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Reconhecido como um dos principais líderes espíritas do país e embaixador da paz, Divaldo dedicou mais 70 anos à divulgação da doutrina espírita no Brasil

Foto: Reprodução/ assessoria

O médium e orador espírita Divaldo Pereira Franco morreu na terça-feira (13), às 21h45, em Salvador, aos 98 anos. A informação foi divulgada pela Mansão do Caminho, instituição fundada por ele e por Nilson de Souza Pereira em 1952. A causa da morte não foi oficialmente informada, mas ele enfrentava um câncer na bexiga desde novembro do ano passado.

Reconhecido como um dos principais líderes espíritas do país e embaixador da paz, Divaldo era natural de Feira de Santana (BA) e dedicou mais de sete décadas à divulgação da doutrina espírita no Brasil e no exterior. Ao longo de sua trajetória, realizou mais de 20 mil conferências em 71 países e publicou mais de 260 livros psicografados, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos. Suas obras foram traduzidas para 17 idiomas.

Além do trabalho como escritor e conferencista, Divaldo desenvolveu um reconhecido trabalho social. A Mansão do Caminho, localizada no bairro Pau da Lima, atende diariamente mais de 5 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, oferecendo serviços nas áreas de educação, saúde e assistência social. O complexo abriga 44 edificações, incluindo escolas, creches e unidades de atendimento médico.

Divaldo também ficou conhecido por ter adotado mais de 650 filhos ao longo da vida. Foi homenageado por mais de 800 instituições nacionais e internacionais por sua atuação humanitária. Ele era chamado carinhosamente de “Tio Divaldo” por muitos dos que foram acolhidos por seu trabalho.

O velório será realizado nesta quarta-feira (14), das 9h às 20h, no ginásio da Mansão do Caminho, em Salvador. O sepultamento está marcado para quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz.

Com a morte de Divaldo Franco, o espiritismo brasileiro perde uma de suas vozes mais influentes e respeitadas.

Informações Bahia.ba


Alta foi de 48,6% na comparação anual. Conselho de Administração aprovou pagamento de dividendos de R$ 11,72 bilhões

Foto: Agência Petrobras

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (12) um lucro líquido de R$ 35 bilhões (US$ 6 bilhões) no primeiro trimestre do ano. O número significa um aumento de 48,6% em relação ao mesmo período de 2024 que foi de R$ 23,7 bilhões. A presidente da estatal, Magda Chambriard falou apontou a alta na produção nos últimos três meses do ano passado.

“Assim, alcançamos um caixa de US$ 8,5 bilhões com as nossas operações, que nos permite investir para continuar gerando valor e remunerar os nossos acionistas”, disse no comunicado da divulgação do balanço financeiro. “Iniciamos o ano de 2025 com resultados operacionais e financeiros robustos, que refletem a capacidade técnica da Petrobras em superar desafios e gerar valor para a sociedade brasileira”, completou.

Os investimentos atingiram R$ 23,7 bilhões (US$ 4,1 bilhões), concentrados em projetos do pré-sal nos campos de Búzios e Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos, na costa do Rio de Janeiro. A companhia também registrou uma forte geração de caixa, alcançando um EBTIDA, um dos indicadores financeiros utilizados para avaliar uma empresa, ajustado de R$ 61 bilhões (US$ 10,5 bilhões) e um Fluxo de Caixa Operacional (FCO) de R$ 49,3 bilhões (US$ 8,5 bilhões). O FCO representa o que a empresa gerou de caixa a partir de suas operações.

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio intercalares de R$ 11,72 bilhões. O valor corresponde a R$ 0,90916619 por ação ordinária e preferencial em circulação, como antecipação da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2025.

Informações Bahia.ba


Os aposentados e pensionistas notificados deverão indicar, já na quarta-feira (14), se autorizaram ou não os descontos

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A partir desta terça-feira (13), aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus benefícios previdenciários por meio de associações receberão uma notificação do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A mensagem será enviada exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS.

Segundo o órgão, cerca de 9 milhões de beneficiários serão informados sobre os valores descontados e os nomes das entidades responsáveis. Os aposentados e pensionistas notificados deverão indicar, já na quarta-feira (14), se autorizaram ou não os descontos.

