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O presidente dos Estados Unidos é mais ambicioso do que os líderes europeus na busca de soluções para reativar a economia com um programa de estímulos sem precedentes

O presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, em 7 de abril.
O presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, em 7 de abril.Leigh Vogel / EFE

A economia é um gênero arrítmico, quase jazzístico. Funciona em um ritmo impossível para dançar: lento, mais lento, um pandemônio repentino quando a crise chega, e sempre chega. Esse ziguezague ocorre até no campo das ideias: todos os grandes movimentos da política econômica são acompanhados por correntes na direção oposta, golpe-contragolpe, avanço-retrocesso, heresia-apostasia. A terceira lei de Newton ―para cada ação sempre se opõe uma reação― teve uma correlação quase perfeita na economia política do século passado. A Grande Depressão foi seguida pelo consenso keynesiano, uma revolução passiva do capitalismo para corrigir os excessos do laissez faire que 30 anos gloriosos deixaram. Quando se esgotou essa onda, com a terrível doença econômica dos anos setenta combinando estagnação econômica e inflação elevada, apareceram Ronald Reagan, Margaret Thatcher e sua revolução conservadora, um neoliberalismo que praticamente cabia em um guardanapo de coquetel ―a megafamosa curva de Laffer― e em um decálogo chamado Consenso de Washington, que se resume em desregulamentação, menos impostos, privatizações, globalização e, finalmente, o poder magnético dos mercados eficientes acima de quase tudo. A revolução conservadora resistiu entre nós com diferentes roupagens; sua evolução mais recente é o trumpismo, mas antes também encontrou seu caminho até mesmo na social-democracia, especialmente com o charlatanismo associado à Terceira Via, ou no ordoliberalismo alemão de Merkel e companhia. Nisso, veio a Grande Recessão e o entrave lúgubre na forma do Grande Confinamento. Todas as grandes crises acabam causando convulsões políticas, e esta não seria menor: um ar de mudança de regime flutua na política econômica global.

O artífice dessa convulsão é um homem de quase 80 anos que virou o mundo de cabeça para baixo contra todas as probabilidades. O democrata norte-americano Joe Biden, nascido politicamente no paraíso fiscal de Delaware, votou com entusiasmo a favor dos cortes de impostos de Reagan na década de 80 e serviu como vice-presidente do grandiloquente Barack Obama, que poderia ter protagonizado uma mudança de paradigma há uma década, mas ficou na metade do caminho pela feroz oposição republicana e de Wall Street e acabou deixando Trump como um legado. Biden chegou à Casa Branca com essa aura de político moderado, quase entediado, que costuma contratar um alto funcionário do Goldman Sachs quando tem que abrir a boca. “Por acaso eu pareço um socialista radical?”, dizia, olhando para a câmera em plena campanha. E, no entanto, não há altos funcionários do Goldman Sachs em seu Governo, e Biden surpreendeu seu partido, incluindo a sonolenta ala esquerda, e a Deus e o mundo com 100 dias tremendos que provocam a tentação de falar em mudança de paradigma.

Essa mudança de paradigma começou a tomar forma em 2009, mas se acelerou com a covid-19. Na fase mais aguda da pandemia, Governos em todo o mundo aprovaram estímulos fiscais e monetários em uma escala que só havia sido vista em guerras mundiais. Biden dobra ou triplica essa aposta: os Estados Unidos, além de vacinar a toda velocidade, aprovaram um primeiro pacote de estímulo de quase 2 trilhões de dólares (11,2 trilhões de reais) para reforçar a recuperação da economia no curto prazo, que incluiu cheques de 1.400 dólares (7.850 reais) para os norte-americanos, o equivalente ao que os economistas costumam chamar de “jogar dinheiro de um helicóptero”.

Ele anunciou logo em seguida um segundo pacote, mais estrutural, com uma perspectiva de longo prazo. São mais 2 trilhões para os próximos oito anos, com medidas destinadas a resolver alguns dos problemas que a maior potência mundial acumula há décadas: desigualdade, pobreza, educação, saúde, clima, investimento em infraestrutura, combate aos monopólios tecnológicos, um retorno ao multilateralismo e, nunca visto em duas gerações, uma proposta para um aumento global de impostos corporativos, anátema até ontem mesmo, bem como um aceno ao sindicalismo, algo incomum na América do Norte. Combinado com o que já estava na mesa, este é um estímulo do tamanho de um daqueles enormes porta-aviões que navegam pelo Pacífico Sul: cerca de 5 trilhões, um quarto do PIB dos Estados Unidos. “É uma sacudida brutal no sistema que busca causar efeitos imediatos nas vidas dos americanos”, resume o professor Peter Praet.

