Karoline de Souza (à esquerda), de 24 anos, e Gabriela Silva Rocha (à direita), de 21 anos, foram encontradas mortas - Reprodução/Redes sociais
Karoline de Souza (à esquerda), de 24 anos, e Gabriela Silva Rocha (à direita), de 21 anos, foram encontradas mortas Imagem: Reprodução/Redes sociais

Karoline de Souza, 24, e Gabriela Silva Rocha, 21, foram encontradas mortas ontem com as mãos amarradas, amordaçadas e degoladas (com cortes no pescoço) em um rio de Santa Catarina. Elas estavam desaparecidas desde segunda-feira (2). A polícia trabalha agora com a hipótese de duplo homicídio e ainda não houve a prisão de suspeitos do crime.

As jovens, que moravam juntas, foram encontradas por volta das 14h35, no Rio dos Anjos, na cidade de Araranguá, no sul do estado.

Segundo a Polícia Militar e Civil, uma embarcação de populares encontrou primeiro o corpo de Gabriela, que estava com as mãos amarradas. Já Karoline foi achada na sequência pelo Corpo de Bombeiros, nas margens do rio, e também com as mãos presas, mas com uma camiseta na cabeça. Ambas estavam “com cortes no pescoço”.

Segundo as autoridades, Gabriela tinha passagens pela polícia.

De acordo com a funerária local, as duas foram veladas hoje pela manhã.

Karoline deixa dois filhos e Gabriela deixa um menino.

A investigação

Em transmissão ao vivo divulgada pela página no Facebook Portal Agora, a Polícia Civil informou à imprensa que tratou o caso inicialmente como desaparecimento ou sequestro, com provável feminicídio, após a denúncia.

O delegado Jair Pereira Duarte, que investiga o caso, disse que as apurações estão em estágio “bem avançado”, mas não poderia dar detalhes para não atrapalhar o trabalho da polícia.

“Elas foram retiradas do local [casa delas]. A gente conseguiu rastrear o caminho que elas fizeram [com ajuda de cachorros da Polícia Militar] até um determinado ponto. O local de onde foi o último lugar que elas andaram não é longe de onde foram encontrados os corpos.”
Delegado Jair Pereira Duarte

A polícia afirmou que trabalha com várias linhas de investigação e não descarta o envolvimento do tráfico de drogas no crime.

Duarte apontou ser “praticamente certa” que a autoria do crime seja de mais de um autor.

A delegada Eliane Chaves informou que ainda aguarda o laudo da perícia, mas as mãos amarradas, amordaçadas e com cortes nos pescoços foram os pontos que a corporação notou inicialmente nas jovens.

Informações UOL


Imagem: Evaristo Sá/AFP

A primeira semana do governo Lula foi marcada por confusões na economia. Quatro temas tiveram batidas de cabeça: isenção de impostos federais sobre combustíveis; revisão da reforma da Previdência; fim do saque-aniversário do FGTS e subordinação da ANA (Agência Nacional de Águas). Veja como foi o vaivém que afetou a economia e fez o dólar saltar e a Bolsa despencar durante a semana.

Impostos dos combustíveis

O governo Bolsonaro ia prorrogar a isenção de impostos federais sobre combustíveis, mas o novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu a seu antecessor, Paulo Guedes, que isso não ocorresse. Haddad era contra a prorrogação porque os subsídios custam mais de R$ 52 bilhões aos cofres públicos. Lula discordou e assinou uma MP (Medida Provisória) para prorrogar por 60 dias a isenção. A medida foi criada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para forçar a queda no preço de diesel e gasolina e foi criticada por Lula na campanha eleitoral.

A desoneração já estava marcada para terminar. Mas a questão política passou por cima. Qual governo iria querer, na primeira semana, ter um aumento nos combustíveis? É claramente a sobreposição de uma decisão política em cima de uma econômica. Isso vai acontecer várias vezes. Quando uma decisão política se sobrepõe à econômica, você desautoriza o Ministério da Fazenda.