Caso declarem que não autorizaram, poderão solicitar o ressarcimento dos valores também a partir de quarta. O INSS informou que os reembolsos se referem a cobranças realizadas entre março de 2020 e março de 2025.

A devolução será responsabilidade das associações, que terão até 15 dias úteis para efetuar o pagamento após serem acionadas. Em caso de descumprimento, poderão ser cobradas judicialmente. O beneficiário não precisará apresentar nenhum documento para ser reembolsado.

O INSS reforça que a notificação será feita apenas pelo aplicativo Meu INSS. Não haverá envio de SMS, ligações telefônicas ou uso de intermediários. Em caso de dúvida, o segurado pode entrar em contato com a central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Informações Bahia.ba


Ministro já teve convocação aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional

Ministro Ricardo Lewandowski Foto: Jamile Ferraris/MJSP

A decisão do governo Lula (PT) de não atender a um pedido dos Estados Unidos para enquadrar as facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas segue gerando reações, especialmente no Congresso Nacional.

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), presidida pelo deputado Filipe Barros (PL-PR), pretende cobrar explicações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Barros anunciou que a comissão está preparando um pacote de ações para tratar da atuação internacional dessas facções.

Para o parlamentar, a recusa do governo Lula de classificar as facções como terroristas é desarrazoada e ignora alertas já emitidos pela própria Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que apontam o risco de deterioração das relações diplomáticas com países vizinhos devido à presença transnacional dos grupos criminosos.

Na última quarta-feira (7), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional aprovou as convocações para ouvir Lewandowski e também o ministro Mauro Vieira (Itamaraty). No caso de Lewandowski, porém, o pedido está mais relacionado ao asilo diplomático concedido à ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia.

Vieira, por sua vez, será questionado sobre a “omissão do Estado brasileiro diante da grave situação humanitária enfrentada por oposicionistas do regime de Nicolás Maduro” que estavam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas. O grupo foi retirado do local e enviado aos EUA em uma operação que contou com a participação do governo americano.

Informações Pleno News


Alta cúpula do Judiciário dribla regras da transparência e mantém em segredo quem viajou e o por quê

Fab
A FAB identifica apenas as viagens do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF | Foto: Reprodução/Flickr/Supremo Tribunal Federal 

Supremo Tribunal Federal (STF) tem ocultado informações sobre viagens de ministros em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) desde 2023. O tribunal também desrespeitou prazos legais ao responder com atraso a dois pedidos feitos via Lei de Acesso à Informação. O jornal Folha de S.Paulo divulgou as informações neste domingo, 11. 

Apesar das solicitações feitas em fevereiro e março deste ano, o STF não esclareceu quais magistrados utilizaram os voos, tampouco revelou a lista de passageiros. A resposta só veio depois de um questionamento da imprensa à assessoria da Corte.

A FAB identifica apenas as viagens do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF. Ainda assim, os registros disponíveis no site são parciais e não incluem a identificação de quem acompanhou o magistrado.

Portanto, as demais viagens foram classificadas como “à disposição do Ministério da Defesa”, um subterfúgio previsto em decreto de 2020. Esse enquadramento permite que autoridades viajem sob o pretexto de “segurança”, sem a devida prestação de contas.

De acordo com o Ministério da Defesa, ministros da Corte realizaram ao menos 154 voos com essa classificação entre janeiro de 2023 e fevereiro de 2025 — mais de 70% transportaram apenas um magistrado.

Falta de padrão e transparência agrava cenário político

A ausência de uniformidade na divulgação dos dados compromete a imagem institucional do tribunal. O advogado Bruno Morassutti, da ONG Fiquem Sabendo, afirma que os ministros adotam entendimentos próprios sobre o que divulgar ou manter em sigilo.

“O STF perde muito em não dar transparência adequada a essas informações”, disse Bruno. “Prejudica a imagem da instituição desnecessariamente num momento politicamente sensível.”

Embora a legislação determine que toda informação classificada como sigilosa deve vir acompanhada do nível “reservado, secreto ou ultrassecreto” e prazo de validade, o STF ignorou essa exigência.

