Uma equipe múltipla aprendeu a transformar as aulas tradicionais num formato para TV e Internet
Durante o ano letivo de 2021, em Feira de Santana, novos conteúdos digitais foram oferecidos aos estudantes de todos os anos escolares do Ensino Fundamental (do 1º ao 9º ano), Educação de Jovens e Adultos (EJA) e também, com alguns recursos, para a Educação Infantil.
Na estrutura montada pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc) para a produção, no Centro de Cultura Maestro Miro, a secretária da pasta Anaci Paim preparou uma equipe múltipla – são 35 professores e 14 técnicos que aprenderam como transformar as aulas tradicionais num material específico para a Internet e para a TV aberta.
Mais que adaptação, foi necessário aliar criatividade, inovação e muita força de vontade para aprimorar o novo fazer pedagógico. “Como ser professora sem se comunicar diretamente com o principal sujeito do processo de aprendizagem?”, questiona a professora Janaína Gelma do Nascimento, mestre em Ciências e Botânica, que aceitou o desafio de coordenar a nova equipe multiprofissional.
“O planejamento, muito diálogo, a rotina e o acompanhamento das atividades foram nos moldando pouco a pouco. Com as orientações da nossa secretária e a coragem de cada membro da equipe, fomos vendo todos os dias o desenvolvimento do projeto, encontrando os ajustes que aprimoraram as aulas. Este ainda é um desafio de política pública educacional, mas conseguimos atingir um objetivo imensurável”, argumenta a professora.
INVESTIMENTO NA TV DEMOCRATIZOU ACESSO
Atingir 52 mil estudantes distribuídos em oito distritos rurais e nas dezenas de bairros que povoam Feira de Santana. Para alcançar a maior parte dos alunos, a Prefeitura de Feira de Santana investiu inicialmente na oferta dos conteúdos pela Internet, disponibilizando aulas para todos os anos escolares através do canal da Secretaria de Educação no YouTube.
Em seguida, a oferta das aulas pela TV aberta ampliou ainda mais o acesso. Para isso, a Seduc firmou contrato com a Rede Bahia e passou a oferecer sete horas por dia de programação – de segunda a sexta-feira, das 7h45 às 17h00, com intervalos específicos, nos canais 10.2 e 10.3.
“Este é um investimento cujo valor social é imensurável porque favorece o acesso à Educação para a maioria das crianças e adolescentes da nossa Feira de Santana. Com o sinal de TV aberta, as aulas chegam para todos, desde os bairros mais comuns, a periferia e aos oito distritos, onde o acesso às plataformas digitais e à internet é sempre menor”, ressalta o prefeito Colbert Martins.
Editor de TV com mais de 30 anos de experiência, Adilson Dias destaca a inovação da Educação municipal. “Levar este conteúdo digital educacional para a TV aberta é extremamente inovador. Foi um grande desafio, do qual me orgulho muito por fazer parte. Fui apenas uma peça nessa engrenagem, por outro lado, me sinto muito feliz pela dimensão social do projeto”, comemora o editor.
A cerimônia no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (4), oficializou o reajuste de 33,23% para professores da rede pública de educação básica. A portaria, assinada pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e pelo presidente Jair Bolsonaro, eleva de R$ 2.886 para R$ 3.845 o piso salarial nacional da categoria.
Além do reajuste, foram lançados no evento dois editais com a oferta de 168 mil vagas em cursos de graduação e pós-graduação para formação de professores. O primeiro é o da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o segundo edital é do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor).
“Em 2021 o protagonismo foi dos profissionais da saúde, em 2022, o protagonismo será dos profissionais de educação. Chega de usar os professores e profissionais de educação apenas como massa de manobra político-eleitoral. Está na hora de ações diretas. E uma ação direta é essa, que respeita o profissional e dá a ele um ganho a mais nessa situação”, ressaltou o ministro da Educação na cerimônia.
Piso O piso se aplica a profissionais com formação em magistério em nível médio – vinculados a instituições de ensino infantil, fundamental e médio das redes federal, estadual e municipal – que têm carga horária de trabalho de 40 horas semanais. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a medida abrange professores, diretores, coordenadores, inspetores, supervisores, orientadores e planejadores escolares em início de carreira. Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de 1,7 milhão de profissionais serão impactados.
