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A expectativa de isenção de Imposto de Renda e o pacote fiscal do governo Lula elevaram a moeda norte-americana

Cédulas de dólar
O dólar registrou uma alta de 22% em quase um ano | Foto: Barta IV/Pixabay

O dólar fechou a R$ 5,91 nesta quarta-feira, 27, e atingiu a maior cotação da história ao superar o recorde anterior, de maio de 2020, quando estava em R$ 5,90. O valor foi impulsionado pela expectativa de anúncio de isenção de Imposto de Renda (IR) de até R$ 5 mil, que deve ocorrer nesta quarta-feira, 27.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se pronunciar em rede nacional na noite desta quarta-feira para detalhar o pacote fiscal. A medida, embora beneficie muitos pagadores de impostos, preocupa o mercado, que esperava um conjunto mais robusto de contenção de despesas. Representantes do governo já confirmaram que a isenção do IR será parte do pacote.

Segundo a revista Isto É Dinheiro, além do impacto interno, fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos e a migração de investimentos para mercados seguros, influenciam a valorização do dólar. O Ibovespa, por sua vez, caiu 1,73% e fechou a 127 mil pontos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o pacote incluirá taxação de super-ricos e isenção de IR. Ele disse que a medida será “completamente diferente do que vinha sendo ventilado”.

“Estará tudo”, afirmou Marinho. “Supersalários, imposto para os super-ricos, vem tudo aí. Pacote completo.”

Aumento do dólar é reação do mercado

“O dia que deveria ser marcado pelo esperado pacote de contenção de despesas poderá contar também com um aumento considerável nos gastos do governo”, afirmou Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, à Isto É Dinheiro.

Lula já havia isentado rendas de até R$ 2.640, o que resultou em uma renúncia fiscal de R$ 36 bilhões anuais. A nova proposta pode aumentar esse impacto para até R$ 100 bilhões anuais, caso inclua faixas superiores de renda. Economistas alertam para a necessidade de medidas compensatórias para mitigar o efeito fiscal.

Desde o fim de 2023, quando o dólar fechou a R$ 4,85, a moeda norte-americana valorizou 22%.

Informações Revista Oeste


Ministro afirma que haverá aumento de imposto para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês

fernando haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Foto: | Foto: Diogo Zacarias/MF 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a isenção do imposto de renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O integrante do alto escalão realizou um pronunciamento oficial à nação na noite desta quarta-feira, 27. 

“Honrando os compromissos assumidos pelo presidente Lula, com a aprovação da reforma da renda, uma parte importante da classe média, que ganha até R$ 5 mil por mês, não pagará mais Imposto de Renda”, afirmou Haddad.

O ministro destacou que a nova medida não deve acarretar em “impacto fiscal” para o governo. “Isso será possível porque quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais”, declarou. 

“Você sabe: essa medida, combinada à histórica Reforma Tributária, fará com que grande parte do povo brasileiro não pague nem Imposto de Renda e nem imposto sobre produtos da cesta básica, inclusive a carne. Corrigindo grande parte da inaceitável injustiça tributária, que aprofundava a desigualdade social em nosso país”, afirmou.

Haddad também garantiu o abono salarial às “famílias que mais precisam”, assegurado a quem ganha até R$ 2.640. Afirmou que o valor será “corrigido pela inflação nos próximos anos e se tornará permanente quando corresponder a um salário mínimo e meio”.

“As medidas também combatem privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade”, disse. “Vamos corrigir excessos e garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional.”

Haddad fala em aprimoramento do orçamento

No seu pronunciamento à nação, o ministro da Fazenda também falou sobre o aprimoramento das “regras do orçamento” depois de consenso com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional.

“O montante global das emendas parlamentares crescerá abaixo do limite das regras fiscais”, afirmou. “Além disso, 50% das emendas das comissões do Congresso passarão a ser obrigatoriamente destinadas à saúde pública, reforçando o SUS.”

Fernando Haddad também falou em mudanças “justas e necessárias” nas aposentadorias de militares. “Vamos promover mais igualdade com a instituição de uma idade mínima para a reserva e a limitação da transferência de pensões, além de outros ajustes”, declarou.  

“Essas medidas gerarão uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e consolidam o compromisso deste governo com a sustentabilidade fiscal do país. Para garantir os resultados esperados, em caso de déficit primário, ficará proibida a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários.”

