Navios-tanque estão parados no mar em frente ao litoral da Argentina aguardando o pagamento para entregar o combustível
Posto de gasolina da YPF na Argentina
A Argentina está enfrentando uma grave escassez de combustíveis, com longas filas que estão se formando em frente a postos de gasolina, principalmente da capital, Buenos Aires.
A maioria dos postos de gasolina de toda a Argentinaestão sem combustível, com as petrolíferas enviando menos quantidade por causa da falta de dólares.
A decisão de congelar os preços do combustível tomada pelo governo peronista fizeram com que a procura se voltasse para a estatal petrolífera YPF.
As associações de postos de gasolina pediram a intervenção do governo. Nesta sexta-feira foi realizada uma reunião no Ministério da Energia, mas não teria dado os resultados esperados.
Congelamento de preço na Argentina gerou escassez de combustível
A escassez começou no início do mês, nos postos da petrolífera estatal YPF, por ter preços inferiores aos da concorrência. Mas essa escassez logo estendeu-se às bombas de todas as marcas.
Na semana eleitoral, muitos motoristas correram para encher o tanque, pois tinham certeza de que, depois de domingo, iria haver uma desvalorização ou um reajuste de preços, o que de fato aconteceu.
Na última segunda-feira, 23, a YPF aumentou os preços em 3%, mesmo se o decreto do governo previa um congelamento de preços até o final de outubro.
Navios-tanques parados no mar e refinaria paralisada
Uma das causas dessa escassez de combustível é a paralisação de uma unidade da refinaria da YPF em Ensenada, próximo de Buenos Aires.
Com isso, a estatal petrolífera argentina foi obrigada a importar diesel e gasolina.
Além disso, a falta de dólares na Argentina fez com que navios-tanques ficassem parados no mar, aguardando o pagamento para poder entrar no porto.
Atualmente, haveria três navios tanques à espera com gasolina e diesel próximos do litoral argentino.
Entretanto, os fornecedores estrangeiros BP e Gunvor deram ordem de descarregar o combustível somente após o pagamento.
A Argentina importa 32% de sua necessidade de combustíveis. Embora a importação de um litro de gasolina custe quase US$ 2, no mercado local, o combustível é vendido por cerca de 40 centavos.
Forças de Defesa de Israel publicaram vídeo com tanques em descampado na manhã deste sábado (28) Imagem: Reprodução de vídeo/X/28.out.2023-@IDF
No dia em que a guerra entre Israel e o Hamas completou três semanas, as Forças de Defesa israelense anunciaram hoje que mataram um dos chefes do grupo extremista. Israel também anunciou o bombardeio de 150 alvos subterrâneos do Hamas.
O que aconteceu
Caças das FDI lançaram um ataque que mataram Asem Abu Rakaba, chefe da parte aérea do Hamas, durante a noite.
Asem Abu Rakaba planejou os ataques aéreos contra Israel em 7 de outubro, o primeiro dia do conflito, segundo as FDI.
Ele coordenou os integrantes do Hamas que usaram paramotores para invadir o território israelense, ainda de acordo com as Forças de Defesa de Israel.
O chefe da parte aérea do Hamas também foi o responsável pelos ataques com drones desferidos contra postos das FDI, segundo os militares de Israel.
Bombardeio de alvos subterrâneos
As Forças de Defesa de Israel anunciaramter bombardeado 150 alvos subterrâneos do Hamas. Assim como no ataque que matou Asem Abu Rakaba, os bombardeios também ocorreram durante a noite.
Entre os alvos estavam túneis, espaços de combate subterrâneos e outras infraestruturas do grupo extremista no norte de Gaza.
“Vários terroristas do Hamas foram mortos”, informou as FDI por meio de um comunicado.
Imagens de tanques de guerra avançando por uma área descampada foram publicadas nas redes sociais das Forças de Defesa de Israel.Segundo o estado, as imagens foram gravadas em Gaza.
O representante do IDF afirmou que as operações terrestres, iniciadas na noite de ontem, continuam em curso, sem dar detalhes sobre o avanço das tropas.
“As forças permanecem em campo e estão continuando a guerra”, disse o almirante Daniel Hagari.