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Os livros didáticos dizem com clareza meridiana que em meio a um choque externo de grande magnitude, como o causado pela covid-19, é preciso fazer políticas fiscais ultraexpansionistas e políticas monetárias que acompanhem os estímulos. Mas ninguém ―ninguém― tinha se atrevido a tanto.

Economistas e governantes de todos os matizes, de direita e de esquerda, há anos levam longe demais sua adoração (ou medo) dos mercados. É claro que, quando uma crise se aproximava, todos tiravam da cartola um keynesianismo dos grandes, mas, assim que vinha a estiagem, voltava-se automaticamente ao mesmo lugar neoclássicão: usando as taxas de juros e a política monetária para domar os ciclos de econômicos, ficar sempre de olho no déficit e confiar na magia do mercado. Essa magia começou a se desfazer com o crash do Lehman Brothers: “Todo o edifício intelectual desabou”, sentenciou então um descontente Alan Greenspan, sumo sacerdote dessa fé econômica, que disse encontrar-se “em um estado de total incredulidade e espanto” quando o castelo de cartas desmoronou.

Obama não quis ou não pôde então dar o golpe radical que prometia, e as águas voltaram ao seu curso. Mas a semente estava plantada, e a combinação da terra arrasada dos anos Trump e o choque pandêmico nos convidam a cometer esse pecado econômico que consiste em pensar que desta vez pode ser diferente: “O estímulo de Biden é o despertar de uma nova era”, escreveu o historiador econômico Adam Tooze. “É a ruptura definitiva com o neoliberalismo”, segundo a análise de J. W. Mason, do Roosevelt Institute. “A pandemia é a oportunidade de fazer uma mudança que devolva o protagonismo ao Estado”, sentencia Mariana Mazzucato, do University College. Até o FAES, o think tank liberalíssimo de José María Aznar, falava às claras esta semana “do canto do cisne dos supply siders [os economistas da oferta, pouco amigos do keynesianismo], que desde o tempo de Reagan vinham dominando o debate”.

Ao jornalismo tende a cair maravilhosamente o advérbio de cautela talvez: diante da inauguração permanente da história, é preciso sempre lembrar um aforismo de Rafael Sánchez Ferlosio, “a nova era, a velha desventura”. Mas a dezena e meia de economistas consultados aponta para algo como uma mudança de guarda na política econômica não isenta de riscos.

Amores e revoluções, mesmo econômicas, precisam da pessoa certa, no lugar certo e na hora certa; a vida, entretanto, quase nunca consegue reunir tal adequação. Biden pode conseguir? “Velhos que têm pressa são uma coisa boa”, diz, por telefone, James Galbraith, economista da Universidade do Texas e um dos poucos acadêmicos de esquerda com uma voz poderosa e midiática. Biden chega ao lugar certo, uma Casa Branca abalada pelos excessos histriônicos de Trump, em meio a uma crise que, como diz a direita, é sempre uma oportunidade, “e com os democratas conscientes de que só têm dois anos antes do próximo ciclo eleitoral para mudar as coisas e evitar a volta do populismo”, diz o filho do mítico John K. Galbraith. “A questão é se a academia e a política, em parte como consequência do pânico, dão ao pensamento econômico o impulso definitivo para acabar com o neoliberalismo. Mas ainda falta muito jogo”, frisa.

Algo se move

Esse ceticismo é a norma em uma profissão acostumada a novos amanheceres que nada mais eram do que aldeias Potemkin: palavras de verniz e decorações de papelão duro. E, no entanto, é inegável que algo está se movendo. O ex-economista-chefe do FMI Maurice Obstfeld aponta que o Plano Biden “é muito mais ambicioso do que as propostas de Obama”, embora deixe no ar se representa a prometida nova era ou a ferlosiana velha desventura. Simon Johnson, que também esteve no FMI, qualifica esse pacote como “brilhante esforço para estimular a economia no curto prazo para acelerar a recuperação pós-covid-19” e, ao mesmo tempo, “pensar na economia americana no longo prazo com medidas audazes e ambiciosas”. “Eu não chamaria essas políticas de esquerda ou direita, nem as classificaria como velho ou novo paradigma: simplesmente são o caminho adequado para reconstruir a economia onde as duas últimas crises mais a golpearam. E talvez sirvam de inspiração em outros lugares”, acrescenta Johnson.

