A pequena Maria Gonçalves Lima, de 7 meses, foi escolhida para ser levada ao papa Leão XIV e abençoada por ele em meio a multidão na Praça de São Pedro, no Vaticano, na quarta-feira (22). (Veja no vídeo acima) A menina nasceu em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, e está no Vaticano com a mãe, a administradora Carol Lima. As duas fazem turismo religioso com um grupo de 25 pessoas em uma excursão pela Europa.
Em entrevista para a TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, Carol Lima contou que o grupo sabia que o papa realiza esse passeio e que já tem o costume de abençoar bebês nesse momento, mas não tinham certeza se ia conseguir o feito. “Na quarta-feira, nós fomos participar da catequese com o papa. Antes de realizar, ele faz um passeio com o papamóvel na Praça de São Pedro e tem o hábito de pegar crianças. A gente já sabia disso e já veio pedir essa benção para Deus”, contou Carol Lima.
“O máximo que a gente conseguiu foi ficar próximo das grades onde o papamóvel rodava. Nós ficamos e tentamos contar com a fé que daria certo”.
A mãe da bebê contou que a praça já estava cheia quando chegaram e eles procuraram um local na grade onde o papa poderia passar e esperaram lá. Quando o santíssimo passou, eles entregaram a bebê ao segurança, que ergueu a pequena Maria e possibilitou que o papa a abençoasse. “Assim aconteceu conforme a vontade do Senhor. O papa fez a imposição na cabeça dela e a gente ficou muito feliz. Todo o grupo de 25 pessoas. Nós estamos emocionados. A gente entende que a benção se estende para todos nós”, contou a mãe da bebê.
“Nosso desejo é que a benção se estenda para todas as pessoas que se sintam tocadas por esse vídeo, que mostra o pouquinho do que a gente viveu. Foi abundantemente abençoado , muito bom”.
Rodrigo Paz encerrou um ciclo de duas décadas de governos de esquerda no país
Rodrigo Paz Pereira: de senador a presidente eleito da Bolívia | Foto: Reprodução/X/@rodrigo_pazp
O encerramento de um ciclo de duas décadas de governos de esquerda na Bolívia repercutiu no Congresso Nacional. A vitória de Rodrigo Paz, de centro-direita, nas eleições presidenciais causou entusiasmo entre os parlamentares da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O político boliviano foi eleito neste domingo, 19.
Para o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), a Bolívia “deu um exemplo de coragem ao romper com o ciclo de governos de esquerda”.
“A Bolívia mostrou que é possível se libertar da ideologia que destrói economias e corrompe instituições”, afirmou vice-líder da oposição na Câmara. “Falta o Brasil seguir esse caminho e se libertar do PT.”
Já o deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) classificou o resultado como um sinal de mudança que deveria inspirar outros países. “O povo boliviano escolheu o futuro e rejeitou o atraso”, afirmou. “Um exemplo de coragem que deve inspirar o Brasil a virar a página e retomar o caminho da prosperidade.”
Também opositor ao governo Lula, o deputado Coronel Tadeu (PL-SP) celebrou o que chamou de “grito de liberdade” na América Latina.
“A Bolívia deu um grito de liberdade!”, disse Tadeu. “Que o Brasil desperte e faça o mesmo. Os bolivianos entenderam que liberdade e prosperidade caminham juntas. O Brasil precisa ter a mesma coragem para se libertar da esquerda.”
O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) destacou a eleição boliviana como parte de um movimento mais amplo no continente.
“Mais um país que decide se livrar das amarras ideológicas e buscar progresso de verdade”, afirmou o deputado do PL do Amazonas. “O vento da mudança está soprando no continente.”
Quem é o presidente eleito da Bolívia
O desfecho da eleição presidencial boliviana representou o fim de um período iniciado em 2006, com a chegada do socialista Evo Morales ao poder. Com 54,6% dos votos obtidos no segundo turno, Rodrigo Paz derrubou o regime de esquerda, com pautas voltada à retomada do crescimento econômico e ao fortalecimento das instituições democráticas.
Então senador, Paz, de 58 anos, é filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora. Ele assumirá o seu mandato de presidente da Bolívia em 8 de novembro.
