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Entre os dias 21 e 25 de julho de 2025, Feira de Santana será palco de uma grande ação social e cidadã: o Mutirão de Conciliação e Cidadania, promovido pelo Centro Universitário Nobre – UNIFAN, em parceria com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e a Prefeitura de Feira de Santana. A iniciativa, batizada de “Conciliando Cidadania”, tem como objetivo ampliar o acesso da população à justiça, à saúde e a diversos serviços essenciais, tudo de forma gratuita.
A programação será realizada nas instalações da UNIFAN, na Avenida Maria Quitéria, nº 2116, no Centro da cidade, com atendimentos abertos ao público das 9h às 16h30. A abertura oficial do mutirão acontece na segunda-feira, dia 21, às 9h, com a presença ilustre do prefeito José Ronaldo de Carvalho, além de grandes autoridades do Judiciário, como desembargadoras do TJBA, representantes do Ministério Público, da OAB e demais instituições parceiras.
Entre as autoridades presentes, a população terá a oportunidade de ver de perto a Desembargadora Marielza Brandão Franco e os juízes da comarca de Feira de Santana, que acompanharam as atividades e reforçaram a importância do acesso democrático à justiça.
Durante os cinco dias, a ação oferecerá uma ampla gama de atendimentos nas áreas de justiça, saúde e cidadania. A expectativa é de que cerca de 5 mil processos sejam movimentados durante as audiências de conciliação nas áreas de família, cível, consumo e fazenda pública. Essas sessões serão conduzidas por alunos do curso de Direito da UNIFAN, que atuarão como conciliadores. A participação dos estudantes não apenas garante a eficiência das conciliações, mas também fortalece a formação prática dos futuros profissionais.
A UNIFAN foi pioneira ao inserir o aluno como protagonista no papel de conciliador dos processos, uma inovação reconhecida nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com prestigiada premiação em 2022. Essa prática, que nasceu na instituição, acabou se difundindo por todo o território brasileiro e hoje se firma como um modelo de integração entre ensino e prática cidadã. Em 2025, o projeto retorna com força total, agora também com a participação de alunos do curso de Psicologia, ao lado dos estudantes de Direito, atuando de forma 100% presencial.
Além do trabalho jurídico, o mutirão contará com:
Atendimento jurídico gratuito, em casos pré-processuais e processuais, com o apoio dos CEJUSCs;

Audiências de conciliação, mediação e orientação jurídica;

Exames de DNA para investigação de paternidade, pelo programa CEJUSC Pai Presente;

Agendamento para emissão do novo RG;

Emissão de certidões de nascimento;

Aplicação de vacinas, aferição de pressão arterial e testes de glicemia.

Segundo a presidente do TJBA, desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, a iniciativa faz parte dos eixos estratégicos da atual gestão do Tribunal, que tem investido em ações que promovam cidadania, pacificação social e redução dos acervos processuais.
A UNIFAN está à frente da realização do Mutirão de Conciliação e Cidadania. A instituição não apenas cedeu toda a sua estrutura física — com salas preparadas para os atendimentos jurídicos e serviços de saúde —, como também participa ativamente de todo o planejamento, gerenciamento, operação e logística do evento. Mais do que oferecer suporte, são os próprios alunos da UNIFAN, sob orientação, que realizam as conciliações e prestam os atendimentos à população, demonstrando na prática o compromisso da instituição com a formação cidadã e a transformação social. Para o reitor da instituição, Jodilton Oliveira Souza, esse tipo de ação reforça o papel social da universidade, de formar cidadãos conscientes e atuantes. E esse mutirão é a prova de que educação e responsabilidade social caminham juntas.
O Prefeito José Ronaldo de Carvalho também apoia diretamente a iniciativa, designando o Secretário Municipal de Governo, Luiz Carlos de Carvalho Bahia Neto, para acompanhar os trabalhos. A ação conta ainda com apoio do SAC, do Cartório de Registro Civil e da Arpen-BA (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado da Bahia).
Aberto a toda a comunidade de Feira de Santana e região, o mutirão promovido pela UNIFAN não exige inscrição prévia para a maioria dos serviços.

