Segundo ex-presidente norte-americano, ‘bandidos’ tentam tirá-lo da disputa pela Casa Branca em 2024
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que a investigação contra ele por supostamente comprar o silêncio de uma atriz pornô é uma forma de “interferência eleitoral”, orquestrada por “bandidos”, antes da eleição de 2024. A afirmação foi feita na noite de segunda-feira 27, em entrevista à Fox News.
Trump, 76 anos, já anunciou a pré-candidatura ao governo dos EUA. Em 18 de março, afirmou em sua rede social Truth Social que seria preso em decorrência da investigação envolvendo a atriz Stormy Daniels, a quem teria pagado US$ 130 mil em 2016.
Nada aconteceu até o momento, mas a imprensa norte-americana fala em um possível indiciamento. A investigação é conduzida pelo procurador de Manhattan, Alvin Bragg, que segundo Trump, o odeia.
Na entrevista de segunda-feira, concedida em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida, Trump chamou de “fraude” a investigação de Bragg. “Acho que é uma maneira de provocar uma trapaça nas eleições. É interferência eleitoral”, disse o republicano, para quem as eleições de 2020 foram “roubadas” pelo presidente democrata Joe Biden. “Estamos lidando com pessoas desonestas, bandidos. São pessoas, acredito, que odeiam nosso país”, afirmou o ex-presidente.
Bragg, um democrata eleito para o cargo por votação popular, formou o grande júri em janeiro, depois de investigar o caso da atriz. Trump, que governou o país de 2017 a 2021, nega a suspeita e já chamou a investigação de “caça às bruxas”.
A procuradoria investiga possível contravenção por falsificação contábil do registro do pagamento ou violação da lei de financiamento de campanha eleitoral. Nesse último caso, a pena prevista é de até quatro anos de prisão.
O grande júri do caso deve se reunir, a princípio, na quarta-feira 29. Se votar a favor do indiciamento, Trump deverá, então, comparecer ao Tribunal de Manhattan, para ser notificado da acusação por um juiz e ser “fichado”. Em seguida, ele deveria se declarar culpado ou inocente. Se votar contra o indiciamento, o processo é arquivado.
Alunos podem tomar medidas legais contra as escolas, caso as regras não sejam cumpridas
Brad Little, governador de Idaho, nos EUA, aprovou um projeto de lei (PL) que obriga transexuais a usarem banheiros e vestiários de acordo com o sexo de nascimento nas escolas do Estado.
A lei entra em vigor em 1º de julho e exige que as escolas forneçam banheiros separados para homens e mulheres. O texto ainda prevê que os alunos podem tomar medidas legais contra as escolas, caso as instituições de ensino não impeçam a entrada de transexuais nos banheiros errados.
“Exigir que os alunos compartilhem banheiros e vestiários com membros do sexo biológico oposto gera constrangimento, vergonha e danos psicológicos aos alunos”, diz um trecho do PL.
Se o aluno processar a instituição de ensino e ganhar a ação, poderá receber uma indenização de até US$ 5 mil da escola por cada ocasião em que uma pessoa considerada do sexo oposto for vista nos banheiros e nos dormitórios.
Durante a maior parte do ano passado, milhares de russos e ucranianos se reuniram na ilha de Bali, na Indonésia, para escapar da guerra.
Lá, eles encontraram refúgio em um paraíso tropical, cujos moradores estenderam o tapete de boas-vindas para os ucranianos que fugiam do bombardeio e os russos que evitavam o recrutamento. Então, um influenciador russo escalou uma árvore sagrada de 700 anos, nu.
Depois disso, um artista de rua russo pintou um mural antiguerra numa casa particular, e um adolescente russo foi pego vandalizando uma escola. Uma série de colisões de motocicletas envolvendo russos e ucranianos levantou questões sobre a segurança do trânsito na ilha.
Agora, o outrora acolhedor povo balinês está farto. Confrontado com uma enxurrada de reclamações, o governador Wayan Koster anunciou no início do mês que pediu ao governo indonésio que revogue o acesso da Rússia e da Ucrânia ao programa de vistos na chegada ao país.
