A categoria reclama de falta de medidas de proteção contra o novo coronavírus e também alega que cláusulas do acordo coletivo foram quebradas pelos Correios.
A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) entrou em greve na noite desa segunda-feira (17). Cerca de 100 mil funcionários aderiram à paralisação, que é nacional e por tempo indeterminado.
Um trabalhador autônomo do Rio de Janeiro passou pelo pior pesadelo de quem compra produtos pela internet: foi enganado. Renato César Romualdo de Menezes, que mora no bairro do Lins, na Zona Norte, havia juntado as economias para presentear a esposa com um telefone novo. A animação virou decepção após ele receber a encomenda.
– A gente se deparou com uma mandioca. Sem o celular. Quando cortamos o pacote, a caixa estava meio aberta. No lugar do celular, a mandioca. Arrancaram a nota fiscal – contou ao G1.
Renato disse que a esposa ficou bastante chateada com a situação, principalmente porque ela precisava do aparelho para trabalhar. Mesmo com dificuldade, ele fez um esforço e comprou um iPhone no último dia 6.
– Isso aqui parece até uma brincadeira, mas é uma coisa séria. E aí, como faz? Ela ficou sem celular – lamentou.
O que deixa Renato ainda mais chateado é que a compra foi realizada, no site da Casas Bahia, considerado confiável.
A Casas Bahia afirmou que “a companhia está apurando o ocorrido e está em contato com o cliente para solucionar o caso”.
Tio confessa abusos – O homem suspeito de abusar sexualmente da sobrinha de 10 anos em São Mateus, no Espírito Santo, confessou aos policiais que abusava da criança. A menina ficou grávida e passou por um procedimento de interrupção da gestação no fim de semana. O tio, de 33 anos, foi preso na madrugada de terça-feira, (18), em Betim (MG).
A Polícia Civil explicou que, pela idade da vítima, que é uma criança, independentemente de “consentimento”, o ato é considerado crime de estupro de vulnerável.
O suspeito estava escondido na casa de parentes, não resistiu à prisão e foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça. O homem já tinha passagem criminal por tráfico de drogas e esteve preso entre 2011 e 2018. Ele foi conduzido ao Complexo Penitenciário de Xuri, em Viana (ES), onde ficará em uma cela com outros acusados de estupro.
Menina de 10 anos está ‘aliviada’ A menina de 10 anos de idade voltou a sorrir depois que teve a gravidez interrompida, no Recife. De acordo com o médico Olímpio Morais, diretor do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), hospital em que a garota foi atendida, a criança só esboçou alguma felicidade depois que o procedimento foi realizado.
Olímpio Morais afirmou ainda, nesta terça (18), que a garota está bem e tem condições de ter alta médica, mas isso só poderá ocorrer depois que forem montados esquemas para preservar a vítima tanto em Pernambuco quanto no Espírito Santo.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (18) impor novas restrições para a realização de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. A decisão limita o uso de helicópteros, determina a preservação de vestígios de crimes e proíbe o uso de escolas e unidades de saúde como bases operacionais das polícias militar e civil. A votação foi concluída à meia-noite e realizada de forma eletrônica, no plenário virtual da Corte.
O julgamento foi motivado por uma ação protocolada pelo PSB para impor limites à atuação policial devido à “excessiva e crescente letalidade” nas operações.
Por unanimidade, a maioria dos ministros acompanhou voto do relator, Edson Fachin, para estabelecer parâmetros para a realização das operações, como restrição ao uso de helicópteros apenas nos “casos de observância da estrita necessidade”, preservação de todos os vestígios de crimes, vedada a remoção de cadáveres sobre o “pretexto de suposta prestação de socorro”, além de obrigar a anexação de fotos e laudos de necropsia às investigações para futura “revisão independente”.
A decisão também cria diretrizes para operações que forem realizadas nas proximidades de escolas, creches, hospitais e unidades de saúde. Os policiais devem evitar operações durante os horários de entrada e saída dos estudantes e obriga a criação de protocolos de comunicação entre a polícia local e as áreas de educação e saúde para garantir a segurança de alunos, professores e pacientes. O uso das instalações de escolares e de saúde como base também fica proibida.
No início do mês, o STF tomou a primeira decisão para limitar as operações policiais em comunidades do Rio. Pela decisão, as operações poderão ser deflagradas somente em casos excepcionais. A polícia ainda deverá justificar as medidas por escrito e comunicá-las ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, órgão responsável pelo controle externo da atividade policial.