Serviço
📅 Quando: 21 a 25 de julho de 2025
🕘 Horários: 9h às 12h e 13h30 às 16h30
📍 Onde: UNIFAN – Avenida Maria Quitéria, 2116 – Centro, Feira de Santana
💬 Aberto ao público | Serviços gratuitos


Construtora foi alvo de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (17)

Foto: Reprodução/TV Bahia

Operação Overclean, que entrou em sua quinta fase nesta quinta-feira, 17, mirou uma empresa ligada ao ex-presidente da Câmara de Vereadores de Várzea do Poço, Edinho Balbino do Nascimento, citado em uma das primeiras fases da ação.

empresa Souza Nascimento Construtora LTDA, sob o nome fantasia Construtora Impacto, foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta manhã, conforme informações do Bahia Notícias. 

O empreendimento, sediado no Edifício Holding Empresarial, localizado na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, já firmou contrato com o governo da Bahia. 

O acordo foi selado em maio de 2024, por meio da Secretaria da Educação (SEC). À época, a construtora venceu licitação para construção de uma de unidade escolar estadual indígena, no município de Prado, extremo-sul baiano. 

Além deste serviço, a empresa também ficou responsável pela ampliação dos colégios indígenas, situados nas cidades de Santa Cruz Cabrália e Buerarema, também no extremo-sul. 

Na ocasião, a firma recebeu R$ 16,088 milhões para executar a obra, sob o critério de “menor preço”, conforme consta no Diário Oficial do Estado (DOE), de 16 de maio. 

Imagem: Print/DOE

Outros serviços

Além dos serviços mencionados, a empresa também já atuou na prefeitura de Pedrão, localizada no centro-norte baiano.

Em 2023, a construtora ficou responsável por executar a reforma do mercado municipal da cidade, por meio de um convênio com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada ao governo da Bahia. 

Neste mesmo ano, o empreendimento também venceu a licitação para construir uma escola de seis salas na Fazenda Aboboreira, também localizada no município.

Imagem: Reprodução/DOE

Fase anterior mirou prefeitos e parlamentar baiano

Na quarta fase da Overclean, deflagrada em junho, três prefeitos baianos foram alvos de busca e apreensão e tiveram o afastamento determinado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF. As investigações apontam ligação direta dos gestores com o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que é investigado, mas não foi alvo de mandado na ocasião.

Foram afastados os prefeitos Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira (PT), de Ibipitanga, e Alan Machado França (PSB), de Boquira. O ex-prefeito de Paratinga, Marcel José Carneiro de Carvalho (PT), também foi alvo de busca.

A operação incluiu ainda a quebra do sigilo telefônico de Félix Mendonça Júnior e o afastamento de seu assessor parlamentar, Marcelo Chaves Gomes, que também teve mandado de busca cumprido. As apurações indicam um esquema de favorecimento em contratos públicos bancados com recursos federais.

Informações Bahia.ba


Motta já teria comunicado a aliados que deve dificultar avanço de propostas de interesse do Planalto, pela rejeição ao aumento do número de deputados

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto que previa o aumento do número de deputados, aliados do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sugerem que a prioridade na Casa, ao fim do recesso, será temas defendidos pela oposição ao governo federal.

O recesso parlamentar, que começa nesta semana, servirá de intervalo antes da retomada dos trabalhos na Câmara dos Deputados. Nos bastidores, Motta já comunicou a aliados que vai dificultar o avanço de propostas de interesse do Planalto, em resposta ao veto do Executivo, o qual o Legislativo classificou como uma afronta direta.

Mudança de postura na Câmara

Lula e Hugo Motta
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta | Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Na última sessão antes da pausa, Motta se reuniu com seus apoiadores e passou a colocar em destaque projetos da oposição. A ação é uma possível amostra de mudança de postura. Ele afirmou estar surpreso com a decisão de Lula e decidiu dar espaço ampliado a demandas contrárias ao Planalto.

Entre as votações recentes, a Câmara aprovou o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por problemas climáticos. Também deu continuidade ao texto sobre licenciamento ambiental. O governo rejeita ambas as ações. 

Interlocutores próximos ao presidente da Câmara avaliam que pode haver revisão sobre essa postura de confronto. Para isso, Lula e sua equipe devem aproveitar as próximas duas semanas sem sessões para retomar o diálogo com o Legislativo e buscar acordos que amenizem o impasse.

