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A Choquei ganhou fama com fofocas de celebridades e publicidade de famosos e já esteve no centro de um escândalo

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Grandes marcas ganham com engajamento do Choquei | Foto: Reprodução/Redes sociais | Foto: Reprodução/Redes sociais 

Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 15, uma operação para desarticular um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão de forma ilícita em menos de dois anos. O influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, figura como um dos alvos principais. A Justiça autorizou o pedido de prisão temporária de Raphael e de outros 38 investigados.

Os agentes federais também prenderam os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo logo que a ação começou. O influenciador Chrys Dias é outro nome que aparece na lista de investigados. Ao todo, mais de 200 policiais cumprem 45 mandados de busca e 39 de prisão em nove Estados e no Distrito Federal. Ao portal 51, o advogado de Raphael informou que o publicitário presta depoimento na sede da PF em Goiânia.

O grupo utilizava uma rede de empresas e terceiros para esconder a origem do dinheiro. A investigação aponta que os criminosos realizavam transações com criptoativos e movimentavam grandes quantias em espécie, tanto no Brasil quanto no exterior. Raphael Sousa Oliveira administra perfis que somam mais de 30 milhões de seguidores, mas a polícia ainda apura qual o papel exato dele na estrutura financeira.

Histórico de polêmicas

A Choquei ganhou fama com fofocas de celebridades e publicidade de famosos. O negócio, que começou como passatempo em 2014, transformou o antigo vendedor em um dos nomes mais influentes da internet brasileira. A página, porém, acumula um histórico de polêmicas e acusações de sensacionalismo.

O nome de Raphael Sousa Oliveira já havia aparecido em investigações policiais com a morte da jovem Jéssica Canedo. A página publicou notícias falsas sobre um suposto romance entre ela e o humorista Whindersson Nunes. Jéssica tirou a própria vida logo que as mensagens se espalharam pela internet. Na época, o proprietário prestou depoimento, mas não houve indiciamento pelo caso. A conclusão foi a de que a própria vítima forjou o texto disseminado pela Choquei.

Agora, o foco da Polícia Federal é o rastro do dinheiro. Os mandados abrangem cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão, entre outras. A defesa de Raphael deve se manifestar publicamente logo que tiver acesso total aos autos do processo de lavagem de dinheiro.

Informações Revista Oeste

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