Medida faz parte de ações do Ministério da Fazenda, na tentativa de equilibrar as contas públicas e adequar-se ao arcabouço fiscal
Prédio do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, do governo brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Com o objetivo de reduzir o déficit fiscal, o governo brasileiro, por meio do Ministério da Defesa, firmou acordo com a equipe econômica para implementar cortes na previdência dos militares.
Entre quatro medidas, o plano inclui a introdução de uma idade mínima de 55 anos para que militares das Forças Armadas possam se aposentar com remuneração — a chamada reserva remunerada.
Essa alteração será progressiva e terá uma regra de transição, uma vez que atualmente a aposentadoria baseia-se em 35 anos de serviço e não tem exigência de idade mínima.
Entre as medidas acordadas, destaca-se o fim da chamada “morte fictícia”. Essa prática permitia que famílias de militares expulsos das Forças por crimes continuassem a receber pensões. Agora, essas famílias terão direito apenas ao auxílio-reclusão, conforme a Lei 8.112/90, que regula o benefício para servidores públicos federais.
Reformas do governo na previdência militar
Impacto individual dos militares no déficit previdenciário é 17 vezes maior do que o dos aposentados do INSS | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Um levantamento do jornal O Estado de S. Paulomostrou que a Marinha e a Aeronáutica pagavam pensões a 493 familiares de militares considerados “mortos ficticiamente”. Alguns deles são condenados por crimes graves, como homicídio e abuso sexual.
Outra medida do acordo é a restrição da transferência de pensões. Depois da concessão a beneficiários de primeira ordem, como cônjuges e filhos, não será mais permitida a transferência da pensão para parentes de segunda ou terceira ordem, como pais e irmãos dependentes.
Além disso, está prevista a fixação de uma contribuição de 3,5% da remuneração dos militares para o Fundo de Saúde, válida até janeiro de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tentativa de equilibrar as contas públicas, solicitou a inclusão do Ministério da Defesa no pacote de corte de gastos. A decisão gerou insatisfação entre os altos escalões das Forças Armadas.
Reações e contexto político
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente e general do Exército, expressou publicamente seu descontentamento com o governo, com uma crítica à medida. No Twitter/X, ele escreveu que o governo Lula quer atacar o Sistema de Proteção Social dos militares e apresentá-lo como o vilão da história.
Dados do TCU mostram que o impacto individual dos militares no déficit previdenciário é 17 vezes maior do que o dos aposentados do INSS. Em 2023, o déficit total da Previdência foi de R$ 428 bilhões, com os militares contribuindo com R$ 49,73 bilhões desse montante.
A investigação aponta um suposto plano de assassinato contra o ministro do STF, o presidente e o vice-presidente da República
O ministro do STF, Alexandre de Moraes | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 19, para apurar uma suposta tentativa de golpe de golpe de Estado. Ele tornou-se figura central na própria decisão e citou-se 44 vezes no texto que fundamenta a medida.
A investigação aponta um suposto plano de assassinato envolvendo Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Na decisão, os dois políticos foram mencionados 16 e 12 vezes, respectivamente.
Na análise do caso, Moraes reproduziu trechos das investigações realizadas pela Polícia Federal. Um dos pontos destacados trata da análise de dados obtidos por meio da operação Tempus Veritatis.
Essa investigação revelou informações sobre o monitoramento dos movimentos do ministro. A PF atribuiu essa atividade a Rafael Oliveira, um dos investigados. No texto, o magistrado transcreveu os resultados do inquérito em terceira pessoa.
Moraes também é protagonista do polêmico inquérito das fake news, iniciado em 2019. Esse inquérito tem servido como base para decisões conduzidas por ele próprio. A investigação o STF abriu sem provocação do Ministério Público, com base em interpretação de seu regimento interno. O objetivo inicial era investigar supostas notícias falsas, ameaças e calúnias contra ministros da Corte e seus familiares.
