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A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas sobre parte das exportações brasileiras combina fatores internos da economia americana com o andamento das negociações entre os dois países, marcando o primeiro movimento de flexibilização desde o tarifaço anunciado em julho.
Para Abrão Neto, presidente da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil), a pressão inflacionária foi o ponto central da mudança. “Com a alta de preços pesando sobre o consumidor americano, especialmente nos alimentos, o governo buscou formas de conter custos internos.”

Não por acaso, os 238 produtos liberados da tarifa de 40% têm forte relação com a cadeia agroindustrial americana, incluindo itens como carnes bovinas e suínas, café, cacau, frutas tropicais, sucos, castanhas, alguns fertilizantes e insumos nos quais o Brasil é um fornecedor difícil de substituir.

Nas contas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os itens contemplados na ordem executiva respondem por cerca de 37% das exportações do Brasil aos EUA. Assim, a maior parte dos embarques — especialmente os industriais — permanece sujeita às tarifas.

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CDC afirma que não há evidências suficientes para descartar relação entre imunizantes e doença

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EUA afirmam que a declaração ‘as vacinas não causam autismo’ tem sido ‘historicamente divulgada para evitar a hesitação em relação à vacinação’ | Foto: Canva

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA atualizou na última quarta-feira, 19, seu site oficial e passou a afirmar que não há evidências suficientes para garantir que vacinas infantis não causem autismo e destacou que os estudos disponíveis ainda não descartaram essa possibilidade.

Os pontos principais contidos na alteração do CDC são estes, conforme a alteração no site:

Segundo o CDC, a declaração “as vacinas não causam autismo” tem sido “historicamente divulgada pelo CDC e outras agências federais de saúde do HHS para evitar a hesitação em relação à vacinação”.

A agência afirma que desde 1986 todos os estudos acerca da relação entre autismo e vacinas têm sido revisados e não há evidências que descartem essa ligação. Por isso, o CDC corrige, agora, a afirmação de que vacinas não causam autismo.

“Desde então, diversos relatórios do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e do Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências examinaram as ligações entre autismo e vacinas. Essas revisões concluíram consistentemente que ainda não existem estudos que sustentem a afirmação específica de que as vacinas infantis DTaP, HepB, Hib, IPV e PCV não causam autismo e, portanto, o CDC violou a Garantia de Qualidade de Dados (DQA) ao afirmar que “as vacinas não causam autismo”. O CDC está agora corrigindo a declaração, e o HHS está fornecendo financiamento e apoio adequados para estudos relacionados a vacinas infantis e autismo.”

Até agora, o site do CDC apresentava a informação de que não existia vínculo entre vacinas e o desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA), com base em estudos realizados até então.

EUA vão fazer avaliação abrangente sobre relação entre vacinas e autismo

Sobre a avaliação abrangente das causas do autismo, o CDC informa que o Departamento de Saúde já começou a investigação, que também abrange mecanismos biológicos e potenciais relações causais. “Esta página será atualizada com evidências científicas de alta qualidade resultantes da avaliação abrangente do HHS sobre as causas do autismo, conforme exigido pela Avaliação de Qualidade de Dados (DQA)”, diz o CDC.

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Centro de Controle de Doenças (CDC) | Foto: James Gathany/CDC/Divulgação

Repercussão

A presidente e CEO da organização Children’s Health Defense em Nova Jersey, Mary Holland, elogiou a mudança feita pelo CDC. “Finalmente, o CDC está começando a reconhecer a verdade sobre essa condição que afeta milhões de pessoas, desmentindo a mentira descarada e antiga de que ‘as vacinas não causam autismo’”, afirmou Holland, segundo à Fox News. 

Ela acrescentou: “Nenhum estudo jamais comprovou essa afirmação irresponsável; pelo contrário, muitos estudos apontam as vacinas como a causa primária plausível do autismo. Felizmente, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos lançou agora uma avaliação abrangente sobre as causas do autismo, incluindo uma investigação de mecanismos biológicos plausíveis”.

