Nesta quarta-feira (15) o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) irá investigar a contratação de médicos cubanos enviados ao Brasil.
Os Estados Unidos haviam ameaçado que só manteriam seu aporte financeiro à Opas, o equivalente a mais da metade do orçamento da organização, quando uma comissão independente fosse criada para avaliar o programa de envio de médicos cubanos.
“O governo dos Estados Unidos comemora a decisão da Opas de iniciar uma investigação independente para revisar seu papel no programa Mais Médicos”, informou Pompeo.
Em abril, a diretora da Opas, Clarissa Etienne, revelou à imprensa que cerca de 60% do financiamento da organização é oriunda dos Estados Unidos, um aporte que classificou de “fundamental”.
A AFP enviou um pedido à Opas para confirmar o início da investigação.
Mais de 8.000 médicos cubanos participaram de 2013 a 2018 do “Mais Médicos”, um programa criado para atender regiões pobres e zonas rurais do Brasil, em convênio com a Opas.
A venda de serviços médicos é a principal fonte de renda de Cuba, que em 2018 recebeu 6,3 bilhões de dólares por missões em todo mundo, segundo números oficiais.
Em meados de junho, Pompeo exigiu da Opas, o escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prestasse contas por “explorar” médicos cubanos no Brasil.
A Opas “precisa explicar como chegou a enviar 1,3 bilhão de dólares ao assassino regime de (Fidel) Castro” e “por que não buscou a aprovação do Comitê Executivo para participar deste programa”, criticou na época Pompe.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (13) que assinou um decreto para encerrar o tratamento econômico e comercial especial concedido a Hong Kong, além de uma lei com a qual aplicará novas sanções à China por ter “extinguido a liberdade” da região.
– Assinei um decreto que põe fim ao tratamento especial dos EUA a Hong Kong. Agora, será tratada igual à China continental, inclusive na imposição de sanções – disse Trump em entrevista coletiva na Casa Branca.
A medida faz parte das represálias dos EUA à aprovação da polêmica lei de segurança nacional da China sobre Hong Kong. De acordo com Trump, “muita gente vai abandonar” a região por causa decisão e os Estados Unidos “terão mais volume de negócios porque acabam de perder um grande competidor”.
Estadão Conteúdo – Médicos na França relataram o que acreditam ser o primeiro caso comprovado de coronavírus transmitido de uma mulher grávida para seu bebê no útero. O recém-nascido desenvolveu inflamação no cérebro poucos dias após o nascimento, uma condição provocada após o vírus atravessar a placenta e infectar a criança antes do nascimento. De acordo com matéria do jornal The Guardian, o bebê está se recuperando bem.
O estudo de caso, publicado na revista Nature Communications, acompanha o nascimento de vários bebês com o novo coronavírus, que os médicos suspeitam de terem contraído o vírus ainda no útero. Até agora, eles não foram capazes de descartar a possibilidade de os bebês terem sido infectados durante ou logo após o parto.
A mãe, de 23 anos, foi internada no hospital em 24 de março com febre e tosse grave após contrair o novo coronavírus. Três dias após a internação, o estado do bebê trouxe preocupação e os médicos realizaram uma cesariana de emergência com a mãe sob anestesia geral. O bebê foi imediatamente isolado em uma unidade de terapia intensiva neonatal e entubado porque foi afetado pelo anestésico geral.
Testes no sangue e no líquido extraídos dos pulmões do recém-nascido revelaram infecção pela Covid-19, mas descartaram outras infecções virais, bacterianas e fúngicas. Testes mais extensos revelaram que o vírus se espalhou do sangue da mãe para a placenta, onde se replicou, causou inflamação e seguiu para o bebê.
O bebê parecia saudável a princípio, mas no terceiro dia ficou irritado e começou a se alimentar mal. Ele desenvolveu espasmos musculares que fizeram a cabeça, o pescoço e as costas arquearem-se para trás – um sintoma neurológico observado em alguns casos de meningite. A ressonância magnética revelou, posteriormente, sinais de gliose, um efeito colateral de lesão neurológica, que pode levar a cicatrizes no cérebro.
No momento em que o menino foi entregue, não havia orientação clínica sobre como tratar bebês com Covid-19. Os médicos consideraram a administração do remdesivir, um medicamento antiviral, mas como o bebê estava se recuperando gradualmente sem ajuda, nenhum medicamento específico foi administrado.
Questionado se as mulheres grávidas devem estar particularmente vigilantes quanto ao distanciamento social e lavagem das mãos, para reduzir o risco de infecção, De Luca disse: “Isso é muito bom senso e importante, esteja você grávida ou não”.
Andrew Shennan, professor de Obstetrícia do King’s College London, disse que é raro as mães passarem o Covid-19 para seus bebês.
