Sem presença de opositores, eleição presidencial do país está programada para 28 de julho

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O ditador Nicolás Maduro confirmou: vai seguir no poder do regime socialista venezuelano | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons 

O ditador Nicolás Maduro confirmou, na tarde deste sábado, 16, que vai se candidatar para mais um mandato como presidente da Venezuela. O anúncio se deu por meio do Twitter/X oficial da Presidência do país sul-americano.

Por meio da rede social, afirmou-se que o ditador “aceitou” a indicação para ser novamente o representante do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) na disputa. Criticada por organismos internacionais pela ausência de lisura do processo e pela falta de candidatos de oposição, a eleição presidencial venezuelana está programada para 28 de julho.

“Tenho andado pelas ruas num lindo reencontro com o povo, viajando de ponta a ponta do nosso país”, disse Maduro, em trecho de seu discurso — já como candidato oficial à reeleição — que teve transmissão por parte do órgão de comunicação governamental. “Aonde quer que você vá, o que você encontra é um povo patriótico, cheio de heroísmo, mas, acima de tudo, cheio de esperança.”

Sucessor de Hugo Chávez (1954-2013) na ditadura socialista na qual a Venezuela se transformou nas últimas décadas, Maduro está no poder de forma ininterrupta desde 2013.

Eleição na Venezuela: com Nicolás Maduro, mas sem principais opositores

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e Lula em imagem de fevereiro de 2023 | Foto: Ricardo Stuckert / PR
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e Lula em imagem de fevereiro de 2024 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A convenção do PSUV para confirmar a candidatura do ditador Nicolás Maduro ocorre no momento em que a ausência de opositores na eleição é alvo de críticas por parte da comunidade internacional. Há, além disso, denúncias de perseguição política contra quem se posiciona de forma contrária ao regime socialista.

Depois de prometer realizar eleições livres, a ditadura venezuelana barrou a candidatura de María Corina Machado, principal nome de oposição. A União Europeia criticou a decisão, que foi tomada em fevereiro pelo Poder Judiciário local, que está sob controle dos socialistas.

Também no mês passado, o regime prendeu a militante opositora Rocío San Miguel. Advogada, ela recebeu acusações de “traição” e “terrorismo”. Situação que incomodou cinco países da América Latina, que assinaram nota em conjunto cobrando a libertação da ativista.

O Brasil, a saber, não fez parte dos signatários que criticaram a prisão de Rocío. Pelo contrário, aliás. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já recebeu Maduro no Brasil com direito a honras militares, ironizou a situação venezuelana. De acordo com o petista, os contrários ao ditador socialista precisariam “parar de chorar”.

Informações Revista Oeste


Mudanças propostas pelo presidente do país podem melhorar significativamente a vida da população

O presidente da Argentina, Javier Milei, participa da sessão de abertura da 142ª legislatura, no Congresso Nacional, em Buenos Aires, Argentina - 1º/3/2024 | Foto: Agustin Marcarian/Reuters
Javier Milei quer desburocratizar a economia da Argentina | Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Nesta quinta-feira, 14, o Senado da Argentina rejeitou o megadecreto de Javier Milei. Porém, o texto segue em vigor. Isso porque a proposta liberal do presidente da Argentina só deixará de valer caso também seja rechaçada na Câmara dos Deputados. 

Depois de cinco horas de debate, saiu o resultado: 42 votos contra e 25 a favor da medida de Milei — e 4 abstenções. O governo tem apenas sete cadeiras no plenário, por isso não obteve apoio suficiente da “oposição dialoguista”. 

O texto liberal rejeitado pelo Senado da Argentina é o chamado de DNU (Decreto de Necessidade e Urgência), que prevê uma radical desregulação da economia, revogando ou alterando mais de 300 leis. A reforma tem o objetivo de tornar a dinâmica econômica do país sul-americano mais eficiente, uma vez que prevê a diminuição da influência estatal no setor. 

Megadecreto econômico de Milei prevê mais liberdade e menos Estado 

As mudanças na estrutura econômica da Argentina anunciadas por Milei em rede nacional dez dias depois de sua posse representam um novo fôlego para o liberalismo no país, o que pode melhorar a vida das pessoas. 

As propostas reduzem ou eliminam totalmente as regulações de áreas como planos de saúde, aluguéis, comércio e indústria. O megadecreto também incentiva o uso de outras moedas e abre caminho para a privatização das empresas estatais ao transformá-las em sociedades anônimas. 

