Campo de refugiados de Jabalia, na Faixa de Gaza, após ataque israelense — Foto: Mohammed Abed/AFP
O exército israelense emitiu um aviso, nesta quinta-feira (12), pedindo que os moradores da Cidade de Gaza deixem suas casas em direção ao sul da região em até 24 horas. A informação foi confirmada em um vídeo publicado em redes sociais das forças militares do país.
O porta-voz do exército afirmou que a “evacuação é para a própria segurança” dos habitantes da Faixa de Gaza e recomendou que as pessoas só voltem à Cidade de Gaza quando o governo israelense permitir.
Palestinos temem que a ordem seja um indicativo de que o exército israelense entre por terra em Gaza.
Pouco tempo antes do pronunciamento nas redes sociais do exército, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse, em comunicado, que os militares israelenses avisaram que todos os palestinos na região norte da Faixa de Gaza, cerca de 1,1 milhão de pessoas, deveriam migrar para o sul.
No entanto, segundo as informações do exército, o alerta é apenas para a Cidade de Gaza, que conta com cerca de 677 mil habitantes.
Israel também afirmou que, nos próximos dias, as operações na Cidade de Gaza serão “significativas” e que os moradores da região não devem se aproximar ou tentar ultrapassar a fronteira. (Veja a íntegra do comunicado abaixo)
Segundo a ONU, o comunicado foi enviado pouco antes da meia-noite no horário local. Assim, as 24 horas serão completadas às 18 horas desta sexta-feira (13), no horário de Brasília. A Organização afirmou que já transferiu seu centro de operações centrais para o sul de Gaza.
Salama Marouf, chefe do gabinete de comunicação do Hamas, disse à agência que o aviso é “propaganda falsa, com o objetivo de semear confusão entre os cidadãos e prejudicar a nossa coesão interna” e que orienta os cidadãos palestinos a “não se envolverem nestas tentativas”.
ONU pede que qualquer ordem de ataque seja rescindida
Stephane Dujarric, porta-voz da ONU pediu que, se qualquer ordem de ataque por Israel for confirmada, seja rescindida, “evitando o que poderia transformar o que já é uma tragédia numa situação calamitosa”.
De acordo com o porta-voz, “as Nações Unidas consideram impossível que tal movimento ocorra sem consequências humanitárias devastadoras”, já que não haveria tempo hábil para a movimentação de todo esse contingente de pessoas.
Em comunicado, Dujarric afirmou que a ordem de deixar a parte norte de Gaza foi dada, inclusive, aos funcionários da ONU e às pessoas abrigadas nas instalações humanitárias da organização.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também apelou às autoridades israelenses, dizendo que mover as pessoas que estão em estado grave nos hospitais de Gaza, incluindo aquelas com suporte de respiração, é uma “sentença de morte”.
Dezenas de tanques de guerra estão sendo colocados por Israel na fronteira de Gaza, antes de uma invasão terrestre planejada pelas forças militares do país para combater o Hamas.
O conflito entre Israel e Palestina teve início no último sábado (7), após terroristas do grupo Hamas iniciarem um ataque sem precedentes contra o território israelense. Israel se declarou em guerra e os bombardeios entre os dois lados continuam desde então, com mais de 2.800 mortos até o momento, sendo 1.537 palestinos e 1.300 israelenses.
Imagens de drone mostram como ficou o local da rave atacada pelo Hamas
Veja a íntegra do comunicado de Israel aos habitantes da Cidade de Gaza
“As Forças de Defesa de Israel apelam que todos os cidadãos da Cidade de Gaza evacuem suas casas em direção ao sul, para sua própria segurança e proteção, e se mudem para a área sul de Wadi Gaza, como mostrado no mapa.
A organização terrorista Hamas travou uma guerra contra o Estado de Israel e a Cidade de Gaza é uma área onde operações militares acontecem. Essa evacuação é para a sua própria segurança.
Você poderá retornar para a Cidade de Gaza apenas quando outro pronunciamento permitir que isso seja feito. Não se aproxime da área da cerca de segurança com o Estado de Israel.
Os terroristas do Hamas estão escondidos na Cidade de Gaza, dentro de túneis que ficam abaixo de casas e dentro de prédios lotados de cidadãos inocentes de Gaza.
Cidadãos da Cidade de Gaza, evacue para o sul para a sua própria segurança e a segurança de seus familiares, e se distancie dos terroristas do Hamas, que estão te usando como um escudo humano.
Nos próximos dias, as Forças de Defesa de Israel continuarão com operações significativas na Cidade de Gaza, com esforços extensivos para evitar ferir civis.”
O que aconteceu até agora?
▶️ Como foi o ataque? As ações se concentraram perto da fronteira da Faixa Gaza, de onde Hamas lançou 5 mil foguetes.
