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Segundo ele, apesar de buscar a redução de gastos e o aumento das receitas, a forma como a cartilha foi apresentada não se mostrou adequada

Pacote fiscal governo Lula Haddad gastos públicos
Um dos fatores que influenciam a alta do dólar é a fuga de investidores | Foto: Reprodução/Unplash

O pacote de ajuste fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na última quarta-feira, 27, ainda tem causado repercussões no mercado. O dólar prossegue em tendência de alta, ainda fechando acima de R$ 6 na quarta-feira 4.

O índice Ibovespa terminou o dia estável, mas com uma leve queda de 0,04%. Para o economista Leonardo Piovesan, pós-graduado em mercado financeiro, o governo teve falhas na maneira com que planejou e divulgou os cortes orçamentários.

“O pacote fiscal é bom do ponto de vista de segurança fiscal, pretende aumentar o ajuste e reduzir gastos principalmente via corte e aumento das receitas”, afirma a Oeste o economista, que atua em uma financeira da rede do Banco Santander.

“O problema é que a forma com que o governo está realizando isso não é a mais adequada. Mais do que o fator econômico, a forma é mais importante, como o governo vai juntar tudo isso. Sendo bem direto, a cartilha se mostrou mais uma politicagem do que um programa econômico de fato a ser aplicado.”

As medidas, segundo o governo, devem economizar cerca de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Foi anunciada também a reforma no Imposto de Renda para viabilizar o aumento da faixa de isenção, a partir de 2026, para quem ganha até R$ 5 mil. De todas as medidas apresentadas, três já estão em análise na Câmara dos Deputados.

A primeira prevê a limitação do ganho real do salário mínimo aos limites do arcabouço fiscal (PL 4.614/24). Isso levaria o salário mínimo a um esperado ganho real entre 0,6% e 2,5%, com base na inflação mais a variação do PIB.

“O pacote também precisa passar pelo Congresso e vai ser mais um tempo de desgaste político para passar da maneira que o governo quer e precisa”, afirmou Piovesan, que espera um período ainda turbulento no mercado.

Ele espera que, nesse cenário, o Banco Central (BC) ainda mantenha uma taxa de juros elevada, nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Para o especialista, a taxa atual é mantida em patamares elevados para combater efeitos externos à economia brasileira.

“Fenômenos globais externos estão influenciando, por isso dizemos que a inflação é mais de custo do que de demanda”, ressalta ele.

Falta de confiança interna

No entanto, fatores internos também influenciam. Um deles é a liquidez da economia, um fator positivo que, no entanto, pode se tornar um agente inflacionário caso a produção não acompanhe a demanda. Isso, de certa maneira, está ocorrendo neste momento.

“A liquidez ajuda a dar um aperto na demanda dos produtos e causa um impacto na inflação, a economia está com números bons, mas a taxa de inflação está sendo pressionada”, afirma Piovesan.

Um dos pontos que têm afetado é a fuga, neste momento, de investidores dos países em desenvolvimento, em função de uma tendência de alta de juros nos países desenvolvidos. Com juros mais altos, ativos desses países se tornam mais interessantes.

“Esse pacote fiscal ajuda, mas não é suficiente, principalmente em relação às diretrizes do BC. Precisamos da melhora de fatores externos para influenciar os números positivamente, e o governo precisa fazer um trabalho melhor de confiança interna, tanto dos agentes econômicos quanto financeiros.”

Informações Revista Oeste


Moeda norte-americana se valoriza diante do real em meio ao anúncio do pacote de gastos anunciado pelo governo federal

Notas dólar
Dólar começa a semana como encerrou na semana passada: em alta | Foto: Jannoon028/Freepik 

O dólar subiu de novo. Nesta segunda-feira, 2, a moeda norte-americana bateu recorde pela quarta vez consecutiva e encerrou o dia cotado a R$ 6,06.

A moeda começou a se valorizar frente ao real diante do pacote de cortes de gastos do governo federal.

Na quarta-feira 27, o mercado aguardava de forma apreensiva o pacote a ser anunciado naquela noite pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Assim, fechou a data com cotação de R$ 5,93 — crescimento de 2,21% em relação aos R$ 5,80 do dia anterior.

Para o mercado, o temor da véspera fez sentido. O anúncio feito por Haddad decepcionou. Sem dar detalhes, em vez de enfatizar cortes de gastos por parte do Estado, ele prometeu ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda, além de levar adiante a ideia de taxar os chamados “super-ricos”.

Assim, o dólar emendou o segundo recorde seguido frente ao real. Na quinta-feira 28, encerrou o dia sendo comercializado a R$ 5,98.

A semana chegou ao fim com nova alta da moeda norte-americana. A saber, a cotação na sexta-feira 29 ficou em R$ 6,02. Com o dólar acima dos R$ 6 pela primeira vez na história, opositores criticaram a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, internautas aproveitaram o momento para inundar as redes sociais de memes.

