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A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (17), o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em uma operação para apurar suspeitas de crimes envolvendo a venda do Master para o Banco de Brasília (BRB). A ação cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão. Augusto Lima, sócio do Master, também foi preso na ação.

A operação foi batizada pela PF de Compliance Zero e detectou suspeitas da emissão de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após a fiscalização do Banco Central (BC), foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada. São investigados crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, dentre outros.

Em setembro, o Banco Central reprovou a compra de uma fatia do Banco Master pelo Banco de Brasília. O BC passou cinco meses analisando o processo. Um ponto central da decisão foi o risco de o BRB ser contaminado pelos ativos do Master considerados “podres”.

Na operação desta terça, além de Vorcaro e Lima, diretores do Master também são alvo de mandados de prisão.

LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
O BC decretou nesta terça-feira a liquidação extrajudicial do Banco Master, menos de um dia depois de o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição. Segundo pessoas que acompanham o tema de perto, a liquidação acaba com a possibilidade de o acordo avançar.

A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a Master SA Corretora de Câmbio. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante, com amplos poderes de administração e liquidação.

A liquidação judicial do Master entrou no radar do mercado desde setembro, quando o BC negou a autorização para o BRB adquirir a companhia. O modelo de negócios do Master era considerado problemático, já que o banco emitia papéis garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e pagava taxas muito acima do mercado.

A liquidação extrajudicial é um regime de resolução à disposição do BC para lidar com problemas graves em instituições financeiras, a fim de manter a estabilidade do sistema. A medida interrompe o funcionamento da instituição, retirando-a do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Isso significa que o banco fecha, ou seja, que deixa de funcionar.

*AE
Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil Money


A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono da instituição, durante uma operação nacional

Sócios do Banco Master são investigados por fraude no mercado financeiro - brb - cade
A decisão inclui uma ordem de prisão contra o empresário Daniel Vorcaro, principal nome por trás do grupo | Foto: Divulgação/Banco Master

Banco Central (BC) decretou nesta terça-feira, 18, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida atinge também o Banco Master Múltiplo e determina o bloqueio imediato dos bens de seus donos e antigos administradores.

O BC adota a liquidação extrajudicial quando considera inviável a recuperação de uma instituição financeira. Assim, o banco tem as atividades interrompidas e deixa de operar no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

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Não há prazo fixo para o encerramento da liquidação. O processo só termina por decisão do BC ou por decretação de falência. Com a medida, o Fundo Garantidor de Créditos assume o ressarcimento aos credores, dentro do limite de cobertura previsto em seu regulamento.

PF amplia ofensiva contra crimes financeiros

Polícia Federal (PF) prendeu Vorcaro em São Paulo, durante uma operação nacional contra crimes financeiros. Batizada de Compliance Zero, a investigação apura a suposta emissão de títulos de créditos falsos por instituições integrantes do SFN.

Nesse sentido, a operação da PF inclui cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 ordens de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Informações Revista Oeste


Ator, músico e compositor estava internado para tratar um enfisema pulmonar e não resistiu após uma parada cardíaca.

Instagram/jardsmacaleoficial

Morreu nesta segunda-feira (17), aos 82 anos, o ator, músico e compositor Jards Macalé. O artista estava internado em um hospital particular na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, para tratar um enfisema pulmonar. Ele passou por uma cirurgia, mas sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A morte foi confirmada pelas redes sociais oficiais do artista.

Jards Anet da Silva nasceu em 3 de março de 1943, na Tijuca, zona norte do Rio, nas proximidades do Morro da Formiga. Sua trajetória na cultura brasileira começou na década de 1960, período em que passou a se destacar como cantor, compositor e instrumentista.

Cercado de música desde a infância, Macalé cresceu ouvindo os batuques do samba no morro e, da janela de casa, as vozes dos vizinhos célebres Vicente Celestino e Gilda de Abreu. Essa convivência influenciou diretamente sua formação artística, marcada pela mistura de estilos e pela ousadia musical.

Ao longo da carreira, Macalé se tornou um dos nomes mais expressivos da música brasileira, conhecido por parcerias com artistas como Torquato Neto, Waly Salomão, Caetano Veloso e Gal Costa. Também atuou como ator e participou de trilhas sonoras de importantes produções nacionais.

Com informações da Agência Brasil


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido apresentado pela defesa de Daniel Silveira para que ele realizasse fisioterapia aos fins de semana. A decisão, embora divulgada pelo STF nesta segunda-feira (17), foi assinada pelo ministro na semana anterior.

A solicitação dos advogados buscava permissão para que Silveira pudesse deixar sua residência aos sábados, domingos e feriados com o objetivo de realizar sessões de fisioterapia após um procedimento cirúrgico.

A equipe jurídica, composta por Paulo Faria e Michael Robert, anexou um laudo médico recomendando a continuidade do tratamento “todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados”, sob risco de “regressão funcional”.