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Milei quer diminuir a influência estatal na economia do país | Foto: Reprodução/Twitter/X

Outra mudança positiva de Milei é a implementação da chamada “política de céus abertos”, que possibilita a operacionalização de companhias aéreas estrangeiras no país. Há também a desregulamentação dos serviços de internet por satélite, o que deve favorecer empresas como a Starlink, de Elon Musk. 

O presidente argentino trocou farpas com Victoria Villarruel, chefe do Senado. Victoria atendeu pedidos da ala kirchnerista. Na quarta-feira 13, Milei publicou um comunicado no qual expressou preocupação “pela decisão unilateral de alguns setores da classe política que pretendem avançar com uma agenda própria e sem consulta”. 

De acordo com Milei, o objetivo desses setores é “obstruir as negociações e o diálogo entre os diferentes setores da liderança política”. 

“A potencial rejeição do DNU levaria a um grave retrocesso nos direitos e necessidades do povo argentino, implicando, por exemplo, o retorno da Lei de Aluguéis, o retorno ao sistema rígido de planos de saúde sindicais e a anulação da política de céus abertos, dentre outros”. Javier Milei. 

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Por fim, o presidente liberal diz: “Independentemente de qualquer resultado legislativo, o Poder Executivo reafirma seu compromisso inabalável com o déficit zero, deixando para trás as receitas fracassadas da ‘casta’ política e avançando decididamente em direção ao caminho da prosperidade e da grandeza da nação argentina”.

Informações Revista Oeste


2/10/2023 REUTERS/Leah Millis

O advogado especial Robert Hur, encarregado da investigação sobre o presidente Joe Biden por suposto armazenamento inadequado de documentos confidenciais, prestou depoimento perante o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos nesta terça-feira (12 de março de 2024). Hur, cujo relatório tornou-se público em fevereiro, não recomendou a acusação de Biden por crime devido aos “lapsos mentais” observados no presidente.

No início de 2023, Hur foi designado como advogado especial para investigar o caso dos documentos confidenciais encontrados na residência da família Biden, no estado de Delaware, e no escritório pessoal do presidente em Washington D.C.

Em outubro do mesmo ano, após uma entrevista de cinco horas, Hur indicou que o presidente tinha dificuldade em lembrar-se de algumas datas importantes, como sua posse como vice-presidente na administração de Barack Obama, a eleição de Trump e o falecimento de seu filho Beau Biden, em maio de 2015. Hur caracterizou Biden como um “homem idoso com lapsos de memória” em seu relatório final.

Durante a audiência desta terça-feira (12 de março), o advogado especial reafirmou as conclusões do relatório e afirmou que não há motivos para incriminar Biden. Quando questionado sobre a capacidade do presidente em exercer suas funções, Hur declarou que o relatório “não abordou essa questão”.

Segundo a CNN International, a campanha da chapa Biden-Harris está “otimista” após a audiência. Os legisladores democratas enfatizaram a ausência de acusações contra o presidente.

Informações TBN


Imagem: Elizabeth Frantz - 24.fev.2024/Reuters

O índice de inflação ao consumidor de 13,2% registrado em fevereiro na Argentina, divulgado ontem, gerou reações divergentes no país. Por um lado, foi recebido com certo otimismo devido à evidente tendência de desaceleração, seguindo os 25,5% de dezembro e os 20,6% de janeiro. Por outro lado, houve o reconhecimento de que o nível ainda é alarmantemente alto e continua a impactar negativamente a renda da população.

“É verdade que esse número é uma tragédia, mas precisa ser interpretado dentro de um contexto”, afirmou o presidente Javier Milei em uma entrevista esta manhã na rádio Mitre. Ele acrescentou que o custo de vida é resultado da “catástrofe” causada pelos 20 anos de políticas populistas do kirchnerismo.

Segundo o jornal Clarín, Milei lembrou que a variação de fevereiro teve elementos extraordinários ou não-recorrentes , como a recomposição de preços congelados pelo governo anterior, pagamentos antecipados e alguma transferência estatística. “Esses três elementos somam 6 pontos percentuais. Estaríamos falando de uma inflação de um dígito, em torno de 7%”, calculou o presidente.