Por terra, ar e mar, com motos e parapentes, homens armados invadiram o território israelense pelo sul do país.
Houve relatos de que os invasores atiraram em pessoas que estavam nas ruas e sequestraram dezenas de israelenses (incluindo mulheres e crianças), levados como reféns para Gaza.
▶️ Como foi a resposta de Israel? Diante da ofensiva do Hamas, o governo israelense iniciou uma retaliação e bloqueou as fronteiras da Faixa de Gaza, impedindo a entrada de alimentos, eletricidade, água e combustível.
“Estamos em guerra e vamos ganhar”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, logo após o ataque.
“O nosso inimigo pagará um preço que nunca conheceu.”
Ainda em 7 de outubro, Israel lançou bombas em direção à Faixa de Gaza.
O ministro da Defesa, Yoav Gallant, declarou na segunda-feira (9) que Gaza “não receberia eletricidade, nem alimentos, nem água, nem combustível”. As fronteiras da Faixa de Gaza foram bloqueadas.
▶️ Quantas pessoas morreram? O balanço mais recente das autoridades locais indicava, na manhã de quarta-feira, que mais de 2.700 pessoas morreram. A ONU estima que mais de 338 mil pessoas foram deslocadas em Gaza desde sábado (7).
▶️ O que é e onde fica Faixa de Gaza? É o território palestino localizado em um estreito pedaço de terra na costa oeste de Israel, na fronteira com o Egito.
Marcado por pobreza e superpopulação, tem 2 milhões de habitantes morando em um território de 360 km².
Para se ter uma ideia desse tamanho em comparação com cidades brasileiras, o território é um pouco maior que o da cidade de Fortaleza (312,4 km²) e menor que o de Curitiba (434,8 km²).
Tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005, Gaza vive um bloqueio de bens e serviços imposto por seus vizinhos de fronteira.
▶️ Qual é o histórico do conflito na região? A disputa entre Israel e Palestina se estende há décadas e já resultou em inúmeros enfrentamentos armados e mortes.
Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, na Palestina, sob mandato britânico.
AComissão Europeia notificou o TikToknesta quinta-feira (12) pela circulação de“propaganda terrorista”na rede social, pedindo a empresa aremoçãodesse tipo de conteúdo em até 24 horas. A preocupação da comissão é oacesso de menores de idadeà plataforma chinesa de vídeos curtos.
A carta foi enviada diretamente pelocomissário Thierry Breton, responsável pelo monitoramento das empresas digitais na União Europeia (UE), ao presidente do TikTok, Shou Zi Chew. Breton ressaltou a importância de diferenciar fontes confiáveis de conteúdo de“propaganda terrorista”, especialmente considerando que muitos usuários, incluindo menores de idade, utilizam a plataforma como fonte de notícias.
Thierry Breton destacou a“obrigação especial”que acredita que o TikTok tem em proteger crianças e adolescentesdos“conteúdos violentos que retratam a tomada de reféns e outros vídeos gráficos” que supostamente circulam na plataforma. Ele se referiu aos cidadãos israelenses capturados pelo grupo terrorista Hamas.
Tanques de Israel posicionados na fronteira com a Faixa de Gaza Imagem: 12.out.2023-Menahem Kahana/AFP
Diplomatas estrangeiros receberam hoje informações que existem sinais suficientes para sugerir que Israel está se preparando para uma invasão terrestre da Faixa de Gaza, depois de atacar a população local nos últimos dias, como resposta ao ataque terrorista do Hamas.
A informação foi coletada por serviços de inteligência estrangeiros e circula entre algumas das principais potências mundiais.
Os dados não estão sendo confirmados por Israel, ainda que governos de várias partes do mundo tenham acelerado a retirada de seus nacionais da região, antes que o cenário eventualmente se concretize.
O UOL obteve as informações com exclusividade, indicando o temor da região de que Israel esteja mobilizando o apoio de seus aliados com o propósito de entrar numa guerra terrestre nas próximas horas ou dias.
Antes, planeja esgotar os serviços, alimentos e água da população local de Gaza, como vem fazendo desde domingo.
A estratégia poderia envolver a criação de uma zona tampão dentro das fronteiras da Faixa de Gaza de até dois quilômetros. Não se descarta o uso da Marinha para desembarcar soldados e garantir o controle sobre a Faixa de Gaza.
Os serviços estrangeiros também apontam que a situação na Cisjordânia e em Jerusalém ocupada irão se agravar, especialmente depois de o Hamas e o Jihad Islâmico terem apelado aos cidadãos da Cisjordânia e de Jerusalém ocupada para se unirem à resistência.
As indicações são de que um dos cenários prováveis é o aumento da violência entre colonos e cidadãos palestinos.