O site da Corte, que deveria listar os dados sob sigilo, afirma que não há registros ocultos — uma contradição flagrante.

STF só respondeu depois de ser cobrado pela imprensa

A Lei de Acesso estabelece um prazo de cinco dias úteis para respostas a recursos. A assessoria de comunicação do STF só respondeu ao pedido da Folha de S.Paulo depois que o jornal a pressionou diretamente, mais de um mês depois do prazo legal.

Nas respostas padronizadas, a Corte citou um acórdão do Tribunal de Contas da União que autoriza sigilo em viagens que coloquem “em risco a segurança de autoridades”. Entretanto, omitiu o grau do sigilo adotado e evitou mencionar as viagens dos demais ministros.

Informações Revista Oeste


Segundo o ministro da Fazenda, o governo petista, por enquanto, não planeja usar recursos públicos

Fernando Haddad participa de coletiva de imprensa
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a Cerimônia de posse de Sidônio Palmeira, no cargo de Ministro da Secretaria de Comunicação Social, realizada nesta terça-feira — 14/1/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) para assegurar que 12 associações investigadas por fraude ressarçam aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que tiveram descontos indevidos.

“Parece que há quantidade de dinheiro disponível dessas associações para começar o ressarcimento de quem foi prejudicado, segundo a informação que eu obtive ontem, 8”, disse Haddad em São Paulo, durante evento na sede da B3.

O governo pretende usar inicialmente os recursos bloqueados dessas entidades antes de recorrer ao Orçamento público. Se os bens das associações não forem suficientes, fundos públicos poderão ser utilizados. 

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou que os detalhes sobre a fonte dos recursos serão definidos em breve e que os beneficiários precisarão comprovar que os descontos ocorreram sem autorização.

Devoluções do INSS

Fachada do INSS em Brasília - 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Fachada do INSS em Brasília – 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, mencionou à CNN Brasil que recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de emendas podem custear a reposição. 

O INSS devolverá cerca de R$ 292,7 milhões entre 26 de maio e 6 de junho, montante referente a valores bloqueados depois da revelação das fraudes. Os depósitos serão feitos nas contas onde os aposentados ou pensionistas recebem seus benefícios mensais.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, assegurou que o governo fará todo o possível para garantir o ressarcimento dos beneficiários afetados. Há discussões no governo sobre quais áreas do orçamento serão utilizadas para financiar essas devoluções. 

Relatório da CGU estima que as associações envolvidas nas fraudes acumularam cerca de R$ 6,3 bilhões, incluindo repasses autorizados.

Outros temas abordados por Haddad

No evento, Haddad também abordou a inflação, que subiu 0,43% em abril, principalmente devido aos preços de alimentos e medicamentos. 

Ele alega que, apesar das dificuldades econômicas globais, o Brasil está preparado para enfrentar os desafios e pretende manter a inflação dentro da meta, enquanto continua a fomentar emprego e renda no país.

Haddad também mencionou discussões sobre a reforma do imposto de renda. O ministro espera que o diálogo com o Legislativo seja ampliado para que decisões informadas possam ser tomadas em relação à reforma tributária.

Informações Revista Oeste


O ressarcimento ocorrerá entre os dias 26 de maio e 6 de junho, com os valores sendo depositados diretamente na conta onde os segurados recebem seus benefícios

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou nesta sexta-feira (9) a devolução de R$ 292 milhões para aposentados e pensionistas prejudicados por descontos irregulares em seus benefícios, praticados por entidades associativas envolvidas no esquema de fraudes deflagrado pela Polícia Federal (PF). O ressarcimento ocorrerá entre os dias 26 de maio e 6 de junho, com os valores sendo depositados diretamente na conta onde os segurados recebem seus benefícios mensais.

Segundo matéria do InfoMoney, a devolução é referente ao mês de abril, e ocorrerá mesmo após o bloqueio da modalidade por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU). Os valores foram retidos porque a folha de pagamento já havia sido processada antes da ordem de suspensão, detalha o INSS.