O reajuste está previsto em lei de 2008. Segundo o texto, o valor mínimo para os docentes da educação básica deve ser reajustado anualmente em janeiro. Segundo entendimento da CNTE e do governo federal, o reajuste é automático e deverá constar do salário referente ao mês de janeiro, a ser pago em fevereiro. Mas na prática não deve ser assim já que os municípios têm alegado dificuldades financeiras para arcar com esse reajuste.
Divergências Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro adiantar o valor de reajuste do piso, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) criticou a medida afirmando que o Executivo federal coloca “em primeiro lugar uma disputa eleitoral” e joga a educação “pelo ralo”.
À época, por meio de nota, o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, destacou que o critério de reajuste anual do piso do magistério foi revogado com a Lei 14.113/2020, que regulamentou o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), entendimento que, segundo ele, foi confirmado pelo próprio Ministério da Educação, no dia 14 de janeiro, com base em parecer jurídico da Advocacia-Geral da União (AGU).
O Ministério da Educação, por sua vez, informou que a definição do valor se deu após “estudo técnico e jurídico”, que, segundo a pasta, “permitiu a manutenção do critério previsto na atual Lei 11.738 de 2008”.
Pelas contas da CNM, o reajuste anunciado pelo governo federal, de 33,24%, terá impacto de R$ 30,46 bilhões nos cofres dos municípios, “colocando os entes locais em uma difícil situação fiscal e inviabilizando a gestão da educação no Brasil”.
“Para se ter ideia do impacto, o repasse do Fundeb para este ano será de R$ 226 milhões. Com esse reajuste, estima-se que 90% dos recursos do fundo sejam utilizados para cobrir gastos com pessoal”, ponderou o presidente da CNM.
A entidade recomendou a correção do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) medido nos 12 meses anteriores ao reajuste – a mesma métrica usada na correção do salário mínimo geral e orientou os prefeitos a não pagarem o valor determinado pelo governo federal. O INPC fechou 2021 em 10,16%.
Para o ministro da Educação, os recursos existem e o governo federal pode socorrer municípios que não consigam pagar o reajuste.
“Vejo que há na mídia, muitas vezes, discussão de alguns gestores, sobretudo municipais e estaduais, que acham que o valor é muito grande. Lembro de no final do ano ter sido procurado por alguns prefeitos e até governadores com dificuldades, devido ao montante de recursos da educação que tinham de usar, e me perguntaram, o que podemos fazer? Aí foram bônus, computadores…Os recursos existem e o governo federal, já há previsão legal, pode, de maneira justificada, socorrer eventualmente um gestor que não consiga cumprir esse montante”, afirmou.
O presidente Jair Bolsonaro também citou a polêmica e afirmou que os recursos são do governo federal. “Havia, sim, pedidos de muitos chefes de executivo estaduais e municipais querendo [reajuste] de 7%. O dinheiro é de quem? Quem é que repassa esse dinheiro para eles? Somos nós, o governo federal. E a quem pertence a caneta Bic para assinar a portaria? Essa caneta Bic quem vai usar sou eu”, declarou.
Semana No evento, o presidente citou ainda o que chamou de “realizações da semana” como o fim da exigência da prova de vida do INSS, a entrega de 2 mil títulos de terra, além de cerca de R$ 8 bilhões esquecidos por correntistas ao longo dos últimos anos que serão liberados. O sistema que permite a consulta a valores devidos por bancos a pessoas e empresas voltará a funcionar somente em 14 de fevereiro, segundo o Banco Central.
A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) de Feira de Santana estabeleceu prazos para pedidos de licença-prêmio e remoção de servidores efetivos das escolas municipais e/ou conveniadas para o ano de 2022. As portarias com todas as orientações foram publicadas no Diário Oficial eletrônico do município, edição da última quarta-feira, 2.
Para fazer as duas solicitações, o servidor deve comparecer à recepção da Secretaria Municipal de Educação a fim de preencher o requerimento que também deverá ser assinado pelo chefe imediato do funcionário.
LICENÇA-PRÊMIO
Para o ano de 2022, está prevista a concessão de 15 licenças-prêmio no primeiro semestre e mais 15 no segundo semestre do ano. O benefício será concedido conforme os seguintes critérios: maior tempo de serviço, maior número de licença-prêmio acumulada e idade.
O servidor deve obedecer ao cronograma para solicitar a concessão à Seduc. As concessões requeridas para o primeiro semestre deverão ser protocoladas no período de 2 a 14 de fevereiro. Já os pedidos para o segundo semestre deverão ser protocoladas no período de 23 de maio a 3 de junho.
