A Espanha conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O gol do título foi marcado por Ferran Torres, já no segundo tempo do tempo extra. A decisão também marcou a despedida de Lionel Messi em finais de Mundiais.
Com a vitória, os espanhóis levantam a taça pela segunda vez na história. O primeiro título havia sido conquistado em 2010, na África do Sul. Já a Argentina permanece com três conquistas mundiais, obtidas em 1978, 1986 e 2022.
A partida foi equilibrada, mas teve a Espanha com maior posse de bola e controle das ações durante boa parte do tempo. Logo nos primeiros minutos, Lamine Yamal levou perigo em chute desviado, obrigando Emiliano “Dibu” Martínez a fazer grande defesa.
Mesmo dominando o jogo, os espanhóis encontraram dificuldades para transformar a superioridade em chances claras. A Argentina, por sua vez, pouco conseguiu produzir ofensivamente e apostou em contra-ataques.
Ainda na etapa inicial, Oyarzabal e Cucurella assustaram o goleiro argentino, enquanto Lisandro Martínez deixou o gramado lesionado e foi substituído por Otamendi.
No segundo tempo, a pressão espanhola aumentou. Dani Olmo, Ferran Torres, Pedri, Cubarsí e Laporte levaram perigo, mas pararam em uma atuação inspirada de Dibu Martínez, que fez uma sequência de grandes defesas.
Nos acréscimos, a partida ganhou um ingrediente decisivo. Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a Argentina com um jogador a menos para a prorrogação.
Com vantagem numérica, a Espanha intensificou a pressão. Nico Williams chegou a marcar no primeiro tempo do tempo extra, mas o lance foi anulado por falta na origem da jogada.
O gol do título saiu logo no início da segunda etapa da prorrogação. Lamine Yamal iniciou a jogada, Pedro Porro cruzou para a área, Nico Williams desviou de cabeça e Ferran Torres apareceu para finalizar com força e balançar as redes.
A Espanha ainda teve outro gol anulado por impedimento, também com Ferran Torres. Nos minutos finais, a Argentina tentou reagir e criou sua melhor oportunidade após cruzamentos de Messi, mas Simeone desperdiçou a finalização.
Com o apito final, a seleção espanhola confirmou a vitória por 1 a 0 e celebrou a conquista do segundo título mundial de sua história.
Os Estados Unidos informaram ao governo brasileiro que poderão reduzir o tarifaço sobre produtos do Brasil caso o país aceite atender a uma série de exigências. A proposta inclui zerar tarifas para empresas americanas dos setores industrial, químico, aeroespacial e automotivo. A nova taxa entra em vigor em 22 de julho.
Além dessas condições, os americanos defenderam o fim da tarifa sobre o etanol, a não regulamentação das plataformas digitais e a inclusão do Pix nas negociações comerciais entre os dois países.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo classificaram a proposta como “indigna” e “inaceitável”.
Segundo esses auxiliares, aceitar as exigências dos Estados Unidos causaria um impacto maior para a economia brasileira do que o provocado pelo próprio tarifaço. Pelos cálculos iniciais do governo, as novas tarifas devem atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o mercado americano.
A medida também provocou disputa política no Brasil. A oposição atribui o aumento das tarifas a falhas na condução das negociações pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já integrantes do Planalto afirmam que a decisão dos Estados Unidos tem motivação política e ideológica.
Desde o anúncio do primeiro pacote de tarifas, a diplomacia brasileira realizou mais de 30 contatos com autoridades americanas, entre reuniões presenciais, videoconferências e conversas por telefone. Mesmo com a avaliação de que haverá pouca margem para avanços nas negociações, o governo pretende manter o diálogo para tentar reduzir os impactos sobre os setores brasileiros afetados.
Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que os Estados Unidos decidam se colocarão em prática novas tarifas sobre produtos brasileiros. Nos bastidores, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha com a expectativa de que a taxação seja confirmada e aposta que a Casa Branca estabeleça um período de implementação da medida, além de divulgar uma lista de exceções.
Nesta terça (14), representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Assessoria Especial da Presidência da República e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, realizaram a quinta rodada de negociações sobre o tema.