O presidente do Instituto, Gilberto Waller Júnior, reforçou que o órgão não entrará em contato com os segurados por WhatsApp, SMS ou outros meios. As notificações oficiais serão realizados apenas pelo aplicativo Meu INSS e pelo telefone 135.

Informações Bahia.ba


O rombo bilionário na estatal consta do balanço financeiro divulgado nesta sexta-feira, 9

Correios registraram rombo histórico | Foto: Reprodução/Facebook
Correios registraram rombo histórico | Foto: Reprodução/Facebook

Os Correios tornaram público nesta sexta-feira, 9, no Diário Oficial da União, o balanço financeiro referente ao exercício de 2024. O resultado foi um prejuízo de R$ 2,6 bilhões. A cifra representa um aumento expressivo em relação a 2023, quando a estatal teve perdas de R$ 597 milhões. Ao revisar os números do ano anterior, o rombo foi ajustado para R$ 633 milhões. A reclassificação teve como objetivo adequar os dados às normas contábeis.

O prejuízo bilionário coloca 2024 como o pior desempenho dos Correios desde 2016. Naquele ano, a empresa fechou com perdas de R$ 1,5 bilhão, valor que sobe para R$ 2,3 bilhões com a correção inflacionária. Entre os pontos críticos identificados está o desempenho das agências. Das 10,6 mil unidades de atendimento, apenas 15% apresentaram superávit. A grande maioria operou com mais despesas do que receitas.

Mesmo com o cenário negativo, a estatal destacou a manutenção do acesso universal aos serviços postais. A cobertura inclui todos os 5,5 mil municípios do país. A empresa afirma que pratica tarifas consideradas acessíveis, apesar do alto custo de manter unidades deficitárias em operação.

Fabiano Santos, dos Correios, e Lula
Fabiano Santos, presidente dos Correios, e Lula | Foto: Reprodução/Twitter/X/@correiosBR

Apesar do rombo, os Correios anunciaram aportes relevantes ao longo do ano

Em contrapartida, os Correios anunciaram aportes relevantes ao longo do ano. Somente em 2024, os investimentos alcançaram R$ 830 milhões. Com isso, o total investido nos dois últimos anos chegou a R$ 1,6 bilhão. Parte significativa desse montante foi destinada à renovação da frota e à manutenção da infraestrutura.

O plano estratégico da empresa prevê modernização e transição para práticas mais sustentáveis. No ano passado, os Correios adquiriram 50 furgões elétricos, 2,3 mil bicicletas elétricas, 3,9 mil bicicletas com baú e mais 1,5 mil veículos convencionais para renovação da frota. Esses equipamentos integram o projeto ambiental de cinco anos da companhia.

Em nota, a empresa afirmou que a sustentabilidade seguirá como diretriz principal nas decisões corporativas.

“A sustentabilidade continuará a ser tema central em nosso dia a dia. Esperamos evoluir ainda mais em nossos propósitos de caráter social e ambiental”, declarou a estatal.

O enfraquecimento da receita também contribuiu para o resultado negativo. A arrecadação com serviços caiu para R$ 18,9 bilhões, valor inferior ao registrado em 2023, que foi de R$ 19,2 bilhões. Essa é a menor receita desde 2020, quando a empresa somou R$ 17,2 bilhões.

Custos operacionais aumentaram consideravelmente

Além disso, os custos operacionais aumentaram consideravelmente. Em 2024, chegaram a R$ 15,9 bilhões, contra R$ 15,2 bilhões no ano anterior. O crescimento foi impulsionado por despesas com pessoal. Esses gastos passaram de R$ 9,6 bilhões para R$ 10,3 bilhões. A estatal atribuiu a alta ao Acordo Coletivo de Trabalho, que adicionou R$ 550 milhões aos custos, e ao reajuste no vale-refeição, que somou R$ 41 milhões.

Outro fator de impacto foi o aumento nas despesas administrativas. Em 2024, o total chegou a R$ 4,7 bilhões. O número representa um acréscimo de R$ 655 milhões em relação a 2023 e atingiu o maior valor histórico da empresa nesse tipo de gasto.