Mas o governo está tomando medidas para aliviar as atuais pressões. Ontem, foi autorizada a facilitação na importação de itens da cesta básica. Segundo Milei, a importação foi aberta porque os formadores de preço, agentes que têm uma posição mais concentrada, precificaram seus produtos com a hipótese de um dólar mais alto, perto de 2.500 pesos. Mas o câmbio paralelo (o “dólar blue”) se acomodou próximo de 1.00 pesos.

“Diante do cenário, eles começaram com as promoções, os preços ficaram caros em dólares e, consequentemente, dependendo a posição do mercado cambial, vamos abrir o mercado para que a concorrência possa entrar e acelerar o processo de desinflação”, disse na entrevista.

Mas mesmo com essa medidas, o próprio Milei alertou para a possibilidade de o IPC de março vir mais salgado que o esperado, por conta de uma “sazonalidade complicada”. Neste mês, vão exercer forte influência os reajustes das pensões.

O Bradesco BBI fez uma alerta semelhante em relatório, também citando o reajuste periódico das pensões como fator principal para uma projeção de inflação mensal maior em março. “Uma potencial desvalorização cambial adicional representa um risco fundamental para a dinâmica cíclica da inflação. Dito isto, esperamos que a trajetória da inflação comece a cair novamente a partir de maio, assumindo um ajuste fiscal bem-sucedido”, comentou o banco.

Já o Itaú prevê que a inflação mensal permaneça na casa dos dois dígitos até pelo menos o 2º trimestre de 2024, refletindo as correções feitas nos preços da energia, transporte e combustíveis, entre outros. “Nossa previsão de inflação para o final de 2024 é de 180%, com riscos de alta, apesar do resultado de fevereiro abaixo do esperado”, diz o banco em relatório.

Com informações de InfoMoney


Declaração foi dada na segunda-feira (11). O ataque ao Capitólio ocorreu em janeiro de 2021 e resultou em 5 mortes

Foto: Reprodução/Youtube

De acordo com uma reportagem do Metrópoles, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (11) que, caso seja eleito em novembro, um de seus primeiros atos será libertar os presos envolvidos no ataque contra o Capitólio do país, em 2021.

“Meus primeiros atos como seu próximo presidente serão fechar a fronteira e libertar os reféns de 6 de janeiro que foram presos injustamente”, publicou Donald Trump em sua rede social, a Truth Social.

O Metrópoles aponta que a declaração do republicano repercutiu entre os democratas como um “alerta”. Em comunicado, citado pela emissora NBC, a porta-voz da campanha de Joe Biden, Sarafina Chitika, disse que Trump “fará tudo para se manter no poder”, incluindo “desculpar e encorajar a violência política”.

“O povo americano não se esqueceu do violento ataque ao nosso Capitólio em 6 de janeiro — eles sabem que Trump é muito perigoso para ser deixado perto do Salão Oval [gabinete da Presidência] novamente, eles irão proteger a nossa democracia e manter Trump fora da Casa Branca em novembro”, completou.

Ainda segundo o Metrópoles, em outra ocasião, Donald Trump falou sobre o seu hipotético primeiro dia no cargo de presidente, caso seja eleito novamente. Ele garantiu que não atuaria como ditador, “exceto no primeiro dia”. Trump é o favorito à indicação do Partido Republicano para disputar o pleito. Pesquisas nacionais apontam uma vantagem de até cinco pontos sobre o atual presidente e candidato à reeleição, Joe Biden.

Informações Bahia.ba


foto: Getty Images

O Facebook mais uma vez se encontra na mira do ex-presidente dos EUA, Donald Trump. E isso está deixando alguns investidores de Wall Street nervosos.

A Meta Platforms (META), proprietária do Facebook e uma das estrelas da recente recuperação do mercado, caiu cerca de 4% nesta segunda-feira (11), depois que Trump ligou para a CNBC e rotulou o Facebook de “inimigo do povo”.

As ações da Meta também recuaram 1,2% na sexta-feira (8), após uma postagem de Trump no Truth Social onde o ex-presidente criticou o Facebook como “um verdadeiro inimigo do povo!”

A avaliação de mercado da Meta caiu em mais de US$ 60 bilhões desde o início dos ataques de Trump na noite de quinta-feira (7).

Nenhuma notícia importante parece ter impulsionado a venda do Meta, a não ser a condenação do ex-presidente e sua possível releição.

“Isso tem tudo a ver com os comentários do ex-presidente Trump”, disse Gil Luria, analista da D.A. Davidson, à CNN.

