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Informação foi divulgada nesta segunda-feira

EUA revogaram mais de 100 mil vistos, de acordo com o Departamento de Estado Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Nesta segunda-feira (12), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o país revogou mais de 100 mil vistos desde que o presidente Donald Trump assumiu o cargo, em 2025. O número inclui a revocação de vistos de estudantes e de indivíduos que tiveram problemas com a polícia dos EUA por atividades criminosas.

Nas redes sociais, o Departamento de Estado destacou que bandidos continuarão sendo deportados. A medida tem o objetivo de manter a segurança do país.

– Departamento de Estado revogou mais de 100.000 vistos, incluindo cerca de 8.000 vistos de estudante e 2.500 vistos especiais para indivíduos que tiveram problemas com a polícia dos EUA por atividades criminosas. Continuaremos deportando esses bandidos para manter a América segura – diz a publicação.

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Informações Pleno News


O ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro assegurou a partir dos Estados Unidos, onde se encontra detido com sua esposa, a deputada Cilia Flores, que ambos estão “bem” e que são “lutadores”. A informação foi divulgada pelo filho do chavista, o parlamentar Nicolás Maduro Guerra, que afirmou ter conversado com os advogados.

Em nota publicada neste domingo (11), a emissora estatal VTV informou que o filho de Maduro se reuniu com integrantes do governista Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) e “transmitiu uma mensagem de força” por parte de seu pai e de Flores, capturados no dia 3 de janeiro em Caracas por forças norte-americanas em meio a uma série de ataques.

– Os advogados nos disseram que ele está forte. Ele disse para não ficarmos tristes – declarou Maduro Guerra, citado na nota da VTV.

O deputado também denunciou que contra Maduro “foi empregada uma força desproporcional, por não conseguirem vencê-lo por outras vias”, segundo o canal estatal.

No entanto, Maduro Guerra insistiu que seu pai se mantém “moralmente íntegro e forte” e que “sua liderança não foi dobrada apesar das circunstâncias que enfrenta em território norte-americano”.

Na última segunda-feira (5), Maduro declarou-se “um homem inocente” das acusações de narcotráfico com as quais o governo de Donald Trump justifica sua captura e transferência para os EUA, e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” perante o tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, durante sua primeira audiência.

A acusação formal, que revisa a original de 2020, imputa a Maduro os crimes de conspiração para cometer narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, entre outras acusações. Cilia Flores, por sua vez, é acusada de suposta participação na conspiração para o tráfico de cocaína.

Ambos se declararam “não culpados” e Maduro disse ser o presidente da Venezuela. O filho de Maduro também disse que sua família é “perseguida” e expressou confiar que, “mais cedo ou mais tarde”, ambos serão libertados e retornarão ao país sul-americano.

Além disso, Maduro Guerra expressou seu “apoio incondicional” à vice-presidente, Delcy Rodríguez, que assumiu como presidente interina da Venezuela após uma ordem do Tribunal Supremo.

*EFE
Foto: Reprodução/Donald Trump via Truth Social


Postagem foi feita na noite deste domingo, 11, na Truth Social

Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived
Presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr/Trump White House Archived

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo, 11, uma montagem que lembra o layout da Wikipedia na qual ele aparece como “presidente interino” da Venezuela.

Postagem de Trump na Truth Social em 11/01/2026 | Foto: Reprodução
Postagem de Trump na Truth Social em 11/01/2026 | Foto: Reprodução

A publicação nas redes sociais ocorre no mesmo dia em que o presidente americano afirmou que seu governo mantém uma relação positiva com a liderança provisória venezuelana e disse estar disposto a se encontrar com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

“A Venezuela está realmente indo bem. Estamos trabalhando muito bem com a liderança”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, durante viagem da Flórida a Washington.

Sobre a possibilidade de um encontro com Delcy, que integrou o regime do ditador deposto Nicolás Maduro como vice-presidente, Trump respondeu: “Provavelmente em breve vou me encontrar com vários representantes da Venezuela. Nós não estabelecemos isso”.

