Emissora é acusada de difamar o presidente dos Estados Unidos
Donald Trump Foto: EFE/Octavio Guzmán
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou nesta segunda-feira (15) com uma ação judicial contra a BBC, pedindo indenização de US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões). Ele acusa a emissora britânica de difamação e de práticas comerciais enganosas pela edição de um discurso feito por ele em 6 de janeiro de 2021.
Segundo a ação, a BBC uniu trechos distintos do discurso para dar a entender que Trump incitou seus apoiadores à violência, omitindo passagens em que ele defendia uma manifestação pacífica.
– Literalmente, colocaram palavras na minha boca – criticou o republicano.
A emissora pediu desculpas pela edição no mês passado e classificou o episódio como um erro de julgamento, mas rejeitou as acusações de difamação.
Uma reviravolta impressionante deu o que falar nesta sexta-feira (12/12), após o governo dos Estados Unidos retirar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Viviane Barci de Moraes, sua esposa, também foi beneficiada, e Martin de Luca, advogado da Trump Media e da rede social Rumble, enviou um recado.
O comunicado partiu do Departamento do Tesouro dos EUA, e um porta-voz informal da decisão esclareceu alguns detalhes. “As sanções não são um fim em si mesmas. Elas são uma forma de pressão para produzir mudanças”, afirmou durante a declaração.
O advogado ressaltou que Washington espera agora reciprocidade. “As autoridades brasileiras vêm tentando negociar e sinalizando disposição para recuar em práticas de censura e de lawfare”, acrescentou. Antes de concluir, Martin de Luca fez outro alerta, sugerindo que o governo americano ficará vigilante: “O que vem a seguir dependerá de saber se essa correção de rumo será real”.
*Portal Léo Dias Foto: Reprodução YouTube/ABC News
Cerimônia ocorre em Oslo, com presença de líderes da América Latina e da realeza
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz será realizada nesta quarta-feira, 10, em Oslo, mas sem a presença da homenageada. A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, de 58 anos, não comparecerá à solenidade. A informação foi confirmada por Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto Nobel Norueguês.
O evento ocorre na Prefeitura de Oslo, com a presença do rei Harald, da rainha Sonja e de autoridades da América Latina. Estão confirmados os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador.
María Corina foi laureada “por seu trabalho incansável em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia”, segundo a fundação.
Impossibilitada de viajar por conta de uma proibição imposta há dez anos pelo regime chavista, ela também está fora de circulação pública desde agosto. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.
“Ela infelizmente não está na Noruega e não estará no palco da Prefeitura de Oslo às 13h, quando a cerimônia começar”, afirmou Harpviken à emissora NRK. Interpelado sobre onde ela estaria, respondeu: “Eu não sei”.
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio e proferir o discurso no lugar da mãe.
María Corina venceu com folga as primárias da oposição para a eleição presidencial de 2024, mas a ditadura a impediu de concorrer. Em agosto, depois de novas prisões de dissidentes, ela decidiu entrar na clandestinidade.
A líder opositora é próxima de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações anteriores, ela chegou a afirmar que o republicano também merecia o Nobel da Paz.
Nobel da Paz ocorre em meio a operação militar dos EUA
A premiação coincide com uma série de mobilizações militares dos EUA contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico.
Mais de 80 criminosos morreram nas ofensivas, iniciadas em agosto. O ditador Nicolás Maduro acusa os EUA de planejarem sua queda e de tentar controlar os recursos naturais da Venezuela.
O presidente norte-americano também criticou Joe Biden por não ter impedido o avanço de facções venezuelanas nos EUA
Segundo Trump, Washington pode adotar medidas mais rígidas contra o narcotráfico na Venezuela | Foto: Vincent Thian/Reuters
Declarações recentes de Donald Trump voltaram a colocar Nicolás Maduro no centro das atenções internacionais, com o presidente dos Estados Unidos afirmando que o ditador venezuelano enfrenta um cenário de isolamento crescente.
Em entrevista ao canal Politico, divulgada nesta terça-feira, 9, Trump destacou que os dias de Maduro no poder estão no fim, em meio à intensificação das pressões norte-americanas.
Trump mencionou que, depois de operações navais no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, que resultaram na eliminação de mais de 80 criminosos, Washington pode adotar medidas mais rígidas contra o narcotráfico na Venezuela. No entanto, evitou detalhar possíveis ações militares terrestres.
“Não quero confirmar nem descartar”, disse o chefe da Casa Branca. “Não falo sobre isso. Por que eu falaria com vocês? Uma publicação extremamente hostil que recebeu US$ 8 milhões do [ex-presidente Barack] Obama para continuar operando? Por que eu faria isso?”