Ele disse que muitos dos que foram a Bali para evitar a guerra não apenas violaram uma série de leis locais, como procuraram empregos tendo vistos de curto prazo, para turistas. A obtenção de um visto na chegada, por uma taxa de US$ 33, geralmente é instantânea e sem burocracia.
Os balineses há muito suportam turistas malcomportados em incidentes isolados. Agora, reclamam regularmente de estrangeiros seminus andando de moto e profanando objetos considerados sagrados na ilha, onde predomina o hinduísmo.
“É como se eles vivessem numa bolha e não se importassem com o que está fora da bolha”, disse I Wayan Pardika, 33, guia de turismo balinês. “Para eles, tudo bem ficar seminu, só de biquíni, e dirigir sem capacete. Mas eles não veem que não é assim para os moradores ao seu redor.”
Os balineses inicialmente simpatizaram com a situação dos emigrados. Muitos concederam crédito para aluguel de carros e casas aos russos, que se viram isolados do sistema internacional de pagamentos por causa das sanções. Depois de ficarem fechados por dois anos durante a pandemia de Covid, eles estavam ansiosos por renda.
Mais tarde, porém, descobriram que muitos russos haviam aceitado empregos na ilha como instrutores de surfe e guias de turismo. Alguns iniciaram seus próprios negócios de aluguel de carros e residências, violando as leis que regem os vistos de turista e diminuindo a renda local.
“Abrimos nossas portas e nossos braços e os recebemos com um grande sorriso”, diz Niluh Djelantik, fundador de uma marca de calçados em Bali. “Mas nossa bondade foi considerada como algo garantido.”
As autoridades estão lutando para lidar com o súbito afluxo de russos, que agora constituem o segundo maior grupo de turistas na ilha, depois dos australianos. No ano passado, 58 mil russos e 7.000 ucranianos visitaram Bali. Somente em janeiro, 22,5 mil russos chegaram à província.
Em maio de 2022, o governo indonésio adicionou a Rússia e a Ucrânia à lista de países elegíveis para seu programa de visto na chegada. Isso permite que russos, ucranianos e cidadãos de outros 85 países permaneçam por um período inicial de 30 dias e por mais 30 dias se solicitarem prorrogação.
Sandiaga Uno, ministro do Turismo, indicou que o governo não revogaria o programa de vistos como pedido pelo governador de Bali. Em um discurso semanal no início deste mês, ele disse que o número de pessoas que causam problemas “não é muito significativo”.
Em novembro passado, Sandiaga disse ao The New York Times que o governo ajudaria a renovar os vistos de turista dos que fogem da guerra.
Mas as autoridades de Bali se concentraram nas crescentes infrações de trânsito envolvendo russos e ucranianos, que às vezes se tornam fatais. Em resposta, o governador Wayan anunciou na semana passada a proibição a todos os estrangeiros de conduzir motocicletas, decisão que, segundo Sandiaga, deveria ser revertida.
A agência de turismo de Bali disse que colocaria placas em inglês, russo e ucraniano pedindo aos turistas que sigam “regras de bom senso”. “Não poste fotos ofensivas e vulgares nas redes sociais”, dizia um cartaz. “Use roupas de banho reduzidas em locais apropriados.” Os infratores enfrentariam “grandes multas e deportações”.
O embaixador da Ucrânia na Indonésia, Vasil Hamianin, disse que ficou ofendido por Wayan ter misturado russos e ucranianos. Ele pediu ao governador que lhe mostre as estatísticas criminais envolvendo ucranianos e citou dados do governo indonésio que mostram que os russos foram responsáveis por 56 infrações de trânsito em Bali na semana passada, enquanto houve cinco casos ucranianos.
Hamianin disse que os 5.000 ucranianos que vivem atualmente em Bali contribuem para a economia local, pagam impostos e são “cidadãos bons e obedientes”. Explicou que eles estão lá por causa da guerra, mas que “a maioria absoluta diz que quer voltar para casa”.
