Cidades conjugam inovação tecnológica, ambiente de negócios, planejamento urbano e a influência das estatais e do serviço público
Maior e mais rica cidade do Brasil, São Paulo lidera pela diversidade de negócios e oportunidades de crescimento | Foto: Reprodução/Twitter/X
O cenário econômico do Brasil se destaca pela presença de algumas metrópoles cuja contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) é significativa. Estas cidades não só impulsionam a economia, mas também se destacam em inovação e infraestrutura. Suas funções e características refletem o grau de desenvolvimento nacional.
No contexto das cidades mais ricas do Brasil, há várias que desempenham papéis centrais em diversos setores, desde o comércio e a indústria até as áreas de serviços e tecnologia. Nesse sentido, cinco metrópoles apresentam grande relevância por sua prosperidade e importância econômica.
Metrópoles que respiram negócios
São Paulo é a cidade líder na economia brasileira, com um PIB de R$ 1,3 trilhão em 2022. O município é um centro diversificado que abrange finanças, tecnologia, comércio e serviços, além de ser sede principalmente de diversas multinacionais. Desse modo, sua infraestrutura avançada e mercado de trabalho dinâmico criam um ambiente ideal para o crescimento de negócios.
O Rio de Janeiro, com um PIB de R$ 415 bilhões em 2022, desempenha um papel chave nos setores de petróleo e gás, além de ser, da mesma forma, um atraente destino turístico. A cidade combina beleza natural com uma riqueza cultural vibrante, consolidando sua posição como um importante polo econômico.
A principal fonte de Brasília localiza-se na administração pública, contribuindo com um PIB de R$ 272 bilhões em 2022. Como capital federal, Brasília concentra muitas instituições governamentais e serviços públicos, funcionando como um núcleo central das operações estatais. Seu mercado imobiliário crescente eleva o padrão de vida local, atraindo diversas empresas ligadas aos serviços públicos.
Com um PIB de R$ 104 bilhões em 2022, Belo Horizonte sobressai em mineração e em uma economia diversificada que inclui comércio e serviços. A cidade representa um ambiente de negócios que respalda a industrialização e o setor terciário.
Curitiba e o eixo da indústria automotiva
Curitiba, com seu PIB de R$ 83 bilhões em 2022, é conhecida por suas soluções urbanas inovadoras e compromisso com a sustentabilidade. A cidade é um eixo importante na indústria automotiva e em novas tecnologias, com um sistema de transporte público exemplar.
A alta qualidade de vida, aliada a políticas ambientais responsáveis e um mercado tecnológico pujante, posiciona a capital paranaense como líder em práticas urbanas inovadoras, tanto nacional quanto internacionalmente.
Apostas podem ser feitas até às 19h no horário de Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal (CEF) realiza nesta terça-feira (4), a partir das 20h no horário de Brasília, o concurso 2.824 da Mega-Sena. O prêmio está acumulado e é estimado em R$ 15 milhões. O sorteio será transmitido ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e na página das Loterias Caixa no Facebook.
As apostas podem ser realizadas até as 19h, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, espalhadas por todo o país, ou por meio da internet. O valor do jogo simples, com seis números marcados, é de R$ 5.
O preço mais baixo registrado na semana foi de R$ 3,39 o litro, em São Paulo
O Brasil é o segundo maior produtor de etanol no planeta | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Os preços médios do etanol hidratado aumentaram em 20 Estados, diminuíram em quatro e no Distrito Federal (DF) e permaneceram estáveis em dois. Referentes à semana passada, os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas.
Nos postos pesquisados pela ANP em todo o Brasil, o preço médio do etanol teve um acréscimo de 1,18% em relação à semana anterior, de R$ 4,04 para R$ 4,29 o litro.
Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, além de ser o que concentra o maior número de postos avaliados, o preço médio subiu 1,24% no período. Passou de R$ 4,04 para R$ 4,09 o litro.
A maior queda porcentual foi registrada na Bahia, com uma redução de 2,97% no litro, cujo preço caiu para R$ 4,58. Em contrapartida, o Rio Grande do Norte registrou o maior aumento semanal, de 15,96%, com alta de R$ 5,16 no preço do litro.