A Polícia Militar do Rio afirmou que mantém o seu compromisso de seguir atuando dentro de seus princípios institucionais e que a decisão do STF será respeitada. A Polícia Civil também disse que vai cumprir a decisão e que mantém seu compromisso institucional com a sociedade.
O prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou hoje (18) que o início da fase três de retomada econômica deve ser feito apenas parcialmente, caso seja autorizado já na próxima semana. Esta etapa inclui a reabertura de teatros, cinemas e demais casas de espetáculo, além de parques, clubes e centros de eventos e de convenções.
“Acredito que cinema não vai voltar logo, teremos um pouco mais de cautela, vamos aguardar um pouco mais. Clubes também não devem retornar na semana que vem, mas a decisão ainda não está tomada”, afirmou Neto.
O gestor explicou que o adiamento serviria para ganhar “um pouco mais de tempo na análise do impacto da fase dois na cidade”. “Até agora os números são positivos, exceto por cenas que vimos no final de semana, com aglomerações, paredões e situações do tipo.”
O jogo entre Bahia e São Paulo na próxima quinta-feira (20), no Morumbi, vai ser marcado por um reencontro entre o Esquadrão de Aço e o lateral-direito Daniel Alves após 17 anos. É a primeira partida do experiente atleta contra o clube desde a sua saída do Fazendão para o Sevilla em 2003.
Com uma carreira de sucesso e marcada por diversos títulos no Barcelona, Juventus, Paris Saint-Germain e Seleção Brasileira, Daniel está no Brasil desde o ano passado. A volta ao país era muito esperada pelos torcedores do Bahia, que contavam com o seu retorno. No entanto, o jogador foi para o São Paulo. Recentemente, Daniel falou sobre encerrar a carreira no Tricolor baiano.
“O Bahia é o clube do meu coração também, tudo começou lá. Foi de lá que eu fui para a Seleção, fui para a Europa, as pessoas começaram a me conhecer. Esse seria o sonho perfeito antes de parar: passar por lá para agradecer. Não prometo jogar muito, mas uns dois meses dá pra jogar”, disse, em entrevista ao Jornal Correio*.
A declaração em tom de gratidão, no entanto, não foi bem recebida pela torcida do Bahia, que entendeu o período de dois meses como uma desfeita ao clube. Logo após a entrevista, a rede social foi tomada por críticas, o que fez Daniel Alves mudar de ideia.
“Falei brincando que encerraria no Bahia, mas a torcida me rechaçou. Acabou o seguinte clube que jogaria, mas fui rechaçado, falei dois meses e para eles não serve”, disse.
“Uma coisa que quero deixar claro para nunca mais ter esse debate: único clube que eu jogo no Brasil é o São Paulo. Se sair qualquer coisa de outro clube, pode falar que é mentira”, acrescentou.
Aos 37 anos de idade, Daniel Alves é uma das referências técnicas do time comandado por Fernando Diniz. O jogador, inclusive, marcou o gol do único triunfo do São Paulo até o momento no Brasileirão contra o Fortaleza. Desde que chegou ao Morumbi, foram 35 partidas disputadas e oito gols marcados.
Feira de Santana tem sido relegada a um plano inferior, pelo Governo do Estado, em relação aos aeroportos de sua responsabilidade. A constatação é do vereador Marcos Lima, que em discurso na Câmara comparou a situação local, do Aeroporto Governador João Durval, com investimentos feitos em terminais do gênero nos municípios de Vitória da Conquista e Barreiras. “O governador esqueceu do aeroporto da segunda maior cidade do Estado”, afirma o líder da bancada de sustentação do prefeito Colbert Martins Filho. “Inclusive, o Governo já está planejando investimentos também em Porto Seguro, mas Feira de Santana tem sido deixada para trás, tem ficado à míngua, por questões políticas”, analisa o vereador. Marcos Lima acredita que é preciso um aeroporto de qualidade em Feira de Santana. “Foi feito um puxadinho, que não resolve a situação e não é condizente com o tamanho da cidade”. Lembra que os poucos voos operacionalizados até pouco tempo saíam daqui lotados.
