O presidente do Chile, Gabriel Boric, arrancou uma série de risadas nas redes sociais após a viralização de um vídeo em que ele aparece preso em um tobogã. O incidente aconteceu no domingo, 7, em Punta Arena, cidade natal do líder chileno. Apesar do tempo em que ficou ‘entalado’ no brinquedo, ele conseguiu se livrar sozinho. A pessoas que realizou a gravação do vídeo, dá risada e tira sarro na situação, questionando a maturidade do presidente chileno. Apesar desse momento de diversão, no cenário político Boric não tem muito o que comemorar. Também no domingo, ele foi derrotado pela extrema-direita, que venceu a eleição para escrever uma nova Constituição no país, que pode substituir a herdada pela ditadura de Augusto Pinochet. O Partido Republicano, favorável à manutenção da atual Constituição do Chile, obteve 35,5% dos votos, e junto com a direita tradicional, eles possuem 30 das 50 cadeiras necessárias para aprovar a mudança. Para serem aprovados, os artigos precisarão de três quintos do conselho. Em setembro de 2022, o projeto, que tinha um viés mais a esquerda, foi rejeitado por ampla maioria. O conselho constituinte, que iniciará as sessões em junho, deve entregar o projeto de Carta Política para ser submetido a um plebiscito de ratificação em 17 de dezembro. Em meio à crescente preocupação com a insegurança, o Chile busca há dois anos substituir a Constituição herdada da ditadura e que recebeu diversas emendas ao longo dos anos, a mais importante delas em 2005. “Voltamos a ter a oportunidade de construir, com diálogo e encontro, uma nova Carta Magna”, disse o presidente Boric em um discurso no palácio de La Moneda após a divulgação dos resultados. Boric pediu aos constituintes eleitos que atuem com “com sabedoria e temperança”. Também pediu que evitem cometer os mesmos erros que provocaram o fracasso da primeira tentativa de mudança constitucional, com uma Assembleia que daquela vez era dominada pela esquerda.
9.mai.2022 – O presidente russo, Vladmir Putin, acompanha o desfile militar do Dia da Vitória, em Moscou Imagem: Mikhail Metzel/Sputnik/Reuters
Moscou e Kiev tentam se apropriar da data de comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial, como parte da narrativa sobre suas respectivas posições sobre o conflito na Ucrânia.
Nesta segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que vai alinhar a data de comemoração ao calendário da Europa Ocidental, no dia 8 de maio. Até agora, Kiev seguia as celebrações estabelecidas ainda durante o regime soviético, que tradicionalmente fixou a data em 9 de maio.
Num discurso que marcou o aniversário da rendição nazista em 1945, Zelensky comparou a Rússia de Vladimir Putin à Alemanha de Hitler. Segundo ele, os russos serão derrotados depois de tentar “escravizar e destruir” a Ucrânia, repetindo o que fizeram os nazistas.
O gesto de mudança da data consolida uma nova posição da Ucrânia na geopolítica. Um projeto de lei no parlamento vai estabelecer que a data a ser comemorada é o a 8 de maio. No lugar de “Dia da Vitória”, como é chamado pelo Kremlin, a nova data ucraniana seria “o Dia da Europa”.
“Estamos devolvendo ao nosso estado uma história honesta, sem influências ideológicas. É no dia 8 de maio que a maioria das nações do mundo se lembra da grandeza da vitória sobre os nazistas”, disse Zelensky. “Todos os anos, a partir de amanhã, 9 de maio, comemoraremos nossa unidade histórica – a unidade de todos os europeus que destruíram o nazismo e derrotarão o ruscismo”, disse ele. O ruscismo passou a ser o termo usado por Kiev para designar o fascismo russo.
“Não permitiremos que a vitória conjunta das nações da coalizão anti-Hitler seja apropriada e não permitiremos mentiras como se a vitória pudesse ter ocorrido sem a participação de qualquer país ou nação”, enfatizou Zelensky, num recado aos russos, que também usam a data do fim da Segunda Guerra Mundial como argumento da necessidade de vencer grupos neonazistas na Ucrânia.
Rússia argumenta que está lutando contra neonazistas ucranianos
Do lado de Moscou, de fato, a data também está sendo uma ocasião para que Putin demonstre sua força. Um dos argumentos usados pelos russos para justificar a invasão à sua população seria a necessidade de derrotar grupos neonazistas ucranianos, também numa referência ao suposto perigo da volta do movimento de extrema-direita em território europeu.