Marcelo Rebelo de Sousa sancionou a nova Lei dos Estrangeiros, que endurece regras de imigração em Portugal e afeta diretamente os brasileiros. A norma exige visto obtido no país de origem e impõe restrições ao reagrupamento familiar, alinhando o país às diretrizes migratórias da União Europeia
O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou nesta quinta-feira (16) a nova Lei dos Estrangeiros. “Considerando que o diploma agora revisto e aprovado por 70% dos deputados corresponde minimamente ao essencial das dúvidas de inconstitucionalidade suscitadas pelo presidente da República e confirmadas pelo Tribunal Constitucional, o presidente da República promulgou o diploma (…) que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional”, disse Rebelo de Sousa em nota.
A restrição à imigração era uma das promessas de campanha da Aliança Democrática, coligação de centro-direita que governa Portugal, liderada pelo premiê Luís Montenegro. A primeira versão da nova Lei dos Estrangeiros tinha sido aprovada no parlamento em 17 de julho. No dia 24 do mesmo mês, Rebelo de Sousa a encaminhou ao Tribunal Constitucional para uma “fiscalização preventiva”. Em 8 de agosto a corte declarou a inconstitucionalidade de trechos da Lei -que foi vetada no mesmo dia pelo presidente.
Foi preciso assim que o governo redigisse uma nova versão, que foi aprovada na Assembleia da República no dia 30 de setembro. A aprovação, por 160 votos contra 70, só foi possível por um acordo entre o governo e o Chega, partido da ultradireita portuguesa. A esquerda liderada pelo Partido Socialista votou contra. Faltava apenas a promulgação por parte do presidente, que veio nesta quinta.
Embora mais branda que a versão anterior, a segunda redação da lei dificulta a vida dos brasileiros que moram ou pretendem morar em Portugal. Um estrangeiro que vive no país só pode trazer a família depois de um ano de residência legal, e precisa comprovar a coabitação com o cônjuge por pelo menos um ano antes da mudança. O reagrupamento familiar só é imediato em caso de família com filhos menores de idade ou declarados incapazes.
O espírito da nova regulamentação é adequar Portugal às normas de imigração recomendadas pela União Europeia. Isso significa que, ao contrário do que ocorria antes, os imigrantes não poderão mais entrar como turistas em solo luso e obter a documentação a posteriori. Portanto, deverão obter visto de estudante ou de trabalhador no país de origem. Os vistos para procura de emprego serão restritos a profissionais considerados “altamente qualificados”.
A nova lei abre brechas para acordos bilaterais entre os países, que poderão negociar canais específicos para seus cidadãos. Isso poderia beneficiar os milhares de brasileiros que trabalham na indústria do turismo portuguesa, em hotéis ou restaurantes.
Em paralelo à Lei dos Estrangeiros o governo português deve apresentar à Assembleia da República, na semana que vem, o texto da nova Lei da Nacionalidade, que deverá igualmente afetar os brasileiros. Entre outras coisas, ela poderá aumentar o prazo para que estrangeiros residentes em Portugal possam reivindicar um passaporte português. Hoje brasileiros e cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) podem fazer isso depois de cinco anos de residência legal. Com a nova norma, o prazo pode subir para sete anos.
A discussão sobre a Lei da Nacionalidade está prevista para a próxima quarta-feira (22).
‘The New York Times’ revelou que ‘operações letais’ estavam no radar. Presidente dos EUA não quis comentar se agentes de inteligência receberam autorização para eliminar Maduro.
Donald Trump, presidente dos EUA, e Nicolás Maduro, presidente da Venezuela • Reuters/Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quinta-feira (15) ter autorizado operações da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) na Venezuela. Ele também afirmou que estuda realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas venezuelanos.
Mais cedo, o jornal The New York Times afirmou que as ações autorizadas pela CIA podem incluir “operações letais” e outras iniciativas da inteligência americana no Caribe. Com isso, os alvos poderiam ser Nicolás Maduro e integrantes do governo venezuelano.
Trump disse que autorizou operações secretas da CIA na Venezuela porque o país tem enviado drogas e criminosos para os Estados Unidos. Ao ser perguntado se agentes de inteligência teriam autoridade para eliminar o presidente venezuelano, ele preferiu não responder.
“Essa seria uma pergunta ridícula para eu responder. Mas acho que a Venezuela está sentindo a pressão, e outros países também.” Trump também defendeu as operações militares em andamento em águas do sul do Caribe. Nas últimas semanas, os Estados Unidos bombardearam uma série de barcos que supostamente transportavam drogas. Ao todo, 27 pessoas morreram.
