Isabel Martins da Costa, uma das sobreviventes da tragédia ocorrida na cidade mineira de Capitólio, no último sábado (8), levou 200 pontos na cabeça. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, no domingo (9), Isabel afirmou que o resultado do acidente foi “um alívio”.
– É um alívio mesmo, uma sensação de pertencimento, das pessoas te esperando, todo mundo se importando – disse.
Isabel estava com a irmã, Ana Costa, e com outros familiares, em um passeio de lancha. Ana, que também falou sobre o episódio, disse lembrar-se de ver a rocha caindo em cima do barco em que estava e de pensar que iria morrer.
– Eu lembro que vi a rocha caindo, vindo uma onda preta em cima do barco. A gente afundou, mergulhou e, nessa hora, eu falei: “eu vou morrer” – relatou Ana.
SOBRE O CASO Uma enorme rocha se desprendeu de um cânion na cidade de Capitólio, em Minas Gerais, por volta das 12h30 de sábado (8), causando um grande acidente que atingiu ao menos quatro embarcações, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Dez pessoas morreram e ao menos duas seguem internadas.
Desde a tarde de sábado, uma equipe de mergulhadores está no local e não há previsão de término das buscas. Ao todo, 27 pessoas foram atendidas e liberadas. A Marinha foi acionada e vai investigar as circunstâncias do ocorrido. A Defesa Civil local já havia emitido um alerta sobre chuvas intensas na região, com a possibilidade da ocorrência de uma “cabeça d’água”.
Apesar dos dez mortos terem sido resgatados, algumas vítimas tiveram somente partes de corpos encontradas; reunião discutirá segurança do turismo na região
Foto: CBMMG
As buscas no Lago de Furnas, em Capitólio (MG), continuarão pelos próximos dias, conforme anunciaram a Defesa Civil e a Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo os órgãos, os trabalhos prosseguirão porque, embora todos os dez mortos tenham sido resgatados, algumas vítimas tiveram somente pedaços de corpos encontrados.
Além disso, a polícia aguarda eventuais comunicações de novos desaparecimentos, no caso de eventuais turistas que estavam sozinhos. “Pode ser que uma pessoa ou um casal estivesse caminhando e tenha caído uma pedra. Até o momento, nenhum dos órgãos recebeu informação de outros desaparecidos. Nós estamos iniciando e não temos pressa de terminar os trabalhos”, disse o delegado Marcos Pimenta, da Polícia Civil mineira.
Segundo Pimenta, até agora foram identificados apenas dois corpos, um formalmente, com base nas impressões digitais, e outro com base em reconhecimento precário de parentes, que ainda requer comparação com material genético. Oimpacto da rocha, informou o delegado, está dificultando os trabalhos de reconhecimento.
Responsabilidades
O sargento da Defesa Civil de Minas Gerais Wander Silva informou que a apuração sobre a falta de fiscalização e de medidas de segurança, que poderiam ter prevenido a tragédia, será discutida na investigação do inquérito aberto pela Marinha.
“Este não é o momento [de discutir isso]. Estamos concentrados nas buscas, e essas responsabilidades, no decorrer do inquérito, serão apuradas. Isso será verificado posteriormente”, argumentou. Cerca de duas horas antes da tragédia, a Defesa Civil mineira emitiu um alerta de cabeça d´água (forte enxurrada em rios provocada por chuvas) para a região de Capitólio, mas os passeios turísticos continuaram normalmente.
Reunião
Os prefeitos de São José da Barra, Paulo Sergio de Oliveira, e de Capitólio, Cristiano Silva, anunciaram que medidas para reforçar a segurança do turismo no Lago de Furnas serão discutidas nesta segunda-feira (10). O encontro reunirá prefeitos da região e representantes da Defesa Civil de Minas Gerais, da Polícia Militar e da Marinha.
Segundo o prefeito de Capitólio, uma lei municipal de 2019 disciplina o turismo no cânion, proibindo banhos na área de circulação das lanchas e limitando a 40 o número de embarcações que podem permanecer por até 30 minutos na área do cânion. Além disso, normas da Marinha estabelecem o ordenamento da orla do lago.
Ele admitiu, no entanto, que, até agora, não existia uma norma sobre a distância mínima entre as lanchas e os paredões rochosos. Segundo ele, um perímetro mínimo de segurança só poderá ser definido após estudo técnico. O prefeito ressaltou que o desprendimento de um bloco tão grande é inédito na região.
“Meu pai vive aqui há 76 anos e nunca viu um desligamento de rocha desses. Acredito que, daqui para a frente, a gente precisa fazer uma análise [geológica]. Aquelas falésias estão ali há milhares de anos. Essa formação rochosa de quartzito tem essas fendas e fissuras. Já foram feitos vários estudos geológicos. Se tinha algum risco, tinha de ser emitido por um órgão superior”, explicou.
O prefeito disse ainda que uma foto de 2012, divulgada ontem nas redes sociais, com paredão com fissura larga, não se refere à rocha que desabou, mas a um que continua intacto no trecho central do cânion. De acordo com ele, a fissura no bloco que desmoronou era menor que a da pedra mostrada na foto.