Nesta noite, a Rússia lançou uma nova onda de ataques em toda a Ucrânia. Kiev garante que destruiu todos os 35 drones lançados pela Rússia. Mas outros 16 ataques com mísseis foram realizados, além de 61 ataques aéreos. As últimas horas também registraram 52 bombardeios. Em Kiev, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas e o temor é de que o número aumente.
Moscou ainda prepara seu tradicional desfile militar na Praça Vermelha, para amanhã. Mas existe um temor de que o evento seja alvo de drones, o que representaria uma humilhação sem precedentes para o governo Putin.
Esse, porém, não é o único motivo de preocupação por partes dos russos. De forma consistente, Moscou tem anulado manifestações, alegando preocupações com a segurança. Observadores ocidentais, porém, estimam que outro motivo seria os eventuais protestos de uma parcela da população contra a morte de milhares de soldados russos, em mais de um ano de guerra.
Oficialmente, o Kremlin afirma que 6 mil homens morreram. Mas governos ocidentais estimam que o número real já teria ultrapassado a marca de 60 mil.
A Suprema Corte da Colômbia acusou Gustavo Petro de gerar instabilidade institucional após o presidente ter afirmado ser o chefe do procurador-geral da República.
“Petro desconsidera a autonomia e independência judicial, uma cláusula fundamental da democracia colombiana”, diz comunicado da Suprema Corte.
Na semana passada, Petro usou o Twitter para comentar uma reportagem sobre o grupo paramilitar Clã do Golfo e disse que o procurador Daniel Hernández e “sua família devem ser protegidos, mas o país merece respostas”.
O artigo citava que Hernández teria agido com suposta negligência ao saber que assassinatos seriam cometidos pelo grupo.
“O procurador se esquece de uma coisa que a Constituição manda: eu sou o chefe de Estado, portanto o chefe dele”, disse Petro.
O procurador-geral da República, Francisco Barbosa, fez então coro às críticas e disse que o presidente colombiano “muda seu terno de democrata e começa a vestir o terno de um ditador”.
O rei Charles III e rainha Camilla deixando a Abadia de de Westminster depois de serem corados – 06/05/20223 | Foto: Reprodução/Youtube
Aos 74 anos, o rei Charles III foi coroado neste sábado, 6, ao lado de sua esposa, a rainha Camilla, 75 anos. A cerimônia ocorreu na Abadia de Westminster, em Londres, e teve início por volta de 11h, horário local (7h em Brasília).
A ascensão ao trono do Reino Unido e do ocorreu com a morte da rainha Elizabeth II, soberana anterior e mãe do monarca. Ela morreu em 8 de setembro de 2022 e se manteve na posição por 70 anos — o mais longo reinado da história britânica.
Uma tradição que remete a 900 anos rege a cerimônia de coroação. O evento tem caráter religioso e foi conduzido pelo arcebispo da Cantuária, Justin Welby. O novo rei recebeu a coroa de São Eduardo, de 360 anos, em um trono que data do século 14. Charles é o 40º monarca britânico coroado na Abadia de Westminster. O príncipe Willian, primeiro na linha de sucessão, também participou do evento, ao lado da esposa, Kate Middleton, e dos filhos — os príncipes George, Charlote e Louis.
Além disso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, fez a leitura do evangelho. Irmão de Willian, o príncipe Harry também compareceu, mas sem ocupar um papel de destaque e sem a mulher, Meghan Markle, e os filhos — os príncipes Archie e Lilibet.
Willian e Harry são filhos do rei com a primeira mulher, a princesa Daiana, que morreu em 1997. Charles III conheceu Camilla antes do primeiro casamento e se casou com ela depois de ficar viúvo.
Na primeira manifestação pública sobre o projeto de lei que regulamenta as plataformas digitais, a empresa responsável pelas redes sociais Facebook e Instagram e pelo aplicativo de mensagens WhatsApp avalia que o texto cria um “sistema permanente de vigilância, similar ao de países de regimes antidemocráticos”.
A big tech Meta também aponta conflitos na proposta, conhecida como PL das Fake News e relatada pelo deputado Orlando Silva (PC do B-SP), com outras legislações em vigor referentes à internet.
A CNN obteve em primeira mão a manifestação oficial da companhia fundada por Mark Zuckerberg.
O texto vem a público menos de 48 horas após ser protocolado o parecer oficial de Orlando Silva para o projeto, cuja urgência foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta semana e que tem previsão para ser votado em plenário na próxima terça-feira (2), conforme anunciado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).
Para a Meta, o PL conflita com leis já existentes, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A empresa ainda aponta problemas nas regras de publicidade digital e de direitos autorais propostas no texto.