O preço mais baixo do etanol registrado na semana foi de R$ 3,39 o litro, em São Paulo, enquanto o mais alto foi de R$ 6,16, em Santa Catarina. O preço médio mais baixo entre os Estados foi de R$ 4,01, em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior preço médio foi registrado no Amapá, com R$ 5,36 o litro.
Etanol segue mais vantajoso em relação à gasolina em 4 Estados e no DF
Em relação à competitividade do etanol ante a gasolina, ele se mostrou mais vantajoso em quatro Estados e no Distrito Federal. Na média geral dos postos pesquisados, o etanol representou 69,19% do preço da gasolina, o que favorece o biocombustível, conforme o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas.
Especialistas explicam que a vantagem do etanol ocorre quando seu preço é até 70% do valor da gasolina | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Executivos do setor observam que, mesmo com uma paridade superior a 70%, o etanol pode continuar competitivo, a depender do tipo de veículo em que é utilizado.
Os Estados em que o etanol foi mais competitivo em relação à gasolina foram: Acre (69,72%), Mato Grosso (66,51%), Mato Grosso do Sul (66,83%) e São Paulo (67,72%), além do Distrito Federal (68,75%).
Indicadores da economia foram divulgados nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central
O Boletim Focus traz as projeções dos principais indicadores econômicos e é divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Analistas de mercado que participam do Boletim Focus projetaram nova alta da inflação para 2024: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar em 5,5%, conforme o relatório divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central.
O índice reflete uma alta em relação à semana anterior, de 5,08%. É 15ª semana consecutiva de alta. Os analistas também projetam alta da inflação para 2026. A taxa será de 4,22%, ante 4,1% da semana anterior.
A projeção para a taxa de juros manteve-se nesta semana no mesmo patamar de sete dias atrás, em 15%. É a terceira semana seguida que o mercado projeta esse índice.
Para 2026, porém, os analistas estimam uma alta dos juros. A projeção desta semana é de 12,5%, ante 12,25% na semana anterior.
Além da inflação e juros: veja projeções do PIB e do câmbio
O Boletim Focus também apresenta a projeção para o crescimento da economia e cotação do dólar.
No primeiro caso, os analistas projetaram o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,06%, ante 2,04% na semana passada. Já para 2026, a projeção é de queda. O PIB crescerá 1,72%, ante a projeção de 1,77% na semana passada.
Para o câmbio, os analistas estimam que o dólar vai fechar em R$ 6 neste ano e no próximo, mesmos números da semana passada.
Os analistas que participam do Focus estimam que o dólar vai fechar em R$ 6 neste ano e no próximo, mesmos números da semana passada. | Foto: Reprodução/Freepik
Divulgado toda segunda-feira, o Boletim Focus resume as estatísticas calculadas considerando as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação.
O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. As projeções são do mercado, não do BC.
Em 2024, os preços dos medicamentos no Brasil experimentaram um aumento significativo, com alguns produtos registrando alta de até 360%. Esse aumento acentuado foi verificado em um levantamento realizado pela CliqueFarma/Afya e destacado por veículos de comunicação como o Poder360. Os fármacos rivaroxabana, prednisolona e tadalafila foram os que tiveram os maiores reajustes, influenciados por fatores econômicos e logísticos.
O rivaroxabana, utilizado principalmente no tratamento e prevenção de tromboses, liderou a lista com um aumento de 359%. Em seguida, a prednisolona, um corticosteroide usado para inflamações e doenças autoimunes, apresentou uma alta de 340%. Por fim, a tadalafila, empregada para tratar disfunções eréteis, teve seu preço aumentado em 328%. Esses reajustes chamam a atenção por superarem em muito o índice autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que foi de até 4,5% em 2024.
Fatores que contribuíram para o aumento dos preços
Os aumentos expressivos nos preços dos medicamentos se devem a uma combinação de fatores econômicos e de mercado. Inflacionária e flutuações cambiais, por exemplo, tiveram um impacto direto nos custos de produção e importação. Adicionalmente, problemas na cadeia de suprimentos e um aumento nos custos dos insumos também contribuíram para esse cenário. A baixa concorrência em determinadas categorias de medicamentos pode ter acentuado essa tendência.
