O inquérito que apura suspeitas de fraudes no Banco Master avança para uma etapa decisiva no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta segunda (26) e terça-feira (27), o Supremo colhe os últimos depoimentos autorizados pelo ministro Dias Toffoli. O objetivo é concluir a fase de oitivas para liberar o avanço técnico da investigação.
Quem fala antes do relatório final
Os depoimentos reúnem executivos, sócios e ex-sócios do Banco Master, além de dirigentes do Banco de Brasília (BRB) e representantes de empresas investigadas. Essa etapa serve para esclarecer pontos finais do esquema apurado pela Polícia Federal antes do fechamento do inquérito.
O que acontece após as oitivas
Com o fim dos depoimentos, a investigação segue os seguintes passos:
A Polícia Federal terá até 60 dias para elaborar o relatório final; O documento reunirá provas, conclusões e possíveis indiciamentos; O material apreendido na Operação Compliance Zero passará por perícia da Procuradoria-Geral da República (PGR), acompanhada por peritos da Polícia Federal (PF) designados pelo relator.
Destino do processo
Após a entrega do relatório, o ministro Dias Toffoli deve decidir sobre o encaminhamento do caso. Uma das possibilidades é a devolução do processo à primeira instância da Justiça, onde a apuração tramitava antes de chegar ao STF por envolver suspeita contra um parlamentar com foro privilegiado. Mesmo com essa mudança, as investigações seguem até a definição das responsabilidades.
Quase 90 pessoas tiveram de ser atendidas pelo Corpo de Bombeiros
Equipes do Corpo de Bombeiros, que já monitoravam o ato, improvisaram uma estrutura de atendimento emergencial no local | Foto: Reprodução/Redes sociais
Dezenas de publicações nas redes sociais ironizaram o raio que atingiu manifestantes durante a Caminhada pela Liberdade, em Brasília, na tarde deste domingo, 25. As mensagens circularam principalmente no X e associaram o episódio a interpretações religiosas, simbólicas ou políticas, com uso recorrente de ironia, sarcasmo, memes e linguagem pejorativa direcionada aos participantes do ato organizado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Entre os padrões observados nas postagens está a atribuição de intencionalidade divina ao raio. Em uma das mensagens, um usuário escreveu: “Registro do momento que Deus lançou o raio pra acabar com a palhaçada”. Em outra, a ironia apareceu em forma de pedido: “Manda mais chuva e raio, Senhor”. Também houve quem afirmasse: “Impossível continuar ateu sabendo que Deus enviou um raio no meio de um ato bolsonarista”.
Outro conjunto de publicações tratou o episódio como uma espécie de correção simbólica ou moral. Um perfil escreveu: “Essa galera pede tanto sinal de Deus que, quando Ele manda um bem claro, nítido, eles não percebem”. Em tom semelhante, outro usuário afirmou: “Ai, um show de heresias desse terminar com um raio”. Também circularam mensagens que sugeriam repetição do fenômeno, como: “Sei que é impossível um raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas estou esperançoso”.
Há ainda postagens que utilizaram termos pejorativos para se referir aos manifestantes ou que banalizaram o risco físico enfrentado pelas vítimas. Um usuário escreveu: “Caiu um raio no gado que caminhava atrás do bandidinho”. Em outra publicação, a ironia apareceu em forma de meme: “Expectativa: tirar o Bolsonaro da cadeia / Realidade: tomar raio na cabeça”. Também houve mensagens curtas que expressaram alinhamento simbólico com o ocorrido, como: “Estamos com o raio”.
Postagem nas redes sugere incentivo à repetição do episódio | Imagem: X/Screenshot
Parte das reações combinou ironia religiosa com linguagem ofensiva ou generalizações. Um perfil escreveu: “Deus ficou pistola com a heresia e mandou um raio nos gados que acompanhavam”. Outro afirmou: “Nem Deus aguenta mais essa raça maldita”. Também circularam montagens com imagens religiosas acompanhadas de frases como: “Raio acabou com a passeata” e “Nem Deus tem paciência com bolsonarista”.