Informações Revista Oeste


Trump disse que vai impor uma tarifa de 25% sobre todos os produtos do México e Canadá, e uma tarifa adicional de 10% sobre produtos da China

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O dólar fechou a terça-feira (26) praticamente estável ante o real, com o mercado ainda à espera do pacote de medidas fiscais do governo Lula, enquanto no exterior a moeda norte-americana avançava ante boa parte das demais divisas de emergentes, em meio às promessas do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, de elevar tarifas de importação, de acordo com informações do portal InfoMoney.

Qual é a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,10%, cotado a 5,8096 reais. Em novembro a divisa acumula elevação de 0,49%.

Às 17h05 o dólar para dezembro — o mais líquido atualmente no Brasil — subia 0,09%, aos 5,8085 reais.

Dólar comercial

Compra: R$ 5,809

Venda: R$ 5,809

Dólar turismo

Compra: R$ 5,859

Venda: R$ 6,039

O que aconteceu com o dólar hoje?

A moeda norte-americana atingiu o pico do dia logo na abertura, na esteira das promessas de Trump de impor tarifas maiores sobre os produtos de alguns de seus principais parceiros comerciais.

Trump disse que em seu primeiro dia no cargo adotará uma tarifa de 25% sobre todos os produtos do México e do Canadá. Em relação à China, prometeu uma taxa adicional de 10% sobre os produtos.

Às 9h02, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de 5,8280 reais (+0,42%), acompanhando o avanço visto no exterior. Ainda na primeira meia hora de negócios, porém, a divisa registrou a mínima do dia, de 5,7808 reais (-0,39%), às 9h30. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana retornou para perto da estabilidade.

A expectativa de que o pacote fiscal a ser anunciado pelo governo possa de fato contribuir para o equilíbrio das contas públicas era um fator para a queda das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo nesta terça-feira, mas não conseguiu sustentar um dólar em baixa.

“Temos um pacote fiscal que parece que está vindo, um petróleo que chegou a subir e um minério de ferro subindo, com açúcar e café em alta”, citou Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research.

“Tudo isso seria (motivo para um) dólar mais depreciado (ante o real). Mas mesmo com o pacote fiscal vai ser um desafio controlar o dólar, porque ele está ganhando força globalmente”, ressaltou.

Operador ouvido pela Reuters pontuou que a expectativa pelo pacote fiscal — cuja divulgação vem se arrastando nas últimas semanas — também travava as cotações nesta terça-feira, deixando pouco espaço para altas ou quedas mais intensas.

No exterior, o dólar seguia no fim da tarde em alta firme ante moedas como o peso mexicano, o dólar australiano e o rand sul-africano. Porém, após o forte avanço do início do dia sob influência de Trump, o dólar cedia ante uma cesta de moedas fortes.

Às 17h20, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,32%, a 107,010.

No fim da manhã o Banco Central vendeu todos os 15.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados em leilão para rolagem do vencimento de 2 de janeiro de 2025.

Informações Bahia.ba


Segundo o ministro da Fazendo, data depende de conversa entre Lula, Pacheco e Lira

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após um mês de discussões dentro do governo, o pacote de corte de gastos está pronto para ser anunciado, disse nesta segunda-feira (25) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, a data exata depende de uma conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.

“[O anúncio do pacote] está dependendo agora de o Palácio do Planalto entrar em contato com o Senado e a Câmara. Tem que ver se os presidentes estão aí, estão disponíveis, mas enfim, nós já estamos preparados. Está tudo redigido já. A Casa Civil manda a remessa [da redação final dos textos] para mandar com certeza [ao Congresso] essa semana. Agora, o dia, a hora, vão depender mais do Congresso do que de nós”, disse Haddad ao sair do ministério.

Apesar de a previdência dos militares, ponto que entrará no pacote, ser definida por lei ordinária, o ministro ressaltou que o governo enviará uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei complementar ao Congresso. “A ideia é mandar o menor número de propostas possível”, justificou.

Embora não preveja o envio de projetos de lei, o pacote aproveitará textos em tramitação no Congresso. As mudanças no Vale Gás entrarão como substitutivo no projeto de lei que tramita no Congresso desde agosto. A limitação dos supersalários constará do projeto de lei complementar.

Em relação à PEC, Haddad disse que o governo pode pegar carona e incluir o pacote de corte de gastos na proposta que estende a Desvinculação das Receitas da União (DRU), mecanismo que desvincula até 30% dos gastos carimbados para qualquer finalidade. Isso porque a DRU perde validade no fim do ano e precisa ser aprovada ainda em 2024.