Revisão da reforma da Previdência

Ao tomar posse, o ministro Carlos Lupi (Previdência) disse que pretendia discutir “com profundidade” a reforma da Previdência feita em 2019, que chamou de “antirreforma” No dia seguinte, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, desautorizou o colega e disse não haver proposta para revisar qualquer reforma: “Neste momento, não tem nada sendo elaborado”. Depois, Haddad desconversou sobre o assunto. Ao ser questionado por jornalistas, respondeu: “Do que vocês estão falando?”.

Fim do saque-aniversário do FGTS

Na quarta-feira (4), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que iria propor a Lula proibir o saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), modalidade em que o trabalhador pode sacar parte do saldo da sua conta. No dia seguinte, ele mudou o discurso e afirmou que a medida “será objeto de amplo debate junto ao Conselho Curador do FGTS e com as centrais sindicais”.

O fundo de garantia é um programa ruim para o trabalhador, a remuneração fica abaixo de qualquer outra aplicação de renda fixa. O saque-aniversário e outras possibilidades de resgatar o recurso são interessantes para a pessoa, que pode usar o dinheiro para necessidades urgentes ou colocar em aplicações melhores. A questão importante não é o saque-aniversário ser permitido, mas pensar se isso beneficia o trabalhador e se não haveria formas de aumentar a rentabilidade. Renan Pieri, professor da FGV

Comando da Agência Nacional de Águas

Lula reestruturou os ministérios e transferiu a ANA do Ministério de Desenvolvimento Regional para o do Meio Ambiente, mas atribuiu o saneamento à pasta das Cidades A medida gerou questionamentos sobre uma possível mudança no Novo Marco Legal do Saneamento, o que poderia barrar concessões e privatizações e esvaziar o poder da agência. Depois das críticas, a equipe de Lula decidiu cancelar as mudanças, dizendo ter havido um equívoco na publicação da norma: “Deu uma certa confusão”.

Ao jornal Valor Econômico, o ministro Rui Costa retomou o assunto, dizendo que eventuais mudanças nas atribuições da ANA não prejudicariam os investimentos no setor. Ele também afirmou que o governo fará “ajustes” no Novo Marco Legal do Saneamento.

Esse ‘diz que vai’ e ‘diz que não vai’ não ajuda a gerar estabilidade. Mas desencontros como esse são naturais em um governo que está começando. Vamos ter que esperar, olhar com atenção, fazer a interlocução que a gente tem que fazer. Estamos num processo de aceleração [de investimentos no setor] importante, não seria o momento de criar ruído. Percy Soares Neto, diretor-executivo da Abcon Sindcon (associação de operadoras privadas de saneamento).

Após confusões, Lula fez reunião de ministros

Lula convocou a primeira reunião ministerial do governo na sexta (6). Publicamente, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, negou que o grupo tenha levado um “puxão de orelha” do presidente após as divergências.

Fonte: UOL


Wilton Junior/Estadão Conteúdo 

A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, apagou de suas redes sociais um vídeo em que recebe o apoio eleitoral de um acusado de chefiar uma milícia na Baixada Fluminense.

Até a tarde desta quinta-feira (5), o vídeo ainda constava no canal da ministra no YouTube. O vídeo é de 2018 e se refere à primeira campanha de Daniela Carneiro, quando ela disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. À época, a então candidata estava filiada ao MDB.

Márcio Pagniez, que aparece no vídeo no canal de Daniela Carneiro, é conhecido como Marcinho Bombeiro. Em 2019, ele foi preso preventivamente, acusado de homicídio e de liderar uma milícia na região. Sua prisão foi justificada porque ele estaria agindo “com extrema violência e ostentando armas de fogo de grosso calibre pela localidade”, segundo a Promotoria.

À época, Pagniez era presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo (RJ), cidade comandada por Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, marido de Daniela.

“Muito obrigada pelo apoio e confiança, meu amigo Marcinho Bombeiro, presidente da Câmara Municipal de Belford Roxo. Juntos vamos mudar a realidade de toda a Baixada Fluminense, em especial da nossa querida cidade”, escreveu a ministra na publicação.

Após a repercussão do vídeo, a publicação foi apagada –como já havia sido feito em outras redes sociais.

O episódio envolvendo Daniela iniciou uma onda de críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi um crítico da suposta associação de aliados de Jair Bolsonaro (PL) com a milícia no Rio de Janeiro.

