Democratas e Republicanos vivem impasse sobre subsídios de saúde e país vive primeira paralisação desde 2019
Foto: Keegan Barber/Fotos Públicas
O Congresso dos Estados Unidos ultrapassou o prazo de meia-noite desta quarta-feira (1º) para aprovar um projeto orçamentário e, agora, o governo americano entra em sua primeira paralisação em quase sete anos – e a terceira em uma gestão de Donald Trump. As informações são dos portais InfoMoney e Bloomberg.
O Escritório de Orçamento da Casa Branca ordenou às agências que começassem a executar seus planos para suspensão de recursos, fechando assim o governo, interrompendo o trabalho de centenas de americanos e afetando diversos serviços públicos do país. As exceções ficam para os serviços sociais.
Os dois principais partidos americanos, o Democrata e o Republicano, vivem um impasse com relação aos subsídios de saúde e usam do momento para preparar terreno visando as eleições legislativas de 2026. Com isso, a paralisação – e seus efeitos econômicos – pode se prolongar.
Analistas já estimam, por exemplo, que caso a paralisação se estenda por mais de três semanas, a taxa de desemprego pode chegar até 4,7%, contra os 4,3% registrados em agosto, já que os servidores afastados começarão a ser contabilizados como desempregados temporários, de acordo com a Bloomberg Economics.
Trump sugeriu que sua gestão pode usar a paralisação para realizar demissões em massa de servidores, além da dispensa temporária de outros 750 mil funcionários federais. A medida pode agravar as consequências econômicas e prolongá-las mesmo após o fim do fechamento.
Esses cortes se somariam então aos cerca de 150 mil servidores que já deixaram seus trabalhos federias nesta quarta, devido aos programas de desligamento promovidos pela gestão do republicano. Soma-se a isso as rodadas anteriores de aposentadorias antecipadas e cortes neste ano e o cenário pode levar à recessão em regiões como a área metropolitana de Washington, D.C, a capital americana.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assinou um decreto de comoção externa devido ao que considera “ameaças” dos Estados Unidos e que “seria ativado de maneira imediata” em caso de “qualquer tipo de agressão” contra o país sul-americano, informou nesta segunda-feira (29) a vice-presidente Delcy Rodríguez. Ela deu declaracões em um encontro com o corpo diplomático credenciado em Caracas.
Rodríguez explicou que o decreto “dá poderes especiais ao chefe de Estado para atuar em matéria de defesa e segurança” caso os EUA “cheguem a se atrever a agredir” a Venezuela, perto de cujas águas estão navios e militares americanos com o objetivo, segundo o governo do presidente Donald Trump, de combater o narcotráfico.
O governo da Venezuela, por outro lado, denuncia a concentração militar como um plano para provocar uma “mudança de regime” no país.
– O que hoje faz o governo dos Estados Unidos, o senhor da guerra [secretário de Estado americano] Marco Rubio contra a Venezuela é uma ameaça que a Carta das Nações Unidas proíbe – afirmou.
No encontro, transmitido pela emissora estatal de televisão VTV, Rodríguez, também ministra de Hidrocarbonetos, declarou que Maduro teria “faculdades especiais” em caso de ataque para, por exemplo, mobilizar a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) em todo o território nacional, tomar militarmente e de maneira imediata a infraestrutura dos serviços públicos, assim como da indústria de petróleo e gás e das empresas básicas para garantir seu “pleno funcionamento” e ativar “todos os planos de segurança cidadã”.
Maduro também poderia, segundo ela, tomar medidas como o fechamento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.
Rodríguez disse que o decreto visa proteger “a soberania, a independência e os interesses vitais e estratégicos” da Venezuela “frente a qualquer grave violação e agressão que tenha ocorrido” de maneira externa contra o território nacional.
Além disso, ela advertiu que “não será permitido a ninguém dentro ou fora do território que promova, que apoie, que facilite ou que faça apologia de uma agressão militar externa contra a Venezuela”, o que levaria a pessoa investigada a ser “julgada segundo as leis da república e com as plenas garantias da Constituição”.
– Já chega dos extremistas – acrescentou.
A carta magna venezuelana estabelece que poderá ser decretado o estado de comoção interior ou exterior “em caso de conflito interno ou externo que ponha seriamente em perigo a segurança da nação, de seus cidadãos e cidadãs ou de suas instituições”.
