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Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) - Divulgação
Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) Imagem: Divulgação

Uma das negociações que está em curso na Câmara dos Deputados pretende revogar a prisão de Daniel Silveira (PSL-RJ) para, em troca, puni-lo na Comissão de Ética da Casa. Há dois cenários: um deles é a cassação do mandato de Silveira e a outra seria uma suspensão de cerca de seis meses do mandato.

Parlamentares ouvidos pela coluna contam que a vontade dos integrantes do Centrão é a punição mais branda, mas nenhum deles quer endossar ataques ao STF.

“Os deputados reconhecem que a fala é criminosa, mas não houve flagrante. Por isso, querem uma solução contemporizadora. Relaxar o flagrante, mas cassar o mandato ou puni-lo com seis meses de suspensão. Se não houver uma posição mais firme dos líderes, a tendência de contemporizar é grande”, afirmou um parlamentar.

Aliados de Silveira estão desde ontem atuando pelo relaxamento da prisão junto ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mesmo sem defender o vídeo.

“A prisão é inconstitucional. Os deputados só podem ser presos em flagrante por crime inafiançável. Não se enquadra”, disse Jordy, que contou ter conversado com Silveira ontem à noite, quando a Polícia Federal estava cumprindo o mandado de prisão. Ao saber da prisão, Jordy chamou Moraes de “vagabundo” em um tuíte.

Hoje falou em tom mais ameno. “Isso é um tema muito sensível e algo que a gente tem que ter muita parcimônia”, afirmou à coluna. “Acredito que seja essa postura do Eduardo (Bolsonaro), para não colocar mais lenha na fogueira”, afirmou Jordy.

Interesses de Bolsonaro no STF

No entorno do presidente Jair Bolsonaro, assessores e outros apoiadores de primeira hora defendem a cautela. Na opinião deles, essa é uma briga entre os dois poderes e o presidente não deve se envolver.

Bolsonaro vai aguardar as decisões no plenário do STF e da Câmara dos Deputados. A coluna apurou que Silveira queria impressionar Bolsonaro com o vídeo, visando as eleições de 2022. No círculo íntimo do presidente, ele criticou a prisão do deputado, embora tenha achado que Silveira pode ter “exagerado na dose” no vídeo.

O momento não seria bom para conflitos pois existem muitos temas de interesse do governo e da família Bolsonaro na Corte.

Além do inquérito dos atos antidemocráticos, o ministro Alexandre de Moraes também é o relator do caso da interferência na Polícia Federal. Está marcado para o dia 24 de fevereiro o julgamento do plenário do STF sobre como deve ocorrer o depoimento de Jair Bolsonaro na investigação.

Além disso, a ministra Cármen Lúcia é a relatora da investigação que apura o eventual uso da Agência Brasileira de Inteligência em favor da defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O ministro Gilmar Mendes possui a relatoria da reclamação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra o foro especial concedido para o filho mais velho do presidente. Mendes também é o responsável por um habeas corpus que permitiu que Fabrício Queiroz e Márcia Aguiar cumpram prisão domiciliar.

Nas últimas semanas, uma série de investigações também foram abertas sobre a atuação do presidente e do ministro Eduardo Pazuello na pandemia.

“O que eu acho, não quero entrar no mérito do vídeo, é que houve um certo exagero, agora o fato que deve ser levado em conta, para o bem da democracia, é essa prisão que foi ilegal”, afirmou o ex-deputado Alberto Fraga, amigo do presidente Jair Bolsonaro.

“Eu me recordo que quando prenderam o Delcídio eu fui contra”, disse ele, ao recordar o caso do senador petista, também preso em flagrante em 2015. “Mas o texto dele (Daniel Silveira) choca muito”, opinou Fraga, ao dizer que o STF agiu de maneira corporativa.

Informações UOL Notícias


[Infectologista alerta para risco de colapso na saúde:
Foto: Divulgação

O infectologista Gubio Soares, professor da Ufba, fez um alerta, em entrevista ao programa BNews Agora, na rádio Piatã FM, nesta quarta-feira (17), sobre o risco de colapso na saúde da Bahia por causa do aumento de casos do novo coronavírus.