“A intenção é aprovar até o fim do ano pelo seguinte: há pelo menos uma PEC, mas talvez mais uma que deve ser votada esse ano. Por exemplo, a aprovação da DRU. Talvez nós aproveitemos essa PEC para, dependendo do julgamento dos congressistas, incluir, se concordarem, aquilo que foi matéria constitucional [do pacote de corte de gastos]”, acrescentou Haddad.

Haddad e o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniram com Lula pela manhã e à tarde no Palácio do Planalto. Segundo Haddad, os ministros responsáveis pelas pastas afetadas pelo pacote também estiveram presentes e concordaram com as medidas. Por volta das 16h, Haddad chegou ao ministério da Fazenda acompanhado de Galípolo, que deixou o prédio pela garagem após cerca de 40 minutos.

Informações Bahia.ba


Empresa anunciou boicote à carne bovina produzida pelo bloco

Carrefour atua tem lojas em dois países do Mercosul | Carrefour/Divulgação

Ao anunciar a paralisação das vendas da carne do Mercosul nas lojas francesas, o Carrefour corre o risco de ofender um mercado imprescindível seus acionistas. A companhia fatura cerca de R$ 400 milhões por dia no bloco, conforme mostram seus relatórios oficiais.

No Mercosul, o Carrefour atua basicamente em dois países: Brasil e Argentina, onde a empresa faturou € 18 bilhões (por volta de R$ 110 bilhões) com as operações de janeiro a setembro de 2024.

A cifra supera o desempenho da rede varejista no mesmo período em nações como Espanha (€ 8,5 bilhões), Bélgica (€ 3,5 bilhões) e Itália. O bloco abriga o mercado com o segundo maior faturamento da rede varejista no planeta — o Brasil, com € 15,5 bilhões de receita nos nove primeiros meses de 2024. O caixa brasileiro perde apenas para o francês (€ 31 bilhões), país-sede da companhia.

Além disso, a receita com as operações argentinas do grupo (€ 2,7 bilhões) superam as da Romênia (€ 2,3 bilhões) e da Polônia (€ 1,7 bilhões), colocando o país como o sexto maior mercado da companhia no mundo.

Mercosul e as marcas do Carrefour

No Mercosul, o Carrefour opera outras duas marcas, além das lojas com o mesmo nome. A lista inclui Atacadão e Sam’s Club, que atuam no mercado brasileiro.

A subsidiária do grupo no Brasil opera com capital aberto no mercado de ações. O controle acionário é da matriz francesa, que detém 67,4% das cotas. O segundo maior acionista é o Grupo Península (7,3%), controlado pelos herdeiros do empresário Abílio Diniz.

Informações Revista Oeste


Boletim Focus prevê Selic a 12,25% ao ano, ante estimativa de 12% na semana anterior

Banco Central suspeita de lavagem do Banco Luso Brasileiro e do PCC boletim focus
Os analista de mercado que participam do Boletim Focus também projetam inflação mais alta em 2025 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 25, pelo Banco Central prevê juros de 12,25% em 2025. É a segunda semana seguida de alta. Na semana passada, a projeção da Selic, taxa de juros anual, era de 12%, ante 11,25% há quatro semanas.

Para este ano, o mercado manteve a projeção da Selic em 11,75%, pela oitava semana seguida.

Inflação mais alta em 2025

Os analistas de mercado que participam do Boletim Focus também projetam inflação mais alta em 2025. A taxa deve ficar 4,34%, ante a projeção de 4,12% na semana anterior.

Para este ano, o mercado projeta inflação de 4,63%, levemente inferior à semana passada, de 4,64%, e nove semanas seguidas de projeção de alta.

Além de juros e da inflação, mercado também projeta alta do PIB e do dólar

Para o PIB e o dólar, a projeção é de alta em 2024 e em 2025.

Para o dólar, a projeção é de que feche este ano em R$ 5,70, ante a projeção de R$ 5,60 na semana anterior. Para o ano que vem, a projeção é de que a moeda norte-americana feche em R$ 5,55, ante R$ 5,50 na semana passada.