Entrada de caminhões
Hagari também sinalizou que caminhões com comida, água e remédio teriam permissão para entrar em Gaza hoje.
Ele não informou por onde o auxílio entraria.Até o momento, somente a Passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, foi usada para incursões humanitárias.
Até a quinta-feira (26), 76 caminhões com água, comida e alimentos tinham entrado em Gaza.
O volume da ajuda não é suficiente para a população, que recebia cerca de 100 caminhões com insumos por dia antes da guerra, segundo a ONU.
A entrada de combustível continua proibida por Israel por risco de “uso dúbio” para forças extremistas. Sem energia desde o início da guerra, Gaza depende de geradores para alimentar a maioria dos hospitais da região.
A comunicação por telefone e internet, cortada após bombardeios na noite de ontem,ainda não foi retomada em Gaza.
Entre as vítimas estão pelo menos 20 crianças; há detidos de 25 nacionalidades
Segundo o Hamas, reféns estão em ‘túneis seguros’ dentro de Gaza | Foto: Reprodução/@motaz_azaiza
Militares de Israel informaram nesta quinta-feira, 26, que o Hamas e outros grupos terroristas mantêm 224 reféns em Gaza. De acordo com o governo israelense, estrangeiros de 25 países estão entre os detidos. Eles representam 135 do total de capturados pelo Hamas desde os ataques de 7 de outubro.
Entre as vítimas estão até 20 idosos e ao menos 20 crianças. O Hamas disse que todos os reféns se encontram em “locais e túneis seguros” dentro de Gaza.
Até o momento, quatro reféns ganharam liberdade. Os primeiros, no último dia 20, foram duas norte-americanas, mãe e filha; os demais, no dia 23, foram Nurit Cooper, de 79 anos, e Yocheved Lifshitz, de 85. Os maridos das idosas continuam presos pelos terroristas.
Lifshitz contou à imprensa sobre o pesadelo que passou: “Fui espancada com pedaços de pau”.
Na madrugada desta quinta-feira, as Forças de Defesa de Israel (FDI) entraram com tanques no norte de Gaza em um “ataque direcionado”. As FDI informaram que atingiram “muitos terroristas e destruíram infraestruturas e posições antitanque”.
Enquanto isso, os militares se preparavam para uma invasão terrestre. Israel já comunicou que uma “operação significativa” está para acontecer na Faixa de Gaza.
Simultaneamente, as forças terrestres e a direção tecnológica e logística das FDI estão se equipando para uma ação a qual chamaram de “arena de combate alargada”.
As tropas israelenses realizaram um “ataque direcionado” com tanques no norte da Faixa de Gaza nesta quinta-feira (26) antes de se retirarem do território, de acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI).
➡️ Tropas israelenses fazem incursão terrestre em Gaza e voltam a Israel
A incursão ocorre 11 dias após o primeiro anúncio de que a invasão seria feita
O vídeo publicado pelas FDI mostrou tanques e veículos blindados, incluindo uma escavadeira, movendo-se em uma estrada perto de uma cerca. Os tanques dispararam artilharia e destruição pôde ser vista nas proximidades.
As FDI disseram que o ataque era “parte dos preparativos para as próximos etapas do combate”.
“Os soldados saíram da área no final da atividade”, disse o comunicado.
O porta-voz das FDI, Peter Lerner, descreveu o ataque como grande, mas de escopo limitado, dizendo que foi “uma operação clara e abrangente destinada a criar melhores condições para operações terrestres se e quando isso ocorrer”.
“Na verdade, enfrentamos o inimigo, matando terroristas que planejavam realizar ataques contra nós com mísseis antitanque guiados”, disse ele à CNN.
Preparativos das FDI
Israel prometeu exterminar o Hamas, o grupo terrorista que controla Gaza, em resposta aos seus ataques mortais e à violência de sequestros de 7 de outubro, nos quais 1.400 pessoas, a maioria civis, foram mortas e mais de 200 feitas reféns.
Num discurso televisionado na quarta-feira (25), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou que Israel está “preparando-se para uma incursão terrestre” em Gaza, após quase três semanas de ataques aéreos na faixa costeira.