“A população tem que entender o seguinte: temos 200 milhões de pessoas no Brasil, não vai ter vacina tão facilmente assim, porque o mundo inteiro quer vacina, e não temos garantia que as vacinas vão reduzir ou proteger a maioria das pessoas. […] Vai acontecer aqui na Bahia o que aconteceu em Manaus”, disse o infectologista.

Ainda segundo o professor, já é esperado que apareça novas mutações do coronavírus. “O vírus vai continuar procurando mutação, vai aparecer não só essa [do Reino Unido, na Bahia], como outra. É natural que o vírus faça isso porque quer sobreviver no hospedeiro”, disse.

Informações B News


Foto: Washington Nery

O áudio foi desmentido pelo diretor do Hospital de Campanha

Um áudio circulou nas redes sociais nesta quarta-feira (17), falando que o sistema de saúde de Feira de Santana está em colapso, tendo 280 pessoas em espera por atendimento. A informação contida no áudio foi desmentida pelo diretor médico do Hospital de Campanha, Francisco Mota.

Segundo Francisco, a informação é falsa, já que a enfermaria está com 50% da capacidade de ocupação, a UTI está lotada, no entanto, ainda existem outros pontos de atendimento, como as Umidades de Pronto Atendimento (UPA).

Veja o vídeo em que o diretor explica a real situação da rede de saúde nesta quarta-feira (17):


Foto: Washington Nery

Feira de Santana registra mais 193 casos positivos e 211 negativos da Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 22.580 pacientes recuperados, índice que representa 92,2% dos casos confirmados.


O boletim epidemiológico contabiliza ainda 64 pacientes internados no município e 1.443 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais duas mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (17).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA
17 de fevereiro de 2021

Casos confirmados no dia: 193
Pacientes recuperados no dia: 0
Resultados negativos no dia: 211
Total de pacientes hospitalizados no município: 64
Óbitos comunicados no dia: 2
Datas dos óbitos: 18/09 e 14/02

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 1.443
Total de casos confirmados no município: 24.473 (Período de 06 de março de 2020 a 17 de fevereiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 1.379
Total de recuperados no município: 22.580
Total de exames negativos: 35.366 (Período de 06 de março de 2020 a 17 de fevereiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 365
Total de óbitos: 450

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.458 (Período de 06 de março de 2020 a 17 de fevereiro de 2021)
Resultado positivo: 3.837 (Período de 06 de março de 2020 a 17 de fevereiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 13
Resultado negativo: 17.621 (Período de 06 de março de 2020 a 17 de fevereiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello durante cerimônia de divulgação do edital de licitação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde-CIBS, na Fiocruz.

Agência Brasil- O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou nesta quarta-feira (17) um cronograma em que prevê a distribuição de cerca de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 até julho. O anúncio foi feito durante reunião virtual com governadores, informou a pasta.

Na programação apresentada, o ministro incluiu as negociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, que podem garantir ao Brasil a chegada da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin, respectivamente. A previsão, de acordo com a pasta, é que o contrato com os dois laboratórios seja assinado ainda nesta semana. Os dois imunizantes ainda não possuem pedido de uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As próximas entregas aos estados acontecem ainda em fevereiro: serão 2 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz, importadas da Índia, e 9,3 milhões da Sinovac/Butantan, produzidas no Brasil. Em março, a pasta também aguarda a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca.

A assessoria do Ministério da Saúde informou o seguinte cronograma sobre a entrega das vacinas no país:

Fundação Oswaldo Cruz (vacina AstraZeneca/Oxford)

Janeiro2 milhões (entregues)
Fevereiro2 milhões (importadas da Índia)
Março4 milhões (importadas da Índia) + 27,3 milhões (produção nacional com IFA importado)
Abril28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Maio28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Junho28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Julho3 milhões (produção nacional com IFA importado)
Total (1º semestre)112,4 milhões de doses

A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.