Os medicamentos mencionados são frequentemente utilizados no tratamento de condições críticas, o que os torna especialmente vulneráveis a variações de preço. Essa realidade reflete uma lacuna entre os valores de mercado e os parâmetros regulatórios estabelecidos pela CMED, significando que os fatores externos às vezes têm mais influência no mercado do que as regulações governamentais.
Acesso a medicamentos e o papel do SUS
A questão dos preços altos dos medicamentos é frustrante para muitos brasileiros, especialmente quando se considera o acesso pela rede pública de saúde. Um caso em destaque é o da insulina análoga de longa ação, que foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2019. Originalmente, esperava-se que o medicamento estivesse disponível em até 180 dias, mas mais de 2 mil dias depois, muitos pacientes ainda relatam dificuldades para obter o medicamento através do SUS.
O problema parece abrangente. De acordo com uma análise da Folha de S. Paulo, a dificuldade de acesso não se limita à insulina, mas se estende a 76 outros itens aprovados para o SUS, incluindo medicamentos para o câncer, hepatites, e doenças ginecológicas, além de exames e implantes.
Como o controle de preços afeta a disponibilidade?
Controlar os preços dos medicamentos é uma tarefa complexa que envolve equilibrar interesses diversos. Enquanto os reguladores procuram limitar os custos para os consumidores, as empresas farmacêuticas e o mercado enfrentam múltiplos desafios para adequar seus preços. Incapacidade de conciliar esses interesses pode resultar em escassez ou inacessibilidade a medicamentos essenciais.
Os reajustes nos preços feitos pela CMED levam em conta a inflação, produtividade industrial, variações cambiais e tarifas de energia elétrica. Mesmo com essas metodologias em vigor desde 2005, a realidade econômica atual demonstrou que os aumentos de preços autorizados são frequentemente ultrapassados devido a pressões externas.
As repercussões dos aumentos de preços e as dificuldades de acesso a medicamentos são alarmantes e revelam as vulnerabilidades do sistema de saúde. Desafios econômicos, aliadas a questões logísticas, exigem uma abordagem integrada e eficiente para assegurar que a população tenha acesso a medicamentos essenciais quando necessário, sem comprometer o orçamento do sistema de saúde ou o bolso dos pacientes.
Businessman analyzes inflation for business planning in an inflationary economy, and inflation control, US dollar inflation, causes, effects, and management strategies for a stable economy
Declaração foi de Rui Costa após reunião de ministros com o presidente Lula sobre medidas para combater o preço dos alimentos
Em meio a discussões no governo sobre medidas para baratear o preço dos alimentos, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, sugeriu “mudar a fruta” que o consumidor vai adquirir para lidar, por exemplo, com a inflação da laranja.
Ao falar com jornalistas após reunião com Lula, Rui Costa citou o exemplo da laranja para falar sobre alimentos que estão caros tanto no mercado externo, quanto interno. E ofereceu uma “solução”: “O preço internacional está tão caro quanto aqui. O que se pode fazer? Mudar a fruta que a gente vai consumir. Em vez da laranja, outra fruta. Não adianta baixar a alíquota, porque não tem produto lá fora para colocar aqui dentro”, disse o ministro.
O que está acontecendo:
O governo Lula está buscando formas de combater a inflação dos alimentos e o presidente reuniu alguns ministros nesta sexta-feira (24/1) para discutir medidas capazes de reduzir os preços.
O preço dos alimentos puxou a alta na inflação de 2024, que fechou o ano em 4,83% – acima do limite da meta.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, descartou o que chamou de “medidas heterodoxicas”para conter o problema e disse que o governo acredita que a “supersafra” de produtos agrícolas após um ano de clima prejudicial (2024) vai ajudar a reduzir os preços
para o consumidor.
A redução da alíquota de importação de alimentos que estejam mais baratos no mercado internacional também é uma ação planejada.