Ela acrescenta que “o Facebook tem passado por ondas de ser arrastado para o debate político — e isso nunca é um bom presságio para eles”.

Trump surpreendeu a muitos na semana passada ao reverter sua posição em relação ao TikTok e se posicionar contra a proibição do TikTok que muitos no Congresso — incluindo muitos republicanos — estão pressionando.

O ex-presidente argumenta que a proibição do TikTok ajudaria o Facebook, empresa com a qual ele tem um longo histórico de batalhas.

“O que eu não gosto é que, sem o TikTok, você pode tornar o Facebook maior, e eu considero o Facebook um inimigo do povo, com grande parte da mídia”, disse Trump à CNBC na manhã de segunda-feira, antes da abertura dos mercados dos EUA.

O Facebook impôs uma proibição de dois anos a Trump na esteira do motim de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio.

A Meta restabeleceu as contas de Trump no Facebook e no Instagram somente em fevereiro de 2023.

“Acho que o Facebook tem sido muito desonesto. Acho que o Facebook tem sido muito ruim para o nosso país, especialmente quando se trata de eleições”, disse Trump.

A Meta não respondeu a um pedido de comentário.

Os investidores estão claramente percebendo os ataques do republicano. Em um determinado momento, as ações da Meta caíram cerca de 5% na segunda-feira, deixando-as no caminho certo para o pior dia desde dezembro de 2022.

Luria, analista da DA Davidson, disse que os comentários de Trump levantam preocupações sobre o Facebook se tornar um alvo de Washington mais uma vez.

“Quando um candidato presidencial se refere a eles como o inimigo do povo, isso realmente os traz de volta ao centro do debate — onde não estavam há alguns anos “, disse.

Especificamente, Luria disse que Trump, se eleito presidente, poderia pressionar o Facebook, tornando mais difícil para a Meta fazer aquisições no futuro.

As aquisições anteriores do Instagram e do WhatsApp pela empresa foram fundamentais para seu crescimento.

Ela analisa que “se a empresa não puder comprar a próxima grande novidade no futuro, terá dificuldade para competir”.

“Há coisas muito impactantes que um presidente pode fazer, sem mencionar o uso do poder do pódio para limitar a atratividade de uma empresa para uma determinada base de eleitores”, acrescentou.

É claro que o próprio Trump está muito envolvido com a mídia social.

Recentemente, os órgãos reguladores dos EUA deram sinal verde para uma fusão polêmica entre o proprietário do Truth Social, Trump Media & Technology Group, e uma empresa de cheque em branco.

Se aprovada pelos acionistas no final deste mês, Trump teria uma participação dominante na nova empresa de capital aberto que poderia valer bilhões.

A Câmara dos Deputados deve votar esta semana um projeto de lei que daria ao TikTok cerca de cinco meses para se separar de sua empresa-mãe ligada à China, caso contrário, as lojas de aplicativos nos Estados Unidos seriam proibidas de hospedar o aplicativo em suas plataformas.

O presidente Joe Biden disse que está preparado para assinar o projeto de lei do TikTok se ele for aprovado no Congresso.

CNN


10 de março de 2024 - Apoiadores da Aliança Democrática reagem aos primeiros resultados das eleições em Portugal
10 de março de 2024 – Apoiadores da Aliança Democrática reagem aos primeiros resultados das eleições em Portugal Imagem: Pedro Nunes/Reuters

Com 99% das urnas apuradas nas eleições de Portugal, o PS (Partido Socialista) admitiu a derrota nas eleições parlamentares realizadas neste domingo (10), que foi marcada pelo aumento expressivo da bancada da extrema direita.

O que aconteceu

O líder da AD (Aliança Democrática), de centro-direita, Luís Montenegro, reivindicou a vitória — o país estava havia oito anos sob o governo socialista do primeiro-ministro António Costa. Com 99,01% dos votos apurados, a AD, coligação composta pelo PSD (Partido Social Democrata) e dois partidos conservadores menores, e o PS (Partido Socialista) aparecem cada um com 28,67%. A informação é da Comissão Nacional de Eleições.

“Parece incontornável que a AD ganhou e o PS perdeu”, diz líder da centro-direita.Comemorando a vitória, Montenegro minimizou a pouca diferença para o Partido Socialista e declarou que o desafio para realizar um novo governo e novas políticas é grande, mas já prometeu um programa de saúde nos primeiros 60 dias de governo.