Durante o encontro, o governo brasileiro voltou a afirmar que considera o tarifaço injustificado. Apesar das conversas, Jamieson Greer avaliou na última semana que um entendimento entre os dois países ainda estava distante.
A discussão teve início após uma investigação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas que restringem o comércio com os norte-americanos. Entre os pontos citados estão questões relacionadas ao desmatamento ilegal, à pirataria e ao sistema de pagamentos Pix. Como consequência, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
Além dessa medida, o governo americano também anunciou uma taxa extra de 12,5% para países que, segundo Washington, apresentam falhas no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil.
A expectativa do governo brasileiro é que, caso as tarifas sejam oficializadas, o processo siga um cronograma semelhante ao adotado no ano passado. Na ocasião, Donald Trump anunciou o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros em julho, mas a medida só foi formalizada semanas depois e entrou em vigor após um período de adaptação, acompanhado de uma lista de produtos isentos.
Outro fator acompanhado pelo Planalto é a pressão de empresas americanas que dependem de importações brasileiras. Segundo o Itamaraty, ao menos 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos solicitaram que determinados produtos brasileiros sejam excluídos das sobretaxas, alegando que não existem fornecedores equivalentes no mercado interno.
O governo de Donald Trump deve anunciar nos próximos dias a decisão sobre a aplicação de novas tarifas a exportações brasileiras, com base na investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que apura práticas comerciais consideradas desleais.
Embora mantenham as negociações, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem pouca possibilidade de reversão do tarifaço.
Na última sexta-feira (10/7), o petista se reuniu com os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, responsáveis por conduzirem as negociações com os norte-americanos. Na ocasião, Lula e auxiliares projetaram cenários para a decisão de Trump, que deverá ser divulgada na quarta-feira (15/7).
O Palácio do Planalto trabalha com duas possibilidades: a primeira, e a mais provável, é que haverá taxação — resta saber o alcance da medida em relação ao percentual e os produtos que serão afetados.
Em junho, a investigação do USTR sugeriu a aplicação de tarifa de 25% sobre importações brasileiras para o EUA. O processo tem como base a Seção 301 da Lei de Lei de Comércio de 1974. Entre as práticas investigadas, estão uso do Pix, desmatamento ilegal e regras de proteção de propriedade intelectual.
A avaliação do governo brasileiro é que os negociadores norte-americanos não devem levar em consideração os argumentos técnicos apresentados e, portanto, os países estão longe de um entendimento. A mesma impressão foi compartilhada pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, na última semana. Em entrevista à Fox Business, ele reconheceu que há “muita distância” entre as partes e pontuou que a decisão está próxima de ser tomada.
“Esta semana tivemos nossa última audiência, e eu estou em contato com os brasileiros, estamos tentando negociar, mas eu acho que há muita distância entre nós, então você verá a decisão final sobre o Brasil muito em breve”, disse Greer.
Antes do prazo final para a aplicação das tarifas, na quarta-feira (15/7), Greer e ministros brasileiros devem ter nova reunião para discutir o tema.
Um segundo cenário projetado pelo Palácio do Planalto é que os americanos decidam adiar a imposição da tarifa em um gesto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República. A possibilidade é vista como remota, mas não impossível.
Isso porque a administração Trump demonstra ser imprevisível e, além disso, existe lobby por parte da ala ideológica do Departamento de Estado para tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro.
Flávio viajou a Washington para participar da audiência que discutiu o tarifaço, na última semana. Durante a reunião, ele argumentou que esse seria o “pior momento possível” para a imposição da taxa e alegou que a medida beneficiaria Lula eleitoralmente. Antes, o senador havia pedido que o governo norte-americano adiasse a taxação pelo menos até as eleições.
A gestão Lula repudiou o gesto e voltou a acusar Flávio de traição à pátria. “Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, diz nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom).
Em ambos os cenários, o governo brasileiro ainda avalia como vai reagir. A orientação de Lula é que se mantenha as negociações até o fim. Somente após a decisão do dia 15 de julho, o Planalto vai definir a resposta.