Fundação Butantan (vacina Coronavac/Sinovac)

Janeiro8,7 milhões (entregues)
Fevereiro9,3 milhões
Março18,1 milhões
Abril15,9 milhões
Maio6 milhões
Junho6 milhões
Julho13,5 milhões
Total77,6 milhões de doses

Até setembro, serão entregues mais de 22,3 milhões de doses da Coronavac, totalizando os 100 milhões contratados pelo Ministério da Saúde.

Covax Facility

Março2,6 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)
Até junho:8 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)
Total:10,6 milhões de doses

União Química (vacina Sputnik V/Instituto Gamaleya/Rússia)

Março400 mil (importadas da Rússia)
Abril2 milhões (importadas da Rússia)
Maio7,6 milhões (importadas da Rússia)
Total10 milhões de doses

Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá produzir, no Brasil, 8 milhões de doses por mês.

Precisa Medicamentos (vacina Covaxin/Barat Biotech/Índia)

Março8 milhões (importadas da Índia)
Abril8 milhões (importadas da Índia)
Maio4 milhões (importadas da Índia)
Total20 milhões de doses

Foto: ACM

Governo do Estado tenta culpar a Prefeitura por obra inacabada

“O ator principal dessa novela no ar há 14 anos é o governo do Estado, porque a obra é do governo do Estado”. Argumenta o secretário de Planejamento de Feira de Santana, Carlos Brito, reagindo às declarações do vereador Professor Ivamberg (PT), de que a conclusão do Centro de Convenções depende do Governo Municipal.

“Essa conversa de doação do terreno e de inadimplência é para tentar jogar nas costas da Prefeitura uma responsabilidade que não é dela. O Governo Municipal manteve diálogo com a Conder para concluir a obra, atualizou os projetos, pagou R$ 330 mil, e nada foi adiante”, destaca o secretário.

Carlos Brito acrescenta que o Governo Municipal não tem motivo nenhum para questionar o uso do terreno pelo Estado, até porque permitiu que a obra fosse iniciada. “O Estado terá a concessão formal do terreno na hora que desejar, sem qualquer problema, e isso não é empecilho para concluir o Centro”, garante.

“Os novos capítulos da novela são, agora, tentar jogar a culpa na Prefeitura por uma obra inacabada do Governo do Estado. Na minha opinião, os próprios correligionários do governador Rui Costa ficam botando ele numa situação constrangedora, quando falam do Centro de Convenções sem apresentar uma solução. Já são 14 anos sem uma solução”, afirma o secretário.           


Foto: Arisson Marinho/Correio

A Vigilância Epidemiológica da Bahia confirmou, nesta quarta-feira (17), a transmissão comunitária no estado da variante B.1.1.7 do SARS-CoV-2, cepa do coronavírus detectada no Reino Unido. 

O resultado foi apresentado após o sequenciamento genético da amostra de um homem de 62 anos, residente em Salvador, sem histórico de viagem ao exterior, nem contato com pessoas com esse perfil. O sequenciamento genético da amostra foi realizado pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, “a transmissão autóctone ou comunitária é assim chamada quando as equipes de vigilância não conseguem mapear a cadeia de infecção, não sabendo quem foi o primeiro paciente responsável pela contaminação dos demais”, explica a diretora.

Até o momento, a Bahia identificou outros três casos suspeitos da variante do Reino Unido e confirmou a circulação da mesma linhagem do SARS-CoV-2 presente em Manaus, que é a P.1, em 11 pessoas, todos com origem na região Amazônica.

O Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) fará o sequenciamento de 300 novas amostras dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O Lacen é a terceira maior unidade de vigilância laboratorial do país e classificado na categoria máxima de qualidade pelo Ministério da Saúde.