Durante o governo Bolsonaro, o PT de Lula criticou a alta do dólar | Foto: Reprodução/Redes sociais
Nota de uma fictícia cédula de R$ 6, com o rosto do presidente Lula. Alta do dólar virou piada nas redes | Foto: Reprodução/Redes sociais

Dólar em alta. Ibovespa em baixa

O mercado de ações também tem recepcionado de forma negativa o pacote de cortes de gastos anunciado por Haddad. Nesta segunda-feira, por exemplo, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, ficou em baixa. Fechou o dia com 125.235,54 pontos — recuo de 0,34% na comparação com o fechamento da última sexta-feira.

Informações Revista Oeste


Dólar
Dólar Imagem: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Pela primeira vez na história, o dólar comercialfechou a R$ 6,001, uma alta de 0,19% na semana passada, após ter chegado ao pico de R$ 6,11. O turismo teve valorização de 0,31%, para R$ 6,242. A alta foi resposta ao anúncio das mudanças na isenção do Imposto de Renda e o pacote de ajuste fiscal, que não agradaram o mercado.

Para especialistas ouvidos pelo UOL, dezembro promete ser um mês marcado por incertezas, com inflação e juros altos. No entanto, ainda é muito difícil prever os rumos do dólar a partir de agora.

A decepção com as medidas do Executivo transferiram boa parte do calor para o Congresso e para o Banco Central. Mas para entender a trajetória do dólar neste final de ano, as atenções estão voltadas para a próxima reunião do Copom. O mercado vai cobrar não apenas um aumento de no mínimo 0,75 ponto percentual na Selic, mas também um comunicado que renove de forma incisiva o compromisso de trazer a inflação para a meta, além da decisão unânime [entre os diretores do BC]. Voltar para R$ 5,50 já ficou distante. Qualquer sinal de que inflação acima da meta será tolerada pela nova diretoria do Bacen pode abrir caminho para a busca dos R$ 6,50.
Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad

O que esperar da semana

Elevado nível de incerteza. Para André Galhardo, consultor econômico da plataforma de transferências internacionais Remessa Online, “há muitas incerteza em tudo o que está em jogo. É difícil fazer uma previsão sobre o câmbio”.

Moeda deve continuar em alta. Essa é a expectativa de Galhardo e de Juliana Inhaz, professora de macroeconomia e macroeconometria e coordenadora da graduação em Economia no Insper. “Tenho a impressão de que o dólar deve continuar elevado, com possibilidade de alta. Até a votação do pacote de ajuste fiscal haverá uma certa demora, o que é normal, e a instabilidade e desconfiança seguem.”

Expectativa com decisões do Copom que podem valorizar o real a longo prazo. “Acho que algumas coisas vão acabar influenciando a moeda brasileira. Uma delas, que joga a favor, é a possibilidade de um aumento mais contundente da taxa de juros na próxima reunião do Copom este mês”, diz Inhaz. A reunião está prevista para os dias 10 e 11 de dezembro.

Até lá, o mercado deve “digerir” as propostas do pacote de ajuste fiscal. “O mercado vai digerir com um pouco mais de calma, de serenidade, as informações sobre o pacote fiscal”, diz Inhaz. “Em alguma medida, vai levar em consideração o fato de que essas mudanças no Imposto de Renda virão mais adiante, quando nós tivermos mais informações a respeito da execução do pacote de corte de gastos.”

Desvalorização do real deve seguir por um tempo. “Não vejo movimento de valorização do real imediato porque do outro lado da balança há Donald Trump, que afirmou estar inclinado a aumentar as tarifas aos países do Brics como resposta à iniciativa de criar uma moeda comum do bloco. Quando há um alívio das questões domésticas não podemos esquecer que o pano de fundo internacional, como no caso Trump, joga contra os países em desenvolvimento”, conclui a professora.

Disparada do dólar

O dólar disparou após anúncio do pacote de ajuste fiscal. A leitura feita pelo mercado foi de que o pacote anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não foi suficiente para retomar o equilíbrio fiscal do país, o que gera preocupação com o aumento da inflação e taxa de juros.

O anúncio do pacote fiscal veio na contramão do que se esperava. Como explica Inhaz: “O compromisso com o arcabouço fiscal está muito frágil e isso eleva o risco. O aumento do risco faz sair dinheiro do país. E assim o dólar subiu”.

Agentes do mercado avaliam que pacote é “paliativo”. O diagnóstico de especialistas em contas públicas é que o pacote não contém alterações estruturais no lado das despesas e que não será suficiente para impedir o aumento da dívida de forma sustentável, servindo apenas para dar um alívio e facilitar o atingimento das metas fiscais até 2026.