Essa “inspiração” para “outros lugares” é uma forma educada —eufemística— de se referir à Europa, que tem sido muito menos arrojada do que os EUA. Mas essa alusão vamos tentar esclarecer alguns parágrafos abaixo. Porque, para além da comparação com a Europa, o fato é que a política econômica de Biden apresenta riscos, e nem muito menos foi adotada por consenso. Larry Summers, o guru econômico de Obama, oráculo de Wall Street e prima donna do suposto progressismo economicista norte-americano, é quem mais claramente destacou que o novo Executivo dos Estados Unidos foi longe demais, apesar de até dois dias atrás ter defendido abertamente os estímulos para tirar a economia global da armadilha da estagnação secular. O prestigiado economista francês Olivier Blanchard segue Summers de perto: “Biden foi muito longe; existem riscos de superaquecimento e inflação”, explica por e-mail. “Muitos economistas pensam como Summers e Blanchard: Biden está descartando a ciência e substituindo-a por seus objetivos políticos e popularidade”, diz Tyler Cowen, autor de The Great Stagnation e influente professor da Universidade George Mason.

Diante dos maçantes teóricos do universo que vão atrás do glamour intelectual do pessimismo, Simon Wren-Lewis destaca em Oxford que Biden “mostra o caminho a seguir”. “O Reino Unido e a Europa foram tímidos demais: as preocupações com o déficit estão fora de lugar. Mas também os riscos inflacionários podem ser superados.” Não fazer nada, com os velhos demônios à espreita, não era mais uma opção: “Isto não é o fim do neoliberalismo, que vai além da política econômica, mas é de esperar que seja o começo do fim daqueles que se preocupam com o déficit ―ou a inflação― em meio a uma depressão, ou de uma armadilha econômica de baixo crescimento e taxas de juros e inflação na zona zero como na que encalhamos”.

Muitas vezes, acontece com os economistas algo semelhante ao que se deu com Napoleão em Guerra e paz: sua capacidade de decidir os rumos da economia é limitada. Armados com fantásticos modelos matemáticos, um grandioso plano de batalha cujo objetivo é simplificar a realidade e que lhes promete uma vitória quase certa, “a obsessão de teorizar” dos cientistas sociais acabou se tornando “um obstáculo à compreensão”, deixou escrito Albert Hirschman, cujo nascimento acaba de completar 100 anos. Dani Rodrik, economista de Harvard, diz que a profissão levou longe demais “sua adoração pelos mercados” e “sua crença nos modelos”. A economia é espelho e ao mesmo tempo expressão de uma era: o Estado de bem-estar social foi a tradução social-democrata do roteiro do pós-guerra e a revolução conservadora a resposta à crise do petróleo, com uma estagnação preocupante e uma inflação galopante. Mas agora os problemas são outros: a mudança climática, a hiperglobalização, o peso excessivo do setor financeiro nas economias avançadas e o impacto da revolução tecnológica sobre os trabalhadores não são devidamente tratados pelos modelos. O neoliberalismo perdeu brilho devido aos excessos dos últimos 15 anos de monopólios tecnológicos, às loucuras das finanças ―a Pottersville de A felicidade não se compra― à galopante desigualdade e ao rastro de crises dos últimos tempos. “Ao contrário dos acidentes aéreos, as crises financeiras tornaram-se mais frequentes, não menos: o avião é mais perigoso”, resume Mervyn King, ex-governador do Banco da Inglaterra.