Ainda segundo a Constituição, o decreto “será apresentado”, dentro dos oito dias seguintes a ter sido assinado, ao Parlamento ou à Comissão Delegada, para sua consideração e aprovação, e à Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça para que se pronuncie sobre sua constitucionalidade.
Presidente dos EUA apresenta proposta com cessar-fogo, libertação de reféns e retirada gradual das forças israelenses; Netanyahu concorda
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente do EUA, Donald Trump: acordo para um cessar-fogo | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 29, que o fim da guerra em Gaza está mais próximo do que nunca. A declaração ocorreu depois de reunião com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O premiê concordou com um plano de 20 pontos para estabelecer um cessar-fogo.
O documento, sob o título de “Plano Abrangente do Presidente Donald Trump para Acabar com o Conflito em Gaza”, prevê a libertação dos reféns, a retirada das tropas israelenses e a interrupção das hostilidades. A proposta precisa da aprovação do Hamas, que já rejeitou medidas semelhantes em ocasiões anteriores.
Plano de Trump segue em negociação
O texto sofreu ajustes desde sua primeira apresentação a líderes árabes, em Nova York, na semana passada. Inicialmente, havia 21 pontos, mas o número caiu para 20. Trump declarou na Casa Branca que espera uma resposta positiva do Hamas.
Conforme o presidente, se o grupo recusar, ficará só, já que os demais envolvidos aceitaram as condições. Ele destacou que a liderança do Hamas sofreu perdas significativas durante o conflito e que a situação atual pode favorecer a negociação.
Netanyahu confirmou apoio ao plano e disse que Israel continuará a agir caso o Hamas rejeite a proposta. O primeiro-ministro destacou que o acordo pode avançar “pela via mais fácil ou mais difícil”, mas insistiu que o objetivo será alcançado de qualquer forma.
A posição israelense reforça a pressão sobre o grupo terrorista, ao mesmo tempo em que sinaliza disposição para um desfecho diplomático. Trump reiterou que chegou o momento de o Hamas aceitar os termos apresentados, classificando o documento como a melhor oportunidade recente para encerrar a guerra.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará de uma reunião convocada às pressas com líderes militares de alto escalão nesta terça-feira (30), de acordo com um funcionário da Casa Branca.
Centenas de generais e almirantes foram convocados pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, para a base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, Virgínia, com pouco aviso prévio.
Trump disse à NBC News, em uma entrevista neste domingo (28), que eles estariam “falando sobre como estamos indo bem militarmente, falando sobre estar em ótima forma, falando sobre muitas coisas boas e positivas”.
A notícia sobre a reunião foi divulgada na última quinta-feira (25), e nenhuma razão foi inicialmente fornecida para o encontro incomum. Trump parecia não saber sobre isso quando foi perguntado pela primeira vez por repórteres durante uma aparição no Salão Oval.
– Estarei lá se eles quiserem, mas por que isso é um grande problema? – disse Trump.
O funcionário da Casa Branca disse que a participação do presidente não fazia parte do plano original para a reunião, mas que ele decidiu que queria ir.
Especialistas apontam que os principais atingidos serão outros parceiros comerciais dos Estados Unidos, como Suíça, Irlanda e México
Foto: White House Archived
As tarifas anunciadas por Donald Trump, que passam a vigorar a partir de 1º de outubro, não devem afetar significativamente a economia brasileira, segundo análise da CNN. Especialistas apontam que os principais atingidos serão outros parceiros comerciais dos Estados Unidos, como Suíça, Irlanda e México.
O setor farmacêutico será o mais impactado na Suíça e na Irlanda, que registrou crescimento de mais de 536% nas exportações, totalizando mais de US$ 27 bilhões nos primeiros meses de 2025. O México deve sofrer efeitos principalmente na produção de caminhões pesados, onde detém 78% da cadeia voltada para os Estados Unidos.
Outros países, como Austrália e Alemanha, também podem sentir impactos em projetos específicos, mas o Brasil, por enquanto, não está entre os mercados mais afetados pelas novas medidas tarifárias.
Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER / POOL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode alterar algumas das sedes da Copa do Mundo de 2026 caso considere que não há garantias de segurança. A declaração foi dada durante entrevista coletiva no Salão Oval da Casa Branca.