O resultado financeiro também agravou a situação. A estatal registrou déficit de R$ 379 milhões nessa área. No ano anterior, o mesmo indicador apresentou superávit de R$ 44 milhões. Em 2024, as despesas financeiras somaram R$ 846 milhões, enquanto as receitas com aplicações atingiram R$ 466 milhões.

Informações Revista Oeste


Percentual ficou em 9,2%, alcançando o maior patamar já registrado desde a pandemia, época marcada pelo auxílio emergencial

Foto: Lyon Santos/MDS

O percentual de brasileiros que receberam recursos de programas sociais do governo Federal cresceu em 2024, alcançando o patamar de 9,2%, o maior já registrado desde a pandemia. A porcentagem estava em 8,6% no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8).

Segundo matéria da Folha de São Paulo, o novo percentual fica atrás apenas do registrado no período entre 2020 (13%) e 2021 (9,5%), marcado pelo auxílio emergencial na pandemia. A série histórica começou em 2012, quando a proporção era de 6,3%.

Os maiores percentuais, por região, foram registrados no Norte e Nordeste, onde a parcela de habitantes contemplados pelos programas chegou a 13,5% e a 15,7%, respectivamente. O Sul, por sua vez, teve a menor porcentagem, com 4,6%.

O valor médio de quem tinha alguma dessas transferências ficou em R$ 836 no país, recorde da série, com aumento de 2,2% no ano, e de 72,7% desde 2019. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Rendimento de Todas as Fontes 2024.

O levantamento também aponta um aumento na proporção de domicílios com pessoas que receberam transferências como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros benefícios, que podem incluir o Pé-de-Meia e os auxílios temporários a pessoas atingidas por eventos climáticos na região Norte e no Rio Grande do Sul.

Informações Bahia.ba


A medida segue uma determinação do TCU, conforme registrado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 8

INSS bloqueia descontos de empréstimos consignados para todos os segurados
Gilberto Waller Júnior, novo presidente do INSS, era procurador federal | Foto: Reprodução/Redes sociais

O novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Junior, determinou, nesta quinta-feira, 8, o bloqueio de novos descontos relativos a empréstimos consignados para todos os beneficiários. A suspensão é válida independentemente da data em que o benefício foi concedido. 

Conforme o despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), os segurados poderão solicitar o desbloqueio dos descontos por meio dos serviços oferecidos pelo INSS para essa finalidade.

A medida atende a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Nesta quarta-feira, 7, a Corte rejeitou recursos da antiga gestão do INSS e de entidades sindicais contra um acórdão de 2023, que determinou uma série de obrigações para evitar fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas.

Prédio da Controladoria-Geral da União, um dos órgãos que desvendou escândalo do INSS
Prédio da Controladoria-Geral da União, um dos órgãos que desvendou escândalo do INSS | Foto: Divulgação/CGU

No primeiro semestre do ano passado, a fiscalização do TCU já havia identificado que parte dos descontos feitos nos benefícios não tinha autorização dos segurados. Em junho, foi determinada a exigência de assinatura eletrônica avançada e biometria ou a comprovação documental, conforme as normas vigentes, para novos descontos feitos por associações. 

Mesmo assim, a gestão anterior do instituto continuou autorizando novos descontos nos benefícios.

TCU dá 15 dias para INSS apresentar plano de ressarcimento

Nesta quarta-feira, o ministro do TCU Bruno Dantas deu 15 dias para que o INSS e o Ministério da Previdência Social apresentem um plano de ressarcimento dos valores descontados indevidamente dos segurados vítimas das fraudes. 

Fachada do INSS em Brasília - 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Fachada do INSS em Brasília – 2.11.2023 | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Segundo o ministro, são “incontestáveis” os elementos de gravidade dos fatos noticiados. Ele também apontou a “fragilidade institucional” do INSS, “a qual permitiu que grupos criminosos perpetrassem as fraudes noticiadas com a participação ativa de servidores da alta administração da autarquia”.

Dantas determinou ainda que, no mesmo prazo, o INSS e o Ministério da Previdência Social informem quais medidas administrativas estão sendo adotadas para apurar a responsabilidade dos servidores públicos envolvidos nas fraudes.

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