Imagem gravada em 7 de outubro mostra integrante do Hamas atirando em veículo na entrada de kibutz Imagem: Reprodução/Consulado Geral de Israel em São Paulo
O cônsul-geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, afirmou que não existe possibilidade de o país negociar a paz com o grupo extremista Hamas. O Consulado Geral de Israel e a Federação Israelita do Estado de São Paulo reuniram jornalistas nesta quarta (1º) para divulgar imagens do dia 7 de outubro.
O que aconteceu
O cônsul afirmou que, mesmo com o apoio dos Estados Unidos, Israel enfrenta dificuldades nos combates. De acordo com ele, o país procura pelos cerca de 40 mil combatentes do Hamas e “não quer o mal dos palestinos”.
Erdreich disse que é necessário investigar o conflito iniciado no mês passado — inclusive as falhas do serviço de inteligência de Israel, considerado um dos melhores do mundo.
Ele afirmou que o Hamas vem atuando como uma “organização terrorista, causando pânico em civis e usando escudos humanos”.E destacou que mísseis da organização foram lançados próximos a mesquitas, escolas e hotéis estrangeiros e que hospitais da região correm perigo.
O cientista político André Lajst, da Stand With Us, organização educacional ligada a Israel, que foi convidado pelo consulado para participar do evento, disse que o Hamas precisa ser entendido entendido “de uma forma mais complexa”. “O Hamas é contra qualquer acordo de paz, qualquer conferência de paz.”
Para Lajst, a “Faixa de Gaza precisa passar por um processo de ‘deshamasificacão'”.
O que o cônsul disse
Achamos que vamos vencer isso, não temos outra opção. Temos que vencer, não será fácil.”
Temos muitos consultores, inclusive os americanos que lutaram em outros lugares contra o Estado Islâmico e estava muito difícil para eles também.”
O Hamas foi construído em 1987 com um só um propósito, só um mandamento: Estado Palestino fundamental, muçulmano, teocrático do rio Jordão até o mar, sem judeus ou outros palestinos que não são fiéis a eles. Grande parte dos palestinos não gosta de Israel.”
Queremos que eles vão estudar, trabalhar, não só utilizar toda a ajuda internacional para (…) investir em túneis.”
Cônsul-geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich, em coletiva de imprensa em São Paulo Imagem: Consulado Geral de Israel em São Paulo
O que mostram as imagens divulgadas pelo consulado
Antes da entrevista, o adido de defesa de Israel, Semion Gamburg, apresentou um vídeo com cerca de 40 minutos com imagens que seriam do dia 7 de outubro — quando o grupo extremista Hamas atacou Israel.
A maior parte das imagens foram registradas por câmeras corporais de integrantes do Hamas. As gravações mostram assassinatos, sequestros, decapitações e corpos carbonizados.
O vídeo também mostra integrantes do Hamas se deslocando em carros em uma estrada. Os primeiros minutos exibem disparos contra pessoas no interior dos veículos. É possível escutar de uma das vítimas: “pare, pare de atirar.”
No kibutz Be’eri, no sul de Israel, é possível ver um veículo utilizado pelos combatentes para entrar no local. Os soldados atiram contra carros na comunidade e contra um cachorro que atravessa a rua.
As imagens mostram a entrada dos integrantes do Hamas na comunidade com armas em punho, abrindo as janelas para verificar a presença de moradores. É possível ver os disparos contra pessoas dentro de suas casas — também aparecem objetos pessoais que teriam sido abandonados pelos moradores para escapar dos ataques.
Em outro kibutz, em Netiv Ha’asana, um dos soldados rasga uma das janelas com uma arma branca para verificar a presença de moradores. Em uma das casas, um dos moradores abraça uma criança para protegê-la. Minutos depois, ele é alvejado pelos soldados.
Na sequência, duas crianças com as pernas sujas de sangue choram pela perda do pai, morto pelos integrantes do Hamas. “Quero minha mãe”, diz a criança. “Acho que vou morrer. Não posso acreditar”.
Uma das imagens mais impactantes mostra um homem no chão agredido com uma enxada. Na sequência, ouve-se a frase: “tire foto”. O vídeo mostra ainda o piso de uma das casas invadidas pelos soldados com um rastro de sangue.