REMOÇÃO DO SERVIDOR
Nos casos de solicitação de remoção do servidor, quando o professor solicita a transferência para outra unidade escolar, o período para apresentação também é de 2 a 14 deste mês.
Para a concessão do benefício, de acordo com a portaria, o servidor não pode ter sido removido há pelo menos dois anos e também não deve encontrar-se em estágio probatório.
A Secretária de Educação divulgará o resultado dos pedidos do primeiro semestre até o dia 28 de fevereiro.
Uma em cada dez cidades brasileiras não tem sequer previsão de retorno das aulas presenciais
Boa parte das cidades ainda não retomou as aulas presenciais Foto: Pixabay
Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), divulgado nesta sexta-feira (4), apontou que 73,7% das cidades brasileiras ainda não retomaram as aulas presenciais na rede pública. Os dados foram compilados entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, a partir da resposta de 1,8 mil prefeituras.
O documento divulgado pela confederação mostra que uma em cada dez cidades brasileiras não tem sequer previsão de retorno das aulas presenciais, em função da expectativa sobre o cenário epidemiológico da região. Com o objetivo de acelerar o retorno presencial, a pesquisa da CNM mostra que 96% das cidades já começaram a vacinar as crianças de 5 a 11 anos de idade.
Sobre a obrigatoriedade da imunização para a realização da matrícula do aluno na rede municipal, 21% das prefeituras afirmam que vão cobrar o passaporte da vacina. Já 26,6% disseram que não vão obrigar a comprovação, enquanto 51% das cidades brasileiras ainda analisam a possibilidade.
Sobre o assunto, a Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrel) destacou, em nota, a importância do retorno às aulas e disse que a privação do contato presencial é “muito” prejudicial para as crianças mais jovens.
– É na escola que as crianças têm o primeiro contato com a sociedade fora do ambiente do lar. A escola não é somente um lugar de aprendizagem pedagógica. No caso da educação infantil em especial, representa um espaço de socialização e de inter-relação – esclareceu.
Estudantes da Escola Municipal Dr. Nantes Bellas Vieira desde os 7 anos de idade, Rayla Silva Araújo, hoje com 11 anos, se despediu dos anos iniciais do ensino fundamental junto aos colegas e professores em uma confraternização especial realizada no Parque Radialista Erivaldo Cerqueira (Parque da Lagoa).
A unidade escolar fica no bairro Pedra do Descanso e oferece matrícula até o 5º ano. Os estudantes participaram da aula da saudade com direito a dança, certificados e o compartilhamento de muitos sonhos. A equipe gestora da unidade, professores e alguns pais participaram do momento.
“Sentirei muita saudade dos colegas, das professoras e da escola. Vou continuar me dedicando aos estudos e quero me tornar uma veterinária no futuro”, declarou a estudante Rayla.
A diretora da unidade, professora Lígia Falcão de Queiroz, destacou que os estudantes são oriundos de comunidades carentes e ações como estas fazem toda a diferença para suas vidas.
“Promover essa despedida da escola é de uma riqueza imensurável para eles. Infelizmente, por conta da pandemia, não pudemos fazer passeios nesses últimos anos. É um fechamento de ciclo com chave de ouro, pois algumas dessas crianças estão desde muito pequenos conosco, todas são muito especiais”, afirma a diretora.
Toda comunidade escolar ajudou para que a aula da saudade acontecesse, inclusive com a promoção de um bazar beneficente. Os recursos arrecadados foram direcionados para o evento.
ANO LETIVO
O ano letivo de 2021 da Educação municipal foi encerrado nesta segunda-feira, 31, conforme calendário aprovado pelo Conselho Municipal de Educação (CME).
Primeira mudança deve ser ampliação da carga horária
O novo ensino médio começa a ser implementado oficialmente este ano nas escolas brasileiras públicas e privadas. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, a implementação vai começar pelo primeiro ano do ensino médio, e a primeira mudança nas redes deverá ser a ampliação da carga horária para pelo menos cinco horas diárias.