Já o Chega, de extrema direita, obteve o terceiro lugar com 18,03% (1.100.429 votos). O resultado mostra o crescimento da ultradireita em Portugal, quase quadruplicando a sua bancada. No pleito de 2022, o partido obteve 7,3% dos votos — 12 cadeiras, contra 46 cadeiras de agora. O Chega entrou no parlamento português há apenas quatro anos.

A sigla surgiu em 2012 e é comandada pelo deputado André Ventura e cresceu com uma pauta anti-imigração. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos principais apoiadores do partido e chegou a gravar um vídeoconvocando os brasileiros com dupla nacionalidade a votarem em Ventura.

Os portugueses elegem 230 deputados da Assembleia da República neste domingo (10).Diferentemente do que ocorre no sistema eleitoral do Brasil, em Portugal os eleitores votam nos partidos e não em um candidato. Estimativas apontavam que abstenção deveria ficar entre 32% e 46,5% dos 10,8 milhões de eleitores aptos a votar, segundo as projeções das redes de TV.

O Ministério da Administração Interna (MAI) informou que até as 16h (horário de Lisboa), 51,96% dos eleitores tinham votado. A taxa é superior à das últimas eleições legislativas, em janeiro de 2022, quando a estimativa de comparecimento médio às urnas na mesma hora foi de 45,66%.

Esta é a noite em que acabou o bipartidarismo em Portugal. Não sabemos quem será o próximo governo, mas o Chega fez história ao atingir mais de 1 milhão de votos. É uma vitória que tem de ser ouvida no Palácio de Belém, onde um Presidente da República procurou, à última hora, condicionar o voto dos portugueses. Mas este povo sabia o que queria e disse que é ele quem escolhe o governo.
André Ventura, deputado à frente do partido de extrema direita Chega

Temos de ver o que desse voto [no Chega] é voto estrutural e o que é voto de protesto.

Temos um partido forte e unido, pronto para os combates que temos pela frente. O PS será oposição. Como dizia o nosso militante número um, só é derrotado quem desiste de lutar. Voltaremos a construir uma maioria que permita governar Portugal.
Pedro Nuno Santos, líder do Partido Socialista

Eleição foi antecipada

Eleição, que acontece a cada dois anos, foi antecipada. O pleito de 2024 foi marcado após a renúncia do primeiro-ministro socialista António Costa em novembro do ano passado. Ele é investigado pela Procuradoria-Geral da República por interferências na concessão de projetos de lítio e hidrogênio verde. 

Porém, logo depois de a apuração vir à tona, a imprensa local noticiou que a investigação pode confundido o premiê socialista com António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar — o MP não se manifestou.

Após pedido de renúncia, Costa negou “a prática de qualquer ato ilícito ou censurável”.Ele também agradeceu aos portugueses por terem “depositado a confiança” nele ao longo dos oito anos em que esteve no cargo. Ainda, afirmou que sai com a “cabeça erguida” e com “consciência tranquila”.

Costa estava no governo desde 2015. Ele foi reeleito em 2022 e permaneceria no cargo até 2026 caso não tivesse renunciado. 

(UOL com informações da AFP, Ansa, Euronews, Publico e Reuters)


Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e seu antecessor, Donald Trump, estão se posicionando para uma possível reedição da disputa pela Casa Branca nas eleições de 2024. A Super Tuesday, em 5 de março, confirmou que ambos não enfrentam dificuldades significativas nas corridas partidárias, consolidando assim suas posições como favoritos.

Biden, como atual presidente, já conta com o apoio da sigla democrata e dos eleitores para buscar a reeleição. Ele venceu as prévias em todos os 20 estados norte-americanos que já realizaram votações para a indicação do partido. A confirmação oficial de sua candidatura será na Convenção Nacional Democrata, de 19 a 22 de agosto, em Chicago.

Foto: Reprodução/Poder 360.

Trump, por sua vez, é considerado o favorito entre os republicanos, mantendo uma base de eleitores leais ao movimento “Make America Great Again” (Maga). Até o momento, venceu em 22 dos 23 estados que realizaram prévias até 8 de março. A Convenção Nacional Republicana está programada para acontecer de 15 a 18 de julho, em Milwaukee.

Foto: Reprodução/Poder 360.

Ambos os candidatos precisam ser oficialmente confirmados por seus partidos, mas não enfrentam adversários relevantes nas disputas internas. O pleito está marcado para 5 de novembro, e a campanha promete ser intensa, reeditando o cenário de quatro anos atrás, quando Biden derrotou Trump após uma disputa acirrada que culminou com a invasão do Capitólio por extremistas.