Informações Revista Oeste


Segundo o ex-presidente, os Estados Unidos ‘não têm com quem negociar’

Jair Bolsonaro
Ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Campanato/Agência Brasil

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 17, o ex-presidente Jair Bolsonaro comentou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar produtos brasileiros, como o alumínio.

“Se o Lula me der o passaporte, eu negocio com o Trump”, destacou Bolsonaro.

Em fevereiro de 2024, durante uma operação da Polícia Federal, o ex-presidente teve o seu passaporte retido. Desde então, Bolsonaro tem tentado reaver o documento, alegando convites internacionais, por exemplo, para viajar a Israel ou participar da posse de Trump, mas o Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Alexandre de Moraes, tem mantido a apreensão.

Ao comentar o cenário internacional e o impacto da medida para o país, Bolsonaro afirmou que “não há ataque à soberania nacional, mas o Brasil está deixando de ser economicamente relevante.”

“Os Estados Unidos não têm com quem negociar”, declarou o ex-presidente da República. “Eu acho que teria sucesso em conseguir uma audiência com o Trump. Estou à disposição.”

Em seguida, comparou o desempenho do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o trabalho do Ministério das Relações Exteriores. “O Tarcísio faz mais do que o cara do Itamaraty”, disse.

Bolsonaro também defendeu a atuação do seu filho “03”, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA. 

“Está lá o meu filho, Eduardo Bolsonaro, que tem portas abertas na Casa Branca, no Capitólio”, disse o ex-presidente. “Ele está fazendo mais do que a embaixadora, que não está lá, está de férias, mais do que o chefe nosso aqui, o ministro das Relações Exteriores, que não está lá também, que até agora não conversou com o Marco Rubio, que política externa é essa?”

Bolsonaro relembra negociação que fez com Trump

Além disso, Bolsonaro relembrou da negociação que fez com Trump durante o seu governo. Em dezembro de 2019, Trump, em seu primeiro mandato à frente da Casa Branca, anunciou que reverteria isenções e voltaria a taxar o aço e o alumínio do Brasil e da Argentina. Na ocasião, o republicano acusou os dois países de desvalorizarem suas moedas.

O governo Bolsonaro reagiu rapidamente. Os então ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia) argumentaram que o Brasil não manipulava o câmbio. A dupla ainda disse que a medida também prejudicaria a indústria norte-americana.

No dia 20 de dezembro de 2019, depois de uma ligação de 15 minutos com Trump, Bolsonaro afirmou que o republicano havia desistido das sobretaxas, destacando o bom relacionamento entre os dois países.

Informações Revista Oeste


Ferramenta de buscas exibe resultados curiosos ao procurar por apelido irônico

Foto: Leticia Martins/EC Bahia

Se você é torcedor de Bahia ou Vitória, ou apenas um curioso da internet, vale fazer o teste: abra o Google e digite “Esporte Clube Derrota”. O resultado pode surpreender. O primeiro time associado ao termo é justamente o Esporte Clube Bahia.

A principal resposta do buscador é um card com escudo do clube baiano, seguido de jogos recentes contra Fortaleza, América de Cali e Internacional.

O Google interpreta o termo como sinônimo do Tricolor e exibe automaticamente a programação, estatísticas e últimas partidas da equipe comandada por Rogério Ceni.

Na prática, quem pesquisa por “Esporte Clube Derrota” recebe em destaque as informações que normalmente apareceriam para “Esporte Clube Bahia”, como tabela de jogos, elenco e até mesmo notícias recentes.

O curioso é que isso acontece mesmo sem menções diretas ao termo em fontes jornalísticas ou no site oficial do clube.

Print: Reprodução/Google

Por que isso acontece?

O mecanismo do Google é baseado em aprendizado de máquina, comportamento de usuários e indexação semântica. Isso significa que o buscador entende padrões de busca com base em repetições, termos relacionados e associações feitas por internautas nas redes sociais e em plataformas digitais.

Em outras palavras: se muitas pessoas repetem um termo — mesmo de forma irônica ou provocativa — e o vinculam a um clube específico, o algoritmo começa a entender que há relação entre os dois. É o que acontece, por exemplo, com memes ou expressões virais que ganham vida própria nas buscas.