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária no STF – 10/10/2024 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
Em outra investigação, que envolve uma minuta de decreto para implementar um suposto plano de golpe de Estado, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tentou afastar Moraes do caso. Os advogados alegaram que o ministro teria interesse direto no desfecho do processo. Luís Roberto Barroso, presidente do STF, rejeitou o pedido. Ele considerou o argumento genérico e sem fundamentação jurídica clara.
Alexandre de Moraes já exerceu simultaneamente os papéis de parte e de juiz em outros casos
Em maio deste ano, Moraes determinou que a Polícia Federal prendesse dois suspeitos por envolvimento em ameaças contra ele e seus familiares. Na ocasião, o fuzileiro naval Raul Fonseca de Oliveira e seu irmão, Oliverino de Oliveira Júnior, foram presos.
Logo depois, o ministro se declarou impedido de continuar no caso. No entanto, manteve a relatoria de um trecho da investigação que apura a tentativa de abolição do Estado democrático de Direito por meio de violência ou grave ameaça. Nesse contexto, o ministro decidiu manter a prisão preventiva dos dois investigados e argumentou que havia “fortes indícios de autoria”.
Em julho do ano passado, a PF abriu um inquérito relacionado às hostilidades sofridas por Moraes e seus familiares. O episódio ocorreu no Aeroporto Internacional de Roma, onde um grupo de brasileiros os xingou. Posteriormente, o ministro se afastou do julgamento colegiado de dois recursos relacionados a esse inquérito.
Mauro Cid deixa sede da PF em Brasília após prestar novo depoimento
A Polícia Federal (PF) enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório em que aponta omissões e contradições no depoimento desta terça-feira (19) de Mauro Cid e no qual afirma que o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro descumpriu cláusulas do acordo de delação premiada.
Moraes pediu que a Procuradoria-geral da República (PGR) se manifeste sobre o tema para decidir se cancela os benefícios concedidos a Mauro Cid com a delação. Só depois disso, ele vai analisar se deve decretar a prisão de Cid, caso haja um pedido da PF.
Uma possível anulação do acordo não envolve o conteúdo da delação em si, e as provas coletadas seguem valendo, mesmo que a colaboração seja cancelada.
Os pedidos de Cid para ter colaborado com as autoridades envolvem uma redução de pena e a possibilidade de responder aos processos fora da prisão. Além disso, ele deve respeitar uma série de medidas como usar tornozeleira eletrônica e não se comunicar com outros investigados.
Em depoimento na tarde desta terça-feira (19), Cid negou ter conhecimento de um plano para um golpe de Estado em dezembro de 2022. Segundo apuração da TV Globo, os investigadores não ficaram satisfeitos com o que ele falou e a delação corre risco de ser cancelada.
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro disse também que desconhecia todo teor do que as apurações trouxeram e que resultaram na operação desta terça-feira (19), com a prisão de 4 militares e um policial federal.
A investigação da PF aponta que Cid e o general da reserva Mario Fernandes, preso nesta terça-feira, trocaram mensagens sobre as supostas ações golpistas. O general disse a Cid que conversou com o presidente e que ouviu dele que “qualquer ação” poderia acontecer até o último dia de 2022.
Cid nega em depoimento conhecer plano para matar Lula, Alckmin e Moraes
Mauro Cid foi preso pela primeira vez em maio de 2023, na operação que investiga a falsificação de cartões de vacinação de Bolsonaro, parentes e assessores. Em setembro, após quase seis meses detido, ele fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, que foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, e deixou a prisão.
O ex-ajudante de ordens foi preso novamente no dia 22 de março deste ano, durante depoimento à Polícia Federal (PF), após o vazamento de áudios que mostram uma conversa em que Cid faz ataques à corporação e ao STF. A Justiça entendeu que ele desobedeceu regras da delação premiada ao falar sobre as investigações.
Ele foi solto em 3 de maio por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e deve uma série de restrições, como usar tornozeleira eletrônica e não se comunicar com outros investigados.
