O governador Rui Costa classificou como falta de sensibilidade humana a atitude de colégios particulares da Bahia, que, em carta aberta a ele e ao prefeito de Salvador, ACM Neto, cobraram respostas sobre a volta às aulas presenciais. O gestor relacionou os 46 óbitos em decorrência da Covid-19 no estado nas últimas 24 horas com a capacidade máxima de uma sala de aula para argumentar o motivo de não atender o pleito das empresas de ensino.
“É como se morresse uma sala de aula com 44 alunos todos os dias. Um colégio particular acharia normal se todo dia morresse uma sala de aula? Esse colégio funcionaria normalmente?”, questionou, nesta quarta-feira (23), o governador.
O petista ainda classificou como falta de sensibilidade o pedido das escolas. “Parece que as pessoas acham que vai morrer só outro. Que ninguém da sua família vai morrer. Ou são pessoas idosas. A sensação que tenho é que as pessoas perderam a referência e a solidariedade com a vida humana.”, disse Rui.
Sobre a reabertura das atividades no estado, o governador declarou que o plano será flexibilizar paulatinamente os protocolos de quarentena no estado para evitar um segundo pico de contágio.
A Bahia tem mantido o número de casos ativos da infecção pelo coronavírus sem muitas alterações nos últimos dias. O total nesta terça-feira (22) segundo boletim da Secretaria da Saúde (Sesab) era de 7.710. Maior que a segunda (21) em que eram 7.454 e que o domingo (20) que o estado somava 7.593 pessoas ainda doentes.
Um protesto que reuniu menos de 50 pessoas resultou em cenas lamentáveis na manhã de ontem (22), em frente a Prefeitura de Feira de Santana. Além do bloqueio e consequentes transtornos no trânsito de todo o centro da cidade, os manifestantes, entre eles candidatos a vereador, atearam fogo em via pública e chegaram inclusive a agredir verbalmente e ameaçar um profissinal de imprensa.
Para o prefeito Colbert Martins, o ato foi um “grande exemplo de intolerância, ódio e falta de respeito.”
Parte dos manifestantes foi da APLB Sindicato, protestando contra um corte de salários que de acordo com o Governo Municipal não existe. O Município suspendeu o pagamento de horas extras e do deslocamento de professores para a zona rural, porque as aulas estão suspensas pela pandemia. Outra parte é composta de candidatos a vereador e outros que se identificam como ambulantes.
Segundo o prefeito, o episódio marca uma disputa política de seus adversário ao se aproximar as Eleições de novembro.
O protesto acontece num momento em que a Prefeitura conseguiu, pela segunda vez, liminar na Justiça para transferir as barracas do centro da cidade para o Cidade das Compras, o centro comercial popular aberto ao público na segunda-feira (21). Dos 1.800 ambulantes e barraqueiros cadastrados, há mais de três anos, 1.400 já concordaram com a mudança para o Cidade das Compras e 52 barracas já foram retiradas do centro da cidade.
A Prefeitura de Feira de Santana decidiu pela permissão de atividades esportivas coletivas em arenas e quadras localizadas em espaços privados, desde que sejam respeitados os protocolos preventivos da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Também foram autorizadas para que retomem suas atividades artísticas e educativas, tendo como parâmetros medidas de prevenção, as academias de dança e educação corporal.
A segurança, no tocante à prevenção ou disseminação da Covid-19, é rigorosa para ambas as atividades. Entre as exigências, a obrigatoriedade de agendamento, medição de temperatura do atleta, distanciamento, horários exclusivos para maiores de 60 anos e redução em 50% do número de pessoas na área de lazer.
Os atletas estão proibidos de usar vestiários, o uso de sauna a vapor, não será permitido o compartilhamento de equipamentos e colocar em local de fácil acesso material de higienização das mãos.
As academias de dança e educação corporal deverão aferir a temperatura de quem entrar no ambiente, higienização de mãos e barras durante os intervalos, afastamento de dois metros – com demarcação no piso. Não serão permitidos exercícios com mais de uma pessoa, as aulas terão no máximo 50 minutos e as salas deverão estar com as janelas abertas e, no caso do uso de ar condicionado, o aparelho deverá estar limpo.