Além dos vídeos, foram apresentadas fotos de corpos sujos de sangue e bebês mortos com identificação.
Dezenas de estrangeiros e cidadãos palestinos com dupla cidadania começaram a deixar a Faixa de Gaza e atravessam para o Egito pela passagem de Rafah na manhã desta quarta-feira, 1, após autoridade fronteiriça do Hamas divulgar lista de cerca de 500 nomes, e pedirem que se apresentassem nesta manhã. É a primeira vez que fronteira é aberta para saída de pessoas desde o início do conflito entre Israel e Hamas, mas brasileiros não foram incluídos na listagem.
A autorização partiu de um acordo mediado pelo Catar com Israel, Egito e o Hamas. A abertura excepcional liberou cerca de 90 feridos e 450 estrangeiros, conforme afirmaram autoridades egípcias. Na lista, estão pessoas com passaportes da Austrália, Áustria, Bulgária, República Tcheca, Finlândia, Indonésia, Japão e Jordânia. Os membros da equipe de organizações de ajuda humanitária, incluindo os Médicos Sem Fronteiras, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a UNRWA, também estão na lista.
Na terça-feira, a autoridade disse que o Egito concordou em receber 81 feridos de Gaza na quarta-feira, ecoando relatos da mídia estatal egípcia.
A passagem de Rafah é a única ligação da faixa que Israel não controla. O Egito, que supervisiona a travessia, recusou-se a abri-la aos civis, alertando que um afluxo de refugiados palestinianos poderia desestabilizar a região. O encerramento da passagem de Rafah deixou milhares de cidadãos estrangeiros e palestinos com dupla nacionalidade presos na zona de guerra.
No início da manhã desta quarta dezenas de ambulâncias começaram a se deslocar do Egito pelo posto de fronteira de Rafah para buscar palestinos feridos em Gaza, informou a televisão estatal egípcia. Imagens transmitidas pelo Qahera News, um canal estatal, mostraram uma fileira de ambulâncias amarelas alinhadas do lado de fora do portão da fronteira. Segundo a televisão estatal egípcia, 81 palestinos serão levados para hospitais no Egito, em um processo facilitado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Nudistas participam de sessões especiais no Museu Arqueológico da Catalunha (MAC), de Barcelona Imagem: Edgard Mestre
Não é de hoje que o corpo humano atrai nossa atenção. A história da arte sempre retratou corpos e modelos sem roupa durante séculos, mas agora a novidade mesmo é apreciar obras sem estar vestido. Isso mesmo, até o último sábado (28) visitantes podiam entrar em um museu de Barcelona totalmente pelados. E olha que isso não foi festa, nem pegadinha.
As visitas guiadas foram parte de uma atividade cultural que estava sendo feita na capital catalã no Museu Arqueológico da Catalunha (MAC). Em grupos de 25 peladões podiam ver a exposição fotográfica dos bronzes de Riace, antigas obras gregas que exibem corpos atléticos nus.
Nudistas participam de sessões especiais no Museu Arqueológico da Catalunha (MAC), de Barcelona Imagem: Segimon Rovira
“Durante a visita falamos sobre a trajetória do nudismo através da história da arte e como nós vivemos isso hoje em dia em um nível artístico e social”, explica Irene Vicente Salas, que é historiadora de arte e a guia do evento.
A inusitada proposta partiu do Clube Catalão de Naturismo e o museu topou. Durante o verão europeu, Edgard Mestre teve a ideia de fazer uma atividade voltada para quem é do clube e também abrir algumas vagas para o público em geral.
Ao estarem todos pelados, algumas pessoas começam a perceber que o normal não é ter um corpo nota 10, como aqueles que estamos acostumados a ver na mídia. O normal é ser diferente, é ter um corpo que não é um modelo estético”, acredita Mestre.
Salas também tem uma opinião parecida a respeito do culto ao corpo que existe hoje em dia em quase todas as sociedades. “Estamos acostumados a ver corpos sem roupa em fotos, quadros ou revistas, mas os nossos próprios corpos ainda são um tabu. Ao estarmos sem roupa e vermos outro corpo refletido na nossa frente, quero que esse tipo de ação nos ajude a analisar esse contraste para abrir o debate”, explica ela.
