Somente a aprovação de uma nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) poderia dar ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Nelson Leal (PP) a possibilidade de ser reconduzido ao cargo de presidente da Casa no biênio 2021-2022. Mesmo já tento declarado que continuaria no mais alto posto do Legislativo baiano “sem problemas”, reverter a situação se traduz em um cenário de grandes dificuldades.
Se, de fato, a reversão da PEC que impede reeleições na AL-BA depender de uma mudança no rito da votação de aberta para secreta, as chances de Leal são nulas, já que a Constituição brasileira não autoriza votação secreta nesse tipo de proposta. “A Constituição descreve as poucas possibilidades de voto secreto. Elas não podem ser ampliadas. E a tendência constitucional é a de se proibirem todas as votações fechadas e se ampliar, em favor da ampla fiscalização popular, a plenitude da transparência das votações parlamentares”, alerta o advogado constitucional, Marcos Sampaio.
A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta quarta-feira (23) em Salvador a Operação Contra Senhas, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da capital baiana. Agentes federeais cumpriram 5 mandados de busca no edfício Sião, na Av. Carlos Gomes, no Centro e no empresarial Waal Street, na Av. Paralela.
No total, a PF está cumprindo seis mandados nesta quinta. Cinco deles são em Salvador e o outro na cidade de Catu, na Região Metropolitana (RMS). Ainda não há informações sobre prisões.
A Câmara Federal aprovou nesta terça-feira (22), o projeto que amplia o prazo máximo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 5 anos para até 10 anos.
O texto também permite acumular mais pontos antes de o infrator ter o documento suspenso pelas autoridades de trânsito, podendo chegar até a 40, hoje o máximo são 20 pontos.
O projeto depende da sanção do presidente Jair Bolsonaro para se tornar lei.
Com dados semelhantes da pesquisa do Portal De Olho na Cidade e Economic, o levantamento do site Informe Baiano e Paraná Pesquisas para a eleição de prefeito em Feira de Santana mostra empate técnico entre o atual prefeito e candidato à reeleição, Colbert Martins (MDB), e o deputado federal Zé Neto (PT). No cenário estimulado, aparecem com 27,9% e 24,9%, respectivamente. Na terceira e quarta posições, também tecnicamente empatados, surgem Carlos Geilson (Podemos), com 12,2%, e a deputada federal Professora Dayane Pimentel (PSL), com 7,5%.
Ainda no cenário estimulado, seguem Roberto Tourinho (PSB), com 4,3%; José de Arimatéia (Republicanos), com 2,5%; e Carlos Medeiros (Novo), com 2,1%. Logo depois, aparecem Marcela Prest (PSOL) e Rei Nelsinho (PRTB), ambos com 0,7%. Não sabem em quem votar 4,7% dos eleitores e 12,5% não votariam em nenhum deles.
A pesquisa encomendada pelo IB e realizada pelo Paraná Pesquisas ouviu 680 eleitores por meio de entrevista telefônica, entre os dias 18 e 22 de setembro. Possui um grau de confiança de 95,0% e margem de erro de 4,0% para os resultados gerais. O estudo foi registrado no TSE com o número BA-09007/2020.
A análise da pesquisa estimulada mostra que os quatro primeiros colocados têm chances de chegar ao segundo turno e confirma o levantamento feito na semana passada pelo Instituto Séculus, também publicado por Informe Baiano.
Espontânea
No cenário espontâneo, quando o eleitor é perguntado em quem vai votar sem a apresentação de uma lista, também há empate técnico entre Colbert Martins (14,7%) e Zé Neto (9,9%). Em seguida, surgem Roberto Tourinho (2,2%), Carlos Geilson e Professora Dayane Pimentel (ambos com 1,8%). Após vêm Carlos Medeiros (1,0%), José de Arimatéia (0,7%), Rei Nelsinho (0,6%) e Marcela Prest (0,4%). Os eleitores que não sabem em quem votar somam 55,1% e outros 10,7% não votariam em ninguém.