Somente a aprovação de uma nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) poderia dar ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Nelson Leal (PP) a possibilidade de ser reconduzido ao cargo de presidente da Casa no biênio 2021-2022. Mesmo já tento declarado que continuaria no mais alto posto do Legislativo baiano “sem problemas”, reverter a situação se traduz em um cenário de grandes dificuldades.
Se, de fato, a reversão da PEC que impede reeleições na AL-BA depender de uma mudança no rito da votação de aberta para secreta, as chances de Leal são nulas, já que a Constituição brasileira não autoriza votação secreta nesse tipo de proposta. “A Constituição descreve as poucas possibilidades de voto secreto. Elas não podem ser ampliadas. E a tendência constitucional é a de se proibirem todas as votações fechadas e se ampliar, em favor da ampla fiscalização popular, a plenitude da transparência das votações parlamentares”, alerta o advogado constitucional, Marcos Sampaio.
A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta quarta-feira (23) em Salvador a Operação Contra Senhas, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da capital baiana. Agentes federeais cumpriram 5 mandados de busca no edfício Sião, na Av. Carlos Gomes, no Centro e no empresarial Waal Street, na Av. Paralela.
No total, a PF está cumprindo seis mandados nesta quinta. Cinco deles são em Salvador e o outro na cidade de Catu, na Região Metropolitana (RMS). Ainda não há informações sobre prisões.
A Câmara Federal aprovou nesta terça-feira (22), o projeto que amplia o prazo máximo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de 5 anos para até 10 anos.
O texto também permite acumular mais pontos antes de o infrator ter o documento suspenso pelas autoridades de trânsito, podendo chegar até a 40, hoje o máximo são 20 pontos.
O projeto depende da sanção do presidente Jair Bolsonaro para se tornar lei.
Com dados semelhantes da pesquisa do Portal De Olho na Cidade e Economic, o levantamento do site Informe Baiano e Paraná Pesquisas para a eleição de prefeito em Feira de Santana mostra empate técnico entre o atual prefeito e candidato à reeleição, Colbert Martins (MDB), e o deputado federal Zé Neto (PT). No cenário estimulado, aparecem com 27,9% e 24,9%, respectivamente. Na terceira e quarta posições, também tecnicamente empatados, surgem Carlos Geilson (Podemos), com 12,2%, e a deputada federal Professora Dayane Pimentel (PSL), com 7,5%.
Ainda no cenário estimulado, seguem Roberto Tourinho (PSB), com 4,3%; José de Arimatéia (Republicanos), com 2,5%; e Carlos Medeiros (Novo), com 2,1%. Logo depois, aparecem Marcela Prest (PSOL) e Rei Nelsinho (PRTB), ambos com 0,7%. Não sabem em quem votar 4,7% dos eleitores e 12,5% não votariam em nenhum deles.
A pesquisa encomendada pelo IB e realizada pelo Paraná Pesquisas ouviu 680 eleitores por meio de entrevista telefônica, entre os dias 18 e 22 de setembro. Possui um grau de confiança de 95,0% e margem de erro de 4,0% para os resultados gerais. O estudo foi registrado no TSE com o número BA-09007/2020.
A análise da pesquisa estimulada mostra que os quatro primeiros colocados têm chances de chegar ao segundo turno e confirma o levantamento feito na semana passada pelo Instituto Séculus, também publicado por Informe Baiano.
Espontânea
No cenário espontâneo, quando o eleitor é perguntado em quem vai votar sem a apresentação de uma lista, também há empate técnico entre Colbert Martins (14,7%) e Zé Neto (9,9%). Em seguida, surgem Roberto Tourinho (2,2%), Carlos Geilson e Professora Dayane Pimentel (ambos com 1,8%). Após vêm Carlos Medeiros (1,0%), José de Arimatéia (0,7%), Rei Nelsinho (0,6%) e Marcela Prest (0,4%). Os eleitores que não sabem em quem votar somam 55,1% e outros 10,7% não votariam em ninguém.
CONFIRA OS NÚMEROS
Cenário de Estimulada
Colbert Martins 27,9% Zé Neto 24,9% Carlos Geilson 12,2% Professora Dayane 7,5% Roberto Tourinho 4,3% José de Arimatéia 2,5% Carlos Medeiros 2,1% Marcela Prest 0,7% Rei Nelsinho 0,7% Não sabe 4,7% Nenhum 12,5%
Cenário espontâneo
Colbert Martins 14,7% Zé Neto 9,9% Roberto Tourinho 2,2% Carlos Geilson 1,8% Professora Dayane 1,8% Carlos Medeiros 1,0% José de Arimatéia 0,7% Rei Nelsinho 0,6% Marcela Prest 0,4% Não sabe 55,1% Ninguém 10,7%
O Hospital Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, vai colocar em funcionamento a partir de 1º de outubro, o Centro de Parto Natural e Humanizado do Complexo Materno Infantil. A unidade terá quatro leitos destinados exclusivamente para parturientes de Feira de Santana.