“Acho que é simplesmente humano permitir que pessoas que fogem da guerra fiquem algum tempo em seu país”, disse Hamianin.
Elena Pozdniakova, 33, uma engenheira de Moscou que chegou a Bali em setembro passado com o marido e a filha de 3 anos, disse que os vários relatos de turistas russos que se comportam mal a deixam “envergonhada”. “Só quero dizer que nem todo russo é assim.”
O marido de Pozdniakova, Sergei Pozdniakov, disse que entende a frustração porque também testemunhou alguns de seus compatriotas se comportando de maneira rude. Apesar da raiva nas redes sociais, ele e sua esposa dizem que continuam emocionados com a hospitalidade. “Nunca conhecemos um balinês que dissesse: ‘Porque você é russo, você é mau’”, disse Pozdniakov.
Silmy Karim, diretor-geral de imigração do Ministério de Justiça e Direitos Humanos, disse que ainda está analisando a proposta de Wayan de revogar o programa de visto na chegada para a Rússia e a Ucrânia.
Ele afirmou que seu foco principal é eliminar os estrangeiros que violam a lei local e que está estudando os exemplos de outros países com grande número de turistas russos, incluindo a Tailândia, onde há mais de 350 mil russos apenas na ilha de Phuket. “Eles podem ser ordeiros”, disse ele. “Cabe a nós vigiá-los e discipliná-los.”
Um adolescente de 17 anos que planejava um atentado contra alunos e professores numa escola do Centro do Rio foi apreendido na manhã desta sexta-feira (24). O jovem foi localizado na própria escola, por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Como parte da Operação Liberatio, os agentes foram às ruas cumprir mandados de busca e apreensão domiciliar e de adolescente infrator. Outro mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de outro adolescente, em Realengo, na Zona Oeste. Ele também teria compartilhado os vídeos do outro jovem na internet.
A operação é resultado de uma troca de informações entre a Polícia Civil, a Polícia Federal, a Interpol e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). Segundo o delegado Marcus Vinicius Braga, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o alerta foi feito pela Interpol, com material de vídeo. A ação para a apreensão do jovem foi feita em 24 horas.
As investigações revelaram que o ataque estava planejado para o dia 20 de abril deste ano. A data marca os 24 anos do massacre de Columbine, nos Estados Unidos. Na ocasião, dois alunos entraram armados em um colégio do estado do Colorado e mataram 12 estudantes e uma professora. Outras 24 pessoas ficaram feridas.
A Polícia Civil tenta entender se o adolescente agia sozinho ou se participava de uma rede de terroristas.
Apologia ao nazismo
Segundo as investigações, o adolescente se declarava nazista e tinha um perfil introspectivo. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, o jovem apreendido fazia ameaças a professores e colegas da escola.
— Trata-se de um caso bem delicado, que a polícia está levando bem a sério. A PF nos procurou a partir de um alerta da Interpol. Entre as diligências e a apreensão, foram 24 horas. Esse menor, hoje adolescente infrator, praticava o ato de terrorismo — explica o delegado.
No material, conforme aponta a polícia, o adolescente também afirmava que teria ajuda de três amigos para o massacre programado para este mês. Sobre Columbine, ele dizia ter estudado o caso e falava sobre em suas publicações, demonstrando admiração e inspiração.
A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) entenderá até onde vai essa apologia e se existe uma rede, enquanto a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) analisará se o jovem agia sozinho.
24 anos de Columbine
Em 20 de abril de 1999, a Escola de Ensino Médio Columbine, em Denver, no Colorado, foi alvo de um massacre que chocou o mundo, quando dois estudantes, identificados como Dylan Klebold e Eric Harris, de 17 e 18 anos, entraram na unidade de ensino fortemente armados e atiraram contra colegas e professores. Ao todo, 13 pessoas morreram e 24 ficaram feridas. Após trocarem tiros com a polícia, os dois se suicidaram. O episódio foi o mais aterrorizante ataque a uma escola.