Os ataques israelenses mataram mais de 6.400 pessoas e feriram outras 17.000, segundo informações das autoridades de saúde controladas pelo Hamas em Gaza e publicadas pelo Ministério da Saúde palestino em Ramallah.
Um soldado israelense morto em um confronto com o Hamas no domingo é a primeira morte militar israelense anunciada publicamente dentro da Faixa desde 7 de outubro, disse as FDI na terça-feira.
Foto: Reprodução/Gabinete do Xerife do Condado de Androscoggin.
Um ataque a tiros deixou 22 pessoas mortas e cerca de 60 feridas na cidade norte-americana de Lewiston, no Maine, informou a rede de televisão NBC. O incidente aconteceu durante a noite desta quinta-feira (25), segundo a polícia.
URGENTE: atirador realiza ataque, deixa 22 mortos e dezenas de feridos nos EUA pic.twitter.com/WG9Qjzjk3Q
De acordo com o polícia, o atirador abriu fogo contra as vítimas em uma pista de boliche e em um bar. Os dois locais ficam a cerca de 6,5 km de distância um do outro.
O homem já foi identificado e tem 40 anos. Até a última atualização desta reportagem, ele estava foragido. As buscas continuam nesta quinta (26).
Centenas de policiais estão fazendo buscas pelo criminoso, inclusive com o auxílio de helicópteros.
Aulas suspensas, comércio fechado
A polícia e o governo do Maine pediram para que as pessoas procurem locais seguros. Estabelecimentos comerciais e empresas também foram orientados a fecharem as portas. As aulas desta quinta-feira (26) foram suspensas nas escolas públicas de Lewiston.
“Por favor, fique dentro de sua casa com as portas trancadas”, publicou a polícia do Maine em uma rede social.
Os policiais também divulgaram a imagem de um carro que teria sido usado no crime. As forças de segurança pediram para que a população faça denúncias que ajudem a encontrar o criminoso.
Polícia divulgou foto de possível carro envolvido no ataque nos Estados Unidos — Foto: Departamento de Polícia de Lewiston
O presidente Joe Biden foi informado do ataque e ligou para a governadora do Maine, Janet Mills, oferecendo apoio federal nas investigações. Pouco depois, a Divisão de Boston do FBI anunciou que está trabalhando em parceria com os departamentos de polícia locais.
O massacre pode se tornar o sexto mais mortal da história dos EUA, caso o número de 22 mortes seja confirmado, segundo levantamento do instituto Gun Violence Archive. O ataque mais violento aconteceu em Las Vegas, em 2017, quando 58 pessoas foram assassinadas e 441 ficaram feridas.
Desde o início de 2023, 565 tiroteios em massa foram registrados no país, provocando a morte de 595 pessoas. No mesmo período do ano passado, foram registradas 559 ocorrências com 545 mortes.
Terceira colocada no primeiro turno das eleições na Argentina pela disputa pela presidência, Patricia Bullrich, da coalização de centro-direita Juntos por el Cambio, vai formalizar apoio a Javier Milei, do Libertad Avanza. O anúncio deve ocorrer nesta quarta-feira, 25.
De acordo com informações do jornal Clarin, a decisão de Bullrich foi sacramentada a partir de encontro com o ex-presidente Mauricio Macri. Na gestão de Macri à frente da Casa Rosada, de 2015 a 2019, Bullrich foi ministra da Segurança do país sul-americano.
Conforme a publicação argentina, Macri também irá declarar publicamente seu apoio à candidatura de Milei, deputado assumidamente com pensamentos liberais.
No primeiro turno realizado no último domingo, 22, Bullrich recebeu 23,9% dos votos. Dessa forma, ela ficou atrás de Milei (29,9%) e do esquerdista e peronista Sergio Massa, do Unidos por la Patria, que fechou a primeira parte da disputa com 36,6%.
Com Bullrich fora da disputa, Milei e Massa irão se enfrentar no segundo turno. A votação será realizada em 19 de novembro.
Ao apoiar Milei, o grupo político de Patricia Bullrich marca posição contra o atual governo argentino, que é de esquerda. Atual ministro da Economia, Massa é aliado da vice-presidente Cristina Kirchner, de quem foi chefe de gabinete, e do presidente Alberto Fernández.