O corpo da atriz foi encontrado no Lago Piru, na Califórnia, onde ela desapareceu após um passeio de barco na última quarta-feira (08). Segundo o departamento de polícia de Ventura, que investiga o caso, “a recuperação (do corpo) está em andamento”. Segundo o site TMZ, o corpo é da atriz, mas a polícia fará uma coletiva as 18h para anunciar a identidade do corpo
Naya Rivera desapareceu na última quarta (8), ficou famosa pela série ‘Glee’, em que viveu por seis temporadas a cheerleader Santana. A atriz desapareceu depois de sair de barco com o filho, o garoto Josey, de 4 anos, foi encontrado sozinho na embarcação horas depois da saída dos dois no equipamento alugado. A criança contou que mergulhou com a mãe, mas Naya não voltou para o barco. O menino está bem, sob cuidados do pai, o ator Ryan Dorsey, ex-marido de Naya.
Sonares, câmeras controladas remotamente e mergulhadores estão sendo usados na busca. A visibilidade no lago não é boa e há muita vegetação e detritos no fundo do lago. A polícia trata o caso como um acidente até o momento.
Antes, epicentro do coronavírus nos Estados Unidos, a cidade de Nova York registrou seu primeiro dia sem óbitos em decorrência da doença após quatro meses. Isso aconteceu no sábado (11), de acordo com o Departamento de Saúde e Higiene Mental da cidade. No mesmo dia, o órgão confirmou novos 341 diagnósticos da doença no município.
Segundo a Veja, atualmente, o governo da cidade está flexibilizando as medidas de restrição. Já na terceira fase, estabelecimentos como salões de beleza e estúdios de bronzeamento foram autorizados a reabrir. Bares e restaurantes, por outro lado, não tem data para voltar a funcionar, já que estados como Texas e Flórida registraram grande aumento no número de casos após retomarem essas atividades.
No acumulado, os Estados Unidos confirmaram 3.304.942 habitantes infectados com o vírus e 135.205 mortos.
O Cazaquistão negou ontem (10) a ocorrência de uma pneumonia causada por um vírus letal. A informação anterior foi divulgada pela embaixada chinesa, que alertava para um perigo maior do que o causado pela Covid-19.
Em uma mensagem enviada a seus cidadãos, a embaixada chinesa em Nur-Sultan, capital do país, advertiu na quinta-feira contra uma nova doença com “índice de mortalidade de longe superior à Covid-19”, que teria provocado, segundo o texto, 1.772 mortes nos seis primeiros meses de 2020 e “628 apenas em junho”.
O comunicado citava inicialmente uma “pneumonia cazaque”, mas depois o termo foi substituído por “pneumonia não Covid”. “As afirmações “da mídia chinesa não correspondem à realidade”, afirmou nesta sexta-feira o ministério cazaque da Saúde, sem uma referência ao comunicado da embaixada chinesa.
O ministério mencionou pacientes registrados como afetados por pneumonia e não pelo novo coronavírus, apesar dos sintomas, pois os testes de Covid-19 foram negativos.
No nota, o país registra oficialmente até esta sexta-feira 57.747 casos e 264 mortes, mas como seus vizinhos da Ásia central é acusado por observadores e ONGs de minimizar a dimensão da pandemia.
Vários protestos contra o governo de Alberto Fernández foram realizados nesta quinta-feira (9) em meio à prolongada quarentena na Argentina, logo após o presidente do país ter pedido união para enfrentar a COVID-19.
Uma multidão se reuniu no Obelisco de Buenos Aires, atendendo a uma convocação feita pelas redes sociais em defesa das “liberdades individuais”, uma mobilização que foi repetida em diferentes cidades do país em pleno feriado da Independência.
“Não se pode parar a justiça não pode ser parada. Isso é o pior, paralisar um dos poderes mais importantes. Nem podemos deixar de trabalhar, a saúde importa, mas também a economia. Um não fica sem o outro. O Estado não está lá para nos deixar paralisados, não é assim que ele cuida de nós “, disse à AFP José Carlos Vélez, 49 anos, que participou dos protestos no centro da capital argentina.
Entre buzinaços e exibindo bandeiras do país, os participantes do movimento, muitos sem máscaras, apresentaram uma ampla gama de reivindicações.
“Para mim, o combate à doença é mal administrado desde o início. Como ficaremos presos por 110 dias? Temos 1.500 mortos e não é tanto. Quantos mortos temos por outras doenças? Não somos ricos, temos que trabalhar”, lamentou Rubén Aguirre, um taxista de 51 anos.