CNN entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério do Turismo, mas não recebeu resposta até o momento

Pagamentos a empresa ligada a caixa 2

Além da ligação apontada com acusados de chefiar milícias no Rio, Daniela Carneiro também enfrenta problemas com a Justiça em casa. Seu marido, o atual prefeito de Belford Roxo, Wagner Carneiro (o Waguinho), foi alvo de uma ação do Ministério Público do Rio de Janeiro em 2016 por suposto caixa dois e sua campanha à prefeitura à época.

De acordo com o Ministério Público, Waguinho teria usado dinheiro não contabilizado para produzir material gráfico de campanha.

“Segundo consta do relatório de fiscalização, em 27 de julho de 2016, a fiscalização do TRE-RJ apreendeu os folhetos, que são apenas alguns dos milhares de exemplares desse material de propaganda que foi produzido e pago antes da abertura da conta de campanha. Além disso, milhares de exemplares do luxuoso material de propaganda foram distribuídos nessa cidade, cujo exemplar foi apreendido pelo TRE-RJ em 3 de agosto de 2016, conforme relatório de fiscalização. Todavia, compulsando-se os autos da prestação de contas apresentada pelos réus, observa-se que a conta bancária específica do réu Wagner foi aberta em 11 de agosto de 2016 e começou ser efetivamente movimentada em 05 de setembro de 2016”, afirmou o Ministério Público na ação.

A gráfica Lastro Indústria Gráficas confirmou que prestou os serviços para a campanha de Waguinho, mas não soube informar o valor. O sócio-administrador da imprensa disse, apenas, que “tirou mais de R$ 200 mil em notas fiscais”, segundo o MP.

A mesma gráfica recebeu, em 2018 e em 2022, recursos da campanha de Daniela Carneiro –desta vez, declarados conforme manda a Justiça Eleitoral. Foram R$ 370 mil pagos em 2018 e R$ 64 mil em 2022, de acordo com sua prestação de contas.

O caso envolvendo Waguinho acabou resultando na condenação na Justiça Eleitoral e na perda de seu mandato, decisão que acabou revertida na Justiça e arquivada após o fim do mandato encerrado em 2020.

Fonte: CNN Brasil


Zona de Convergência do Atlântico Sul leva chuvas a três regiões e aumenta risco de deslizamentos e inundações - Getty Images
Zona de Convergência do Atlântico Sul leva chuvas a três regiões e aumenta risco de deslizamentos e inundações Imagem: Getty Images

A primeira ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) de 2023 deixa principalmente o Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país em alerta para possibilidades de alagamentos, deslizamentos e inundações. A previsão do tempo para o fim de semana inclui chuvas em grande parte do Brasil.

Até segunda-feira (9), são esperados entre 100 e 200 milímetros entre Minas Gerais, Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo, Goiás, sul do Amazonas e Pará, além do Amapá, conforme o instituto de meteorologia Climatempo.

Há, ainda, um alerta para a Zona da Mata mineira e a Serra Fluminense, por conta de chuvas persistentes e muito volumosas, com riscos geológicos.

Confira a previsão completa para o fim de semana:

Sudeste

O fim de semana deve ser de chuva em todas as capitais da região. Em São Paulo, o sábado (7) deve ter céu nublado e com possibilidade de garoa durante todo o dia, com mínima de 16ºC e máxima de 23ºC. No domingo (8), o sol aparece entre nuvens, e devem ocorrer pancadas de chuva à tarde e à noite, com temperaturas variando de 16ºC a 24ºC.

No Rio, chove o dia inteiro, e a temperatura fica em torno de 19ºC e 26ºC nos dois dias. Em Belo Horizonte, com chuva sábado e domingo, e média fica entre 18ºC e 24ºC. Já em Vitória, no sábado, os termômetros giram entre 20ºC e 26ºC. No dia seguinte, a mínima prevista é de 21ºC e máxima de 27ºC.

Centro-Oeste

O sol aparece entre nuvens nas capitais da região, sem possibilidade de chuva em Campo Grande. Na cidade, os termômetros marcam entre 19ºC e 30ºC tanto sábado quanto domingo.