Trump acusa Maduro de enviar criminosos para os EUA
Durante a entrevista, Trump acusou Maduro de enviar milhões de pessoas para os EUA, incluindo criminosos e internos de instituições psiquiátricas.
“Posso dizer o seguinte: ele nos enviou milhões de pessoas, muitas vindas de prisões, muitos traficantes, chefões do tráfico, pessoas de instituições psiquiátricas”, afirmou Trump. “Ele as enviou para o nosso país, onde tínhamos um presidente muito estúpido. Você sabe disso.”
O republicano também voltou a criticar o ex-presidente Joe Biden e mencionou o Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana presente em cidades norte-americanas.
“Biden é uma pessoa com baixo QI, especialmente hoje em dia”, disse o republicano. “Quer dizer, ele já tinha baixo QI há 30 anos, mas agora está ainda pior. E o que ele fez com o nosso país não foi bom. O Tren de Aragua, uma das gangues mais perigosas do mundo.”
Em seguida, indagado sobre o futuro do ditador Nicolás Maduro, Trump enfatizou: “Os dias dele estão contados”.
Trump critica lideranças europeias
Trump também se manifestou sobre a relação dos EUA com a Europa. Segundo ele, a continuidade da parceria depende de mudanças ideológicas no continente, citando preocupações com imigração e censura.
“Eles vão ter que mudar de ideologia, obviamente, porque as pessoas que estão entrando têm uma ideologia totalmente diferente”, afirmou. “Isso vai enfraquecê-los muito. Eles serão muito mais fracos e muito diferentes.”
O presidente norte-americano ainda afirmou conhecer a liderança europeia e avaliou negativamente o desempenho de alguns chefes de Estado.
“Eu conheço os bons líderes”, disse. “Conheço os maus líderes. Conheço os inteligentes e os estúpidos. Há alguns realmente estúpidos também. Mas, bem, eles não estão fazendo um bom trabalho. A Europa não está fazendo um bom trabalho em muitos aspectos.”
Críticas a Zelensky e eleições na Ucrânia
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, também foi alvo de críticas de Trump, que mencionou a proposta de paz dos EUA para o conflito com a Rússia. Segundo ele, Zelensky ainda não leu o documento.
“Bem, ele precisa ler a proposta”, frisou o norte-americano. “Na verdade, ele ainda não leu. Seria bom se ele lesse. Sabe, muita gente está morrendo. Então seria muito bom se ele lesse. A equipe dele adorou a proposta. Eles gostaram muito. Os assessores dele, os principais funcionários, gostaram, mas disseram que ele ainda não leu. Acho que ele deveria arranjar um tempo para ler.”
Trump reiterou que a Ucrânia deve realizar eleições presidenciais, suspensas por conta da Lei Marcial imposta devido à guerra.
“Sim, acho que está na hora”, afirmou. “Acho que é um momento importante para realizar uma eleição. Eles estão usando a guerra [como desculpa] para não realizar eleições, mas, bem, eu acho que o povo ucraniano deveria ter essa escolha. E talvez Zelensky ganhasse.”
“Não sei quem ganharia”, completou. “Mas eles não têm eleições há muito tempo. Eles falam de democracia, mas chega a um ponto em que deixa de ser democracia.”
Primeiras reuniões com participação do Brasil ocorrerão em Washington em dezembro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vetou a participação da África do Sul nas próximas reuniões do G20 e convidou a Polônia para ocupar a vaga. A decisão faz parte da estratégia americana de criar um “novo G20”, centrado em crescimento econômico e tecnologia, em meio a críticas ao governo sul-africano por suposta perseguição à minoria branca e desapropriações de terras.
De acordo com a CNN, o governo dos EUA afirmou que a Polônia é parceira natural dos EUA, destacando seu crescimento econômico e alinhamento estratégico. O país europeu passa a integrar o grupo das 20 maiores economias do mundo, reforçando laços comerciais e políticos com Washington.
Durante a presidência sul-africana, os Estados Unidos atuaram para bloquear decisões sobre mudanças climáticas, inclusão social e dependência de ajuda externa. A proposta americana é focar o G20 exclusivamente em parcerias comerciais, inovação e fortalecimento de cadeias de suprimento.
As primeiras reuniões de negociadores do G20, incluindo representantes do Brasil, ocorrerão em Washington nos dias 15 e 16 de dezembro, com encontros programados ao longo de 2026. O governo americano anunciou que seguirá à frente da presidência do grupo com reuniões presenciais.
Jornal acusa governo Trump de violar a Primeira Emenda ao impor novas regras que limitam a atuação de repórteres sobre as Forças Armadas
O jornal americano The New York Times entrou com uma ação judicial contra o Pentágono nesta quinta-feira (4), acusando o Departamento de Defesa do governo Donald Trump de violar direitos constitucionais ao impor novas restrições à atuação de jornalistas que cobrem as Forças Armadas dos Estados Unidos.