No entanto, parlamentares que apoiam a regulamentação das redes, assim como integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Supremo Tribunal Federal (STF), cobram atuação mais efetiva das plataformas em relação a conteúdos que envolvem discurso de ódio, incitação à violência e abolição do estado democrático.
Episódios como os atos golpistas de 8 de janeiro e os ataques a alunos e professores em duas escolas entre março e abril reforçaram o apelo pela aprovação de leis mais rígidas sobre postagens e mensagens nas redes.
Orlando Silva acatou parte das sugestões enviadas pelo governo federal, como o chamado dever de cuidado e a análise de risco sistêmico, mas desistiu de propor a criação de uma entidade autônoma de supervisão e fiscalização das políticas de autorregulação das plataformas.
Outra mudança foi em resposta às críticas de opositores do texto de que poderia haver “censura” a conteúdos religiosos, o que foi refutado pelo relator, até por ser um dispositivo constitucional, que não pode ser alterado por projeto de lei.
As empresas e setores da sociedade, por sua vez, cobram mais tempo de debate da proposta, que se tornou mais ampla e complexa que o texto original aprovado pelo Senado, em 2020.
Se obtiver voto favorável da maioria dos deputados na próxima semana, o PL que regulamenta as plataformas digitais terá de ser novamente analisado pelos senadores antes de ir para a sanção do presidente Lula.
Leia a íntegra da manifestação da Meta
PL 2630 precisa de mudanças
Nos últimos anos, a Meta tem apoiado regulações que criam regras claras e justas para todos. Queremos uma Internet mais segura e melhor, e estamos abertos a legislações consistentes, porque acreditamos que empresas privadas não deveriam tomar sozinhas tantas decisões sobre conteúdo online.
Na semana que vem, a Câmara dos Deputados deve votar o Projeto de Lei 2630/2020. Sua versão atual possui mais de 20 artigos completamente novos que nunca foram amplamente debatidos, e contém dispositivos que prejudicam a maioria dos brasileiros com o propósito de atender a alguns poucos interesses econômicos.
Na sua forma atual, a legislação tornaria difícil que empresas de tecnologia como a nossa continuem a oferecer o tipo de serviços gratuitos usados por milhões de pessoas e negócios no Brasil.
Algumas das obrigações previstas no PL conflitam com leis vigentes que foram resultado de amplo debate público, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados, ambas referências internacionais de legislação. Especialistas têm apontado que alguns pontos podem estar em desacordo com a própria Constituição Federal.
Muito do recente debate sobre regulação da Internet no Brasil tem sido baseado na falsa premissa de que as plataformas digitais lucram com conteúdo violento e de ódio. Refutamos explicitamente esse argumento.
As pessoas usam os aplicativos da Meta porque elas têm experiências positivas: elas não querem ver violência ou ódio, e nossos anunciantes não querem suas marcas associadas a esse tipo de conteúdo. Não temos incentivo para fazer nada diferente de combater esses conteúdos.
Todos os anos, investimos bilhões de dólares em tecnologia e pessoas para endereçar a prevalência de conteúdo nocivo nos nossos aplicativos. E reforçamos nosso compromisso com uma Internet segura e nosso desejo de colaborar para construir uma legislação efetiva a ser cumprida por todas as plataformas.
Apoiamos a intenção original do PL 2630, mas hoje estamos compartilhando o que acreditamos serem os dispositivos mais problemáticos no texto protocolado na Câmara.
Copyright e remuneração de veículos de notícias
O texto do PL prevê que as plataformas digitais serão aparentemente exigidas a pagar aos detentores de qualquer conteúdo com direito autoral por tudo que eles decidam publicar nos nossos aplicativos, com base em regulamentação a ser criada posteriormente.
O dispositivo foi adicionado ao PL recentemente e não tem qualquer relação com combate à desinformação ou conteúdo nocivo. Ele também não traz uma exceção clara aos direitos autorais para conteúdos gerados pelos usuários, o que significa que potencialmente qualquer foto tirada por uma pessoa e compartilhada com amigos e familiares poderia entrar no escopo da regulação do governo.
A proposta rompe com abordagens internacionais e o faz sem qualquer clareza sobre como a lei afetaria relações e práticas comerciais por conteúdo com direitos autorais. Não está claro como qualquer plataforma digital poderia cumprir com os dispositivos de forma sustentável.
O texto também cria um ambiente incerto, confuso e insustentável no qual as plataformas digitais podem ser forçadas a pagar aos veículos de notícias pelo conteúdo noticioso que as plataformas supostamente “usam”. Isso representa um desafio significativo tanto para detentores de direitos (neste caso, os publishers) quanto para plataformas em compreender o escopo e o impacto da lei.