No segundo turno, Massa terá a inglória missão de tentar justificar o atual cenário socioeconômico da Argentina. Alçado à condição de “superministro” da Economia no ano passado, ele faz parte da gestão responsável por fazer a inflação chegar à beira dos 140% ao ano. Além disso, atualmente, cerca de 40% dos argentinos estão inseridos na pobreza.
Aliado de Bullrich já declarou apoio a Milei
Na ala de aliados de Patricia Bullrich, há correligionários que nem esperaram o posicionamento oficial por parte da agora ex-presidenciável. Ex-prefeito de Capitán Sarmiento e ex-ministro de Energia, Javier Iguacel foi enfático ao declarar apoio de Milei na luta contra a esquerda peronista do país.
“Não é hora de ser morno”, publicou Iguacel em seu perfil no Twitter/X. “Vou apoiar Javier Milei, porque é liberdade ou crime”, prosseguiu ele. “Sempre fui um defensor da liberdade e da honestidade: na minha vida, no meu trabalho e na minha cidade. Sempre enfrentei os poderosos.”
Em um anúncio conjunto, o porta-voz da Agência de Segurança de Israel (ISA) e o porta-voz da Polícia de Israel compartilharam informações perturbadoras obtidas a partir dos interrogatórios de terroristas do Hamas, membros da Unidade Nukhba, que participaram ativamente no massacre ocorrido no sul de Israel em 7 de outubro de 2023.
Interrogatórios feitos com prisioneiros do Hamas chocam o mundo: "matamos menina de 15 anos e tiramos selfie, cada refém valia 10 mil dólares e um ap" pic.twitter.com/wpbmXcWIqn
Segundo as revelações obtidas durante as interrogatórios, os terroristas revelaram atos cruéis e desumanos praticados durante o ataque. A mais chocante das informações reveladas foi a existência de um incentivo financeiro para o sequestro de reféns, no qual os sequestradores que levassem suas vítimas para Gaza receberiam um estipêndio de US$ 10.000 e um apartamento.
Além disso, os terroristas confessaram que tinham instruções claras para sequestrar mulheres idosas e crianças, indicando uma flagrante violação das normas básicas de ética e respeito ao valor da vida humana. Segundo o relato, o objetivo era “limpar as casas” e sequestrar o maior número possível de prisioneiros.
As declarações dos terroristas também revelam um grau alarmante de crueldade e desdém pela vida. Eles relataram ter assassinado animais de estimação, como um cachorro, e até mesmo tirado selfies ao lado de uma adolescente sequestrada.
Ainda mais perturbador foi o testemunho de que um dos terroristas teria atirado em uma mulher já morta, sendo repreendido por seu comandante por desperdiçar munição. Essa revelação evidencia a falta de qualquer respeito pela dignidade humana e a brutalidade que permeia as ações dos terroristas.
Além disso, os interrogatórios revelaram que os comandantes superiores do braço militar do Hamas, aqueles com patentes de comandante de companhia ou acima, escolheram permanecer em locais seguros, protegendo-se, enquanto enviavam seus subordinados para lutar, morrer ou serem presos em território israelense.
As informações obtidas nesses interrogatórios foram de extrema importância para as investigações e futuras operações de segurança. A Agência de Segurança de Israel (ISA) planeja usar essas informações para realizar ataques direcionados na Faixa de Gaza, buscando responsabilizar todos os envolvidos no massacre.
As Forças de Segurança de Israel se disseram determinadas a buscar justiça e responsabilizar todos os envolvidos neste ato brutal. “O país não irá aceitar tais atos terroristas e fará tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a segurança de seus cidadãos”.
As revelações chocantes desses interrogatórios funcionam como um lembrete perturbador da brutalidade e da falta de valores humanos por parte dos terroristas. O povo de Israel, assim como a comunidade internacional, condenam veementemente esses atos de violência indiscriminada.
À medida que as investigações continuam, espera-se que mais detalhes sobre o massacre em Israel sejam revelados, a fim de garantir que todos os responsáveis sejam levados à justiça e para que a paz e a segurança retornem.