Hezbollah na guerra
Parte da informação que circula aponta que seria de interesse de Israel provocar a entrada do Hezbollah na guerra.Continua após a publicidade
Isso daria justificativa para que Israel bombardeasse as bases do grupo, com importante destruição no Líbano. E acabaria afetando a popularidade do Hezbollah.
A segunda razão revela um cenário ainda mais dramático: Israel garantiria a intervenção dos Estados Unidos caso o Hezbollah optasse por um confronto.
Grupo terrorista Hamas havia planejado o ataque a Israel há dois anos | Foto: Reprodução/ YouTube
Iniciados no sábado 7, os ataques terroristas do Hamas contra Israel já haviam sido planejados há dois anos. A revelação é do chefe de relações externas do grupo, Ali Baraka, que participou de uma entrevista à TV Russia Today, no dia seguinte ao atentado.
“A hora zero do ataque foi mantida em total segredo”, admitiu Baraka. “Um número bastante limitado de líderes do Hamas sabia. Nos últimos anos, o Hamas não entrou em nenhuma guerra. Esta guerra fazia parte da estratégia do Hamas.”
De acordo com o terrorista, o Hamas levou o Ocidente a crer que o grupo estava apenas “governando Gaza”, e que havia abandonado o que ele chamou de “resistência”. “Enquanto isso, por baixo da mesa, o Hamas se preparava para este grande ataque”, disse.
Planejamento dos ataques do Hamas contra Israel
Segundo Ali Baraka, ações do grupo terrorista foram planejados secretamente para que fossem bem-sucedidos | Foto: Reprodução/ Twitter
Baraka disse que, para o plano dar certo, mesmo os integrantes do Hamas não poderiam saber o momento exato do início dos ataques.
“Depois de meia hora do início da invasão, contatamos as diferentes facções do Hamas, assim como os nossos aliados Hezbollah e no Irã”, disse o membro do grupo terrorista.
“Os turcos também foram notificados”, disse. “Até os russos enviaram uma pergunta a respeito dos ataques e foram atualizados sobre a situação e os objetivos da guerra.”
Soldados do Exército de Israel nas proximidades da Faixa de Gaza Imagem: 9.out.2023 – JACK GUEZ/AFP
Considerado um dos melhores do mundo, o serviço de inteligência de Israel está sendo responsabilizado por não ter previsto o ataque sem precedentes do grupo extremista Hamas, que no último sábado (7) invadiu o país por terra, céu e mar, matando pelo menos 900 israelenses. A ação resultou em uma declaração de guerra e 800 palestinos mortos nos bombardeios na Faixa de Gaza.
Por que a inteligência de Israel falhou?
1 – Israel confiou demais em seu aparato tecnológico, segundo especialistas. O país espalhou drones, câmeras e sensores de movimento em sua fronteira com a Faixa de Gaza. Rastreadores de GPS eram instalados no carro de suspeitos e até celulares explosivos eram plantados entre os inimigos.
Essa expertise tornou Israel dependente dessa tecnologia para conseguir informações. Segundo Amir Avivi, um general israelense reformado, os terroristas em Gaza aprenderam a escapar dessa coleta de informações, que chegariam cada vez mais incompletas ao serviço de inteligência.
“O outro lado [o Hamas] aprendeu a lidar com o nosso domínio tecnológico e parou de usar tecnologia que pudesse expô-lo”, disse Avivi à agência de notícias AP. “Eles voltaram à Idade da Pedra”, disse ele sobre a decisão dos terroristas de abandonarem telefones e computadores para formular seus planos em salas protegidas contra espionagem.
2 – Israel subestimou o Hamas. A inteligência israelense afirmava nos últimos anos que as sucessivas derrotas do Hamas enfraqueceram sua disposição de partir para o confronto armado. Segundo o jornal Jerusalem Post, “os dados pareciam confirmar essa impressão”: nos últimos conflitos com Gaza, o Hamas não participou.
Para Israel, o grupo estaria hoje mais interessado em governar Gaza, melhorando as condições de vida de seus 2,3 milhões de habitantes. Israel até cogitava permitir a entrada de mais trabalhadores vindos de Gaza.
“Há anos que vivemos numa realidade imaginária”, disse sob anonimato um oficial superior da reserva ao diário israelense Haaretz. “Nos convencemos de que o Hamas está dissuadido e assustado e que sempre receberemos a tempo os avisos de inteligência.”
3 – Israel se concentrava em combater na Cisjordânia. Confiante de que o Hamas estava sob controle, exército e inteligência israelenses priorizaram um conflito na Cisjordânia que já dura um ano e meio.