Anúncio simultâneo com a proposta de reforma do IR não agradou. O mercado torceu o nariz quando Haddad anunciou uma possível isenção para quem recebe até R$ 5 mil. A medida, conforme o governo, não teria impacto fiscal por ser compensada por um aumento da alíquota de quem recebe acima de R$ 50 mil. Para os especialistas, o anúncio em conjunto foi interpretado como fragilidade das pastas econômicas emcom relação ao núcleo político do governo.

Dólar chegou a ser cotado a R$ 6,11 durante o último dia 29. A cotação da moeda americana oscilou e só caiu após falas de líderes do Congresso.

Declarações de Rodrigo Pacheco que mexeram com o câmbio foram divulgadas em nota. Nela, o presidente do Senado afirma que o Congresso tem de apoiar, também, medidas de corte de gastos, ainda que não sejam populares. A ampliação da isenção do Imposto de Renda, no entanto, não é pauta para agora e dependerá de condições fiscais para se concretizar.

Arthur Lira reiterou o compromisso do Congresso com o arcabouço fiscal em postagem no X (antigo Twitter). O presidente do Congresso frisou que haverá celeridade na análise de propostas para ajuste das contas, mas que outras iniciativas, que implicam em renúncia fiscal, serão avaliadas com lupa. “Toda medida de corte de gastos que se faça necessária para o ajuste das contas públicas contará com todo esforço, celeridade e boa vontade da Casa, que está disposta a contribuir e aprimorar”, escreveu Lira.

O real pode ganhar um pouco de força à medida que o mercado compreenda a dimensão das medidas fiscais anunciadas, mas o governo precisará fazer um pouco mais. O Congresso mostrando disposição, como no fim da semana passada, pode ajudar também. A questão é endereçar mais fortemente uma solução ao problema fiscal. Não será rápido.”Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e colunista do UOL

Efeito Trump

Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, promete uma política econômica protecionista. O republicano defende cortes agressivos de impostos e aumentos contundentes de tarifas de importação. Medidas que podem aquecer a economia americana e levar o Fed a aumentar os juros.

Tarifas mais altas para produtos da China, México e Canadá. Trump ameaçou impor novas e abrangentes tarifas de importação sobre todos os produtos do México e Canadá, além de criar taxas adicionais sobre as importações chinesas. A medida foi anunciada pela Truth Social e seria parte dos projetos do presidente americano de combater a imigração ilegal e o tráfico de drogas através das fronteiras americanas.Continua após a publicidade

As tarifas, se implementadas, poderão potencialmente resultar num aumento dos preços para os consumidores americanos numa ampla variedade de itens, desde a gasolina até produtos agrícolas.

Em 20 de janeiro, como uma das minhas muitas primeiras ordens executivas, assinarei todos os documentos necessários para cobrar do México e Canadá uma tarifa de 25% em todos os produtos que entram nos Estados Unidos.
Donald Trump, presidente eleito dos EUA

Juros americanos altos tornam os Treasuries mais atrativos. O investimento mais seguro do mundo é o Tesouro americano. Se os juros dos EUA sobem, além de seguro, ele se torna muito rentável. Desta maneira, investidores do mundo todo tiram o dinheiro de aplicações mais arriscadas em países emergentes — e vão para os Treasuries. Resultado, um real mais desvalorizado.

Banco Central não deve agir

O Banco Central pode atuar para segurar o câmbio. A autarquia tem poder para colocar dólar no mercado e segurar a desvalorização do real.

Para isso, o BC faz leilões da moeda americana. Os principais instrumentos para isso são o leilão de dólar à vista, que é a venda da moeda diretamente, e o leilão de swap cambial, que permite que o investidor ganhe com a valorização do dólar sem ter que comprar a moeda, o que, na prática, reduz a pressão no câmbio.

Especialistas acreditam que medida seria “enxugar gelo”. Analistas de mercado ouvidos pelo UOL afirmam que mais do que uma intervenção do Banco Central, é preciso que o governo melhore sua comunicação com o mercado e demonstre sua preocupação com o ajuste fiscal.

Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central, afirmou que autoridade monetária só irá intervir no câmbio se notar alguma disfuncionalidade no mercado. Galípolo conversou na sexta-feira com o atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, e defende o câmbio flutuante.

O câmbio flutuante é uma ferramenta muito importante dentro do que é a matriz da política econômica brasileira para poder absorver choques como esse que estamos assistindo. O Banco Central está sempre acompanhando para entender se existe algum tipo de disfuncionalidade, mas não mira qualquer tipo de nível de câmbio.
Gabriel Galípolo, futuro presidente do BC

Ele também sinalizou que alta na inflação pode manter o patamar dos juros. Além da desvalorização do real, que pressiona a inflação, o mercado de trabalho também está aquecido, o que tende a aumentar o consumo e pressionar os preços. “Eventualmente (o BC) terá que ter o pé um pouco mais pesado no freio para não permitir um aquecimento da economia a ponto de pressionar a inflação”. As declarações foram dadas durante almoço oferecido pela Febraban a autoridades monetárias.

