
Quem acompanha o perfil do empresário Elon Musk no X, plataforma da qual ele é o proprietário, deve ter percebido uma mudança nos últimos dias. Em vez de foguetes e carros, Musk tem se dedicado sobretudo a mensagens em favor de uma ação de boicote à empresa de entretenimento Netflix.
As interações de Musk se associam a posts que criticam a empresa norte-americana por várias condutas. Uma delas seria abrigar funcionários que zombaram ou comemoraram o assassinato do jovem conservador Charlie Kirk. Da mesma forma, acusam o serviço de streaming de tentar influenciar famílias. A estratégia consistiria na divulgação da cultura woke embutida na grade de programação infantil.
Um dos conteúdos refere-se a uma animação que explora a imagem da CoComelon. Trata-se de um dos maiores canais infantis do mundo no YouTube, assim como uma marca de entretenimento exclusiva para crianças em idade pré-escolar. O perfil @tomqrz, no Instagram, classifica a animação de “doutrinação no berçário”. Ele faz referência principalmente ao fato de que o canal é para crianças de 2 a 5 anos.
Em tom subliminar, o vídeo mostra imagens de pais do mesmo sexo. Da mesma forma, a melodia segue embalada por uma letra que sugere à criança a opção transgênera. “Pais no mundo inteiro confiam em marcas como CoComelon para ser um entretenimento seguro”, diz o influenciador. “A Netflix sequestrou essa confiança para servir de veículo à sua própria agenda política.”
Segundo o perfil com 220 mil seguidores, a Netflix está “usando o seu dinheiro para plantar as sementes da confusão de identidade nos seus filhos”.
Outro influenciador postou uma lista de programas que a Netflix estaria veiculando para, assim, servir de veículo à cultura woke. Elon Musk compartilhou o post com o comentário: “True” (“verdade”, em tradução livre).
Informações Revista Oeste

com Frei Jorge Rocha
Tema: as datas da língua portuguesa

A Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC) foi eleita a melhor universidade da América Latina, superando a Universidade de São Paulo (USP), que liderou o ranking nos últimos anos. O resultado marca uma mudança importante e reforça a ascensão da universidade chilena nos índices internacionais de ensino superior.
Fundada em 1888, a UC se consolidou como uma das mais tradicionais e respeitadas universidades da América Latina.
Em 1930, recebeu do Papa Pio XI o título de “Pontifícia”. Desde então, consolidou sua identidade acadêmica e garantiu o desenvolvimento de uma rede de ex-alunos influentes na sociedade chilena.
Entre os ex-alunos da instituição, estão dois presidentes do Chile. Eduardo Frei Montalva, que ocupou a presidência de 1964 a 1970, se graduou em Direito pela UC. Já Sebastián Piñera, que liderou o país em duas ocasiões (2010-2014 e 2018-2022), se formou em Economia.
Entre as principais estão Arquitetura, Engenharia, Medicina, Direito e Física, áreas em que a instituição chilena possui centros de pesquisa renomados, como o Instituto de Astrofísica, além de forte produção científica e impacto acadêmico.
A universidade oferece formação em “todas as áreas do conhecimento”, graças às suas 18 faculdades, que incluem 26 escolas e institutos, 7 institutos interdisciplinares, o programa UC College e o Campus Villarrica. Destacam-se as faculdades de:
Arquitetura, Desenho e Estudos Urbanos
Engenharia
Medicina
Direito
Física (com o Instituto de Astrofísica muito ativo)
Agronomia e Engenharia Florestal
Artes
Ciências Biológicas
Ciências Sociais
Comunicações
Letras
Educação
Filosofia
Matemática
Química
Teologia
História, Geografia e Ciências Políticas
A instituição não é pública, e tem mensalidades que variam de acordo com a área e o curso. Um estante de Direito, por exemplo, precisa desembolsar, em média, 7,7 milhões de pesos chilenos (cerca de R$ 43 mil) por ano.
A anuidade do curso de Arquitetura é de 8,5 milhões de pesos (R$ 47 mil). Para se graduar em Engenharia na UC, é preciso pagar 9,5 milhões de pesos (R$ 56 mil) ao ano, e Medicina chega a custar 10 milhões de pesos (R$ 56 mil).
Em 2024, a UC Chile tinha mais de 38,5 mil alunos matriculados em algum de seus cursos. Destes, 31,7 mil eram alunos de graduação, e os outros quase 7 mil alunos cursavam mestrado, doutorado ou outra especialização.
*g1
Foto: Adobe Stock