Deposição do ditador da Venezuela pelo governo de Donald Trump

Uma ação militar do governo de Donald Trump na madrugada do sábado 3 resultou na deposição do ditador Nicolás Maduro. Depois de bombardear com precisão alvos previamente escolhidos, a Delta Force prendeu o ditador e sua mulher, Cilia Flores. No mesmo dia, eles foram levados, em um navio militar, aos EUA. 

O casal está preso no centro de detenção do Brooklyn, em Nova York. Em uma audiência na segunda-feira 5, Maduro se declarou inocente das acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas, com envio sistemático de cocaína aos EUA.

Informações Revista Oeste


Cardeal Pietro Parolin teria convocado um embaixador dos EUA

Maduro e esposa durante transferência para tribunal Foto: EFE/EPA/Stringer

O Vaticano teria negociado a possibilidade de uma saída do ditador Nicolás Maduro da Venezuela. O destino seria a Rússia, conforme divulgou, nesta sexta-feira (9), o jornal americano The Washington Post.

Ainda de acordo com a publicação, na véspera do Natal, o cardeal Pietro Parolin convocou com urgência Brian Burch, embaixador dos EUA junto à Santa Sé, para obter detalhes sobre os planos americanos na Venezuela.

Parolin é o segundo em comando do papa e mediador diplomático de longa data.

O jornal The Washington Post teve acesso a documentos governamentais.

– Na véspera de Natal, o cardeal Pietro Parolin, segundo em comando do papa e mediador diplomático de longa data, convocou com urgência Brian Burch, embaixador dos EUA junto à Santa Sé, para obter detalhes sobre os planos americanos na Venezuela, de acordo com documentos governamentais obtidos pelo The Washington Post. Os Estados Unidos teriam como alvo apenas os traficantes de drogas?, perguntou ele, ou o governo Trump realmente buscava uma mudança de regime? Nicolás Maduro tinha que sair, admitiu Parolin, segundo os documentos, mas ele insistiu para que os EUA lhe oferecessem uma saída – reportou o veículo americano.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados pelos EUA, no último sábado (3). Os dois foram levados para Nova Iorque, onde estão presos e serão julgados.

Informações Pleno News


O anúncio ocorre depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhar um plano de três etapas para o país sul-americano

Delcy Rodriguez is sworn in as Venezuela’s interim president after Maduro's capture
Maduro e sua mulher permanecem em Nova York, onde enfrentam processos por narcotráfico e outras acusações; com ele deposta, Delcy Rodríguez assumiu o comando do país | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters 

Depois da operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, o regime venezuelano, agora sob o comando interino de Delcy Rodríguez, anunciou nesta semana as primeiras libertações de presos políticos desde a mudança de liderança.

Maduro e sua mulher permanecem em Nova York, onde enfrentam processos por narcotráfico e outras acusações.

O chefe do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, anunciou que o regime adotou a medida sem acordos prévios, com o objetivo de promover a convivência pacífica no país. Ele é irmão de Delcy.

Rodríguez agradeceu os esforços do ex-presidente do governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do governo do Catar. Destacou que eles atenderam rapidamente ao pedido de Delcy, embora a participação direta desses governos na decisão ainda esteja indefinida.

“É um gesto unilateral do governo bolivariano”, afirmou Jorge Rodríguez durante entrevista à imprensa em Caracas. “Considerem este gesto do governo bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa república continue sua vida pacífica”.

A libertação de presos políticos é uma das exigências dos EUA

O anúncio ocorre depois de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhar um plano de três etapas para a Venezuela. 

De acordo com Rubio, o primeiro passo é estabilizar o país e evitar o agravamento da crise. A segunda fase prevê a libertação de opositores, anistias e reconstrução da sociedade civil. A etapa final, segundo ele, será a transição política. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ao jornal The New York Times que a presença norte-americana como tutora política na Venezuela deve continuar por “muito mais tempo”, sem previsão de encerramento.

Entre os beneficiados pela medida de libertação de presos políticos, estão pelo menos quatro espanhóis: Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe, conforme fontes diplomáticas relataram ao jornal El País.