Dólar
Dólar deve fechar em R$ 5,70 neste ano, segundo analistas de mercado ouvidos no Boletim Focus | Foto: Reprodução/Freepik

Já o PIB deve crescer 3,17% neste ano, conforme a projeção, ante 3,1% há uma semana. No ano que vem, os analistas estimam o crescimento da economia em 1,95%, ante 1,94% na semana anterior.

Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços (inflação), atividade econômica, câmbio, taxa Selic (juros), entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.

Informações Revista Oeste


‘As boas notícias para a América Latina e os sinais positivos não vêm dos maiores países’, informou o gigante financeiro

Morgan Stanley elogia avanço econômico da Argentina em relatório de perspectivas para 2025
O presidente da Argentina, Javier Milei, e, à esquerda, seu ministro da Economia, Luís Caputo | Foto: Reprodução/Twitter/X

Morgan Stanley tem expectativas positivas para a Argentina em 2025. O banco norte-americano destaca os “progressos extraordinários” do país na direção de ajustes fiscais e esforços de desregulamentação, em contraste com os riscos fiscais do Brasil.

“As boas notícias para a América Latina e os sinais positivos não vêm dos maiores países”, diz o Morgan Stanley no mesmo relatório em que rebaixou a recomendação de investimento para o Brasil

O que o Morgan Stanley vê na Argentina

O banco sugere que a Argentina, por sua mudança econômica radical sob o mandato de Javier Milei, pode ser o “canário na mina” em termos de direção política para a região. 

Historicamente, os mineradores levavam um canário em uma gaiola para o trabalho, por ter pulmões mais sensíveis a gases tóxicos que os de um ser humano. Assim, se o canário parasse de cantar, era sinal de uma concentração perigosa de gases na mina. Ou seja, um sinal da necessidade de saída imediata do lugar.

Assim, na visão do Morgan Stanley, a Argentina pode ser o sinal de uma mudança mais ampla no continente. Com eleições no Chile, Colômbia, Peru e Brasil nos próximos dois anos, “nos perguntamos se a mudança radical da Argentina em direção à ortodoxia poderia abrir caminho para plataformas políticas semelhantes na região”.

Ainda é só o começo da recuperação da Argentina, diz o relatório do banco, que é o nono maior do mundo, segundo a classificação da consultoria GlobalData. Enquanto outros países da América Latina, como o Brasil, têm dificuldades para avançar com agendas de reformas estruturais, o país dos pampas “está tentando avançar de forma agressiva”. 

O mais importante para a retomada econômica argentina é a agenda de reformas, que sustenta o apoio dos eleitores locais. Apesar da recessão econômica que abateu o país recentemente, a gestão ortodoxa de Javier Milei pode se traduzir em aumentos significativos da entrada de capital no país. 

“Investimentos de longo prazo e gastos de capital em infraestrutura e projetos de maior duração são desafios cruciais para as narrativas de crescimento da região.”

Já o Brasil pode “piorar antes de melhorar”

O banco norte-americano diz que tanto a Argentina quanto o Brasil estão cada vez mais parecidas com o Texas, no sentido de exportarem alimentos e commodities energéticas para o mundo. A diferença é que, enquanto os hermanos põem a casa em ordem, as condições no Brasil “podem piorar antes de melhorar”.

Não basta o investimento no Brasil estar barato para o investidor estrangeiro, é preciso fazer sentido colocar dinheiro no país. E essa justificativa não está clara, considera o relatório, divulgado na última segunda-feira, 17. 

O Morgan Stanley reduziu a alocação de capital no Brasil e no México, devido a riscos políticos e dúvidas sobre o crescimento. Apesar de verem potencial de crescimento nos dois países, os analistas econômicos do banco consideram prematuro apostar em projeções positivas, enquanto não houver responsabilidade fiscal no Brasil e fortalecimento do arcabouço institucional no México. 

Para o Brasil, qualquer otimismo depende da troca do modelo de crescimento econômico, que atualmente se baseia em consumo e gasto público, para o modelo fundamentado em investimento e exportação. A mudança depende de juros mais baixos – que, por sua vez, dependem de responsabilidade fiscal, frisou o Morgan Stanley.

Já um cenário pessimista para o país requer apenas “a continuação do atual padrão de gastos e dominância fiscal”.

https://twitter.com/OPRArgentina/status/1858913293513224671?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1858913293513224671%7Ctwgr%5E3424fa5a6699ebfae24551d944e5937c2649ec34%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Feconomia%2Fmorgan-stanley-prefere-a-argentina-de-milei%2F

A relação dívida/PIB do Brasil está próxima de 90%, com um déficit fiscal em torno de 8% do PIB, e os juros reais variam de 11% a 14%. De acordo com o relatório, esses níveis limitam investimentos no país, que atualmente estão em 17% do PIB — abaixo de Argentina, México e Índia. 