A Polícia Federal deflagrou, na última quarta-feira (1º), a operação Persona,
que mirou um grupo suspeito de aplicar fraudes em empréstimos consignados contra
aposentados e pensionistas do INSS em diferentes estados, principalmente da Bahia e no
Distrito Federal.
A investigação, iniciada na Delegacia da PF em Juazeiro, foi conduzida por cerca de um ano e meio, após um caso ocorrido na cidade de Morro do Chapéu. Com o desenvolvimento da investigação, verificou-se que os suspeitos utilizavam meios eletrônicos para captar dados de vítimas, abrir contas ou contratar empréstimos em nome de terceiros e desviar valores, com foco em idosos.
Por decisão judicial, equipes da PF cumpriram dois mandados de busca e apreensão, em
endereços ligados aos investigados, e deram cumprimento a duas prisões preventivas. Durante uma das buscas, também houve uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Todas as ações ocorreram em Brasília/DF, local de residência dos alvos.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores e impôs restrições à atividade financeira dos investigados, proibindo que operem empréstimos e outros atos do gênero.
Os materiais apreendidos (celulares, computadores e documentos) serão submetidos à perícia para aferição dos prejuízos e identificação de eventuais envolvidos adicionais.

Um total de 39 barcos da flotilha humanitária Global Sumud, da qual faz parte a ativista Greta Thunberg, foram interceptados pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) enquanto se dirigiam a Gaza desde o início da operação, na tarde desta quarta-feira (1°), informou à Agência EFE a porta-voz italiana Maria Elena Delia.
O restante das embarcações que formavam a flotilha, os barcos menores, continuam a navegação, mas é quase certo que também serão interceptados em breve, acrescentou a porta-voz.
Sobre a embarcação Mikeno, que se encontrava a poucas milhas da costa de Gaza, Delia explicou que, por enquanto, não sabem qual é a sua situação. O sinal de vídeo que havia sido ativado durante toda a travessia em alguns dos navios também desapareceu.
No momento, 22 italianos, entre eles vários deputados, foram detidos por Israel no contexto da operação e “estão todos bem”, confirmou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália, as tripulações serão levadas ao Porto de Ashdod e mantidas em centros designados, onde poderão aceitar a expulsão voluntária imediata ou rejeitá-la e aguardar a decisão judicial.
– Os membros da flotilha terão duas opções. A primeira é aceitar a expulsão voluntária imediata, que será realizada o mais rápido possível. A segunda é rejeitar a expulsão imediata e aceitar a detenção na prisão à espera de sua repatriação forçada – explicou em um comunicado.
Caso a expulsão voluntária seja rejeitada, “os membros da Flotilha deverão aguardar a decisão das autoridades judiciais sobre sua expulsão, que geralmente leva de 48 a 72 horas”.
A Chancelaria também informou que está monitorando a intervenção de Israel na flotilha e que será oferecida assistência consular aos detidos, pois a Embaixada da Itália em Tel Aviv está acompanhando o caso de perto e já preparou um programa de assistência consular.
*AE
Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

A Procuradoria Geral do Município de Feira de Santana informou, nesta quarta-feira (1º), que a Prefeitura não foi alvo de buscas nem recebeu qualquer notificação relacionada à operação Falsacoop, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).
De acordo com a nota oficial, a apuração divulgada pela PF diz respeito a uma contratação encerrada em 2021, sem vínculo com a atual gestão municipal, que teve início em janeiro de 2025.
O governo municipal destacou ainda que está à disposição para colaborar com as investigações e reforçou o compromisso com a transparência e a integridade na administração pública.
“A Prefeitura de Feira de Santana reitera que sempre zela pela correta utilização dos recursos públicos”, finaliza o comunicado.
*Secom

