O Canadá se juntou ao Reino Unido e à Austrália na emissão de alertas sobre o período eleitoral no Brasil. Nesta sexta-feira (2), o governo canadense atualizou as recomendações de segurança para cidadãos que estão no país, após os Estados Unidos anunciarem a suspensão dos serviços presenciais em sua embaixada e nos consulados no Brasil durante as Eleições 2026, alegando “questões de segurança”.
Os governos do Reino Unido e da Austrália também publicaram alertas relacionados ao período eleitoral.
Na página oficial de recomendações de viagem ao Brasil, o governo canadense informa que o país realizará eleições gerais em 4 de outubro de 2026, com segundo turno previsto para 25 de outubro, caso necessário. O comunicado alerta para a possibilidade de comícios, manifestações e reforço das medidas de segurança antes, durante e depois da votação.
Entre as orientações aos cidadãos canadenses, estão:
Evitar áreas onde ocorram manifestações e grandes concentrações de pessoas; Seguir as instruções das autoridades locais; Acompanhar os meios de comunicação locais para obter informações atualizadas. O governo canadense também reproduz um aviso de segurança divulgado pelas autoridades norte-americanas. Segundo o comunicado, os serviços consulares na Embaixada dos Estados Unidos e nos consulados no Brasil estão suspensos a partir desta sexta-feira (2), devido a questões de segurança.
O alerta orienta cidadãos norte-americanos que precisem de assistência emergencial durante o período a não se dirigirem à embaixada, aos consulados ou a outras instalações diplomáticas dos Estados Unidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando “muito de perto” as eleições brasileiras. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, ele também classificou o pleito como “muito importante”.
“O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, declarou Trump.
O presidente norte-americano não informou se apoia algum dos candidatos que disputam a Presidência do Brasil. A declaração ocorre poucos dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
A manifestação de Trump acontece em meio às discussões sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Nos últimos dias, parlamentares dos Estados Unidos enviaram cartas ao secretário de Estado, Marco Rubio, cobrando garantias de que o governo norte-americano respeitará o resultado das urnas.
Em uma das cartas, parlamentares democratas afirmaram estar preocupados com ações do governo Trump que, segundo eles, poderiam ameaçar a relação entre os dois países e interferir no processo eleitoral brasileiro. Entre os pontos citados estão a nomeação de Darren Beattie para uma função relacionada ao Brasil no Departamento de Estado e medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.
O Departamento de Estado dos EUA já declarou que respeitará “qualquer governo” eleito no Brasil em outubro e negou ter um plano para impedir uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A possibilidade de interferência estrangeira também foi mencionada em informações atribuídas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo reportagem da Reuters, autoridades brasileiras teriam informado representantes europeus sobre supostas tentativas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro. A agência afirmou ter tido acesso a documentos relacionados aos encontros.
O tema ganhou espaço durante a reta final da campanha, em um cenário de tensão diplomática entre Brasília e Washington. A relação entre os dois governos foi marcada nos últimos meses por disputas comerciais e divergências políticas. A Reuters também registrou que Lula tem alertado sobre interferência estrangeira no processo eleitoral.
Apesar das declarações de Trump sobre a importância do pleito, ele não anunciou apoio público a nenhum candidato brasileiro nesta quinta-feira.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (7) que a fabricante canadense Bombardier poderá ser impedida de vender aeronaves no país caso não passe a produzir em território americano. A declaração ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Washington e Ottawa.
“NÃO HAVERÁ MAIS VENDAS DA BOMBARDIER NOS ESTADOS UNIDOS! Seus produtos não são bons o suficiente!”, disse Trump em uma postagem no Truth Social. “Se querem nosso Mercado, precisam fabricar aqui e parar de tratar os Estados Unidos como um ‘cofrinho'”, afirmou.
A medida faz parte da estratégia de Trump para incentivar a produção nos EUA. A Casa Branca ainda não explicou como a possível restrição seria aplicada. A Bombardier também não comentou a declaração.
Presença nos EUA
A Bombardier já mantém uma fábrica no Kansas voltada à preparação de aeronaves para missões especiais. Aproximadamente metade das 5.100 aeronaves da empresa em operação com clientes está nos Estados Unidos. Em janeiro, Trump já havia ameaçado impor tarifas de 50% sobre aviões fabricados no Canadá, mas a medida não avançou.
A pressão ocorre enquanto a empresa amplia suas operações. Em setembro, a Bombardier anunciou a compra de uma fábrica canadense da Mitsubishi Heavy Industries. Em julho, a fabricante informou receita trimestral de US$ 2,15 bilhões, alta de 6% em um ano, impulsionada principalmente pelos serviços de pós-venda.
*Metro1 Foto: Official White House Photo by Andrea Hanks
O governo dos Estados Unidos revogou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a medida acontece em resposta à demora na liberação do aval diplomático a Daniel Perez, que deve assumir a embaixada dos EUA no Brasil.