Jayden Adams (South Africa) looks on during Group A FIFA World Cup 2026, Chezia and South Africa , Atlanta Stadium, Atlanta, United States on June 18 2026. (Photo by Ulrik Pedersen/NurPhoto) (Photo by Ulrik Pedersen / NurPhoto via AFP)
O meia Jayden Adams, do Mamelodi Sundowns e da seleção da África do Sul, morreu neste sábado (11), aos 25 anos. A informação foi confirmada por familiares e representantes do atleta, mas até o momento, a causa e as circunstâncias da morte não foram divulgadas.
Adams esteve entre os convocados da África do Sul para a Copa do Mundo de 2026. Durante a campanha da equipe, ele atuou nos três jogos da fase de grupos e ficou no banco de reservas na derrota por 1 a 0 para o Canadá, que eliminou os sul-africanos na fase mata-mata.
Pelo Mamelodi Sundowns, um dos principais clubes do futebol africano, o meia também ganhou destaque em competições internacionais. Em junho do ano passado, enfrentou o Fluminense pela Copa do Mundo de Clubes, em partida que terminou empatada por 0 a 0.
*Pleno.News Foto: Ulrik Pedersen / NurPhoto via AFP
A influenciadora digital brasileira Kauana Bilhar morreu após cair do 27º andar de um edifício em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A notícia foi confirmada pela família na quarta-feira (8). A polícia de Dubai investiga as circunstâncias da queda. Até o momento, as autoridades não descartam nenhuma hipótese, incluindo suicídio, homicídio ou feminicídio, e o apartamento onde o caso ocorreu passa por perícia. A família tenta providenciar o traslado do corpo para o Brasil.
Kauana morava em Dubai há dois anos e tinha mais de 20 mil seguidores nas redes sociais, nas quais publicava conteúdos sobre viagens, experiências de alto padrão e artigos de luxo.
Em seu perfil há registros de viagens internacionais, incluindo visitas a pontos turísticos como a Torre Eiffel e o Museu do Louvre, ambos em Paris. Ela também compartilhava imagens em jatos particulares, carros de luxo, hotéis, restaurantes e produtos de marcas luxuosas.
As flores eram outro elemento frequente nas publicações. A influenciadora costumava exibir grandes buquês recebidos de presente e chegou a divulgar um arranjo com 500 flores.
Nos últimos meses, Kauana também passou a compartilhar com frequência declarações de amor à companheira, Bárbara Arantes. Recentemente, publicou fotos de alianças e agradeceu publicamente à namorada.
O Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, presta assistência consular à família e acompanha o caso.
A voz rouca de Bonnie Tyler fez da cantora uma das artistas britânicas mais populares dos anos 1980. A artista morreu aos 75 anos em um hospital em Portugal, onde estava em tratamento para uma doença, segundo informou a família nesta quinta-feira (9). Bonnie estava internada em estado grave na UTI desde meados de junho, após sair de um coma induzido. Em maio, ela passou por uma cirurgia intestinal de emergência e, no dia seguinte, sofreu uma parada cardiorrespiratória. Batizada como Gaynor Hopkins, no País de Gales, Bonnie Tyler se tornou uma das artistas britânicas de maior sucesso comercial das décadas de 1970 e 1980. Ela transformou o timbre marcante em sua principal assinatura e construiu uma carreira baseada em baladas dramáticas e produções que misturavam rock, pop e influências country.
Filha de um mineiro de carvão, ela nasceu e cresceu em uma habitação social em Skewen, no sul do País de Gales, a cerca de 11 quilômetros de Swansea. A casa da família tinha banheiro externo, e ela dividia a infância com três irmãs e dois irmãos.
Antes da fama, Tyler cantava em bandas locais. Em 1976, precisou passar por uma cirurgia para remover nódulos nas cordas vocais. Durante a recuperação, desrespeitou a recomendação médica de permanecer em repouso e voltou a cantar antes do tempo. O esforço alterou permanentemente sua voz, dando origem ao timbre rouco que mais tarde se tornaria sua marca registrada.
Na época, ela se apresentava com o nome Sherene Davis e era vocalista de uma banda de soul. Foi descoberta pelo caçador de talentos Roger Bell, que a levou para Londres para gravar demos. Após um período em busca de uma gravadora, assinou contrato com a RCA, que também sugeriu a adoção do nome artístico Bonnie Tyler.
