Miguel Díaz-Canel condicionou qualquer conversa à garantia de respeito mútuo e igualdade entre as partes
O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel | Foto: Reprodução/ Redes sociais
Em meio ao agravamento das sanções econômicas dos EUA contra Cuba, Miguel Díaz-Canel, ditador cubano, declarou publicamente que seu governo está pronto para negociar com Washington. No entanto, condicionou qualquer diálogo à ausência de pressões externas e à garantia de respeito mútuo e igualdade entre as partes.
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Essas afirmações foram feitas em rede nacional de televisão, logo depois do bloqueio dos embarques de petróleo da Venezuela para Cuba, que historicamente sustentam o regime da ilha. Díaz-Canel reforçou que “o diálogo não pode ser sob pressões” e acrescentou: “O diálogo tem que ser em condições de igualdade, de respeito”, afirmou o presidente.
Reações dos Estados Unidos e novos desdobramentos
O ditador cubano ainda ressaltou que não aceitará tentativas de interferência ou imposições durante as tratativas. “E tudo isso vamos denunciar. E sem medo”, disse Díaz-Canel. “Nós sim temos a convicção de que temos que sair dos nossos problemas por nós mesmos, com nosso talento e com a coragem dos cubanos.”
Poucas horas antes do pronunciamento de Díaz-Canel, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o início de negociações com integrantes do alto escalão cubano. “Estamos falando com as mais altas esferas de Cuba. Vamos ver o que acontece”, declarou Trump. “Acho que vamos chegar a um acordo com Cuba.”
O exemplo de Venezuela
Essas manifestações de Trump ocorreram depois da detenção de Nicolás Maduro por agentes americanos, em 3 de janeiro, e o corte definitivo do petróleo venezuelano enviado a Cuba. O presidente americano reiterou que, sem esse suporte, “Cuba não poderá sobreviver” e classificou o país como uma “nação fracassada” à beira do colapso.
No último sábado, 31, Trump também respondeu às preocupações da presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre uma eventual crise humanitária provocada pela interrupção do fornecimento de petróleo à ilha.
“Não tem por que haver uma crise humanitária. Acho que provavelmente virão até nós e vão tentar negociar. Assim, Cuba será livre novamente. Virão até nós e farão um acordo”, declarou Trump.
Delegação de Cuba estaria em negociação secreta com os EUA
No mesmo contexto, surgiram informações, ainda não confirmadas, de que uma delegação cubana liderada pelo general Alejandro Castro Espín teria participado de reuniões no México com um alto representante da Agência Central de Inteligência (CIA).
O objetivo seria buscar alternativas para resolver a crise bilateral e negociar o desbloqueio de US$ 133 milhões depositados em uma conta relacionada a remessas de emigrantes cubanos, valores que poderiam ser usados para aquisição de combustível.
Uma fonte próxima às negociações afirmou que “estão conversando sobre tudo”, dando a entender que os temas tratados abrangem diversas possibilidades em busca de solução.
Enquanto isso, a Secretaria de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA exigiu que as autoridades cubanas parem imediatamente com ações repressivas. “O regime ilegítimo cubano deve cessar imediatamente seus atos repressivos de enviar pessoas para interferir na atividade diplomática do encarregado de negócios Hammer”, afirmou o órgão, em postagem no X.
A secretaria acrescentou que “nossos diplomatas continuarão reunindo-se com o povo cubano, apesar das tentativas fracassadas de intimidação do regime”.
Entre os documentos, aparecem e-mails do empresário com personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew
Em mensagens trocadas com Bill Gates, Epstein diz ter auxiliado o empresário a obter medicamentos ‘para lidar com as consequências do sexo com garotas russas’ | Foto: Reprodução/X
O governo dos Estados Unidos tornou públicos milhões de documentos referentes às investigações sobre Jeffrey Epstein, morto em 2019 e condenado por crimes sexuais.
A liberação ocorreu depois de anos de expectativa. Uma lei sancionada pelo presidente Donald Trump exigia a divulgação até 19 de dezembro, mas só agora o Departamento de Justiça cumpriu a determinação.
O material divulgado reúne cerca de 3 milhões de páginas de registros, 180 mil imagens e 2 mil vídeos, marcando o maior conjunto de informações já liberado sobre o caso.