Além disso, algumas postagens adotaram tom retórico para questionar a coerência dos participantes do ato. Um usuário escreveu: “Quem espiritualiza tudo, usa o nome de Deus, manipula a fé como instrumento político, vai dizer o que agora?”. Em outra mensagem, a ironia foi construída por contraste: “Simplesmente caiu um raio no ato de Nikolas em Brasília. Fala-se em dez feridos, seis hospitalizados. Quem espiritualiza tudo vai dizer o quê agora?”
Raio deixou dezenas de feridos durante ato em Brasília
A descarga elétrica ocorreu enquanto manifestantes aguardavam o encerramento da Caminhada pela Liberdade, sob forte chuva, nas proximidades da Praça do Cruzeiro, perto do Memorial JK. O impacto provocou correria entre os presentes e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que já acompanhavam o ato.
Segundo nota oficial da corporação, 89 pessoas foram atendidas na tarde do incidente. Desse total, 42 vítimas não necessitaram de encaminhamento à rede hospitalar, enquanto outras 47 pessoas foram transportadas para unidades de saúde do Distrito Federal. Entre os encaminhados, 11 vítimas demandaram maiores cuidados médicos em decorrência da descarga atmosférica. Ao todo, foram empregadas 32 viaturas e 150 militares para prestar assistência às vítimas.
A Polícia Militar do Distrito Federal informou que não havia determinação para cancelar o evento. A chuva intensa, no entanto, impediu a chegada do deputado e de seus apoiadores ao ponto final da caminhada, que teve início em Paracatu (MG) na segunda-feira, 19, e previa encerramento ao meio-dia deste domingo. Mesmo sem concluir o trajeto, Nikolas afirmou que a mobilização cumpriu seu objetivo. “O objetivo foi alcançado antes mesmo do ato final, que é despertar as pessoas, abrir seus olhos para o que está acontecendo”, declarou.
Por conta das fortes chuvas que caem em Brasília neste domingo (25), uma explosão seguida de um raio deixou diversas pessoas feridas na Praça do Cruzeiro, onde milhares de manifestantes aguardavam a chegada do grupo que acompanha o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) na caminhada de 240km que foi iniciada na cidade mineira de Paracatu.
A queda do raio provocou pânico e correria no local onde muitas pessoas estavam mesmo debaixo de forte chuva. As chuvas que começaram no meio da manhã em Brasília atrasaram o cronograma da caminhada, que tinha sido marcada para chegar às 12h na Praça do Cruzeiro.
Testemunhas relataram que várias pessoas caíram no chão após sofrerem choques elétricos devido ao raio. Pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível no local, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão.
Do carro de som, os organizadores da manifestação pediam insistentemente para que o público se afastasse das grades. O locutor informava que havia pessoas feridas por choques elétricos.
Por orientação do Corpo de Bombeiros, o guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, diante do risco de descargas elétricas provocadas por novos raios. Logo depois do acidente, tendas de atendimento foram montadas no Memorial JK, que fica ao lado da Praça do Cruzeiro.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, algumas pessoas estão com batimento cardíaco mais baixo, outras se queixam de dormência. Há também pessoas em estado de choque. Os feridos estão sendo encaminhados para o Hospital de Base do Distrito Federal e para o Hospital Regional de Asa Norte.
A “Caminhada pela liberdade” iniciada por Nikolas Ferreira em Paracatu durou seis dias. Na manhã deste domingo, Nikolas e dezenas de parlamentares iniciaram a última etapa da caminhada em direção à Praça do Cruzeiro. Os manifestantes foram surpreendidos logo no início do trajeto pelas fortes chuvas.
Neste sábado (24), o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou que o objetivo da Caminhada pela Justiça e Liberdade já foi alcançado e disse que a mobilização serviu para “despertar as pessoas”. A declaração foi feita em vídeo publicado às 22h49, no encerramento do sexto dia do ato.
– Hoje completa-se 235 quilômetros caminhados a pé. E além de convocá-los pra amanhã, eu quero dizer que o objetivo dessa caminhada já foi concluído. Porque o que eu queria era despertar as pessoas e o mais Cristo faria – declarou.
Nikolas declarou ainda que vê a população mais atenta a temas como corrupção, escândalos recentes e o que chamou de injustiças contra presos do 8 de janeiro.
– Não tenho dúvidas que o Brasil acordou. Hoje eu posso falar com todas as palavras do meu coração de que o Brasil acordou. Acordou contra seus problemas locais, acordou contra a corrupção – continuou.