O processo foi apresentado à Justiça federal, em Washington. Nele, o jornal sustenta que a política adotada pelo departamento fere a Primeira Emenda da Constituição ao limitar a apuração jornalística e o acesso à informação. Segundo a ação, as regras “buscam restringir a capacidade dos jornalistas de fazer o que sempre fizeram”, como questionar autoridades e reunir informações que vão além das versões oficiais divulgadas pelo governo.
As normas, em vigor desde outubro, ampliam de forma significativa tanto o número de diretrizes quanto o alcance das exigências em relação às políticas anteriores. Entre os pontos contestados está a obrigação de que repórteres assinem um formulário de 21 páginas, que estabelece limitações às atividades jornalísticas, inclusive à realização de entrevistas e apurações junto a autoridades do próprio Pentágono.
De acordo com o processo, o descumprimento das regras pode resultar na perda das credenciais de imprensa, além de conceder ao Departamento de Defesa ampla margem de decisão para aplicar as punições como considerar adequado. A ação afirma ainda que jornalistas podem ser penalizados por divulgar informações não aprovadas por funcionários do departamento, independentemente de a apuração ter ocorrido dentro ou fora do Pentágono, ou de o conteúdo ser classificado ou não como confidencial.
Pouco mais de seis meses após endurecer as regras para a concessão de cidadania a filhos e netos de italianos nascidos no exterior, o governo da Itália anunciou uma mudança na política migratória que beneficia brasileiros. A gestão da primeira-ministra Giorgia Meloni abriu um canal específico para a emissão de vistos de trabalho destinados a descendentes de italianos, sem limite de vagas por país.
A nova regra entrou em vigor no último dia 24 e contempla sete países historicamente ligados à migração italiana: Brasil, Argentina, Estados Unidos, Austrália, Canadá, Venezuela e Uruguai. A escolha se baseia na concentração de cidadãos italianos registrados nesses territórios no Registro de Italianos Residentes no Exterior (AIRE).
Segundo estimativas da Embaixada da Itália, o Brasil abriga mais de 30 milhões de descendentes italianos. Desse total, cerca de 680 mil possuem registro ativo no AIRE.
Antes da mudança, os vistos de trabalho estavam sujeitos ao chamado decreto Flussi, que define anualmente o número máximo de estrangeiros autorizados a ingressar legalmente no país para trabalhar. Em 2025, por exemplo, o limite foi fixado em 151 mil vagas. Com a nova regulamentação, os descendentes dos países contemplados deixam de disputar essas cotas, desde que apresentem um contrato de trabalho válido.
Governo norte-americano amplia mobilização no Mar do Caribe, fecha espaço aéreo e cogita ação militar contra o narcotráfico
O governo dos EUA elevou a recompensa por informações que levem à prisão do ditador chavista para US$ 50 milhões | Foto: Montagem Revista Oeste//Reprodução/X
Nicolás Maduro não atendeu ao ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano havia dado uma semana para que o ditador deixasse o poder na Venezuela. O prazo venceu em 28 de novembro. Como resultado, o norte-americano se reuniu com seus assessores nesta segunda-feira, 1º de dezembro, para discutir a campanha militar no Mar do Caribe.
A condição para a saída incluía anistia legal para Maduro e seus familiares. Em troca, ele propôs entregar o regime à vice-presidente Delcy Rodríguez até novas eleições. O líder chavista apresentou a proposta por meio de uma ligação telefônica no dia 21 de novembro.
No entanto, em uma conversa que durou menos de 15 minutos, Trump rejeitou parcialmente os pedidos. Mesmo assim, ofereceu uma semana para que Maduro deixasse o país com sua família.
Com o prazo expirado, o republicano anunciou o fechamento total do espaço aéreo venezuelano. O presidente norte-americano não detalhou a decisão, o que causou incerteza em Caracas.
O governo dos EUA elevou a recompensa por informações que levem à prisão do ditador chavista para US$ 50 milhões. A lista ainda inclui nomes como Diosdado Cabello, também alvo de acusação de tráfico de drogas.
Nos bastidores, a Casa Branca argumenta que Maduro opera como peça-chave na logística de drogas que entram nos EUA. Tropas norte-americanas reforçaram operações no Caribe e no Pacífico. Desde setembro, militares realizaram 21 ataques contra embarcações ligadas ao narcotráfico, matando pelo menos 83 criminosos.
Trump e assessores discutem o futuro da Venezuela no Salão Oval
Trump reuniu sua equipe de segurança nacional nesta segunda-feira para discutir a situação da Venezuela. O encontro aconteceu no Salão Oval, mas nenhum detalhe foi divulgado.