Os visitantes chegavam vestidos e entravam no museu em um horário especial, depois que o estabelecimento fecha para o público em geral. Ao chegar, o grupo ia até um local onde todos tiravam a roupa, menos o calçado, e depois disso todo mundo estava pronto para viver essa experiência um tanto quanto diferente na sala ao lado.
Espetáculo Corpus, no Museu de Arte da Catalunha Imagem: Claudia Abril
Ivan Vera, que é nudista e faz parte do clube, é uma das pessoas que decidiu participar do evento. “Ficar nu em um museu não é algo que se veja todos os dias. Acredito que isso quebra um pouco o costume de praticar nudismo em lugares mais comuns e por isso decidi ir”, explica o espanhol.
O público percorria a mostra que exibe em detalhe grandes fotos de corpos atléticos e perfeitos. Nas imagens é possível ver os guerreiros de Riace, duas estátuas gregas do século 5º a.C. Essas estátuas foram encontradas dentro do mar por um mergulhador em 1972. Além de belas, elas são ainda mais importantes porque são um dos poucos exemplares de bronze que restam da arte grega antiga.
A visita guiada dura uma hora e no final o debate é aberto. “Ao consumir imagens de corpos ideais, musculosos e perfeitos, de certa maneira, isso nos faz adoecer porque é muito difícil atingir esse modelo de perfeição. Por isso ações como esta podem ajudar a que essa busca incessante pelo culto ao corpo comece a diminuir e que as pessoas aceitem que todos temos corpos diferentes, que não são perfeitos e que está tudo bem também”, deseja Salas.
Ivan conta que para ele a nudez é algo natural e que não se incomoda ou se excita ao ver alguém sem roupa perto dele. “Esse tipo de visitas são superúteis para aproximar a nudez à sociedade e normalizá-la em certos lugares para criar uma reflexão sobre a percepção social da nudez e a sua presença na arte”, destaca.
Alta demanda
Espetáculo Corpus, no Museu de Arte da Catalunha Imagem: Edgard Mestre
Na Espanha não é difícil ver mulheres fazendo topless em praias ou em piscinas públicas mas andar sem roupa dentro de um museu tem chamado a atenção até mesmo da imprensa local que repercutiu muito o assunto.
Por conta disso, a demanda para o evento foi muito maior do que o esperado. A ideia deu tão certo que agora tem até lista de espera para as próximas visitas guiadas sem roupa.
Mestre conta que eles tinham vários lugares reservados para quem é do clube naturista, mas que muita gente de fora também quis participar. Por isso, a ideia é fazer mais eventos desse tipo no futuro, mas essas pessoas vão ter que esperar até o frio ir embora.
Em poucas semanas começa o inverno na Espanha e ficar sem roupa dentro de um lugar sem aquecimento não seria nada fácil. Os organizadores vão deixar para fazer mais atividades desse estilo a partir da primavera de 2024.
Em busca de outro público
Hoje em dia alguns museus espanhóis estão mais abertos e trabalham para atrair também outro tipo de público. O Museu Nacional do Prado de Madri ganhou o prêmio Webby, em 2023, pela melhor iniciativa mundial na categoria Arte e Cultura por mostrar um conteúdo diferente no TikTok. A conta do famoso museu nessa rede social tem mais de 500 mil seguidores.
Com essas visitas guiadas sem roupa e outras mostras onde corpos nus ficam na frente de obras estáticas, alguns museus de Barcelona também estão em busca de outro tipo de público.
“Um dos nossos objetivos é romper essa percepção de que os museus são lugares só para intelectuais. Por isso estamos inovando em eventos como esse para atrair pessoas que não estão acostumadas a consumir esse tipo de ócio”, explica Mestre.
Christopher Wray deu declarações nesta terça-feira
Christopher Wray Foto: EFE/ Lenin Nolly
Nesta terça-feira (31), o diretor do FBI (polícia federal dos Estados Unidos), Christopher Wray, alertou que a sua agência detectou um maior risco de ameaças terroristas nos Estados Unidos, inspiradas pelo ataque que o Hamas fez em Israel.