“Cada barco que destruímos, salvamos 25 mil vidas de americanos”, afirmou. “Não quero dizer exatamente, mas certamente estamos olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado.”
Desde o mês passado, segundo a imprensa americana, o governo Trump avalia uma operação militar que pode incluir ataques à Venezuela. Estruturas ligadas a cartéis de drogas estariam entre os possíveis alvos. Autoridades dizem que o objetivo final seria tirar Maduro do poder.
Os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente pelo governo Trump como organização terrorista internacional. Neste contexto, o governo americano pode considerar o presidente da Venezuela um alvo legítimo ao anunciar ataques contra cartéis. Em agosto, o Departamento de Justiça ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão do presidente venezuelano. No mesmo mês, o governo norte-americano anunciou o envio de navios e aeronaves militares para o Caribe, em uma área próxima à costa venezuelana, alegando se tratar de uma operação contra o tráfico internacional de drogas.
Operações no Caribe
Desde setembro, os Estados Unidos vêm bombardeando barcos que, segundo o governo, pertencem a organizações narcoterroristas envolvidas no transporte de drogas para o território norte-americano.
O bombardeio mais recente foi autorizado na terça-feira (14), quando militares atingiram um barco em águas internacionais próximas à costa da Venezuela. Seis pessoas morreram, segundo Trump.
“A inteligência confirmou que a embarcação estava traficando narcóticos, estava associada a redes ilícitas de narcoterrorismo e transitava por uma rota conhecida de organização terrorista”, publicou o presidente em uma rede social.
Essas operações, no entanto, têm sido alvo de críticas de entidades internacionais. A Human Rights Watch afirmou que os bombardeios violam a lei internacional por se tratar de “execuções extrajudiciais ilegais”.
O tema também foi discutido no Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira (10), que levantou preocupações sobre a execução de civis sem julgamento, além da possibilidade de uma escalada militar na região.
Já o governo da Venezuela pediu para que a comunidade internacional investigue os ataques, afirmando que as vítimas — que os EUA alegam ser narcotraficantes — eram apenas pescadores.
Escalada
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o aparato enviado pelos EUA ao sul do Caribe é incompatível com uma operação militar para combater o tráfico de drogas.
“Se você olhar o tipo de equipamento enviado para a Venezuela, não é um equipamento de prevenção ou de ação contra o tráfico, ou contra cartéis”, aponta o cientista Carlos Gustavo Poggio, professor do Berea College, nos EUA.
Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, avalia que os EUA podem estar se preparando para uma intervenção militar na Venezuela.
“É uma situação muito semelhante àquela do Irã, alguns meses atrás. O volume de recursos militares que os Estados Unidos transferiram para o Oriente Médio naquela ocasião, e agora para o Caribe, são indicações de que eles estão falando sério”, disse.
Veja a seguir o que se sabe sobre a operação dos EUA:
Enquanto isso, Caracas vem mobilizando militares e milicianos para se defender de um possível ataque. Civis também estão sendo treinados.
Pelo menos sete navios dos EUA foram enviados para o sul do Caribe, incluindo um esquadrão anfíbio, além de 4.500 militares e um submarino nuclear. Aviões espiões P-8 também sobrevoaram a região, em águas internacionais.
A operação se apoia no argumento de que Maduro é líder do suposto Cartel de los Soles, classificado pelos EUA como organização terrorista.
Os EUA consideram o presidente venezuelano um fugitivo da Justiça e oferecem recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão dele.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, se recusou a comentar objetivos militares, mas disse que o governo Trump vai usar “toda a força” contra Maduro.
O site Axios revelou que Trump pediu um “menu de opções” sobre a Venezuela. Autoridades ouvidas pela imprensa americana não descartam uma invasão no futuro.
Trump vem se recusando a comentar se irá ordenar um ataque direto ao território venezuelano. Por outro lado, o presidente já autorizou que militares atirem contra caças da Venezuela que oferecerem risco à operação americana.
