A Justiça manteve a prisão do jovem investigado por importunação sexual contra uma mulher em uma academia de condomínio, em Feira de Santana. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (27), no Fórum Desembargador Filinto Bastos.

Após a audiência, o suspeito foi levado de volta ao Complexo de Delegacias do Sobradinho e será transferido para o Conjunto Penal de Feira de Santana.

Ele foi preso na última sexta-feira (25), em um imóvel em construção na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

O crime aconteceu no dia 19 de julho, em um condomínio no bairro Registro. Segundo a investigação, a vítima, de 35 anos, fazia exercícios na esteira quando o suspeito se masturbou atrás dela. A ação foi registrada pelo celular da própria mulher, que só percebeu o crime ao assistir às imagens depois. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

*Rafael Marques/ Rotativo News
Foto: redes sociais


O ex-vereador de Santo Estêvão, George Passos de Santana, conhecido como George Breu, foi condenado a 36 anos de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Jéssica Regina Macedo Carmo, que estava grávida de nove meses.

A sentença foi proferida nesta sexta-feira (24), após mais de 20 horas de julgamento no Tribunal do Júri realizado em Feira de Santana. O réu cumprirá a pena em regime inicial fechado.

O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes de feminicídio, aborto provocado por terceiro e posse ilegal de arma de fogo. Os jurados também rejeitaram a tese da defesa de que o disparo teria sido acidental.

O crime aconteceu em 5 de fevereiro de 2022, na residência do casal, em Santo Estêvão. Segundo as investigações, a vítima foi atingida por um disparo nas costas com uma espingarda, quando estava no fim da gestação.

Após o crime, George Breu levou Jéssica ao hospital, onde ela já chegou sem vida. A investigação apontou ainda que ele retirou o sistema de câmeras de segurança da casa antes de prestar socorro e fugiu após prestar depoimento, sendo preso dias depois.

Durante o julgamento, os jurados acolheram as qualificadoras apresentadas pela acusação, incluindo o recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Com a decisão, o ex-vereador não poderá recorrer da condenação em liberdade.

*Metro1
Foto: Reprodução/Redes Sociais


O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi intimado pela Justiça de São Paulo a pagar honorários advocatícios a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma causa perdida em 2024. O banqueiro tem o prazo de 15 dias para realizar o pagamento no valor de R$ 5.600, sujeito a multa e outras penalizações.

A dívida é decorrente de uma derrota nos tribunais sobre uma queixa-crime por calúnia e difamação de Vorcaro contra o fundador da gestora Esh Capital, Vladimir Timerman. Após derrota em todas as instâncias, o banqueiro foi condenado a pagar honorários a todos os advogados que defenderam o empresário.

De acordo com os documentos, Timerman teria enviado ao Ministério Público Federal (MPF) denúncias sobre fraudes e crimes contra o sistema financeiro realizados pelo Banco Master. As denúncias acabaram se comprovando após a realização da Operação Compliance Zero.

A ação da Polícia Federal que culminou na prisão de Daniel Vorcaro e outros envolvidos ainda está em andamento. Até o momento, foram detidos: Henrique Vorcaro, pai de Daniel; Paulo Henrique Costa, ex-diretor do BRB; Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro; Luiz Phillipi Mourão, o Sicário (morto na prisão); Daniel Monteiro, operador jurídico; Marilson Roseno, policial federal; além de outros intermediários.

Os agentes seguem apurando e verificando centenas de gigabytes em arquivos nos dispositivos de Daniel Vorcaro, além de outros documentos apreendidos em endereços ligados ao banqueiro. A quebra dos bancos Master e WillBank causou um rombo estimado de quase R$ 50 bilhões, superando o fechamento de outras instituições, como o Banco Nacional e o Bamerindus.

*Pleno.News
Fotos: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo e Antonio Augusto/Secom/TSE


Um personal trainer de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (22), em Salvador, suspeito dos crimes de estupro e importunação sexual. A ação foi realizada pela Polícia Civil, que também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o investigado. Segundo a corporação, ele se apresentava como educador físico e afirmava ter qualificação para aplicar procedimentos de liberação miofascial, técnica utilizada nos atendimentos em que as vítimas relatam ter sofrido os abusos.

As investigações começaram após a denúncia de uma mulher de 28 anos, que procurou o suspeito para um atendimento. Conforme o relato da vítima, durante o procedimento ele passou a adotar comportamentos incompatíveis com qualquer finalidade terapêutica. O caso ganhou repercussão em novembro de 2025, quando a enfermeira e influenciadora digital Maria Emília Barbosa afirmou nas redes sociais que havia sido vítima do profissional, identificado como Maurício Brasil. Ela contou que foi orientada a realizar a avaliação física usando biquíni e submetida a posições que a deixaram constrangida, além de relatar uma suposta sessão de liberação miofascial com contato inadequado nas partes íntimas.