Veja a declaração de Rui Costa:
Alternativas
Segundo o ministro da Casa Civil, entre as ações analisadas pelo governo estão mudanças no percentual cobrado em operações do vale-alimentação e vale-refeição, para aumentar o poder de compra do trabalhador. O Ministério da Fazenda apresentará um estudo, nos próximos dias, sobre o tema.
O governo descartou medidas como congelamento de preços, criação de um “supermercado estatal” ou alterar regras sobre data de validade dos alimentos.
“Não terá subsídio, não terá supermercado estatal, não terá comercialização alimentos com prazos vencidos, não terá ‘fiscal do Lula’, nenhuma dessas medidas heterodoxas”, assegurou o ministro da Casa Civil.
A estimativa inicial era de queda de 0,03% nos preços na base mensal e uma alta de 4,36% em 12 meses
Foto: Fernando Vivas/GOVBA
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), subiu 0,11% em janeiro, considerado a prévia da inflação oficial, sobre alta de 0,34% no mês anterior, é o que apontam dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (24). A estimativa inicial era de queda de 0,03% nos preços na base mensal e uma alta de 4,36% em 12 meses.
Segundo matéria do InfoMoney, o resultado foi influenciado principalmente pelo grupo de Alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,06%, impactando em 0,23 ponto percentual (p.p) no índice geral, e Transportes (1,01% e 0,21 p.p.). Por outro lado, a única taxa negativa veio do grupo Habitação (-3,43% e -0,52 p.p), resultado que ajudou a conter o índice no mês.
No contexto da alta de preços em Alimentação e bebidas (1,06%), a alimentação no domicílio registrou variação de 1,10% em janeiro, influenciada por aumentos do tomate (17,12%) e do café moído (7,07%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-14,16%) e o leite longa vida (-2,81%).
Já a alimentação fora do domicílio desacelerou de 1,23% em dezembro para 0,93% em janeiro. Tanto o lanche (0,98%) quanto a refeição (0,96%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (1,26% e 1,34%, respectivamente).
No caso do segundo maior contribuinte para o resultado do índice, Transportes (1,01%), a origem vem da alta nas passagens aéreas, que subiram 10,25% e registraram o maior impacto individual do mês: 0,08 p.p. Em combustíveis (0,67%), houve aumentos nos preços do etanol (1,56%), do óleo diesel (1,10%), do gás veicular (1,04%) e da gasolina (0,53%).
Ainda em Transportes, o subitem ônibus urbano apresentou variação de 0,46%. Em Curitiba (-2,17%), a partir de 05 de janeiro, a tarifa modal aos domingos passou a custar metade do valor e, em Fortaleza (-0,45%) houve a adoção da tarifa social no dia 31/12/2024.
Contribuiu também para o resultado, os reajustes nas tarifas de onibus urbanos aprovados em Belo Horizonte (4,00%), devido ao reajuste de 9,52% a partir de 1º de janeiro; Rio de Janeiro (2,79%), com reajuste de 9,30% a partir de 5 de janeiro; Salvador (2,48%), com o reajuste de 7,69% a partir de 4 de janeiro; Recife (1,46%), com o reajuste de 4,87% a partir de 5 de janeiro; e São Paulo (-4,24%), com o reajuste de 13,64% a partir de 6 de janeiro.
Houve ainda aumento nos preços do serviço de táxi (3,08%) no Rio de Janeiro, em decorrência do reajuste de 7,83% a partir de 02/01. Em São Paulo, foram registrados aumentos de 1,00% no trem e no metrô, em razão do reajuste de 4,00% nas passagens a partir de 06 de janeiro.
A variação de -1,78% na integração transporte público em São Paulo é reflexo da combinação dos reajustes citados e de gratuidades concedidas a toda população nos dias dos feriados de Natal (25/12) e Ano Novo (01/01).
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 registrou alta de 4,50%, resultado abaixo dos 4,71% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2024, o IPCA-15 foi de 0,31%.