Ainda há pelo menos outros 15 detentos com dupla cidadania hispano-venezuelana, mas não se sabe quantos deles também foram soltos.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, avaliou que “as informações ao longo de todo o dia mostram que essas libertações estão ocorrendo, conforme anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, e que, com todas as cautelas, há cidadãos espanhóis entre os libertados”.

Números e contexto das prisões políticas

Segundo levantamento da organização não governamental Foro Penal, a Venezuela conta atualmente com cerca de 800 presos políticos, sendo quase 200 militares. Em 2024, a ONG registrou o maior número de detidos por razões políticas em 25 anos desde a implantação do regime bolivariano no país, chegando a aproximadamente 1,8 mil pessoas.

Esse aumento ocorreu especialmente depois das eleições de 28 de julho, quando as autoridades eleitorais declararam Maduro vencedor. Apenas um mês depois, o número de presos políticos subiu para 2,4 mil, com 1.581 novas detenções. A oposição venezuelana, o governo dos EUA e organismos internacionais não reconheceram a vitória do ditador. De acordo com eles, o verdadeiro vencedor da disputa eleitoral de 2024 foi o ex-diplomata Edmundo González.

Antes da eleição, havia 200 presos políticos, conforme dados da ONG. Desde então, mais de 2 mil pessoas foram liberadas, segundo registros oficiais.

No Natal de 2024, o regime venezuelano libertou cerca de cem pessoas que foram detidas durante protestos contra a contestada reeleição de Maduro, segundo o Ministério do Serviço Penitenciário.

A pasta declarou que “o governo nacional da Venezuela e o sistema de Justiça decidiram avaliar caso a caso e conceder, de acordo com a lei, medidas cautelares, o que permitiu a libertação de 99 cidadãos, como expressão concreta do compromisso do Estado com a paz, o diálogo e a Justiça”. 

A pasta acrescentou que os libertados “estavam privados de liberdade por sua participação nos atos de violência e incitação ao ódio, posteriores à jornada eleitoral de 28 de julho de 2024”.

Informações Revista Oeste


Em comunicado, governo russo afirmou que a medida “viola o direito marítimo”

Bandeira da Rússia Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira (7), a Rússia criticou a apreensão feita pelos Estados Unidos (EUA) de um petroleiro que saiu da Venezuela. Em comunicado, o governo russo chamou a medida de uma violação do direito marítimo. A embarcação estava sob bandeira russa e foi apreendido no Oceano Atlântico.

– De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica-se em alto mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados – disse o Ministério dos Transportes da Rússia.

A embarcação Marinera antes se chamava Bella 1. De acordo com o governo americano, o petroleiro foi apreendido por “violar sanções dos EUA”.

– O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo [navio] USCGC Munro – apontou.

Informações Pleno News


A líder opositora venezuelana exigiu que o ditador responda por crimes internacionais e destacou a necessidade de penas contra o regime

María Corina Machado tem recebido ameaças de morte de facções criminosas na Venezuela
A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, durante ato de campanha em Caracas | Foto: Reprodução/Twitter/X/@monitoreamos

Depois de um período fora do país, a opositora venezuelana María Corina Machado declarou que pretende retornar à Venezuela “o mais rápido possível”. Em entrevista concedida nesta segunda-feira, 5, a líder também direcionou críticas à presidente interina Delcy Rodríguez, a quem atribuiu graves acusações.

Durante participação no programa da Fox News, apresentado por Sean Hannity, María Corina afirmou: “Estou planejando voltar à Venezuela o mais rápido possível”. Além disso, classificou Delcy Rodríguez como “uma das principais arquitetas de tortura, perseguição, corrupção e narcotráfico”, também à Fox News.

María Corina pede justiça internacional contra Maduro

Venezuelan President Nicolas Maduro's initial appearance to face U.S. federal charges, in Manhattan
Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Adam Gray/Reuters

Em carta publicada no sábado 3, dia da operação dos EUA, María Corina, que venceu o último Nobel da Paz, afirmou que o ditador Nicolás Maduro enfrentará a justiça pelos “crimes atrozes cometidos contra os venezuelanos”. Ela também defendeu a posse imediata de Edmundo González, apontado por entidades internacionais como o vencedor das eleições presidenciais de 2024 no país.