O sistema também leva em conta conteúdos de alto engajamento, como postagens em fóruns, comentários em vídeos e até manchetes satíricas.

No caso do Bahia, a expressão “Esporte Clube Derrota” provavelmente foi usada de forma irônica pela torcida rival, o que acabou contribuindo para o ranqueamento.

Não há uma ferramenta oficial para editar esse tipo de associação diretamente. O que se sabe é que o algoritmo é constantemente ajustado e tende a refletir a movimentação orgânica do público.

Por isso, clubes e marcas geralmente investem em estratégias de SEO e monitoramento digital para evitar esse tipo de indexação negativa. No fim das contas, trata-se de um reflexo do humor ácido que movimenta as arquibancadas e as redes sociais.

Informações Bahia.ba


Com o veto presidencial, caberá ao Congresso decidir se mantém ou derruba a decisão de presidente da República

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu vetar integralmente o projeto aprovado pelo Congresso Nacional que previa o aumento no número de deputados federais, de 513 para 531. O veto será publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (17).

A proposta, aprovada pelo Legislativo em junho, buscava adequar a distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados com base nos dados do último Censo Demográfico. A medida foi uma reação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2023 determinou a atualização da representação dos estados conforme a nova realidade populacional do país.

Sem o aumento no número total de parlamentares, sete estados corriam o risco de perder cadeiras na Câmara: Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A ampliação para 531 vagas foi articulada como forma de evitar a redução na representação dessas unidades federativas.

A decisão de Lula acompanha o posicionamento da maioria da população. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (16), 85% dos brasileiros se declararam contrários ao aumento no número de deputados. Além disso, um levantamento feito pelo g1 estimou que a proposta teria um impacto orçamentário de até R$ 150 milhões, considerando um possível efeito cascata sobre as assembleias legislativas estaduais.

Com o veto presidencial, caberá ao Congresso decidir se mantém ou derruba a decisão de Lula. Caso o veto seja rejeitado, o projeto entra em vigor e a Câmara passará a contar com 531 deputados a partir da próxima legislatura.

Informações Bahia.ba


Ministro, contudo, revogou a cobrança sobre o chamado ‘risco sacado’

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, concede ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a Grã-Cruz, o mais alto grau da Ordem de Rio Branco, em solenidade realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília (21/11/2023) | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Nesta quarta-feira, 16, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF),manteve boa parte do decreto editado pelo governo Lula, que aumentou a alíquota de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A decisão veio um dia após a audiência de conciliação entre o Parlamento e o Executivo terminar sem consenso. Ambas as partes deixaram o assunto nas mãos do juiz do STF. Além de Moraes, participaram da sessão representantes da Procuradoria-Geral da República, da Advocacia-Geral da União (AGU) e de Câmara e Senado. Os presidentes Lula e os das duas Casas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, não compareceram à reunião.

Apesar de ter favorecido o governo de um lado, o magistrado revogou a cobrança das chamadas “operações do risco sacado” — aquelas nas quais um fornecedor recebe o pagamento de uma venda antecipadamente, antes do prazo acordado com o comprador, geralmente com desconto. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia dito que o ponto era bastante controverso. 

“Determino o retorno da eficácia do decreto 12.499/2025, com efeitos ‘ex tunc’, ou seja, desde a sua edição, com a manutenção somente da suspensão do artigo 7°, §§ 15, 23 e 24, do Decreto 6.306/2007, na redação conferida pelos Decretos 12.466, 12.467 e 12.499/2025″, estabeleceu Moraes. “Concedo interpretação conforme à Constituição ao Decreto Legislativo 176/2025, mantendo a suspensão de sua eficácia, salvo no tocante à suspensão referente ao artigo 7º, §§ 15, 23 e 24, do Decreto 6.306/2007, na redação conferida pelo Decretos 12.466, 12.467 e 12.499/2025.”

Ainda na decisão, Moraes argumentou que a Constituição garante ao presidente da República a edição de decretos que possam modificar a alíquota do IOF. A prerrogativa, no entanto, deve se ater às limitações previstas em lei.

“Em relação à alteração de alíquotas e também sobre a incidência do IOF em entidades abertas de previdência complementar e outras entidades equiparadas a instituições financeiras, não houve desvio de finalidade e, consequentemente, não há mais necessidade de manutenção da cautelar, pois ausente o risco irreparável decorrente de eventual exação fiscal irregular em montantes vultosos”, disse o ministro.