Por outro lado, entidades médicas como a Academia Americana de Pediatria continuam a refutar qualquer ligação entre vacinas e autismo. “Estudos têm repetidamente encontrado nenhuma ligação credível entre vacinas infantis que salvam vidas e o autismo”, afirma a instituição em seu site. A academia reforça: “Os cientistas estão aprendendo cada vez mais sobre as possíveis causas do autismo. Uma coisa que sabemos com certeza é que as vacinas não são uma das causas. Não existe uma única causa raiz para o autismo”.

Prevalência

O levantamento mais recente do CDC indica que, entre crianças nascidas em 2014, uma em cada 31 — o equivalente a 3,2% — recebeu diagnóstico de transtorno do espectro autista. No ano 2000, a proporção era de aproximadamente uma em cada 150, ou 0,67%.

Informações Revista Oeste


Na segunda-feira 17, o ditador afirmou que uma ofensiva militar representaria o ‘fim político’ de Trump

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O evento, transmitido pela emissora oficial do governo venezuelano, reuniu pastores evangélicos, a primeira-dama Cilia Flores e o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ditador | Foto: Reprodução/ Facebook/Nicolás Maduro

Em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos devido ao envio de forças militares norte-americanas ao Caribe, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, participou de um encontro de oração no Palácio de Miraflores, nesta terça-feira,18.

O evento, transmitido pela emissora oficial do governo venezuelano, reuniu pastores evangélicos, a primeira-dama Cilia Flores e o deputado Nicolás Maduro Guerra (PSUV), filho do ditador.

Durante o chamado “Encontro Binacional de Oração pela Paz”, Maduro afirmou que o palácio presidencial “é um altar para glorificar a Deus”. Na cerimônia, ele leu um manifesto que afirmava que Jesus Cristo é “senhor e dono” da Venezuela.

O ditador também mencionou que o país assegura a liberdade de culto desde a Constituição de 1999. Ressaltou que, pessoalmente e como chefe de Estado, se declara ainda mais “radical” em sua fé cristã. “Reconheço o único Deus real e verdadeiro, o único que adoro e honro, ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo que protege e protegerá a nossa pátria”, declarou Maduro.

Um dia antes, Maduro ameaçou Donald Trump

O agravamento da relação entre Caracas e Washington é motivado pela movimentação de aeronaves e navios norte-americanos, incluindo o maior porta-aviões do país, enviada desde agosto ao Caribe. Os EUA afirmam que a ação combate o tráfico de drogas, enquanto o governo venezuelano classifica a operação como ameaça e tentativa de promover uma mudança de regime.

Na segunda-feira 17, Maduro afirmou que uma ofensiva militar contra a Venezuela representaria o “fim político” de Donald Trump. O presidente norte-americano, por sua vez, declarou que não descarta nenhuma alternativa quanto a uma possível intervenção no país sul-americano.

No domingo 16, o Departamento de Estado dos EUA informou que, a partir de 24 de novembro, classificará o Cartel de los Soles, grupo associado a Maduro, como organização terrorista estrangeira.

Informações Revista Oeste


Decisão reforça avanço de processos que miram contratos e supostos repasses ilegais no país

Cristina Kirchner julgamento corrupção Argentina
Cristina Kirchner foi presidente da Argentina entre 2007 e 2015 | Foto: Reprodução/Instagram Cristina Kirchner

A Justiça da Argentina intensificou as medidas contra Cristina Kirchner e bloqueou 20 imóveis ligados à ex-presidente e a familiares. A determinação integra o processo que já rendeu a ela uma condenação de seis anos ligada a obras rodoviárias no interior. Cristina cumpre prisão domiciliar desde junho.

A ex-presidente enfrenta novas acusações em Buenos Aires. O tribunal reabriu neste mês o caso das cadernetas que registrariam repasses de dinheiro a integrantes do governo. O material reúne anotações feitas pelo ex-motorista Oscar Centeno, que mencionou trajetos entre empresas e residências de autoridades.