A resposta adequada diante desse panorama é o Plano Biden, esse bidenomics? O historiador econômico Barry Eichengreen, de Berkeley, tem suas dúvidas. “Os EUA responderam com muito mais munição do que a Europa aos novos problemas econômicos, associados à covid, e aos não tão novos que se acumulam em todo o Ocidente. Mas agora há um rico debate sobre se Washington fez demais, criando significativos riscos de inflação”. “O estímulo de Biden é várias vezes maior do que a brecha de produção [a diferença entre a velocidade de cruzeiro da economia e o potencial de crescimento], e há ainda mais estímulos à vista. Do lado monetário, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou claro que não vai mudar sua política ultraexpansionista até pelo menos 2023. É melhor se recuperar a toda velocidade e arriscar-se a um retorno da inflação? Ou é preferível algo mais lento para evitar esses riscos? Biden prefere a primeira opção; a Europa, a segunda”, aponta.

Os Estados Unidos ultrapassaram a Europa pela direita depois de 2008. Quando as coisas ficaram realmente muito ruins, Washington reuniu os maiores bancos do país e os fez pedir emprestadas grandes somas de dinheiro (que depois devolveram com juros), e inovou com a política monetária e fiscal: a Europa optou pela austeridade e as coisas quase acabaram mal. Agora Biden ultrapassa os europeus pela esquerda: a Europa também optou pelos estímulos desta vez, mas em uma escala muito menor.

“A zona do euro, ao contrário dos EUA, parece satisfeita com uma recuperação incompleta”, critica o economista Ángel Ubide. “Joe Biden acaba de atrasar o declínio de seu país; os líderes europeus parecem dispostos a acelerar o deles”, escreveu o analista Martin Sandbu no Financial Times. “A comparação é equivocada porque na Europa temos estabilizadores automáticos, os heróis anônimos da política econômica moderna”, matiza Benedicta Marzinotto, da Universidade de Udine. O FMI, porém, considera que o estímulo europeu é insuficiente: o Fundo acredita que a Europa teria de injetar 3% do PIB em sua economia. Cerca de 400 bilhões a mais de uma tacada só.

Europa versus EUA, enfim, mais uma vez. Blanchard intervém nesse debate com finezza: “O plano de Biden é provavelmente demasiado grande, e os planos europeus demasiado pequenos, mas talvez não tão pequenos. Isso dependerá do que acontecer com a demanda privada: o otimismo em relação às vacinas e as poupanças retidas em empresas e famílias poderiam provocar um boom também na Europa”. Outros especialistas se queixam dos atrasos acumulados tanto nas vacinas quanto no Fundo de Recuperação de 750 bilhões aprovado um ano atrás em Bruxelas, mas do qual o dinheiro novo só começará a fluir no final de 2021.

“O Fed dos EUA comprou 2,6 trilhões de dólares em ativos desde janeiro de 2020; o BCE, 320 bilhões de euros (380 bilhões de dólares), sete vezes menos. E a política fiscal conta uma história semelhante: o estímulo europeu é mais ou menos a metade do norte-americano. Não estamos repetindo os erros da crise passada, ao menos desta vez a Europa vai na direção certa, mas em termos de volumes estamos repetindo os erros: sairemos mais tarde e com mais dificuldades”, destaca Paul De Grauwe, da Universidade de Leuven. “O contraste entre o paradigma neoliberal e o que Biden fez mostra uma mudança fundamental: os governos estão recuperando um papel central na luta contra a crise”, acrescenta. Charles Wyplosz, do Graduate Institute, concorda. E acusa aqueles que criticam a ambição de Biden pelo risco inflacionário que corre. “Parecem-me críticas incrivelmente fora de lugar. Durante uma década lamentamos os efeitos perversos de uma armadilha de baixo crescimento, taxas de juros negativas e inflação baixíssima. Se a inflação finalmente aumentar e obrigar os bancos centrais a agir, pelo menos teremos escapado da maldição dos últimos anos.” “Pela primeira vez em décadas, um Governo realmente tenta fazer algo por aqueles que acabaram sendo, por puro desespero, eleitores de opções populistas. Eu rio dessas críticas diante de um passo deste calibre”, vocifera Wyplosz. Vítor Constâncio, ex-vice-presidente do BCE, também aplaude a coragem norte-americana: “Washington está tentando fazer experiências com políticas para superar completamente a crise, enquanto a Europa languidesce sob o peso dos seus fantasmas e temores”, escreveu recentemente.