*Com Agência Estado e Reuters


Segundo a Sindgás, esse é o nono reajuste do ano

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

O gás de cozinha sofreu mais um aumento em novembro, com reajuste de 9,47% que passou a valer a partir de domingo (1º). A Acelen confirmou que o nono reajuste do ano já está em vigor nesta segunda-feira (2).

O valor médio do botijão no estado da Bahia subiu de R$ 147 para R$ 154, refletindo em um acréscimo de R$ 7 para o consumidor final.

Segundo a Acelen, o aumento foi decidido com base em variáveis do mercado, como o preço do petróleo no mercado internacional, a cotação do dólar e os custos de frete. A refinaria de Mataripe ressaltou que os preços podem continuar a oscilar, tanto para cima quanto para baixo, de acordo com essas flutuações.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindgás) informou que apenas nos meses de abril e junho houve uma redução no preço do produto. Entre junho e novembro, o valor do gás subiu em cerca de R$ 19 para o consumidor final, impactando ainda mais o orçamento das famílias baianas.

Informações Bahia.ba


Ministério da Previdência Social passou a permitir a antecipação de até R$ 150 de benefícios permanentes pagos pelo INSS

O Ministério da Previdência Social e o Instituto Nacional do Seguro Social realizam cerimônia de aniversário em comemoração aos 34 anos do INSS

O governo federal, por meio do Ministério da Previdência Social, fará um teste de 90 dias (três meses) para avaliar a procura e analisar a viabilidade de aumento do valor que beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)podem receber antecipadamente.

Nesta semana, foi anunciada a possibilidade de antecipação de até R$ 150 dos benefícios recebidos por aposentados e pensionistas, além de beneficiários de outros auxílios permanentes pagos pelo instituto, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O modelo de antecipação visa cobrir gastos do dia a dia e necessidades imediatas do beneficiário — como remédios, comida, gás de cozinha e transporte —, a fim de evitar que eles precisem recorrer a empréstimos para pagar pequenas despesas. A devolução é feita no mês seguinte, com desconto diretamente na folha de pagamento e sem juros, correção, ou qualquer outra taxa.

“Depois desses 90 dias, vamos fazer um balanço disso para saber se aumentamos ou não”, explicou o ministro da Previdência, Carlos Lupi, na última quinta (29/11), ao ser questionado sobre a possibilidade.

“É um valor pequeno, para pequenas despesas, para tentar de alguma forma melhorar a qualidade de vida do segurado”, disse o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

No modelo físico, o cartão tem o chip, a senha e a função débito. Ou seja, o cartão não permite fazer saque.

O adiantamento não dependerá de desbloqueio prévio do benefício. Os titulares de benefícios poderão antecipar valores desde que:

O adiantamento só poderá ser feito no caso de quem recebe benefícios permanentes. Auxílio-doença, por exemplo, não entra nesse enquadramento.

Uso em apostas é proibido

Está proibida a utilização desse adiantamento em qualquer tipo de jogo de azar, as chamadas bets. “Não pode ser utilizado esse adiantamento em qualquer jogo de azar, por apostas”, anunciou Lupi.

Ele disse que o setor jurídico de sua pasta está estudando a possibilidade de proibir o uso dos recursos do INSS para apostas no caso de todos os benefícios pagos pelo INSS.

“Não é a minha cabeça conservadora, é cabeça protetora de quem depende daquele salário para sobreviver e, às vezes na empolgação, entra nessa máquina de jogatina que depois para sair só Deus sabe”, completou Lupi.

Informações Pleno News


Preço do botijão custará entre R$ 6 e R$ 7 a mais

Foto: Sindigás

O gás de cozinha ficará mais caro a partir desta segunda-feira (1º) na Bahia. A informação é do jornal A Tarde. De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás da Bahia (Sinrevgas), Robério Souza, com o reajuste, o preço do botijão terá um aumento entre R$ 6 e R$ 7 a mais.

Ainda segundo Robério, a Acelen, empresa que administra a Refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, reajustou o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em 9,47% na distribuidora, o que daria um amento de R$ 4. O novo valor já passará a valer a partir deste domingo (1º).

No último mês de outubro, o gás de cozinha já havia sofrido um reajuste de 10,5% para as distribuidoras, o que significou num aumento de R$ 8 para o consumidor final. Com isso, o preço do botijão saiu de R$ 142 para R$ 150.

Informações Bahia.ba


Nilton David, Gilneu Vivan e Izabela Correa devem passar por sabatina no Senado

dívida pública; superávit
Prédio do Banco Central do Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou três novos diretores para o Banco Central (BC), cujos nomes serão enviados ao Senado na próxima semana. O órgão divulgou a lista nesta sexta-feira, 29.