Caso das cadernetas do motorista de Cristina Kirchner volta ao centro do debate

As cadernetas vieram a público em 2018, em reportagem do jornalista Diego Cabot. Segundo a investigação, Centeno descreveu viagens em que transportava valores entregues por empresários. A apuração surgiu a partir de outra ação envolvendo a compra de gás natural. O ex-juiz Claudio Bonadio e o promotor Carlos Stornelli conduziram a etapa inicial do inquérito.

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Cristina Kirchner é acusada de comandar uma organização criminosa e de participar de pagamentos ilícitos. Também respondem ao processo o ex-ministro de Obras Públicas Julio De Vido e o ex-funcionário Roberto Baratta. A lei prevê penas que variam de um a dez anos para os crimes investigados. Se houver nova condenação, a líder do Partido Justicialista acumulará a punição ao período já imposto.

Informações Revista Oeste


O Ministério da Indústria e Comércio informou que gastou R$ 344.462,40 em um evento de moda realizado em junho, no restaurante Café de l’Homme, em Paris. A ação, chamada Brasil, Criativo por Natureza, contou com a presença da primeira-dama Janja Lula e da primeira-dama francesa Brigitte Macron.

O valor foi pago pela ApexBrasil e divulgado após pedido do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Segundo o ministério, o objetivo foi promover estilistas brasileiras para o mercado europeu. Os dados foram apresentados por meio de resposta oficial ao parlamentar.

O desfile reuniu cinco criadoras do Brasil: Ângela Brito, Flávia Aranha, Marina Bitu, Rafaella Caniello e Celina Hissa. O cardápio do evento foi preparado pela chef Morena Leite, que atua em restaurante conhecido no país.

A pasta também informou que a missão brasileira na França custou R$ 2.153.239,34. O valor inclui logística, encontros e outras atividades realizadas além do desfile.

A ApexBrasil afirmou que a iniciativa destacou temas como sustentabilidade e participação feminina no setor da moda. A ação ocorreu em parceria com a ABEST e apresentou as peças das estilistas a compradores franceses.

*Pleno.News
Foto: Divulgação/Apex


Ataque com drones e mísseis russos mata 8 na Ucrânia; ONU condena

A Rússia lançou um forte ataque com drones e mísseis contra a Ucrânia na madrugada desta sexta-feira (14), matando seis pessoas na capital Kiev e duas na cidade de Chornomorsk.

Dezenas de pessoas também ficaram feridas em ataques a instalações de energia e prédios, disseram autoridades ucranianas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças russas usaram 430 drones e 18 mísseis, o que tornou o ataque um dos maiores na capital até agora. A Força Aérea ucraniana informou que a maioria dos drones e mísseis foi abatida, mas autoridades disseram que incêndios e a queda de destroços danificaram apartamentos, uma escola, um centro médico e prédios administrativos em nove distritos da cidade.

“Somente pressão – com sanções e força – pode obrigar a Rússia a pôr fim a esta guerra, uma guerra que ninguém, além deles, jamais precisou”, disse Zelensky, acrescentando que a embaixada do Azerbaijão também foi atingida por destroços de um míssil Iskander. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças atingiram um complexo de produção de armas ucraniano com armas de alta precisão em resposta aos ataques ucranianos contra a Rússia.

Informações Metro1


James Story disse que a situação mudou muito em dois meses

Nicolás Maduro ação militar EUA
Nicolás Maduro está no poder desde 2013 na Venezuela | Foto: Reprodução/Instagram Nicolás Maduro

Mas a chegada do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, e de seu grupo de ataque conferiu à operação um peso estratégico que passou a ser interpretado como prenúncio de uma possível ação militar.

Embora o Pentágono enquadre a missão como parte da ofensiva contra o narcotráfico, Washington acusa figuras do regime venezuelano de envolvimento em redes de narcoterrorismo. Maduro foi acusado de chefiar o chamado Cartel de Los Soles. 

Na prática, a combinação entre poder naval, discurso de combate ao crime e presença militar próxima à Venezuela  alimenta o temor de uma intervenção direta.

Analistas em Washington divergem sobre as intenções reais da Casa Branca, se busca apenas provocar divisões internas no chavismo ou se prepara o terreno para uma ação cirúrgica. 