Com informações do Poder 360.


Para a imprensa dos EUA, o presidente usou o púlpito da Câmara como ‘entrevista de trabalho’ a oito meses da eleição

Joe Biden
O discurso durou 33 minutos, considerado um “recorde” pela imprensa dos EUA | Foto: Reprodução/vídeos/Redes sociais 

Os norte-americanos acompanharam com atenção na noite desta quinta-feira, 7, o Estado da União, importante ocasião anual em que o presidente dos Estados Unidos fala perante o Congresso. Joe Biden usou o tempo de seu terceiro discurso desde que assumiu a Casa Branca para atacar Trump e reafirmar seu apoio ao aborto. 

Pautas como “democracia ameaçada”, Ucrânia e causa LGBT também estiveram presentes no discurso do democrata octogenário e fizeram com que Biden fosse amplamente criticado por grande parte da imprensa dos EUA. 

O presidente, que tenta a reeleição, está sendo acusado de usar o púlpito da Câmara como “entrevista de trabalho” a oito meses da eleição. 

Joe Biden
Amparado pelo discurso no teleprompter, Biden procurou acalmar os eleitores quanto às preocupações com relação a sua idade avançada | Foto: Reprodução/@joebiden

Biden criticou as políticas e as propostas republicanas e, sem mencionar diretamente o nome de Donald Trump, chegou a insinuar 13 vezes seu antecessor e oponente à Casa Branca em 2024.

O clima de campanha ressoou na plateia, de onde os membros do Partido Democrata chegaram a cantar “mais quatro anos”, enquanto os republicanos vaiavam. 

Veja alguns trechos do discurso de Biden no Estado da União, que teve duração de 33 minutos, “um recorde”, conforme destacou a imprensa local.

Ucrânia

O presidente começou sua fala ao abordar a guerra Rússia–Ucrânia e pediu ao Congresso financiamento adicional para o país de Volodymyr Zelensky. Logo no início, já nessa pauta, Biden acusou Trump de “se curvar a um líder russo”, ao se referir ao presidente Vladimir Putin.

Trump

“Uma alternativa perigosa”, foi como Biden classificou o republicano Trump ao usar seu tempo no Congresso em tom de comício, conforme a imprensa local.

Ao insinuar o nome de Trump, Biden elevou a voz diversas vezes. O presidente, que tenta a reeleição, disparou contra seu rival político e antecessor, acusando-o indiretamente de não apoiar aliados norte-americanos no exterior e de abraçar ideias antidemocráticas nos EUA.

“A liberdade e a democracia estão sob ataque, tanto em casa quanto no exterior, exatamente ao mesmo tempo”, disse Biden. “A história está observando. Assim como a história observou há três anos, em 6 de janeiro.”

Antes de encerrar o tradicional discurso com a frase protocolar usada pelos presidentes nesta ocasião, “o Estado da União é forte”, Biden criticou Trump mais uma vez. O democrata lembrou o episódio de dia 6 de janeiro de 2021, quando houve a invasão ao Capitólio, e ligou qualquer “violência política” no país ao seu antecessor.

“Meu antecessor e alguns de vocês aqui buscam enterrar a verdade do 6 de janeiro”, acusou. “Eu não farei isso. Este é um momento para falar a verdade e enterrar as mentiras.”

O tema “invasão ao Capitólio” tem sido usado por Biden em eventos de campanha das primárias neste ano pelo país. 

O discurso seguiu na linha de acusações implícitas ao adversário político: “E aqui está a verdade mais simples”, falou Biden ao pedir aos legisladores que se lembrem das ameaças estrangeiras e domésticas e unam forças na defesa da democracia.

“Você não pode amar seu país apenas quando vence”, alfinetou. “Respeite eleições livres e justas; restaure a confiança em nossas instituições; e deixe claro que a violência política não tem absolutamente nenhum lugar na América [do Norte].”

A idade

Uma das maiores preocupações do Partido Democrata é com relação à idade de Biden, que está com 81 anos, e sua suposta senilidade, frequentemente apontada por seus opositores e críticos.

“Minha vida me ensinou a abraçar a liberdade e a democracia”, disse Biden na tentativa de aliviar as preocupações sobre seu vigor. 