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU/BA), deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a operação FALSACOOP, com o objetivo de apurar supostos ilícitos relacionados à contratação de uma cooperativa, pelo município de Feira de Santana/BA, para prestação de serviços de locação de mão de obra destinada a unidades de assistência social.
Há indícios de que a entidade operou como cooperativa de fachada, em mera intermediação de mão de obra, e executou contratos mediante superfaturamento, em prejuízo do Fundo Nacional de Assistência Social e dos fundos municipais de Saúde e de Educação de Feira de Santana, entre os anos de 2015 e 2021. Também foram detectadas evidências de fraudes em licitação e operações financeiras voltadas à ocultação e dissimulação da origem ilícita dos valores.
Entre 2015 e 2020, a cooperativa recebeu mais de R$ 63 milhões, com estimativa de superfaturamento superior a R$ 8,5 milhões. Parte significativa desses recursos foi transferida diretamente ou por meio de interpostas pessoas a indivíduos ligados à direção da entidade, bem como a empresas controladas por esses mesmos indivíduos.
As investigações contaram com o apoio da CGU, que identificou diversas ilicitudes no processo licitatório, a partir das quais, e com o aprofundamento das investigações, descortinaram-se indícios da materialidade delitiva do crime de lavagem de ativos.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador/BA, Feira de Santana/BA, Jacobina/BA e Joinville/SC, contando ainda, como resultado das investigações, com o bloqueio de mais de R$ 8 milhões, determinado pela 17ª Vara Criminal da Seção Judiciária da Bahia.
A operação FALSACOOP visa aprofundar as investigações, identificar todos os envolvidos e responsabilizar os autores pelos crimes praticados, contribuindo para a proteção do patrimônio público e a integridade da administração pública.