– Vamos garantir que os torcedores estejam seguros. Se eu achar que não, iremos transferir jogos para outras cidades – disse Trump, ao criticar administrações locais que, segundo ele, não oferecem condições adequadas.
– Como vocês provavelmente sabem, vamos para Memphis e para algumas outras cidades. Em breve, vamos para Chicago. Será seguro para a Copa do Mundo. Se eu achar que não é seguro, vamos para outra cidade, com certeza – comentou.
O presidente dos Estados Unidos também citou que algumas cidades “são comandadas por lunáticos radicais de esquerda que não sabem o que estão fazendo”.
A Copa do Mundo será disputada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com sede compartilhada entre Estados Unidos, Canadá e México. Esta será a primeira edição com 48 seleções e novo formato de disputa.
Os Estados Unidos concentram o maior número de sedes: Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Los Angeles, Kansas City, Miami, Nova Iorque/Nova Jersey, Filadélfia, Seattle e San Francisco. Já o Canadá receberá jogos em Toronto e Vancouver, e o México em Guadalajara, Cidade do México e Monterrey.
O sorteio dos grupos será realizado no dia 5 de dezembro, em Washington, às 14h (horário de Brasília).
O ministro alemão Alexander Dobrindt comentou a necessidade de desenvolver infraestrutura contra as ameaças externas
Ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt | Foto: Reprodução/X
O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, informou neste sábado, 27, que o país adotará medidas defensivas para proteger seu espaço aéreo, depois de uma série de incidentes envolvendo drones não identificados. Autoridades alemãs e da União Europeia intensificam os debates sobre segurança aérea diante da ameaça representada por esses dispositivos.
Na noite da última sexta-feira, 26, drones sobrevoaram por horas a base militar de Karup, a maior da Dinamarca, o que levou à suspensão de voos e à mobilização das forças policiais locais. O ministro Dobrindt apontou que “há uma ameaça que pode ser classificada como alta quando se trata de drones”. Segundo ele, “é uma ameaça abstrata, mas muito concreta em casos individuais”.
Diante de relatos de incidentes similares na Alemanha, o governo iniciou discussões sobre mudanças na legislação de segurança da aviação, com foco em permitir que as Forças Armadas abatam drones considerados hostis. “Trata-se de estar preparado para que infraestruturas críticas ou grandes aglomerações de pessoas, por exemplo, possam ser protegidas”, explicou.
Policiais acompanham investigações sobre a presença de drones no espaço aéreo dinamarquês | Foto: Reprodução/Twitter/X
Embora a origem dos drones permaneça desconhecida, as suspeitas recaem sobre a Rússia, que nega envolvimento. Em resposta aos riscos, ministros da Defesa dos países da União Europeia concordaram em tornar a criação de um “muro antidrones” uma prioridade para o bloco.
UE planeja investimentos em tecnologia antidrones
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou o investimento de € 6 bilhões para formar uma aliança de drones com a Ucrânia. Segundo a autoridade, as Forças Armadas ucranianas já empregaram drones para causar cerca de dois terços das perdas de equipamento militar das tropas russas.
O plano de defesa ainda não tem detalhes definidos sobre funcionamento e financiamento. O comissário europeu da Defesa, Andrius Kubilius, reforçou que o objetivo central é estabelecer um “sistema de detecção [de drones] eficaz”.
Diante de uma pequena audiência, após a debandada ostensiva de delegações do plenário, Benjamin Netanyahu encarou o mais difícil de seus 14 discursos já proferidos na ONU como premiê israelense. O ambiente de hostilidade e profundo isolamento mundial às ações de seu governo em Gaza não pareceu intimidá-lo.
Ao contrário, o primeiro-ministro traçou uma linha desafiadora aos aliados tradicionais que lhe deram as costas, ao reconhecerem em conjunto a Palestina como Estado, durante esta 80ª Assembleia-Geral da ONU, descartando com veemência esta solução.
“Os israelenses não cometerão suicídio nacional ao criar um Estado palestino. Não permitiremos que nos enfiem um Estado terrorista goela abaixo. É pura loucura, é insano e não faremos isso”, vaticinou. Exímio orador em inglês fluente, Netanyahu incrementou o tom dramático e apocalíptico de discursos anteriores à ONU e lançou mão dos corriqueiros recursos visuais, como gráficos e até um teste de múltipla escolha à audiência. Ostentou um vistoso broche na lapela com um QR Code que permitiria aos ouvintes obterem mais informações sobre o massacre do 7 de Outubro.