Informações Jornal Correio


Pastor prometeu divulgar vídeo sobre o Caso Daniel Silveira

Pastor Silas Malafaia Foto: Reprodução

Nesta quarta-feira (17), o pastor Silas Malafaia se pronunciou sobre a prisão do deputado federal Daniel Silveira. Ele protestou contra a postura de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Malafaia anunciou ainda que divulgará um novo vídeo com uma análise do caso.

– Vídeo mais tarde! Xingar e caluniar Bolsonaro pode! Falar mal de ministro do STF dá cadeia – escreveu ele, no Twitter.

Em uma breve chamada, o pastor destacou que não foi chamado para ser omisso. Ele definiu a prisão do parlamentar como “um dos maiores absurdos que estamos vivendo nesse tempo”.

– Eu não fui chamado pra ser covarde nem omisso… [Isso] é um dos maiores absurdos que nos estamos vivendo nesse tempo. Eu não concordo com nada do que esse deputado falou, mas a prisão [dele] ultrapassa os limites e a raia daquilo que é legal. É uma afronta à Constituição. Onde é que nós vamos parar? – declarou.

Informações Pleno News


Advogado disse estar convicto de que prisão de Daniel Silveira é ilegal

Deputado Daniel Silveira Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara

A defesa do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) decidiu que irá aguardar o posicionamento da Câmara dos Deputados e que não irá tentar a soltura do parlamentar antes disso. Silveira está convicto de que sua prisão é ilegal e não será autorizada pela Câmara.

– Se ela (Câmara) autorizar essa prisão, ela estará abrindo um precedente imenso. Se um parlamentar no exercício da função não pode ser blindado, imagina nós, cidadãos brasileiros comuns. O que a Suprema Corte pode fazer de ofício? Pode mandar prender, ao seu bel prazer, a qualquer tempo? – questionou o advogado André Rios.

Rios esteve na sede da Polícia Federal do Rio por cerca de duas horas, no início da manhã desta quarta-feira (17). Segundo ele, Daniel Silveira está ‘bem tranquilo quanto à sua postura e [aos] seus posicionamentos’.

O advogado usou termos como “ilegal” e “nefasta” para se referir à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou Daniel Silveira à prisão.

– Eu não acho normal a prisão de um parlamentar em pleno exercício da função. É uma aberração jurídica. Essa decisão deve ser emoldurada; não tem precedente – considerou

Rios também revelou que o deputado está acomodado em uma sala “bem confortável”.

O advogado também negou que Daniel Silveira esteja com um celular e realizando postagens na internet.

– Ele não está com celular. O celular dele está com a assessoria. Eles que fazem as postagens – afirmou Rios.

Informações Pleno News


iStock
Imagem: iStock

Fazer terapia é mais do que apenas contar suas frustrações ao especialista. Existem diversas linhas e conhecê-las é importante para decidir qual mais funciona para você. A psicanálise talvez seja o estilo mais conhecido, mas a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é considerada um padrão no tratamento de muitos problemas de saúde mental.

O método busca entender a forma como o ser humano interpreta os acontecimentos e como eles o afetam. A ideia é analisar as atitudes do paciente para transformar reações automáticas em decisões conscientes. Ficou confuso? A seguir, tire oito dúvidas sobre como saiba em detalhes sobre como essa linha terapêutica funciona.

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1. O que é e para que serve a terapia cognitivo-comportamental?

É um tratamento psicoterapêutico que se propõe a ajudar o paciente identificando nele padrões de pensamentos, crenças e hábitos disfuncionais que, por sua vez, têm influência negativa em seus comportamentos e suas emoções. Após reconhecer esses padrões, o terapeuta pode auxiliar a pessoa e encontrar novas possibilidades de pensamentos para lidar de forma mais assertiva com as situações.

Essa terapia acredita que é possível modificar a crença distorcida das coisas, por meio de treino e pensamentos funcionais. O paciente aprende a reagir aos estímulos do meio.

2. A TCC pode atuar no tratamento da depressão?

Sim. E também do transtorno bipolar, síndrome do pânico e ansiedade, disfunções sexuais, anorexia nervosa, bulimia, esquizofrenia, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), TEPT (transtorno do estresse pós-traumático), fobias e problemas do impulso, como o jogo patológico.