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Segundo a opositora, “estamos preparados para fazer valer nosso mandato e tomar o poder”, escreveu ela, depois da prisão de Maduro e críticas de Donald Trump ao regime venezuelano. 


Embaixador disse que ação dos EUA representa uma ameaça não somente à Venezuela, mas à estabilidade global

Venezuela aciona ONU contra ataque dos EUA e denuncia interesse em reservas de petróleo

Durante uma reunião de emergência realizada nesta segunda-feira (5) na Organização das Nações Unidas (ONU), o embaixador venezuelano Samuel Moncada solicitou à organização que condene de forma “clara e inequívoca” a ação militar dos Estados Unidos em Caracas no último sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Segundo o embaixador, “os acontecimentos de 3 de janeiro constituem uma violação flagrante da Carta da ONU perpetrada pelo governo dos Estados Unidos, em especial do princípio da soberania dos Estados e da proibição absoluta do uso ou da ameaça do uso da força contra a integridade territorial, ou a independência política de qualquer país”. Além disso, também pediu o respeito às imunidades do presidente Maduro e da primeira-dama, a reafirmação do princípio de que territórios e recursos não podem ser adquiridos pela força e a adoção de ações para proteger a população civil.

Moncada disse que as ações dos EUA têm motivações econômicas, e citou o petróleo. “A Venezuela é vítima dessa agressão por causa de seus recursos naturais. O petróleo, a energia, os recursos estratégicos e a posição geopolítica do nosso país historicamente despertaram ganância e pressão externa”, declarou o embaixador, que afirmou que a ação dos EUA representa uma ameaça não somente à Venezuela, mas à estabilidade global.

Para o representante venezuelano, “quando a força é usada para controlar recursos, impor governos ou redesenhar Estados, estamos diante de uma lógica que resgata as piores práticas do colonialismo e do neocolonialismo”, disse o diplomata.

Informações Metro1


O ex-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi levado a um tribunal de Manhattan, em Nova Iorque, nesta segunda-feira (5) para ser julgado. Ele comparecerá perante o juiz por volta de meio dia no horário local (14h no horário de Brasília). O chavista responderá por tráfico internacional de drogas e outros crimes.

Imagens mostram o ex-líder venezuelano sendo transportado por comboio e também helicóptero. O comboio percorreu diversas ruas da cidade sob a escolta de várias viaturas até um local descampado. Em seguida, Maduro foi posto no helicóptero e levado até a sede da corte.

O chavista chega ao tribunal algemado junto da esposa, Cilia Flores. O casal foi capturado em Caracas, durante ação da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos

Segundo a acusação, Maduro teria liderado uma estrutura criminosa no Estado venezuelano entre 1999 e 2025 com o objetivo de enviar toneladas de cocaína aos Estados Unidos. Para isso, teria aparelhado instituições públicas, forças de segurança, aeroportos e portos.

O esquema teria ocorrido em parceria com organizações como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.

*Pleno.News
Foto: Frame de vídeo / Globonews


Muito antes da ofensiva militar que culminou na retirada de Nicolás Maduro do poder, os Estados Unidos já operavam silenciosamente dentro da Venezuela. Em agosto, agentes da CIA ingressaram clandestinamente no país com a missão de reunir informações detalhadas sobre a rotina do líder venezuelano, classificado pela administração Trump como “narcoterrorista”.

As informações, reveladas em uma reportagem detalhada do jornal americano The New York Times, apontam que, sem embaixada americana em funcionamento em Caracas, os agentes tiveram de atuar sem a proteção do disfarce diplomático. Ainda assim, conseguiram permanecer meses na capital sem serem detectados.

Nesse período, os americanos mapearam minuciosamente os deslocamentos de Maduro, seus hábitos alimentares e até informações banais, como quais eram seus animais de estimação, segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto. O trabalho foi complementado por fontes próximas ao presidente e por uma frota secreta de drones, o que permitiu à inteligência traçar um quadro preciso de sua rotina.