Após 738 dias de cativeiro, o Hamas iniciou nesta segunda-feira a libertação dos primeiros reféns israelenses capturados em 2023. O processo, mediado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, faz parte do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o grupo palestino
O grupo terrorista Hamas iniciou na manhã desta segunda-feira (madrugada de segunda em Brasília) a libertação de reféns israelenses capturados no ataque de 7 de outubro de 2023. Após 738 dias de cativeiro na Faixa de Gaza, os primeiros sobreviventes foram transferidos para equipes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que atuam como intermediárias no acordo de cessar-fogo firmado entre as partes.
O processo de libertação, que deve ocorrer sem cerimônias públicas por parte do Hamas, começou por volta das 08h10 no horário local (02h10 em Brasília), com a entrega de um primeiro grupo de sete reféns.
Os primeiros libertados foram identificados como Eitan Mor, os irmãos gêmeos Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Guy Guilboa-Dalal, Alon Ohel e Omri Meiran. Conforme comunicado oficial das Forças de Defesa de Israel (FDI), por volta das 09h10 (03h10 em Brasília), a Cruz Vermelha transferiu esse grupo com sucesso para a custódia dos militares israelenses.
“As FDI estão preparadas para receber reféns adicionais, que deverão ser transferidos para a Cruz Vermelha posteriormente”, informou o Exército israelense.
Segunda Leva e contexto político
Pouco depois das 10h25 locais (04h25 em Brasília), o Hamas anunciou o início da entrega de um segundo grupo de reféns. O anúncio coincidiu com a chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv.
A expectativa é de que mais 13 reféns sejam libertados ao longo do dia, totalizando 20 pessoas. No entanto, a lista final divulgada pelo grupo palestino apresentou discrepâncias em relação às expectativas iniciais de Israel: os nomes do nepalês Bipin Joshi e de Tamir Nimrodi não foram incluídos, reduzindo o número de 22 para 20 reféns previstos para a operação.
Com isso, os 20 últimos sequestrados pelos terroristas que ainda estão vivos são devolvidos
Sete reféns libertados nesta segunda-feira, 13 | Foto: Reprodução/X/IDF
Depois de dois anos do ataque terrorista do Hamas a Israel, os últimos 20 reféns israelenses sobreviventes foram libertados nesta segunda-feira, 13, e já estão sob responsabilidade do governo israelense. Nas primeiras horas do dia, os terroristas libertaram sete reféns e, em seguida, as últimas 13 pessoas foram entregues à Cruz Vermelha. Todos já estão em Israel.
Os sete primeiros reféns libertados são Eitan Mor, Gali e Ziv Berman, Matan Angrest, Guy Guilboa-Dalal, Alon Ohel e Omri Meiran, informaram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês).
Em uma postagem no X, as IDF disseram que “funcionários da Diretoria de Recursos Humanos da IDF e equipes médicas da IDF estão acompanhando Eitan Mor, Alon Ohel, Ziv Berman, Gali Berman, Guy Gilboa-Dalal, Omri Miran e Matan Angrest, que passarão por uma avaliação médica inicial e se reunirão com suas famílias no ponto de recepção inicial no sul de Israel”. E prosseguiu: “Representantes das IDF estão acompanhando todos os familiares que aguardam no hospital e continuam a fornecer atualizações constantes. As IDF estão preparadas para receber reféns adicionais que deverão ser transferidos para a Cruz Vermelha posteriormente”.
As IDF também publicaram uma foto dos sete reféns entregues nesta segunda-feira, 13.
Sobre os últimos 13 reféns, as IDF disseram por volta das 5h30 (horário de Brasília) que “de acordo com informações fornecidas pela Cruz Vermelha, 13 reféns foram transferidos para sua custódia e estão a caminho das forças da IDF e da ISA em Gaza”.
Israel publicou as fotografias dos outros 13 reféns.
Processo de entrega do reféns e devolução de corpos
Além dos reféns vivos, metade dos 28 corpos de vítimas que morreram sob controle do Hamas deverão ser devolvidos ainda nesta segunda-feira, 13, enquanto os demais devem ser repatriados em fases posteriores do acordo de trégua. Entre os restos mortais está o de um soldado israelense morto em 2014 na Faixa de Gaza.
Os reféns agora serão levados para a base militar de Re’im, em Israel, onde encontrarão suas famílias. O processo de libertação contou com a mediação da Cruz Vermelha e o apoio das forças israelenses posicionadas em Gaza.