Em Goiânia, o sol deve aparecer em meio a muitas nuvens durante o dia, com períodos nublado e chuva a qualquer hora. A temperatura varia entre 20ºC e 24ºC no sábado e 20ºC e 25ºC no domingo. Cuiabá, por outro lado, poderá registrar pancadas de chuva à tarde e à noite, marcando entre 22ºC e 32ºC.

Nordeste

Nos estados de Aracaju, João Pessoa, Natal, Recife e Salvador haverá sol, com chuva de manhã e diminuição de nuvens à tarde. As temperaturas variam entre 23ºC e 31ºC no fim de semana. Em Maceió, o sábado segue a mesma tendência, mas no domingo não chove.

Já Fortaleza, São Luís e Teresina devem ter muitas nuvens durante o dia, períodos de nublado e chances de chuva à tarde e à noite. Os termômetros marcam entre 23ºC e 32ºC.

Norte

A situação fica parecida em toda região, com presença do sol e períodos de chuva, principalmente à tarde e à noite. Boa Vista, Manaus, Belém, Macapá e Rio Branco, terão sol e algumas nuvens, além da possibilidade de chuva rápida. As temperaturas variam entre 21ºC e 33ºC.

Já Porto Velho e Palmas devem ficar mais nubladas e podem ter chuva a qualquer hora do dia, com termômetros marcando entre 23ºC e 30ºC.

Sul

No Sul, a situação fica um pouco diferente das demais regiões do país, com tempo mais firme e temperaturas mais baixas. Em Porto Alegre o sol fica entre nuvens e não deve chover. Os termômetros giram entre 18ºC e 31ºC no sábado, e entre 19ºC e 30ºC no domingo.

Florianópolis terá períodos de nublado, com chuva a qualquer hora, e termômetros com mínima de 18ºC e máxima de 26ºC. Já Curitiba tem possibilidade de garoa no sábado e o domingo deve ser de sol com muitas nuvens e períodos de céu nublado, mas sem chance de chuva. As temperaturas variam entre 14ºC e 24ºC nos dois dias.

Informações UOL


Foto: Freepik

Em ligação ao Bom Dia com Mário Kertész, programa da Rádio Metropole, nesta quinta-feira (5), a ouvinte Rosângela fez um apelo para o público para que ajude seu filho de um ano e seis meses na realização do exame uretrocistografia miccional, que custa em torno de mil reais. 

“Meu filho nasceu com má formação congênita interna. Ele tem infecção urinária desde os cinco meses de vida. Já fez tratamento, usou vários antibióticos, tanto que a bactéria está com resistência. Agora ele precisa da uretrocistografia, exame que identifica o tamanho e a forma da bexiga pra investigar o que está causando essa infecção. Quem puder me ajudar de alguma forma eu agradeço demais, o risco dessa infecção é ela subir para os rins e causar um problema pior. Eu sei que o exame é feito no Hospital São Rafael, quem puder me ajudar com o exame pra ele… Consegui a consulta com o urologista em março, é bom que eu vá com o exame em mãos”, relatou a mãe. 

Rosângela deixou seu telefone para contato: (54) 9.9124-8266. “Estou aberta a mandar comprovações, para quem quer ajudar, de que a minha história é verdadeira e que ele precisa desse tratamento, peço muito essa ajuda”, disse.

Fonte: Metro 1


Foto: Reprodução

Após mais um dia de alta no dólar e queda na bolsa, o que demonstra total insatisfação do mercado com a condução de Lula e Haddad na economia, a âncora da CNN, Daniela Lima, demonstrou surpresa e insatisfação com dados negativos.
ASSISTA :

https://twitter.com/i/status/1610394296254959619

Fonte: Terra Brasil Notícias


Valor de mercado de estatais cai R$ 179,2 bilhões no pós-Lula

As empresas estatais listadas na bolsa de valores fecharam o ano de 2022 valendo R$ 547,7 bilhões. Esse valor representa uma queda de R$ 179,2 bilhões (ou 25%) em relação ao consolidado de 21 de outubro –quando atingiu o recorde. Os dados são de levantamento da Economatica.

O período de queda coincide com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições, em 30 de outubro de 2022. No dia seguinte ao pleito, 31 de outubro, só a Petrobras perdeu R$ 34 bilhões. Promessas como a mudança na política de preços e a distribuição de dividendos assustaram o mercado.