Nilton David, atual chefe da tesouraria do Bradesco, foi escolhido para substituir Gabriel Galípolo na diretoria de Política Monetária. Gilneu Vivan, chefe do departamento de Regulação do BC, assumirá a diretoria de Regulação.

Izabela Correa, que trabalha no BC e está cedida à Controladoria-Geral da União, foi indicada para a diretoria de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta. O cargo é atualmente ocupado por Carolina de Assis Barros.

Para que possam assumir suas funções em 1º de janeiro de 2025, os indicados devem passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos, com votação final no plenário do Senado prevista para 11 de dezembro.

Governo Lula busca maioria no Banco Central

Gabriel Galipolo, o indicado de Lula para comandar o Banco Central | Foto: Lula Marquês/Agência Brasil

Se aprovados, em 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) terá a maioria dos membros nomeados por Lula. O governo totalizará sete dos nove integrantes responsáveis por definir a taxa básica de juros.

A escolha de Nilton David destaca-se por sua experiência no mercado financeiro. Ele trabalhou em instituições como Morgan Stanley, Citi, Barclays e Goldman Sachs. David é engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

A nomeação de David foi bem recebida pelo mercado por causa da sua experiência em câmbio. Gilneu Vivan, servidor do BC desde 1994, possui mestrado e bacharelado em economia e já representou o Brasil em grupos internacionais.

Izabela Correa, doutora pela London School of Economics e mestre em ciência política pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui uma ampla formação acadêmica.

Informações Revista Oeste


Governo propôs isentar IR de quem ganha até R$ 5 mil como ‘contraponto’ ao corte. Presidente da Câmara quer ‘análise cuidadosa’ e diz que ‘responsabilidade fiscal é inegociável’.

Dólar bate R$ 6 e pressiona governo por cortes mais duros

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta sexta-feira (29) em uma rede social que os deputados darão “todo esforço, celeridade e boa vontade” para aprovar as medidas de cortes de gastos anunciadas pelo governo federal. 

“Reafirmo o compromisso inabalável da Câmara dos Deputados com o arcabouço fiscal. Toda medida de corte de gastos que se faça necessária para o ajuste das contas públicas contará com todo esforço, celeridade e boa vontade da Casa, que está disposta a contribuir e aprimorar”, publicou.

Na sequência de posts, Lira afirma que a inflação e a alta do dólar são “mazelas que atingem de forma mais severa os mais pobres”. 

E, em seguida, sem citar o projeto nominalmente, indica uma ressalva contra o outro tema anunciado pelo governo nesta semana: a reforma da tabela do Imposto de Renda, que vai elevar a faixa de isenção para até R$ 5 mil. 

“Qualquer outra iniciativa governamental que implique em renúncia de receitas será enfrentada apenas no ano que vem, e após análise cuidadosa e sobretudo realista de suas fontes de financiamento e efetivo impacto nas contas públicas. Uma coisa de cada vez. Responsabilidade fiscal é inegociável”, escreveu Lira.

Pacheco acompanha ressalva

Minutos após as postagens de Lira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a falar sobre o tema – desta vez, em nota à imprensa. Nesta quinta (28), depois de uma reunião entre líderes da Casa e Haddad, Pacheco já havia dito que as mudanças no IR ficariam para 2025 (veja mais aqui). 

Pacheco defendeu que é “importante que o Congresso apoie as medidas de controle, governança, conformidade e corte de gastos, ainda que não sejam muito simpáticas”. 

Mas fez coro à fala de Arthur Lira e disse que a questão do Imposto de Renda, “embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora”

“Em se tratando de política fiscal, é preciso afastar o medo da impopularidade que constantemente ronda a política. […] Inclusive outras [medidas] podem ser pensadas, pois esse pacote deve ser visto como o início de uma jornada de responsabilidade fiscal”, afirmou Rodrigo Pacheco. 

“A questão de isenção de IR, embora seja um desejo de todos, não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições fiscais para isso. Se não tivermos, não vai acontecer. Mas essa é uma discussão para frente, que vai depender muito da capacidade do Brasil de crescer e gerar riqueza, sem aumento de impostos”, completou.

Governo entrega pacote fiscal e isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil ao Congresso; Bruno Carazza comenta 

O pacote de ajuste fiscal foi anunciado na manhã de quinta-feira (28) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Na véspera, o material foi apresentado a Lira e Pacheco. 

A maior parte das medidas deve deve chegar ao Congresso nas próximas semanas, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei complementar (PLP). 

Depois, o governo pretende encaminhar o projeto de lei que trata do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda. 