O risco da missão era elevado, mas o resultado foi preciso. A ação ocorreu na madrugada do último sábado (3) e envolveu tropas de elite do Delta Force, numa operação considerada a mais arriscada conduzida pelos EUA desde a morte de Osama bin Laden, em 2011. Internamente, a avaliação entre pessoas com conhecimento direto da operação foi de que a execução foi impecável.

Para a execução, os comandos do Delta Force treinaram durante semanas em uma instalação construída no Kentucky que reproduzia em escala real a residência onde Maduro se encontrava. O objetivo era ensaiar, repetidas vezes, a entrada forçada em portas reforçadas, reduzindo o tempo de reação ao mínimo possível.

A janela para a ofensiva, no entanto, era estreita. Maduro alternava entre seis e oito locais distintos e, muitas vezes, os serviços de inteligência não sabiam onde ele ficaria até tarde da noite. A operação só poderia avançar quando houvesse certeza de que ele estava no local exato para o qual os militares haviam se preparado.

Nos dias que antecederam a incursão, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região, deslocando aeronaves de operações especiais, drones armados Reaper, caças, helicópteros de resgate e navios da Marinha. Analistas interpretaram o movimento como sinal de que a decisão já estava tomada — restava apenas definir o momento exato.

Uma semana antes do ataque principal, a CIA havia conduzido uma ação com drone contra uma instalação portuária venezuelana. Pouco antes da ofensiva, Maduro ainda tentou negociar. De acordo com Trump, o ditador venezuelano ofereceu acesso ao petróleo do país.

Um oficial americano afirmou que, em 23 de dezembro, foi apresentada a Maduro a possibilidade de deixar o país rumo à Turquia. A proposta foi rejeitada, o que selou o caminho para a operação militar. Trump autorizou formalmente a missão em 25 de dezembro, mas delegou ao Pentágono e ao comando de Operações Especiais a decisão final sobre o momento do ataque.

A escolha do período de festas não foi casual: muitos integrantes do governo venezuelano estavam de férias, assim como parte significativa das Forças Armadas do país. O mau tempo adiou a ação por alguns dias. Quando as condições melhoraram, os comandantes identificaram uma nova janela de oportunidade. Às 22h46 da última sexta-feira (2), Trump deu a autorização final.

A ofensiva começou com uma operação cibernética que derrubou o fornecimento de energia em amplas áreas de Caracas, mergulhando a cidade na escuridão. Em seguida, mais de 150 aeronaves militares decolaram de cerca de 20 bases e navios, incluindo drones, bombardeiros e caças.

Explosões foram registradas durante a madrugada, quando forças americanas atingiram radares e sistemas de defesa aérea venezuelanos. Segundo autoridades dos EUA, os alvos atingidos foram torres de transmissão de rádio e instalações de radar.

Mesmo com as defesas aéreas neutralizadas, helicópteros americanos foram alvejados durante a aproximação ao complexo onde Maduro se encontrava. Um deles chegou a ser atingido, e cerca de seis militares americanos ficaram feridos.

Transportados pelo 160° Regimento de Aviação de Operações Especiais, chamados de Night Stalkers, os comandos do Delta Force desembarcaram na base militar mais fortificada do país. Em poucos minutos, avançaram pelo edifício até localizar Maduro. Toda a ação era acompanhada em tempo real por Trump e assessores, a partir de uma sala segura em Mar-a-Lago, na Flórida.

Segundo o presidente, Maduro e a esposa tentaram se refugiar em um cômodo fortificado, mas não conseguiram se trancar antes da entrada das forças americanas. Cerca de cinco minutos após o início da incursão, o Delta Force comunicou que o presidente venezuelano estava sob custódia.

O casal foi rapidamente levado de helicóptero ao USS Iwo Jima, posicionado no Caribe. De lá, seguiram para a base naval de Guantánamo Bay e, posteriormente, embarcaram em uma aeronave com destino a uma instalação militar próxima a Nova Iorque.

*Pleno.News
Foto: EFE/Prensa Miraflores

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