CONFIRA OS NÚMEROS
Cenário de Estimulada
Colbert Martins 27,9% Zé Neto 24,9% Carlos Geilson 12,2% Professora Dayane 7,5% Roberto Tourinho 4,3% José de Arimatéia 2,5% Carlos Medeiros 2,1% Marcela Prest 0,7% Rei Nelsinho 0,7% Não sabe 4,7% Nenhum 12,5%
Cenário espontâneo
Colbert Martins 14,7% Zé Neto 9,9% Roberto Tourinho 2,2% Carlos Geilson 1,8% Professora Dayane 1,8% Carlos Medeiros 1,0% José de Arimatéia 0,7% Rei Nelsinho 0,6% Marcela Prest 0,4% Não sabe 55,1% Ninguém 10,7%
O Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, vai colocar em funcionamento a partir de 1º de outubro, o Centro de Parto Natural e Humanizado do Complexo Materno Infantil. A unidade terá quatro leitos destinados exclusivamente para parturientes de Feira de Santana.
De acordo com a diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, as pacientes serão auxiliadas por enfermeiras obstétricas desde os primeiros momentos do trabalho de parto até a alta hospitalar.
“Será oferecido às parturientes, um ambiente acolhedor, respeitoso e humanizado, além do olhar cuidadoso da enfermagem obstétrica em identificar o que a gestante precisa naquele momento para se sentir segura e confiante”, afirma. Gilberte Lucas pontua que no Complexo Materno Infantil do HIPS são realizados em média 25 partos por semana.
Desde que passou a atingir a população, a COVID-19 tem se mostrado um verdadeiro mistério para a área da medicina, principalmente quando se trata de sua relação com outras doenças. Justamente com isso em mente, a Universidade Duke, na Carolina do Norte, dos EUA, trouxe à tona um estudo apontando que lugares em que grande parte da população contraiu dengue no ano passado e no começo deste ano demoraram mais tempo para ter transmissão de COVID-19 e registraram números menores de casos e de mortes.
Desde que passou a atingir a população, a COVID-19 tem se mostrado um verdadeiro mistério para a área da medicina, principalmente quando se trata de sua relação com outras doenças. Justamente com isso em mente, a Universidade Duke, na Carolina do Norte, dos EUA, trouxe à tona um estudo apontando que lugares em que grande parte da população contraiu dengue no ano passado e no começo deste ano demoraram mais tempo para ter transmissão de COVID-19 e registraram números menores de casos e de mortes.
A análise da disseminação geográfica da COVID-19 no Brasil percebeu que determinadas regiões do país inexplicavelmente não tiveram casos. Com essa questão em mãos, o cientista brasileiro verificou que os casos de dengue no Brasil em 2019 e 2020 ocupavam exatamente essas regiões sem casos da COVID-19.
Além disso, lugares que tiveram alta incidência de dengue nesse período (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais) levaram muito mais tempo para atingir um patamar de elevada transmissão comunitária de COVID-19 do que Estados como Amapá, Maranhão e Pará, por exemplo, que tiveram poucos registros de dengue no mesmo período, de acordo com o estudo. Em contrapartida, a pesquisa também aponta que em regiões com alta densidade demográfica há uma prevalência da COVID-19 mesmo quando há uma alta incidência de dengue.
O Departamento Penitenciário Nacional (DPN) divulgou nesta terça-feira (22) a morte do traficante Elias Pereira da Silva, mais conhecido como Elias Maluco, na Penitenciária Federal de Catanduvas, a 476 quilômetros de Curitiba, no Paraná. Segundo o DPN, o detento se matou.
“O local foi preservado até a chegada da Polícia Federal, que foi acionada para fazer a perícia.
A família foi comunicada pelo Serviço Social da unidade. O Depen informa, ainda, que preza pelo irrestrito cumprimento da Lei de Execução Penal e que todas as assistências previstas no normativo são garantidas aos privados de liberdade que se encontram custodiados no Sistema Penitenciário Federal”, afirmou o departamento em nota.