No apanhado de iniciativas da equipe de Haddad para reforçar o arcabouço fiscal, estão: 

Pacote de corte de gastos precisa ser aprovado no Congresso

Pacote de corte de gastos precisa ser aprovado no Congresso 

Os textos que serão enviados pelo Planalto terão sua apreciação iniciada pela Câmara dos Deputados, Casa presidida por Lira. 

Questionado por mais de uma vez pela imprensa sobre quando as medidas seriam enviadas ao Parlamento, Haddad se limitou a dizer que isso caberia ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. 

O Planalto tem a expectativa de que os textos sejam aprovados ainda neste ano, antes da largada do recesso parlamentar que será iniciado em 23 de dezembro. 

A intenção é que as medidas já sejam utilizadas como balizas para as leis orçamentárias de 2025, que ainda não foram sequer analisadas pelo Congresso. 

Na reunião de apresentação das medidas aos chefes do Congresso, ocorrida na quarta (27) no Palácio do Planalto, Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberam sinalizações de que as Casas se comprometeriam a concluir a análise das iniciativas antes do término de 2024. 

Reforma do IR foi mal-recebida

Dólar bate R$ 6 e pressiona governo por cortes mais duros 

A decisão de acoplar a proposta de uma maior isenção no Imposto de Renda ao anúncio do corte de gastos foi criticada pela oposição ao governo Lula e até por parlamentares aliados ao presidente. Economistas também fizeram ressalvas. 

Um líder governista no Senado avaliou, por exemplo, que o “tumultuado” anúncio em rede nacional, que misturou medidas em sinalizações opostas, ajudou a ampliar ruídos e abalar a credibilidade do Planalto junto ao mercado financeiro. 

Avaliações semelhantes foram feitas pelo bloco de oposição a Lula no Congresso, que classificou o anúncio como “populista” e ineficiente do posto de vista fiscal. 

Nesta quinta, já com uma queda nos índices do Ibovespa e a alta histórica do dólar, Haddad fez questão de ressaltar que a reforma do IR só seria enviada e discutida pelo Congresso em 2025. 

O chefe da equipe econômica de Lula atribuiu o que ele chamou de “ruído” com o mercado ao anúncio da proposta de mudança no Imposto de Renda. 

“Havia também uma confusão muito grande em relação à reforma da renda, que eu acredito que seja o que esteja dando o maior ruído. Não são as medidas apresentadas aqui. Nós sabemos que o debate da renda iria exigir um aprofundamento. Não é uma matéria que vai ser votada esse ano, nem deveria ser votada este ano pelo fato de ser uma matéria que tem que contar com o debate da opinião pública. É uma matéria que nunca foi enfrentada a rigor”, disse Haddad.

O mesmo fez o presidente do Senado, que, após deixar reunião com Haddad e líderes partidários da Casa, reforçou que as mudanças na tributação da renda serão “objeto de uma ampla discussão ao longo de 2025”. “Isso não é para hoje”, declarou o senador.

Informações G1


A moeda norte-americana fechou em alta de 0,19%, cotada em R$ 6,0005 pela primeira vez na história. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou com um avanço de 0,85%, aos 125.668 pontos.

Dólar — Foto: freepik

Dólar — Foto: freepik 

O dólar fechou a R$ 6 nesta sexta-feira (29) e, pelo 3º dia seguido, renovou o recorde de maior valor nominal. A moeda acumulou alta de 3,21% na semana e de 3,79% no mês. No ano, a valorização é de 23,66%. 

Nesta semana, a cotação do dólar foi influenciada pela discussão sobre o pacote de corte de gastos apresentado pelo governo. 

O mercado reagiu mal porque o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, junto com o corte, uma proposta para dar isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Com isso, a moeda chegou a bater R$ 6,1156 na máxima desta sexta-feira. Entenda o pacote de cortes ao final desta reportagem.

Nesta sexta, declarações dos presidentes da Câmara, Artur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, ajudaram a atenuar o nervosismo entre os investidores. Ambos deixaram claro que a prioridade no Congresso será votar as propostas para cortar gastos. As discussões sobre mudanças no IR ficarão para depois. 

Além do cenário fiscal, investidores também reagiram aos dados de emprego divulgados na manhã desta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desemprego caiu a 6,2% no trimestre terminado em outubro, no menor patamar da série histórica do indicador, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. 

Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em alta. 

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar vai a R$ 6 com pacote fiscal e aumento da isenção do IR 

Ao final da sessão, o dólar subiu 0,19%, cotado a R$ 6,0005. Com isso, a moeda atingiu o maior patamar nominal da história, desde o lançamento do Plano Real, pelo 3º dia seguido. 

Na máxima do dia, chegou a R$ 6,1156, enquanto na mínima foi a R$ 5,9564.

Com o resultado, acumulou:

Na véspera, a moeda subiu 1,30%, cotada a R$ 5,9891. 

Já o Ibovespa encerrou com um avanço de 0,85%, aos 125.668 pontos. 