3. Quais as técnicas utilizadas?

A TCC incorpora diversas estratégias voltadas para alterar o pensamento, o humor e o comportamento do paciente. Como cada caso é único, as técnicas podem ser variadas, dependendo da necessidade pessoal, gerando assim melhores resultados. As mais usadas são: registros de pensamentos automáticos, diários de emoções, questionamentos na sessão, treino de comunicação para melhorar o repertório de habilidades conversacionais, simulações de situações, análise do pensamento real e imaginário, troca de papéis, exposição e prevenção de resposta e relaxamento.

4. Todo mundo pode fazer a TCC?

Sim, embora as indicações sejam, na maior parte das vezes, para casos de ansiedade, problemas comportamentais, transtornos psiquiátricos e distorções cognitivas.Imagem: iStock

5. Há respaldo da ciência em sua eficácia?

Sim. É a terapia com maior número de ensaios clínicos que demonstram sua efetividade. Para se ter uma ideia, um estudo realizado por pesquisadores da University College London e publicado no periódico Current Biology revelou que a TCC afeta o volume e a atividade do cérebro.

O tratamento reduziu o tamanho da amígdala, região do cérebro associada à manifestação das emoções —quanto maior seu volume, nos casos de ansiedade social, maior a severidade dos casos.

6. Um tratamento de TCC dura, em média, quanto tempo?

As sessões de terapia cognitivo-comportamental duram cerca de uma hora. A frequência varia conforme o caso clínico, sendo comum realizar sessões semanais ou quinzenais. A duração do tratamento também se orienta de acordo com a necessidade de cada paciente, levando em consideração questões como suas crenças e seus padrões comportamentais.

No geral, pode levar de seis meses a dois anos, aproximadamente. A TCC sempre parte de objetivos terapêuticos que, vencidos, podem dar origem a outros, por isso o mais importante é fazer com que a pessoa adquira estratégias para viver com mais qualidade de vida e não dependa do terapeuta.

7. A terapia cognitivo-comportamental costuma ser aliada a medicamentos?

Não necessariamente. Porém, dependendo do caso, algumas vezes se faz necessário o uso de antidepressivos, já que alterações nos sistemas de neurotransmissores (noradrenalina, serotonina) têm ligação com as interações do indivíduo com o ambiente.

8. Quais são os resultados e em quanto tempo o paciente os percebe?

As mudanças de padrão de pensamentos são perceptíveis ao longo do tempo de atendimento, mas não há um prazo estipulado para se perceber a evolução. Alguns sinais são observados pelos terapeutas e servem como parâmetro. Um manejo mais assertivo, mesmo quando há alterações do comportamento, a estabilidade no humor, disposição nas relações pessoais e no trabalho são indicativos de que a adesão ao processo terapêutico está acontecendo.

Vale frisar que, em certos casos, já na segunda sessão o paciente percebe algum resultado ou mudança, como reconhecer algum pensamento automático distorcido. É essencial considerar que cada pessoa é única e, portanto, as táticas de tratamento devem ser flexíveis.

Fontes: Andréa Chaves, mestre em psicologia pela UCB (Universidade Católica de Brasília) e membro da equipe de atendimento psíquico do NUSAM-Samu (Núcleo de Saúde Mental do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência); Elaine Di Sarno, psicóloga especializada em avaliação psicológica e neuropsicológica e em terapia cognitivo-comportamental, ambas pelo
IPq-HCFMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); Joaquim Leães de Castro, psicólogo clínico graduado pela PUCRJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) com especialização em TCC e pós-graduado em sexualidade, gênero e direitos humanos pela Fiocruz (Fundação Instituto Oswaldo Cruz); Mario Louzã, psiquiatra, psicanalista e doutor em medicina pela Universidade de Würzburg, na Alemanha.

Informações Viva Bem UOL