Entre os documentos, aparecem e-mails de Epstein com personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e o ex-príncipe Andrew.
Comunicações entre Epstein e figuras públicas
Em mensagens trocadas com Bill Gates, Epstein afirma ter auxiliado o empresário a obter medicamentos “para lidar com as consequências do sexo com garotas russas” e a organizar encontros com mulheres casadas.
Também o acusa de romper uma amizade de seis anos para proteger sua imagem e sugere que Gates encobriu uma infecção sexualmente transmissível de sua ex-esposa Melinda.
Gates já havia classificado sua relação com Epstein como “um grande erro”, afirmando que os encontros aconteceram na tentativa de angariar doações para sua fundação, conforme declarou à CNN em 2021.
Elon Musk, empresário e ex-conselheiro de Trump, também consta nos arquivos. Em dezembro de 2013, Musk escreveu a Epstein informando que estaria nas Ilhas Virgens Britânicas e em St. Barth no fim de ano e questionou sobre a possibilidade de uma visita.
Epstein respondeu sugerindo o início do ano novo, oferecendo hospedagem e combinando datas para o encontro. Musk disse que poderia adiar seu retorno para Los Angeles para viabilizar a visita.
Acusações e respostas envolvendo Trump
Os arquivos incluem ainda uma lista do FBI com 12 denúncias relacionadas a Donald Trump e Epstein, algumas contendo acusações de abuso sexual.
Uma delas, feita anonimamente, relata que uma menina de “13 ou 14 anos” teria sido forçada a praticar sexo oral em Trump há cerca de 35 anos, sem que a denúncia especifique a data exata.
Segundo o documento, a vítima teria sofrido agressões ao resistir. O Centro Nacional de Operações contra Ameaças do FBI recebeu os relatos, mas não há provas que os confirmem.
Todd Blanche, vice-procurador-geral dos EUA, declarou que os documentos não apresentam fundamentos para novas denúncias.
“Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020″, afirmou o Departamento de Justiça dos EUA.
Trump nega qualquer envolvimento nos crimes praticados por Epstein.
Outros documentos mostram e-mails entre Epstein e Kathy Ruemmler, que atuou como advogada da Casa Branca durante o governo de Barack Obama.
Em maio de 2016, quando Trump era pré-candidato à Presidência, Epstein mencionou uma acusação feita por uma jovem aliciada contra Trump.
Ruemmler sugeriu uma declaração para o então pré-candidato, mas a investigação não avançou.
Epstein manteve contato com brasileiro
Os registros também revelam que, em 2009, Epstein enviou £ 10 mil ao brasileiro Reinaldo Avila da Silva, atual companheiro do lorde britânico Peter Mandelson.
Em e-mails, Silva detalha gastos com um curso e agradece pelo auxílio. No mesmo ano, Mandelson pediu hospedagem em uma propriedade de Epstein, quando o criminoso cumpria pena por prostituição de menor.
Em 2024, Mandelson foi nomeado embaixador do Reino Unido nos EUA, mas perdeu o cargo depois que veio à tona seu vínculo com Epstein. Ele lamentou a amizade e disse que “acreditou em suas mentiras”.
O empresário Howard Lutnick, atual secretário de Comércio do governo Trump, também aparece entre os contatos.
Em dezembro de 2012, Lutnick trocou e-mails com Epstein para marcar um almoço em 23 de dezembro. Posteriormente, Lutnick negou ao New York Times ter comparecido ao encontro.
Os e-mails divulgados trazem ainda menções ao então príncipe Andrew, destituído dos títulos reais e expulso da residência oficial em Windsor no ano passado em decorrência de sua ligação com Epstein.
Os arquivos incluem um convite para jantar no Palácio de Buckingham, uma oferta de Epstein para apresentar uma russa de 26 anos, além de fotos em que Andrew aparece ajoelhado próximo a uma mulher não identificada.
O ex-príncipe nega todas as acusações e sustenta sua inocência diante das denúncias.
Autoridades sanitárias de países asiáticos passaram a adotar medidas rigorosas em aeroportos e fronteiras após a confirmação de um surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental. A doença, considerada altamente letal e com elevado potencial epidêmico, já teve ao menos cinco casos confirmados na região, o que acendeu o alerta em governos vizinhos.
Classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus levou nações como Tailândia, Nepal e Taiwan a retomarem protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia de Covid-19, com triagens, monitoramento de sintomas e exigência de informações de saúde de viajantes.
Na Tailândia, passageiros que desembarcam vindos de Bengala Ocidental estão sendo submetidos a monitoramento de febre e orientação médica nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. O governo tailandês também intensificou a higienização e os planos de resposta sanitária no Aeroporto de Phuket, que mantém ligação direta com Kolkata, em Bengala Ocidental, por meio de voos diários.
No Nepal, o governo ampliou os controles no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e nos principais pontos de passagem terrestre com a Índia. Postos de triagem foram montados, e hospitais e unidades de saúde na fronteira indiana receberam orientações para identificar e notificar rapidamente casos suspeitos.
Já em Taiwan, o governo anunciou planos para enquadrar a infecção pelo vírus Nipah como doença de notificação compulsória de Categoria 5, que é o nível máximo para enfermidades emergentes graves. A proposta ainda passará por consulta pública por 60 dias antes de ser oficializada. O país mantém atualmente um alerta de viagem de nível intermediário para o estado indiano de Kerala.
O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. O Nipah pode infectar humanos por meio de alimentos contaminados ou por transmissão direta entre pessoas. A doença evolui com sintomas que vão desde problemas respiratórios até quadros neurológicos, como encefalite.
Os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Os sintomas podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Alguns acometidos pelo Nipah também podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo.
O período de incubação costuma variar entre 4 e 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A taxa de mortalidade do Nipah é considerada elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo da estrutura de atendimento e da resposta das autoridades de saúde. Atualmente, não há vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos se concentram em suporte intensivo para complicações respiratórias e neurológicas.
Casos de transmissão entre humanos já foram documentados, especialmente em ambientes hospitalares e entre cuidadores e familiares. Em surtos anteriores, grande parte das infecções ocorreu durante o atendimento direto a pacientes contaminados. No Brasil, não há registros nem alertas ativos relacionados ao vírus.
Países da Ásia têm adotado medidas contra vírus que é considerado altamente letal e com elevado potencial epidêmico
Aeroporto na Tailândia adota cuidados com o vírus Nipah Foto: EFE/EPA/THE SUVARNABHUMI AIRPORT OFFICE
Autoridades sanitárias de países asiáticos passaram a adotar medidas rigorosas em aeroportos e fronteiras após a confirmação de um surto do vírus Nipah no estado indiano de Bengala Ocidental. A doença, considerada altamente letal e com elevado potencial epidêmico, já teve ao menos cinco casos confirmados na região, o que acendeu o alerta em governos vizinhos.
Classificado como prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus levou nações como Tailândia, Nepal e Taiwan a retomarem protocolos semelhantes aos usados durante a pandemia de Covid-19, com triagens, monitoramento de sintomas e exigência de informações de saúde de viajantes.
Na Tailândia, passageiros que desembarcam vindos de Bengala Ocidental estão sendo submetidos a monitoramento de febre e orientação médica nos aeroportos de Suvarnabhumi, Don Mueang e Phuket. O governo tailandês também intensificou a higienização e os planos de resposta sanitária no Aeroporto de Phuket, que mantém ligação direta com Kolkata, em Bengala Ocidental, por meio de voos diários.
No Nepal, o governo ampliou os controles no Aeroporto Internacional Tribhuvan, em Katmandu, e nos principais pontos de passagem terrestre com a Índia. Postos de triagem foram montados, e hospitais e unidades de saúde na fronteira indiana receberam orientações para identificar e notificar rapidamente casos suspeitos.
Já em Taiwan, o governo anunciou planos para enquadrar a infecção pelo vírus Nipah como doença de notificação compulsória de Categoria 5, que é o nível máximo para enfermidades emergentes graves. A proposta ainda passará por consulta pública por 60 dias antes de ser oficializada. O país mantém atualmente um alerta de viagem de nível intermediário para o estado indiano de Kerala.
O vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos do gênero Pteropus, que se alimentam de frutas. O Nipah pode infectar humanos por meio de alimentos contaminados ou por transmissão direta entre pessoas. A doença evolui com sintomas que vão desde problemas respiratórios até quadros neurológicos, como encefalite.
