
O Ambulatório de Saúde da Mulher de Feira de Santana encerrou, nesta segunda-feira (28), a primeira etapa do Mutirão de Planejamento Familiar de 2025, com a inserção de métodos contraceptivos de longa duração. Ao todo, 200 mulheres foram beneficiadas nesta fase, que contemplou pacientes agendadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e pelo próprio ambulatório, mediante apresentação de documentos pessoais, cartão do SUS e contato atualizado.
O médico Edson Brito, responsável pelo atendimento do programa, destacou a importância do mutirão para a autonomia das mulheres. “Realizamos essa etapa com sucesso. Conseguimos atender um número expressivo de pacientes que buscavam métodos contraceptivos eficazes. Foram inseridos o Implanon, o DIU de cobre e o DIU Mirena em todas as que solicitaram. Essa foi apenas a primeira etapa do ano”, afirmou o especialista.
Segundo Aline Bastos, coordenadora do ambulatório, o espaço oferece uma assistência ampla em saúde feminina, com serviços que vão desde consultas ginecológicas e exames preventivos até encaminhamentos cirúrgicos, conforme diagnóstico. Também são disponibilizados atendimentos de fisioterapia pélvica, endocrinologia, nutrição e equipe multiprofissional. Na área de saúde mental, há suporte psicológico, psiquiátrico e neurológico.
“Oferecemos um ambiente climatizado, acolhedor e com atendimento humanizado. Além disso, implantamos recentemente o exame ecofetal, essencial para o acompanhamento do pré-natal de alto risco”, ressaltou Aline. Ela informou ainda que novas especialidades, como odontologia, também serão incorporadas à rotina de atendimento. “Realizamos acompanhamento completo e gratuito pelo SUS, com encaminhamentos para tratamentos específicos, como nos casos de adenomiose e endometriose, que estão entre as demandas mais recorrentes.”
O público atendido nesta primeira fase foi majoritariamente formado por jovens com idades entre 17 e 21 anos. Uma delas foi Sabrina Kelly Lima de Souza, de 17 anos, que escolheu o Implanon por orientação médica. “É a primeira vez que vou usar um contraceptivo. Escolhi o Implanon por ser seguro, de aplicação rápida e com duração de três anos”, contou.
Já a estudante de Direito Ana Beatriz, de 21 anos, moradora do Conjunto Feira VII, destacou a praticidade do método. “Estou ansiosa. Já uso comprimidos há algum tempo, mas a ideia de não precisar me preocupar por um bom período é um alívio. Ainda sou muito nova para lidar com uma gravidez não planejada”, disse.

No último fim de semana – sábado (26) e domingo (27), e também ontem (28), durante o Cidade Jardim Festival, que aconteceu no município de São Gonçalo dos Campos, a OAB Subseção Feira de Santana, através da Comissão em Defesa dos Direitos das Mulheres, realizou ações diversas, durante os três dias, em conjunto com a Ronda Maria da Penha, a ONG “Eu Sou Todas as Mulheres”, a Polícia Civil e a 67° CIPM. Esses órgãos envolvidos tinham o mesmo intuito: alertar e conscientizar todos os presentes no evento do município próximo a Feira de Santana sobre a importância do combate à violência contra as meninas e as mulheres e o respeito devido a elas.
“Estivemos, durante os dias do festival, conversando com as pessoas, entregando material educativo, informando contatos necessários e buscando agir de forma que a festa ocorresse com segurança e muito respeito para todas as meninas e mulheres”, declara Esmeralda Halana, presidente da comissão.
Ainda, a presidente da OAB Subseção Feira de Santana, Lorena Peixoto, frisa que a OAB Feira, ao participar de um evento como este, “ratifica a função social da OAB em promover ações de sensibilidade e de combate a todo e qualquer tipo de violência, especialmente contra meninas e mulheres”.
Essa não foi a primeira vez que a Comissão em Defesa dos Direitos das Mulheres da OAB Feira participou do evento. As integrantes também realizaram a ação no ano passado. Vale ressaltar que nesta segunda (28), São Gonçalo comemorou 141 anos de emancipação. Mais informações no Instagram @oabmulherfsa.