Para redes sociais como as nossas, isso é especialmente verdade, já que as notícias aparecem nos nossos aplicativos por decisão voluntária dos publishers de fazer o upload dos conteúdos em nossos serviços gratuitos, para expandir suas redes e engajar uma audiência maior.
As pessoas também compartilham notícias com amigos e familiares, mas de modo geral o conteúdo de notícias representa menos de 3% do que as pessoas veem no feed do Facebook. Nós não coletamos ou carregamos notícias proativamente nos nossos aplicativos.
A lei proposta também não define o que é “conteúdo jornalístico”. Isso pode levar a um aumento da desinformação, e não o contrário. Imagine, por exemplo, um mundo em que pessoas mal intencionadas se passam por jornalistas para publicar informações falsas em nossas plataformas e sermos forçados a pagar por isso.
Além disso, as plataformas podem acabar por financiar apenas um grupo reduzido de grupos tradicionais de mídia, ainda que eles mesmos publiquem seus conteúdos nos nossos aplicativos gratuitos para aumentar suas audiências.
Dever de cuidado
O PL estabelece que as plataformas digitais serão responsáveis por decidir sobre a ilegalidade de conteúdos publicados em seus aplicativos, transferindo para a iniciativa privada um poder que cabe ao Judiciário.
O texto também exige que as plataformas informem as autoridades policiais em caso de suspeita de que um crime tenha ocorrido ou possa ocorrer no futuro. Na prática, esse monitoramento proativo transforma as plataformas em uma “polícia da Internet”, criando um sistema de vigilância permanente similar ao que existe em países de regimes antidemocráticos.
Também estamos preocupados com a previsão na lei de ter diferentes órgãos do governo responsáveis por definir regulamentações adicionais, o que pode ter implicações na liberdade de expressão na Internet.
Os órgãos do governo seriam responsáveis por criar regras em áreas como análise de risco, auditoria externa das plataformas e moderação de conteúdo, o que traz incertezas jurídicas.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira (25) que será candidato à reeleição em 2024 e inicia, com a idade recorde de 80 anos, uma nova campanha intensa pela Casa Branca.”Cada geração tem um momento no qual teve que defender a democracia. Defender suas liberdades fundamentais”, escreveu Biden em uma mensagem no Twitter, acompanhada por um vídeo.
“Acredito que este é o nosso momento. É por isto que estou concorrendo à reeleição como presidente dos Estados Unidos. Juntem-se a nós. Vamos concluir o trabalho”, acrescentou. Biden aspira a nomeação do Partido Democrata sem nenhum adversário real, após uma série de vitórias legislativas e grandes embates internacionais em seus primeiros anos como chefe de Estado.
O democrata, no entanto, deve enfrentar questionamentos sobre sua idade na campanha, que pode ser uma repetição das eleições de 2020, quando ele enfrentou o ex-presidente Donald Trump. A idade do político veterano, que teria 86 anos ao final de um eventual segundo mandato, provoca dúvidas inclusive em sua própria base eleitoral, onde muitos o consideram velho demais.
Nem toda realeza tem seu castelo e a prova viva disso é a princesa Rita Boncompagni Ludovisi, que é viúva do príncipe italiano Nicolò Boncompagni.
O mornarca morreu em 2018 e desde então ela vem travando uma disputa milionária com os três filhos do príncipe. Em uma das perdas ela foi despejada da mansão que ocupava em Roma, na Itália. Aos 73 anos, a realeza italiana já estampou a capa da Playboy em maio de 1984.
Ela foi colocada para fora junto com seus pets do imóvel que é um dos mais caros do mundo, a Villa Aurora, e conta com um afresco pintado por Caravaggio, uma estátua feita por Michelangelo e diversas outras obras de arte.
O testamento do príncipe dizia que o imóvel deveria ser vendido após sua morte o valor dividido igualmente entre Rita e os seus três filhos. Foi contestando o desejo do falecido que os problemas familiares começaram já que eles não reconheciam a madrasta como herdeira.
Orçada inicialmente em R$ 2,6 bilhões, o imóvel já foi colocado à venda em um leilão 4 vezes, mas não houveram interessados. Atualmente a mansão está sendo oferecida por R$ 804 milhões. Rita foi despejada do imóvel após ser acusada de não cuidar corretamente da propriedade.
Embarcação chamada Montevideo Maru foi torpedeada no mar das Filipinas em 1942.