Segundo autoridades, no dia do atentado, os adolescentes espalharam bombas caseiras pelo prédio do colégio com o intuito de atrasar o resgate e explodir o edifício. Dois locais foram foco da dupla, o refeitório e a biblioteca.
A China concordou em retomar imediatamente as importações de carne bovina do Brasil. O comunicado foi divulgado nesta quinta-feira, 23, pela Administração Geral de Alfândega chinesa (Gacc, na sigla em inglês).
“A Administração Geral das Alfândegas atribui grande importância a suspensão voluntária, realizou várias rodadas de consultas técnicas com o lado brasileiro e organizou especialistas para realizar uma avaliação de risco no sistema brasileiro de prevenção e controle da doença da vaca louca”, afirmou o governo chinês.
As vendas de carne bovina para a China foram suspensas voluntariamente pelas autoridades brasileiras em 23 de fevereiro, após a descoberta de um caso atípico da doença da vaca louca no Pará. Em 2 de março, houve a confirmação de que a doença surgiu de forma espontânea, sem risco de disseminação.
“Quando os produtos relevantes entrarem no país, a alfândega implementará inspeção e quarentena de acordo com as leis e regulamentos para garantir que atendam aos requisitos de segurança e saúde”, reforçou o Gaac.
No ano passado, cerca de 60% das exportações brasileiras de carne bovina tiveram como destino a China.
A retomada do comércio ocorre um dia depois de o ministro da Agricultura brasileiro, Carlos Fávaro, ter chegado a Pequim, antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo 26. Lula visitará a China acompanhado de uma delegação de 240 representantes empresariais, sendo 100 do setor agrícola.
Príncipe Harry e Meghan Markle no documentário “Harry & Meghan” Imagem: Reprodução/Netflix
Em meio a clima hostil entre a família real, o caçula Príncipe Harry deixou claro, em diversas aparições na mídia internacional, algumas demandas para sua presença na coroação de seu pai, o rei Charles III. Harry e Meghan Markle, sua esposa, já foram oficialmente convidados, mas a viagem depende dessas exigências.
Em primeiro lugar, o duque e duquesa de Sussex querem que seus filhos, Archie e Lilibet, sejam convidados também – o convite oficial incluía somente Harry e Meghan porque as crianças são “jovens demais”, afirmam fontes ao jornal britânico Mirror. A inclusão dos bebês seria algo não tradicional, pois, devido a sua idade, podem causar alvoroço nessas cerimônias.
No entanto, alguns historiadores da realeza afirmam que Archie, aos 4 anos, já tem idade para comparecer. “Se você assistir à gravação da coroação de 1953, Charles, com 4 anos, já estava presente”, afirma a historiadora e autora Dr. Tessa Dunlop ao programa The Royal Beat.
Archie, em seu aniversário de quatro anos, não é jovem demais. E, se você quer que Meghan vá, você precisa convidar seu filho”, aponta a especialista.none
A coroação também cai exatamente no aniversário de Archie, 6 de maio, então Harry e Meghan querem que a Família Real reconheça o aniversário em seus canais oficiais, de alguma forma. Os duques de Sussex também estão, supostamente, preocupados em ter de passar o dia longe de seu filho.
Além disso, Harry quer uma conversa particular com seu irmão e seu pai antes da coroação, de maneira a resolver os problemas entre eles. Fontes contaram ao Mirror que Harry deixou claro que só irá se a atmosfera entre eles não esteja mais tão tóxica.
Por último, a família quer estar junto ao restante da realeza na varanda do Palácio de Buckingham, ficar na mansão Frogmore Cottage (da qual foram expulsos mais cedo esse ano) e segurança garantida – especialmente após Harry ter revelado que matou agentes do Talibã enquanto estava no Afeganistão.
O dólar oficial –regulado pelo governo argentino– superou 200 pesos no país pela 1ª vez na história. A moeda dos Estados Unidos se valorizou 14,4% em 2023 em relação à divisa da Argentina. O valor do dólar atingiu 202,1 pesos na 2ª feira (13.mar.2023).