Entre as medidas que devem ser cumpridas, estão:
Proibição de deixar Brasília e o país, com a obrigação de entregar os passaportes;
Recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana com uso de tornozeleira eletrônica;
Suspensão imediata de quaisquer documentos de porte de arma de fogo;
Proibição de utilização de redes sociais;
Proibição de contato com os demais investigados, com exceção de esposa e pai.
Ordem foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, que seria um dos alvos dos investigados
Operação contra suposto golpe foi autorizada por ministro do STF | Foto: Montagem/Revista Oeste
A Polícia Federal (PF) realiza nesta terça-feira, 19, uma operação contra uma organização criminosa que teria planejado um suposto golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e restringir a atuação do Poder Judiciário.
Segundo o portal g1, foram presos quatro militares (da ativa ou na reserva) das Forças Especiais do Exército (os chamados “kids pretos”) e um policial federal.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e tinha ele próprio como alvo do suposto crime.
Segundo a PF, as investigações revelam que a organização criminosa utilizou elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022.
Entre as ações, segundo os agentes, foi identificada a existência de um “detalhado planejamento operacional, denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’”.
O plano, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, teria como objetivo matar Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Também estariam nos planos a prisão e a execução de Moraes. Segundo a PF, ele vinha sendo monitorado continuamente, caso o suposto golpe de Estado fosse consumado.
Mandados contra suposto golpe miram ex-assessor de Bolsonaro
Segundo apuração da CNN, os alvos dos mandados de prisão preventiva são:
Hélio Ferreira Lima, integrante dos “kids pretos”;
Mario Fernandes, ex-assessor da Presidência de Jair Bolsonaro (PL);
Rafael Martins de Oliveira, integrante dos “kids pretos”;
Rodrigo Bezerra de Azevedo, integrante dos “kids pretos”;
Wladimir Matos Soares, policial federal.
Os agentes também cumprem três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. O Exército acompanhou o cumprimento das ordens no Rio de Janeiro, em Goiás, Amazonas e Distrito Federal.
Segundo a PF, os fatos investigados nesta fase da investigação configurariam os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
Durante ataque na Praça dos Três Poderes, Francisco Wanderlei Luiz se jogou em cima de um explosivo e morreu no local
Corpo de Francisco Wanderley Luiz permaneceu na Praça dos Três Poderes, em Brasília, até a manhã da quinta-feira 14 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Um laudo 3D presente em reportagem do Fantástico, da TV Globo, veiculada na noite deste domingo, 17, mostra a extensão dos ferimentos no crânio de Francisco Wanderlei Luiz. Ele atirou bombas na Praça dos Três Poderes e na entrada do Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira, 13, em Brasília. Na sequência, o homem se suicidou com um explosivo.
O diretor do Instituto Nacional de Perícia da Polícia Federal (PF), Carlos Palhares, explicou que, apesar de semelhanças com um rojão, o artefato que matou Francisco era uma bomba.
Extensão do ferimento causado pela bomba no caso do suicida de Brasília | Foto: Reprodução/TV Globo
“Aquilo não era um rojão, era uma bomba”, afirmou Palhares. “Dentro, tinha o mesmo material utilizado para fazer um rojão. Por isso, a gente vê aquelas explosões luminosas, com efeito pirotécnico, mas ele morreu por conta de uma bomba.”
A reportagem ainda traz a imagem em 3D do crânio do suicida. É possível ver um grande buraco na cabeça do homem. Palhares disse que, além do traumatismo cranioencefálico, o homem apresentou uma queimadura na face.
“A gente consegue perceber uma queimadura na face e houve um dano muito grande na cabeça dele, que levou à morte”, disse. “Ele morreu de traumatismo crânio encefálico, decorrente de explosão.”
A investigação na casa do suicida de Brasília
Viaturas na Praça dos Três Poderes, em Brasília — 13/11/2024 | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Carlos Palhares ainda explicou que o órgão já consegue esclarecer algumas variáveis, a partir dos materiais encontrados na quitinete do suicida de Brasília. Ele alugou um local em Ceilândia, na capital federal.