Com o resultado, acumulou:

Na véspera, o índice encerrou em queda de 2,40%, aos 124.610 pontos. 

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 

O que está mexendo com os mercados?

Após a repercussão negativa vista na véspera, com uma percepção de risco alta no mercado diante das incertezas com o pacote de cortes de gastos do governo federal e em meio ao anúncio de aumento da isenção do IR, novas falas de Haddad e dos líderes da Câmara e do Senado ficaram na mira dos investidores nesta sexta-feira (29). 

Em uma rede social, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que os deputados darão “todo esforço, celeridade e boa vontade” para aprovar as medidas de cortes de gastos anunciadas pelo governo, reafirmando o “compromisso inabalável” da Casa com o arcabouço fiscal. 

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro da Fazenda, afirmando que a reação do mercado ao pacote fiscal foi exagerada e precipitada. 

“O ministro Haddad fez um esforço danado, propôs reduções de despesas importantes, que não foram enfrentadas pelos últimos governos. E o mercado não reconhece isso”, disse Pacheco. 

A Lula e Haddad, o presidente do Senado afirmou que o Congresso vai dar a sua contribuição e aprovar as medidas ainda neste ano. 

“Com a reafirmação de que a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil será tratada apenas no futuro, condicionada à capacidade fiscal, e o apoio ao corte de gastos com abertura para ajustes, o mercado interpretou essas mensagens como um movimento em direção à responsabilidade fiscal”, disse o responsável pela área de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T Câmbio, Diego Costa. 

Os investidores também ficaram de olho em novas falas de Haddad e outras autoridades do governo. 

Em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Haddad afirmou que as medidas não são “bala de prata” e que pode analisar as despesas de novo, se necessário. 

“Se tiver algum problema de cálculo, nós vamos voltar para a planilha, vamos voltar para o Congresso. vamos voltar para o presidente da República, com a demanda que nós achamos que é a correta”, disse. 

Entenda o pacote de cortes de gastos

As medidas preveem um corte de R$ 70 bilhões em gastos públicos em 2025 e 2026, chegando a uma contenção de gastos de R$ 327 bilhões até 2030. 

Para isso, o pacote traz uma série de mudanças, como por exemplo no salário-mínimo, em programas sociais, na aposentadoria de militares e em emendas parlamentares. O pacote era amplamente esperado pelo mercado, e o total de R$ 70 bilhões em cortes era visto com bons olhos. 

No entanto, o anúncio, junto ao pacote de cortes, de uma proposta para isentar pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil da cobrança do Imposto de Renda pegou mal e gerou dúvidas sobre a eficácia das medidas de contenção de gastos. 

“Talvez o impacto em si seja um pouco aquém do que se esperava e certamente do que é necessário, mas está na direção correta. Mas ele acabou tendo, em paralelo, o anúncio da revisão da tabela de IR, que traz um risco fiscal relevante e acabou trazendo uma percepção de risco maior no mercado”, disse o presidente do Bradesco Asset, Bruno Funchal, ao g1.

Segundo Haddad, a expectativa é que a isenção custe R$ 35 bilhões ao governo, mas o ministro destacou que a intenção é que esse saldo seja compensado pela taxação dos mais ricos. A proposta inclui uma alíquota de até 10% para pessoas com rendimentos acima de R$ 50 mil. 

Para Funchal, do Bradesco Asset, no entanto, as medidas ainda trazem um risco relevante em relação à tramitação. 

“A gente sabe que a tramitação é sempre complexa. A gente sabe como entra o projeto, mas a gente não sabe como sai. E não é incomum o projeto sair sem a compensação. Isso traria um risco fiscal bastante significativo”, completou.

Informações G1


Dólar — Foto: freepik

Dólar — Foto: freepik 

O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (29), último pregão de novembro, com o cenário fiscal brasileiro ainda no radar. Logo nos primeiros momentos do pregão, a moeda já era negociada acima dos R$ 6 — nível que atingiu, pela primeira vez na história, ontem. 

O que segue pesando contra os ativos brasileiros são os anúncios feitos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na última quarta-feira (27) e detalhados ontem. O governo vai enviar ao Congresso um pacote de medidas que prevê cortar R$ 70 bilhões em gastos públicos em 2025 e 2026 e R$ 327 bilhões até 2030. 

As medidas preveem mudanças no salário-mínimo, em programas sociais, aposentadoria de militares, emendas parlamentares e outros pontos. O pacote era amplamente esperado pelo mercado e total de R$ 70 bilhões em cortes era visto com bons olhos. 

No entanto, o anúncio, junto ao pacote de cortes, de uma proposta para isentar pessoas com rendimentos de até R$ 5 mil da cobrança do imposto de renda pegou mal e gerou dúvidas sobre a eficácia dos cortes. 