O dólar oficial é disponível para poucos grupos da economia, como bancos, importadores de alguns bens industriais e exportadores que liquidam a venda no exterior. Já o “dólar blue”, ou paralelo, é uma taxa informal que é negociada em livre mercado na Argentina. Na prática, é bem mais caro. Custa 377 pesos. É 86,5% maior que o dólar oficial.
O câmbio é controlado no país. A Argentina tem uma política de restrição à compra de dólares. Poucos setores conseguem ter acesso ao dólar oficial do país.
Apesar de regulada, a cotação da moeda é um termômetro para demonstrar a piora na economia da Argentina. Diante da desvalorização do peso nos últimos anos, o país precisou criar vários segmentos de dólar para não prejudicar setores. A última variação foi anunciada na 4ª feira (8.mar.2023), o “dólar Malbec”.
Para recuperar a exportação do setor de vinhos, o governo criou uma taxa de câmbio nova para fomentar as vendas para o exterior.
Há, pelo menos, 15 tipos de taxas cambiais no país. Servem para impedir que alguns setores da economia sofram com a desvalorização do peso. Por exemplo, no ramo de eventos, o governo criou o dólar “Coldplay” para viabilizar que o setor de produção de espetáculos tenha acesso a uma moeda menos cara.
Outro termômetro é o CDS (Credit Default Swap) de 5 anos. Quanto maior a pontuação, maiores são os riscos de calote dos contratos de investimentos no país. Também conhecido como risco país, o indicador da Argentina marca mais de 1.000 pontos em março deste ano, contra 223 pontos do Brasil. Há 1 ano, eram 2.062 e 254 pontos, respectivamente.
CONTAS PÚBLICAS
Grande parte dessa situação econômica da Argentina é explicada pelas contas públicas do país, que tem um acordo de março de 2022 para obter um financiamento de US$ 44 bilhões com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O dinheiro serve para ajustar o Orçamento do país.
Em contrapartida ao empréstimo, o país teria que melhorar a trajetória da dívida pública, enfrentar a alta da inflação, elevar as reservas cambiais e promover o crescimento. Começará a ser pago só em 2026, se estendendo até 2034.
A Argentina, porém, não está fazendo o dever de casa. O deficit primário nas contas públicas subiu 24,2% no ano passado em comparação com 2021. O rombo nominal –que inclui o pagamento dos juros da dívida– aumentou 45,6% no mesmo período, segundo o Ministério da Economia da Argentina.
Quase 67% da dívida é em moeda estrangeira. O estoque total de endividamento do país somou US$ 382,2 bilhões no 3º trimestre de 2022, o que representa 79,8% do PIB (Produto Interno Bruto). Deste percentual, 53,3 pontos percentuais não estão em peso argentino.
O nível elevado de influência do câmbio estrangeiro na dívida do país preocupa por causa do peso argentino, que está cada vez mais desvalorizado.
Os tremores mais fortes foram sentidos no Equador e Peru
Pelo menos cinco países da América Latina foram atingidos por terremotos no sábado 18. Os tremores foram registrados na Argentina, Chile, Equador, México e Peru.
O tremor mais forte foi no Peru. O Centro Sismológico Nacional peruano registrou um sismo de magnitude 7,0. O epicentro foi em Tumbes, norte do país. Não há notícias sobre vítimas. Um dia antes, o Peru já havia registrado dois tremores.
No Equador, um terremoto de magnitude 6,8 atingiu a costa do país. Seu epicentro foi a cerca de 30 quilômetros do município de Balao, Província de Guayas. Também foram registrados outros dois abalos em cidades da região de Guayaquil.
As autoridades equatorianas confirmam a morte de 14 pessoas, e o número de feridos passa de 120. As vítimas se concentram nas províncias de El Oro e Azuzay.
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, anunciou a instalação de um comitê de emergência. “Estamos realizando a avaliação dos prejuízos gerados pelo sismo”, escreveu em seu perfil no Twitter.