Durante uma audição em um comitê do Senado, Wray afirmou que o FBI determinou que as ações do Hamas “servirão de inspiração” de uma forma que não se via “desde que o grupo Estado Islâmico lançou o seu chamado califado há alguns anos”.
Nas últimas semanas, o serviço secreto dos Estados Unidos detectou que “várias organizações terroristas” pediram ataques contra os americanos e o Ocidente.
A guerra em Israel e na Faixa de Gaza, explicou Wray, elevou “a outro nível” as ameaças de um ataque terrorista contra os americanos no seu próprio território.
– Não podemos e não devemos descartar a possibilidade de o Hamas ou outra organização terrorista aproveitar o atual conflito para levar a cabo ataques aqui no nosso próprio solo – sublinhou.
No entanto, o chefe do FBI disse que, até o momento, não há nenhuma informação que indique que o grupo islâmico palestino tenha a intenção ou a capacidade de realizar ataques dentro dos EUA.
Wray falou que a sua agência detectou que tanto o Estado Islâmico como a Al Qaeda já fizeram apelos à ação contra americanos e comunidades judaicas nos EUA e na Europa.
No dia 7 de outubro, um ataque surpresa do Hamas em Israel matou mais de 1.400 pessoas e fez 239 reféns, de acordo com os números atualizados pelo Exército israelense neste fim de semana. Em retaliação, o governo israelense lançou uma dura ofensiva contra a Faixa de Gaza com o objetivo de “destruir o Hamas”, que já matou mais de 8.500 pessoas e feriu 21.500, segundo o grupo terrorista.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira, 27, que o país irá desenvolver uma variante moderna da bomba nuclear B61, designada B61-13. Especialistas afirmam que o armamento, que depende ainda de aprovação do Congresso para ser produzido, tem potencial destrutivo mais de 20 vezes maior do que a bomba de Hiroshima, que matou 140 mil pessoas no Japão.
“O anúncio de hoje reflete um ambiente de segurança em mudança e ameaças crescentes de adversários potenciais”, disse o secretário adjunto de Defesa para Política Espacial, John Plumb. “Os Estados Unidos têm a responsabilidade de continuar avaliando e colocar em prática as capacidades que precisamos para dissuadir de forma crível e, se necessário, responder a ataques estratégicos, e assegurar os nossos aliados.”
De acordo com o comunicado do Pentágono, a B61-13, que é uma bomba gravitacional, é projetada para ser solta por uma aeronave e dará capacidade aos Estados Unidos para atingir alvos militares “maiores e mais difíceis”. O departamento afirmou que, embora represente “flexibilidade adicional” ao país, a produção do B61-13 não aumentará o número total de armas do arsenal nuclear, já que substituirá alguns dos B61-7 do atual arsenal nuclear.
A nova bomba — se obtiver a permissão necessária do Congresso — tenderá a uma potência de 360 kilotons, diante dos 16 que estalaram sobre Hiroshima há 78 anos.
Bomba atômica lançada em Hiroshima, no Japão, em 1945 era conhecida como Little Boy. O armamento matou 140 mil pessoas. Foto: Naval History and Heritage Comma / via REUTERS
Crítica: “ato arrogante”
A Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares (Ican) demonstrou preocupação com o anúncio e descreveu o projeto do novo armamento como “uma escalada irresponsável”. “Anunciar esses planos em meio a conflitos na Europa e no Oriente Médio, nos quais participam países com armas nucleares, é um ato arrogante frente aos esforços para que essas armas de destruição massivas não fossem usadas”, disse Melissa Parke, diretora-executiva da associação.
Em comunicado, os Estados Unidos afirmaram que a iniciativa segue “meses de revisão e de consideração” e que a nova arma não é uma resposta “a nenhum evento atual em específico”.
A decisão de construir o B61-13 possibilitará que o Pentágono aposente o B83-1, a última arma com capacidade de megatons no arsenal dos EUA que estava programada para ser aposentada no governo de Obama. Trump, porém, em sua gestão, defendeu que a arma ainda era necessária e deveria ser mantida, e a administração de Biden, por sua vez, tomou como missão substituir o armamento.