Os primeiros sinais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Os sintomas podem ser seguidos por tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Alguns acometidos pelo Nipah também podem ter pneumonia atípica e problemas respiratórios graves, incluindo desconforto respiratório agudo.
O período de incubação costuma variar entre 4 e 14 dias, mas já houve registros de até 45 dias. A taxa de mortalidade do Nipah é considerada elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo da estrutura de atendimento e da resposta das autoridades de saúde. Atualmente, não há vacina nem tratamento específico, e os cuidados médicos se concentram em suporte intensivo para complicações respiratórias e neurológicas.
Casos de transmissão entre humanos já foram documentados, especialmente em ambientes hospitalares e entre cuidadores e familiares. Em surtos anteriores, grande parte das infecções ocorreu durante o atendimento direto a pacientes contaminados. No Brasil, não há registros nem alertas ativos relacionados ao vírus.
Dezenas de milhares de voos foram cancelados no país norte-americano
Forte nevasca atinge os Estados Unidos | Foto: Kentucky Transportation Cabinet/Divulgação
Uma forte tempestade de neve atingiu grande parte dos Estados Unidos neste fim de semana e deixou mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica, conforme estimativa da emissora Fox News. Entre os Estados mais afetados figuram Texas, Louisiana, Mississippi, Tennessee e Kentucky, todos na Região Sul dos EUA.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS), o sistema climático levou neve pesada, chuva congelante e gelo a uma faixa que vai das Montanhas Rochosas do Sul até a Nova Inglaterra, com cerca de 180 milhões de pessoas afetadas. Autoridades alertaram para dias consecutivos de frio extremo, com sensação térmica que chega a 40°C negativos no Meio-Oeste.
“A neve e o gelo vão demorar muito para derreter e não devem desaparecer tão cedo, o que vai dificultar os esforços de recuperação”, disse o meteorologista Allison Santorelli, do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.
No Sul do país, o acúmulo de gelo derrubou árvores e redes elétricas. No Kentucky, serviços de emergência atenderam mais de 850 ocorrências relacionadas a acidentes e exposição ao frio. Já na Louisiana, foram confirmadas duas mortes por hipotermia.
No Nordeste, a tempestade avançou com neve intensa. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que ficar em casa é a principal forma de reduzir riscos. “Ficar fora das ruas é a coisa mais útil que os nova-iorquinos podem fazer durante esta tempestade”, declarou.
Zohran Mamdani, prefeito de Nova York | Foto: Reprodução/Instagram
Mais de 30 mil voos são cancelados nos EUA
O impacto também se estendeu ao transporte aéreo. Mais de 10 mil voos foram cancelados apenas neste domingo, somando-se a milhares de atrasos registrados desde sexta-feira. Dados da plataforma FlightAware mostram que mais de 30 mil voos foram afetados em todo o país. Escolas, universidades, repartições públicas e eventos culturais suspenderam atividades em diversos Estados.
A resposta federal incluiu a decretação de estado de emergência em mais de uma dezena de Estados, com autorização do presidente Donald Trump, e o posicionamento de equipes e suprimentos pela Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (Fema), segundo o Departamento de Segurança Interna.
A negociação cumpre uma lei de 2024 referente a preocupações com a segurança nacional dos Estados Unidos
O TikTok é um aplicativo chinês | Foto: Shutterstock
O TikTok anunciou, nesta quinta-feira, 22, que oficializou a criação de uma joint venture que permitirá à empresa continuar operando nos Estados Unidos. O acordo encerra uma disputa que se arrastava havia anos para atender às preocupações da Casa Branca com a segurança nacional.
A negociação teve o objetivo de cumprir uma lei aprovada em 2024. Pelos termos do acordo, o aplicativo de vídeos será operado por uma nova entidade, controlada por investidores considerados alinhados aos interesses dos EUA.
O presidente Donald Trump adiou a implementação da lei há um ano, ao iniciar seu segundo mandato, para manter o TikTok em funcionamento no país. Ele assinou uma série de decretos executivos que prorrogaram o prazo para a conclusão do acordo, até que ele fosse fechado nesta quinta-feira.