Imagem: Arte/UOL
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é pressionado por apoiadores a sustentar militarmente os acampamentos ilegais feitos por judeus na Cisjordânia. Em janeiro, por exemplo, ele regularizou nove deles em resposta a um ataque terrorista a uma sinagoga.
No dia do ataque do Hamas, 24 batalhões que deveriam estar em Gaza ficaram presos na Cisjordânia.
4 – Reforma do Judiciário desmobilizou as Forças Armadas. O país está politicamente divido desde que Netanyahu encampou uma reforma no Judiciário que chegou a prever a derrubada de decisões da Suprema Corte pelo Parlamento em votações por maioria simples.
Essas divergências se infiltraram nas Forças Armadas, disse Martin Indyk — norte-americano responsável pelas negociações israelo-palestinianas na gestão Barack Obama. Reservistas ameaçaram não se apresentar se convocados pelo exército, e centenas deles participaram de uma manifestação em Tel Aviv contra a reforma.
Eles dizem que não vão servir a um país que ruma para uma ditadura. Outros acreditam que o enfraquecimento da Suprema Corte exporia as forças israelenses a acusações de crimes de guerra em tribunais internacionais. Hoje, Israel se defende dessas suspeitas afirmando contar com um sistema jurídico independente capaz de investigar qualquer delito.
Foguetes disparados da Faixa de Gaza em direção a Israel nesta segunda-feira (9) Imagem: REUTERS/Mohammed Salem – 09.out.2023
Ele disse, porém, que os israelenses estavam concentrados na Cisjordânia e minimizaram a ameaça vinda de Gaza. “Nós os avisamos que uma explosão da situação estava chegando muito em breve e que seria grande. Mas eles subestimaram esses avisos”, disse o oficial, que falou sob anonimato porque não tinha autorização para tratar do assunto na imprensa.
Um dos avisos teria sido feito pelo ministro da Inteligência do Egito, general Abbas Kamel, que teria telefonado a Netanyahu 10 dias antes do ataque. Teria dito que Gaza faria “algo incomum, uma operação terrível”, de acordo com o site de notícias Ynet.Continua após a publicidade
Em discurso à nação na noite de ontem, Netanyahu negou ter recebido qualquer aviso prévio, denunciando uma “notícia falsa”.
De volta ao passado?
Aliados e críticos do governo falam agora em “união nacional” contra um inimigo comum, e rejeitam apontar culpados.
“Este é um grande fracasso”, disse Yaakov Amidror, antigo conselheiro de segurança nacional de Netanyahu. Ele se recusou, no entanto, a explicar as razões, dizendo que as lições devem ser aprendidas quando a poeira baixar.
Porta-voz do governo, o contra-almirante Daniel Hagari reconheceu que o exército deve uma explicação, mas só depois. “Primeiro lutamos, depois investigamos”, afirmou.
A inteligência israelense deve “jogar pela janela” sua estratégia de segurança baseada apenas em tecnologia. Para analistas do diário Jerusalem Post, é preciso “voltar à moda antiga” e reforçar as forças terrestres na fronteira com Gaza.
Israel Katz, Ministro da Energia israelense Imagem: Reprodução X (antigo Twitter) @Israel_katz
O Ministro da Energia, Israel Katz, disse na madrugada desta quinta-feira (12) que não será fornecida electricidade ou água a Gaza até que as pessoas sequestradas durante o ataque do Hamas regressem a suas casas.
O que aconteceu
“Ajuda humanitária a Gaza? Nenhum interruptor elétrico será ligado, nenhuma bomba de água será aberta e nenhum caminhão de combustível entrará até que os raptados regressem”, publicou ele no X (antigo Twitter).
“Humanitarismo pelo humanitarismo. E ninguém pode nos pregar moralidade”, concluiu ele. De acordo com Israel, o grupo palestino ainda mantém cerca de 150 prisioneiros, mas não há detalhes sobre a localização e o estado de saúde deles.
סיוע הומניטרי לעזה? אף מתג חשמל לא יורם, שיבר מים לא יפתח ומשאית דלק לא תיכנס עד להשבת החטופים הישראלים הביתה. הומניטרי תמורת הומניטרי. ושאף אחד לא יטיף לנו מוסר.
Segundo autoridades dos dois lados, cerca de 2.600 pessoas morreram na guerra até o momento. O Ministério da Saúde da Palestina fala em 1.300 mortos em Gaza, enquanto Israel cita mais de 1.300 vítimas.
Na última terça (10), Israel afirmou ter encontrado 1.500 corpos de membros do Hamas, mas não deu detalhes. Os cadáveres, segundo o governo israelense, estavam no sul do país.
A ONU afirma que os bombardeios israelenses danificaram 12.600 prédios e deixaram 263 mil palestinos sem casa. Brasileiros no país relatam que a situação é cada vez mais dramática, porque as fronteiras seguem fechadas e itens como água e comida estão acabando.