Segundo Carlos Palhares, os agentes trabalham com a informação de que Francisco Wanderlei Luiz usou a casa para fabricar os artefatos, além de possuir um trailer auxiliar, que mantinha como base.
Além dos explosivos e dos fogos que ele levou até a Praça dos Três Poderes, seu carro, estacionado próximo ao local, e a casa tinham bombas armadas. Algumas delas chegaram a ser acionadas enquanto os agentes trabalhavam para desarmá-las.
“Com a pericia, a gente consegue conectar as coisas”, disse Palhares. “A gente consegue saber que a quitinete foi utilizada para fabricar os artefatos, sabe que um trailer que tinha do lado do carro era usado como uma base temporária para ele. A gente consegue saber a intenção que muito provavelmente havia de atentar contra o STF, porque os fogos de artifício estavam direcionados para o STF.”
Líder evangélico tinha 52 anos e criou líder denominação conhecida por atrair famosos
Foto: Instagram/ @ap_rinaoficial
Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o apóstolo Rina, fundador da Bola de Neve Church, morreu neste domingo (17) num acidente de moto em Campinas (SP). Ele tinha 52 anos. A informação é da Folha de S. Paulo.
Segundo a assessoria da Bola de Neve, Rina passeava de moto pelo interior do estado quando sofreu o acidente, que lhe provocou múltiplas fraturas. Ele voltava de um culto e estava com o grupo Pregadores do Asfalto, o motoclube de sua igreja. Deixa quatro filhos.
Formado em propaganda e marketing, o líder evangélico fundou na virada do século a igreja que tem como marca uma prancha de surfe no púlpito. Dizia que assim a batizou por estar fundando um movimento que começaria como uma bola de neve até virar uma avalanche.
Filho de evangélicos, ele contava que sua fé cresceu após uma hepatite que o fez sofrer dores fortes e “constatar a existência real do inferno”.
Ele estava afastado da liderança da igreja nos últimos meses, após ser acusado pela esposa, a também pastora Denise Seixas, de violência doméstica. Rina era investigado em inquérito policial sob suspeita de “ameaça, difamação, injúria, lesão corporal, falsidade ideológica e violência psicológica contra a mulher”.
Nas redes sociais, ainda se declarava casado com Denise. Ela chegou a conseguir uma medida protetiva de urgência contra o marido, que teve uma arma apreendida pela Justiça após a denúncia.
Cúpula do G20 no Rio de Janeiro ocorre na segunda (18/11) e terça (19). Evento é o último ato do Brasil à frente do grupo
A cúpula do G20, o Grupo dos Vinte, começa no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (18/11). A presidência do grupo é rotativa e, ao longo do último ano, foi comandado pelo Brasil, que passará o poder para a África do Sul ao fim do evento.
Já de manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberá autoridades de diversos países. Entre os mandatários esperados, estão Joe Biden, dos Estados Unidos; Xi Jinping, da China; e Javier Milei, da Argentina. O evento ocorre na segunda e na terça-feira (19/11).
Neste um ano de presidência, os brasileiros pautaram temas sociais, especialmente os ligados à redução de desigualdades. Há bastante expectativa para, logo mais, ser lançada a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.
A iniciativa partiu do Brasil e continuará mesmo depois de o país deixar o comando do G20. Ela reúne nações e instituições internacionais para compor um fundo e montar ações que combatam a insegurança alimentar e a falta de renda em todo o mundo.
Além do Brasil, já anunciaram que endossarão o projeto: Alemanha, Noruega, Paraguai, Bangladesh, União Europeia e União Africana. Biden também confirmou apoio à aliança.
A Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco de Desenvolvimento da América Latina, a Câmara de Comércio Internacional, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Fundação Rockefeller também participarão.