“Não está claro se o objetivo é apenas assustar, provocar divisões internas ou abrir espaço para uma ação cirúrgica”, avalia, para o jornal, Benjamin Gedan, diretor do programa para a América Latina do Centro Stimson.

Cenários de uma possível ação dos EUA na Venezuela

Entre os cenários discutidos estão ataques a alvos militares estratégicos e bombardeios de precisão. Outros defendem uma operação aérea curta, voltada a “decapitar” o regime, conforme descreve Story. 

Qualquer dessas hipóteses, porém, traria riscos elevados: uma guerra prolongada, convulsão social e colapso institucional. “Em poucas horas poderíamos destruir a Força Aérea venezuelana, mas o que viria depois?”, questiona Gedan, ao citar o caos que se seguiu à queda de Muammar Kadafi na Líbia em 2011.

Especialistas ressaltam que um conflito armado poderia se espalhar pelo continente, ampliando a instabilidade. Elías Ferrer, analista da Orinoco Research, lembra que o caso da Líbia ilustra bem o perigo: a queda do ditador não trouxe estabilidade, mas fragmentação e guerra civil.

Grandes reservas de petróleo, grupos armados e redes de crime organizado tornam a situação mais complexa. “A Venezuela se parece mais com o Afeganistão do que com o Panamá”, resume Gedan, prevendo que uma intervenção externa poderia se transformar em um impasse prolongado.

Informações Revista Oeste


Decisão do órgão que regula internet chinesa ordenou que apps Blued e o Finka sejam retirados das lojas da Apple e Google no país

China bane aplicativos de namoro para pessoas LGBTQIA+ de lojas de apps

O governo da China ordenou a remoção de dois dos aplicativos de relacionamento LGBTQIA+ mais populares do país, o Blued e o Finka, das lojas App Store, da Apple, e Google Play Store (Android).

Segundo a Apple, a medida foi determinada pela Administração do Ciberespaço da China, órgão que regula a internet no país. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal na China. Ativistas afirmam que a repressão à comunidade LGBTQIA+ aumentou nos últimos anos, com censura frequente a eventos e publicações durante o governo de Xi Jinping.

Usuários chineses perceberam no fim de semana que as versões completas dos aplicativos haviam desaparecido. Ambos pertencem ao BlueCity Group, empresa sediada em Hong Kong. Uma versão limitada do Blued ainda estava disponível na App Store chinesa nesta terça-feira (11). Alguns usuários dizem que o Blued e o Finka ainda podem ser utilizados se já estiverem baixados nos celulares.

A Apple confirmou nesta terça-feira a remoção. “Após uma ordem da Administração do Ciberespaço da China, removemos esses dois aplicativos apenas da loja chinesa”, disse um porta-voz da Apple à AFP. “Respeitamos as leis dos países em que operamos”, acrescentou.

Informações Metro1


Decisão referendou ordem de Donald Trump que permite marcar apenas o sexo feminino ou masculino no documento

Trump assina ordem executiva em janeiro/2025, e reconhece apenas dois gêneros | Foto: Divulgação
Trump assina ordem executiva em janeiro/2025, e reconhece apenas dois gêneros | Foto: Divulgação 

A Suprema Corte dos EUA considerou legal e constitucional a regra da administração de Donald Trump que permite registrar nos passaportes dos EUA apenas o sexo biológico atribuído ao cidadão no nascimento, e não a identidade de gênero autodeclarada. Com um placar de 6 a 3, a decisão foi tomada nesta quinta-feira, 6.

A decisão da instância máxima do Judiciário dos EUA reverteu duas decisões judiciais de instâncias inferiores que tentaram anular a medida de Trump. Grupos transgêneros classificam a regra como discriminatória e alegam que ela representa riscos concretos, especialmente ao viajar para o exterior.

A decisão da Suprema Corte dos EUA sobre identidade de gênero em passaporte

Medidas revogadas em janeiro

O Departamento de Estado interrompeu, em janeiro, a emissão de passaportes para pessoas que solicitavam a marcação de gênero “X”, voltada a indivíduos “não binários”. Essa postura institucional foi adotada depois que Trump assinou um decreto reconhecendo oficialmente apenas dois gêneros, masculino e feminino, com a intenção de “restaurar a verdade biológica”, conforme afirmou na ocasião.