A reforma também trará desafios, de acordo com Vitor de Angelo, que é secretário de Educação do Espírito Santo. Ele citou, entre esses desafios, a possibilidade de aumento da desigualdade entre regiões, estados e redes de ensino e a necessidade da adequação de avaliações, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
“A primeira coisa que deve chegar às escolas, com certeza, é a ampliação da carga horária, porque é uma exigência legal. O que não é exigência legal, mas está atrelado de alguma maneira a isso é a implementação de um currículo novo”, diz Angelo. O Consed representa os secretários estaduais de Educação, responsáveis pela maior parte das matrículas do ensino médio do país. Segundo o último Censo Escolar, de 2021, as redes estaduais concentram cerca de 85% das matrículas.
O novo ensino médio foi aprovadopor lei em 2017, com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e evitar que os estudantes abandonem os estudos. Com o novo modelo, parte das aulas será comum a todos os estudantes do país, direcionada pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Na outra parte da formação, os próprios alunos poderão escolher um itinerário para aprofundar o aprendizado. Entre as opções está dar ênfase, por exemplo, às áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ao ensino técnico. A oferta de itinerários vai depender da capacidade das redes de ensino e das escolas.
O cronograma definido pelo Ministério da Educação estabelece que o novo ensino médio comece a ser implementado este ano, de forma progressiva, pelo primeiro ano do ensino médio. Em 2023, a implementação segue, com o primeiro e 2segundo anos e, em 2024, o ciclo de implementação termina, com os três anos do ensino médio.
Pela lei, para que o novo modelo seja possível, as escolas devem ampliar a carga horária para 1,4 mil horas anuais, o que equivale a 7 horas diárias. Isso deve ocorrer aos poucos. Em 2022, a carga horária deve ser de pelo menos mil horas anuais, ou cinco horas diárias, em todas as escolas de ensino médio do país. Esta será, portanto, a primeira mudança a ser sentida.
Os estudantes do primeiro ano do ensino médio começarão também a ter contato com novo currículo. Os itinerários, no entanto, deverão começar a ser implementados apenas no ano que vem na maior parte das escolas.
“Tomando o Espírito Santo como exemplo, o que o aluno capixaba vai encontrar na escola de ensino médio é jornada maior e currículo novo, no que diz respeito à formação geral básica. Disciplinas ou componentes curriculares diferentes, com os quais ele não estava acostumado, como eletivas, projeto de vida, estudo orientado, mas ainda sem segmentar na sua preferência de itinerário. A partir do ano que vem, ele vai encontrar o itinerário de aprofundamento dentro da sua escolha”, explica o secretário.
Desafios
A reforma trará também, segundo Angelo, alguns desafios, entre eles a possibilidade de aumento das desigualdades educacionais. “No novo ensino médio, a gente pode ter todas as promessas de itinerários e de escolhas, mas para algumas redes. Outras podem não conseguir”, afirma. “O risco é ter escolas com alguns itinerários e outras não, regiões com alguns itinerários e outras não. Então, pode haver um aprofundamento das desigualdades dentro do país e dos estados, para não falar das redes privada e pública”, acrescenta.
Isso significa que um estudante pode não encontrar em seu município o curso técnico ou a formação que deseja. “São cuidados que precisaremos ter, que não invalidam [o novo ensino médio], mas a gente não pode desconsiderar que isso existe para não achar que tudo são flores, que o novo ensino médio vai mudar tudo, vai trazer itinerários, ensino flexível adaptado aos alunos, que eles vão fazer o que quiser. As nossas escolas são as mesmas e elas têm dificuldades, os professores tiveram formação, mas não viraram a chave e mudaram de uma hora para outra, então é preciso ter cuidado com isso para não se frustrar”, diz Angelo.
Outro desafio é a avaliação dos estudantes. O Enem, por exemplo, precisará ser reformulado para avaliar o novo currículo. “O exame precisa estar alinhado com o novo ensino médio. O Enem é uma prova nacional que precisa criar critérios de comparação entre todo e qualquer estudante que está terminando o ensino médio, especialmente por causa do Sistema de Seleção Unificada, o Sisu que é nacional. Mas, como vamos comparar, nacionalmente, pessoas que fizeram currículos distintos? Esse é o maior desafio”, avalia.
Em webinário, em dezembro, o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Luiz Rabelo, detalhou as ações da pasta para a implementaçãodo novo ensino médio. Segundo ele, somando todas as ações, até aquele momento, haviam sido repassados aos estados e às escolas R$ 2,5 bilhões.