Alvo de um vídeo publicado nas redes sociais, pelo deputado Targino Machado (DEM), o presidente da Câmara de Feira de Santana, José Carneiro (MDB) disse nesta segunda-feira (17), em discurso na Casa, que já foi seu aliado político e que, enquanto esteve ao seu lado, era chamado de “correto, honesto e amigo”, mas agora, que se encontram em lados opostos, “não presto mais”. Targino usou a gravação de uma discussão entre Zé Carneiro e o vereador Edvaldo Lima, durante uma sessão da semana passada.
“É preciso reconhecer quando se erra, pois todos erram, eu também erro, porém sou humilde para reconhecer e pedir desculpas, mas com todo respeito, ele (Targino) seria o último que eu ouviria em relação a equilíbrio. Ele não é muito equilibrado, prova disso é que usa a Tribuna da Assembleia constantemente para ofender os seus pares. Não quero ouvir seus conselhos em relação a equilíbrio”, disse o presidente.
Targino cometeu ataque semelhante, relembra José Carneiro, contra seus ex-aliados José Ronaldo e o prefeito Colbert Martins Filho. “Quem não se recorda do episódio que envolveu Colbert (o atual prefeito foi preso, em 2011, acusado de ter autorizado pagamento ilegal quando era secretário nacional de Desenvolvimento do Turismo)? Disse que por ele não colocava a mão no fogo, mas o corpo todo e hoje está falando mal do prefeito”. Sobre Ronaldo, o deputado teria dito “que era seu líder, um grande político e até usava a frase ‘ Zé Ronaldo é meu farol sinalizador’. Hoje, por conveniência, Ronaldo não presta”.
Feira de Santana, disse o presidente da Câmara, é uma cidade onde “se discute ideias e aponta soluções para os problemas, mas ainda não o vi fazer isso”. Fez ressalva de que respeita o deputado, nada tem de pessoal contra ele e esperoa “que seja feliz e alcance objetivos trabalhando”. Carneiro, no entanto, quer “reciprocidade com o respeito”. E, se faltar, vai retribuir à altura. “Se tiver réplica, tem tréplica, pois não tenho medo de ameaças. Ele não é melhor do que eu. Porque tem uma dinheirama? Porque é valentão? Porque é deputado as pessoas tem que ter medo?”
A disseminação do novo coronavírus está sendo cada vez mais fomentada por pessoas com idades entre 20, 30 e 40 anos e muitas não sabem que foram infectadas, disse o diretor da região do Pacífico Ocidental da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta terça-feira (18).
“Isso aumenta o risco de transbordamento para os mais vulneráveis: os idosos, os doentes em cuidados de longa duração, as pessoas que vivem em áreas densamente povoadas e áreas carentes”, disse Takeshi Kasai em entrevista coletiva virtual, referindo-se à capacidade de o vírus se adaptar e migrar de hospedeiros.
O doleiro Dario Messer foi condenado nesta segunda-feira (17) a 13 anos e 4 meses de prisão pelo crime de evasão de divisas. A sentença do juiz Alexandre Libonati determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado, mas apenas após o fim da pandemia do novo coronavírus.
Messer foi condenado, pela primeira vez, no processo da Operação Marakata, um desdobramento da Câmbio, Desligo que se refere às operações dolar-cabo feitas para empresários que exploram pedras preciosas na Bahia. A sentença foi proferida cinco dias após o mesmo magistrado homologar a delação premiada do “doleiro dos doleiros”, como ele é conhecido por seu protagonismo na atividade.
O acordo prevê que ele cumpra 18 anos e 9 meses de pena, além de abrir mão de seu patrimônio estimado em R$ 1 bilhão. A maior parte dos bens está no Paraguai, cujo governo reivindica ficar com uma parte dos recursos. A proporção será definida por acordo de cooperação internacional.
Messer está em prisão domiciliar desde abril deste ano após decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros consideraram que ele faz parte do grupo de risco da Covid-19 e aceitaram o pedido da defesa de saída da prisão até o fim da pandemia.
O doleiro foi preso em julho do ano passado após ficar um ano foragido. A estimativa é que ele fique mais dois anos na cadeia, quando passar a cumprir de novo o regime fechado da pena. Dario Messer era o líder de um banco paralelo que movimentou 1,6 bilhão de dólares (o equivalente a cerca de R$ 5,3 bilhões) de 2011 a 2017 envolvendo mais de 3 mil offshores em 52 países. Ele também é apontado como o controlador do banco Evergreen (EVG) em Antígua e Barbuda, no Caribe. Uma lista de mais de 400 clientes está nas mãos do Ministério Público Federal para apurar quais casos envolvem crime -o banco misturava negócios legais e ilegais.