Antes da ordem de Trump, o Departamento de Estado permitia três diferentes marcações no campo “sexo”: “M”, “F” ou “X”, e a seleção não precisava corresponder ao sexo biológico do solicitante. Entre 1992 e 2021, os requerentes de passaporte eram obrigados a apresentar comprovante de cirurgia de redesignação sexual ou tratamento de transição de gênero para poderem selecionar um marcador de sexo diferente daquele atribuído no nascimento.

Porém, em 2021, o governo democrata de Joe Biden revogou essa política e permitiu que os candidatos escolhessem seus marcadores de sexo, independentemente de qualquer comprovação.

Só existem dois gêneros, reafirma Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse nesta quinta-feira, 6, que a decisão é a 24ª vitória do governo Trump na Suprema Corte. “Esta decisão é uma vitória para o bom senso e para o presidente Trump, que foi eleito de forma esmagadora para eliminar a ideologia de gênero progressista do nosso governo federal”, disse Kelly, em nota. 

E complementou: “Existem apenas dois gêneros, não existe gênero ‘X’, e a Suprema Corte está certa ao afirmar que a identificação oficial deve refletir a verdade biológica”.

Informações Revista Oeste


Ex-presidente tenta preservar sua influência no peronismo, que enfrenta disputas internas depois da derrota para Javier Milei

Cristina Kirchner julgamento corrupção Argentina
Cristina Kirchner foi presidente da Argentina entre 2007 e 2015 | Foto: Reprodução/Instagram Cristina Kirchner

A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner (2007-2015) enfrenta o maior julgamento por corrupção da história argentina, relata a AFP. Ela é acusada de comandar um esquema que teria movimentado milhões de dólares em propinas durante os governos kirchneristas. 

Cristina também foi vice-presidente do país, entre 2019 e 2023. O processo envolve 87 réus, entre ex-funcionários, empresários e motoristas ligados à estrutura estatal da época.

A ex-presidente, prossegue a agência, cumpre prisão domiciliar desde junho, depois de ter sua condenação por fraude na concessão de obras públicas em Santa Cruz confirmada, e está proibida de ocupar cargos públicos. 

Agora ela responde por suposta liderança de uma organização criminosa e pela cobrança sistemática de subornos em troca de contratos. Cristina nega todas as acusações e afirma tratar-se de “uma opereta judicial”, parte de “uma agenda judicial ao serviço do ajuste”. Também declarou: “Não tenho medo. A história colocará tudo no lugar.”

O caso, conhecido como “causa dos cuadernos”. A base são as anotações atribuídas a um motorista do Ministério do Planejamento, que registrava nomes, datas, rotas e valores. A defesa sustenta que os cadernos foram alterados mais de 1,5 mil vezes. Para o advogado Gregorio Dalbón, trata-se de “a maior vergonha judicial da democracia”.

As audiências serão virtuais, em função da falta de espaço para receber tamanho número de acusados, e devem se estender por pelo menos dois anos. Estimativas da imprensa indicam que o esquema pode ter movimentado dezenas de milhões de dólares.

Cristina Kirchner e o peronismo na Argentina

O caso avança em paralelo a uma crise profunda no peronismo. Cristina, presidente do Partido Justicialista, tenta preservar sua influência enquanto o movimento enfrenta disputas internas depois de sua derrota para Javier Milei. 

Cristina criticou Axel Kicillof por “equivocar a estratégia eleitoral”, e o distanciamento com Alberto Fernández se tornou definitivo. Kicillof foi ministro da Economia no governo de Cristina e é o atual governador da província de Buenos Aires, considerado o único nome peronista que teria força para enfrentar Milei na Argentina

Para o analista Raúl Timerman, “o peronismo vive uma crise de liderança que terá de ser resolvida antes de 2027”. Com o julgamento em curso, ela permanece isolada em casa, recebendo aliados e mantendo presença política pelas redes.

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