Brasileiros podem estar entre reféns do Hamas
O Ministério da Defesa de Israel chegou a afirmar, em vídeo, que haveria brasileiros entre os reféns do Hamas. Segundo Israel, o grupo palestino ainda mantém cerca de 150 prisioneiros, mas não há detalhes sobre a localização e o estado de saúde deles.
A informação de que há brasileiros entre os sequestrados é incerta. Ao jornal Folha de S. Paulo, o porta-voz do exército de Israel, Jonathan Conricus, afirmou que isso “não está completamente confirmado”.
Pelo menos 26 brasileiros ainda tentam sair de Gaza. O Egito, país que faz fronteira com o território palestino, se comprometeu com o governo brasileiro a ajudar na retirada do grupo, mas ainda não se sabe quando eles poderão sair.
Um incêndio de grande proporção atingiu o Aeroporto de Luton, na cidade de Londres, no Reino Unido, na noite desta terça-feira, 10. De acordo com informações obtidas pelo jornal “The Guardian”, as chamas começaram no estacionamento do local e se espalhado por outros setores.
“Metade da estrutura está totalmente envolvida no incêndio e o edifício sofreu um colapso estrutural significativo”, disse um membro do Corpo de Bombeiros, em entrevista ao jornal inglês. Até a publicação desta matéria, nenhuma pessoa foi encontrada ferida.
Através das redes sociais, a administradora do aeroporto admitiu que “parte da estrutura colapsou”. No comunicado, também foi anunciada a suspensão de todos os voos, além da recomendação para que os passageiros não se dirigissem ao lugar. Já os moradores da região foram instruídos a fecharem suas janelas.
Fogo após ataques israelenses à Faixa de Gaza Imagem: 9.out.2023 – MOHAMMED ABED/AFP
A guerra entre Israel e o Hamas chegou ao quarto dia, nesta terça-feira (10), e o número de mortes já ultrapassou a marca de 1.600. O governo israelense intensificou os ataques à Faixa de Gaza. Nesta madrugada, mais de 200 alvos foram atacados pela IDF(Força de Defesa de Israel). Do outro, o grupo terrorista Hamas respondeu com ameaças aos civis sequestrados caso a ofensiva continue.
O que aconteceu:
A IDF afirmou na madrugada desta terça-feira (10), ter atingido mais de 200 alvos na Faixa de Gaza durante a noite. Sirenes foram acionadas em cidades na fronteira com Gaza. Segundo a corporação, foram encontrados O tenente-coronel Richard Hecht contou que os corpos de 1.500 terroristas foram localizados no sul de Israel.
Até o momento, mais de 1.600 pessoas morreram em Israel e em Gaza desde sábado. Foram pelo menos 900 vítimas em Israel, 100 delas encontradas em um kibutz (habitação coletiva) em Be’eri, no sul do país. Já na Palestina são 770 mortes confirmadas, segundo o Ministério da Saúde local. Na Cisjordânia são 7 mortes registradas.
O governo israelense afirmou ter retomado o “controle total” das regiões no sul do país que haviam sido atacadas pelo Hamas. Essas áreas, próximas à Faixa de Gaza, foram atacadas pelos palestinos por ar, por terra e pelo mar.
Após declarar guerra ao Hamas, Israel intensificou os ataques à Faixa de Gaza e convocou 300 mil reservistas. Além de bombardear o território palestino, os israelenses bloqueiam a chegada de água, comida e luz aos palestinos.
O Hamas afirma que tem mais de cem reféns israelenses, que foram sequestrados no sábado (7). Em resposta ao cerco à Faixa de Gaza, os extremistas ameaçam matar os civis se os ataques ao território continuarem.
Apesar da ameaça, o grupo islâmico começou a falar em trégua. Segundo a emissora Al Jazeera, um integrante do alto escalão do Hamas declarou que está “aberto a discussões”para um possível cessar-fogo.
Entidades alertam para o risco de uma “crise humanitária sem precedentes” se o cerco a Gaza continuar. O bloqueio ao território impede inclusive a chegada de medicamentos, o que provocou um colapso hospitalar.Continua após a publicidade
Imagem: Arte/UOL
Ataques aproximam Hezbollah do conflito
Israel também bombardeou áreas no Líbano, na fronteira norte, alegando a entrada de “infiltrados” no país. O Líbano é a sede do grupo Hezbollah, que entrou em conflito com os israelenses pela última vez em 2006.
O Hezbollah não está formalmente na guerra, mas disparou foguetes contra Israel. Os ataques, segundo a agência Reuters, foram uma resposta do grupo libanês à morte de quatro de seus membros em um bombardeio israelense.