“Um futuro baseado nos valores fundamentais que definiram a América: honestidade, decência, dignidade, igualdade”, disse. “Respeitar a todos. Dar a todos uma chance justa. Não dar abrigo seguro ao ódio. Agora, algumas pessoas da minha idade veem uma história diferente: uma história americana de ressentimento, vingança e retaliação. Isso não sou eu.”

Aborto

A permissão ao aborto e a tratamentos de fertilidade também foram um componente-chave do discurso de Biden, especialmente à luz de uma decisão controversa da Suprema Corte do Alabama que dificultou o acesso ao tratamento de fertilização in vitro no Estado.

LGBT

O discurso do democrata também passou pelas questões de ideologia de gênero. Sobre o tema LGBT, Biden instou os congressistas a aprovarem a Lei da Igualdade.

“Minha mensagem para os americanos transgênero: estou ao seu lado!” disse Biden.

Um ex-redator de discursos da Casa Branca criticou o de Biden e o chamou de “uma completa vergonha” e “o mais partidário” da história moderna.

Estado da União

O discurso anual do presidente dos EUA no Congresso norte-americano geralmente aborda uma ampla gama de temas, incluindo questões econômicas, sociais, políticas e externas. 

Tradicionalmente, o mandatário do Executivo utiliza o Estado da União para destacar realizações de seu governo e para fazer apelos ao Congresso e ao público em geral.

É uma noite marcante no calendário da Casa Branca, ao oferecer aos presidentes uma linha direta com uma audiência cativa de legisladores e dignitários na Câmara, além de dezenas de milhões de telespectadores em casa. 

Entretanto, a imprensa norte-americana afirmou em grande maioria que a noite de 2024 “perdeu parte de seu brilho à medida que a audiência diminuiu” durante o discurso de Biden.

Informações Revista Oeste


Foto: X: @JMilei / Reprodução

O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou-se contrário ao aborto legal aprovado em seu país desde 2020 e considerou “assassinos” os seus defensores, ao pronunciar um discurso para estudantes nesta quarta-feira (6), a dois dias do Dia Internacional da Mulher.

“Para mim, o aborto é um assassinato agravado pelo vínculo e posso mostrar-lhes isso de uma perspectiva matemática, filosófica e do liberalismo”, disse o presidente de extrema direita para o auditório lotado de jovens estudantes do colégio Cardeal Copella, um estabelecimento católico de Buenos Aires onde o presidente cursou o ensino médio.

Milei classificou os que apoiaram a aprovação da lei como “os assassinos dos lenços verdes”, em alusão ao símbolo que caracteriza as lutas feministas e que se transformou em bandeira do ativismo pelo aborto legal na Argentina.

Esta semana, a França se tornou o primeiro país a incluir em sua Constituição a “liberdade garantida” de abortar, quase meio século depois de sua descriminalização nesse país.

O discurso de Milei acontece dois dias antes da celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, quando coletivos feministas voltarão a marchar em defesa dos direitos das mulheres, da igualdade de gênero e para tornar visível a violência machista.

Na Argentina, a marcha terá este ano o lema “Contra a fome, o ajuste e a repressão” para denunciar as consequências sociais do ajuste econômico que o governo Milei leva adiante, quando a inflação supera 250% em 12 meses e a pobreza atinge mais de 50% da população.

Desde que assumiu em 10 de dezembro, Milei eliminou o Ministério das Mulheres, Gêneros e Diversidade e anunciou recentemente o fechamento do Instituto Nacional contra a Discriminação, a Xenofobia e o Racismo (Inadi), além de proibir o uso da linguagem inclusiva nas Forças Armadas e em toda a administração pública nacional.

Pouco antes de Milei viajar ao Vaticano para uma audiência com o papa Francisco em 12 de fevereiro, a deputada Rocío Bonacci, do partido governista A Liberdade Avança, apresentou um projeto de lei para voltar atrás na legalização do aborto e tipificá-lo como um delito, mas o governo esclareceu depois que esse tema não era prioritário.

A lei de Interrupção Voluntária da Gestação foi aprovada em dezembro de 2020 e colocada em prática em janeiro de 2021, depois de um debate que polarizou a sociedade argentina e atravessou de maneira transversal todas as forças políticas.

Contempla a possibilidade de abortar até 14 semanas, inclusive, de gestação sem ter que explicitar os motivos, bem como quando a gravidez é resultado de estupro e se a saúde ou a vida da pessoa gestante está em perigo. (AFP)