Alguns especialistas apontam que a construção do B61-13 parece ser muito mais um movimento político para finalmente se livrar da B83-1 do que propriamente um reforço ou uma renovação do arsenal. A manutenção da B83-1, que tem capacidade de 80 bombas de Hiroshima, tem um custo alto para os Estados Unidos, o que pode comprometer outros programas militares considerados mais importantes para o país.
Forças de Defesa do país afirmam que ‘numerosos terroristas’ foram mortos nesta segunda-feira, 30
Forças de Defesa de Israel mostram momento de ataque aéreo a uma das bases do grupo terrorista Hamas | Foto: Reprodução/X/@IDF
As Forças de Defesa de Israel (FDI) seguem na luta contra o terrorismo. Pelas redes sociais, a corporação avisou que, na segunda-feira 30, atingiu cerca de 300 bases do Hamas.
De acordo com as FDI, bombardeios ocorreram contra infraestruturas sob manutenção do grupo terrorista. Entre os alvos das autoridades israelenses estiveram, por exemplo, postos de mísseis antitanque, bases para lançamentos de foguetes e túneis subterrâneos usados por criminosos.
Além disso, Israel garantiu ter sucesso ao atacar alguns dos integrantes do movimento extremista. Conforme as informações, “numerosos terroristas do Hamas foram eliminados” no decorrer do dia.
A operação ocorreu na Faixa de Gaza, território palestino que está sob controle político dos terroristas do Hamas desde 20007. Em guerra contra Israel, os criminosos seguem sob poder de mais de 200 reféns. Nesta segunda-feira, 30, por exemplo, confirmou-se a morte de uma das raptadas pelo grupo. A DJ alemã-israelense Shani Louk, de 22 anos, estava sob poder dos extremistas desde 7 de outubro. A família dela confirmou a morte.
A guerra de Israel contra terroristas do Hamas
Israel está em guerra contra o Hamas desde 7 de outubro. Na data, militantes do grupo terroristas invadiram o território israelense para sequestrar, estuprar e assassinar centenas de pessoas que estavam em um festival de música eletrônica no sul do país. A DJ Shani foi, por exemplo, um dos alvos das ações de sequestro. Em meio à ação criminosa, três brasileiros morreram: Ranani Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes.
Mesmo com brasileiros assassinados, membros da esquerda do Brasil defenderam o grupo terrorista. Em evento na Avenida Paulista, em São Paulo, os militantes do nanico PSTU anunciaram que estavam “na trincheira do Hamas”. Além disso, queimaram a bandeira de Israel e pregaram a dissolução do país judeu no Oriente Médio.
Na última semana, a diretora de finanças do PT e conselheira da Itaipu Binacional, Gleide Andrade, afirmou que Israel “não merece ser um Estado”. Posteriormente, ela tentou justificar a fala antissemita.
Os Estados Unidos ameaçaram nesta segunda-feira (30) tomar medidas contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro se ele não cumprir o acordo alcançado com a oposição para realizar eleições livres e justas em 2024.
A ameaça foi feita pelo porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, após o Supremo Tribunal da Venezuela, pró-Chavismo, suspender “todos os efeitos” das primárias da oposição, que foram realizadas em 22 de outubro.
“O governo dos Estados Unidos tomará medidas se Maduro e seus representantes não cumprirem seus compromissos no roteiro eleitoral”, disse Price.
“Instamos Nicolás Maduro e seus representantes a manterem os compromissos que assumiram na assinatura do acordo sobre o roteiro político em Barbados”, acrescentou.
O acordo assinado em Barbados prevê que as próximas eleições presidenciais serão realizadas no segundo semestre de 2024 com a presença de observadores internacionais.
No entanto, a suspensão das primárias da oposição é um sinal de que Maduro não está disposto a cumprir o acordo.
“A ditadura pretende invisibilizar e desumanizar (típico das ditaduras) milhões de venezuelanos que elegemos nas primárias com muitos obstáculos” a María Corina Machado, lamentou o líder venezuelano Juan Guaidó, que denunciou a suspensão das primárias.