Em 21 de outubro, a Petrobras atingiu seu maior valor de mercado, de R$ 520,6 bilhões. Desvalorizou 34% até 31 de dezembro, encerrando 2022 em R$ 345,9 bilhões.

Na segunda-feira (2), a Petrobras sofreu um novo tombo –perdeu R$ 22,8 bilhões no 1º dia útil da nova gestão de Lula. Outras estatais também caíram no pregão inaugural de 2023: o Banco do Brasil desvalorizou R$ 4,3 bilhões, e a Caixa Seguridade, R$ 690 milhões.

A contabilização de 2023 já começou. As estatais federais abrem nesta terça-feira (3) com valor de mercado R$ 31,8 bilhões menor em relação ao fim de 2022. Com informações de Poder 360.


Deputado federal e futuro secretário de estado do Paraná da Indústria, Comercio e Serviços também criticou tom de ‘revanchismo’ e ‘ressentimento’ no discurso do presidente

‘Se não pacificar o país, não terá vida fácil no Congresso’, afirma Ricardo Barros sobre Lula

Para falar sobre a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sobre as expectativas em relação ao novo governo e sua relação com o Congresso Nacional, o Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, entrevistou o deputado federal e futuro secretário de estado do Paraná da Indústria, Comercio e Serviços, Ricardo Barros(Progressistas). O parlamentar analisou que o apoio dos partidos ao governo ainda é incerto: “Nem os partidos que têm hoje três ministérios entregarão todos os votos. Nem os partidos que foram oposição, ou que não apoiaram Bolsonaro ou Lula, vão entregar todos os votos. Os partidos estão divididos hoje em Sul e Nordeste”.

“O Brasil há muitos anos termina a apuração com ‘azul’ do meio para baixo e ‘vermelho’ do meio para cima. Assim será o comportamento das bancadas, o que existe é uma vigília do eleitor. A missão principal do presidente Lula é pacificar o país. Eu tenho dito isso desde o início. Ele precisa pacificar o país, se não houver a pacificação e neutralização desses radicalismos, isso vai se refletir na Câmara e no Senado. Isso porque o eleitor estará pressionando o seu representante a manter a posição de oposição ou apoio. Se ele não pacifica o país, não terá vida fácil no Congresso”, argumentou.

Para Barros, pouco importa se membros de partidos do chamado Centrão conquistaram cargos dentro do governo, o que vai pesar é a relação com o eleitorado. O deputado avalia que isso representa um novo momento da política brasileira: “Não é uma questão partidária, ele tem uma boa base, mas nem todos do União Brasil vão votar com ele e nem todos do PSD vão votar com ele porque a base não permite que assim se faça. Alguns do meu partido, Progressistas, por exemplo, vão votar com o governo e apoiaram o Lula durante a campanha. Dos nossos 48, teremos 12 que já são governo. Então, nem quem é governo vai entregar tudo, e nem quem é oposição vai segurar tudo”.

“Não é uma equação como todas que aconteceram anteriormente. Eu fui líder, ou vice-líder, ou ministrode todos os governos anteriores. Minha capacidade e habilidade é fazer articulação política. Posso assegurar que muitos deputados vão continuar atentos à sua base. Não vão se divorciar do seu eleitorado por uma posição em Brasília. Nós temos um momento diferente, onde a rede social passou a fazer parte da vida política do parlamentar. Esta ação de vigilância do eleitor vai fazer a diferença na hora do voto em Brasília”, opinou.

A respeito da posse presidencial o político paranaense fez críticas ao discurso de Lula e destacou um certorevanchismo nas falas do presidente: “Eu senti talvez um pouco de ressentimento ainda. Não é com o presidente Bolsonaro que ele tem que ter ressentimento, é com o Judiciário. Aí ele elogia o Judiciário, que o prendeu apenas para tirá-lo da eleição, e critica o presidente Bolsonaro, que fez um governo dentro da sua convicção, com um pensamento liberal. As pessoas tem o direito de ter o seu convencimento, a sua visão, e olhar claramente o que nós devemos ter para o futuro. Eu senti um discurso carregado”.