Ao analisar o caso, Moraes entendeu que a demanda tinha o intuito de “mitigar condição expressamente fixada como requisito da própria progressão de regime”, o que, segundo ele, “comprometeria o controle judicial e a efetividade da execução penal”.

Moraes também destacou que Silveira possui autorização para seguir com o tratamento médico, desde que respeite os horários já estabelecidos pela Justiça. Ele reforçou que a rotina deve se adaptar ao recolhimento obrigatório: noturno nos dias de semana e integralmente aos finais de semana e feriados.

– O mero relato de recomendação de exercícios diários, embora relevante, não configura motivo suficiente para afastar a medida de recolhimento – afirmou Moraes.

*Pleno.News
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


O Ministério da Indústria e Comércio informou que gastou R$ 344.462,40 em um evento de moda realizado em junho, no restaurante Café de l’Homme, em Paris. A ação, chamada Brasil, Criativo por Natureza, contou com a presença da primeira-dama Janja Lula e da primeira-dama francesa Brigitte Macron.

O valor foi pago pela ApexBrasil e divulgado após pedido do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). Segundo o ministério, o objetivo foi promover estilistas brasileiras para o mercado europeu. Os dados foram apresentados por meio de resposta oficial ao parlamentar.

O desfile reuniu cinco criadoras do Brasil: Ângela Brito, Flávia Aranha, Marina Bitu, Rafaella Caniello e Celina Hissa. O cardápio do evento foi preparado pela chef Morena Leite, que atua em restaurante conhecido no país.

A pasta também informou que a missão brasileira na França custou R$ 2.153.239,34. O valor inclui logística, encontros e outras atividades realizadas além do desfile.

A ApexBrasil afirmou que a iniciativa destacou temas como sustentabilidade e participação feminina no setor da moda. A ação ocorreu em parceria com a ABEST e apresentou as peças das estilistas a compradores franceses.

*Pleno.News
Foto: Divulgação/Apex


Alteração de regras foi feita pelo ex-presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro

Luís Roberto Barroso, ministro do STF, no Plenário do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, DF (15/10/2025) | Foto: Reprodução/YouTube
Luís Roberto Barroso, ministro do STF, no Plenário do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, DF (15/10/2025) | Foto: Reprodução/YouTube

Uma norma editada em julho pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, passou a restringir o acesso público a informações processuais. A mudança, revelada pela revista Veja, impactou investigações antigas e reduziu a consulta a andamentos disponíveis na página do tribunal. Barroso deixou o STF em outubro, mas a resolução segue em vigor.

A regra reorganizou a tramitação eletrônica e estabeleceu cinco níveis de proteção: público, segredo de Justiça e três modalidades adicionais (moderado, padrão e máximo). Com esse modelo, diversos inquéritos e processos deixaram de exibir movimentações que antes eram visíveis ao cidadão.

Medida do STF torna investigação sobre Gleisi menos transparente

Segundo a publicação, entre os casos afetados, está a apuração sobre a ministra Gleisi Hoffmann. O inquérito investiga se ela recebeu vantagens ligadas a um esquema que atuava no Ministério do Planejamento, quando Paulo Bernardo chefiava a pasta. A Polícia Federal estima que o grupo tenha desviado R$100 milhões.

Até o mês passado, o sistema mostrava que o processo aguardava despacho da relatora, a ministra Cármen Lúcia. A investigação, que já dura dez anos, não apresenta mais qualquer atualização na plataforma.

Procurado pela Veja, o STF informou que a retirada de dados segue exatamente os parâmetros definidos pela resolução de Barroso, que redesenhou a classificação interna e ampliou os procedimentos de proteção a informações sigilosas.

Informações Revista Oeste


Conclusões fazem parte de uma auditoria conduzida pela corte

Foto: TCU/ Assessoria

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fragilidades na “governança, transparência e controle” da política de transação tributária, mecanismo criado para permitir que a União negocie dívidas fiscais com contribuintes. As conclusões fazem parte de uma auditoria conduzida pela corte, que avaliou a eficiência da recuperação de créditos tributários e a segurança jurídica nas negociações realizadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e pela Receita Federal.

O relatório, apresentado pelo ministro Walton Alencar e divulgado nesta semana, analisa a política instituída em 2020, que prevê a negociação de débitos por pessoas físicas e jurídicas. A iniciativa tem como objetivo reduzir o contencioso tributário e melhorar a arrecadação de créditos considerados de difícil recuperação na Justiça.

Para o TCU, o alto volume de disputas fiscais reforça a necessidade de aprimoramento das regras e de maior controle sobre o sistema, a fim de garantir transparência e eficácia nas negociações.

Informações Bahia.ba


O portão principal do espaço onde ocorre a Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP30), em Belém (PA), foi fechado na manhã desta sexta-feira (14) por causa de um protesto de indígenas Mundurukus em frente à Zona Azul, onde ocorrem as negociações. A entrada para a conferência da ONU está sendo feita por uma entrada lateral.