Manu Pilger, Mestra em Comunicação pela UFRB
Outro dia, estava no salão esse santuário de espelhos, escovas e confidências involuntárias quando duas mulheres engataram uma conversa animada sobre a separação de uma influenciadora digital. Sim, aquela que coleciona milhões de seguidores, filtros e likes. Eu, ali sentada, esperando minha vez, fui ouvindo. Primeiro, achei curioso. Depois, engraçado. Em seguida, irônico. E, por fim, francamente preocupante.
Elas debatiam, com uma intensidade digna de debate político, o valor da pensão dos filhos da influenciadora, a disputa pela guarda, os rumores sobre um possível novo affair… Era como se fossem tias íntimas da moça, confidentes de longas datas, embora jamais tivessem cruzado com ela nem na fila do supermercado.
A cena me fez pensar nesse fenômeno que a cultura digital vem promovendo: uma aproximação que, ao invés de aproximar pessoas, parece nos afastar de nós mesmos. Estamos nos tornando especialistas em vidas que não são nossas, torcedores fervorosos de casais que nem sabem da nossa existência, estudiosos da dor alheia, enquanto a nossa própria vida segue, às vezes, à deriva. É como se estivéssemos trocando o protagonismo pela plateia. Vivendo não a nossa história, mas capítulos aleatórios da novela dos outros. A separação da influenciadora vira pauta quente, e nossa própria solitude, nossos silêncios, nossa rotina isso tudo é varrido para debaixo do tapete emocional.
Mais assustador ainda é perceber que muita gente consome essa vitrine digital como se fosse realidade pura, quando, na verdade, grande parte é roteiro bem ensaiado. A influenciadora sofre, chora, mas entre um stories e outro, está vendendo aquele colágeno milagroso, aquele suplemento que promete energia e aquele livro de autoajuda que ela mal teve tempo de folhear.
É tudo um grande espetáculo. E nós, na plateia, pagamos ingresso com nossa atenção, nosso tempo, e por vezes, com nossa própria sanidade. Porque quanto mais nos envolvemos com a vida do outro, mais desatentos ficamos com a nossa.
A pergunta que fica é: até onde vamos com tudo isso? Vamos continuar vivendo a novela digital da semana ou teremos coragem de assumir o roteiro da nossa própria história? Essa obsessão cibernética, que começa como distração e termina como vício, é o novo vício silencioso do século.Não sei se isso vai passar ou se veio para ficar. Só sei que talvez seja hora de, ao menos, sair do salão com algo mais do que um novo corte de cabelo. Quem sabe com um novo olhar sobre nós mesmos.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Por: Metro1 no dia 29 de julho de 2025 às 09:53
O governo Lula (PT) avalia acabar com a obrigatoriedade da autoescola para obtenção da carteira de motorista. O ministro dos Transportes, Renan Filho, revelou que as aulas podem passar a ser facultativas e que a medida faz parte de um plano para reduzir o custo e as exigências para a emissão da CNH.
“O Brasil é um dos poucos países no mundo que obriga o sujeito a fazer um número de horas-aula para fazer uma prova”, disse o ministro. “A autoescola vai permanecer, mas ao invés de ser obrigatória, ela pode ser facultativa.”
Em entrevista à Folha de Sp, o ministro explicou que, se a proposta for adiante, o candidato poderá aprender a dirigir de outras formas e precisará ser aprovado nos exames técnico e prático para obter a CNH, mas não terá que cumprir uma carga horária mínima nas autoescolas.
Informações Metro1