Rabelo também falou sobre o Enem que, segundo ele, deverá ter duas partes, uma delas voltada para avaliar os conhecimentos adquiridos na parte comum a todos os estudantes, definida pela BNCC, e outra que deverá avaliar os itinerários formativos. “Atualmente, a grande questão mesmo é como criar um segundo momento de prova que contemple a avaliação dos itinerários formativos, dada a diversidade de possibilidades que na implementação”, disse o secretário. O novo modelo de prova deverá começar a vigorar apenas após a total implementação do novo ensino médio, em 2024.
Unidades de ensino só devem suspender as atividades por completo em casos específicos
A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) de Feira de Santana começou a adotar a partir desta segunda-feira, 24, as novas recomendações do Ministério da Saúde para o isolamento em casos diagnosticados da Covid-19. O período foi reduzido de dez para cinco ou sete dias caso não apresente mais sintomas respiratórios e febre.
Conforme identificação dos casos positivos em profissionais ou estudantes, os diagnosticados e sintomáticos devem isolar-se. No entanto, as escolas permanecerão em funcionamento. Seguindo as orientações da Secretaria Municipal de Saúde e do órgão federal, as unidades escolares só devem suspender as atividades por completo em casos específicos, após avaliação da Seduc.
A recomendação leva em consideração quadros leves e moderados da doença. Após os primeiros sintomas, a pessoa deve isolar-se e fazer o teste para confirmar a doença. Somente quem apresentar sintomas e tiver contato com o positivado deve ser isolado/testado.
“Qualquer pessoa que tenha o resultado positivo para Covid-19 pode repetir em cinco dias o teste [RT-PCR ou teste rápido de antígeno], se estiver há 24 horas sem sintomas respiratórios, febre ou ter utilizado medicamentos antitérmicos. Nessa situação, pode sair do isolamento no sexto dia. Em casos de resultado positivo, o isolamento será mantido até o décimo dia”, explica o secretário de Saúde, Marcelo Britto.
Ainda, o secretário ressaltou que a pessoa assintomática, após sete dias completos de isolamento, pode sair da condição sem a necessidade de testagem. Caso chegue ao sétimo dia com indícios da doença, deve manter o isolamento até completar dez dias ou refazer obrigatoriamente o exame. Ao décimo dia, se estiver sem nenhum sintoma, está liberado para as atividades normalmente. Caso os sintomas persistam após os dez dias, é recomendado a procura médica, pois o quadro pode ter se agravado. Essas recomendações são válidas para todos os casos positivos da doença.
MEDIDAS DE SEGURANÇA
Mesmo com a redução do período de isolamento e a ampla cobertura de vacinação, todos devem seguir rigorosamente as medidas de prevenção. “A higienização das mãos e dos ambientes, utilização de máscaras e distanciamento social devem ser cuidados constantes. Tudo isso faz parte do nosso cotidiano, portanto as medidas sanitárias devem ser seguidas com afinco, independente dos indicadores da doença”, reforça a secretária de Educação, professora Anaci Paim. A secretária ainda pediu atenção à comunidade escolar para todas as novas recomendações e período de isolamento. Confira a recomendação em anexo:
A Educação municipal contará com o reforço de mais 34 professores que serão empossados pelo prefeito Colbert Martins, nesta quinta-feira, 20. A solenidade acontecerá no auditório do Centro Integrado de Educação Municipal Joselito Amorim, no centro, às 9h.
Os docentes são aprovados no último concurso público realizado pela Prefeitura de Feira de Santana, em 2018. Os novos professores integram a 15ª convocação da Secretaria de Educação que já chamou mais de um mil aprovados.
Após a posse, os profissionais da Educação estarão aptos a assumir as funções em uma das 207 escolas. De acordo com o calendário da rede municipal, as atividades do ano letivo de 2021 seguem até 31 de janeiro próximo e o novo período será iniciado em março.
No último mês de dezembro, a Prefeitura convocou 50 professores que tiveram o prazo de 30 dias úteis para entregar a documentação necessária para a contratação. Destes, quatro ainda estão em análise, pois têm atividades incompatíveis com a jornada de trabalho e outros doze não comprovaram a escolaridade necessária para assumir o cargo.
“Estamos nomeando um número menor do que foi previsto na convocação dos professores exatamente por essas razões. Nossa expectativa é fazer um novo chamamento dentro de alguns dias para completar as vagas divulgadas inicialmente”, ressalta a secretária de Educação, professora Anaci Paim.
A secretária enfatiza ainda que os próximos convocados devem ter agilidade na entrega da documentação a fim de facilitar o planejamento do órgão.