Segundo Haddad, a expectativa é que a isenção custe R$ 35 bilhões ao governo, mas o ministro destacou que a intenção é que esse saldo seja compensado pela taxação dos mais ricos. A proposta inclui uma alíquota de até 10% para pessoas com rendimentos acima de R$ 50 mil. 

Além do cenário fiscal, investidores também reagem aos dados de emprego divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desemprego caiu a 6,2% no trimestre terminado em outubro, no menor patamar da história, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. 

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar vai a R$ 6 com pacote fiscal e aumento da isenção do IR 

Às 09h15, o dólar subia 0,87%, cotado a R$ 6,0410. Na máxima do dia, porém, já chegou aos R$ 6,0550.

Na véspera, a moeda subiu 1,30%, cotada a R$ 5,9891. Na máxima do dia, chegou a R$ 6,0029.

Com o resultado, acumulou:

O Ibovespa começa a operar às 10h. 

Na véspera, o índice encerrou em queda de 2,40%, aos 124.610 pontos. 

Essa foi a maior variação negativa diária desde 2 de janeiro de 2023, quando o índice recuou 3,06%, destaca o consultor Einar Rivero, CEO da Elos Ayta. Das 86 ações que compõem a carteira, apenas 8 registraram rentabilidade positiva. 

Com o resultado, acumulou:

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair 

O que está mexendo com os mercados?

Na manhã desta quinta-feira (28), os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento, Simone Tebet, e da Casa Civil, Rui Costa, realizaram uma coletiva com jornalistas para explicar mais detalhes do pacote anunciado na véspera. 

As medidas, anunciadas por Haddad em um pronunciamento em rede nacional, preveem um corte de gastos de R$ 70 bilhões em 2025 e 2026. Entre as ações, estão uma limitação para o crescimento do salário mínimo, restrição para o abono salarial e uma alíquota de até 10% de imposto para pessoas que ganham mais de R$ 600 mil por ano. 

Além do pacote de corte, o governo também propôs isentar o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT). Atualmente, o limite de isenção é de R$ 2.824. 

O anúncio, no entanto, teve sabor agridoce para o mercado financeiro. Isso porque apesar de ter cumprido com a economia esperada, a isenção do IR ainda pode ter um alto custo para o governo. 

Segundo o presidente do Bradesco Asset, Bruno Funchal, apesar de o pacote de corte de gastos ter ido na direção correta, com uma série de medidas positivas, houve uma reação negativa dos preços no mercado. 

“Talvez o impacto em si seja um pouco aquém do que se esperava e certamente do que é necessário, mas está na direção correta. Mas ele acabou tendo, em paralelo, o anúncio da revisão da tabela de IR, que traz um risco fiscal relevante e acabou trazendo uma percepção de risco maior no mercado”, explica o executivo. O que está mexendo com os mercados?

Quando os gastos públicos estão elevados, o mercado passa a desconfiar da capacidade do país de arcar com suas dívidas no médio e longo prazo. 

Havia uma grande expectativa do mercado financeiro de que a equipe econômica do governo federal apresentasse algum pacote de cortes nos gastos públicos logo após o segundo turno das eleições municipais no Brasil. Foram vários adiamentos desde então. 

Com uma grande espera do mercado pelo anúncio de um novo pacote de cortes de gastos pelo governo, a notícia, que tinha tudo para ser bem recebida pelos investidores, se mostrassem um comprometimento do governo em cumprir com o arcabouço fiscal (conjunto de regras de equilíbrio orçamentário). Mas o efeito foi o contrário. 

“Originalmente a expectativa é que viesse um pacote que trouxesse contenção de despesas, principalmente das despesas obrigatórias, que são o nosso maior problema. Mas o grande ponto aqui é o projeto de lei que traz a revisão da tabela de IR que tem um risco relevante, principalmente em relação à tramitação”, diz Funchal, do Bradesco Asset. 

“A gente sabe que a tramitação é sempre complexa. A gente sabe como entra o projeto, mas a gente não sabe como sai. E não é incomum o projeto sair sem a compensação. Isso traria um risco fiscal bastante significativo”, completou. 

Na última sexta-feira (22), o governo já havia anunciado também um bloqueio de R$ 6 bilhões no Orçamento deste ano. Com isso, o governo totaliza R$ 19,3 bilhões já bloqueados nos últimos meses para tentar compensar o avanço das despesas obrigatórias, como gastos com a previdência. 

Mesmo assim, o mercado ainda aguarda as demais medidas para entender como o governo pretende lidar com as contas públicas nos próximos anos. 

A ideia é que, com os cortes, o governo consiga equilibrar a situação das contas públicas e honrar o arcabouço fiscal. Contas mais controladas são bem vistas por investidores porque aumentam a confiança de que o país será capaz de arcar com suas dívidas.

Informações G1

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