O governo Lula enfrenta dificuldades para estabelecer diálogo direto com a Casa Branca depois do anúncio de tarifas de 50% sobre produtos nacionais exportados aos Estados Unidos, previsto para entrar em vigor na sexta-feira, 1º. De acordo com informações do g1, interlocutores do Planalto afirmam que uma conversa entre Lula e Donald Trump só será realizada se houver atendimento direto por parte do líder norte-americano.
Em 9 de julho, Trump enviou uma carta a Lula comunicando a imposição das novas tarifas, justificando a medida com razões políticas e comerciais. No dia 23, o presidente dos EUA reiterou que os países com relações consideradas insatisfatórias, entre eles o Brasil, seriam alvo da tarifa de 50% como forma de pressionar por maior abertura de mercado. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou no domingo 27, que as tarifas serão aplicadas sem prorrogação a partir de sexta-feira, 1º.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou nos EUA no domingo, oficialmente para compromissos na ONU, em Nova York, ligados à pauta palestina. Vieira pode ir a Washington se a Casa Branca der um sinal positivo.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), aproximadamente 10 mil empresas brasileiras exportadoras podem ser impactadas pelo aumento das tarifas, o que afeta cerca de 3,2 milhões de empregos no país. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) destacou que multinacionais como General Motors, Johnson & Johnson e Caterpillar, com operações no Brasil, também sofrerão prejuízos com a medida.
“Nós queremos todo mundo unido para resolver essa questão”, afirmou Alckmin. “E as empresas têm um papel importante, tanto as brasileiras, que, aliás tem empresa brasileira que tem indústria nos Estados Unidos, quanto as empresas norte-americanas. A General Motors comemorou esse ano, participei do seu centenário no Brasil. A Johnson & Johnson tem 90 anos, a Caterpillar tem 70 anos, muitas delas exportam para os Estados Unidos.”
Informações Revista Oeste

Senadores brasileiros que chegaram aos Estados Unidos nesta semana receberam um tipo de visto que limita suas atividades a compromissos oficiais, conforme exigência do governo norte-americano. O documento, válido até o início de 2027, traz nos passaportes dos parlamentares o termo “official travel only”, deixando claro que a autorização é restrita a missões em nome do país.
A delegação, composta por oito senadores, viajou com o objetivo de negociar com autoridades locais para tentar evitar uma possível elevação de até 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, proposta pelo presidente Donald Trump. Esse tipo de visto, normalmente, é destinado a diplomatas, funcionários públicos ou representantes de governo em deslocamento oficial.
Apesar da restrição formal, na prática não existe controle rigoroso sobre o deslocamento desses representantes enquanto estão nos Estados Unidos, o que permite que realizem outras atividades durante a estadia. Diplomatas, por exemplo, utilizam esse visto em missões e, caso queiram viajar a lazer, precisam solicitar uma permissão específica para turismo.
O grupo parlamentar que desembarcou nos EUA é formado por Carlos Viana (Podemos-MG), Jaques Wagner (PT-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Nelsinho Trad (PSD-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Teresa Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Fernando Farias (MDB-AL).
Informações Revista Oeste
São Félix recebe a Ponte para as Filarmônicas, dias 02 e 03/08, com oficinas, intercâmbio musical e apresentação pública

A Casa da Ponte realiza a primeira edição do projeto Ponte Para as Filarmônicas, nos dias 02/08 (sábado) e 03/08 (domingo), São Félix, no Recôncavo Baiano. O evento é uma iniciativa que valoriza as bandas filarmônicas como patrimônio imaterial da Bahia, e promove ações de formação, integração e troca entre músicos de diferentes gerações e linguagens musicais. Esta primeira edição conta com representantes de Santo Amaro, Cruz das Almas, Cachoeira, Muritiba, Acupe e São Félix.
Durante o encontro, os integrantes de sete filarmônicas irão participar de oficinas de flauta, clarinete, saxofone, trompete, trombone, tuba, bombardino, percussão e arranjos. As atividades serão conduzidas por músicos da Orquestra Afrosinfônica, incluindo o maestro Ubiratan Marques, e por professores convidados.
As oficinas acontecem no centro da cidade, com programação intensiva nos dois dias. Participam da ação as filarmônicas Filhos de Apolo, Euterpe Cruzalmense, 5 de Março, 19 de Março, Lyra Ceciliana, Lyra Guarani e União Sanfelixta.
O encerramento do encontro contará com uma apresentação pública gratuita, no domingo (3/08), às 17h, no Porto São Félix (Avenida Salvador Pinto), aberta a toda a comunidade. O momento celebrará os dois dias de trocas entre mestres, músicos e bandas participantes, conectando tradição e contemporaneidade no espaço público.
Segundo a organização, a ação busca ampliar a visibilidade dessas instituições centenárias no cenário cultural baiano. As filarmônicas têm um papel fundamental na formação musical comunitária. “A proposta é criar pontes entre saberes musicais, entre gerações e entre territórios. Acreditamos que as filarmônicas são fundamentos históricos e culturais da música produzida na Bahia”, afirma Ubiratan Marques, maestro e presidente da Casa da Ponte.
O projeto conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura / Programa de Apoio a Ações Continuadas.
SERVIÇO
Ponte Para as Filarmônicas
Local: São Félix (BA)
Datas: 2 e 3 de agosto de 2025
Local das oficinas: Escola Balão Mágico – Rua Marechal Deodoro da Fonseca, Centro
Apresentação final: domingo, 3/08, às 17h – Porto São Félix (Av. Salvador Pinto)
Entrada gratuita
Realização: Casa da Ponte Maestro Ubiratan Marques
Apoio financeiro: Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura da Bahia | Programa de Apoio a Ações Continuadas