Grande parte dos gastos públicos no Brasil são transferências sociais, juros e aposentadorias, enquanto os investimentos públicos são quase inexistentes. “O Brasil precisa de uma mudança estrutural em seu modelo econômico para que os mercados financeiros estabilizem.”

A redução de expectativas com a economia brasileira, no entanto, não é novidade para o Morgan Stanley. O banco rebaixou a recomendação das ações do país em novembro de 2022, ao alegar preocupações com a condução dos gastos públicos em um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Informações Revista Oeste


Medida faz parte de ações do Ministério da Fazenda, na tentativa de equilibrar as contas públicas e adequar-se ao arcabouço fiscal

Prédio do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, do governo brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Prédio do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, do governo brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Com o objetivo de reduzir o déficit fiscal, o governo brasileiro, por meio do Ministério da Defesa, firmou acordo com a equipe econômica para implementar cortes na previdência dos militares. 

Entre quatro medidas, o plano inclui a introdução de uma idade mínima de 55 anos para que militares das Forças Armadas possam se aposentar com remuneração — a chamada reserva remunerada.

Essa alteração será progressiva e terá uma regra de transição, uma vez que atualmente a aposentadoria baseia-se em 35 anos de serviço e não tem exigência de idade mínima. 

Entre as medidas acordadas, destaca-se o fim da chamada “morte fictícia”. Essa prática permitia que famílias de militares expulsos das Forças por crimes continuassem a receber pensões. Agora, essas famílias terão direito apenas ao auxílio-reclusão, conforme a Lei 8.112/90, que regula o benefício para servidores públicos federais.

Reformas do governo na previdência militar

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Impacto individual dos militares no déficit previdenciário é 17 vezes maior do que o dos aposentados do INSS | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Um levantamento do jornal O Estado de S. Paulomostrou que a Marinha e a Aeronáutica pagavam pensões a 493 familiares de militares considerados “mortos ficticiamente”. Alguns deles são condenados por crimes graves, como homicídio e abuso sexual. 

Outra medida do acordo é a restrição da transferência de pensões. Depois da concessão a beneficiários de primeira ordem, como cônjuges e filhos, não será mais permitida a transferência da pensão para parentes de segunda ou terceira ordem, como pais e irmãos dependentes.

Além disso, está prevista a fixação de uma contribuição de 3,5% da remuneração dos militares para o Fundo de Saúde, válida até janeiro de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de equilibrar as contas públicas, solicitou a inclusão do Ministério da Defesa no pacote de corte de gastos. A decisão gerou insatisfação entre os altos escalões das Forças Armadas.

Reações e contexto político

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente e general do Exército, expressou publicamente seu descontentamento com o governo, com uma crítica à medida. No Twitter/X, ele escreveu que o governo Lula quer atacar o Sistema de Proteção Social dos militares e apresentá-lo como o vilão da história.

https://twitter.com/GeneralMourao/status/1856330822405480476?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1856330822405480476%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=safari-reader%3A%2F%2Frevistaoeste.com%2Fpolitica%2Facordo-entre-governo-e-defesa-preve-corte-de-gastos-na-previdencia-militar%2F

Dados do TCU mostram que o impacto individual dos militares no déficit previdenciário é 17 vezes maior do que o dos aposentados do INSS. Em 2023, o déficit total da Previdência foi de R$ 428 bilhões, com os militares contribuindo com R$ 49,73 bilhões desse montante.

Informações Revista Oeste


Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do sorteio 2.797, que ocorreu neste sábado, 16

Sorteio da Mega-Sena pode pagar R$ 200 milhões neste sábado, 9 | Foto: Reprodução/Twitter/X
Próximo sorteio da Mega-Sena será na quarta-feira 20 | Foto: Reprodução/Twitter/X 

Ninguém cravou as seis dezenas do sorteio 2.797 da Mega-Sena, que ocorreu neste sábado, 16. A Caixa Econômica Federal anunciou o resultado.

De acordo com a divisão de loterias do banco público, 37 apostas fizeram a quina. Dessa forma, cada uma receberá R$ 71,3 mil.