Palestino das brigadas Izz el-Deen al-Qassam, braço armado do movimento Hamas, percorre túnel subterrâneo em Gaza Imagem: Mohammed Salem/Reuters – 19.ago.2014
Em guerra com Israel desde o último dia 7, o grupo extremista Hamas possui provavelmente a maior rede de túneis do mundo, com exceção das instalações subterrâneas da Coreia do Norte.
Especialistas apontam que essa rede subterrânea secreta é um dos maiores desafios de uma incursão israelense por terra em Gaza, que teve início ontem (22).
“A escala do desafio em Gaza, onde centenas de quilômetros de túneis cruzam o subsolo no enclave, é totalmente única”, diz John Spencer, presidente de estudos de guerra urbana do Modern War Institute, que faz parte da Academia Militar dos Estados Unidos – também conhecida como Academia de West Point.
“Este extenso complexo subterrâneo é um problema perverso que aguarda as forças terrestres israelenses e para o qual não existe uma solução perfeita.”
500 km de extensão e reféns
Estima-se que a rede de cerca de 1.300 túneis tenha uma extensão total de cerca de 500 quilômetros, e que alguns cheguem a 70 metros de profundidade. Informes sugerem que a maioria dos túneis tem apenas dois metros de altura e dois metros de largura.
Segundo especialistas, é provável que ali estejam localizados os quase 200 reféns que o Hamas fez após os ataques terroristas de 7 de outubro em Israel. Nos túneis também supostamente existem esconderijos de armas, alimentos, água, geradores, combustível e outros equipamentos. Os investigadores que estudaram os túneis acreditam que os líderes do Hamas provavelmente também estão nestas passagens subterrâneas.
Inicialmente, os túneis desta área eram usados para contrabandear mercadorias entre Gaza e o Egito e, mais tarde, entre Gaza e Israel. Com o tempo, devido ao aumento da vigilância aérea israelense em Gaza, com drones e outros equipamentos eletrônicos de espionagem, o Hamas começou a investir mão de obra e dinheiro na expansão da rede de túneis.
Mas foi só em uma operação militar em Gaza, em 2014, que o Exército israelense descobriu a verdadeira extensão dos túneis do Hamas. Depois disso, o governo israelense começou a desenvolver uma barreira ao longo da fronteira de Gaza que penetra no subsolo, para impedir o acesso por túneis ao lado israelense.
Não é fácil localizar os túneis, que podem estar sob edifícios de todos os tipos. Ainda assim, existem diversas maneiras de fazer isso, como o uso de radar e outras técnicas de detecção que medem padrões térmicos, magnéticos e acústicos.
Na maioria das vezes, no entanto, as passagens subterrâneas tendem a ser encontradas pelo trabalho de detetives humanos, como relatou o think tank Rand num relatório de investigação sobre o tema de 2017. Isto é, por soldados em patrulha, ou quando, por exemplo, o sinal telefônico de um agente do Hamas rastreado desaparece subitamente ao entrar num local subterrâneo.
Combate subterrâneo’
No passado, gás lacrimogêneo ou agentes químicos eram usados para “limpar” túneis, conforme explica o livro Underground Warfare, de uma das maiores especialistas mundiais nesta área, Daphné Richemond-Barak.
Também é possível bombardear túneis e Israel tem bombas “destruidoras de bunkers”, capazes de penetrar profundamente no subsolo.
Com apenas cerca de 40 quilômetros de comprimento por entre 6 e 14 quilômetros de largura, e com uma população de 2,2 milhões de pessoas bloqueadas por Israel desde 2007, a Faixa de Gaza é uma das áreas mais densamente povoadas do mundo. Portanto, mesmo que os militares israelenses soubessem onde estão os túneis, a situação no terreno tornaria esse tipo de bombardeamento extremamente difícil, se não impossível.
Além disso, não é fácil lutar nos túneis. O subsolo é mais escuro e muito mais frio, sons, como tiros, são amplificados, e o uso de armas também levanta poeira. Além disso, os túneis podem facilmente se tornar armadilhas explosivas. Na verdade, no passado, os soldados israelenses não eram autorizados a entrar nos túneis até receberem cobertura de equipes especializadas.