Ao menos duas dezenas de carros da Polícia Militar, bombeiros e agentes da Força Nacional estão de guarda. A manifestação ocorre um dia após o secretário para o Clima das Nações Unidas, Simon Stiell, cobrar o governo brasileiro, em uma carta, por melhorias no esquema de segurança e na infraestrutura para o evento ambiental, que teve 56 mil inscritos. O Ministério da Casa Civil diz estar tomando providências.

Na noite da última terça (11), um grupo de indígenas e integrantes do Coletivo Juntos, ligados ao PSOL, tentou acessar a área restrita a credenciados e foram contidos pela segurança. Os manifestantes conseguiram ultrapassar o sistema de raio-X, mas foram parados por um bloqueio antes de acessarem o local. Dois seguranças ficaram feridos e portas da entrada foram quebradas.

*AE
Foto: Pablo Porciuncula/ AFP


O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso pela Polícia Federal (PF) na quarta fase da Operação Sem Desconto nesta quinta-feira (13)

Ex-presidente do INSS recebia propina de R$ 250 mil de entidade investigada

O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso pela Polícia Federal (PF) na quarta fase da Operação Sem Desconto nesta quinta-feira (13), passou a receber uma propina de R$ 250 mil mensais de uma das entidades investigadas pelo esquema de descontos ilegais nas pensões de aposentados depois de assumir o comando do instituto vinculado ao Ministério da Previdência Social.

A informação consta na representação da PF que embasou a operação. Os valores eram pagos pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) por meio de empresas de fachada. A investigação apurou que a propina paga ao Stefanutto aumentou substancialmente depois que ele foi indicado para a cúpula do órgão pelo então ministro Carlos Lupi. Até então, de acordo com as investigações, Stefanutto recebia de R$ 50 mil a R$ 100 mil mensais da Conafer.

Para a PF, os repasses ao então presidente do INSS se deram em razão de sua influência no setor. Após a deflagração da primeira fase da Sem Desconto pela PF, em abril, Stefanutto foi afastado do cargo pela Justiça e acabou demitido em seguida por ordem de Lula, embora Lupi tenha atuado para mantê-lo à frente do instituto e o defendido publicamente.

Informações Metro1


Indicados por Lula, generais do Exército vão para Corte em momento de divergências internas

Os generais Anisio David de Oliveira Junior e Flavio Marcus Lancia Barbosa, durante sabatina no Senado | Divulgação/Agência Senado
Os generais Anisio David de Oliveira Junior e Flavio Marcus Lancia Barbosa, durante sabatina no Senado | Divulgação/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 12, as indicações dos generais Anisio David de Oliveira Junior e Flavio Marcus Lancia Barbosa. Eles vão ocupar assim os cargos de ministros do Superior Tribunal Militar (STM). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sabatinou e aprovou ambos com 26 votos favoráveis e apenas um contrário. O plenário confirmou os nomes com 53 e 50 votos a favor, respectivamente.

As nomeações substituem os ministros Marco Antônio de Farias e Odilson Sampaio Benzi, que se aposentaram recentemente. De acordo com a Constituição, as vagas militares no STM destinam-se a oficiais-generais da ativa do posto mais alto. O presidente da República nomeia, e o Senado decide pela aprovação ou não.

Senado tem Mourão e Jaques Wagner na relatoria

A sessão de sabatina também aprovou a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República, além das indicações de novos representantes para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Os ministros do STM Péricles Aurélio Lima de Queiroz e Guido Amin Naves acompanharam os trabalhos na comissão.

O general Anisio David teve como relator o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que elogiou sua liderança e integridade. “É um homem de honra, com trajetória marcada pela capacidade e equilíbrio.” Durante a sabatina, David declarou principalmente o seu compromisso com a Constituição e a liderança responsável. 

Sob relatoria de Jaques Wagner (PT-BA), o general Flavio Lancia reafirmou sobretudo o seu “compromisso de servir ao Brasil com lealdade, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição e as leis”. Wagner destacou do mesmo modo a formação e a experiência do indicado como garantias de preparo para o cargo.

As aprovações ocorrem em um momento de tensão dentro do STM. A presidente da Corte, ministra Elizabeth Rocha, e o ministro Amaral Oliveira trocaram farpas recentemente por divergências internas sobre o uso do cargo. Elizabeth foi a público dizer que o STM pedia “perdão” pelas vítimas da ditadura. Amaral discordou e, assim, reagiu ao dizer que e a colega precisa estudar mais história.

Os novos ministros; quem são os generais

Com mais de dois séculos, o Superior Tribunal Militar é a instância máxima da Justiça Militar da União e integra o Poder Judiciário desde 1934. É composto de 15 ministros — dez militares (quatro do Exército, três da Marinha e três da Aeronáutica) e cinco civis.

O general Anisio David, natural de Fortaleza (CE), ingressou no Exército em 1981 e comandou o Comando Militar do Oeste e o Departamento de Engenharia e Construção. Já o general Flavio Lancia, de Campinas (SP), iniciou carreira em 1978. Chefiou o Departamento de Educação e Cultura e o Comando Logístico do Exército.

Informações Revista Oeste

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