Elias Maluco foi um dos maiores traficantes de drogas do Rio de Janeiro. Ele fazia parte da facção criminosa Comando Vermelho e chefiava o narcotráfico em trinta favelas do Complexo do Alemão e da Penha.
O criminoso foi preso em setembro de 2002. Mesmo encarcerado, ele era apontado como mentor de ataques de facções, que geraram duas grandes ondas de violência no Rio de Janeiro, uma em 2006, outra em 2010.
Em 2002, foi condenado a 13 anos de prisão por tráfico. Em 2003, mais uma condenação – 18 anos – em outra acusação de narcotráfico. Em maio de 2005, após ser julgado pelo sequestro e morte do jornalista Tim Lopes, pegou mais 28 anos de cadeia.
Elias ganhou o apelido de “maluco” por causa dos métodos utilizados para torturar e matar suas vítimas.
Pesquisa coordenada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), apontou que, quando a cidade de Manaus (AM) vivenciou o pico da epidemia de covid-19, no mês de maio, 45,9% da população local já havia contraído o novo coronavírus em algum momento. Após um mês, o percentual de pessoas que teriam contraído o vírus atingiu 64,8% e teria se estabilizado em 66,1% nos dois meses seguintes.
Nos primeiros meses da pandemia, em março e abril, o percentual de infectados era de 0,7% e 5%, respectivamente. Para os autores do estudo, embora intervenções não farmacêuticas e uma mudança no comportamento da população possam ter ajudado a limitar a transmissão da doença, a alta taxa de infecção nos últimos meses sugere que a imunidade de rebanho é um fator que contribuiu para a queda do número de novos casos e de mortes em Manaus.
“A mortalidade elevada e a queda rápida e sustentada de casos sugerem que a imunidade populacional teve um papel significativo na determinação do tamanho da epidemia em Manaus”, diz trecho do artigo, ainda sem revisão por pares.
Os pesquisadores alertam, no entanto, que os resultados foram obtidos a partir da análise de amostras de um banco de doadores de sangue, o que requer cuidados para tornar tal amostragem representativa. Isso porque, em geral, os doadores são adultos saudáveis e podem não representar a população geral da cidade. Além disso, não há consenso sobre a proporção de uma população que deve ser infectada com o novo coronavírus antes que a imunidade de rebanho seja alcançada, apontou o estudo.
Após o Ministério da Saúde aprovar estudo da CBF com proposta de retorno de até 30% de torcida nos estádios, o governo da Bahia se manifestou de forma contrária à volta do público nas partidas de futebol. Através de nota, o governo informou que segue em vigor o decreto que “proíbe eventos esportivos com mais de 100 pessoas”.
Decreto estadual proíbe eventos esportivos com mais de 100 pessoas, portanto não há previsão de liberação neste momento. O decreto em questão, numero 19.586, está em vigor até 27 de setembro, podendo ser prorrogado – diz a nota.
O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, também se posicionou sobre o assunto. O dirigente acredita que o protocolo de retorno aos estádios é um avanço, mas diz que vai aguardar determinação das autoridades.
Ter um protocolo de retorno do público aos estádios é um avanço importante. Mas vamos sempre aguardar o momento adequado, seguindo as determinações das autoridades de saúde pública – disse o presidente do Bahia.
Já o Vitória informou, através do vice-presidente Luiz Henrique Vianna, que é a favor do retorno, desde que obedecidos todos os protocolos.
O Vitória é totalmente a favor, desde que sejam obedecidos todos os cuidados necessários para a proteção dos torcedores através de protocolos estabelecidos pelos agentes de saúde público – diz Luiz Henrique.
Minutos após o posicionamento de Vianna, o departamento de comunicação do clube divulgou declaração do diretor jurídico do Rubro-Negro, Dilson Pereira Junior, que parabenizou a posição do governo da Bahia e da prefeitura de Salvador.