O senador norte-americano Marco Rubio também criticou a decisão do Supremo Tribunal da Venezuela.
“O narco regime criminal de Maduro não se deterá ante nada para menoscabar a abrumadora vitória de María Corina Machado nas eleições primárias da oposição”, escreveu Rubio no Twitter.
O local e a data correspondem aos relatos bíblicos, dizem arqueólogos
Arca de Noé Foto: YouTube Discovered Media
Pesquisadores trabalham há mais de um ano coletando amostras que possam confirmar ou descartar que a formação geológica no pico mais alto da Turquia é, na verdade, a Arca de Noé.
Localizada no distrito de Doğubayazıt, em Ağrı, a montanha com contornos semelhantes a uma arca foi descoberta em 1956 e agora os cientistas estão muito perto de desvendar o mistério.
O local exato da montanha corresponde aos relatos bíblicos de Gênesis que falam que, após 150 dias de dilúvio, a Arca de Noé pousou nas montanhas de Ararate, local correspondente à Turquia.
Trabalham neste grande projeto especialistas liderados pela Universidade Técnica de Istambul (İTÜ), pela Universidade Andrews e pela Universidade Ağrı İbrahim Çeçen (AİÇÜ).
De acordo com o site Arkeonews, os trabalhos começaram em dezembro de 2022 com 30 amostras de fragmentos de rocha e solo que foram enviados ao laboratório da İTÜ.
Os primeiros resultados das análises foram divulgados e, de acordo com o vice-reitor da AIÇÜ, professor Faruk Kaya, há comprovação de que houve sim a presença de humanos no topo da montanha.
– De acordo com as primeiras descobertas obtidas nos estudos, houve atividades humanas na região desde o período Calcolítico entre os anos 5.500 e 3.000 a.C. – a data seria a mesma do relato bíblico sobre Noé e o dilúvio.
E continuou:
– Em termos de datação, afirma-se que também existia vida nesta região. Isso foi revelado nos resultados de laboratório.
Mas segundo o professor, ainda não é possível afirmar que a grande arca está no alto do monte.
– Precisamos trabalhar muito para revelar isso – concluiu.
O ministro da Economia e candidato a presidente da Argentina, Sergio Massa, disse neste domingo (29.out.2023) que o país enfrenta problemas no abastecimento de combustíveis. Ele falou em cortar as exportações de petróleo do país caso o problema não se resolva até 3ª feira (31.out).
O país sofre com uma grave escassez de combustíveis a 3 semanas do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de novembro. O candidato peronista disse que os produtores de petróleo no país podem ficar proibidos de serem exportados a partir de 4ª feira (1º.nov).
“Se o abastecimento de combustível não for resolvido até a meia-noite de 3ª feira, as empresas não poderão enviar navios de exportação a partir de 4ª porque o petróleo dos argentinos pertence primeiro aos argentinos”, disse Massa.
A escassez de dólares faz com que navios-tanque fiquem parados no mar à espera de receber o pagamento para entregar o combustível. Como consequência, vários postos estão fechados e os poucos abertos apresentam grandes filas.
Massa afirmou que algumas petroleiras estavam retendo os estoques de combustível na expectativa de que o governo argentino desvalorizasse a taxa de câmbio após o 1º turno das eleições, o que não aconteceu.
A Argentina vive uma crise econômica. A inflação está em 148% ao ano, o Banco Central do país está com baixa reserva de dólares e o dólar paralelo bate recordes frequentes.
Petroleiras culpam demanda alta
Em um comunicado emitido no sábado (28.out), as 4 principais empresas petrolíferas que operam no país –YPF, Raízen, Axion Energy e Trafigura– afirmaram que o problema se deve a “níveis extraordinários de demanda nos últimos 15 dias” que fizeram o sistema de abastecimento ficar “no limite de sua capacidade”.
As empresas disseram que houve uma corrida na busca por combustível pelo temor de escassez, além de demanda maior causada pelas eleições e o início da nova safra agrícola. Afirmaram que o fornecimento de combustível será “normalizado nos próximos dias”.
