A filha do cantor Amado Batista, Lorena Alves Batista, morreu na noite de sexta-feira (13), em Goiânia, aos 46 anos. Segundo informações divulgadas pelo próprio artista nas redes sociais, ela enfrentava um câncer e estava internada no Hospital São Francisco de Assis, na capital goiana. A confirmação da morte foi feita pelo cantor em uma homenagem publicada na internet.
Lorena era médica veterinária, policial federal e também atuava como cantora. Na mensagem divulgada, Amado Batista relatou que a filha lutava contra uma doença grave e afirmou que a perda representa o momento mais doloroso de sua vida.
“É como uma música que termina antes da hora, deixando um silêncio profundo e um vazio que nada consegue preencher. Para um pai, ver uma filha partir é algo que parece contrariar a própria ordem da vida”, disse.
Na mesma publicação, o artista afirmou que Lorena manteve a força e a sensibilidade ao longo da vida e agradeceu as mensagens de apoio e as orações enviadas pelos fãs.
Entre os materiais compartilhados, estão relatórios da Polícia Federal e um parecer da Procuradoria-Geral da República
O banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro do STF André Mendonça | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disponibilizou documentos que fundamentaram a ação policial contra o banqueiro Daniel Vorcaro aos demais integrantes da 2ª Turma da Corte.
Entre os materiais compartilhados, estão relatórios da Polícia Federal (PF) e um parecer da Procuradoria-Geral da República. Eles serviram de embasamento para o pedido de prisão do banqueiro pela segunda vez.
As representações da PF referentes à terceira fase da Operação Compliance Zero ultrapassam 700 páginas cada. Elas detalham resultados das etapas anteriores do inquérito. Esses relatórios incluem informações extraídas do celular de Vorcaro, ex-dono do Banco Master, apreendido em sua primeira detenção, ocorrida em novembro do ano passado.
Decisão da 2ª Turma e acusações contra Vorcaro
Fachada da sede do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília | Foto: Reprodução/STF
Nesta sexta-feira, 13, a 2ª Turma do STF formou maioria para manter Daniel Vorcaro preso. Votaram nesse sentido os ministros André Mendonça (relator), Luiz Fux e Nunes Marques. Presidente do colegiado, Gilmar Mendes ainda não apresentou seu voto.
O banqueiro é investigado por chefiar uma organização criminosa, supostamente dotada de um “braço armado” que atuava para intimidar opositores do grupo, recorrendo à “coação por meio de sua milícia”.
Durante seu voto, Mendonça relatou que a PF identificou e comprovou atos concretos de ameaça. Ele ressaltou que existem indícios de que o grupo armado de Vorcaro conta com mais alguns integrantes, sendo que as autoridades ainda não localizaram parte deles.
Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta quarta-feira (11) revelou que 43% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). Este é o maior patamar desde o início da série histórica, em 2012.
A parte da população que confiava plenamente na Corte também caiu consideravelmente: de 24% para 16%. A última pesquisa do instituto com essa pauta foi divulgada em dezembro de 2024.
A avaliação do trabalho dos ministros do Supremo também piorou. Em 2024, 32% consideravam o trabalho dos magistrados como “ótimo ou bom”. O índice caiu para 23%. A opção “ruim ou péssimo” teve uma variação menor, mas também pesa contra a Corte: em 2024 eram 35% e agora, 39%.
Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 44% se dizem satisfeitos, contra 12% insatisfeitos. Entre os que declaram intenção de voto em Flávio Bolsonaro (PL), 67% se mostram insatisfeitos e apenas 7% consideram a atuação do STF satisfatória.
A pesquisa tem dois pontos percentuais de margem de erro. Foram ouvidas 2.004 pessoas maiores de 16 anos de 137 municípios. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03715/2026.
Apuração envolve empresário ex-sócio de Lulinha e ex-mulher de outro filho do presidente
As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de tráfico de influência, fraude em licitação e outros crimes | Foto: Agência Brasil
A Polícia Federal (PF) decidiu dividir em 25 inquéritos uma investigação que apura suspeitas de irregularidades no uso de recursos do Ministério da Educação (MEC). Entre os investigados estão um empresário que já foi sócio de um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-mulher de outro filho do petista.
As apurações têm origem na Operação Coffee Break, que envolve empresários e agentes públicos suspeitos de crimes como tráfico de influência, fraude em licitação, superfaturamento e corrupção ativa e passiva. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Entre os investigados ligados à família do presidente estão o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Redes sociais
A quarta fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira, 12, com foco em suspeitas de fraudes em licitações no município de Sumaré, no interior de São Paulo. Nessa etapa, foi decretada a prisão preventiva de um ex-secretário municipal de Educação, além da realização de buscas e apreensões.