A transferência dos reféns ocorre em duas fases. Na primeira, a Cruz Vermelha Internacional coordena o resgate em local combinado com o Hamas. O comboio segue para um ponto de encontro com o Exército de Israel, que assume a custódia e leva os sobreviventes à base de Re’im, onde os familiares aguardam.
Na segunda etapa, os resgatados passam por avaliações médicas iniciais na base militar. Em seguida, reencontram seus parentes e serão transferidos de helicóptero para hospitais em Tel-HaShomer, Tel-Aviv e Petah Tikva, com a divisão de pacientes entre as unidades Sheba, Ichilov e Beilinson.
Acordo de paz
O cessar-fogo atual foi estabelecido a partir de uma proposta de 20 pontos apresentada na última semana pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo prevê ainda a libertação de 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza que foram detidos desde o início do conflito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante pronunciamento | Foto: RS/Via Fotos Públicas
Donald Trump chegou a Israel nesta segunda-feira, 13, e foi recebido no Aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo presidente Isaac Herzog. O clima no país tem sido de celebração, especialmente depois do anúncio do pacto de libertação dos reféns.
No sábado, milhares de israelenses, muitos usando camisetas com fotos dos reféns, se reuniram na chamada Praça dos Reféns, em Tel-Aviv, em frente a um telão que marcava os 735 dias desde os ataques do Hamas.
Einav Zangauker, mãe do refém Matan Zangauker, 25, declarou: “Sinto uma emoção imensa, não tenho palavras para descrevê-la — para mim, para nós, para todo Israel, que quer que os reféns voltem para casa e espera ver todos regressarem”, disse à AFP.
Viagem de Trump ao Egito
Depois de breve passagem por Israel, Donald Trump segue para Sharm el-Sheikh, no Egito, onde presidirá uma cúpula de paz ao lado do presidente egípcio Abdul Fatah Al-Sisi.
Entre os participantes estão o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.
O gabinete de Netanyahu informou que nenhuma autoridade israelense participará da reunião. O encontro também não terá a presença de membros do Hamas. Apesar do avanço no processo de negociação, mediadores ainda buscam garantir um acordo político duradouro que leve o Hamas a se desarmar.
Pequim classificou medida “hipócrita” e alertou que agirá para proteger seus interesses
Foto: Reprodução/Shutterstock/Getty Images
A crise comercial entre China e Estados Unidos voltou a se intensificar neste fim de semana. O governo chinês classificou como “hipócritas” as novas tarifas de 100% impostas por Washington sobre produtos chineses e ameaçou adotar medidas de retaliação, segundo comunicado divulgado neste domingo (12) pelo Ministério do Comércio da China.
A tensão teve início na sexta-feira (10), quando o presidente Donald Trump criticou a decisão de Pequim de restringir a exportação de elementos ligados às terras raras, insumo essencial para a indústria tecnológica. Pouco depois, o republicano anunciou a cobrança adicional sobre importações chinesas, válida a partir de 1º de novembro.
Em resposta, o governo chinês acusou os EUA de “agir unilateralmente” e reforçou que “não busca conflito, mas não tem medo de enfrentá-lo”. O ministério ainda afirmou que as restrições sobre terras raras foram uma consequência direta das medidas recentes de Washington.
O aumento da tensão já abalou os mercados internacionais, com queda nas ações de grandes empresas de tecnologia. O impasse também pode afetar o encontro previsto entre Trump e Xi Jinping, durante a Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul, ainda sem confirmação oficial por parte de Pequim.
A carta foi descoberta pelo sacristão do edifício, perto da área das velas, que rapidamente alertou a segurança. As autoridades inspecionaram a catedral, não encontrando qualquer arma no interior.
Uma carta anônima foi encontrada na Catedral de Notre-Dame, em Paris, França, na sexta-feira, alertando para um possível ataque a faca nos dias 11 ou 12 de outubro.
“Não abram a catedral nos dias 11 e 12 de outubro”, dizia o autor da carta, em uma mensagem datilografada citada pelo Le Parisien. “Haverá visitantes estrangeiros que, com a ajuda de outros visitantes, já esconderam facas na catedral nos últimos dias. Eles vão causar um massacre. Por favor, não abram a catedral.”
A carta foi encontrada pelo sacristão do edifício, próximo à área das velas, que imediatamente alertou a equipe de segurança. Após a inspeção do local para garantir que não havia armas escondidas, decidiu-se não evacuar a catedral, que continuava recebendo turistas em um dos pontos mais icônicos da França.