Tradicionalmente, para um embaixador assumir o posto, é necessário que o país que irá recebê-lo autorize a indicação. De acordo com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa decisão será tomada apenas após as eleições de outubro.
Segundo o governo Trump, a diplomata brasileira poderá permanecer no país. Quando a decisão envolve esse perfil, ela não implica a expulsão imediata do território. A pessoa alvo da determinação pode continuar morando no país enquanto aguarda o impasse.
Daniel Perez foi indicado pela Casa Branca ao cargo em 1º de junho e ainda precisa do aval do Senado americano. O presidente da Câmara dos Deputados da Flórida, de 38 anos, deverá assumir a posição deixada por Elizabeth Bagley em janeiro de 2025. Ela havia sido indicada pelo ex-presidente Joe Biden.
BRASIL NEGOU VISTO A OFICIAIS DOS EUA Em 25 de julho, o Brasil negou o visto de dois oficiais dos Estados Unidos que pretendiam vir ao país, após identificar tentativas do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, de investigar o sistema eleitoral brasileiro.
Na véspera da visita, o jornal americano The Washington Post publicou que o governo Trump pretendia enviar dois oficiais para “lançar dúvidas sobre a lisura e a integridade do sistema eleitoral brasileiro”. O Itamaraty confirmou que os vistos de Riley Barnes, secretário assistente, e Samuel Samson, secretário assistente adjunto do Departamento de Estado, foram negados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogará por mais um ano a emergência nacional em relação ao Brasil, mantendo em vigor a declaração originalmente estabelecida pela ordem executiva de 30 de julho de 2025. O aviso será publicado nesta quarta-feira (29) no Federal Register, o diário oficial dos EUA.
No documento, Trump afirma que permanecem válidas as razões que embasaram a declaração de emergência, alegando que políticas e ações do governo brasileiro continuam representando uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA. O texto repete as justificativas do decreto do ano passado, incluindo acusações de restrições à liberdade de expressão, violações de direitos humanos e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de críticas a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida, porém, não cria novas sanções nem restabelece tarifas. A prorrogação é uma exigência da Lei de Emergências Nacionais americana, que determina a renovação anual das declarações de emergência para evitar sua expiração automática.
O decreto de julho de 2025 havia imposto uma tarifa adicional de 40% sobre a maior parte das importações brasileiras com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). No entanto, essa tarifa deixou de vigorar em fevereiro de 2026, após a Suprema Corte dos EUA decidir que a IEEPA não confere ao presidente autoridade para impor tarifas comerciais.
Desde então, o regime tarifário mudou. Atualmente, está em vigor uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, adotada com fundamento na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). Neste mês, o USTR também anunciou a adição de uma alíquota de 12,5% ao País decorrente de investigações sobre trabalho forçado. O Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as sobretaxas.
Washington (United States of America), 06/04/2026.- US President Donald J Trump during a media briefing on Iran from the James S Brady Press Briefing Room of the White House in Washington, DC, USA, 06 April 2026. EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL
A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras passa a valer nesta quarta-feira (22). A medida atinge cerca de 3 mil produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, enquanto outros mais de 2 mil itens ficaram de fora da cobrança.
A sobretaxa foi anunciada pelo governo de Donald Trump após uma investigação comercial concluir que o Brasil adota práticas que, na avaliação dos EUA, restringem ou oneram o comércio com o país.
Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos Pix, a regulação das plataformas digitais, acordos comerciais, questões ambientais, o mercado de etanol, propriedade intelectual e o combate à corrupção.
O governo brasileiro contesta as justificativas e afirma que a medida tem motivação política, classificando o tarifaço como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país.
Entre os principais produtos isentos da nova tarifa estão petróleo bruto, café em grão, carne bovina, aeronaves, celulose e suco de laranja. Já setores como máquinas industriais, etanol, pneus, açúcar, madeira, calçados, tabaco e alguns produtos de alumínio serão impactados pela sobretaxa.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a medida afetará aproximadamente 15% das exportações brasileiras aos Estados Unidos com base nos números de 2025, o equivalente a cerca de 5,8 bilhões de dólares (R$ 29,4 bilhões). Ainda assim, 57% dos produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano permanecerão livres da nova cobrança.
O governo brasileiro informou que continuará buscando uma solução por meio do diálogo diplomático. Embora tenha anunciado que poderá utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, ainda não foram divulgadas medidas concretas de retaliação.
Além das negociações, o governo prepara ações para reduzir os impactos da tarifa sobre os setores afetados, incluindo linhas de crédito para empresas e um programa de diversificação de mercados, coordenado pela ApexBrasil.
O cenário ainda pode sofrer mudanças. O governo brasileiro acompanha a possibilidade de os Estados Unidos anunciarem uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos relacionados a uma investigação envolvendo trabalho forçado. Caso a medida seja cumulativa, a sobretaxa sobre determinados produtos brasileiros poderá chegar a 37,5%.
Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.
Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.
Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.
A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.
Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados.
O governo de Donald Trump deve anunciar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, com base na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que apura práticas comerciais consideradas desleais.