ONU condena Hamas, mas critica cerco
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, criticou o cerco de Israel à Faixa de Gaza. Guterres também condenou os “ataques abomináveis” cometidos pelo Hamas, mas alertou para a destruição de escolas e hospitais palestinos.Continua após a publicidade
Israel reafirmou o objetivo de destruir o Hamas. Em publicação no Twitter, o primeiro-ministro israelense afirmou que o país “eliminou centenas de terroristas” e que “todos os lugares onde o Hamas opera se transformarão em ruínas”.
O Irã negou envolvimento nos ataques. O país, que mantém relações estreitas com o Hamas e o Hezbollah, afirmou que não participou da “resposta da Palestina” a Israel.
O governo do Egito criticou a inteligência israelense. Autoridades do país, que costuma agir como mediador entre Israel e o Hamas, afirmam que os israelenses ignoraram vários alertas de que um ataque poderia acontecer.
Nos Estados Unidos, as Forças Armadas pressionam as autoridades civis por apoio militar a Israel. Segundo a secretária do Exército norte-americano, Christine Wormuth, o Congresso do país precisará aprovar um financiamento adicional para atender às necessidades de Israel e da Ucrânia, que segue em guerra contra a Rússia.
Brasileiros serão resgatados
O governo israelense autorizou hoje o resgate de cidadãos brasileiros no país. Segundo o Ministério das Relações Exteriores mais de 1.700 brasileiros, na maioria turistas que estão em Jerusalém ou Tel Aviv, já pediram para sair do país.Continua após a publicidade
Os voos de resgate devem começar a retornar ao Brasil na madrugada de quarta-feira (11). Em princípio, a FAB (Força Aérea Brasileira) transportará cerca de 900 passageiros em cinco aeronaves.
O governo orienta quem tem passagem comprada a deixar Israel em voos comerciais. Mesmo com a guerra, o principal aeroporto israelense continua aberto para pousos e decolagens.
Face à incerteza quanto ao momento em que poderão ocorrer os voos de repatriação, o Ministério das Relações Exteriores reitera recomendação de que todos os nacionais que possuam passagens aéreas, ou que tenham condições de adquiri-las, embarquem em voos comerciais do aeroporto Ben-Gurion, que continua a operar Nota do Itamaraty sobre a saída dos brasileiros de Israel
O Brasil está entre os países do mundo que não consideram o Hamas uma organização terrorista. Essa posição oficial, compartilhada com África do Sul, Rússia e Noruega, além da própria Organização das Nações Unidas (ONU), contrasta com a visão dos Estados Unidos e da União Europeia.
A explicação está na alegada neutralidade brasileira em conflitos internacionais, combinada com o atual engajamento diplomático pela busca da convivência de Israel com um Estado palestino independente, sem levar em conta a escalada de atos criminosos que pesam sobre essa questão. Ou seja, o Brasil é partidário da solução de dois Estados, um israelense e um palestino. Hoje não há Estado palestino formal.
O Hamas, organização terrorista armada e uma das maiores no território palestino, iniciou no sábado (7) um conflito com Israel, lançando violento ataque-surpresa contra a população e as Forças de Defesa de Israel. A agressão histórica incluiu o disparo de milhares de foguetes a partir da Faixa de Gaza e incursões terrestres, aéreas e marítimas com extremistas armados, resultando em tiroteios nas ruas e no sequestro de reféns, incluindo mulheres e crianças e massacres contra a população civil. O Brasil se manifestou lamentando as mortes de civis, mas omitindo a gravidade das ações de terror do Hamas.
A posição do Itamaraty contradiz a própria legislação do Brasil, que exige a presença simultânea de três requisitos para que um ato seja classificado como terrorismo: uma ação contra a vida, integridade física ou espaços públicos; motivação baseada em razões xenofóbicas ou discriminatórias relacionadas a raça, cor, etnia e religião; e, por último, o objetivo de causar terror social ou generalizado. Apesar dessa legislação, o Ministério das Relações Exteriores não menciona os aspectos terroristas do maior ataque que Israel enfrentou nos últimos 50 anos, e que levou à declaração de guerra formal por parte do governo israelense.
Para analistas ouvidos pelaGazeta do Povo, a postura do Brasil, que hoje preside o Conselho de Segurança da ONU, se orienta pela tradição, mas também pode indicar alinhamentos políticos e interesses estratégicos. “Como atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o Brasil vai se sentar para negociar com o Hamas. É possível, que também por essa razão, o Itamaraty não queira assumir logo de início posição combativa contra o grupo”, ponderou Luciana Brassolatti de Oliveira, professora de Relações Internacionais do Ibmec-DF.
A especialista explicou que, no atual momento de grande consternação internacional, a ONU e o Brasil não classificaram o Hamas e suas ações como “terroristas”.