Segundo os investigadores, a divisão do caso em 25 inquéritos busca dar maior foco às diferentes frentes de apuração. Kalil Bittar e Carla Ariane já haviam sido alvo de buscas em novembro do ano passado, em uma das fases da operação. As defesas de ambos negam irregularidades.
O Ministério Público Federal (MPF) já apresentou a primeira denúncia relacionada ao caso, que trata de suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa que envolvem empresários que mantinham contratos com a Prefeitura de Sumaré. Kalil e Carla, contudo, não foram denunciados nessa ação.
De acordo com o MPF, os novos inquéritos instaurados pela PF “provavelmente embasarão o ajuizamento de novas denúncias”, embora o órgão afirme que não pode antecipar detalhes das investigações em curso.
Sede da Procuradoria-Geral da República Brasileira, em Brasília, é o centro administrativo-institucional do Ministério Público Federal (MPF). A Procuradoria Geral da República também é a sede da Procuradoria Geral Eleitoral | Foto: Wikimedia Commons
Ex-sócio de Lulinha é irmão de dono do sítio de Atibaia
Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio em Atibaia, no interior paulista, imóvel que levou Lula a ser condenado em um dos processos da Operação Lava Jato. Na ocasião, Bittar e Lulinha também chegaram a ser investigados.
Nas últimas semanas, transferências feitas por Lulinha a Bittar vieram a público depois da quebra de sigilo bancário do filho do presidente pela CPMIdo INSS. A defesa de Lulinha afirma que os valores se referem à compra das cotas que Bittar possuía na empresa G4 Entretenimento e Tecnologia, da qual o filho de Lula já não é mais sócio.
Na investigação da Coffee Break, PF e MPF apontam suspeitas sobre pagamentos recebidos por Bittar da Life Tecnologia Educacional, empresa que, segundo os investigadores, estaria envolvida em um esquema de desvios e superfaturamento em prefeituras do interior paulista.
Frequentado por Lula, sítio de Atibaia tornou-se o emblema das investigações que apontaram reformas milionárias pagas por empreiteiras | Foto: Reprodução
De acordo com os investigadores, Bittar teria atuado na prospecção de negócios do dono da empresa e teria tido papel relevante no crescimento da companhia junto de autoridades públicas. Além de transferências financeiras, o inquérito menciona que ele teria utilizado uma BMW registrada em nome do proprietário da empresa.
O advogado de Bittar, Roberto Bertholdo, nega qualquer irregularidade. Segundo ele, a relação entre seu cliente e o dono da Life limitou-se à prestação de consultoria técnica para o desenvolvimento de aplicativos na área de tecnologia da informação.
“O senhor Kalil atuou apenas em atividades profissionais e absolutamente legais”, afirmou o advogado, acrescentando que os valores recebidos foram pagamento pelos serviços prestados.
Imprensa acompanha operação da Polícia Federal na sede da superintendência em São Paulo | Foto: Tauany Cattan/Revista Oeste
No caso de Carla Ariane Trindade, os investigadores suspeitam que ela tenha atuado como lobista e praticado tráfico de influência em favor da Life. Nas apurações, ela aparece como intermediadora política e “viabilizadora de acordos” para a liberação de verbas federais.
Apesar das suspeitas, Carla não foi impedida de ocupar um cargo em uma prefeitura do interior paulista nem de manter contato com agentes públicos. O MPF avaliou que não havia indícios de que ela tenha usado o cargo para cometer irregularidades, diferentemente de outros investigados.
A defesa de Carla também nega qualquer ilegalidade e afirma que não há fundamentos para medidas contra ela. Segundo os advogados, o próprio Ministério Público reconheceu que ela não participou das licitações investigadas. Ainda assim, nas apurações da PF, Carla é descrita como uma “pessoa com alegada influência no governo federal”.
Na decisão, ministro diz que Polícia Federal apura ‘perseguição’ contra magistrado do Supremo
Ministro Flávio Dino, do STF | Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou busca e apreensão na casa do jornalista Luis Pablo Conceição Almeida, conhecido como Luis Pablo, no Maranhão.
A decisão do ministro ocorre depois da publicação de reportagens em que o jornalista apontou suposto uso irregular de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por familiares do ministro Flávio Dino, também do STF, em São Luís.
Moraes ordenou a apreensão de celulares e notebook. A medida foi cumprida na terça-feira 10 e a decisão atende à solicitação da Polícia Federal.