Seu álbum de estreia, The World Starts Tonight (1977), trouxe o primeiro sucesso comercial, Lost in France, e lhe rendeu uma indicação na categoria de artista revelação do Brit Awards. No ano seguinte, alcançou o terceiro lugar nas paradas britânicas com It’s a Heartache, consolidando seu nome internacionalmente.
Após um período de menor destaque, Tyler assinou com a Sony e buscou reinventar a carreira e passou a trabalhar com o produtor e compositor Jim Steinman. A parceria que daria origem, anos depois, ao maior sucesso de sua trajetória.
TOTAL ECLIPSE OF THE HEART Steinman apresentou a ela sua canção Total Eclipse of the Heart, que se tornaria o single de estreia de seu quinto álbum de estúdio, Faster Than the Speed of Night. O vídeo da canção foi gravado em um antigo e assustador manicômio gótico em Surrey, onde, aparentemente, os cães de guarda não entravam nos cômodos do andar de baixo, onde costumavam aplicar eletrochoques nos pacientes.
Embora nunca tenha repetido o sucesso estrondoso de Total Eclipse of the Heart, Bonnie Tyler manteve a carreira em evidência nas décadas seguintes. Entre seus trabalhos mais conhecidos desse período estão os singles Holding Out for a Hero, que integrou a trilha sonora de Footloose (1984), e Here She Comes, do filme Metrópolis (1984).
Em 2013, a cantora voltou às raízes country ao gravar, em Nashville, o álbum Rocks and Honey. Seu álbum mais recente de estúdio, Between the Earth and the Stars, lançado em 2019, reuniu duetos com Rod Stewart, Cliff Richard e Francis Rossi, vocalista da banda Status Quo. No mesmo ano, Bonnie Tyler também participou de um concerto de Natal no Vaticano diante do papa Francisco.
Em 2023, Tyler foi homenageada pelo rei Charles III com o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE, na sigla em inglês) por suas contribuições artísticas.
Na vida pessoal, a cantora era casada com Robert Sullivan, empresário do setor imobiliário e ex-atleta olímpico de judô.
BRASIL Bonnie Tyler também teve forte ligação com o público brasileiro. Em 1987, gravou ao lado de Fábio Jr. a música Sem Limites pra Sonhar, sucesso no país na década de 1980.
– Me lembro de ele [Fábio Jr.] ser um homem muito bonito que me deu um anel lindo de ouro com pedras cravejadas. Ele era absolutamente lindo. Não consigo me lembrar da música agora, mas éramos número 1 no Brasil. Isso foi muito empolgante – relembrou a cantora em entrevista ao Estadão realizada em 2022, quando ela realizou uma turnê brasileira comemorando 50 anos de carreira.
A Justiça dos Estados Unidos negou o pedido do governo brasileiro para acelerar a tramitação da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media, ligada ao presidente Donald Trump, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, as companhias ganharam mais uma semana e terão até 14 de julho para apresentar suas manifestações no processo.
A decisão foi assinada pela juíza distrital Mary S. Scriven, da Flórida, contrariando solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU), representante do Brasil na ação. O órgão defendia que a Justiça americana determinasse que Rumble e Trump Media respondessem ao pedido de extinção do processo até a última terça-feira (7).
Em junho, a magistrada já havia rejeitado o pedido das empresas para que Alexandre de Moraes fosse declarado em revelia, autorizando também o ingresso do governo brasileiro no caso e adiando a análise da solicitação da AGU para encerrar a ação.
As empresas sustentam que Moraes foi devidamente notificado por um meio reconhecido pela Justiça dos Estados Unidos e alegam que o ministro não apresentou resposta nem solicitou prorrogação do prazo. No entanto, Mary Scriven entendeu que, antes de avaliar um eventual reconhecimento de revelia, é necessário decidir questões preliminares levantadas pelo governo brasileiro, incluindo o pedido para extinguir o processo.
A ação foi protocolada em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida. Rumble e Trump Media acusam Alexandre de Moraes de promover censura ilegal ao determinar a remoção de perfis de usuários ligados à direita brasileira.
O objetivo é fazer com que decisões judiciais expedidas por Moraes no Brasil sejam consideradas inválidas e sem efeito nos Estados Unidos.