De acordo com a Bloomberg, a estatal YPF tem 3 navios-tanque com gasolina e diesel, mas os combustíveis não podem ser descarregados até que os fornecedores, os estrangeiros BP e Gunvor, recebam pela mercadoria. No 2º semestre, a YPF importou 6% de seu fornecimento de gasolina para automóveis.
Disputa eleitoral
A Argentina aguarda o resultado do 2º turno da eleição presidencial, marcado para 19 de novembro. Concorrem Sergio Massa (Unión por la Patria) e Javier Milei (La Libertad Avanza).
Desde o princípio, a pauta econômica foi um dos principais temas da campanha eleitoral. No país, há 18,7 milhões de pessoas que recebem dinheiro do Estado, entre aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. A Argentina ainda conta com cerca de 3,8 milhões de funcionários públicos, ante 6,2 milhões de pessoas empregadas na iniciativa privada.
Mesmo com a crise na Argentina, Massa foi o vencedor do 1º turno das eleições presidenciais, realizadas em 22 de outubro. Com 98,54% das urnas apuradas, obteve 36,68% dos votos, ante 29,98% de Milei, o ganhador das primárias. Leia a 1ª pesquisa realizada para o 2º turno neste texto.
Temores de privatizações e aumentos dos preços dos transportes foram tópicos de Massa contra seus rivais mais à direita. O candidato do governo usou a máquina pública a seu favor: ofereceu descontos em impostos, elevou o piso para o pagamento do imposto de renda, congelou preços e adotou outras medidas consideradas eleitoreiras.
Na oposição, Milei defendeu a dolarização da economia, o fechamento do Banco Central e o enxugamento do Estado. O candidato se autodefine como “anarcocapitalista” e “libertário” –é contra a interferência do Estado na sociedade e a favor do sistema de livre mercado. Diz que seu programa será uma “motosserra” para cortar gastos públicos. Afirma que o aquecimento global é uma mentira, é a favor da venda de órgãos e defende o sistema de educação não obrigatório e privado.
O ataque ocorreu na região russa islâmica do Daguestão, onde há dias estão sendo registrados protestos antissemitas e contra Israel
Imagem do ataque no Daguestão contra o avião vindo de Israel
Um avião vindo de Tel Aviv, em Israel, foi atacado neste domingo, 29, por uma multidão no Aeroporto de Makhachkala, na república russa do Daguestão, na região do Cáucaso.
Uma massa de pessoas foi alertada sobre a presença do avião vindo de Israel pelas redes sociais.
Eles assaltaram o avião logo após a aterrissagem, invadindo a pista de pouso do aeroporto gritando “AllahuAkbar“, Alá é grande, em árabe.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram dezenas de homens derrubando barreiras, tentando controlar carros que saem do aeroporto ou arrombando as portas do interior do terminal.
Muitos deles estavam com bandeiras da Palestina.
As imagens que circulam nas redes sociais são dramáticas e testemunham o que parece ser uma verdadeira “caçaaosjudeus“, em um país onde até poucas décadas atrás ocorriam “pogroms“, os massacres de judeus por parte da população russa.
O Daguestão é uma república da Rússiacom a maioria da população de religião islâmica.
Imagem do ataque no Daguestão contra o avião vindo de Israel
Os vídeos que mostraram o assalto circularam inicialmente nos canais russos do Telegram, depois se espalharam para outras redes sociais, principalmente o X (antigo Twitter).
Entre os muitos vídeos publicados há alguns em que a polícia aparece parada e sem defesas diante da quantidade de pessoas que se empurram para entrar no aeroporto.
Alguns dos invasores estão armados com paus. Outros vídeos mostram carros da polícia sendo atacados e escritórios do aeroporto sendo “verificados” em busca de cidadãos israelenses.
Os manifestantes mostraram cartazes onde aparecem frases como “Assassinos de crianças não têm lugar no Daguestão ” e “Somos contra os refugiados judeus”.
Os passageiros do avião foram obrigados a permanecer a bordo e outros voos são desviados, enquanto as forças de segurança demoraram para intervir.