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa a junção das duas companhias aéreas
Foto: Vosmar Rosa/MPOR
O governo federal acredita que não haverá aumento no preço das passagens aéreas, caso a fusão entre Azul e Gol seja confirmada. O caso está sendo analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Nesta terça-feira (21), em Foz do Iguaçu, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confia no fortalecimento da aviação regional.
“Eu tenho muita confiança que não haverá aumento de passagem. Pelo contrário, a gente vai ter o fortalecimento da aviação regional, a gente vai ter economicidade em muitos voos. Por exemplo, às vezes, você tem um voo para a mesma cidade, por exemplo, saindo aqui de Foz do Iguaçu para Curitiba, você tem um voo da Gol e tem um voo da Azul. Às vezes, esse voo, os dois aviões têm capacidade, por exemplo, de mais de 150 passageiros, mas só que um voo sai com 80 da Azul e o voo da Gol sai com 80. Então, em um único voo, a gente poderia levar a população e sobrar uma aeronave para outros destinos do Brasil”, afirmou durante a entrega das obras de modernização do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.
Segundo o ministro, a prioridade do governo é fortalecer as companhias aéreas.
“Teria muito mais o efeito perverso e danoso para o Brasil se essas empresas viessem a quebrar, já que representam de 63% a 64% do mercado. Então, a prioridade nossa, desde o primeiro momento, foi dialogar com as companhias aéreas, criar uma agenda de crédito que nunca houve. Criamos no valor de R$ 4 bilhões. A expectativa agora é amanhã iniciar o diálogo, no primeiro momento com o presidente da Gol. E, na próxima semana, devemos nos reunir com o presidente da Azul para discutir o que eles estão imaginando em relação a essa possível fusão, no intuito, sobretudo, de fortalecer a aviação”, explicou.
No último dia 15 o grupo Abra, que controla a Gol e Avianca, e a Azul deram o primeiro passo no processo de negociação da fusão ao assinarem um memorando de entendimento. Caso o acordo seja concretizado após aprovação do Cade, as duas companhias deverão manter suas marcas e certificados operacionais de forma independente. Em janeiro do ano passado, a Gol entrou com pedido de reestruturação nos Estados Unidos, processo semelhante ao de recuperação judicial que acontece no Brasil. Na época, as dívidas da companhia eram estimadas em R$ 20 bilhões.
Para o México, a previsão é de 10%; se confirmadas, as tarifas podem desvalorizar as moedas de ambos os países e impactar o crescimento econômico
Lula e Donald Trump | Foto: Foto: Divulgação
O diretor da Moody’s Analytics, Alfredo Coutiño, declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve implementar tarifas sobre bens importados do México e do Brasil ainda neste ano. Ele afirmou que os produtos mexicanos enfrentariam uma taxa de 10%. Os bens brasileiros estariam sujeitos a 5%.
Em resposta, é esperado que os dois países adotem medidas semelhantes. O México aplicaria uma tarifa de 10% sobre bens norte-americanos. O Brasil faria o mesmo com uma taxa de 5%. Essa previsão foi compartilhada em um evento on-line. O evento foi organizado pela subsidiária da Moody’s, uma das principais agências de classificação de risco do mundo.
O Bradesco, por sua vez, analisou o impacto de tarifas de 10% e 25% sobre produtos brasileiros. Embora a tarifa para o Brasil não esteja confirmada, Trump revelou que considera a possibilidade de impor uma taxa de 25% para o México e o Canadá. Essa decisão deve ser anunciada em breve. Existe a possibilidade de ela vigorar em 1º de fevereiro.
Alfredo Coutiño explicou que, caso essas tarifas sejam efetivadas, elas poderão pressionar as moedas de México e Brasil. O crescimento econômico dos dois países será reduzido. No Brasil, a economia deve crescer apenas 2% em 2025. Essa situação será influenciada pelas tarifas norte-americanas e pela desaceleração chinesa, que também enfrenta pressões comerciais dos EUA. Para o México, o crescimento pode cair de 1,5% em 2024 para 0,6% no ano seguinte.
Presidente do México afirmou que vai evitar confrontos com Trump
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que vai evitar confrontos com Trump. Ela também defenderá a soberania econômica e política do país. Sheinbaum garantiu que mexicanos deportados receberão apoio integral. O governo oferecerá transporte para suas cidades de origem e acesso a programas sociais.