*Pleno.News Fotos: EFE/EPA/REMKO DE WAAL e Carlos Moura/SCO/STF
O WhatsApp anunciou uma das atualizações mais aguardadas pelos usuários: a criação de nomes de usuário (usernames), ferramenta que permitirá iniciar conversas sem a necessidade de compartilhar o número de telefone. A novidade será disponibilizada gradualmente nos próximos meses e representa uma das maiores mudanças de privacidade já implementadas pela plataforma.
Antes mesmo do lançamento oficial, o aplicativo já começou a liberar a reserva de nomes de usuário para evitar disputas por identificações iguais entre os usuários.
Como vai funcionar
Quando o recurso estiver disponível, os usuários que optarem por criar um nome de usuário poderão conversar com pessoas e empresas sem exibir o número de telefone no primeiro contato. Segundo o WhatsApp, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar a comunicação com colegas de trabalho, vizinhos, participantes de grupos e contatos conhecidos em eventos, sem a necessidade de compartilhar informações pessoais.
Embora o número de telefone continue vinculado à conta, ele deixará de ser exibido para novos contatos quando o nome de usuário estiver ativado. A empresa também informou que não haverá um diretório público de usuários, sendo necessário conhecer o nome de usuário exato para iniciar uma conversa.
Mais privacidade
A novidade promete reforçar a privacidade dos usuários, reduzindo a exposição do número de celular em conversas com desconhecidos. A mudança aproxima o WhatsApp de plataformas como o Telegram e o Signal, que já oferecem sistemas semelhantes de identificação por nomes de usuário.
A Meta ainda não anunciou uma data específica para o lançamento global da funcionalidade, mas informou que a distribuição ocorrerá de forma gradual nos próximos meses.
A líder da oposição tentou retornar ao país para acompanhar os resgates depois de dois terremotos destruidores
A líder opositora venezuelana María Corina Machado | Foto: Reprodução/ Redes sociais
A líder opositora María Corina Machado denunciou nesta segunda-feira, 29, que a ditadura de Nicolás Maduro fechou o espaço aéreo da Venezuela. A manobra do regime tenta impedir o retorno da política ao território nacional. María Corina publicou um pronunciamento em suas redes sociais para avisar que planejava pousar no país logo que soube da destruição provocada por uma sequência de fortes terremotos na última semana.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) confirmou que as autoridades de Caracas emitiram um alerta oficial para restringir todos os pousos e as decolagens internacionais no país caribenho. O bloqueio total dos voos vai durar até o dia 7 de julho sob o pretexto de controle interno. O palácio presidencial venezuelano evitou se manifestar sobre as acusações de perseguição política até o momento.
Terremotos mataram mais de 1,7 mil pessoas na Venezuela
O veto ao desembarque da opositora ocorre em meio a uma crise humanitária provocada por dois abalos sísmicos, de magnitude 7,2 e 7,5, na última quarta-feira, 24. Os tremores derrubaram dezenas de edifícios na capital Caracas e no Estado de La Guaira. O balanço oficial contabiliza 1,7 mil mortes confirmadas e 5 mil feridos, enquanto entidades civis calculam que o número de desaparecidos já passa de 40 mil pessoas.
María Corina Machado declarou no vídeo que o regime tenta isolar os venezuelanos e barrar a chegada de voluntários estrangeiros dispostos a colaborar com as buscas. A ex-deputada havia afirmado horas antes que tinha a obrigação moral de retornar à Venezuela para prestar solidariedade à população afetada pelas perdas civis e estruturais nas cidades atingidas.
Líder viveu na clandestinidade e deixou o país em operação secreta
A ditadura proibiu María Corina de disputar as eleições presidenciais de 2024 contra o ditador Nicolás Maduro. A ativista passou meses escondida no interior da Venezuela para escapar das ordens de prisão emitidas contra aliados. Ela abandonou o país em dezembro do ano passado com a ajuda de uma operação secreta montada pelo governo dos Estados Unidos para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega.
A opositora intensificou as manifestações públicas sobre o desejo de retomar o trabalho de base em solo venezuelano nas últimas semanas. O movimento ganhou força com a destituição e a captura do ex-presidente do país. A líder liberal insiste em que a mudança no cenário político regional exige a presença das forças democráticas na linha de frente em Caracas.