As épocas felizes são páginas em branco nos livros de história, mas aquilo de “que você viva tempos interessantes” dos chineses é uma maldição. Quando assumiu o cargo em 1933, Franklin D. Rooseveltdesvalorizou o dólar, obrigou os norte-americanos a lhe venderem, por um preço tabelado, todo o ouro que tinham adquirido desde o início da crise e fechou os bancos durante 28 dias: os EUA começaram a cimentar com o new deal ―e com a Segunda Guerra Mundial― uma hegemonia que chega até hoje. Biden não vai a tanto, mas em menos de 100 dias anunciou uma injeção de vários bilhões de dólares na economia e patrocina inclusive um aumento global de impostos para as grandes corporações. No fundo, a luta pela hegemonia global continua: o presidente dos EUA, em pleno momento Roosevelt, afirma que seu plano “nos coloca em posição de ganhar competitividade com a China”. Para além dessa luta, Washington viu as orelhas do lobo do populismo; o que faz Biden é uma tentativa quase desesperada de evitar o retorno do trumpismo. E a pressa também tem uma explicação mais prosaica: o Partido Republicano está grogue depois da última derrota, mas Biden tem apenas dois anos até as eleições para o Senado, que poderiam acabar com sua pequena maioria e turvar o resto de seu mandato.

Expectativas

As crises não são um acontecimento, mas um processo; um processo que em certos lugares, lugares desafortunados, ainda não terminou. Os anglo-saxões precisariam de outro Dickens para descrever as cicatrizes em algumas regiões dos Estados Unidos e do Reino Unido, mas Victor Hugo também poderia reescrever Os miseráveis em muitas partes da Europa. Sairemos dessa, porque não há vírus ou crise que dure 100 anos, e sairemos mais cedo do que tarde. Mas esse será o momento mais perigoso: as pessoas não se rebelam quando as coisas estão ruins, mas quando suas expectativas são frustradas. Se Biden estiver certo e a Europa arrastar os pés, é muito possível que o mal-estar cresça daquele lado do Atlântico; se Washington tiver ido longe demais, podemos estar diante da enésima fase da revolução conservadora e a mudança de regime teria sido uma miragem. Enfrentamos uma incerteza radical através dos relatos, construindo narrativas: Biden está executando a sua, e a Europa, no momento, as vê chegar.

Cavafis escreveu isso, como sempre, melhor: a cidade inteira se reuniu para esperar os bárbaros e reinava o medo, o tremor, a esperança de que essa irrupção mudasse suas vidas.

Informações El País Brasil


Bahia vence o Bahia de Feira e se mantém no G-4 do Campeonato BaianoFoto: Enaldo Pinto / Ag. Haack / Bahia Notícias

O time de transição do Bahia superou o Bahia de Feira neste domingo (18) por 1 a 0 em Pituaçu, em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Baiano. Em um jogo nervoso e marcado por chances perdidas, o Tricolor conseguiu marcar com Marcelo, no segundo tempo do jogo.

Com o resultado, o Bahia avançou aos 12 pontos e se mantém na quarta posição do estadual. Na última rodada da primeira fase, a equipe enfrenta o Jacuipense no próximo dia 28 de abril, novamente em Pituaçu.

O JOGO

Com a necessidade de um bom resultado para seguir na briga pelo G-4, o Bahia começou o jogo buscando o ataque, tentando se aproximar do gol, mas sem criar nenhuma grande oportunidade. A chegada mais intensa foi aos 15 minutos, quando Gustavo avançou em velocidade pela direita, mas tocou mal na bola e facilitou a defesa do goleiro Jean.

A partir do minuto 30, o Bahia de Feira ganhou mais posse de bola e começou a tentar.  Com 33, Cazumba cruzou na área e Hugo Freitas cabeceou para fora. Um minuto depois, após mais um cruzamento, Deon cabeceou por cima.

Quando eram marcados 38 minutos, Daniel Penha rebeceu passe de Bruno Camilo e mandou uma bomba para boa defesa de Jean. Na sequência, Gustavo avançou pela direita e ajeitou para Renan Guedes, que pegou mal na bola.

Hugo Freitas expulso

Com 39, Hugo Freitas tomou o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho após interromper a corrida de Renan Guedes com o braço no rosto.

Aos 42 minutos, Ignácio sofreu falta dentro da área, mas o árbitro Eziquiel Sousa Costa marcou falta. 