Pelos termos do acordo, a gestão de dados e o treinamento de algoritmos com base em usuários norte-americanos ficarão sob a supervisão da Oracle, gigante da computação em nuvem. A empresa guarda os dados do TikTok nos EUA há anos e mantém laços estreitos com o governo Trump.
“Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok!”, disse Trump em publicação em sua rede social Truth Social na noite de quinta-feira. Ele agradeceu ao líder chinês Xi Jinping “por trabalhar conosco e, em última instância, aprovar o acordo. Ele poderia ter seguido por outro caminho, mas não o fez, e sua decisão é reconhecida.”
Persistem preocupações sobre influência chinesa no TikTok
Trump, investidores e aliados do TikTok avançaram com o acordo apesar das preocupações persistentes entre parlamentares e especialistas em segurança de que a China ainda possa influenciar a nova entidade por meio da ByteDance, controladora do TikTok, que deterá quase 20% da empresa.
Os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping | Foto: Reprodução/White House
“A joint venture com maioria de capital norte-americano operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional por meio de proteções abrangentes de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários dos EUA”, afirmou o CEO do TikTok, Shou Chew, no comunicado interno aos funcionários em que anunciou a decisão.
O vice de Chew, Adam Presser, comandará a nova entidade, criada depois da obtenção das aprovações dos governos dos Estados Unidos e da China. O conselho de administração inclui Chew, o executivo da Oracle Ken Glueck e diversos investidores.
A Oracle, a gestora de private equity Silver Lake e a empresa MGX, com sede em Abu Dhabi, terão cada uma 15% da nova entidade, enquanto investidores já existentes do TikTok ficarão com cerca de 30%. Outros investidores de destaque incluem a antiga empresa do vice-presidente J.D. Vance, a Revolution, e o escritório de investimentos da família do executivo de tecnologia Michael Dell.
Vance passou um breve período na empresa fundada pelo cofundador da AOL, Steve Case, durante sua atuação como investidor de venture capital, antes de sua campanha ao Senado em 2022. Vance já havia dito que o acordo avalia a nova entidade em cerca de US$ 14 bilhões.
Os investidores pagarão ao governo dos EUA uma taxa de vários bilhões de dólares pela articulação do acordo, conceito que Trump anteriormente chamou de um “enorme bônus adicional”. O TikTok informou ter 200 milhões de usuários nos Estados Unidos, acima da estimativa de cerca de 170 milhões divulgada em 2024.
Trump destacou sua popularidade no TikTok mais cedo nesta quinta-feira. O presidente publicou na Truth Social que suas postagens na plataforma geram mais engajamento do que as feitas no Instagram, concorrente do TikTok pertencente à Meta Platforms.
O republicano disse ainda que o TikTok o ajudou a vencer seu segundo mandato, depois de ter tentado banir o aplicativo nos Estados Unidos durante seu primeiro governo.
Declaração foi feita em lançamento de iniciativa nesta quinta-feira (22), na Suíça
Foto: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que o “Conselho de Paz pode se unir com a Organização das Nações Unidas” e também indicou que o grupo poderia substituir a entidade, durante o lançamento da iniciativa em Davos, na Suíça. As informações são da CNN.
Segundo Trump, a Carta Constitutiva do conselho seria formalizada e a primeira reunião do grupo aconteceria ainda nesta quinta-feira.
O conselho foi anunciado em 2025, quando o presidente apresentou a proposta com foco no fim do genocídio que acontece na Faixa de Gaza.
Mais tarde, Trump disse que a atuação do grupo seria ampliada para conflitos e sugeriu que o conselho “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU), o que gerou alerta entre especialistas.
Recentemente, presidente dos EUA anunciou imposição de tarifa de 10% contra algumas nações da Europa que enviaram tropas para a ilha do ártico
O número de tropas dinamarquesas na Groenlândia vai aumentar a partir desta segunda-feira (19). À CNN, um porta-voz militar dinamarquês afirmou o envio de tropas para o município de Kangerlussuaq, no sudoeste da ilha, localizado no Círculo Polar Ártico.
Após manifestar interesse para a ilha ser anexada aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 10% contra algumas nações da Europa que enviaram tropas para a ilha do ártico. Trump afirmou, nesta segunda, que vai manter o plano de taxação contra os aliados, mas não disse se usaria força militar para anexar a Groenlândia.