“Mas se olharmos todas as convenções e tratados atuais, o Hamas preenche todos os quesitos para ser classificado de terrorista. Isso torna mais desafiadora a condução do tema, levando em conta a tradição diplomática neutra do Brasil, de busca negociada no plano internacional para a celebração de acordos de paz”, ressaltou ela. Na avaliação dela, o mundo assistiu no último sábado um ato inequívoco de terrorismo, uma barbárie que já resulta em mais de mil mortes. Para ela, o direito dos palestinos à sua terra, com devida proteção e reconhecimento, deve ser observado, mas sem que se confunda a população palestina com o grupo terrorista Hamas.
Irã no Brics tornará mais difícil uma condenação ao Hamas
O cientista político Márcio Coimbra avalia que a recusa do Brasil em chamar o Hamas de organização terrorista é motivada por considerações políticas, especialmente devido ao apoio do Irã ao grupo terrorista palestino. Isso porque o Irã pode ser colocado em breve no grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) por influência de Moscou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem mostrando apoio a Moscou e à China desde o início de seu mandato. Em diversas ocasiões, ele tomou partido da Rússia no debate sobre quem seria o culpado pela guerra na Ucrânia.
Coimbra destacou a longa tradição de confrontação do Brasil em relação a Israel, interrompida durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). “Desde 2006, o Brasil revelou simpatia pelo grupo anti-Israel nas suas fronteiras”, disse o professor, que também é presidente do Instituto Monitor da Democracia.
Ele ressaltou que, apesar da tentativa de o Brasil contornar evidências, o Hamas atende a todos os critérios para ser considerado uma organização terrorista. “A questão vai então além do apoio à causa palestina, uma vez que o Hamas não reconhece o direito de Israel existir, diferentemente da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), que reconheceu essa garantia nos Acordos de Oslo, celebrados há 30 anos. Essa divergência de abordagem pôs o Hamas e a OLP em posições opostas”, disse.
Reservadamente, especialistas em relações exteriores argumentam que a postura do governo atual não é exclusiva dele, mas abrange praticamente todos os anteriores, que evitaram rotular o Hamas como grupo terrorista. A razão fundamental por trás disso é que o Brasil teria mais a perder do que a ganhar ao fazê-lo. Haveria um aspecto econômico significativo em jogo, relacionado às remessas financeiras da comunidade síria e libanesa no Brasil para seus familiares no Oriente Médio. No entanto, há a expectativa de que, dependendo do desenvolvimento do conflito no Oriente Médio, a posição do Brasil possa até ser reavaliada pela diplomacia.
Parlamentares cobram reação do governo contra ataque terrorista
O senador Rogério Marinho (PL-RN) condenou veementemente a violência e o terrorismo praticados pelo Hamas, considerando-os como “as ações daqueles que não têm argumentos”. Ele expressou solidariedade com os israelenses que foram alvos dos ataques brutais por “facínoras travestidos de defensores do povo palestino” e cobrou do governo do presidente Lula “o dever moral de repudiar essas ações e denunciar os criminosos que a perpetraram”.
Na mesma linha, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também criticou o governo brasileiro por não mencionar o grupo terrorista responsável pelos ataques a Israel em sua nota oficial, emitida pelo Ministério das Relações Exteriores. Ele levantou a hipótese de que essa postura seja influenciada por motivos questionáveis, referindo-se aos “parabéns” recebidos por Lula do Hamas quando de sua eleição no fim de 2022.
Como integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ele espera que o colegiado ou mesmo o plenário da Câmara aprovem moção de repúdio à violência e de solidariedade a Israel, para que o mundo saiba diferenciar a manifestação oficial do Executivo da posição do Legislativo.
O Hamas, cujo nome em árabe significa “entusiasmo” ou “fervor”, surgiu após a revolta popular conhecida como “Primeira Intifada” ou “Guerra das Pedras” em dezembro de 1987. Intifada, por sua vez, significa “tremer de medo” ou “despertar abrupto de um sonho”. O termo designa uma ação de hostilidade e desobediência civil dos palestinos em relação às forças de segurança de Israel. Por isso, a guerra iniciada no fim de semana é uma ação muito mais grave que uma Intifada.
O Hamas alega que a Palestina é uma terra islâmica e mantém posição radical de não reconhecer o direito de Israel a existir como um Estado independente.
Alinhamento ideológico de países preserva o Hamas
O analista militar Fernando Montenegro, especialista em Forças Especiais, disse acreditar que a atual abordagem brasileira em relação ao terrorismo do Hamas em solo israelense reflete a volta da esquerda no poder no Planalto. Ele observa que as ações do governo Lula se assemelham às de outros países com afinidades ideológicas semelhantes. De acordo com Montenegro, essa orientação ideológica faz com que a política brasileira se incline a um alinhamento externo em relação à questão palestina, o que explica a relutância da diplomacia brasileira em condenar o grupo terrorista.