Crise sobre o IOF

alexandre de moraes
O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão plenária do STF | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O impasse no entorno do IOF veio depois de o Congresso Nacional derrubar a medida do governo, por 383 votos a favor e 98, contra.

Dessa forma, a AGU levou o caso direto ao STF. Sendo assim, diante do impasse, o magistrado suspendeu os decretos de Lula e a decisão do Parlamento.

Agora, contudo, deu causa ganha ao governo.

Paralelamente, havia outras ações a respeito do tema, movidas pelo Psol e Partido Liberal.

Informações Revista Oeste


Presidente criticou a condução do julgamento pelo STF

Bolsonaro teve um rápido contato com Trump por intermédio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Alan Santos/PR
Bolsonaro teve um rápido contato com Trump por intermédio de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Alan Santos/PR

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira, 16, que a decisão de impor tarifas de até 50% sobre produtos importados do Brasil tem motivação política, em reação ao processo judicial movido contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante declarações feitas na Casa Branca, em reunião com o príncipe do Bahrein, Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, Trump voltou a criticar a condução do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e expressou apoio ao ex-mandatário brasileiro.

Segundo o líder norte-americano, as tarifas aplicadas ao Brasil diferem das estabelecidas para outros países. “A carta diz que você vai pagar 30%, 35%, 25%, 20%… em um caso 50% para o Brasil, por causa do que eles estão fazendo ao ex-presidente deles [Bolsonaro], é vergonhoso”, afirmou.

Trump classificou a situação de Bolsonaro como “uma desgraça” e reforçou que sua decisão de taxar mais severamente as importações brasileiras está ligada diretamente ao que considera uma perseguição política.

Trump reafirma apoio a Bolsonaro e critica julgamento no Brasil

“Conheço o ex-presidente e ele lutou muito pelo povo brasileiro, isso posso te dizer”, declarou o presidente norte-americano. “Acredito que ele é um homem honesto e acredito que o que estão fazendo com ele é terrível.”

As falas foram feitas depois da apresentação, pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, das alegações finais no processo que acusa Bolsonaro de tentativa de golpe de Estado. A acusação inclui, além do ex-presidente, outros sete investigados, entre eles ex-ministros e ex-militares. O julgamento está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF.

O presidente dos EUA também negou vínculo pessoal com Bolsonaro, mas destacou seu reconhecimento político. “Ele não é como um amigo meu, ele é alguém que conheço, e o conheço como um representante de milhões de pessoas”, disse. “Ele ama o país e lutou muito por essas pessoas, e querem colocá-lo na prisão.”

Em nota formal enviada à Casa Branca, o governo brasileiro expressou “indignação” pela medida tarifária. A manifestação foi feita depois da oficialização, no dia 9 de julho, do chamado “tarifaço” sobre produtos brasileiros, cuja entrada em vigor está prevista para 1º de agosto.

Informações Revista Oeste


Crédito: Evandro Veiga/Correio

O governo do prefeito José Ronaldo de Carvalho tem aprovação de 72,5% nos primeiros seis meses de gestão, conforme aponta levantamento realizado pelo instituto Economic Consultoria & Pesquisas, contratado pelo site Bahia na Política. A pesquisa avaliou a percepção da população sobre o início da atual administração municipal.

De acordo com os dados, 10,4% dos entrevistados consideram o governo ótimo, 23,3% avaliam como bom, 38,8% como regular, 7,8% como ruim e 13% como péssimo. Outros 6,7% não souberam ou não quiseram opinar.

O estudo também identificou as áreas que, segundo os entrevistados, necessitam de mais atenção por parte da gestão municipal. A saúde foi apontada como prioridade por 40,63% dos participantes, seguida de estradas e educação, ambas com 16,2%, saneamento (7,79%), transporte (6,13%), tudo (4,91%), limpeza (4,82%) e iluminação pública (1,57%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de julho, com a participação de mil pessoas. Do total, 875 entrevistas foram feitas na sede do município, abrangendo 37 bairros, e outras 125 na zona rural, distribuídas em quatro distritos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os resultados refletem o desempenho positivo da atual gestão e o compromisso em dialogar com a população, priorizando as áreas mais sensíveis apontadas pela comunidade.