O Bradesco também analisou o impacto das tarifas sobre o Brasil. Uma taxa de 10% poderia reduzir a balança comercial em US$ 2 bilhões. Isso causaria uma desvalorização cambial de 4%. Com tarifas de 25%, as perdas chegariam a US$ 5,5 bilhões. Além disso, um eventual acordo comercial entre EUA e China representaria outro risco. A China priorizaria importações de commodities norte-americanas. Isso prejudicaria o Brasil, especialmente nas exportações de soja. As perdas seriam estimadas em US$ 3,5 bilhões.
O Brasil exporta cerca de US$ 40 bilhões para os EUA. Entre os produtos exportados, destacam-se aço, petróleo, aeronaves e carnes. O Bradesco observou que a maior parte dessas exportações não enfrenta tarifas. A exceção é o petróleo, taxado em 5% a 6%.
Parlamentares afirmam que pressão popular nas redes sociais ‘evitou mais um ato perverso’ da gestão petista
O governo Lula revogou a norma nesta quarta-feira, 15 | Foto: | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Parlamentares de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram a revogação da norma instrutiva da Receita Federal. A medida permitia o monitoramento de transações via Pix acima de R$ 5 mil no país.
A deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP), vice-líder da oposição em 2025, afirmou que a revogação do monitoramento do Pix ocorreu mediante a “força do povo”.
“Os brasileiros se uniram, independente do viés ideológico, e demonstraram sua indignação com a medida”, afirmou. “Seguiremos atentos e combativos contra as maldades desse governo.”
Na mesma linha, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) declarou que “Lula e sua turma sentiram a força do povo brasileiro”. “O seu desgoverno vem causando um prejuízo alto para à população, mas conseguimos evitar mais um ato perverso”, acrescentou.
Sanderson (PL-RS) também comemorou a revogação da norma. “A mobilização dos brasileiros em levar a verdade e a informação para todos os cantos do país, além de explicar na prática as consequências negativas para os mais pobres e mais humildes, foi fundamental”, destacou.
Pelas redes sociais, Marcel van Hattem analisou que o governo Lula “só voltou atrás do monitoramento do Pix por ter sido exposto nas redes sociais”.
“Não fosse o Insta, Face, X, Whats, teríamos que engolir a Globo com seus ‘entenda por que isso é bom’. Deu pra entender por que querem tanto censurar a informação na internet?”, refletiu o parlamentar.
Receita revoga monitoramento do Pix
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou a revogação da norma nesta quarta-feira, 15. Ele argumentou que a decisão ocorreu porque o conteúdo se tornou “infelizmente e tristemente, uma arma na mão desses criminosos e inescrupulosos”.
“Infelizmente, essas pessoas sem escrúpulos, sem escrúpulo nenhum, com vista a um ganho político, prejudicaram as pessoas mais humildes do país, inclusive abrir margem para crimes serem cometidos em cima dessa mentira”, disse. “Por conta dessa continuidade do dano, dessa manipulação desse ato da Receita, eu decidi revogar esse ato num primeiro momento, e essa revogação se dá por dois motivos.”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu responsabilizar os políticos “inescrupulosos” pela decisão do governo Lula. O integrante do alto escalão disse que foram feitos discursos com supostas “fake news” sobre o assunto.
Haddad declarou que “esses inescrupulosos, inclusive senador da República e deputado federal, agiram contra o Estado brasileiro”. “Essas pessoas vão ter que responder pelo que fizeram”, afirmou.
Ainda segundo Haddad, a suspensão da norma da Receita Federal também ocorreu para “não dar força aos mentirosos, que podem fazer conturbar a aprovação da Medida Provisória” no Congresso.
“Essa instrução normativa sai de cena para que os deputados possam se debruçar sobre o que é relevante, que é a proteção do sigilo e da gratuidade do uso do piso”, declarou. “É só a ampliação, o reforço daquilo que já está na legislação, tornando mais claro que esses princípios estão resguardados pela Medida Provisória.”