Apesar da resistência do Exército israelense, desta vez o premiê ordenou que sua mensagem à ONU fosse transmitida por alto-falantes em toda a Faixa de Gaza, para alcançar os 28 reféns que ainda estão vivos e também os combatentes do Hamas. A eles, vislumbrou a sua hipotética solução para o fim da guerra, somente após a devolução de todos os reféns.
“Se o Hamas concordar com nossas exigências, a guerra pode acabar agora mesmo. Gaza seria desmilitarizada. Israel manteria o controle de segurança. E uma autoridade civil pacífica seria estabelecida por moradores de Gaza e outros comprometidos com a paz com Israel.” O discurso de Netanyahu tinha um viés eleitoral destinado ao seu público interno, ressaltando as ações de seu governo para erradicar grupos terroristas e minar a ação do Irã durante o último ano. Mas ele dedicou também boa parte do tempo para mandar repetidas mensagens aos aliados ocidentais — líderes que, nas suas palavras, são fracos por cederem às pressões de “uma mídia tendenciosa, de grupos islâmicos radicais e de multidões antissemitas.”
“Dar um Estado palestino a uma milha de Israel é como dar um Estado à al-Qaeda ao lado de Nova York”. No cenário externo, Netanyahu parece estar pendurado apenas em Donald Trump, que elogiou por diversas vezes durante os 47 minutos em que esteve no pódio da ONU. Nesta segunda-feira, o premiê se encontrará pela quarta vez com o presidente americano desde o seu retorno à Casa Branca.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (25) novastarifas, que irão impactar parceiros comerciais do país. Uma taxa de 100% sobre produtos farmacêuticos, além de tarifas sobre caminhões pesados e alguns tipos de móveis passarão a valer em 1º de outubro.
Em uma das suas postagens na rede social Truth Social, Trump informou que aplicará uma tarifa de 100% sobre importações de produtos farmacêuticos de marca ou patenteados. Segundo ele, a taxa será aplicada, a menos que a empresa farmacêutica esteja construindo uma fábrica nos EUA.
Veja as novas tarifas que passarão a valer no próximo mês.
Os Estados Unidos vão impor uma tarifa de 100% sobre a importações de produtos farmacêuticos, de marca ou patenteados, com exceção de empresas farmacêuticas que estejam construindo uma fábrica nos EUA.
“Não haverá, portanto, nenhuma tarifa sobre esses produtos farmacêuticos se a construção já tiver começado”, informou Trump no Truth Social.
O anúncio da taxa, que passará a valer a partir de 1º de outubro, impactou as ações do setor farmacêutico ao redor do mundo.
Trump também anunciou que irá tarifar em 25% as importações de todos os caminhões pesados.
Segundo ele, os fabricantes nos EUA destes caminhões sofrem uma concorrência externa desleal.
Armário de cozinha, móveis de banheiro e estofados
Os EUA também irão aplicar uma tarifa de 50% sobre as importações de todos os armários de cozinha, móveis de banheiro e produtos associados a partir de 1º de outubro, segundo Trump. Além disso, os móveis estofados irão sofrer uma tarifa de 30%.
Segundo o republicano, o objetivo é proteger o processo de fabricação dos Estados Unidos, pois há uma “’inundação’ em larga escala desses produtos”.
Medida visa combater o aumento da criminalidade na cidade
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou à procuradora-geral, Pam Bondi, que solicite a pena de morte na capital do país, Washington, em todos os casos que cumpram os “fatores aplicáveis”, como mais uma medida justificada sob o controle federal da cidade em função do alegado aumento da criminalidade.
A pena de morte na capital americana havia sido abolida em 1981.
A ordem de Trump estabelece que o procurador-geral para o Distrito de Columbia deverá pedir a pena de morte em todos os processos judiciais onde existam “fatores aplicáveis”.
Além disso, a ordem acrescenta que dar prioridade a essa medida merece atenção especial diante das “ameaças à segurança pública” que a cidade enfrenta.
Sob a mesma lógica, o governo federal assumiu o controle sobre a polícia metropolitana da capital desde 11 de agosto e mobilizou milhares de membros da Guarda Nacional e membros de diversas agências federais para realizar operações.