Na manhã deste sábado, a catedral reabriu normalmente. Antes da abertura ao público, porém, segundo informou o governo local, foi realizada uma “inspeção conjunta pela equipe de segurança da catedral e pela Diretoria de Ordem Pública e Trânsito da polícia local”. As autoridades concluíram que não havia qualquer risco de segurança para os visitantes, e nenhuma arma foi encontrada no interior.
Outro alerta em abril, durante a Páscoa Em abril deste ano, uma situação semelhante já havia ocorrido, com uma carta alertando para um possível ataque terrorista durante o fim de semana de Páscoa.
Deixada em um banco da catedral, a mensagem dizia: “No domingo de Páscoa, haverá um ataque”. As autoridades registraram a ocorrência e abriram uma investigação por “ameaça material de crime contra pessoas, cometida com base em raça, etnia, nação ou religião” e também por “divulgação de informações falsas com o objetivo de criar uma crença em destruição perigosa”.
Por enquanto, nenhuma investigação foi aberta em relação ao incidente mais recente. A polícia francesa afirmou, no entanto, que “os funcionários da catedral têm o direito de registrar uma queixa”. Não há informações que indiquem se o autor das duas cartas é a mesma pessoa, nem qual seria o motivo por trás dos alertas, que, até agora, não se concretizaram.
Pelo menos uma pessoa morreu na madrugada desta sexta para sábado, e sete ficaram feridas no sul do Líbano devido a ataques aéreos de Israel, anunciou o Ministério da Saúde libanês.
Mais uma vez, o sul do Líbano é alvo de uma odiosa agressão israelense contra instalações civis. Sem justificativa nem pretexto. Mas o mais grave deste ataque é o fato de acontecer após o acordo de cessar-fogo em Gaza”, declarou o presidente libanês, Joseph Aoun.
Os ataques aéreos na vila de Msayleh atingiram um local que vendia máquinas pesadas, destruindo um grande número de veículos.
Um veículo carregado de vegetais, que passava pelo local no momento dos bombardeios, foi atingido, matando uma pessoa e ferindo outra, de acordo com a TV Al-Manar, do Hezbollah.
O Ministério da Saúde informou mais tarde que a vítima fatal era um cidadão sírio, enquanto os feridos eram um sírio e seis libaneses, incluindo duas mulheres.
O exército israelense afirmou que o alvo foi um local onde havia maquinário armazenado para ser usado na reconstrução da infraestrutura do Hezbollah.
“A presença desses veículos e as atividades do Hezbollah naquela área constituem uma violação dos acordos firmados entre Israel e o Líbano”, acrescentou o exército.
Apesar do cessar-fogo de 27 de novembro de 2024, que pôs fim a mais de um ano de conflito entre Israel e o Hezbollah, o exército israelense continua realizando ataques quase diários no Líbano, alegando ter como alvo membros do movimento apoiado pelo Irã e acusando-o de tentar reconstituir suas forças.
A ONU informou, no início de outubro, que 103 civis foram mortos no Líbano desde a entrada em vigor da trégua.
A Casa Branca afirmou, nesta sexta-feira (10), que o comitê do Nobel “provou que eles colocam a política acima da paz” ao conceder o prêmio da paz à líder da oposição venezuelana María Corina, em detrimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala foi proferida por intermédio do porta-voz Steven Cheung, em postagem no X.
– O presidente Trump continuará fazendo acordos de paz, acabando com guerras e salvando vidas. Ele tem o coração de um humanitário, e nunca haverá ninguém como ele, que pode mover montanhas com a força de sua vontade. O comitê do Nobel provou que eles colocam a política acima da paz – declarou Cheung.
É de conhecimento público que Donald Trump gostaria de ganhar o prêmio em razão de sua atuação na resolução de conflitos mundiais, incluindo no recente acordo de paz firmado entre Israel e Hamas, que fez cessar a guerra de dois anos na Faixa de Gaza e permitirá a libertação dos reféns israelenses na próxima segunda-feira (13).
O Nobel, contudo, optou por premiar María Corina “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Ela foi elogiada por ser uma “figura-chave e unificadora em uma oposição política que antes era profundamente dividida – uma oposição que encontrou um ponto comum na demanda por eleições livres e governo representativo”.