A atuação da família Messer no câmbio ilegal remonta à década de 1980, pelas mãos do patriarca Mordko Messer, espécie de mentor do esquema mantido por Dario.
As amizades do “doleiro dos doleiros” vão desde o ex-atacante Ronaldo Fenômeno até o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, que o chamou de “irmão de alma”. O paraguaio foi socorrido pelo patriarca Mordko numa fase de dificuldades financeiras. Atualmente, é réu em ação penal da Lava Jato fluminense.
O doleiro foi investigado na CPI do Banestado e teve o nome citado no escândalo do mensalão. Em 2009, ele foi alvo da Polícia Federal na Operação Sexta-Feira 13, que investigou um fluxo de mais de 20 milhões de dólares (R$ 110 milhões) em paraísos fiscais, um esquema que funcionava desde 1997. Messer se tornou foragido em 2018 após a Operação Câmbio, Desligo, que mirou a atuação de seis dezenas de doleiros e seus funcionários no país.
A investigação teve como base dois sócios minoritários de Messer, Vinicius Claret e Cláudio Barboza. Os dois eram os responsáveis por operar toda a complexa estrutura de dólar-cabo, enquanto o “doleiro dos doleiros” era o lastro financeiro da dupla, bem como o responsável por avalizar a confiança dos dois em sua rede de contatos no país e no exterior.
A estrutura montada pelo grupo era uma das poucas que conseguia operar as duas pontas do dólar-cabo: ao mesmo tempo, oferecer dinheiro vivo no país e ter caixa disponível em contas no exterior, em paraísos fiscais.
Dario chegou a ensaiar uma delação premiada com procuradores federais em 2017 e 2018. Esbarravam na recusa do investigado em permanecer um dia sequer na prisão. A delação se tornou uma opção discutida por Messer no início da 2017, após a homologação da colaboração de executivos da Odebrecht. Os nomes de Claret e Barboza já havia aparecido nos registros da empreiteira, uma das principais clientes do banco paralelo do doleiro.
A partir daquele momento, se discutia uma delação conjunta, incluindo os três, além dos familiares de Messer. O doleiro aceitava perder boa parte da fortuna, mas não queria ir para a cadeia. Fortalecia a resistência dele o fato de a opção pela colaboração não ser unânime na extensa equipe de advogados.
Numa reunião em 3 de março de 2017, a equipe discutia com Messer o cenário. O advogado uruguaio Oscar Algorta -também suspeito de lavar dinheiro- sugeriu que o doleiro poderia ir para o seu país, onde, garantia ele, as investigações não alcançariam seu cliente.
A sugestão mostrou-se equivocada no mesmo dia, quando a dupla Claret e Barboza foi presa no Uruguai, a pedido da Justiça brasileira. Eles tinham mandados de prisão expedidos por Marcelo Bretas em decorrência da Operação Eficiência, em fevereiro de 2017. Pela estrutura gigantesca gerida pelos dois passaram cerca de 3 milhões de dólares (R$ 16 milhões) do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
Claret e Barboza foram classificados na ocasião como doleiros do emedebista, mas eles só se conheceram na prisão. Os reais operadores de Cabral, os irmãos Renato e Marcelo Chebar, usaram o sistema de Messer para movimentar os recursos do ex-governador. Mesmo com a prisão, as equipes dos doleiros mantiveram a discussão de uma colaboração em conjunto. Os relatos dos três eram vistos como complementares.
Em julho de 2017, Dario Messer encontrou-se com o procurador José Augusto Vagos, membro da força-tarefa da Lava Jato que atuou em investigações sobre o doleiro desde o início dos anos 2000, para iniciar a negociação sobre uma possível delação. O encontro foi visto como desastroso para o investigado, já que evitou assumir responsabilidade e citou uma atuação tímida no esquema. Seus dois sócios conseguiram negociar, por conta própria, suas delações com a Procuradoria. As negociações com Messer foram interrompidas quando uma escuta telefônica flagrou um operador financeiro comentando, 20 dias antes da Operação Câmbio, Desligo, a iminência da prisão do doleiro.
Dario ficou um mês foragido. As investigações apontam que ele contou com o apoio do ex-presidente paraguaio em sua fuga da polícia. Ele acabou detido isolado, após a colaboração premiada de seus dois sócios, uma funcionária, três filhos e a ex-mulher.