Além disso, o presidente Lula tem panfletado a proposta de taxação das grandes fortunas. O objetivo é criar um sistema tributário internacional que prevê imposto sobre a riqueza dos bilionários do mundo. O fundo seria voltado para combater a desigualdade. Em julho, ministros de Finanças dos países-membros do G20 assinaram uma declaração se comprometendo a estudar formas de taxar os super-ricos.
Governança global
Outro tema central do Brasil à frente do G20 é a reforma da governança global, ou seja, mudar a ordem de como funcionam entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).
Lula já fez diversas críticas à ONU, focadas no privilégio que membros permanentes, a maioria do Norte global, têm, como poder de veto e assentos permanentes. O petista defende que os países da América Latina, África e Ásia tenham maior participação e peso nos fóruns globais.
Desenvolvimento sustentável
Nesse tempo, o G20 também debateu o desenvolvimento sustentável como forma de enfrentar as mudanças climáticas. Dentro e fora do grupo, o Brasil está focado em implementar energia renovável.
Em agosto, Lula recebeu enviados do B20, o Business 20, que representa os empresários do G20. Entre as principais demandas, eles incluíram a utilização de capital privado para ajudar na transição energética, modelos de alimentação que sejam mais duradouros a eventos climáticos extremos e maior inclusão de diversidade no mercado de trabalho.
Membros e Presidência
Os membros do G20 são: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Africana e União Europeia.
A presidência do bloco é rotativa e a cada ano um país diferente assume. O G20 foi criado 1999, em meio à crise financeira mundial e tem como objetivo fortalecer as nações que o integram, por meio de desenvolvimento socioeconômico.
Profissionais falam em ‘risco de desmantelamento’ da PF
‘O fim do sobreaviso remunerado trouxe dificuldades adicionais para os delegados, afetando diretamente a disponibilidade e a prontidão de nossos profissionais’, afirma entidade | Foto: Divulgação/PF
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma carta aberta com críticas ao governo federal. A entidade ponta cortes no orçamento da Polícia Federal (PF) para 2025 e a falta de investimentos na corporação — fatores que, segundo a reclamação, enfraquecem a instituição.
O documento, assinado na última quarta-feira, 13, também apresenta ressalvas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A PEC é liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Na carta, a ADPF alerta para o risco de desmantelamento da PF. Nesse sentido, enfatiza que os cortes orçamentários e a ausência de investimentos contínuos prejudicam a instituição, dificultando o combate ao crime organizado. A entidade questiona quem se beneficia desse enfraquecimento e ressalta que, ao comprometerem a autonomia e a capacidade operacional da Polícia Federal, as ações do governo colocam em risco a segurança pública.
“O fim do sobreaviso remunerado trouxe dificuldades adicionais para os delegados, afetando diretamente a disponibilidade e a prontidão de nossos profissionais, levantando a indagação: a quem interessa desmantelar a PF?”, indagam os delegados da Polícia Federal no documento.
A ADPF também criticou a PEC da Segurança Pública, apontando a falta de diálogo com as forças de segurança em sua elaboração e o desalinhamento da proposta com as reais necessidades do setor no país. Segundo a entidade, a medida não fortalece a estrutura da PF nem enfrenta os desafios estruturais do setor, sendo considerada uma iniciativa política paliativa.
“O texto proposto não traz absolutamente nenhum incremento da capacidade de resposta da Polícia Federal no enfrentamento à criminalidade”, critica a ADPF. “E não atende às reais necessidades dos órgãos de segurança pública.”
A PEC alvo de críticas por parte de delegados da Polícia Federal
Associação que representa delegados da PF reclamam de ações do governo Lula | Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo
Entre as mudanças, a PEC prevê a atualização das competências da PF, ampliando seu escopo de atuação para incluir o combate a crimes ambientais, organizações criminosas e milícias com alcance interestadual ou internacional.
As críticas estão detalhadas em uma carta divulgada depois do 9º Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal, realizado na Bahia e promovido pela ADPF.