Nas últimas 24 horas, o Instituto Nacional de Prevenção Sísmica identificou dois tremores em Mendoza, de magnitude 5,0, e em Catamarca, de 3,0, ambos na Argentina.
No mesmo período, pelo menos seis ocorrências de tremores foram registradas no Chile. O mais forte deles foi observado em Arica (magnitude 4,0), no extremo norte do país.
Já no México, há o registro de pelo menos 18 tremores, informou o Serviço Sismológico Nacionalmexicano. O epicentro do mais forte deles (magnitude 4,3) foi identificado a cerca de 150 quilômetros de San Jose Del Cabo, na costa oeste do país.
Círculo de Fogo do Pacífico
Todos esses países integram o Círculo de Fogo do Pacífico, uma grande área de 40 mil quilômetros em forma de ferradura que circunda o oceano Pacífico. Ao longo dele, são pelo menos 450 vulcões ativos e alta incidência de terremotos — cerca de 90% de todos os tremores registrados no mundo ocorrem dentro dele.
Presidente russo visitou a cidade de Mariupol, segundo a mídia estatal russa informou neste domingo. Na sexta, um mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra ele.
O presidente russo, Vladimir Putin, participa de uma reunião em Moscou, Rússia, em 15 de março de 2023 — Foto: Pavel Bednyakov/Sputnik via Reuters
O presidente russo Vladimir Putin esteve na cidade de Mariupol, informou a mídia estatal russa neste domingo (19). Segundo informações da RFI, a ida de Putin à região representa a primeira visita do chefe do Kremlin ao território ocupado desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O porto de Mariupol, localizado no Mar de Azov, no sudeste da Ucrânia, está ocupado pelas forças russas desde maio passado.
A guerra da Ucrânia já dura mais de um ano e já matou milhares de pessoas e reduziu cidades inteiras a escombros.
Desde o início dos conflitos, Mariupol foi um dos principais alvos dos russos.
No dia 10 de março deste ano, uma maternidade da cidade foi atingida por bombardeios russos, de acordo com a Câmara Municipal do município. O Ministério da Defesa da Rússia negou que ordenou o ataque aéreo e acusou a Ucrânia de forjar o bombardeio.
9 de março – Equipes de emergência e voluntários ucranianos carregam uma grávida ferida de uma maternidade danificada por um ataque aéreo em Mariupol, na Ucrânia. A mulher foi levada para outro hospital, mas não sobreviveu. — Foto: Evgeniy Maloletka/AP
Visita surpresa à Crimeia
A viagem aconteceu um dia depois de Vladimir Putin fazer uma visita surpresa à Crimeia para marcar o nono aniversário da anexação da península pela Rússia.
A Rússia tomou a Crimeia em 2014, oito anos antes de lançar sua invasão em grande escala da Ucrânia.
A Ucrânia diz que lutará para expulsar a Rússia da Crimeia e de todos os outros territórios que o país ocupou na guerra.
O presidente russo, Vladimir Putin, participa de uma reunião em Moscou, Rússia, em 17 de março de 2023 — Foto: Sputnik/Mikhail Metzel via Reuters
Mandado de prisão contra Putin
Na sexta-feira, um mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o presidente russo. Ele é acusado de ser responsável por crimes de guerra na Ucrânia. Moscou nega que suas tropas tenham cometido atrocidades durante o conflito no país vizinho.
O tribunal também emitiu uma ordem de prisão contra Maria Alekseyevna Lvova-Belova, a comissária russa para os direitos da criança.
Putin “é suspeito de ser responsável pelo crime de guerra de deportação ilegal de população [infantil] e transferência ilegal de população [infantil] das áreas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa”, afirmou o tribunal em um comunicado à imprensa.
Desde o início da guerra na Ucrânia, que completou um ano em 24 de fevereiro, a Rússia vem sendo acusada por organizações não-governamentais, por Kiev e até por uma investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) de sequestrar crianças em regiões ucranianas tomadas pelo Exército do país e levá-las centros de “reeducação” em território russo.
