcotráfico tem crescido desde o começo do século. Segundo a professora de relações internacionais Regiane Bressan, da Unifesp, o controle territorial do crime organizado acaba infiltrando grupos na política e refletindo nos assassinatos de quem se mostra como contrário ao crime organizado.

Cidades do interior são as mais afetadas pela violência política. O professor de história econômica Leonardo Trevisan, da ESPM, afirma que, apesar de ser um problema de todo o país, o interior do México é a região mais afetada pela violência relacionada ao narcotráfico.

Domínio dos cartéis também causa fragilidade das instituições. Movimentando bilhões de dólares ao ano, principalmente com o tráfico de cocaína e fentanil para os EUA, o narcotráfico se tornou um negócio poderoso, cada vez mais infiltrado em instituições não só da política, mas também da segurança pública do país.

Candidatas têm soluções diferentes para o problema do narcotráfico. Enquanto Sheinbaum defende a punição do narcotráfico aliada a uma política de paz, Galvéz prega um combate de “linha dura” contra o crime, respeitando o estado de direito.

Assim como em outros lugares do mundo (Brasil inclusive), a violência política exercida pelo crime organizado contra agentes políticos está relacionada à presença, cada vez maior e mais ampla, do crime organizado na gestão política estatal dos territórios onde atuam.
João Amorim, professor de Direito Internacional da Unifesp

Eles dominam algumas áreas para operar o tráfico de drogas e fazem, de fato, extorsão, sequestros, atividades ilegais. Isso, claro, acaba comprometendo qualquer tentativa democrática de eleição de um prefeito, que não seja do grupo deles, ou mesmo alguém que se oponha a essa situação.
Regiane Bressan, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Unifesp

No interior do México, há visões políticas muito fortes e arraigadas, principalmente em relação à proximidade com os narcotraficantes. A maioria desses assassinatos, são de políticos que prometem, no interior do país, linha dura contra o narcotráfico.
Leonardo Trevisan, professor do curso de Relações Internacionais da ESPM

Desigualdade social

A luta contra a desigualdade também é um tema debatido pelas candidatas. Sheinbaum deve seguir com políticas públicas assistencialistas de Obrador, o que para especialistas explica parte da liderança dela no pleito.

Galvéz, por sua vez, deve seguir uma linha mais conservadora, remetendo aos anos sequenciais de governo de direita do México. Apesar disso, ela tende a manter, segundo projeção da professora Regiane Bressan, algumas políticas de Obrador, como o Sistema Universal de Proteção Social, uma espécie de “INSS”.

Se eu tenho uma economia instável, pobreza ou desemprego, eu abro muita margem para o emprego informal e para gente envolvida no tráfico de drogas. Então acho que a desigualdade é um ponto importante para o debate.
Regiane Bressan, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Unifesp

Relação comercial e fronteiriça com os EUA

A aliança comercial com o país presidido por Joe Biden é um ponto importante a ser ministrado pelo próximo presidente. Os Estados Unidos são hoje o país que mais importa produtos do México, um reflexo da briga comercial de Washington com Pequim e do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio.

Candidatas têm visões diferentes sobre como lidar com os EUA. Economicamente, enquanto Claudia Sheinbaum tem pouco interesse em alterar as relações estáveis com o país, Xóchitl Gálvez adota um tom nacionalista à economia, que pode sinalizar um leve distanciamento entre as nações. As análises são do professor Leonardo Trevisan, da ESPM.

China pode desestabilizar relação entre os dois países. Marcas chinesas têm adotado uma prática de “nearshoring”, entrando no México para vender produtos mais baratos aos EUA. Apesar do resultado dessa prática ser a produção de “produtos 100% mexicanos” com tecnologia chinesa, a Casa Branca começa a sinalizar incômodo com a manobra, o que pode amargar a relação econômica entre os dois países, afirma o professor.

Os Estados Unidos reclamam muito dessa medida, mas o México não pode abrir mão da entrada de capital chinês no país. O quanto o México vai permitir a entrada da China e o quanto o México vai, de alguma forma, se indispor com os Estados Unidos por causa disso, é o ponto mais sensível da escolha do futuro governo.
Leonardo Trevisan, professor do curso de Relações Internacionais da ESPM

O controle da fronteira com os Estados Unidos também é outro tema delicado que envolve México e Estados Unidos. Somente em dezembro de 2023, 250 mil imigrantes tentaram entrar no país pelo México, segundo dados da Fiscalização de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Sheinbaum fala em “construir pontes” para a migração legal entre os dois países. Em entrevistas, a candidata alegou que países como os EUA precisam de mão de obra mexicana e citou que trabalharpa para uma “relação de iguais”, sem submetimentos aos EUA.

Para a opositora Galvéz, um novo acordo migratório com o país vizinho é necessário. Em campanha, ela afirmou que o México precisa de mais recursos econômicos para lidar com a questão e criticou a violência com que o Instituto Nacional de Migração trata aqueles que vêm da América Central e América do Sul para tentar cruzar a fronteira.

Mesmo com a diferença entre as candidatas, a relação entre México e EUA será influenciada por quem for eleito “do lado de lá” da fronteira. Para todos os especialistas, a escolha de Joe Biden deve manter as relações dos dois países aprazível, mas a possível (e provável) escolha de Donald Trump pode fortalecer o estremecimento das relações.

Relação com o Brasil seguirá estável. Nenhum dos professores ouvidos pelo UOL apontou grande risco às relações entre os dois países, que, segundo os especialistas, foi construída de forma sólida ao longo de anos.

Acho que, em um governo Biden, a tendência é a relação continuar próspera, até porque independente da mulher que ganhar, que for a próxima presidente do México, ela sempre vai ter interesses importantes com os Estados Unidos. Então, não vai mudar muito partindo do México, mas, partindo dos Estados Unidos, pode mudar bastante.
Regiane Bressan, professora da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios da Unifesp

Informações UOL


Foto: Reprodução.

Javier Milei, o atual presidente da Argentina, é o destaque da edição de 10 de junho da renomada revista norte-americana Time. As informações são do Infomoney.

Com o título “Como Javier Milei está chocando o mundo”, a matéria explora a trajetória do autoproclamado “anarco-capitalista” até a presidência da Argentina.

“Milei se vê como um pioneiro em uma abordagem que se tornará um modelo global. ‘A Argentina se tornará um exemplo de como transformar um país em uma nação próspera’, ele afirma. ‘Não tenho dúvidas disso’”, relata a matéria.

A revista Time detalha a “terapia de choque”, como Milei nomeou suas medidas para recuperar a economia argentina. Essas medidas incluem o congelamento de projetos públicos, a desvalorização do peso em mais de 50% e a demissão de mais de 70 mil funcionários públicos.

No entanto, a revista também aborda como o pacote de austeridade está impactando os argentinos mais pobres, que enfrentam uma das inflações mais altas do mundo, chegando a quase 300% ao ano.

“Muitos argentinos foram forçados a carregar sacos de dinheiro, mesmo para pequenas transações; algumas lojas desistiram totalmente das etiquetas de preços. As medidas de Milei – cortando a ajuda federal, os subsídios aos transportes e à energia, e eliminando os controles de preços – fizeram com que o custo de vida disparasse”, diz a reportagem.

Informações TBN