Chances limitadas de sucesso
John Spencer, da West Point, observa que nunca tinha visto nenhuma outra força militar fazer tanto trabalho preparatório na guerra em túneis quanto os militares israelenses.
Contudo, Richemond-Barak manifesta preocupação.
“Israel precisaria empreender uma operação aérea e terrestre prolongada e extensa para degradar esta infraestrutura subterrânea”, escreveu este mês artigo para o jornal britânico “Financial Times”.
O exército de Israel poderia derrubar, inundar ou destruir os túneis e selá-los, mas isso seria muito difícil, especialmente quando se está sob fogo em um ambiente urbano, e poderia levar meses. “Mesmo em um tal cenário, que teria um custo humano impensável, é improvável que toda a rede de túneis de Gaza seja destruída”, disse a especialista em guerra subterrânea.
No rescaldo das eleições presidenciais da Argentina, a candidata Patricia Bullrich, que representava a coalizão de centro-direita Juntos por el Cambio, reconheceu sua derrota no primeiro turno da corrida presidencial que ocorreu no domingo (22). Em seu discurso, Bullrich sinalizou que não deverá apoiar o ministro da Economia e candidato peronista, Sergio Massa, que disputará o segundo turno contra o libertário Javier Milei.
“O populismo empobreceu o país e não sou eu quem vai felicitar o regresso ao poder de alguém que fez parte do pior governo da história Argentina”, disse Bullrich, fazendo uma crítica severa ao governo atual. A ex-ministra da Segurança também criticou a gestão de Alberto Fernández, argumentando que o governo distribuiu dinheiro e endividou ainda mais o país. De acordo com Bullrich, sua coalizão não será cúmplice “das máfias que destruíram” a Argentina.
Ela acrescentou: “É por isso que, junto com todos que fazem parte desta força, vamos representar os valores dos que votaram em nós hoje. Nossos valores não podem ser vendidos nem comprados, não vamos negociá-los. Mesmo que não tenhamos vencido as eleições hoje, estaremos juntos com cada argentino nos tempos difíceis que estão por vir.”
Com 98,54% das urnas apuradas até as 09h desta segunda-feira (23), Sergio Massa, da Unión por la Pátria, estava à frente com 36,68% dos votos, enquanto Javier Milei, da La Libertad Avanza, seguia com 29,98%. Patricia Bullrich, de Juntos por el Cambio, obteve 23,83%, Juan Schiaretti, do Hacemos por Nuestro País, recebeu 6,78%, e Myriam Bregman, da Frente de Izquierda, conquistou 2,70% dos votos. A corrida presidencial na Argentina agora avança para o segundo turno.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter feito operações pontuais em terra no norte da Faixa de Gaza durante a madrugada desta segunda-feira (23). O anúncio foi feito à BBC News.
Autoridades de Israel informaram que as operações contemplaram áreas onde estavam reunidos integrantes do grupo terrorista Hamas e de outras organizaçãoes armadas palestinas.
De acordo com os israelenses, houve ataques de tanques e forças de infantaria para localizar e buscar informações sobre pessoas desaparecidas e reféns feitos pelo Hamas.
De acordo com as informações iniciais, não se trata ocupação por terra que o governo israelense vem anunciado desde o início da guerra.
De acordo com a BBC, o porta-voz da FDI, Daniel Hagari, falou nesta segunda sobre as ações na Faixa de Gaza: “Durante a noite, houve ataques de tanques e forças de infantaria. Esses ataques são ataques que matam esquadrões de terroristas que estão se preparando para a próxima fase da guerra. também localizar e procurar qualquer coisa que possamos obter em termos de inteligência sobre os desaparecidos e os reféns”.
No domingo, o Hamas afirmou que ataques no leste de Khan Younis, no sul de Gaza, foram identificados e que soldados israelenses cruzaram a cerca “por vários metros”.
O grupo terrorista palestino afirmou que, nessa incursão, foram destruídas duas escavadeiras e um tanque.
Além disso, soldados israelenses teriam deixado seus veículos e fugido a pé para leste da cerca.
Na madrugada de domingo, mais de 50 palestinos foram mortos em ataques aéreos à Faixa de Gaza.