Pouco antes do fim da primeira etapa, Pedro Neto dominou dentro da área e ajeitou para Thiaguinho, que bateu forte e de primeira para defesa segura de Matheus Teixeira.

Segundo tempo

Com um jogador a mais, o Bahia foi para cima e perdeu uma grande oportunidade. Aos oito minutos, Raniele chutou de longe, o goleiro espalmou e a bola ficou limpa para Marcelo, que chutou de qualquer jeito e errou a meta por muito. 

Aos 14 minutos, Daniel Penha tentou de fora da área e o goleiro Jean se esticou todo para evitar o gol. Após essas tentativas, o Bahia continuou em cima, mas diminuiu o ritmo de chegadas mais perigosas.

Marcelo balança a rede

Após perder uma grande oportunidade, Marcelo conseguiu a redenção com um gol. Aos 37 minutos, Bruno Camilo cobrou escanteio e o camisa 9 se antecipou na grande área para cabecear ao gol.

Aos 43, chance do Bahia de Feira. Após bola na área, Diones dominou no peito e mandou de bicicleta. Matheus Teixeira fez uma grande defesa.

FICHA TÉCNICA
Bahia 1 x 0 Bahia de Feira
Campeonato Baiano – 8ª rodada
Local
: Pituaçu, em Salvador
Data: 18/04/2021 (domingo)
Horário: 16h
Árbitro: Eziquiel Sousa Costa
Assistentes: Jucimar dos Santos Dias e José Carlos Oliveira dos Santos

Cartões amarelos: Hércules, Hugo Freitas (2x), Bruninho (Bahia de Feira) / Gustavo Henrique, Jeremias(Bahia)

Cartões vermelhos: Hugo Freitas (Bahia de Feira)

Gols: Marcelo (Bahia)

Bahia: Matheus Teixeira; Renan Guedes, Ignácio (Jeremias), Gustavo Henrique e Felipinho (Mayk); Raniele, Pablo e Bruno Camilo; Daniel Penha (Gustavo Brinquedo), Gustavo (Fabrício) e Marcelo (Caio Mello). Técnico: Cláudio Prates.

Bahia de Feira: Jean; Wesley, Jarbas (Eduardo), Paulo Paraíba e Cazumba; Hércules, Diones e Hugo Freitas; Thiaguinho, Pedro Neto (Marcone) e Deon (Bruninho). Técnico: Oliveira Canindé.

Informações Bahia Notícias


Foto: Reprodução

Um vídeo de março de uma entrevista que Taís Araújo fez com Xuxa viralizou neste domingo (18) no Twitter por conta de uma resposta em que a apresentadora diz qeu gostaria de ser uma mulher negra na próxima reencarnação. A entrevista foi exibida pelo “Superbonita”, do GNT.

Questionada sobre como gostaria de vir em outra vida, Xuxa diz que gostaria de ser como Taís. “Taís, eu gostaria de vir com a sua cor, seu cabelo, sua pele”, elencou. Taís fez um alerta: “Ser preta não é mole não. Depois te conto o que é vir preta nesse país e nesse mundo”.

Xuxa institiu: “Eu ia me amar muito, ia me olhar no espelho toda hora”. Taís afirmou que se ama muito, mas que não é essa a questão. “Eu também me amo, mas o problema não sou eu. É o mundo lá fora”, afirmou. “Quando eu olho as pessoas com a cor da sua pele, o seu cabelo… Eu tenho pouco cabelo. Tenho uma pele que queria muito que fosse dourada, morena, negra. Se pudesse escolher, queria vir assim”, acrescentou Xuxa. “Pede pra vir com o espírito preparado pra aguentar bomba também”, recomendou a atriz.

O vídeo foi replicado milhares de vezes, levando o nome de Xuxa aos assuntos mais comentados do Twitter. “Cada vez sinto mais vergonha de ter crescido fã da Xuxa”, comentou um internauta. 

Há pouco tempo, Xuxa também foi criticada depois de afirmar que seria bom se presidiários, e não animais, fossem usados em testes de produtos. Na ocasião, ela pediu desculpa pela afirmação. 

Informações Correio


Casos deste domingo se somam a outros dois que ocorreram na mesma semana no país

Foto: reprodução/NBC
Foto: reprodução/NBC

Ao menos seis pessoas foram mortas em dois tiroteios em dois estados diferentes dos Estados Unidos. Os crimes ocorreram neste domingo (18). Um deles foi em Kenosha (Wisconsin), onde 3 foram mortos em uma briga de bar. O outro ocorreu em Austin (Texas), que também deixou 3 mortos nas proximidades de um centro comercial.