Visita cancelada
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que visitaria o município de Capitólio no domingo, cancelou a ida à região. Segundo o governo estadual, o mau tempo impossibilitou a viagem.
“Por causa das fortes chuvas que atingem o estado, as quais inviabilizam as autorizações e condições para voo, o governador não irá a Capitólio neste domingo. Nova data para a viagem será anunciada em breve”, informou a Secretaria de Governo do estado.
Os corpos das duas últimas vítimas desaparecidas no desmoronamento de um bloco de pedras no lago de Furnas, em Capitólio (MG), foram encontrados agora à tarde, informou o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Segundo a corporação, a tragédia deixou um saldo de dez mortos e pelo menos 32 feridos.
O oitavo corpo havia sido resgatado de manhã. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Passos (MG), onde estão sendo identificados com a ajuda de papiloscopistas enviados pela Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte.
Os trabalhos de busca tinham recomeçado às 5h de hoje (9) e envolveram cerca de 50 pessoas, entre bombeiros e militares da Marinha. Ao todo, 11 mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuaram na operação.
A Marinha do Brasil empregou sete embarcações – quatro lanchas e três motos aquáticas. Ao todo, 30 militares trabalharam na operação: 20 no local do desastre e 10 no centro de coordenação montado no município de São João Batista do Glória, perto de Capitólio.
As operações haviam sido interrompidas às 19h de ontem (8) por falta de visibilidade. O desabamento ocorreu por volta das 12h30 desse sábado, quando um grande bloco de pedra se desprendeu do cânion do Lago de Furnas e caiu sobre pelo menos três lanchas. Duas embarcações afundaram.
Em relação aos feridos, a maioria sofreu ferimentos leves, mas pelo menos duas pessoas tiveram fraturas expostas e passaram por cirurgias em hospitais da região. Vídeos nas redes sociais mostraram o momento do desabamento, no principal ponto turístico do passeio de lancha, com duas cachoeiras na entrada do cânion.
O oitavo corpo de vítima do desmoronamento de um bloco de pedras no lago de Furnas, em Capitólio (MG), foi encontrado, confirmou há pouco o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Segundo a corporação, ainda existem dois desaparecidos.
Os trabalhos de busca recomeçaram às 5h de hoje (9) e envolvem cerca de 50 pessoas, entre bombeiros e militares da Marinha. Ao todo, 11 mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuam na operação. A Marinha do Brasil emprega sete viaturas, quatro lanchas e três motos aquáticas.
As operações haviam sido interrompidas às 19h de ontem (8) por falta de visibilidade. O desabamento ocorreu por volta das 12h30, quando um grande bloco de pedra se desprendeu do cânion do Lago de Furnas e caiu sobre pelo menos três lanchas. Duas embarcações afundaram.
Além dos oito mortos, a tragédia deixou 32 pessoas feridas. Pelo menos dois dos feridos tiveram fraturas expostas e passaram por cirurgias em hospitais da região. Vídeos nas redes sociais mostraram o momento do desabamento, no principal ponto turístico do passeio de lancha, com duas cachoeiras na entrada do cânion.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, o tenente Pedro Aihara, relatou que a lancha mais afetada pela queda de um bloco dos cânions de Capitólio, neste sábado (8), tinha o nome de ‘Jesus’. No chocante vídeo que mostrou o deslizamento do paredão de pedras, a embarcação é que está mais próxima e na direção da queda das rochas.
Segundo Aihara, todas as pessoas que morreram ou estão desaparecidas estavam na lancha ‘Jesus’.
– As pessoas que no momento estão desaparecidas são das que estavam na lancha de nome Jesus que foi atingida diretamente pela rocha. Essas três [agora duas] não foram encontradas, nem resgatadas. A lancha Jesus teve o maior número de atingidos – informou o tenente.
As buscas pelos desaparecidos foram retomadas no início da manhã deste domingo (9). Das pessoas que estavam sem paradeiro, uma já foi encontrada, sendo do sexo masculino – aumentando para 8 o número de mortos no acidente. Ainda restam duas pessoas desaparecidas.
Declaração foi dada pelo presidente durante conversa com jornalistas
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Isac Nóbrega/PR
Em conversa com jornalistas neste sábado (8), o presidente Jair Bolsonaro revelou que está com uma “hérnia grande” do lado direito da barriga. De acordo com ele, existe a possibilidade de passar por um procedimento para tratar o problema.
De acordo com ele, a ideia seria utilizar uma tela cirúrgica.
– Eu estou com uma hérnia grande do lado direito, talvez tenha que colocar uma tela aqui. No resto, tudo bem. Estou louco para comer um salgadinho aí, mas está a esposa aí. Se ela não estivesse, já tinha traído o doutor Macedo. É a vida – destacou.
No começo da semana, Bolsonaro chegou a ser internado com uma obstrução intestinal. Ele foi liberado dois dias após dar entrada no hospital.