A caminhada teve início no dia 19 de janeiro, quando Nikolas saiu sozinho de Paracatu (MG). Ao longo do percurso até Brasília, políticos de diferentes regiões do país e cidadãos comuns passaram a se juntar ao grupo.
O deputado também atribuiu a mobilização à fé.
– O Brasil acordou e eu não tenho dúvidas que amanhã Deus fará algo extraordinário. Eu não tenho dúvidas. Porque quem começou isso não fui eu, foi Deus – declarou.
Neste domingo (25), a caminhada será encerrada com uma manifestação pacífica na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
O início do quinto dia da Caminhada pela Justiça e Liberdade foi marcado por um momento emocionante na manhã desta sexta-feira (23). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que lidera o movimento, encontrou seus pais, o pastor Edésio de Oliveira e a psicóloga Maria Ruth de Oliveira, e a irmã, Lavigne Beatrice. Ao encontrar os familiares, o parlamentar foi às lágrimas.
Na atualização mais recente, a caminhada já havia ultrapassado a marca de 150 quilômetros, dos aproximadamente 240 previstos a serem finalizados até o próximo domingo (25), quando está planejado um ato na Praça do Cruzeiro, em Brasília. De acordo com Nikolas, o ato busca reforçar o caráter pacífico e simbólico da iniciativa, convidando a população a refletir sobre o atual cenário político e institucional do país.
Ainda segundo o parlamentar, a mobilização tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o que classifica como arbitrariedades recentes no país, incluindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a situação jurídica dos presos relacionados aos atos do 8 de janeiro de 2023. O ato é marcado pelo lema “Acorda, Brasil”.
Desde a última segunda-feira (19), quando a caminhada foi iniciada na cidade de Paracatu (MG), centenas de pessoas, incluindo figuras políticas e anônimos, seguem o movimento, que também tem contado com o apoio de motoristas que encontram o grupo ao longo do caminho até a capital federal.
Confira alguns dos nomes de quem está ou já esteve na caminhada (alguns participaram pontualmente e não seguirão durante todo o trajeto):
Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais André Fernandes, deputado federal pelo Ceará Gustavo Gayer, deputado federal por Goiás Guilherme Batista, pregador Marcelo Bonifácio, cantor Pablo Almeida, vereador por Belo Horizonte (MG) Wess Guimarães, influenciador Carlos Bolsonaro, ex-vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Luciano Zucco, deputado federal pelo Rio Grande do Sul Rafael Satiê, vereador pelo Rio de Janeiro (RJ) Fernando Holiday, vereador por São Paulo (SP) Carlos Jordy, deputado federal pelo Rio de Janeiro Sargento Gonçalves, deputado federal pelo Rio Grande do Norte Major Vitor Hugo, vereador por Goiânia (GO) Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão Thiago Medina, vereador pelo Recife (PE) João Pedro Pugina, vereador por Araçatuba (SP) Magno Malta, senador pelo Espírito Santo Lucas Pavanato, vereador por São Paulo (SP) Lucas Polese, deputado estadual pelo Espírito Santo Pedro Poncio, ex-MST Sebastião Coelho, ex-desembargador Eduarda Campopiano, vereadora por Praia Grande (SP) Junio Amaral, deputado federal por Minas Gerais Chiara Biondini, deputada estadual por Minas Gerais Vile Santos, vereador por Belo Horizonte (MG) Douglas Garcia, ex-deputado estadual por São Paulo Mauricio do Vôlei, deputado federal por Minas Gerais Capitão Martim, deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Ivson de Castro, vereador por Sete Lagoas (MG) Samuel Caires, vereador por Janaúba (MG) Matheus Braga, vereador por Ipatinga (MG) Ugleno Alves, vereador por Teófilo Otoni (MG) Pedro Luiz, vereador por Contagem (MG) Thomaz Henrique, vereador por São José dos Campos (SP) Luiz Lima, deputado federal pelo Rio de Janeiro Guilherme Kilter, vereador por Curitiba (PR).
Sérgio Nahas matou a esposa em 2002 e estava foragido desde 2025
A Polícia Civil de São Paulo solicitou que o empresário Sérgio Nahas, preso no último sábado (17), em Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia, seja transferido para o sistema prisional paulista. O pedido foi feito ao Judiciário baiano, e a corporação aguarda decisão que deve autorizar a movimentação na próxima semana.