Para concorrer aos processos seletivos, é preciso ter feito o Enem
Foto: Valter Campanato
O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje (18) o calendário de inscrições para os processos seletivos de ingresso ao ensino superior. Os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já podem se organizar para concorrer às vagas. A previsão é que os editais dos três processos seletivos sejam publicados no Diário Oficial da União ainda nesta semana.
As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderão ser feitas do dia 15 ao dia 18 de fevereiro. Já o prazo de inscrição para o Programa Universidade para Todos (Prouni) será de 22 a 25 de fevereiro. E, no início de março, do dia 8 ao dia 11, poderão se inscrever os candidatos ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que este ano oferta 110.925 vagas. O número de vagas disponíveis no Sisu e no Prouni será divulgado em breve, assim como os três editais contendo os cronogramas completos e todos os critérios dos processos seletivos de 2022.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, pela internet. A classificação é feita com base na nota obtida na edição mais recente do Enem. Pode concorrer às vagas do Fies quem fez qualquer uma das edições do Enem a partir de 2010.
Programas
O Prouni oferece bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para as bolsas parciais (50%), a renda familiar bruta mensal deve ser até 3 salários mínimos por pessoa.
Podem se inscrever no Prouni apenas estudantes brasileiros sem diploma de curso superior que tenham participado do Enem mais recente e obtido, no mínimo, 450 pontos de média das notas. Além disso, o candidato não pode ter tirado zero na redação.
O Fies tem objetivo de conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC. O programa é dividido em diferentes modalidades, possibilitando juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato.
Já o Sisu é o sistema informatizado do MEC, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para estudantes participantes do Enem. Os candidatos com melhor classificação são selecionados.
Também fazem o exame as pessoas privadas de liberdade
Foto: Tomaz Silva
A segunda aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 segue hoje (16) para candidatos de todo o país. As provas da segunda rodada do Enem começaram a ser aplicadas no último domingo (9). A segunda aplicação é destinada a quem estava inscrito no Enem regular, mas teve a aplicação prejudicada de alguma forma. Também fazem o exame as pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL).
Nesta edição, fazem ainda as provas os candidatos inscritos no Enem 2020 que tiveram direito à isenção da taxa de inscrição e não compareceram às provas daquele ano. Pelas regras do exame, eles perderiam o direito a não pagar a taxa, mas por conta da pandemia, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), esses candidatos tiveram um novo prazo de inscrição no Enem 2021 e a isenção novamente garantida.
Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos mais de 340 mil candidatos inscritos, 112.931 participantes realizaram as provas no último domingo, o que equivale a 33% do total.
Próximas datas
Assim como no Enem regular, os participantes da segunda aplicação fazem, em dois domingos, quatro provas objetivas de 180 questões, sendo 45 questões em cada área do conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza, além da prova de redação.
Os gabaritos oficiais das provas objetivas serão divulgados no quarta-feira (19) na seção Provas e Gabaritos do portal do Inep. Já os resultados individuais do Enem 2021 serão divulgados no dia 11 de fevereiro, na Página do Participante.
Os candidatos só terão acesso à correção detalhada da redação, que é a única prova subjetiva do exame, 60 dias após a divulgação dos resultados. A correção é apenas para fins pedagógicos, não cabendo recurso ou contestação.
Máscara obrigatória
Os participantes devem estar atentos às regras de segurança para evitar a transmissão de covid-19. O uso de máscara facial cobrindo o nariz e a boca é obrigatório durante toda a realização das provas.
O participante pode levar um frasco de álcool líquido ou em gel. O produto será também disponibilizado em todas as salas. Também é permitido usar luvas transparentes ou semitransparentes durante a realização das provas. Todos esses equipamentos e itens de higiene próprios serão vistoriados. É recomendado, ainda, que cada participante leve sua própria garrafa de água para consumo.
Caso esteja com sintomas equivalentes à covid-19, a orientação é para que o inscrito não compareça ao local de provas.
Enem 2021
O Enem regular foi aplicado nos dias 21 e 28 de novembro de 2021, tanto no formato impresso quanto no digital. Ao todo, mais de 2,1 milhões de candidatos em todo o país fizeram as provas.
O exame seleciona estudantes para vagas do ensino superior públicas, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e serve de parâmetro para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados também podem ser usados para ingressar em instituições de ensino portuguesas que têm convênio com o Inep.