O concurso 2.442 da Mega-Sena, realizado nesse sábado (8) à noite, não teve acertadores das seis dezenas. Os números sorteados foram 02 – 07 – 09 – 25 – 41 e 49.
O próximo concurso (2.443), na quarta-feira (12), deve pagar o prêmio de R$ 11 milhões.
A quina teve 63 ganhadores e cada um vai receber R$ R$ 31.638,77. Os 4.651 acertadores da quadra receberão o prêmio individual de R$ 612,23.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.
O concurso é realizado às 20h, no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.
Informação foi atualizada pelo Corpo de Bombeiros de Minas
Foto: Divulgação/CBMMG
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou, nesse sábado (8) à noite, que são sete os mortos no desabamento de rocha no cânion de Capitólio (MG). Três pessoas estão desaparecidas.
Em nota, a corporação explicou que a mudança no número de óbitos de dá em decorrência da própria característica do acidente, já que muitas pessoas foram socorridas por embarcações que estavam na região e levadas por meios próprios para unidades hospitalares. A informação anterior é de que havia seis mortos.
O Corpo de Bombeiros diz ainda, na nota, que inicialmente as vítimas foram classificadas como desaparecidas, mas que ao longo do dia, graças à força-tarefa em atuação na região, foi possível fazer contato com as pessoas.
A estimativa inicial de 20 desaparecidos inclui, portanto sete mortos, dez pessoas localizadas por telefone e três que continuam desaparecidas.
A queda ocorreu por volta do meio-dia de ontem e atingiu pelo menos quatro barcos de turistas. As vítimas foram levadas para hospitais das cidades de Passos, Piumhi e São José da Barra. Segundo os bombeiros, pelo menos 30 pessoas ficaram feridas.
Os trabalhos de busca pelas pessoas desaparecidas foram retomados hoje (9), às 5h.
TSE endureceu regras sobre compartilhamento de informações inverídicas
Foto: Marcelo Camargo
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em dezembro, todas as normas que valerão para as eleições gerais de 2022, incluindo aquelas referentes à propaganda eleitoral.
Entre as principais novidades está o endurecimento das regras relativas à produção e compartilhamento de informações sabidamente inverídicas sobre candidatos, partidos e o próprio processo eleitoral.
Tais condutas já eram vedadas e coibidas pela Justiça Eleitoral, mas a nova resolução prevê a responsabilização penal mais severa de quem espalhar desinformação.
Quem divulgar, na propaganda eleitoral ou durante a campanha, fake news sobre candidatos e partidos, por exemplo, fica agora sujeito à pena de detenção de dois meses a um ano, além de multa.
A mesma pena se aplica a quem produz, oferece ou vende vídeo com conteúdo inverídico acerca de partido ou candidato. A punição é acrescida de um terço se a conduta for praticada por meio de rádio, televisão ou redes sociais.
Pena ainda maior – de dois a quatro anos de prisão e multa de R$ 15 mil a R$ 50 mil – está prevista para quem contratar terceiros com a finalidade de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou desabonar a imagem de candidato, partido ou coligação.
A resolução ainda deixa explícito ser proibida a divulgação e compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.
“Isso quer dizer que eventuais mentiras espalhadas intencionalmente para prejudicar os processos de votação, de apuração e totalização de votos poderão ser punidos com base em responsabilidade penal, abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação”, alertou o TSE.
Assim como em eleições anteriores, segue também vedado o disparo em massa de comunicações via aplicativos de mensagens instantâneas, embora seja possível contratar o impulsionamento de conteúdo na internet, desde que o serviço seja contratado junto a empresas previamente cadastradas no TSE.
Showmício
Segue vedada ainda a realização, seja de forma presencial ou via transmissão pela internet, dos chamados showmícios – eventos culturais com o objetivo claro de promover candidato ou partido. Contudo, fica permitida a realização de shows e eventos com objetivo específico de arrecadar recursos de campanha, desde que não haja pedido de votos.
Essas e outras regras específicas sobre propaganda eleitoral já foram publicadas no Diário da Justiça Eletrônico e podem ser acessadas aqui.
STJ irá gastar quase R$ 600 mil com alimentos em 2022 Foto: Pixabay
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está disposto a gastar pelo menos R$ 590 mil com alimentos neste ano. O café da manhã dos servidores e magistrados será especialmente reforçado: serão gastos R$ 36 mil em cápsulas de café e R$ 34 mil em pão de queijo. Também estão reservados R$ 8 mil para refrigerantes.
A Corte também planeja gastar R$ 7 mil em pacotes de biscoito do tipo casadinho com goiabada – o que dá uma média de 12 quilos do doce por mês. Também está na lista de gastos a aquisição de 1,3 mil pacotes de biscoito recheado, a um custo de R$ 4 mil para o contribuinte.
A licitação para definir o fornecimento dos gêneros alimentícios será aberta na próxima sexta-feira (14). Serão beneficiados ministros, servidores e o berçário.