Nahas é condenado a mais de oito anos de prisão pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, em 2002, e estava foragido desde 2025, incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Na prisão, foram apreendidos drogas, celulares e veículo.
Crime e condenação
Orfali foi morta aos 28 anos, após pedir o fim do relacionamento e confrontar o marido sobre uso de drogas e relacionamento extraconjugal. Nahas foi condenado por homicídio simples, com pena inicialmente de sete anos, depois elevada a oito anos e dois meses em regime fechado.
Repercussão e indignação
A família de Fernanda Orfali continua indignada com a demora da Justiça e com a pena, apontando que o alto poder econômico de Nahas teria favorecido a demora nos processos. A prisão ocorreu quase 24 anos após o crime, reforçando a repercussão do caso.
Críticas indicam blindagem no inquérito e relações cruzadas entre investigados e o ministro
Toffoli determinou que os diretores do Banco Master prestem novos depoimentos já na próxima semana | Foto: Divulgação/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que quer manter o controle das investigações contra o Banco Master. O portal UOL divulgou as informações nesta sexta-feira, 23.
A interlocutores, o ministro informou que vai “conduzir regularmente, com tranquilidade” e “apanhar o que tiver que apanhar” para continuar à frente do caso. “Não vou abrir mão.”
A declaração ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusar o pedido de afastamento apresentado por parlamentares da oposição.
As contestações começaram desde que Toffoli impôs sigilo ao caso. Em seguida, ganharam força com a revelação da viagem de jatinho ao lado de um dos advogados envolvidos e se intensificaram depois da divulgação de negócios privados envolvendo familiares do ministro e um fundo ligado ao Master.
Os deputados Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carolina de Toni (PL-SC) foram os autores da representação.
“Todos os requerimentos formulados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram integralmente deferidos”, afirmou em nota publicada depois da decisão da PGR. “Em razão disso, todas as medidas investigativas foram autorizadas pelo relator e as apurações encontram-se atualmente sob a custódia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, responsáveis pela análise do material e pela instrução dos procedimentos.”
Aos integrantes da própria Corte que demonstraram desconforto, Toffoli fez um lembrete direto: episódios de viagens em jatos de empresários não são inéditos no tribunal. Sem citar nomes, indicou que sua situação não difere de outras já conhecidas dentro do STF.
Toffoli manda ouvir diretores do Master e tenta conter ruído com a PF
Toffoli determinou que os diretores do Banco Master prestem novos depoimentos já na próxima semana. Ele também planeja uma segunda conversa reservada com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O encontro visa esclarecer ruídos que surgiram entre o STF e a PF — inclusive em decisões recentes tomadas por Toffoli durante a segunda fase da Operação Compliance Zero.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou que sua equipe não tenha comunicado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) da Caminhada pela Justiça e Liberdade. De acordo com a corporação, a falta de comunicação “impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”.
A caminhada de Paracatu (Minas Gerais) a Brasília (DF) é um ato simbólico que deve durar sete dias. A ideia é chamar atenção para prisões e decisões judiciais que a direita considera injustas, além de defender tratamento digno aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar esclareceu que foram enviados ofícios tanto à PRF quanto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O encerramento está marcado para 12h de domingo (25), na Praça do Cruzeiro, em Brasília.
Ao comentar a mobilização, a PRF disse “que monitora o deslocamento de parlamentares e populares de Paracatu (MG) em direção a Brasília (DF) pela BR-040” e explicou que, “por questões estritamente operacionais e de segurança viária”, decidiu apontar os “riscos inerentes ao fluxo extraordinário na via, visto que não houve comunicação prévia do deslocamento junto à autoridade de trânsito, o que impediu o planejamento antecipado de medidas mitigadoras de risco para o trecho”.
Confira a nota de Nikolas, na íntegra: A decisão em iniciar a caminhada foi tomada no mesmo dia em que o deputado estava em Paracatu para a entrega de uma emenda parlamentar, o que explica a decisão e a execução terem ocorridos no mesmo dia. Ainda assim, no próprio dia de início, a assessoria encaminhou ofícios à PRF e à ANTT, comunicando oficialmente o percurso pela BR-040. Ressalta-se que no primeiro dia o número de pessoas ainda era pequeno por ser o primeiro dia.