A Bahia registrou um aumento alarmante nos casos de hepatite A nos últimos cinco anos, com uma mudança significativa no perfil de contágio. Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o número de infecções saltou de 13 casos em 2021 para 65 apenas nos sete primeiros meses de 2025, um crescimento de 400%.
O avanço da doença tem se concentrado especialmente entre pessoas de 20 a 39 anos. Esse público passou a ser alvo das campanhas de vacinação desde 2024, após o Ministério da Saúde identificar surtos relacionados ao aumento das práticas sexuais desprotegidas, o que contribuiu para alterar o perfil epidemiológico da doença.
Transmitida principalmente pela via fecal-oral, a hepatite A tradicionalmente esteve associada à falta de saneamento e higiene. No entanto, nos últimos anos, a via sexual tem ganhado destaque como um dos principais modos de transmissão, sobretudo entre adultos jovens com múltiplos parceiros e baixa adesão ao uso de preservativos.
A hepatite A é uma infecção viral que pode causar sintomas como febre, mal-estar, náusea, dor abdominal e, em casos mais graves, insuficiência hepática. Embora geralmente evolua para a cura, a doença pode provocar internações e até óbitos, principalmente entre pacientes com outras comorbidades.
Diante do cenário, a Sesab alerta para a importância da vacinação, da adoção de práticas sexuais seguras e do acesso a condições adequadas de higiene e saneamento. A ampliação da testagem e a vigilância ativa também fazem parte da estratégia do estado para conter o avanço da doença.
Informações Bahia.ba

Nesta segunda-feira, 28 de julho, o Rotativo News conversou com o médico oncologista Dr. Tércio Guimarães sobre a campanha Julho Verde, voltada à conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço um dos tipos mais frequentes no Brasil, mas ainda pouco discutido fora dos ambientes hospitalares.
Segundo o especialista, os principais fatores de risco são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, e a combinação desses dois hábitos eleva de forma alarmante a chance de desenvolver a doença. “O tabagismo por si só já aumenta em até 10 vezes o risco de câncer de cabeça e pescoço. Quando associado ao etilismo, esse risco pode saltar para 35 vezes mais”, alerta o médico.
Ele também chama atenção para o avanço dos casos relacionados à infecção pelo vírus HPV. Entre os tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço estão os que afetam a cavidade oral, a faringe, a laringe e os seios da face. Porém, o câncer de pele também se destaca como recorrente na região.
Fique atento aos sinais
O Dr. Tércio enfatiza a importância de estar atento a feridas na boca que não cicatrizam por mais de 15 dias, especialmente quando são indolores, além de manchas brancas ou vermelhas persistentes. Outros sinais incluem rouquidão prolongada, dor para engolir, nódulos no pescoço ou rosto e lesões na pele que também não cicatrizam. “Esses sintomas, muitas vezes negligenciados, podem indicar a presença da doença em estágio inicial”, ressalta.
Diagnóstico precoce salva vidas
Apesar dos avanços tecnológicos no tratamento, como as terapias-alvo e cirurgias de alta precisão, o oncologista reforça que o diagnóstico precoce é o principal aliado da cura.
“Quando identificado no início, o câncer de cabeça e pescoço pode ter até 80% de chance de cura. Mas, infelizmente, mais da metade dos pacientes chegam com a doença já em estágio avançado, o que reduz essa taxa para cerca de 40%”, afirma.
A campanha Julho Verde, promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), busca justamente informar a população e incentivar a procura por avaliação médica diante de qualquer sinal persistente. “Agradeço à imprensa pelo espaço. Informação é a nossa maior ferramenta de combate ao câncer”, conclui o especialista.

Com César Oliveira
Tema: As violências que atingem o Brasil
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