O caso em Wisconsin foi o primeiro registrado e ocorreu nesta madrugada. Além das mortes, duas pessoas ficaram gravemente feridas. De acordo com a polícia, o suspeito teria sido convidado a deixar o bar onde estava, mas voltou logo depois e atirou nas pessoas que estavam no local.

Já o segundo caso, no estado do Texas, aconteceu perto de um prédio de escritórios. Segundo a polícia de Austin, a identidade do atirador já foi descoberta e a suspeita é que o caso seja “uma situação doméstica isolada e não há risco para o público em geral”. O homem também está foragido.

Os casos deste domingo se somam a outros dois que ocorreram na mesma semana no país. Na sexta-feira (16), ao menos oito pessoas foram mortas durante um ataque a tiros em um escritório da FedEx – empresa americana de entregas – em Indianápolis. O atirador se matou logo em seguida. A motivação do ataque e a identidade do atirador ainda são investigadas.

O outro caso aconteceu na escola secundária Austin-East Magnet, em Knoxville (Tennessee) e deixou uma pessoa morta. Além disso, um policial foi atingido por um tiro no quadril. A polícia não detalhou o caso, mas informações ainda não oficiais alegam que a vítima seria um adolescente. Existe ainda a suspeita que o jovem tenha sido o atirador. Conforme o jornal “Knoxville News-Sentinel”, um dos suspeitos foi detido, mas a polícia não confirmou.

Informações Bahia.ba


Uefa logo - logo
Foto: Reuters/Denis Balibouse/Direitos Reservados

 A Uefa, entidade administrativa do futebol europeu, alertou que clubes relacionados à Superliga serão banidos de competições domésticas e internacionais caso organizem uma competição concorrente à Liga dos Campeões.

Em um comunicado conjunto com as ligas e federações de Espanha, Inglaterra e Itália, a Uefa afirmou que considerará “todas as medidas”, incluindo ações judiciais e banimentos de ligas domésticas, em oposição aos planos de uma competição paralela.

A Uefa afirmou que ficou sabendo que clubes daqueles países “podem estar planejando anunciar a criação de uma chamada e fechada Superliga”.

“Se isso acontecer, queremos reiterar que nós… (e) também a Fifa e todas as nossas federações permanecerão unidas na tentativa de interromper este projeto cínico, um projeto que se baseia no interesse próprio de alguns poucos clubes no momento em que a sociedade precisa de mais solidariedade do que nunca”, disse a Uefa. “Vamos considerar todas as medidas disponíveis, em todos os níveis, judiciais e esportivos, para impedir que isso aconteça. O futebol é baseado em competições abertas e méritos esportivos; não pode ser de qualquer outra maneira”, acrescentou o comunicado.

Em janeiro, a Fifa afirmou que uma competição independente não seria reconhecida e que “qualquer clube ou jogador envolvido nesse tipo de torneio não poderia participar de qualquer competição organizada pela Fifa ou por sua respectiva confederação” – o que significa que os jogadores seriam banidos da Copa do Mundo.

O comunicado deste domingo (18) da Uefa disse: “Os clubes em questão serão banidos de qualquer outra competição, em nível doméstico, europeu ou mundial, e pode ser negada aos jogadores a oportunidade de representar suas seleções nacionais”.

“Agradecemos os clubes em outros países, especialmente de França e Alemanha, que se recusaram a participar disso. Convocamos todos os amantes do futebol, torcedores e políticos, a se unirem a nós na luta contra um projeto desse tipo, caso ele seja anunciado. Esse persistente auto-interesse de poucos está em andamento há tempo demais. Chega”.