Segundo as investigações, o jornalista estaria fazendo “perseguição” contra o ministro do STF. A Procuradoria-Geral da República se manifestou favorável à apuração.
Família de Dino estaria usando carro oficial
El No site do jornalista, a reportagem ainda está no ar. De acordo com a apuração, o carro cedido é “o custeado com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados, para fins pessoais e familiares” do ministro.
“A apuração do site identificou que o automóvel — uma Toyota SW4 preta blindada — está sob posse do ministro e é frequentemente usado por sua esposa e filho em deslocamentos particulares na capital maranhense”, afirma a publicação.
Segundo o site, o tipo de veículo deveria ter uso restrito ao presidente do TJMA. Além de corregedores ou reservado para apoio temporário a autoridades judiciais em missão oficial no Maranhão.
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou nesta quarta-feira (11) que o Itamaraty envie informações sobre a agenda de Darren Beattie no Brasil. O objetivo é esclarecer se o assessor do governo do presidente americano Donald Trump possui compromissos no país e se pediu para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília.
O STF já havia autorizado que Darren Beattie se encontrasse com Bolsonaro na próxima quarta (18). Os advogados de Bolsonaro, no entanto, protocolaram um pedido para remarcar a visita para segunda (16) ou terça (17), afirmando que o assessor já possui agendas no Brasil que não podem ser remarcadas, o que inviabilizaria o encontro nessa data.
Para os advogados de Bolsonaro, a data escolhida pelo ministro “acaba por inviabilizar materialmente a própria realização da visita autorizada”. Por se tratar de funcionário “de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, não há possibilidade concreta de estender a agenda de Beattie.
Moraes solicitou ao Ministério das Relações Exteriores “informações sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, atual Senior Advisor for Brazil Policy do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América e, eventual pedido de visitação à Jair Messias Bolsonaro”.
Moraes havia determinado que o encontro ocorresse na quarta, dia 18 de março, em razão de ser o dia específico para visitas no 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
– Não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação – disse Moraes na decisão, lembrando que os visitantes devem se adequar ao regime do estabelecimento prisional e não o contrário, a fim de preservar a organização administrativa e a segurança do local.
Beattie vem ao país com o intuito de entender como funciona o processo eleitoral brasileiro. Segundo os advogados, a visita do assessor se “reveste de evidente interesse institucional”. Nomeado ao cargo no mês passado, o assessor está encarregado de direcionar políticas e ações entre Washington e Brasília. Beattie é crítico do governo Lula (PT) e do ministro Alexandre de Moraes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em eventuais disputas de segundo turno pelo Palácio do Planalto. É o que mostra pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (11).
No cenário contra Flávio, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto, enquanto o senador registra 45,3%, configurando empate técnico. Votos brancos ou nulos são 4,1%. Não sabe ou não responderam, somam 3,2%.
Já em uma disputa contra Tarcísio, o presidente teria 46,4% e o governador paulista, 44,8%. Apesar de ser cotado para a corrida presidencial, Tarcísio tem afirmado que pretende concorrer à reeleição em São Paulo. Votos brancos ou nulos são 5,5%. Não sabe ou não responderam, somam 3,3%.
O levantamento também simulou disputas diretas contra os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás; além do empresário Renan Santos (Missão), e do ex-ministro Aldo Rebelo (DC).
Foram ouvidos 1.500 eleitores, entre os dias 6 e 10 de março, por meio de entrevistas representativas. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00386/2026.
Ministro pede vista e suspende análise de denúncia da PGR
Malafaia discursa em ato na Avenida Paulista | Foto: YouTube/Reprodução
O ministro Cristiano Zanin interrompeu nesta terça-feira, 10, o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidirá se o pastor Silas Malafaia se tornará réu por injúria, calúnia e difamação. O magistrado pediu vista dos autos logo que o relator do caso, Alexandre de Moraes, proferiu o primeiro voto favorável à aceitação da denúncia. Com a suspensão, não há previsão para que a análise seja retomada, o que adia o desfecho de um processo movido pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base em críticas do líder religioso contra a cúpula do Exército.
A denúncia decorre de um discurso de Silas Malafaia realizado em um carro de som na Avenida Paulista, em São Paulo. Na ocasião, o pastor chamou os membros do Alto Comando do Exército de “frouxos”, “covardes” e “omissos” em razão da prisão do general Walter Braga Netto. Malafaia reforçou as críticas em suas redes sociais, afirmando que os oficiais não honravam a farda, o que motivou uma representação direta do comandante do Exército, general Tomás Paiva, junto às autoridades judiciais.