De acordo com a delegada Marita Souza, responsável pelo caso, outras oito mulheres procuraram a polícia após a divulgação da primeira denúncia e apresentaram relatos semelhantes. Segundo a Polícia Civil, o investigado repetia o mesmo modo de atuação, solicitando que as pacientes permanecessem apenas com roupas íntimas durante os atendimentos.

Durante o cumprimento do mandado de busca, os policiais apreenderam uma porção de haxixe, uma balança de precisão, dois frascos de anabolizantes, um aparelho celular, equipamentos eletrônicos e documentos, que serão encaminhados para perícia.

As investigações, conduzidas pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), por meio das equipes da 16ª Delegacia Territorial (Pituba), continuam para identificar possíveis novas vítimas e esclarecer completamente os fatos.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento das investigações contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem pela chamada “Abin Paralela”.

A ação da Polícia Federal (PF) apura o uso indevido da tecnologia First Mile para monitorar ações de adversários políticos e autoridades. De acordo com o magistrado, tanto Bolsonaro quanto Ramagem, além de Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues, já foram julgados pelo STF na ação sobre a tentativa de golpe de Estado.

Moraes encaminhou o processo para a Justiça Federal, onde os demais nomes envolvidos na investigação agora terão o caso analisado em primeira instância. Entre eles estão Carlos Bolsonaro, indiciado por associação criminosa, Daniel Ribeiro Lemos e Mateus de Carvalho Sposito, apontados como parte do “núcleo de vetores de produção e propagação das fake news”.

Membros da alta gestão da ABIN tiveram investigações encerradas por falta de provas e baixos indícios de crime, segundo Moraes. Estão na lista: Alessandro Moretti (ex-diretor-adjunto), Luiz Fernando Corrêa (diretor-geral), Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente.

ABIN PARALELA
A investigação sobre a “Abin Paralela” apurou o uso indevido do sistema First Mile para monitorar a geolocalização de celulares sem autorização judicial entre 2019 e 2022. A estrutura clandestina montada na agência usava a máquina pública para espionar adversários políticos, jornalistas e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso.

De acordo com a Polícia Federal, a organização também produzia desinformação com fins ilícitos e antidemocráticos. Diante da conexão direta entre esse esquema e as investidas contra o sistema eleitoral e o Judiciário, Moraes autorizou o compartilhamento integral das provas com o Inquérito das Fake News. A medida reforça as apurações sobre a atuação articulada do chamado “Gabinete do Ódio”.

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Foto: PR/Carolina Antunes


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que barrou suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (13) durante uma live em seu canal do YouTube.

Moraes suspendeu as visitas sob o argumento de que o senador usou o encontro familiar para burlar a proibição de Jair Bolsonaro se manifestar publicamente. O estopim foi a divulgação de uma carta de apoio do ex-presidente à pré-candidatura do filho ao Planalto.

Na transmissão online, Flávio afirmou que o bloqueio de visitas até o fim do primeiro turno é uma tentativa de interferir nas eleições. Ele alegou que a medida busca deixar o ex-presidente incomunicável e questionou por que outras cartas não foram alvo de punição.

— (A determinação) claramente configura essa tentativa de Alexandre de Moraes de interferir nas eleições deste ano. Não bastasse toda a maldade e injustiça que ele já vem fazendo com o Jair Messias Bolsonaro, o melhor presidente da história deste Brasil (…) o que Alexandre de Moraes faz agora é claramente deixar meu pai incomunicável — disse.

Flávio reforçou o prazo estabelecido pelo ministro e a relação com o período eleitoral, e afirmou que Moraes está procurando razões para tirar Bolsonaro do regime domiciliar.

— Não por acaso, ele toma a decisão deixando o presidente Bolsonaro sem falar com o próprio filho, no caso, Flávio Bolsonaro, eu, por 90 dias. Ou seja, eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições deste ano. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias? (…) O que eu percebo é que, mais uma vez, Alexandre de Moraes está apenas procurando uma desculpa para tirar o meu pai da prisão domiciliar em que ele se encontra. Gente, não vamos ser ingênuos — questionou.

O senador, que integra a equipe de defesa de seu pai, informou que recorrerá à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele sustenta que a restrição imposta viola prerrogativas da advocacia, que asseguram por lei o livre acesso e a comunicação entre o advogado e seu cliente.

— A OAB já está ciente e estamos em processo de formalizar isso para que a Ordem também entre nessa questão. Eu quero fazer aqui até uma espécie de desabafo com todos vocês, porque está muito claro que o Alexandre de Moraes quer tirar o meu pai da prisão domiciliar a qualquer custo — afirmou.

A defesa de Jair Bolsonaro tem 48 horas para esclarecer se ele sabia do compartilhamento do documento. Na decisão, o ministro do STF apontou reincidência, afirmando que pai e filho já haviam descumprido medidas restritivas semelhantes em agosto do ano passado.