Em relação à quadra, o número de ganhadores sobe para mais de 3,8 mil. Nessa parte, cada apostador receberá R$ 973.

As dezenas sorteadas neste sábado foram: 0103152545 e 52. Como de costume, o sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, na Avenida Paulista, São Paulo. O evento contou com transmissão ao vivo pelo YouTube da Caixa Econômica Federal.

Sem nenhum ganhador para as seis dezenas, o prêmio da Mega-Sena acumulou mais uma vez. Conforme projeções do próprio banco responsável pela loteria, a estimativa é a de que o valor suba para R$ 14,5 milhões no próximo sorteio, que ocorrerá na quarta-feira 20.

“Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação”, informa a Caixa. “Não deixe de conferir o seu bilhete de aposta. Os prêmios prescrevem 90 dias depois da data do sorteio. Depois desse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.​​​​​​​​”

Divisão das premiações da Mega-Sena

Em seu site, a Caixa Econômica Federal explica como se dá a divisão da premiação da Mega-Sena:

“O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:

35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);

19% entre os acertadores de 5 números (Quina);

19% entre os acertadores de 4 números (Quadra);

22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.

5% ficam acumulados para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).”

O custo do jogo simples da Mega-Sena — aquele em que o apostador só marca seis dezenas — é de R$ 5. A probabilidade de acerto, no entanto, é de um em mais de 50 milhões.

Informações Revista Oeste


Gastos públicos federais cresceram R$ 7,2 bilhões até setembro, mostram números do Tesouro Nacional

Lula
Lula, durante lançamento do programa Acredita, que concede crédito e renegocia dívidas- 18/10/2024 | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O rombo nas contas públicas no governo Lula pode ser avaliado pelos dados das despesas e arrecadação do governo entre janeiro e setembro. Nesse período, as despesas federais, excluindo os pagamentos de juros, aumentaram R$ 101,4 bilhões. Já a receita líquida cresceu R$ 94,2 bilhões nesse mesmo intervalo.

Os dados do Tesouro Nacional, compilados pelo Poder360, mostram que apesar do crescimento na arrecadação, os gastos superaram os ganhos, resultando em um déficit primário significativo.

A receita líquida do governo, que exclui transferências para Estados e municípios e é crucial para calcular o resultado primário, atingiu um recorde de R$ 1,57 trilhão. Este valor representa um aumento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, os gastos do governo cresceram 6,5%, superando o aumento das receitas.

gastos governo Lula
Gastos públicos | Foto: Reprodução/Poder360

Rombo em ascensão no governo Lula

O déficit primário registrado foi de R$ 105,2 bilhões, um aumento em relação ao déficit de R$ 97,73 bilhões observado no mesmo período do ano anterior. O aumento do rombo equivale a um crescimento real de 7,4%. 

Esse incremento no déficit só não foi maior devido ao recorde de arrecadação da Receita Federal, que também atingiu seu ponto mais alto desde o início da série histórica em 1995.

Lula gastos
Lula e Haddad têm se reunido para discutir possível plano de gastos, mas divulgação da proposta tem sido adiada | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Os gastos com benefícios previdenciários foram um dos principais responsáveis pelo aumento das despesas, somando R$ 24,5 bilhões, o que corresponde a 24,2% do aumento total dos gastos. 

Além disso, itens como o Fundeb, o seguro-desemprego e o abono salarial registraram crescimento de R$ 22,4 bilhões em comparação a 2023, tornando-se possíveis alvos de cortes no pacote de medidas que o governo estuda implementar.

Medidas para controlar despesas

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), mencionou que as medidas destinadas a conter o crescimento das despesas públicas deveriam ter sido anunciadas na última semana, mas houve um atraso. Ele afirma que essas ações são essenciais para garantir a sustentabilidade do novo marco fiscal, que substituiu o teto de gastos em 2023.

O PT, partido de Lula e de Haddad, e outras siglas de esquerda pressionam para que não haja cortes. As legendas lançaram, inclusive, um manifesto contra a redução de gastos

As previsões de mercado indicam que o governo pode não conseguir cumprir as metas fiscais estabelecidas para os anos de 2024 até 2027, aumentando a pressão por ajustes. A equipe econômica do governo está analisando revisões em áreas de gastos obrigatórios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Fundeb, o seguro-desemprego e o abono salarial. Tais revisões são vistas como necessárias para controlar o déficit e garantir a saúde fiscal do país nos próximos anos.

Informações Revista Oeste

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