O mercado de trabalho em Feira de Santana fechou o mês de agosto de 2025 em alta, com 6.129 admissões contra 5.470 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 659 novos empregos formais. Apesar de discreto, o crescimento em relação a julho foi de 0,18%. No entanto, na comparação com agosto do ano passado, houve queda de 6%.
De acordo com os dados divulgados, quase todos os setores da economia registraram desempenho positivo. As maiores contratações ocorreram nos segmentos de serviços (1.745 vagas) e produção de bens e serviços industriais (1.745 vagas), seguidos pelo comércio e mercados (1.606 vagas).
Acumulado do ano
Entre janeiro e agosto, Feira de Santana gerou 45.879 novos postos de trabalho, um crescimento de 7,49% em relação ao mesmo período de 2024. Os setores que mais contribuíram para esse resultado foram:
O saldo positivo alcançou praticamente todos os grupamentos de atividades econômicas, o que, segundo a Secretaria Municipal de Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (Settedc), mostra a diversificação da empregabilidade no município.
Perfil dos contratados
Os homens foram os mais contratados em agosto, com 3.616 admissões contra 2.513 de mulheres. No saldo final, o gênero masculino ficou com 365 novos postos, enquanto o feminino respondeu por 294 vagas.
A faixa etária que mais conquistou espaço no mercado foi a de 18 a 24 anos, responsável por 1.743 admissões, seguida de perto pelos trabalhadores de 30 a 39 anos (1.737). Já o nível de escolaridade que mais pesou nas contratações foi o ensino médio completo, com 4.768 admissões.
Para a secretária Márcia Ferreira, os números de agosto reforçam a confiança de que Feira de Santana seguirá apresentando saldos positivos até o fim do ano.
“O crescimento pode parecer tímido de um mês para o outro, mas o acumulado mostra uma curva importante de evolução. O município tem mantido equilíbrio na geração de vagas em diferentes setores, o que nos dá segurança para afirmar que o emprego continuará em expansão. Nossa expectativa é fechar 2025 com saldo ainda mais robusto”, afirmou a gestora.
Segundo a Settedc, a prioridade agora é fortalecer a capacitação profissional, especialmente dos jovens e mulheres, para ampliar a participação desses grupos no mercado e atender às demandas crescentes de setores estratégicos.
*Secom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe mensalmente R$ 12,5 mil de aposentadoria como anistiado, segundo dados da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom). A informação consta em uma reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta terça-feira (30) a respeito de uma tentativa de fraude contra o benefício do petista que teria ocorrido em 2023.
Segundo o site Pleno.News, com base em dados de um procedimento do Ministério Público Federal (MPF), é decorrente de uma decisão da Comissão Especial de Anistia, que foi acolhida pelo então ministro do Trabalho Walter Barelli em despacho assinado no dia 19 de abril de 1993 e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia seguinte, declarando o petista um anistiado.
Com base nessa decisão, foi apresentado pedido de aposentadoria de anistiado, pela via administrativa, deferido com data retroativa a 5 de outubro de 1988. O benefício chegou a ser questionado em 2009 pelo então deputado estadual Eliseu Gabriel da Silva Júnior, mas o MPF entendeu que a concessão estaria dentro da legalidade.
SOBRE A TENTATIVA DE FRAUDE
De acordo com o jornal O Globo, um golpista teria tentado transferir o pagamento da aposentadoria de Lula para uma conta bancária no Pará. A manobra, porém, teria sido barrada antes que houvesse prejuízo ao chefe do Executivo. O episódio só veio a público agora porque documentos recebidos pela CPMI do INSS revelaram que a autarquia comunicou o caso à Polícia Federal em março daquele ano.
Segundo pessoas ligadas à investigação, o perfil de Lula no sistema Meu INSS chegou a ser acessado remotamente, disparando alertas de segurança. O fraudador solicitou que o crédito fosse desviado de uma agência em São Bernardo do Campo (SP), onde o presidente recebe o benefício, para uma conta em nome de uma pessoa chamada Francisco Cardoso, que mora no Pará.
Em entrevista ao jornal O Globo, Cardoso disse que foi ouvido por videoconferência à PF e negou envolvimento na fraude. Deficiente visual e também beneficiário do INSS, ele justificou que uma conta foi aberta em seu nome sem autorização.
– Como sou deficiente visual, eu tenho benefício do INSS. Para que eu ia fazer uma coisa dessas? – disse.
O Ministério Público Federal (MPF) concluiu que não havia elementos suficientes para identificar o autor da fraude. No parecer, destacou que o pedido foi feito por meio eletrônico sem rastreio do IP de origem e que não houve perda financeira, já que a transferência foi bloqueada. Com isso, a Justiça determinou o arquivamento do inquérito. O órgão entendeu ser plausível a justificativa de Francisco Cardoso.
*Pleno.News
Foto: Ricardo Stuckert / PR

A licença parlamentar de Carla Zambelli (PL-SP)termina nesta quinta-feira, 2. O afastamento de 127 dias, iniciado depois de sua ida ao exterior, não pode ser prorrogado. Como está presa na Itália desde junho, a deputada não deve reassumir o cargo. Com isso, começa a acumular faltas.
O regimento da Câmara prevê a perda automática do mandato caso o parlamentar falte, sem justificativa, a mais de um terço das sessões do ano. A regra ameaça também o mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde março.
No entanto, Zambelli já responde a um processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ela prestou depoimento diretamente do presídio em Roma. Disse que está aprendendo italiano, alegou dificuldade com o português e chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “bandido”.
O Também afirmou que conseguirá a soltura em breve. Nesse sentido, ela aposta que a Justiça italiana identificará abusos do Judiciário brasileiro.
O presidente da CCJ, Paulo Azi (União Brasil-BA), aguarda a retirada do sigilo do processo para pautar a cassação. Se houver maioria na comissão, o caso vai ao plenário. São necessários 257 votos para encerrar o mandato da parlamentar.
O STF condenou Zambelli em duas ações. Em maio, a Corte aplicou pena de dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça, ao lado do hacker Walter Delgatti. A decisão a tornou inelegível por oito anos.
Em outra ação, os ministros a sentenciaram a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento. O caso se refere ao episódio em que a deputada, armada, perseguiu um homem nas ruas de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Apesar das condenações, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por não cassar o mandato por ofício. Alegou que, diante da tensão entre os Poderes, a decisão deveria passar pela CCJ, e não pela Mesa Diretora nem pelo Conselho de Ética.
Informações Revista Oeste