A luta contra o celular nas salas de aula: proibição da prática é uma arma contra uma realidade que vem gerando uma epidemia de ansiedade

Foto colorida de adolescente mexendo no celular em um querto escuro. Foto ilustrtiva - Metrópoles

*O artigo foi escrito pela doutoranda em educação Andriessa Santos e pela pedagoga e pesquisadora em comunicação Patrícia Leite, ambas do Instituto Singularidades, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.

Nunca, na história da civilização, nossa atenção foi tão disputada. Redes sociais, aplicativos e empresas de tecnologia competem para nos manter conectados usando sistemas que capturam nosso tempo para gerar lucro. Essa sobrecarga afeta a memória, a aprendizagem e a saúde mental.

A crise de atenção, muitas vezes confundida com lapsos de memória, revela um modelo de vida exaustivo, com estímulos constantes e sem pausas. Enfrentá-la exige intenção e ambientes que favoreçam o foco, o silêncio e o pensamento crítico. Em tempos de dispersão, refletir sobre o papel da atenção no cotidiano e na aprendizagem é essencial para recuperar a concentração, o bem-estar e a capacidade de aprender de maneira significativa.

A hiperconexão acelerou nosso ritmo, causando ansiedade e adoecimento. O filósofo e urbanista francês Paul Virilio (1932-2018) chamou essa urgência de “Dromologia”, ou o impacto da velocidade nas nossas vidas. Virilio é autor de diversos livros sobre as tecnologias da comunicação.

Crianças e adolescentes estão cada vez mais cansados, dormem mal e se sentem sozinhos. Em seu best-seller A Geração Ansiosa (Ed. Companhia das Letras), o filósofo e psicólogo social Jonathan Haidt revela que a “infância baseada no celular” rouba tempo livre, imaginação e o brincar. Meninas enfrentam pressão por validação; meninos buscam refúgio em videogames e pornografia. O resultado é uma geração fragilizada, que precisa de cuidado, calma e foco.

Em seus estudos, Haidt aponta que, entre 2010 e 2015, com a popularização dos smartphones, a depressão entre meninas nos Estados Unidos dobrou e a automutilação quase triplicou. Adolescentes que passam mais de três horas diárias nas redes têm o dobro do risco de ansiedade e depressão, agravado pelo uso precoce, que expõe o cérebro vulnerável à dependência da validação social.

A minissérie Adolescência (Netflix) também mostra essa realidade: Jamie, 13 anos, sofre bullying e cyberbullying, tem o sono interrompido por notificações e vive disperso, isolado mesmo em família. Isso evidencia a urgência de resgatar espaços de calma, escuta e presença, para evitar perder tempo de qualidade, capacidade de sonhar e vínculos verdadeiros.

A lógica dos feeds infinitos e das microrecompensas bloqueia o foco profundo, a reflexão e o pensamento crítico. O cérebro fragmentado fica mais suscetível à manipulação e menos capaz de fazer análises complexas.

Em síntese, expostos à vulnerabilidade das comparações digitais e sujeitos à captura contínua da atenção pelos dispositivos eletrônicos, crianças e jovens estão ansiosos e acelerados, em uma sobrecarga que nenhum cérebro aguenta.

Porta de entrada da aprendizagem

A atenção vai além da simples concentração; é cuidado, respeito e presença, um gesto de afeto e zelo. A palavra vem do latim attendere, que significa “estar presente”, e está historicamente ligada ao foco em algo importante, como o conhecimento ou Deus.

Já no século 19, para o filósofo e psicólogo americano William James, “focalização, concentração da consciência são sua essência”. Implica o afastamento de algumas coisas para ocupar-se efetivamente de outras; uma seleção crucial para o aprendizado, porque sem atenção o cérebro não filtra estímulos nem cria memórias duradouras.

Em 1971, o economista Herbert Simon alertou que “uma riqueza de informação cria uma pobreza de atenção”. O excesso de dados disputa nossa limitada capacidade de foco, tornando vital saber para onde direcioná-la. De fato, ela pode ser guiada por professores, contextos ou perguntas instigantes, ativando os processos cerebrais que consolidam novas conexões.