“O discurso da Câmara muito revanchista e o discursopara o público um pouco mais amplo, também olhando por esse lado revanchista, mas um pouco mais amplo (…) Ele sabe da missão que tem com todos os brasileiros, mas ainda está ressentido com algumas coisas que aconteceram ao longo do tempo (…) A sociedade está atenta, muito atenta. Esse momento político no Brasil é diferente de todos os outros porque o eleitor está olhando para seus eleitos. O eleitor está vigiando os passos dos seus eleitos. A contradição entre o discurso de campanha e práticas de governo não passará em branco”, declarou.

Informações TBN


“Repulsivo ver a esplanada pintada de vermelho”, diz Bia Kicis ao criticar posse de Lula; Veja mais comentários
Foto: Reprodução

Políticos da base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão usando as redes sociais neste domingo (1º/1) para criticar a posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticar a militância de esquerda está Esplanada dos Ministérios.

A maior parte das críticas se concentra no fato de o vermelho ser a cor predominante nas roupas e bandeiras dos militantes que estão em Brasília para o evento. A deputada federal reeleita Bia Kicis (PL-DF), por exemplo, escreveu achar “repulsivo” ver a Esplanada “pintada de vermelho” e disse que sente “vergonha, tristeza e decepção” com a posse de Lula. Veja:

O tom usado pelo deputado federal mais votado do Brasil nas últimas eleições, Nikolas Ferreira (PL-MG) foi parecido. Para o jovem parlamentar eleito, o país vive uma ameaça comunista.

https://twitter.com/nikolas_dm/status/1609568135589363718?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1609568135589363718%7Ctwgr%5E59691cb23ba7af0ec29bf0fc05b992d1827eaa87%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fterrabrasilnoticias.com%2F2023%2F01%2Frepulsivo-ver-a-esplanada-pintada-de-vermelho-diz-bia-kicis-ao-criticar-posse-de-lula-veja-mais-comentarios%2F

O deputado federal reeleito Coronel Tadeu pescou nas redes críticas à organização da posse:

“Não é pelo país, é pelo partido”, criticou o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PL-PR):

O deputado federal eleito Gustavo Gayer (PL-GO) preferiu usar ironia para criticar a posse de Lula:

Créditos: Metrópoles


Governador reeleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite chega à posse com o namorado, Thalis Bolzan - Itamar Aguiar/Palácio Piratini e Rodrigo Ziebell/Palácio Piratini
Governador reeleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite chega à posse com o namorado, Thalis Bolzan Imagem: Itamar Aguiar/Palácio Piratini e Rodrigo Ziebell/Palácio Piratini

Reeleito, o tucano chegou à Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, acompanhado do médico capixaba Thalis Bolzan na manhã de hoje.

Questionado sobre a presença do namorado, Leite evocou a família, “uma base pra que a gente se sustente e tenha forças para enfrentar o dia a dia”.

“Sou muito feliz pela família que eu tenho e por ter o Thalis, que também compreende o quanto que a vida pública nos demanda, e também me estimula e me dá forças pra seguir em frente”. afirmou.

Ele aproveitou para cutucar seu rival na disputa pelo governo, Onyx Lorenzoni (PL), que durante a campanha afirmou que, se ele vencesse a campanha, o Rio Grande do Sul teria uma “primeira-dama de verdade”.

“O povo tomou essa decisão entendendo que a vida pessoal no fim das contas é sobre o amor”, disse Leite.

Isso não foi um assunto na campanha. Quando tentaram fazer disso um assunto, houve o repúdio da população e o que importa é o sentimento que a gente carrega dentro de cada um de nós. E o meu é de muito amor pelo Thalis e pelo povo do Rio Grande do Sul.
Eduardo Leite, em discursonone

Leite declarou publicamente pela primeira vez que é gay em julho do ano passado em entrevista a Pedro Bial, na TV Globo.

Depois de tomar posse, na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre, Leite fez um aceno a Lula em seu discurso:

“Garanto ao povo gaúcho que manteremos com o governo federal uma relação saudável e madura, de respeito federativo”, disse. “Nós e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendemos a mesma população aqui no Rio Grande do Sul.

Divergimos ideológica e programaticamente em muitos temas, mas não esperem do nosso governo nem subserviência, nem sublevação em relação ao governo federal.
Eduardo Leite, governador do RS

Informações UOL