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Foto: reprodução/Youtube (Flávio Bolsonaro)


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias. A decisão se dá após uma carta escrita a mão pelo ex-presidente e lida publicamente por Flávio no último sábado (11).

Moraes estabeleceu o prazo de 48 horas para que a defesa do líder conservador explique a divulgação da carta. O ministro diz que Flávio pode ter cometido crime eleitoral.

No texto, o ex-presidente reforçou que Flávio é o seu porta-voz e escolhido para a disputa presidencial deste pleito.

– O que ele está dizendo aqui na carta é muito simples. Eu quero agradecer a ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam aí falas conflituosas ou direções diferentes. Que porventura alguém possa estar seguindo, além e em paralelo, a nossa pré-campanha – disse Flávio, durante uma transmissão por vídeo, ao vivo.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) não perdeu tempo e logo protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro perca o benefício da prisão domiciliar e retorne ao regime fechado. Segundo Lindbergh, a divulgação do documento viola as medidas cautelares impostas pelo STF, que proíbem Bolsonaro de utilizar redes sociais, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

Além de pedir a revogação da prisão domiciliar e a regressão ao regime fechado, o deputado também solicitou ao STF a aplicação de multa de R$ 100 mil contra Flávio por sua participação na divulgação da carta.

A suposta violação de medidas cautelares – se assim Moraes considerar – pode prejudicar a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro.

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Fotos: André Coelho e Andre Borges/EFE


O deputado estadual Binho Galinha (Avante), identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão pela Vara Criminal de Feira de Santana. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) e faz parte de um dos processos da Operação El Patrón, que investiga crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.

Do total da pena, 26 anos e 3 meses são de reclusão por posse e porte de armas de uso restrito e com numeração adulterada. Os outros 10 anos e 6 meses correspondem à detenção por posse irregular de armas de uso permitido. A decisão também determina o cumprimento da pena em regime inicial fechado, fixa 210 dias-multa e decreta a prisão preventiva do parlamentar, que não poderá recorrer em liberdade.

Outros quatro réus também foram condenados. Mayana Cerqueira da Silva recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, com direito a recorrer em liberdade. Thierre Figueredo Silva foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão, além de 1 ano de detenção e 34 dias-multa, em regime semiaberto.

Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como “Macaco”, foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão e 24 dias-multa, também em regime semiaberto. Já Roque de Jesus Carvalho recebeu pena de 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, 1 ano de detenção e 22 dias-multa, com direito a recorrer em liberdade.

No caso de Kleber Herculano de Jesus, o “Charutinho”, a Justiça declarou extinta a punibilidade em razão do falecimento.

A sentença ainda estabelece que o valor de cada dia-multa corresponde a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos e impede a substituição das penas por medidas restritivas de direitos. Além desta condenação, Binho Galinha ainda responde a outro processo ligado à Operação El Patrón.


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a realização de uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, nesta quarta-feira (8), sem solicitar manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ao contrário de outras decisões envolvendo o ex-chefe do Executivo, desta vez o Ministério Público Federal (MPF) não foi consultado antes da expedição do mandado.

Ao Metrópoles, a assessoria da PGR confirmou que o órgão não emitiu parecer, porque não foi intimado previamente pelo ministro.

Integrantes próximos a Moraes no STF afirmam que a consulta não era necessária, sob o argumento de que a prisão domiciliar humanitária segue as mesmas regras aplicáveis à prisão comum.

Segundo esse entendimento, a Lei de Execução Penal atribuiria ao juiz da execução a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento das condições impostas ao preso e de adotar as medidas necessárias para garantir a execução das decisões judiciais. Em sua decisão, Moraes citou o artigo 66 da Lei nº 7.210/1984 para fundamentar sua competência.

A PGR só foi comunicada após a conclusão da operação.

O mandado autorizava a apreensão de armas, munições, acessórios, documentos de registro e outros materiais que pudessem ter relação com a investigação.

No entanto, de acordo com a defesa de Bolsonaro e com a própria Polícia Federal, nenhum desses itens foi localizado durante as buscas. O ministro justificou a diligência afirmando que havia informações divergentes sobre a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente.

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Foto: Gustavo Moreno / STF


Nesta quinta-feira (2), o pastor Marcio Poncio foi preso pela Polícia Federal (PF), na 5ª fase da Operação Unha e Carne. Ele estava em um flat na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

Pastor da Igreja da Nuvem e empresário, Poncio é investigado por possíveis ligações com a chamada Máfia do Cigarro.

Também há mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, e contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam encarcerados. O ex-deputado será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, em Gericinó, para um presídio federal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, expediu os três mandados de prisão e outros 14 de busca e apreensão. O ex-deputado Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, está entre os alvos.

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.

A investigação mira pagamentos do jogo do bicho e da Máfia do Cigarro a agentes públicos.

Adilsinho é apontado como o chefão do esquema que envolve a Máfia do Cigarro.

A operação integra a decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.

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Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Márcio Poncio