Vale ressaltar que a Secretaria-Executiva da Diretoria de Operações da PRF confirmou o recebimento do ofício e seu cadastramento no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Ou seja, houve comunicação formal dentro das possibilidades concretas do caso.
Além da PRF, os demais órgãos de segurança pública que visam garantir a ordem constitucional estão sendo oficiados na medida em que os trajetos estão sendo viabilizados
A caminhada segue de forma pacífica e monitorada, atualmente pela BR-040, e a previsão de chegada em Brasília é dia 25 de janeiro, com encerramento na Praça do Cruzeiro.
O deputado mantém diálogo permanente com as autoridades e reafirma o compromisso com a segurança e o respeito às instituições.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (22) arquivar as investigações contra delegados da Polícia Federal que foram acusados de tentar impedir o deslocamento de eleitores durante o segundo turno das eleições de 2022. As informações são da CNN.
Segundo o magistrado, não há indícios mínimos da prática de crime da parte dos delegados Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira, apesar de ambos terem sido indiciados pela PF em agosto de 2024. O arquivamento também foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou ausência de provas.
Na decisão, Moraes afirmou que não foram apresentados elementos concretos que justificassem a abertura de inquérito, como descrição de condutas típicas, meios utilizados ou eventuais prejuízos causados. Na mesma petição, também eram investigados Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Marília Ferreira de Alenca, cujos casos foram igualmente arquivados, já que os três foram condenados pela Primeira Turma do STF no julgamento da trama golpista, não sendo possível nova condenação pelos mesmos fatos.
O ministro também determinou o arquivamento da investigação contra Fernando de Souza Oliveira, que já havia sido absolvido pelo STF no âmbito dos processos sobre a tentativa de golpe de Estado. Em 2025, as blitze da PRF realizadas no segundo turno da eleição presidencial de 2022 passaram a integrar a denúncia da PGR sobre a trama golpista, deixando de ser analisadas como um caso separado.
No segundo turno, mais de 2 mil ônibus foram parados em bloqueios no Nordeste, região onde o então candidato Lula (PT) tinha ampla vantagem eleitoral sobre Jair Bolsonaro (PL).
Viagens do ministro ao Tayayá custaram mais de R$ 500 mil em diárias de segurança
Desde que o Tayayá passou a pertencer formalmente ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025, Toffoli visitou o local pelo menos sete vezes | Foto: Ton Molina/STF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acumulou pelo menos 168 dias de estadia no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. O portal Metrópoles divulgou as informações nesta quinta-feira, 22.
Os deslocamentos constantes ao local, considerado por funcionários como sendo de sua propriedade, implicaram gastos de R$ 548,9 mil apenas com diárias de seguranças públicos.
No fim de 2025, Toffoli chegou a reservar todo o complexo para uma festa com show de samba e, inclusive, presença do ex-jogador Ronaldo Nazário.
Relatórios do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), com sede em São Paulo, revelam o padrão. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma deslocar quatro ou cinco agentes para escolta e transporte do ministro sempre que ele visita o resort.
Quando as visitas ultrapassam cinco dias, o grupo de segurança é substituído por outra equipe.
Desde que o Tayayá passou a pertencer formalmente ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025, Toffoli visitou o local pelo menos sete vezes. Nessas ocasiões, permaneceu 58 dias hospedado. Barbosa mantém sociedade com executivos da J&F, holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS.
Toffoli desfruta de resort com lancha, casa privativa e ambiente para jogatina
Apesar da mudança de propriedade, relatos de funcionários revelam que Toffoli continua sendo o verdadeiro dono do resort.
Em Ribeirão Claro, moradores referem-se ao Tayayá como “resort do Toffoli”. A estrutura do local inclui uma casa exclusiva na área de alto padrão chamada “Ecoview”, onde o ministro se instala. Uma lancha de uso pessoal permanece ancorada no píer.
Além da hospedagem de alto padrão, o resortoferece entretenimento semelhante ao de um cassino, com caça-níqueis e mesas de blackjack. Apesar da nomenclatura regional de “vídeoloteria” legalizada no Paraná, os equipamentos são idênticos às máquinas de apostas proibidas.