Segundo a Câmara de Pré-Julgamento II, esse tipo mandado de prisão costuma ser secreto, mas nesse caso foi divulgado para sensibilização do público aos crimes cometidos, principalmente porque é um crime que ainda está em andamento.
Tribunal Penal Internacional emite mandado de prisão contra Putin
O próprio Kremlin já admitiu o envio dos jovens ucranianos à Rússia, mas alega tratar-se de órfãos. O governo russo chamou a decisão do TPI de “sem sentido”.
“As decisões do Tribunal Penal Internacional não têm sentido para o nosso país, inclusive do ponto de vista jurídico”, declarou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.
O líder do Kremlin deve receber seu colega chinês, o presidente Xi Jinping, esta semana, em Moscou.
Foto: Divulgação/Crânio de Luzia: fóssil mais antigo das Américas é de uma mulher.
Apesar de as informações sobre o sexo e a raça serem fundamentais em uma investigação criminal ou em pesquisas arqueológicas, uma associação norte-americana chamada Trans Doe Task Force está pedindo a peritos criminais, antropólogos forenses e arqueólogos que não identifiquem cadáveres e ossadas como homem ou mulher.
Em reportagem publicada em junho do ano passado, o site Daily Wire cita artigo apresentado em uma conferência sobre saúde no qual a associação sem fins lucrativos liderada por transgêneros afirma que o tempo para classificar os restos mortais por gênero e raça se foi, “já que não podemos saber como a pessoa falecida se identificava” e que “os padrões atuais de identificação humana prestam um desserviço a pessoas que não se encaixam claramente no sistema binário de classificação”.
A Trans Doe Task Force diz que mantém seu próprio banco de dados de pessoas transgêneros desaparecidas porque a maioria dos bancos de dados não permite comparar os desaparecidos com o gênero que a pessoa se identificava quando estava viva.
A tese dos pesquisadores woke Teses de que existe mais de um gênero e de que isso não é uma criação recente têm sido comuns nos últimos anos, inclusive no meio acadêmico. No ano passado, um estudo defendeu a ideia de que os restos mortais de um indivíduo que viveu no período medieval revelavam que ele seria não binário, “já que o corpo era provavelmente masculino, mas a pessoa foi enterrada com roupas femininas”.
Entre os pesquisadores da cultura woke, o Daily Wire cita a professora de antropologia da Universidade do Kansas Jennifer Raff, que, no livro Origem: uma História Genética das Américas, defende a tese de que “não há divisões nítidas entre indivíduos fisicamente ou geneticamente ‘masculinos’ ou ‘femininos’”. Segundo ela, a ideia de um binário de gênero foi “imposta por colonizadores cristãos”.
Nessa linha, uma estudante do Canadá, Emma Palladino, considerou, em um post, uma “besteira” que a arqueologia leve em consideração o sexo biológico dos ossos encontrados. Ela tuitou: “Meus amigos trans+não-binários: você deve conhecer o argumento de que os arqueólogos que encontrarem seus ossos um dia irão atribuir a você o mesmo gênero que você tinha no nascimento, então, independentemente de você fazer a transição, você não pode escapar do seu sexo atribuído. Deixe-me dizer por que isso é besteira”. Segundo ela, os arqueólogos fazem suposições sobre o gênero e a identidade de uma pessoa, mas há “absolutamente mais trabalho a ser feito”.
É o caso, por exemplo, do fóssil de Luzia, o mais antigo crânio encontrado nas Américas, que, após exames de DNA, foi identificado como pertencente a uma mulher de aproximadamente 24 anos.
Alguns estudiosos de arqueologia criticaram a tentativa de desconsiderar o sexo biológico na classificação dos esqueletos humanos. A professora de arqueologia da Universidade de San Jose, Elizabeth Weiss, disse que o movimento produz “falsificações ideologicamente motivadas”. Segundo ela, “a sexagem de restos esqueléticos é uma habilidade fundamental em investigação forense e qualquer diminuição dessa habilidade afetará negativamente as investigações criminais, negando justiça às vítimas e a suas famílias”.