Foto fornecida pelo Australian War Memorial mostra o Montevideo Maru na década de 40 — Foto: Australian War Memorial via AP
Uma equipe de exploradores anunciou nesta sexta-feira (21) que encontrou um navio japonês afundado que transportava prisioneiros de guerra aliados quando foi torpedeado na costa das Filipinas em 1942, resultando na maior perda marítima de guerra da Austrália, com um total de 1.080 vidas.
O naufrágio do Montevideo Maru foi localizado após uma busca de 12 dias a uma profundidade de mais de 4.000 metros – mais profundo que o Titanic – na ilha de Luzon, no Mar da China Meridional, usando um veículo subaquático autônomo com sonar embutido.
Não haverá esforços para remover artefatos ou restos humanos em respeito às famílias dos que morreram, disse um comunicado no sábado da Silentworld Foundation, com sede em Sydney, uma organização sem fins lucrativos dedicada à arqueologia e história marítima.
“O esforço extraordinário por trás dessa descoberta fala pela verdade duradoura da solene promessa nacional da Austrália de sempre lembrar e honrar aqueles que serviram ao nosso país”, disse o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese. “Este é o coração e o espírito de Lest We Forget.”
O Montevideo Maru transportava prisioneiros e civis capturados após a queda de Rabaul em Papua Nova Guiné. O navio não estava marcado como transportando prisioneiros de guerra e, em 1º de julho de 1942, o submarino americano Sturgeon, após perseguir o navio durante a noite, disparou quatro torpedos, que atingiram o alvo, afundando o navio em menos de 10 minutos.
Os mortos incluem 1.080 pessoas de 14 nações, incluindo 979 australianos.
Movimento ocorre após variação de preços atingir 104,3% em março, o maior valor desde setembro de 1991
O Banco Central da Argentina (BCRA) confirmou nesta quinta-feira (20) o aumento dos juros básicos em 3 pontos percentuais, conforme havia sido antecipado por veículos da imprensa local.
Com a decisão, a taxa da chamada Letra de Liquidez (Leliq) avança a 81% ao ano, após a inflação no país atingir o maior nível em três décadas. Segundo comunicado, a autoridade monetária também fixou em 81% a taxa mínima para os depósitos de prazo fixo de até 10 milhões de pesos e de 72,5% para o restante.
“O BCRA continua monitorando a evolução do nível geral de preços, a dinâmica do mercado de câmbios e dos agregados monetários aos efeitos de calibrar sua política de juros”, informou a autoridade monetária.
No mês passado, o BCRA já havia elevado a taxa de juros em 3 pontos percentuais,para 78% ao ano. O aumento dos juros, no entanto, parece não ser o suficiente para domar a variação dos preços no país vizinho.
O índice de preços ao consumidor (IPC) da Argentina acelerou a uma taxa anual de 104,3% em março, no maior valor desde setembro de 1991.
Na comparação com o mês de fevereiro, os preços estavam 7,7% maiores.
O resultado deixa o país na liderança dos maiores índices de inflação entre os membros do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.
A situação se agrava ao se olhar para a crise climática que a Argentina, um dos maiores exportadores mundiais de grãos, atravessa. Lidando com uma das piores secas da história, as safras locais podem render quase um quarto a menos de dólares de exportação nesta temporada em relação ao ciclo anterior, de acordo com a bolsa de grãos de Buenos Aires.
O resultado é um encarecimento ainda maior dos preços dos alimentos — e uma perspectiva de perdas de dezenas de bilhões de dólares para a economia.
Os Emirados Árabes Unidos autorizaram neste sábado, 15, a extradição do empresário Thiago Brennand ao Brasil. A informação foi publicada pela TV Globo. No país do Oriente Médio desde setembro de 2022, o homem de 42 anos é suspeito de ter cometido vários crimes, tendo cinco mandados de prisão preventiva em território brasileiro.
As acusações são de agredir uma modelo, sequestrar e tatuar uma segunda mulher, além de estuprar uma jovem e uma miss. Fora isso, Brennand é investigado por bater no próprio filho, um adolescente de 17 anos. Em outubro do ano passado, o pernambucano chegou a ser detido em Abu Dhabi, mas deixou o cárcere após o pagamento de fiança.
Ao longo desta semana, havia a expectativa de que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversasse sobre o tema com o presidente Mohammed bin Zayed Al Nahyan durante sua passagem pelos Emirados Árabes – ele chegou ao país neste sábado. Em rápida conversa com a imprensa, entretanto, o petista afirmou que a extradição não foi discutida na reunião. “Não discuti este assunto”, resumiu o chefe do Executivo.