Informações Agência Brasil


Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 48h. Até agora são exatamente 28.995 pacientes recuperados, índice que representa 86,7% dos casos confirmados. Enquanto isso, 162 exames foram negativos e 86 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 129 pacientes internados no município e 3.818 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (18).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE DOMINGO
18 de abril de 2021

Casos confirmados no dia: 86
Pacientes recuperados no dia: 48
Resultados negativos no dia: 162
Total de pacientes hospitalizados no município: 129
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 3.818
Total de casos confirmados no município: 33.410 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.689
Total de recuperados no município: 28.995
Total de exames negativos: 45.685 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021)
Aguardando resultado do exame: 449
Total de óbitos: 597

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 24.677 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021)
Resultado positivo: 4.697 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021)
Em isolamento domiciliar: 17
Resultado negativo: 19.980 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


A Corregedoria do Ministério Público do Pará recebeu, no dia 8 de abril, uma notícia de fato – uma espécie de procedimento administrativo – denunciando a descoberta de respiradores pulmonares em uma possível parede falsa, no Hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci, distrito de Belém (PA). O pedido de apuração foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) confirma que, no dia 22 de março, foram identificados 19 ventiladores pulmonares em uma sala nas instalações do hospital, mas nega a existência de uma parede falsa.

O promotor responsável pela investigação, Rodier Barata Ataíde, disse à reportagem que realizou uma análise preliminar da denúncia e, na última quarta-feira (14), determinou diligências para levantar mais informações sobre o caso.“Nós avaliamos que, sim, têm relevância o que está sendo noticiado e precisa de uma apuração.

Especialmente, em dois sentidos: um é direcionado para que esses equipamentos estejam colocados em uso por conta da vida das pessoas que precisam de respiradores e o outro já é quanto às eventuais responsabilidades de gestores por essa ocorrência.”, disse.

Em nota, a Secretaria diz que os respiradores foram imediatamente colocados em uso após a realização de uma análise técnica. De acordo com a pasta, o atendimento de pacientes não foi prejudicado, por conta do hospital estadual já estar com o seu quantitativo de UTI na capacidade máxima, tendo sido os aparelhos distribuídos na rede estadual.

Segundo o despacho do Ministério Público, entre as determinações, a Sespa terá 10 dias úteis para esclarecer se houve uma abertura de procedimento administrativo para apurar responsabilidades, comunicação a órgãos de Segurança Pública e quais outras providências adotadas.

Informações: CNN Brasil

Foto: Reprodução/Agência Pará


A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 2.574 novos casos de Covid-19, segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), neste domingo (18).

O boletim ainda contabilizou 75 óbitos, que apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas neste domingo.
Dos 862.334 casos confirmados desde o início da pandemia, 828.606 são considerados recuperados e 16.425 encontram-se ativos. Do total de casos, 17.303 tiveram óbito confirmado, o que representa uma letalidade de 2,01%.
Dentre os óbitos, 55,46% ocorreram no sexo masculino e 44,54% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 54,64% corresponderam a parda, seguidos por branca com 21,90%, preta com 15,33%, amarela com 0,47%, indígena com 0,13% e não há informação em 7,52% dos óbitos.
O percentual de casos com comorbidade foi de 65,60%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (73,66%).
O boletim também contabiliza 1.169.727 casos descartados e 191.531 em investigação. Na Bahia, 46.580 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.
Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17h deste domingo.

G1 Bahia

Foto: Mateus Pereira/GOVBA


O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello teria se defendido das acusações instauradas contra ele no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Coluna do Estadão, o militar teria comentado sobre possíveis desdobramentos da CPI da Covid no Senado.

Segundo a publicação, o ex-ministro teria afirmado que “tudo que pude fazer, eu fiz”. Além disso, ele teria dito a interlocutores que “se tiver que sair alguém preso, não será eu”.

Os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa) devem ser os primeiros a serem convocados pelo Senado. Os parlamentares também buscam materiais do Ministério Público Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a atuação do governo no combate à pandemia de coronavírus.

Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência


O presidente Jair Bolsonaro anunciou em suas redes sociais, neste domingo (18), a disponibilização verbas para a abertura de quase 8 mil leitos em unidades de terapia intensiva espalhadas pelo Brasil. Segundo o presidente, ele editou uma medida provisória que criou crédito extraordinário que será destinado à Saúde.

– Mais uma MP das muitas, desde 2020, no combate ao covid: ampliação de mais cerca de 8 mil leitos. Total de UTIs será de 21,3 mil desde o início do ano pelo governo federal. O crédito também será aplicado na aquisição de medicamentos e fármacos para intubação – escreveu Bolsonaro.

Informações: Pleno News

Foto: PR/Marcos Corrêa