Interesse de Trump Interesse dos EUA na Groenlândia A Groenlândia voltou ao centro das atenções internacionais após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, quando Trump renovou o interesse em adquirir a ilha localizada no Ártico.
Autoridades norte-americanas têm reiterado que o território é considerado estratégico e fundamental para a segurança nacional do país. Em declarações recentes, o presidente republicano já tinha afirmado seu interesse em expandir sua presença militar, incluindo a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.
“Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, não para minerais… Se você olhar para a Groenlândia, para cima e para baixo na costa, verá navios russos e chineses por toda parte”, declarou Trump.
Presidente americano afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão em relação ao território
Donald Trump, presidente dos EUA Foto: EFE/EPA/NEIL HALL/POOL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar a Dinamarca em relação à Groenlândia, afirmando que o país europeu falhou em conter a influência russa sobre o território. Em publicação na rede Truth Social, neste domingo (18), Trump afirmou que “chegou a hora” de resolver a questão, e que “isso será feito”.
Na publicação, o presidente norte-americano afirma que a Otan vem alertando há duas décadas sobre a necessidade de reduzir a presença russa na região, mas o governo dinamarquês “não fez nada” para enfrentar o problema. O republicano tem defendido abertamente a incorporação da Groenlândia aos Estados Unidos.
A proposta, rejeitada tanto por Copenhague quanto pelo governo autônomo da ilha, reacendeu tensões diplomáticas. Líderes dinamarqueses reiteraram que o território não está à venda e que a Groenlândia já é protegida pelo acordo de defesa coletiva da Otan.
No último sábado (17), Trump falou que vai impor tarifas sobre parceiros europeus até que Washington obtenha autorização para negociar a compra da ilha. Ele argumenta que o aumento da presença chinesa e russa no Ártico torna a Groenlândia estratégica para a segurança dos Estados Unidos.
Sucessora de Nicolás Maduro agradeceu a Alex Saab ‘pelos serviços prestados à Pátria’
A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, demitiu na sexta-feira 16 o empresário Alex Saab do cargo de ministro da Indústria. Saab é acusado de atuar como “testa de ferro” do líder deposto Nicolás Maduro.
Em mensagem no Telegram, Delcy anunciou que o ministério será fundido com a pasta do Comércio e agradeceu a Saab “pelos serviços prestados à Pátria”.
Conforme ela, o empresário assumirá novas responsabilidades no governo.
A mudança ocorre em meio à pressão da Casa Branca depois da operação militar de 3 de janeiro que derrubou Maduro. Libertado em 2023 em troca de prisioneiros com os Estados Unidos, Saab havia sido nomeado ministro em 2024.
Diálogo com os EUA
Delcy assumiu a presidência interina logo depois da retirada de Maduro do país. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que ela tem cooperado com autoridades dos EUA e elogiou o diálogo entre os dois países.
A presidente interina defende a retomada das negociações com Washington e afirmou ter um plano para 2026, com a promessa de “forjar uma nova política na Venezuela”. Na quarta-feira 14, Trump disse ter conversado por telefone com Delcy, sem detalhar os temas tratados.
O cenário político na Venezuela
O presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado, é escoltado até o Tribunal Federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, Nova York | Foto: Adam Gary/Reuters
Instantes depois da prisão de Nicolás Maduro, Delcy se pronunciou publicamente e classificou a ofensiva militar como um ato de agressão estrangeira. Em declaração transmitida pela televisão, afirmou que “o governo da Venezuela exerce o poder” no país e que “não há agente externo que governe a Venezuela”.
Segundo artigo do analista político Márcio Coimbra publicado em Oeste, Delcy governa “em simbiose absoluta” com seu irmão, Jorge Rodríguez, ex-vice-presidente e ex-prefeito de Caracas, formando um bloco tecnocrata dentro do regime. De acordo com sua leitura, esse grupo se diferencia da ala mais ideológica e radical do chavismo, associada a Diosdado Cabello.
Ainda segundo Coimbra, Delcy não detém comando direto sobre as Forças Armadas, o que torna sua permanência no cargo dependente da posição do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, descrito como fiador da lealdade militar ao regime. Nesse contexto, a estabilidade do governo interino estaria condicionada ao equilíbrio entre setores civis, militares e partidários do chavismo.