O voto de Moraes e o “modus operandi“
Em sua manifestação, Alexandre de Moraes afirmou que a conduta de Silas Malafaia apresenta indícios de crime e se assemelha ao “modus operandi” das milícias digitais investigadas pela Corte. O relator sustentou que o pastor utilizou sua influência e plataformas digitais para replicar ofensas contra funcionários públicos no exercício de suas funções, alcançando mais de 300 mil visualizações. Moraes argumentou que, nesta fase processual, existe suporte probatório mínimo para que o líder religioso responda criminalmente pelos ataques.
Caso o STF decida pela abertura da ação penal, Silas Malafaia enfrentará uma fase de coleta de provas e interrogatórios. Em caso de condenação, Moraes já sinalizou que a pena poderá sofrer agravantes pela ampla disseminação das ofensas em ambientes públicos e virtuais, elevando a pressão sobre o pastor em meio ao cerco judicial aos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Luiz Marinho afirma que redução da carga horária é viável e propõe modelo 5×2 sem corte de salários
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta terça-feira (11) que a redução da jornada de trabalho para até 40 horas semanais é “plenamente sustentável e factível” no Brasil. A declaração foi feita durante debate na Câmara dos Deputados do Brasil sobre propostas que discutem o fim da escala 6×1.
Segundo o ministro, a economia brasileira tem condições de absorver a mudança, mas a adoção imediata de jornadas ainda menores, como 36 horas semanais, não seria viável neste momento. “Na nossa avaliação, não caberia implantar imediatamente as 36 horas semanais. O que cabe agora é uma jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução de salário e com duas folgas na semana. Portanto, estamos falando de uma escala 5 por 2”, afirmou.
Marinho participou de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a primeira realizada neste ano para discutir o tema. Por iniciativa do relator da proposta que trata do fim da jornada 6×1, o deputado Paulo Azi (União-BA), estão previstas ao menos quatro audiências públicas antes de a matéria ser analisada pelos parlamentares.
O ministro também disse que, neste momento, o governo não pretende encaminhar um novo projeto sobre o assunto. Segundo ele, o avanço da discussão dependerá da tramitação das propostas já existentes no Congresso e do diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Marinho ressaltou ainda que regras específicas sobre escalas de trabalho não deveriam constar na Constituição, mas sim a definição da jornada máxima permitida.
Ao defender o modelo 5×2, o ministro afirmou que a mudança atende a uma demanda crescente entre trabalhadores mais jovens. “Temos convicção de que a redução da jornada para 40 horas semanais é viável e sustentável”, declarou.
Sobre os impactos econômicos, Marinho reconheceu que a medida pode gerar aumento de custos para empresas, mas argumentou que a redução da jornada tende a estimular ganhos de produtividade. Segundo ele, experiências nacionais e internacionais indicam que menos horas de trabalho podem resultar em maior eficiência.
O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou força no ano passado após mobilização liderada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que apresentou uma proposta sobre o tema. O texto está sendo analisado junto com outras iniciativas na Câmara, após decisão do presidente da Casa, Hugo Motta, de encaminhar o assunto para análise da CCJ.
A jornalista Malu Gaspar comentou, nesta segunda-feira (9), uma notícia trazida pela também jornalista Andreéia Sadi, do Grupo Globo, de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam defendendo ajustes na Polícia Federal (PF) em meio à atuação da corporação em investigações recentes, cujas informações têm respingado em magistrados da Corte como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Em seu comentário, feito durante o programa Estudio i, da GloboNews, Malu lembrou que, na época em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi impedido pelo próprio STF de fazer mudanças na cúpula da corporação, a acusação contra ele era de “golpismo”, e questionou como então deveria ser chamada a postura dos ministros da Suprema Corte atualmente.
Em seu comentário, feito durante o programa Estudio i, da GloboNews, Malu lembrou que, na época em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi impedido pelo próprio STF de fazer mudanças na cúpula da corporação, a acusação contra ele era de “golpismo”, e questionou como então deveria ser chamada a postura dos ministros da Suprema Corte atualmente.
– Quando Bolsonaro queria mandar na Polícia Federal era “golpismo”. Agora [que] o Supremo quer mandar na Polícia Federal, chama como? – enfatizou a jornalista.
Malu disse ainda que a atitude do Supremo denota que a Corte “não está contente com o avanço do trabalho correto” que a PF está fazendo e que o objetivo do STF em interferir na Polícia Federal é “pairar acima de tudo e de todos”.