A multidão cercou o aeroporto e verificou se havia judeus nos carros que entravam ou saiam da estrutura.
Passageiros choram e piloto orienta que ninguém abra a porta de avião após multidão de russos islâmicos invadir aeroporto no Daguestão, Rússia, para "caçar" judeus. Discutiremos o contexto geopolítico na Academia Folha Política:https://t.co/7CQuFxa2Qf Inscreva-se em meu canal no… pic.twitter.com/pkf23ngiDS
As pessoas só eram liberadas se “amaldiçoavam o fedorento estado de Israel“.
A intervenção das forças especiais e da polícia locais conseguiu retomar o controle. As autoridades do Daguestão lançaram um apelo para acabar com os “atos ilegais”.
Os funcionários do aeroporto sugeriram que os manifestantes escolhessem três pessoas equipadas com câmeras para entrar no avião e demonstrar que não havia judeus na aeronave.
Segundo sites de informação israelenses, todos os passageiros e tripulantes do avião eram cidadãos russos, não havendo israelenses na aeronave.
Protestos antisemitas e ‘caça aos judeus’ no Cáucaso
Esse foi apenas o mais recente ataque antissemita violento na Rússia, especialmente na região do Cáucaso, onde há uma forte presença de muçulmanos.
Há dias estão sendo organizadas “caçasaosjudeus” e protestos contra Israel.
Em Cherkessk, capital da Circássia, manifestantes pediram às autoridades que “não permitissem a entrada de refugiados israelitas no norte do Cáucaso” e também que “desalojassem refugiados de etnia judaica”.
BREAKING:
A Lynch mob has stormed the airport in Dagestan, Russia and is now going from plane to plane looking for Jewish passengers.
A plane from Tel Aviv was landing.
In this video, they interrogate one of the plane technicians, asking him:
Em Nakchik, capital do Kabardino-Balkaria, um centro cultural judaico em construção foi incendiado e vandalizado com pichações como “morte aos judeus”.
Mas os atos mais violentos foram registrados sobretudo no Daguestão, a repúblicarussamais multiétnica e com a maior presença muçulmana.
Ataques no Daguestão
Em Khasavjurt, uma multidão cercou o HotelFlamingo depois que nas redes sociais se espalhou a notícia de que o hotel estava prestes a acolher “refugiados” judeus.
A polícia deixou os manifestantes entrarem no hotel para verificar de que não havia judeus no interior.
Na capital do Daguestão, Makhachkala, houve uma manifestação anti-Israel na Praça Lenin.
Os episódios foram classificados pelas autoridades locais como “provocações organizadas por extremistas orientados pelos inimigos da Rússia”.
Israel protestou formalmente após o ataque
O governo de Israel protestou formalmente após o ataque no Daguestão.
“Israel espera que as autoridades policiais russas protejam a segurança de todos os cidadãos israelenses e judeus, onde quer que estejam, e atuem resolutamente contra os manifestantes e contra o incitamento selvagem dirigido contra judeus e israelenses”, informou o Ministério das Relações Exteriores de Israel, especificando que “o embaixador israelense na Rússia, Alex Ben Zvi, está trabalhando com as autoridades russas para garantir a segurança dos israelenses e judeus no país”.
O presidente ucraniano, VolodymyrZelensky, que é judeu, também comentou o ataque.
O líder da Ucrânia condenou os “vídeos assustadores de Makhachkala”, salientando que o que aconteceu no Daguestão “não é um incidente isolado, mas faz parte da cultura russa generalizada de ódio contra outras nações”.
“Este ano, o Ministro dos Negócios Estrangeiros russo fez uma série de declarações antissemitas e o presidente russo também proferiu insultos antissemitas”, acrescentou Zelensky.
Tensões entre Rússia e Israel
O ataque no Daguestão ocorre num momento de tensão entre a Rússia e o Israel devido à guerra em Gaza.
Nos últimos dias uma delegação do Hamaschegou em Moscou para encontrar líderes russos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel convocou o embaixador russo, Anatoly Viktorov, para protestar formalmente, salientando, entre outras coisas, que considera a falta de uma condenação clara por parte da Rússia de Hamas como organização terrorista.