Um integrante do alto escalão confirmou à agência Reuters que a pressão sobre Maduro é prioridade. Segundo ele, ainda há espaço para negociações, pois as divergências dentro do governo dos EUA persistem.
Por sua vez, o ditador declarou “lealdade absoluta” ao povo venezuelano em discurso transmitido na TV estatal. Três fontes disseram que o líder chavista pediu uma nova conversa com Trump. Não há confirmação se o presidente vai atender ao pedido.
Neste domingo (30), o ditador venezuelano Nicolás Maduro fez uma aparição e, com isso, acabou com boatos de que teria deixado o país. Ele não tinha sido visto desde a última quarta-feira (26).
Maduro foi visto finalmente durante uma premiação anual de cafés especiais no leste da capital. Imagens foram transmitidas online. Na ocasião, ele entregou medalhas a produtores, provou diferentes cafés e fez breves comentários. No final, ele disse que a Venezuela é “indestrutível, intocável, imbatível”.
Os boatos sobre Maduro surgiram em meio a um crescimento da tensão com os Estados Unidos.
Na última quarta, ele publicou um vídeo dirigindo por Caracas em seu canal no Telegram. As informações são do jornal O Globo.
O estudo aponta que diferenças nos modos de vida podem ter permitido que espécies distintas partilhassem o mesmo ambiente sem competição direta
O fóssil do pé não pertence ao Australopithecus afarensis, espécie de Lucy, pois apresenta um dedão opositor adaptado para agarrar galhos, uma habilidade ausente em Lucy | Foto: Divulgação/California Academy of Sciences
A descoberta de fósseis encontrados em Burtele, no nordeste da Etiópia, sugere que outro ancestral humano coexistiu na mesma região e época da famosa Lucy, há mais de três milhões de anos.
As análises sobre um pé fossilizado, descoberto em 2009, com características distintas das de Lucy, têm levado especialistas a repensar a diversidade de hominídeos presentes nesse período.
O fóssil do pé não pertence ao Australopithecus afarensis, espécie de Lucy, pois apresenta um dedão opositor adaptado para agarrar galhos, uma habilidade ausente em Lucy.
Pesquisadores associaram esse pé, junto com mandíbulas datadas de 3,4 milhões de anos também descobertas em Burtele, ao Australopithecus deyiremeda, até então pouco conhecido.
Os fósseis foram encontrados em Burtele, no nordeste da Etiópia | Foto: Divulgação/California Academy of Sciences
Características adaptativas
Em artigo publicado na revista Nature, cientistas detalham que novos restos fósseis, como uma mandíbula com 12 dentes, confirmam que o pé pertence ao Australopithecus deyiremeda.
“Não temos nenhuma dúvida de que o pé de Burtele pertence à mesma espécie que estes dentes e esta mandíbula”, afirmou Yohannes Haile-Selassie, principal autor do estudo, à agência AFP.
As características desses fósseis indicam que o Australopithecus deyiremeda era mais primitivo que Lucy e provavelmente passava grande parte do tempo nas árvores, alimentando-se de folhas, frutas e nozes.
Os dedos adaptados para se agarrar sugerem hábitos diferentes dos Australopithecus afarensis, que viviam mais no solo.
Pesquisadores destacam que a coexistência dessas duas espécies mostra que a diversidade de hominídeos era maior do que se pensava.
“A coexistência está profundamente enraizada em nossa ascendência”, explicou Haile-Selassie.
O estudo aponta que diferenças nos modos de vida podem ter permitido que as espécies partilhassem o mesmo ambiente sem competição direta.
Impacto da descoberta
Para o arqueólogo John McNabb, da Universidade de Southampton, as novas descobertas são significativas para o entendimento da evolução humana.
“Sempre haverá céticos, mas acredito que essas novas descobertas, juntamente com a validação das anteriores, ajudarão muitos pesquisadores a aceitar melhor o Australopithecus deyiremeda”, disse McNabb, que não participou do estudo, segundo a Nature.
Ainda assim, cientistas ressaltam que consideram Lucy o ancestral mais próximo do ser humano moderno, devido à semelhança de seu pé com o atual.
Porém, Haile-Selassie destaca que “essa descoberta abre a possibilidade de que ainda possamos encontrar outras espécies que datam deste período, já que parece que os australopitecos estavam ensaiando serem bípedes”.
Lucy, descoberta em 1974, foi por muito tempo vista como o hominídeo mais antigo já encontrado.
Em 1994, esse posto passou para Ardi, um Ardipithecus ramidus de 4,5 milhões de anos também encontrado na Etiópia, ampliando ainda mais o debate sobre os verdadeiros ancestrais do Homo sapiens.