A autorização de retorno do público ao estádio pelo Ministério da Saúde está condicionada à manifestação dos entes públicos locais, no caso o Município de Salvador e o Governo do Estado. Ambos estão muito alinhados no combate à pandemia e já se manifestaram publicamente pelo não retorno do público aos estádios neste momento. Aproveitamos o ensejo para parabenizar o Município de Salvador e o Governo do Estado pelas ações enérgicas no combate à pandemia. Assim, confiamos na sensibilidade até então demonstrada pela Prefeitura e pelo Estado em toda situação, permaneceremos atentos ao assunto e temos a certeza que no momento adequado, a autorização local será dada e a torcida retornará ao estádio – completou Dilson Pereira Junior.
Todos os 417 municípios do estado da Bahia registram, agora, pacientes com a Covid-19, conforme o boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), nesta terça-feira (22). O avanço total da doença no estado ocorreu seis meses e 16 dias após o primeiro caso do novo coronavírus ser registrado em Feira de Santana.
Até a segunda-feira (21), o boletim da Sesab tinha o registro da Covid-19 em 416 municípios. Só a cidade de Novo Horizonte, que fica na região da Chapada Diamantina, não tinha casos da doença.
Nesta terça, no entanto, foi divulgado que o município tem dois casos da Covid-19 confirmados. Os pacientes são uma mulher de 36 anos e um garoto de 11, mãe e filho, que estão assintomáticos. Além dos dois, a família é composta por mais duas pessoas: o marido e um outro filho da mulher, que testou positivo.
Conforme Aílton Alexandre, secretário da Saúde da cidade, a família é natural de Novo Horizonte, mas morava em São Paulo. Eles resolveram voltar para Bahia após perderem os empregos no sudeste. Dias antes do retorno, no entanto, o homem teve a confirmação para a Covid-19 ainda em São Paulo.
“A família teve sintomas lá em São Paulo. O homem foi para um posto por causa dos sintomas. Primeiro, ele fez o teste rápido. Mas, então, pediram para fazer o PCR. Ele realizou. Como ele estava seguro que o teste, o primeiro, deu negativo, ele mandou todas as coisas que estavam com ele para a casa dele, no povoado de Novo Horizonte. Apesar disso, já quando eles estavam para vir, o resultado do homem deu positivo. A orientação que ele recebeu, na época, foi que, caso viajasse, avisasse sobre o resultado para a secretaria local. Como ele não tinha mais nada lá, já tinha mandado tudo, ele veio”, contou o secretário.
Ainda de acordo com Aílton Alexandre, o homem comunicou sobre o teste positivo assim que chegou, no dia 31 de agosto.
“Ele acionou o serviço de saúde e passou todos os detalhes. Ele estava assintomático. Ele cumpriu 17 dias de isolamento. No 17ª dia fizemos o teste rápido de toda a família. E todos deram negativo. Além do rápido, fizemos o PCR, e eles continuaram em isolamento. Todos assintomáticos e sem febre. Hoje, eles já têm 23 dias de isolamento”, disse o secretário.
No entanto, ainda segundo o secretário, o resultado dos testes do tipo RT-PCR (que coleta material genético das mucosas do nariz e boca), que foram feitos em toda a família, saiu na segunda. O homem, que veio de SP com a doença, teve o resultado negativo para a Covid-19, mas a esposa dele e o filho mais novo testaram positivo.
Conforme Márcia São Pedro, diretora estadual da Vigilância Epidemiológica, o avanço da doença no estado já era esperado, por causa do fluxo e deslocamentos feitos pelas pessoas.
“Era esperado, sim, que acontecesse nos 417 municípios. Estamos em uma pandemia, temos uma circulação grande de pessoas. Precisamos lembrar que no momento em que houve o fechamento do comércio muitas pessoas ficaram desempregadas, e precisam retornar para o interior. Outras pessoas que foram diagnosticas precisaram fazer o isolamento. Mas o isolamento não foi feito na capital. Muitas pessoas se deslocaram para o interior para ficar com as famílias. Com isso, a gente aumenta a transmissão e fluxo”, disse Márcia.