O presidente Fernández repete que, com o isolamento social obrigatório, em vigor desde 20 de março, “vidas foram salvas” na Argentina, pois deu tempo para melhorar a infraestrutura e até agora era possível evitar o colapso do sistema de saúde.
Ele também insiste que o que afeta a economia é a pandemia, além da quarentena, o que vai levar a Argentina registrar um queda de quase 10% em 2020.
Nos protestos, a vice-presidente Cristina Kirchner, que também governou o país entre 2007 e 2015, e até a campanha para a legalização do aborto foram alvos das reclamações.
“Temos uma senadora, vice-presidente, ladra, assassina”, disse à AFP uma mulher de 67 anos que não quis revelar seu nome.
“Não ao abuso”, “Nova normalidade = miséria”, eram frase escritas em faixas e cartazes.
Na semana passada, Angel Spotorno, um aposentado de 75 anos que organizou e participou de marchas “antiquarentena”, morreu de coronavírus e disse que “os comunistas não precisavam voltar”, declarou um membro da família à imprensa.
A Argentina registra 87.017 casos da COVID-19 e 1.707 mortes, em um país de 44 milhões de habitantes.
A embaixada da China no Cazaquistão alertou seus cidadãos a tomar precauções contra um surto de pneumonia no país que, segundo o órgão, é “mais letal que a Covid-19”.
A entidade afirmou em comunicado na sua conta oficial do WeChat na noite de quinta-feira que houve um “aumento significativo” de casos nas cidades de Atyrau, Aktobe e Shymkent desde meados de junho.
A pneumonia no Cazaquistão matou 1.772 pessoas na primeira metade do ano, com 628 mortes somente em junho, incluindo cidadãos chineses, informou a embaixada.
Ainda não está claro se é causado por um vírus relacionado ao novo coronavírus ou por uma cepa diferente. A embaixada disse que o Ministério da Saúde do Cazaquistão e outras instituições de saúde estão agora realizando um “estudo comparativo”, mas ainda não há conclusões.
De acordo com um relatório divulgado na terça-feira pela Kazinform, a agência de notícias estatal do Cazaquistão, o número de casos de pneumonia “aumentou 2,2 vezes em junho, em comparação com o mesmo período de 2019”.
Segundo o jornal chinês Global Times, o Ministério das Relações Exteriores do Cazaquistão “não respondeu a perguntas sobre o aviso da embaixada chinesa”.
O Cazaquistão registrou mais de 50.000 casos confirmados da Covid-19, incluindo 264 mortes. O número de novos casos aumentou para um recorde diário de 1.962 na quinta-feira, informou a Kazinform.
O jogador brasileiro Ronaldinho Gaúcho está preso no Paraguai há quatro meses. Ele foi detido junto com o irmão e empresário Roberto Assis, acusados de portar um passaporte com informações falsas.
Ronaldinho e o irmão ficaram um mês detidos em cárcere privado até que puderam seguir para prisão domiciliar. Eles então se hospedaram em um hotel de luxo da capital paraguaia, já que não podem deixar o país, e depois se mudou para um imóvel próprio. Até agora, o caso não recebeu um desfecho e é envolto por incógnitas.
A campanha de Donald Trump para a reeleição à Presidência americana usa desde sexta-feira (3) uma imagem da estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em postagens no Facebook e no Instagram.
Na postagem está escrito que será enviada ao presidente uma “lista com todos os americanos que assinarem seus nomes”. Depois disso, aparece a imagem do Cristo acompanhada da frase “nós vamos proteger”. O anúncio rendeu cerca de 5 mil impressões, ao longo do fim de semana.
A publicidade apareceu majoritariamente para usuários na Flórida e no Texas –dois estados que vivem um importante crescimento de casos da Covid-19 e que têm grande número de eleitores latinos. Juntas, essas duas regiões do sul do país somam 20% das visualizações do anúncio com o monumento brasileiro.
A maior parte da audiência foi composta por pessoas acima dos 45 anos e por mulheres. Desde maio, a campanha de Trump já investiu US$ 48 milhões em publicidade na maior plataforma de mídias sociais do mundo.
A escolha de um monumento para ilustrar a campanha ocorre em um momento em que o presidente americano vem discursando contra manifestantes que demoliram ou vandalizaram estátuas, desde o início do movimento civil contra o racismo e a brutalidade policial no país, há mais de um mês.
Símbolos e nomes de figuras históricas associadas com a defesa da escravidão –e não figuras religiosas– têm gerado protestos.
Desde o início de julho, o Facebook é alvo de um boicote de anunciantes internacionais que querem pressionar a plataforma a controlar o discurso de ódio online. Centenas de grandes marcas, principalmente nos EUA, suspenderam a publicidade na plataforma para exigir que a empresa americana tome medidas contra a presença de conteúdo ofensivo.