Embora mantenham as negociações, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem pouca possibilidade de reversão do tarifaço.
Na última sexta-feira (10/7), o petista se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsáveis por conduzirem as negociações com os norte-americanos. Na ocasião, Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15/7).
O Palácio do Planalto trabalha com duas possibilidades: a primeira, e a mais provável, é que haverá taxação — resta saber o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.
Em junho, a investigação do USTR sugeriu a aplicação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras para o EUA. O processo tem como base a Seção 301 da Lei de Lei de Comércio de 1974. Entre as práticas investigadas, estão uso do Pix, desmatamento ilegal e regras de proteção de propriedade intelectual.
A avaliação do governo brasileiro é que os negociadores norte-americanos não devem levar em consideração os argumentos técnicos apresentados e, portanto, os países estão longe de um entendimento. A mesma impressão foi compartilhada pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, na última semana. Em entrevista à Fox Business, ele reconheceu que há “muita distância” entre as partes e pontuou que a decisão está próxima de ser tomada.
“Esta semana tivemos nossa última audiência, e eu estou em contato com os brasileiros, estamos tentando negociar, mas eu acho que há muita distância entre nós, então você verá a decisão final sobre o Brasil muito em breve”, disse Greer.
Antes do prazo final para a aplicação das tarifas, na quarta-feira (15/7), Greer e ministros brasileiros devem ter nova reunião para discutir o tema.
Um segundo cenário projetado pelo Palácio do Planalto é que os americanos decidam adiar a imposição da tarifa em um gesto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. A possibilidade é vista como remota, mas não impossível.
Isso porque a administração Trump demonstra ser imprevisível e, além disso, existe lobby por parte da ala ideológica do Departamento de Estado para tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro.
Flávio viajou a Washington para participar da audiência que discutiu o tarifaço, na última semana. Durante a reunião, ele argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa e alegou que a medida beneficiaria Lula eleitoralmente. Antes, o senador havia pedido que o governo norte-americano adiasse a taxação pelo menos até as eleições.
A gestão Lula repudiou o gesto e voltou a acusar Flávio de traição à pátria. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Em ambos os cenários, o governo brasileiro ainda avalia como vai reagir. A orientação de Lula é que se mantenha as negociações até o fim. Somente após a decisão do dia 15 de julho, o Planalto vai definir a resposta.
A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as companhias ganharam mais uma semana e terão até 14 de julho para apresentar suas manifestações no processo.
A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, contrariando solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), representante do Brasil na ação. O órgão defendia que a Justiça americana determinasse que Rumble e Trump Media respondessem ao pedido de extinção do processo até a última terça-feira (7).
Em junho, a magistrada já havia rejeitado o pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado em revelia, autorizando também o ingresso do governo brasileiro no caso e adiando a análise da solicitação da AGU para encerrar a ação.
As empresas sustentam que Moraes foi devidamente notificado por um meio reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos e alegam que o ministro não apresentou resposta nem solicitou prorrogação do prazo. No entanto, Mary Scriven entendeu que, antes de avaliar um eventual reconhecimento de revelia, é necessário decidir questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido para extinguir o processo.
A ação foi protocolada em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. Rumble e Trump Media acusam Alexandre de Moraes de promover censura ilegal ao determinar a remoção de perfis de usuários ligados à direita brasileira.
O objetivo é fazer com que decisões judiciais expedidas por Moraes no Brasil sejam consideradas inválidas e sem efeito nos Estados Unidos.
*Pleno.News Fotos: EFE/EPA/REMKO DE WAAL e Carlos Moura/SCO/STF
Abelardo de la Espriella venceu o candidato apoiado pelo atual presidente, Iván Cepeda, em disputa apertada e marca a volta da direita ao poder no país
O advogado Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia neste domingo (21), em uma votação apertada que marcou a volta da direita ao poder após o mandato de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da história do país. Com 99,99% das urnas apuradas, Espriella obteve 49,66% dos votos, contra 48,7% de Iván Cepeda, aliado de Petro. A diferença entre os candidatos ficou abaixo de 300 mil votos.
Apesar de a contagem oficial ainda depender do escrutínio final, o candidato conservador se declarou vencedor e afirmou que governará para todos os colombianos. Já Petro levantou suspeitas sobre a apuração e disse que ainda não era possível confirmar quem será o próximo presidente.
A eleição registrou comparecimento recorde, com mais de 26 milhões de votantes, e consolida a guinada à direita observada em parte da América Latina. Durante a campanha, Espriella adotou um discurso nacionalista e prometeu endurecer o combate à criminalidade, além de rever políticas implementadas pelo atual governo.
O resultado também expôs a forte polarização política no país. Apoiadores dos dois candidatos foram às ruas após a divulgação da apuração preliminar, e confrontos com a polícia foram registrados em Cali. Embora o resultado divulgado neste domingo não tenha valor jurídico, a contagem final costuma confirmar a tendência apontada pela apuração inicial.