Taxa anualizada do índice de preços foi de 4,79% em outubro, acima do intervalo permitido da meta
O Brasil assumiu a presidência do G20 em dezembro de 2023
A inflação anualizada do Brasil é a 6ª maior dos países do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). O levantamento foi feito pelo economistas-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a pedido do Poder360.
A inflação do Brasil foi de 4,8% no acumulado de 12 meses até outubro, mostrou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 8 de novembro. A taxa está foram do intervalo da meta de 3%, que varia de 1,5% a 4,5%.
Pela nova regra, aprovada em junho deste ano, será considerado um descumprimento do decreto se a inflação anualizada ficar por mais de 6 meses acima ou abaixo do intervalo permitido pela meta.
Os países que têm inflação anualizada maior que o Brasil são: a Argentina (193%), a Turquia (48,5%), a Rússia (8,5%), a Índia (6,1%) e o México (4,8%). Medida pelo CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês), a taxa anualizada dos Estados Unidos foi de 2,6% em outubro.
O BC (Banco Central) aumentou de 10,75% para 11,25% ao ano a taxa básica, a Selic. Com essa decisão, o Brasil tem a 4ª maior taxa nominal do G20. Há 1 ano era de 12,25%.
A Turquia (50%), a Argentina (35%) e a Rússia (21%) têm os maiores juros do G20.
O EVENTO
A Cúpula dos Líderes do G20 será realizado pela 1ª vez no Brasil. A sede será o Rio de Janeiro. Será realizado a partir de 5ª feira (14.nov.2024), no caso da Cúpula do G20 Social, e de 2ª feira (18.nov.2024) a 3ª feira (19.nov.2024), no encontro das maiores economias do planeta.
Os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, deverão participar do evento. O Brasil foi escolhido para ser presidente do G20 em 2024. O próximo país a comandar a agenda é a África do Sul, que assumirá em 30 de novembro deste ano. O Brasil defendeu a taxação dos super-ricos e o combate a fome.
O evento do G20 será no Museu de Arte Moderna, no aterro do Flamengo.
Antes do suicídio, Francisco Wanderley Luiz deixou uma mensagem com batom no espelho
Francisco Wanderley Luiz tinha 59 anos de idade | Foto: Reprodução/Redes sociais
Francisco Wanderley Luiz, o suicida de Brasília, de 59 anos, mudou de comportamento dias do episódio na Praça dos Três Poderes, na quarta-feira 13. De acordo com O Estado de S. Paulo, vizinhos relataram que o homem, conhecido como “tio Fan Fan”, já não estava tão simpático e amigável como o habitual, passando a ficar mais isolado.
Residente na Ceilândia, região periférica do Distrito Federal, Francisco alugou um quarto em um albergue por R$ 570 mensais. Conhecido por ser prestativo, participava de atividades em grupo e apreciava pássaros e jardinagem. Ele evitava, inclusive, discussões políticas com os outros colegas da casa.
Última mensagem do suicida de Brasília
O corpo de Francisco Wanderley Luiz, suicida de Brasília, foi encontrado na Praça dos Três Poderes | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Antes do ataque, Francisco deixou uma mensagem com batom no espelho, direcionada a Débora Rodrigues, envolvida nos atos de vandalismo do 8 de janeiro de 2023. “Débora Rodrigues, por favor, não desperdice batom; isso é para deixar as mulheres bonitas!!! Estátua de merd* se usa TNT”.
Frequentador assíduo de um bar local, Francisco era chamado de “capixaba”. Na noite anterior ao atentado, escreveu o nome de sua candidatura de 2020 na parede do bar e cantou “Decida”, de Milionário e José Rico. A letra dizia: “Decida se vai embora ou fica comigo”, o que gerou especulações sobre uma possível desilusão pessoal.
Uma amiga de Rio do Sul, que pediu anonimato, ficou surpresa com a mudança de “tio Fan Fan”, como era conhecido. Segundo a mulher, há dez anos ele não demonstrava interesse por política. Em 2020, no entanto, candidatou-se a vereador pelo Partido Liberal (PL).