Além disso, ele aponta para a proximidade entre o Brasil, Venezuela e Irã, com os quais o governo brasileiro busca fortalecer laços. Essa proximidade é evidenciada pelo fato de que esses governos tendem a adotar uma postura menos assertiva em relação a casos de crime organizado e tratam organizações terroristas como as que lutam contra a suposta dominação imperialista, por exemplo.
Com os ataques contra Israel, iniciados nesse sábado (7/10), o brasileiro Rafael Zimerman ficou ferido com estilhaços de granadas durante uma festa rave. Atualmente, ele está internado no hospital Soroka. Segundo comunicado oficial do Itamaraty, Zimerman está em choque, mas passa bem. Ainda de acordo com o órgão, estão desaparecidos os brasileiros Bruna Valeanu e Ranani Glazer.
Rafael Zimerman foi resgatado de um banker
Há uma terceira pessoa, com identidade brasileira e israelense, que também está desaparecida e foi identificada como Celeste Fishbein. Até o momento, não há informações de vítimas brasileiras.
Celeste Fishbein: judia brasileira desaparecida após conflito
Desaparecidos
Ranani Glazer, de 24 anos, estava em uma festa rave no Sul de Israel quando o país foi alvo de bombardeio. Amigos chegaram a relatar que o jovem estava escondido em um abrigo, mas que o local teria sido invadido. Desde então, os familiares não receberam mais notícias do gaúcho.
Ranani Glazer está no mesmo evento. Ainda não há informação sobre o jovem
Em seu perfil no Instagram, Glazer chegou a postar fotos e vídeos no festival, realizado em Tel Aviv, a capital de Israel. Em nota divulgada na manhã desse sábado (7), o Itamaraty informou não ter confirmação de vítimas brasileiras no atentado.
Segundo informações postadas pelo rapaz na internet, ele atua como soldado nas Forças de Defesa de Israel. Desesperados, amigos passaram a postar fotos do gaúcho e telefones na tentativa de obter informações sobre a localização dele.
Bruna Valeanu estava na mesma festa rave que Ranani. No entanto, ainda não há informações de que ambos se conheciam. A jovem é natural do Rio de Janeiro e morava na cidade de Petah Tikva, próximo a Tel Aviv.
Bruna Valeanu é uma das brasileiras também desaparecidas
Brasileiro ferido
Felipe Jurek é amigo de Rafael e moram e trabalham no país. Felipe estava em Tel Aviv quando recebeu uma mensagem de Rafael falando sobre o bombardeio. Ele viajou 40 minutos em meio aos ataques para resgatar o amigo em Beer Sheva.
“Assim que eles começaram a ouvir as explosões, encerraram a música, todo mundo começou a correr para tudo o que é lado, começaram a ouvir tiros, e aí eles correram para um bunker. Chegaram a matar um policial, tacaram granada dentro do bunker”, contou Felipe ao Jornal Nacional.
Quando Rafael foi resgatado do bunker pela polícia, em estado de choque, ele conseguiu enviar uma foto e sua localização para o amigo. “Ele falou que viu pessoas queimando, viu pessoas levando tiro e foi feio, foi bem ruim a coisa”, relatou Felipe.
Rafael foi transferido para um hospital na cidade de Haifa, devido a lotação dos hospitais em Beer Sheva. “Tiraram ele e mais algumas pessoas, mas não foi todo mundo que sobreviveu desse bunker”, finalizou Felipe, que encontrou o amigo muito ferido, mas consciente.
Guerra em Israel
O Gabinete de Segurança de Israel declarou, neste domingo (8/10), estado de guerra. Segundo o governo, o conflito teria sido “imposto a Israel por um ataque terrorista e assassino de Gaza.” O ato oficializa o embate e permite a adoção de medidas militares abrangentes.
Referindo-se aos ataques-surpresa do Hamas da véspera, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que derrotará o grupo radical islâmico, mas alertou que a guerra “vai levar tempo”. O político conservador enfatizou que os eventos recentes foram algo “jamais visto em Israel” e jurou “vingança esmagadora por esse dia negro”. O premier garantiu que as forças militares israelenses chegarão a todos os lugares onde o Hamas possa estar se escondendo.
Netanyahu disse considerar o grupo diretamente responsável pela segurança e pelo bem-estar dos civis e soldados que mantêm cativos, acrescentando que Israel “acertará contas com qualquer um que cause danos” a esses reféns. Segundo observadores, o sábado foi o dia mais sangrento do conflito israelo-palestino desde a guerra do Yom Kippur, há 50 anos.