Héctor Ruiz Martín, psicólogo cognitivo, reforça que a atenção ativa fortalece as conexões cerebrais e facilita a memória de longo prazo. Assim, a qualidade do nosso foco é preponderante para o quanto aprendemos e aplicamos.

Ambientes propícios

Cultivar a atenção, portanto, é a porta de entrada para qualquer processo de aprendizagem. E isso exige cuidado, intencionalidade e escolhas pedagógicas. A médica, educadora e cientista italiana, Maria Montessori, pioneira na pedagogia moderna, já compreendia esse princípio quando criou os “ambientes preparados”: espaços organizados com materiais sensoriais e mobiliário acessível, que convidam à exploração livre e favorecem o foco sustentado. Nesse cenário, a criança desenvolve os circuitos neurais responsáveis pelo controle atencional, aprendendo a dirigir sua própria curiosidade com a mediação sensível do educador.

Não por acaso, para o neurocientista francês Stanislas Dehaene, atenção é o primeiro dos quatro pilares da aprendizagem, a porta de entrada do conhecimento que determina o que será processado profundamente. Ela se soma ao engajamento ativo, o feedback de erros e a consolidação.

Esses pilares operam de forma interdependente. Sem atenção, nada é registrado. É ela que abre para o engajamento, que transforma o ato de aprender em uma construção ativa. O feedback de erros, por sua vez, fortalece as conexões quando há retorno da aprendizagem durante o próprio processo. E tudo isso só se consolida quando o cérebro descansa, no sono ou em pausas, fixando o que foi construído.

Como afirmou Haidt no best-seller já mencionado, o mundo digital vem comprometendo seriamente esse ciclo. Notificações constantes rompem o foco, substituem o engajamento profundo por respostas rápidas e superficiais, e ainda prejudicam o sono, etapa essencial para consolidar qualquer aprendizagem. O resultado é um cérebro hiperestimulado, mas desconectado dos processos que sustentam o aprendizado.

Transformar esse cenário é urgente. Pensadores importantes para a educação, como Paulo Freire e John Dewey, reforçam que o interesse do estudante é o motor para a construção de conhecimento, o que passa por redesenhar o cotidiano escolar e criar ambientes que promovam o diálogo, pilar estruturante da obra freireana.

Além disso, podemos considerar as pausas para respiração consciente, estações com materiais manipuláveis, interações com feedback imediato e, sobretudo, espaços sem telas, com descanso e integração e trocas do que foi vivido como práticas que contribuem para o processo atencional.

O cérebro é plástico. Ele se adapta ao ambiente que encontra. Nesse sentido, contextos que equilibram liberdade e estrutura, ação e pausa, concentração e descanso, oferecem o terreno fértil para que a curiosidade se transforme em reflexão e a reflexão, em aprendizagem relevante.

Como favorecer a atenção

Apesar dos avanços da neurociência, faltam pesquisas que relacionem diretamente atenção e aprendizagem em contextos diversos do Brasil. Ainda assim, professores criam, na prática, pequenos laboratórios em sala de aula, onde observam, testam e revisitam estratégias que alimentam seu saber e melhoram a atenção dos alunos.

A atenção é uma habilidade aprendida, construída nas relações e no sentido de pertencimento que a escola oferece. Fanny Sznelwar Minerbo, especialista em Desenvolvimento de Metodologias e Projetos, e Beatriz Peres Rios, professora de Projetos de Humanidades, ambas da Educação Básica, defendem que desenvolver o foco exige práticas intencionais: rotina clara, ambientes organizados, materiais acessíveis e estratégias que acolhem diferentes perfis, como o uso de mensagens (post-its) para reforçar etapas.

Propõem também preparar o cérebro com respiração guiada, música calma, pausas e utilização de blocos de atenção, a exemplo do método Pomodoro. E valorizam Rotinas do Pensamento (Project Zero – Harvard) como práticas que ajudam a organizar o raciocínio, aprofundar a atenção e favorecer a construção do pensamento crítico.

A atenção não surge do comando, mas de um ciclo que envolve organização, relações, regulação emocional e construção de sentido. Portanto, promover a atenção é criar experiências que combinem vínculo, participação e sentido, fundamentos indispensáveis para uma aprendizagem viva e significativa.

Informações Metrópoles