De acordo com a diretora presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, as pacientes serão auxiliadas por enfermeiras obstétricas desde os primeiros momentos do trabalho de parto até a alta hospitalar.
“Será oferecido às parturientes, um ambiente acolhedor, respeitoso e humanizado, além do olhar cuidadoso da enfermagem obstétrica em identificar o que a gestante precisa naquele momento para se sentir segura e confiante”, afirma. Gilberte Lucas pontua que no Complexo Materno Infantil do HIPS são realizados em média 25 partos por semana.
Desde que passou a atingir a população, a COVID-19 tem se mostrado um verdadeiro mistério para a área da medicina, principalmente quando se trata de sua relação com outras doenças. Justamente com isso em mente, a Universidade Duke, na Carolina do Norte, dos EUA, trouxe à tona um estudo apontando que lugares em que grande parte da população contraiu dengue no ano passado e no começo deste ano demoraram mais tempo para ter transmissão de COVID-19 e registraram números menores de casos e de mortes.
Desde que passou a atingir a população, a COVID-19 tem se mostrado um verdadeiro mistério para a área da medicina, principalmente quando se trata de sua relação com outras doenças. Justamente com isso em mente, a Universidade Duke, na Carolina do Norte, dos EUA, trouxe à tona um estudo apontando que lugares em que grande parte da população contraiu dengue no ano passado e no começo deste ano demoraram mais tempo para ter transmissão de COVID-19 e registraram números menores de casos e de mortes.
A análise da disseminação geográfica da COVID-19 no Brasil percebeu que determinadas regiões do país inexplicavelmente não tiveram casos. Com essa questão em mãos, o cientista brasileiro verificou que os casos de dengue no Brasil em 2019 e 2020 ocupavam exatamente essas regiões sem casos da COVID-19.
Além disso, lugares que tiveram alta incidência de dengue nesse período (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais) levaram muito mais tempo para atingir um patamar de elevada transmissão comunitária de COVID-19 do que Estados como Amapá, Maranhão e Pará, por exemplo, que tiveram poucos registros de dengue no mesmo período, de acordo com o estudo. Em contrapartida, a pesquisa também aponta que em regiões com alta densidade demográfica há uma prevalência da COVID-19 mesmo quando há uma alta incidência de dengue.
O Departamento Penitenciário Nacional (DPN) divulgou nesta terça-feira (22) a morte do traficante Elias Pereira da Silva, mais conhecido como Elias Maluco, na Penitenciária Federal de Catanduvas, a 476 quilômetros de Curitiba, no Paraná. Segundo o DPN, o detento se matou.
“O local foi preservado até a chegada da Polícia Federal, que foi acionada para fazer a perícia.
A família foi comunicada pelo Serviço Social da unidade. O Depen informa, ainda, que preza pelo irrestrito cumprimento da Lei de Execução Penal e que todas as assistências previstas no normativo são garantidas aos privados de liberdade que se encontram custodiados no Sistema Penitenciário Federal”, afirmou o departamento em nota.
Elias Maluco foi um dos maiores traficantes de drogas do Rio de Janeiro. Ele fazia parte da facção criminosa Comando Vermelho e chefiava o narcotráfico em trinta favelas do Complexo do Alemão e da Penha.
O criminoso foi preso em setembro de 2002. Mesmo encarcerado, ele era apontado como mentor de ataques de facções, que geraram duas grandes ondas de violência no Rio de Janeiro, uma em 2006, outra em 2010.
Em 2002, foi condenado a 13 anos de prisão por tráfico. Em 2003, mais uma condenação – 18 anos – em outra acusação de narcotráfico. Em maio de 2005, após ser julgado pelo sequestro e morte do jornalista Tim Lopes, pegou mais 28 anos de cadeia.
Elias ganhou o apelido de “maluco” por causa dos métodos utilizados para torturar e matar suas vítimas.